CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1037 DE 18 DE JULHO DE 2019

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Ano 5 | nº 1037| 18 de julho de 2019

NOTÍCIAS

Baixa liquidez mantém mercado do boi com preços andando de lado

O mercado do boi gordo em São Paulo está enfraquecido e com poucos negócios concretizados. Nos patamares atuais de preços os pecuaristas ficam mais resistentes para entregar a boiadas

Ao mesmo tempo, os frigoríficos estão segurando as compras pois projetam uma melhor oferta de gado de confinamento em curto prazo. Além disso, o enfraquecimento da demanda por carne bovina, que tipicamente ocorre na segunda quinzena do mês, não cria uma necessidade imediata de alongamento das escalas. Diante deste cenário o mercado trava. Por fim, o que balizará o mercado e definirá a evolução das escalas nos próximos dias é a duração do intervalo entre o fim da oferta de gado de pasto e o início de uma maior oferta de gado de cocho.

SCOT CONSULTORIA

Mercado de reposição com preços sustentados em Rondônia

No cenário geral do estado, a demanda e a oferta estão em patamares próximos, cenário que trouxe liquidez para o mercado

Normalmente a procura dos animais mais jovens ganha destaque frente a procura por animais mais erados, contudo, nas últimas semanas a demanda por categorias de giro mais rápido ganhou evidência. Esta fase de transição da engorda a pasto para sistemas mais intensivos aumentou a procura por garrotes. Com isso, os preços ganharam impulso e a valorização para esta categoria foi de 2,3% na comparação mensal. Como a cotação do boi gordo subiu 2,0% neste mesmo intervalo o pecuarista praticamente não teve vantagem em seu poder de compra na troca com garrote. Entretanto, pela demanda mais enfraquecida, os preços do bezerro de ano (7,5@) recuaram 3,4% em relação a junho último. Em relação aos preços nacionais, este é um dos menores, ficando na frente somente do Acre. Com as cotações mais pressionadas, a relação de troca melhorou para o recriador. Atualmente com o preço de venda de um boi gordo de 18@ compra-se 1,95 bezerro de ano, mês passado nas mesmas condições comprava-se 1,85. Esses bezerros nascidos no meio do ano passado desmamaram em um período com boa oferta de forragem, ou seja, tendo em vista o alongamento das chuvas este ano, esses animais sofreram menos com a estiagem. Portanto, provavelmente são animais mais pesados e com melhor resposta ao manejo nutricional que será adotado, trazendo uma engorda mais rápida, desde que o produtor tenha se planejado.

SCOT CONSULTORIA

Paraná pode não realizar vacinação contra aftosa em novembro

Para isso Mapa deve declarar o estado livre de febre aftosa sem vacinação

O Paraná caminha para conquistar o status sanitário de Estado Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação. A última campanha de vacinação do rebanho bovino e bubalino foi em maio, em animais de 0 a 24 meses. O índice de cobertura foi de 99%, considerado o melhor dos últimos anos. A próxima campanha, prevista para novembro, pode não acontecer caso o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento declare o estado livre de febre aftosa sem vacinação. Depois disso, a expectativa é que a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) chancele o novo status paranaense em maio de 2021. O último foco de febre aftosa no Paraná foi em 2006. De lá para cá, não houve mais circulação viral, em razão dos esforços de vários setores, entre eles o governo estadual que estruturou a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) para garantir o serviço de fiscalização e vigilância animal. O Paraná preparou-se nos últimos anos para atingir o nível atual que o faz pleitear o status de livre da febre aftosa sem vacinação. Foram contratados profissionais para o trabalho de fiscalização e vigilância, além de ter reformado as instalações onde funcionam as barreiras interestaduais. O Estado tem 32 Postos de Fiscalização do Trânsito Agropecuário (PFTA) nas divisas com os estados de Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e São Paulo, e um posto em fase de construção na rodovia BR-116, divisa com São Paulo. Houve também investimento em fiscalização volante, que conta com ajuda da Polícia Rodoviária Estadual, além dos sistemas de gerenciamento e monitoramento informatizados do trânsito animal, para reforçar o serviço de inteligência. O novo status sanitário permitirá ao Paraná dobrar as exportações de carne suína, das atuais 107 mil toneladas para 200 mil toneladas por ano.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL

MT: custo na recria-engorda sobe 4,5% no trimestre

As médias da arroba do boi e da vaca gorda caíram 0,11% e 0,39%

O IMEA – Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária – informou que foram atualizados os custos de produção com base nas propriedades modais de Mato Grosso. “Observou-se que, no comparativo trimestral, os custos operacionais subiram para o sistema de cria (+0,41%), para recria-engorda (+4,54%) e para o ciclo completo (+0,72%). Os valores, por sua vez, fecharam em R$122,34/@, R$135,86/@ e R$115,12/@, respectivamente”.

