CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1063 DE 23 DE AGOSTO DE 2019

abra

Ano 5 | nº 1063| 23 de agosto de 2019

NOTÍCIAS

Mercado firme

A oferta fraca de boiadas dificultou a compra, mas mesmo com a baixa disponibilidade de matéria-prima, alguns frigoríficos ainda resistem aos reajustes

Enquanto o escoamento de carne não melhorar, este cenário deve permanecer. No levantamento de quinta-feira (22/8) foram registrados aumentos em duas, das trinta e duas praças pesquisadas, Goiânia-GO e Espírito Santo. Em São Paulo, as cotações não tiveram alteração e o boi gordo ficou cotado em R$154,50/@, à vista e livre de Funrural.

SCOT CONSULTORIA

EUA devem enviar relatório sobre inspeção em frigoríficos este mês

A Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse na quinta-feira esperar que os EUA enviem até o fim deste mês o relatório sobre uma missão sanitária americana que visitou frigoríficos brasileiros em junho com vistas a levantar o embargo às exportações brasileiras de carne bovina in natura, que já dura dois anos

Técnicos do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) estiveram no Brasil por 18 dias para inspeções em plantas de seis Estados: São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Em sua passagem pelo país, também auditaram laboratórios da rede pública federal e visitaram regionais do serviço de inspeção animal nacional. “Estamos esperando o relatório e a nossa esperança é que até fim de agosto eles mandem. Esse mercado foi fechado por culpa do setor e essa foi uma lição doída”, disse a Ministra. O resultado da missão é muito aguardado pelos frigoríficos brasileiros, que estão desde junho de 2017 sem exportar carne fresca aos EUA. O país suspendeu os embarques após detectar abscessos (inflamações) em carregamentos de carne bovina provenientes do Brasil. Tereza também informou que técnicos do serviço veterinário do Vietnã estão fazendo inspeções no Brasil desde a última segunda-feira e devem ficar por 12 dias com a intenção, num primeiro momento, de autorizar exportações brasileiras de gado em pé. Há a possibilidade de futuramente, porém, eles habilitarem também frigoríficos brasileiros de carne bovina in natura.

VALOR ECONÔMICO

Exportações de carnes: de olho no dólar e na Peste Suína Africana

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o Brasil é o segundo produtor mundial de carne bovina e de frango, perdendo apenas dos Estados Unidos, e, para a carne suína, o país ocupa a quarta posição (perdendo para a China, União Europeia e EUA, respectivamente)

Em 2018, o Brasil foi o maior exportador mundial de carne bovina e de frango (USDA). Para a carne suína o Brasil ficou em quarto lugar. O dólar em alta no ano passado contribuiu com este quadro.  Em 2019, o ritmo de exportações continuou forte. No primeiro semestre, o país embarcou um volume 27,5% superior de carne bovina em relação ao mesmo período de 2018. Para a carne de suína e de frango, as altas foram de 27,3% e 11%, respectivamente.  O surto de Peste Suína Africana (PSA) na China, que tem resultado no abate sanitário de milhões de suínos colabora com o aumento das exportações, uma vez que, com a queda da produção chinesa, a as importações cresceram e, com a guerra comercial entre China e EUA, o Brasil tem aproveitado o momento e ampliado as exportações para o país asiático. A produção de carne suína na China deve ser 10,3% menor em 2019 frente a 2018 (USDA), porém, os números podem ser revistos. A carne suína é a proteína de origem animal mais consumida na China. Outro ponto que tem favorecido as exportações de carnes pelo Brasil é a variação cambial. O dólar norte-americano subiu 21% em 2018 e 6,8% até hoje em 2019. O segundo semestre de 2019 começou bem para a exportação. Existe a possibilidade da habilitação de mais plantas frigoríficas exportarem para a China. Se acontecer, o desempenho sobe.  O surto da Peste Suína Africana, que ainda não foi controlado, afetou outros países da Ásia (como o Vietnã, por exemplo) e também do Leste Europeu (Ucrânia, Romênia, Sérvia, por exemplo). Caso a doença contamine o Oeste Europeu, os impactos serão maiores. A União Europeia é a segunda produtora de carne suína do mundo. Por fim, com o dólar em alta e a provável redução da produção de carne suína, o cenário é favorável para que o Brasil continue exportando bons volumes de carnes no decorrer do segundo semestre.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar sobe 1,15% e testa R$4,08

