CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1182 DE 21 DE FEVEREIRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1182| 21 de fevereiro de 2020

 

NOTÍCIAS

Oferta restrita dá sustentação ao mercado de carne bovina no atacado

Apesar do lento escoamento da última semana, os preços da carne sem osso estão firmes no atacado. A oferta de boiadas limitada e a expectativa de melhora do consumo nos próximos dias, devido ao período de Carnaval, explicam o comportamento da cotação

Na média dos 22 cortes pesquisados pela Scot Consultoria, o preço subiu 0,5% nos últimos sete dias. Vale ressaltar que apesar da retomada dos preços, a cotação ainda está em patamar menor do que no início do ano (-1,3%). A alta dos últimos dias foi menos intensa do que as valorizações registradas na primeira quinzena do mês, contudo, o que chama a atenção é que mesmo com o consumo deixando a desejar, os preços se mantiveram sustentados.

SCOT CONSULTORIA

Preço do boi cai com diminuição do consumo de carne no varejo

O arrefecimento do consumo da carne bovina, que está pressionando também os preços da proteína animal no atacado, diminuiu o apetite comprador de matéria-prima dos frigoríficos

O mercado físico do boi gordo segue com preços em baixa. O analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, salienta que o arrefecimento do consumo da carne bovina, que está pressionando também os preços da proteína animal no atacado, diminuiu o apetite comprador de matéria-prima dos frigoríficos. “Os preços do boi gordo só não caem mais neste momento, já de final de mês, por conta da oferta, que ainda é restrita. Como o regime de chuvas continua bom em fevereiro, o pecuarista aproveita a mantém o gado por mais tempo nas pastagens, que se encontram em ótimas condições”, assinalou. Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram na casa de R$ 203 a arroba. Em Uberaba, Minas Gerais, preços em R$ 194 a arroba, contra R$ 196. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, os preços caíram de R$ 195 para R$ 193 a arroba. Em Goiânia, Goiás, o preço indicado ficou em R$ 193 a arroba, ante R$ 195 a arroba. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o preço ficou em R$ 184 a arroba. Já no mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estáveis após a queda de ontem. “Para os próximos dias, a tendência é de queda nos preços, tanto pela natural retração do consumo em períodos de final de mês como pela total falta de condições do brasileiro médio de absorver os fortes reajustes que voltaram a ocorrer no início de fevereiro, que parte para alternativas mais em conta, principalmente a carne de frango”, analisou Iglesias. Assim, o corte traseiro permaneceu em R$ 14,60 o quilo. A ponta de agulha seguiu em R$ 11,55 por quilo. Já o corte dianteiro continuou em R$ 12,50 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Mercado do boi gordo firme

No fechamento da última quinta-feira (20/2), a cotação do boi gordo não teve variação em São Paulo. A arroba ficou cotada em R$200,00, à vista, livre de Funrural

No entanto, com menos dias de compra na próxima semana, devido ao feriado de Carnaval, os frigoríficos estão buscando alongar as escalas de abate. Porém, os compradores estão esbarrando na oferta de boiadas, que está limitada.

SCOT CONSULTORIA

Rio Grande do Sul adia definição de retirada da aftosa para agosto

Decisão foi tomada na quarta-feira, 19, pelo Secretário da Agricultura, Covatti Filho, após reunião com integrantes da Febrac e Farsul