De acordo com o instituto, a “alta mais intensa foi registrada no sistema de recria-engorda, pautada, principalmente, pelo aumento dos itens de aquisição animal (+6,10%) e suplementação (+5,28%). No caso da aquisição animal, como consideram-se as cotações do bezerro de ano, esta categoria apresentou alta, sobretudo em abril/19, quando houve maior procura de confinadores. Já na suplementação, o acréscimo esteve atrelado ao aumento do dólar no período, que influenciou nos preços dos insumos fosfatados, e da alta no farelo de soja no período”. Na semana passada, com a demanda na ponta da cadeia não tão aquecida e a facilidade de compra de animais, principalmente nas regiões com gado de confinamento, no comparativo semanal, as médias da arroba do boi e da vaca gorda caíram 0,11% e 0,39%, respectivamente. A pouca procura por bezerros de ano fez com que, na última semana, os preços desta categoria caíssem. Assim, no comparativo semanal, a média do bezerro 12 meses fechou em R$1.351,05/cabeça ante a R$1.362,68/cabeça.

SÓ NOTÍCIAS

Demanda baixa mantém mercado do sebo pressionado

Apesar das recentes altas do óleo de soja (utilizado na produção de biodiesel) o mercado de sebo segue com os preços frouxos

No Brasil Central, a gordura animal está cotada, em média, em R$2,05/kg, livre de imposto. Queda de 2,4% na comparação anual, considerando o preço nominal. No Rio Grande do Sul, o produto está custando R$2,15/kg, nas mesmas condições. Desde o início do ano, houve queda de 18,9%. Para o curto prazo a expectativa é de que a demanda menor do que a oferta mantenha o mercado pressionado.

SCOT CONSULTORIA

China vai inspecionar frigoríficos brasileiros através de vídeos

Espera-se que a resposta de liberação para exportação ou não seja rápida. O país está ampliando as importações por causa da peste suína africana

A China inspecionará quatro frigoríficos brasileiros de aves e suínos na próxima sexta-feira, 19. A inspeção será feita por meio de videoconferência – funcionários do Ministério da Agricultura brasileiro farão transmissões, a partir das fábricas, para a China. O Ministério da Agricultura enviou para a China uma lista de 30 unidades frigoríficas para serem habilitadas a exportar para o país – entre unidades de abate de bovinos, suínos e frangos. A China escolheu uma dessas unidades e associações brasileiras ligadas ao setor de proteína animal, outras três. Espera-se que a resposta do país asiático – em forma de liberação para exportação ou não – seja rápida. A China está ampliando as importações de carnes por causa da peste suína africana, que vem assolando seus plantéis. Para a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, a inspeção por videoconferência é bom sinal. “A gente pode considerar sinal de boa vontade dos chineses e uma recuperação da credibilidade do Brasil.” Segundo ela, o protocolo entre Brasil e China estabelece inspeção in loco nas plantas, mas o país asiático abriu mão dessa exigência. Esta será a primeira vez que uma inspeção do tipo ocorre por videoconferência. Ainda segundo a ministra, os chineses querem acelerar a liberação das fábricas por causa da peste suína africana.

ESTADÃO CONTEÚDO

ECONOMIA

Dólar cai levemente ante real, acompanhando tendência global

O dólar teve leve queda ante o real na quarta-feira, respondendo mais uma vez ao movimento da moeda no exterior, onde predominaram expectativas de que o Federal Reserve reduzirá os juros no fim deste mês, o que tende a melhorar a liquidez e atrair capital para mercados como o Brasil

O dólar à vista caiu 0,25%, a 3,7617 reais na venda. O índice, que mede o valor do dólar frente a uma cesta de divisas, cedia 0,18% no fim da tarde. Com menor fluxo de notícias locais —conforme a retomada dos trâmites da reforma da Previdência ficou para agosto—, operadores têm reagido mais intensamente ao noticiário externo, que em linhas gerais ainda ampara cenários de dólar mais fraco. Dessa forma, uma medida do grau de sintonia entre os mercados de câmbio doméstico e externo tem subido e já se encontra nos maiores níveis em 16 meses. A correlação de 10 pregões saltou para 0,64, maior valor desde 9 de março de 2018. Quanto mais próximo de 1, mais alinhados positivamente estão os preços de dois ativos —ou seja, se o dólar sobe lá fora, sobe no mercado local. Em meados de maio, essa medida estava em -0,67, reflexo de movimentos discordantes entre o dólar no Brasil e no exterior. Nesse período, o dólar estava acima de 4 reais, pressionado por incertezas sobre o andamento da reforma das aposentadorias.