O dólar saltou mais de 1% ante o real na quinta-feira, para o maior patamar em três meses, mais do que anulando a baixa das duas sessões anteriores, em novo dia de fraqueza para divisas emergentes

O dólar à vista fechou em alta de 1,15%, a 4,0776 reais na venda. É o maior patamar desde 20 de maio (4,10485 reais). Na máxima intradia, a cotação bateu 4,0821 reais. Na B3, o dólar de maior liquidez subia 1,20%, para 4,0770 reais. O real teve o pior desempenho entre as principais divisas emergentes nesta sessão, acompanhado na sequência por pares como peso mexicano, lira turca e rupia indiana. Nem mesmo a venda integral dos 550 milhões de dólares em moeda física pelo Banco Central, depois de colocação parcial na véspera, conseguiu amenizar a pressão no mercado à vista. Para um profissional da mesa de câmbio de um grande banco “dealer”, por ora o efeito dos leilões tem sido “neutro”, já que as saídas de recursos continuam “fortes”. Mas ele também disse esperar uma “gradual melhora” dos fluxos no mercado spot conforme as operações do BC se estendam. Em queda na casa de 6% em agosto, o real amarga o segundo pior desempenho dentre 33 pares do dólar no mês, melhor apenas que o peso argentino, que desaba 20,6%.

REUTERS

IBOVESPA recua, mas fecha acima de 100 mil pontos

O Ibovespa fechou no vermelho na quinta-feira, após a forte alta da véspera, com investidores preferindo cautela, aguardando novidades sobre a política monetária no discurso do chairman do Federal Reserve, Jerome Powell

O índice .BVSP caiu 1,18%, a 100.011,28 pontos. O giro financeiro da sessão somava 14,8 bilhões de reais. Após alta de 2% do Ibovespa na véspera, movimento liderado por papéis de estatais, diante de expectativas ligadas à agenda de privatizações do governo federal, o foco desviou-se para o ambiente internacional. Investidores aguardam discurso de Jerome Powell, chairman do Federal Reserve, na sexta-feira. Apesar da pressão do Presidente dos EUA, Donald Trump, ele não deve adotar um tom muito distante daquele adotando em julho, quando o banco central cortou a taxa de juros pela primeira vez em uma década. Membros do Fed têm indicado indisposição para fazer mais um corte. Para o Presidente da gestora BlackRock no Brasil, Carlos Takahashi, o fato de potenciais mecanismos para estimular o crescimento mundial – tanto por vias fiscais, como monetárias – ainda estarem no campo das hipóteses tem corroborado a volatilidade experimentada nos mercados mais recentemente. A BRF subiu 3,13%, conforme o setor continua se beneficiando do aumento da demanda em razão da peste suína africana. Analistas do Bradesco BBI consideram BRF sua ação preferida no segmento nesse cenário. MARFRIG ganhou 4,07% e JBS recuou 0,65%.

REUTERS

Arrecadação federal sobe 2,95% e tem melhor julho em 8 anos, diz Receita

A arrecadação do governo federal teve crescimento real de 2,95 por cento em julho sobre igual mês de 2018, a 137,735 bilhões de reais, divulgou a Receita Federal na quinta-feira, no melhor dado para o período desde 2011, beneficiado por mais tributos recolhidos de empresas