O Governo do Rio Grande do Sul (RS) segue sem definir se vai evoluir o status sanitário do estado sobre a febre aftosa. O Secretário de Agricultura do RS, Covatti Filho, se reuniu com integrantes da Federação Brasileira das Associações de criadores de Animais de Raça (Febrac) e da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), na noite de quarta-feira, 19 para avaliar o interesse dos produtores em retirar a vacinação contra febre aftosa. Segundo a assessoria do secretário, ficou acordado que a decisão final será tomada em agosto, mas até lá o governo trabalhará pelo fim da imunização. Nos últimos meses, o RS tem se preparado para pedir a retirada da vacina contra a febre aftosa para a Organização Mundial da Saúde Animal. Auditores do Mapa estiveram no estado em setembro do ano passado analisando a possibilidade de extinção da imunização.  Em janeiro de 2020, a pasta enviou ao governo do estado o relatório da auditoria que indicava 18 pontos a serem melhorados até o próximo mês de agosto. Por conta desse prazo final, é que o mês foi escolhido pela Febrac e Farsul como a data final para se tomar uma decisão sobre o tema. Uma das medidas tomadas pelo governo do RS, com a intenção de que o território esteja pronto para oficializar a dispensa da proteção sanitária, foi a antecipação da vacinação contra aftosa em 2020. Na última semana, Covatti Filho e o Governador do estado, Eduardo Leite, vieram à Brasília para pedir o adiantamento à Ministra da Agricultura Tereza Cristina. Autorizada, a campanha – que aconteceria em maio – deve ser iniciada na primeira quinzena de março.  “Como o Rio Grande do Sul tem que ficar um ano sem vacinar para conseguir a retirada de vez da vacina e nós precisamos fazer o pedido [de fim da imunização] um ano antes para a Organização Mundial [da Saúde Animal] – sendo que eles se reúnem uma vez por ano em maio – então, por isso, que nós precisamos vacinar o rebanho em março. Se fosse pelo rito normal, em maio, daí não conseguiríamos retirar em 2021”, explicou Covatti Filho durante passagem por Brasília.

CANAL RURAL

ECONOMIA

Dólar bate 3º recorde seguido e se aproxima de R$4,40; sobe 9,4% no acumulado de 2020

O dólar bateu o terceiro recorde histórico consecutivo na quinta-feira, desta vez se aproximando de 4,40 reais, em mais um dia de força da moeda no exterior e com o pano de fundo doméstico oferecendo poucos argumentos à entrada de vendedores no mercado

O Ministro da Economia, Paulo Guedes, repetiu em evento mais cedo na quinta que o novo normal é um câmbio mais desvalorizado, em declaração feita na presença do Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que dois dias atrás disse que o BC está “tranquilo” com o câmbio uma vez que não tem havido impactos sobre a inflação. Pela manhã, o IBGE divulgou que o IPCA-15 foi o mais baixo para fevereiro desde 1994. O número reforça leituras de que o BC tem espaço para voltar a cortar os juros, especialmente num contexto em que a economia dá sinais de maior lentidão e instituições financeiras rebaixam projeções para o PIB —tudo conspirando contra maior entrada de capital no país. A queda dos juros tem pressionado o real conforme dissipa a atratividade da moeda como ativo de investimento. Apesar de a alta nominal de quase 10% do dólar neste ano não ser claramente percebida em índices de preços ao consumidor, o gestor sênior de câmbio da Absolute Investimentos, Roberto Serra, considera que o mercado pode estar flertando com uma dinâmica “nociva”.  “O mercado cansou de tentar vender dólar, já que o BC tem feito atuação mínima e não parece sinalizar preocupação alguma”, afirmou. “A impressão é que (em Brasília) se quer mesmo um dólar para cima. Esse patamar de dólar está totalmente fora do radar e gera mais incerteza.” O dólar à vista fechou em alta de 0,59%, a 4,3916 reais na venda, deixando para trás a máxima anterior, de 4,3657 reais, marcada na véspera. Na terça-feira, o dólar já havia fechado em um pico de 4,358 reais. Na máxima do pregão desta quinta-feira, a cotação saltou a 4,3991 reais, novo recorde intradia. No ano, o dólar acumula valorização de 9,44%. O real tem o pior desempenho numa lista de 33 moedas desde o começo de 2020. Na B3, o dólar futuro tinha alta de 0,61% na quinta-feira, a 4,3925 reais.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda com clima de incertezas no Brasil e exterior

A falta de um catalisador positivo sobre a economia brasileira deu mais peso ao clima negativo vindo do exterior