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Ibovespa tem leve alta

O principal índice da bolsa paulista encerrou a quarta-feira com leve alta, após quatro dias no vermelho, com papéis de varejistas em destaque

O Ibovespa teve variação positiva de 0,08%, a 103.855,53 pontos. O volume financeiro da sessão somou 32,79 bilhões de reais, em dia marcado pelo vencimento dos contratos de opções sobre o Ibovespa e do índice futuro. Ações de empresas de consumo estiveram entre as líderes de ganhos. Em relatório, o Credit Suisse afirmou que a liberação de recursos do FGTS deve ajudar companhias de shopping centers, mas pode afetar os planos de crescimentos de construtoras com foco na baixa renda. Em outra frente, o Bank of America Merrill Lynch previu aceleração no crescimento dos lucros das empresas do Ibovespa nos resultados do segundo trimestre, em meio a uma menor base de comparação, preços mais elevados de commodities e menores custos de financiamento. No mercado externo, Wall Street encerrou com os principais índices em baixa, com preocupações sobre o embate comercial entre Estados Unidos e China e apreensões sobre o equilíbrio entre política monetária e crescimento.

REUTERS

PIB da América Latina pode encolher em 2020 devido à guerra comercial EUA-China, diz BID

As economias de América Latina e Caribe podem encolher em 2020 se as tensões comerciais entre Estados Unidos e China não forem resolvidas, uma vez que as duas maiores economias do mundo são grandes parceiros comerciais da região, disse na quarta-feira um economista do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)

A região deve crescer 1,1% em 2019, ante taxa de 1,4% prevista em março, disse Eric Parrado, economista-chefe do BID, em Washington, na reunião anual do banco em Guayaquil, capital financeira do Equador. A previsão se deve ao crescimento menor do que o esperado no primeiro trimestre nas três maiores economias da região: Brasil, México e Argentina. Enquanto o BID mantém sua estimativa de crescimento regional de 2,3% para 2020, Parrado disse que as tensões entre EUA e China representam riscos significativos.  “Se tivermos um cenário de uma combinação de choques nos quais o crescimento da China desacelera, o crescimento dos EUA arrefece e os preços dos ativos também caem, poderíamos ter uma redução nas taxas de crescimento latino-americanas, que poderiam atingir território negativo em 2020”, disse Parrado em entrevista a jornalistas. O colapso econômico hiperinflacionário na Venezuela não é um fator importante, uma vez que a economia da nação —membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e próspera no passado— se contraiu tão drasticamente nos últimos anos que não pesa mais na média regional.

REUTERS

‘Nova CPMF’ pode ter alíquota de 0,60%

O modelo de reforma tributária defendido nos bastidores pelo Ministro da Economia, Paulo Guedes, prevê uma alíquota em torno de 0,60% do imposto sobre transações financeiras no lugar de todos os tributos federais – à exceção do Imposto de Renda

A ideia da equipe econômica, conforme apurou o Valor, é apresentar várias alternativas de propostas para reformulação do sistema tributário e determinar qual seria o caminho preferido pelo governo. Guedes tem falado, com auxiliares, sobre uma espécie de “escadinha” nas alíquotas do imposto sobre transações, que seria pago em cada operação tanto pelo comprador como pelo vendedor. Ele só faz questão, sempre, de rechaçar que se trata de uma volta da CPMF porque não aumenta, mas simplifica, a carga tributária. Ponto pacífico no Ministério da Economia: criar esse imposto como substituição aos encargos previdenciários na folha de pagamento. Para isso, seria necessário ter uma alíquota de 0,30%. Numa conta de restaurante no valor de R$ 100, por exemplo, tanto o cliente quanto o dono do estabelecimento pagariam R$ 0,30 – totalizando R$ 0,60 como arrecadação federal. Essa alíquota eliminaria o recolhimento de 20% sobre a folha salarial das empresas, a contribuição de 8% dos trabalhadores para o INSS e possivelmente os encargos para financiar o Sistema S. O imposto pode “engordar” e ficar com alíquota em torno de 0,42% para extinguir também a Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL). A alternativa agrada ao Secretário especial da Receita, Marcos Cintra, por exemplo. Mais um passo, este sim de preferência de Guedes: entre as propostas de reforma tributária em discussão, tem ganhado força a ideia de criação do Imposto Único Federal (IUF) no lugar de três impostos – IPI, PIS e Cofins. O Ministro da Economia considera que faz mais sentido ter alíquota maior do imposto sobre transações como forma de simplificar o sistema. Provavelmente exigiria a cobrança de 0,60% ou perto disso, segundo os estudos internos que chegaram a Guedes. Dependendo da disposição de governadores e de prefeitos, e de um novo “pacto federativo” com a União, poderiam até ser incluídos ainda o ICMS estadual e o ISS municipal – obviamente com um ajuste da alíquota.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Marfrig emitirá até R$ 300 milhões em debêntures