Em apresentação, a Receita informou que houve uma arrecadação considerada extraordinária com Imposto de Renda Pessoa Jurídica/Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (CSLL) de 3,2 bilhões de reais no mês, contribuindo para a alta real de 21% desta linha sobre julho do ano passado. Em coletiva de imprensa, o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita, Claudemir Malaquias, afirmou que a arrecadação extraordinária veio por conta de reorganizações societárias. “Elas têm que recolher a realização do ganho de equivalência patrimonial, que está sujeita à tributação do IR e da CSLL”, disse ele, que não especificou as companhias, limitando-se a dizer que não “foi uma nem foram muitas, foram poucas empresas”. Também afetou positivamente o resultado do mês a expansão de 2,47% registrada na arrecadação com Cofins/PIS-Pasep, num acréscimo de 648 milhões de reais na comparação anual. Entre os destaques positivos, aparecem em seguida a arrecadação com Imposto de Renda Retido na Fonte-Rendimentos do Trabalho, que cresceu 3,59% sobre julho de 2018, ou 334 milhões de reais, e com o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), com elevação de 9,85%, aumento de 305 milhões de reais. Nos sete primeiros meses do ano, a arrecadação teve alta real de 1,97%, a 895,330 bilhões de reais. Na série corrigida pela inflação, 2019 teve o melhor desempenho para o acumulado desde 2014 (+905,371 bilhões de reais).

REUTERS

EMPRESAS

JBS vai emitir até R$600 mi em debêntures para comprar gado

A JBS afirmou nesta quinta-feira que seu conselho de administração aprovou a emissão de até 600 milhões de reais em debêntures, em duas séries

No comunicado, a companhia afirmou que os recursos a serem captados serão usados para a compra de bovinos. A emissão será feita em duas séries. Uma tranche, com remuneração atrelada ao CDI, terão prazo de 48 meses. A outra, referenciada no IPCA, terá vencimento em 60 meses.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Baixo consumo pressiona valor da carne suína

Pesquisadores do Cepea afirmam que o movimento de queda tem sido observado também para os cortes e para o animal vivo

Os preços da carne suína estão em queda na parcial deste mês frente aos registrados em julho. De acordo com informações do Cepea, o ritmo fraco de vendas da carne no mercado doméstico e, consequentemente, a dificuldade de diminuir os estoques têm pressionado as cotações. Na média de agosto (até o dia 21), as carcaças suínas comum e a especial são negociadas, em média, a R$ 6,50/kg e a R$ 6,72/kg, respectivamente, no atacado da Grande São Paulo, baixas de 14,6% e de 15,25% frente a julho. Pesquisadores do Cepea afirmam que o movimento de queda tem sido observado também para os cortes e para o animal vivo.

CEPEA/ESALQ

Frango no Brasil: dois anos de crescimento, prevê o USDA

Em seu relatório semestral sobre as tendências brasileiras de produção, exportação e disponibilidade interna de carne de frango, o staff do USDA no Brasil previu que – superado o trauma de 2018, quando os três fatores sofreram redução em comparação ao ano anterior – o setor deve registrar dois anos consecutivos de crescimento

Mantendo projeção divulgada em abril, o apontado para 2019 representa aumento de pouco mais de 2% sobre a produção estimada para 2018. Ainda assim, o volume previsto representa aumento mínimo em relação a 2017 (+0,17%). Para o ano que vem é projetado volume muito próximo dos 14 milhões de toneladas, resultado que configura aumento em torno de 2,5% sobre o apontado para 2019. Na exportação, o volume originalmente previsto para o corrente exercício foi corrigido. Em abril foram previstos embarques de 3,775 milhões de toneladas e o volume agora projetado situa-se em 3,874 milhões – 5% a mais que o exportado em 2018, índice que (embora aproximadamente) deve repetir-se em 2020. Em função desses ajustes, a disponibilidade interna – negativa em 2018 – deve aumentar entre 1% e 1,5% neste e no ano que vem. O USDA considera apenas a carne de frango in natura (seus números relativos a 2017 e 2018 correspondem a cerca de 90% dos totais apontados pela SECEX/ME). Em função disso, os volumes referentes à disponibilidade interna são ligeiramente maiores que os apontados.

AVESITE

Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3088 8124

https://www.facebook.com/abrafrigo/

 

abrafrigo

Leave Comment