O clima de incertezas em torno do crescimento da economia brasileira e de novas reformas, como a administrativa, continua rondando o mercado. Nem mesmo a redução de compulsório pelo Banco Central ou o lucro de R$ 40 bilhões da Petrobras deram tração hoje ao Ibovespa, que voltou aos 114 mil pontos. Resultados do Grupo Pão de Açúcar (GPA) e Ultrapar também pesaram. Petrobras também fechou em queda. O Ibovespa fechou em baixa de 1,66%, aos 114.586 pontos, após ajustes. Na mínima, alcançou 114.379 pontos (-1,83%) e, na máxima, 116.552 pontos (0,03%). A falta de um catalisador positivo sobre a economia brasileira deu mais peso ao clima negativo vindo do exterior. Por aqui, mais casas cortaram as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB). O Fator reduziu a estimativa para 2020 de 2,2% para 1,4%, enquanto a 4E Consultoria revisou a projeção de 2019 de 1,3% para 1,1% e, para 2020, de 2,8% para 2,3%. “As novas estimativas refletem uma certa frustração em relação aos dados de atividade no quarto trimestre de 2019, além das diversidades da economia global nesse começo de 2020”, justifica a equipe da 4E, em relatório. Outro dado que indica um ritmo mais fraco da economia é a inflação baixa. Hoje, o IBGE divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), uma prévia da inflação oficial, desacelerou em fevereiro para 0,22%, após alta de 0,71% em janeiro. Esse foi o indicador mais baixo desde o início do Plano Real, em 1994.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Marfrig quer estar preparada para abrir capital nos EUA, diz Marcos Molina

Empresário elencou vantagens das companhias listadas nas bolsas americanas

O empresário Marcos Molina afirmou ontem que, se for do interesse dos acionistas, a Marfrig Global Foods quer estar pronta para abrir o capital nos Estados Unidos. Em teleconferência com analistas, ele não especificou um prazo para que isso aconteça. Ao abordar, espontaneamente, as vantagens de listagem de ações no mercado americano, Molina disse estar acompanhando os incentivos do governo Donald Trump à recompra de ações, bem como o custo de capital mais baixo de empresas listadas nos Estados Unidos. A Marfrig controla a National Beef, quarto maior frigorífico de carne bovina dos Estados Unidos. Essa operação representa 70% da receita líquida da empresa brasileira, que foi de R$ 50 bilhões em 2019. Segundo Molina, se o mercado americano avalia melhor as empresas — com múltiplos (relação entre valor empresarial e Ebitda) mais altos —, a Marfrig deve estar preparada. Molina argumentou, ainda, que as ações da empresa estão subavaliadas, considerando os múltiplos das concorrentes. Na avaliação do empresário, o mercado ainda não “absorveu” a potencialidade da companhia, como sua presença em carnes processadas. Na bolsa brasileira, a Marfrig está avaliada em R$ 9,6 bilhões.

VALOR ECONÔMICO

Minerva planeja elevar uso da capacidade de produção em 2020

A Minerva Foods espera elevar produção de carne bovina em 2020 para atender à forte demanda nos mercados internacionais, informaram executivos da companhia em teleconferência com analistas na quarta-feira (19)

A Minerva trabalhou a cerca de 80% de sua capacidade de produção em 2019, quando a demanda por carne bovina cresceu principalmente na China, influenciada pelos casos de peste suína africana na Ásia. “Em 2020, deve chegar a 85% que é o máximo que a gente consegue rodar nesse setor (considerando paradas para manutenção)”, disse o Diretor Financeiro da Minerva, Edison Ticle. O Presidente da Minerva, Fernando Galletti de Queiroz, disse que a estratégia da companhia é continuar maximizando suas vantagens competitivas num cenário em que a América do Sul se consolida como o maior fornecedor global de carne bovina. Queiroz disse que a demanda por carne bovina no mercado internacional está maior do que a oferta, o que favorece os frigoríficos sul-americanos, principalmente diante da expectativa de redução no fornecimento por parte da Austrália em 2020. “O grande gap (lacuna) que a Austrália vai deixar é o de grass-feed (carne de gado criado a pasto)… isto gera oportunidade pra gente”, disse Queiroz. O surto de coronavírus na China afetou as vendas de carnes brasileiras no país neste início de ano, mas a situação já está dando sinais de normalização, segundo Queiroz. A retirada de contêineres nos portos e o transporte dos produtos aos centros de consumo estavam sendo prejudicados, reduzindo a disponibilidade de carnes no mercado interno chinês e elevando preços. “Desde o dia 10 (de fevereiro) estamos vendo um aumento do interesse vindo da China”, disse Queiroz. “Estamos vendo sinais claros de retomada e de normalização do fluxo.” Queiroz espera que a China habilite novas plantas de carne bovina na América do Sul a exportarem para o país neste ano para cobrir a lacuna deixada pela redução na oferta por parte da Austrália.

CARNETEC

FRANGOS & SUÍNOS

Senecavírus atrapalha suinocultura em Minas

Doença não impede que a carne seja consumida, mas sintomas são parecidos com os da febre aftosa

Produtores de suínos do Triângulo Mineiro vêm enfrentando desde o fim do ano passado uma onda de casos de senecavírus em seus plantéis, o que tem levado autoridades sanitárias de Minas Gerais a interditarem propriedades. A infecção pelo vírus não impede que a carne seja consumida. O problema é que os sintomas da infecção – bolhas nas patas, principalmente – são semelhantes aos da febre aftosa, que tem forte impacto comercial e doença da qual o Brasil é livre, em geral, com vacinação. Para atestar se os animais estão apresentando sintomas do senecavírus e não da aftosa, veterinários do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), órgão ligado à Secretaria da Agricultura do Estado, têm colhido amostras para exames laboratoriais. Enquanto os resultados não ficam prontos, a ordem do IMA é interditar as propriedades onde há notificação dos sintomas. Durante a interdição, a fazenda fica proibida de vender ou comprar animais. Uma vez confirmado que não se trata de aftosa, os técnicos do governo  voltam a liberar a propriedade, o que ocorre em questão de dias. No entanto, as notificações ao Estado feitas pelos produtores continuam em ritmo acelerado. “Desde outubro recebemos mais de 100 notificações de propriedades com animais com sinais clínicos”, disse Guilherme Costa Negro Dias, Gerente do setor de Defesa Animal do IMA. Até agora todos os exames deram resultado negativo para aftosa; em alguns foi possível confirmar o sêneca e em outros, talvez pela qualidade baixa da amostra colhida, o vírus não foi identificado. Os casos se concentram principalmente em fazendas de Uberlândia, Uberaba, Araguari, Prata e Ituiutaba. Segundo Dias, há rebanhos com sintomas em propriedades que integram a cadeia de grandes frigoríficos. Não há um tratamento específico para os sintomas do senecavírus. As feridas cicatrizam naturalmente. Minas Gerais, que reúne um dos maiores plantéis suínos do Brasil, com cerca de 5 milhões de cabeças, já havia registrado casos de senecavírus em 2014.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

USDA estima produção recorde de carne nos EUA em 2020

Americanos devem produzir mais de 49 milhões de toneladas de carnes

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta que a produção de carnes do país baterá recorde em 2020, chegando a 108,8 bilhões de libras (49,35 milhões de toneladas), ante 105,2 bilhões de libras (47,72 milhões de toneladas) em 2019. No Fórum Anual de Perspectivas Agrícolas realizado em Arlington, na Virgínia, o órgão estimou que a produção de carne bovina suba de 27,2 bilhões de libras (12,34 milhões de toneladas) em 2019 para 27,5 bilhões de libras (12,47 milhões de toneladas) em 2020. Já as exportações como porcentagem da produção devem aumentar de 11,1% para 12,0% na mesma comparação. A carne suína também deve subir, para 28,9 bilhões de libras (13,11 milhões de toneladas) em 2020, ante 27,6 bilhões de libras (12,52 milhões de toneladas) em 2019. O porcentual exportado deve subir de 22,9% em 2019 para 25,5% este ano. Já o frango deve subir de 43,9 bilhões de libras (19,91 milhões de toneladas) para 45,8 bilhões de libras (20,77 milhões de toneladas) em 2020, com o porcentual exportado estável em 16,2%. O USDA também estima que os efeitos da peste suína africana na China continuem em 2020. De acordo com apresentação do Economista-Chefe do USDA, Robert Johansson, a produção de suínos do país deve cair em 80 milhões de cabeças este ano. Em 2019, a queda já foi de 195 milhões de cabeças. Os preços da carne suína na China, de acordo com o USDA, estão entre 150% e 200% mais altos em comparação com um ano atrás. O gigante asiático, de acordo com Johansson, aumentou significativamente as importações de carne suína em 2019. As compras chinesas do produto norte-americano aumentaram 150% em relação a 2018. “Com a fase 1 do acordo comercial, esperamos que uma fatia maior (das importações chinesas de carne) venha dos EUA”, diz em apresentação divulgada pelo USDA.

ESTADÃO CONTEÚDO

Uruguai sem pressa para parar de vacinar contra aftosa

A análise dos custos e benefícios que implicariam, no futuro, parar de vacinar contra a febre aftosa no Uruguai, continua avançando. Na terça-feira passada, na sede da Dilave “Miguel C. Rubino”, as associações de produtores receberam um novo relatório da consultoria independente promovida pelo Instituto Nacional de Pesquisa Agropecuária, Instituto Nacional da Carne e Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca

O Uruguai aloca anualmente US $ 37 milhões para manter a febre aftosa longe de seu rebanho bovino, garantir acesso aos mercados com seus animais, carne e subprodutos e em testes que demonstram ausência viral. Além dos números apresentados nesta última reunião, as associações de produtores se opõem a parar de vacinar contra a febre aftosa, além do fato de que o Rio Grande do Sul e outros estados do Brasil aceleram a interrupção da vacinação para conquistar mais mercados. Não é esse o cenário que o Uruguai enfrenta, cuja carne bovina, sem brilho e amadurecida, pode entrar em mercados selecionados como Estados Unidos, União Europeia, Coreia do Sul e Japão. A Cooperativa Agrarias Federadas (CAF), através de um de seus delegados, foi um forte impulsionador dessa consultoria que ainda está em andamento. “Até agora, a CAF acredita que o investimento feito na vacinação contra a febre aftosa é como um seguro para a produção animal”, disse o Presidente do sindicato, Pablo Perdomo, ao El País. Ele explicou que os produtores vêem “com muita suspeita parar de vacinar, porque temos muito pendente o que aconteceu em 2001 (a epidemia que afetou todo o Uruguai com 2.020 focos ativos detectados) e, de alguma forma, o que está sendo investido é como seguro porque não há impedimento de acesso aos mercados de maior potencial porque estamos vacinando contra a febre aftosa ”. O sindicato esclareceu que a CAF “não tomou nenhuma posição”, apesar de ter “equipes de trabalho sobre esse assunto” e esclareceu que o trabalho apresentado pelo MGAP, INIA e INAC aos sindicatos não tem a intenção de tomar uma decisão rápida, mas tenha um roteiro. “Hoje estamos calmos com a rota que está sendo percorrida, a vacinação”, disse Perdomo, observando que “não há pressa em parar de vacinar” porque o Uruguai acessa mercados de alto valor com evidências científicas que mostram todos os anos que não existe circulação viral e não há risco de infecção no rebanho bovino. Por sua vez, a região está sem focos de febre aftosa há 18 anos, os sistemas de vigilância e a cooperação entre os países também mudaram.

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