O conselho de administração da Marfrig Global Foods, segunda maior produtora de carne bovina do mundo, aprovou ontem a companhia a emitir até R$ 300 milhões em debêntures com vencimento em quatro anos

Na prática, o conselho reduziu o montante que poderia ser captado com debêntures. Na última sexta-feira, o colegiado havia autorizado que a Marfrig emitisse até R$ 360 milhões. A emissão das debêntures será feita de forma casada com uma emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) pela securitizadora RB Capital. A securitizadora comprará as debêntures emitidas pela Marfrig e, tendo esses papéis como lastro, oferecerá o CRA aos investidores.

VALOR ECONÔMICO

Seara bate recorde no transporte de cabotagem, visa expansão

A Seara, empresa do grupo JBS, registrou recorde no transporte via cabotagem no primeiro semestre deste ano e pretende continuar aumentando o uso deste modal logístico, informou a empresa em comunicado na terça-feira (16)

“Na Seara, a decisão de incentivar o transporte via cabotagem não é apenas econômica. Esse modal reforça nossa preocupação com a qualidade e a sustentabilidade, dois dos pilares mais relevantes para a companhia”, disse o diretor de Logística da Seara Alimentos, Fábio Artifon, em comunicado. “Nossa expectativa é continuar crescendo e aumentando os nossos embarques.” A companhia não revelou o volume total transportado via cabotagem no primeiro semestre, mas informou que o número de embarques realizados pela companhia no mercado doméstico no período foi 84% superior ao registrado nos primeiros seis meses de 2017. O resultado também supera o registrado no primeiro semestre de 2018, segundo a assessoria de imprensa do grupo. A Seara bateu seu recorde mensal de cabotagem em abril de 2019, com 284 embarques, resultado repetido em maio. A empresa utiliza o transporte marítimo costeiro como uma opção logística no Brasil desde 2013. “A produção relevante da companhia em Santa Catarina, com acesso facilitado aos portos da região, e a redução de custos alcançada com a menor utilização de carretas em rotas de longo percurso, principalmente para os destinos na Região Nordeste, motivam a Seara a continuar apostando em cabotagem”, disse Artifon. A cabotagem oferece maior eficiência no controle da temperatura dos produtos, já que o contêiner permanece alimentado por energia elétrica e tem a temperatura monitorada até o destino, segundo a Seara. Esse tipo de transporte utiliza cerca de oito vezes menos combustível que o modal rodoviário e tem capacidade de transportar maior volume de mercadoria por viagem, gerando menor impacto ambiental.

CARNETEC

FRANGOS & SUÍNOS

Preços da carne suína continuam em alta na China, diz ministério da Agricultura chinês

Os preços da carne suína na China continuaram subindo no mês de junho, e a previsão é de que a tensão sobre o fornecimento da carne de porco se intensifique no segundo semestre deste ano, anunciou na quarta-feira o Ministério da Agricultura e dos Assuntos Rurais

O preço atacadista médio da carne de porco subiu anualmente 29,8% para 21,59 yuans (US$ 3) o quilo em junho, principalmente devido à influência da peste suína africana, informou Tang Ke, funcionário da pasta. Visto que a produção de porcos tem caído continuamente desde o quarto trimestre de 2018, a pressão sobre o fornecimento da carne suína ficou maior nos últimos meses, resultando na alta dos preços da carne bovina e de carneiro, do frango e dos ovos. A carne suína é o tipo mais consumido na China. O país relatou o seu primeiro caso de peste suína africana em agosto de 2018, na Província de Liaoning (nordeste da China) seguido por uma série de surtos em diversas outras regiões provinciais. Desde o primeiro surto, o ministério tem tomado medidas efetivas para combater a doença e estabilizar a produção suína. Enquanto os preços da carne suína seguem em alta no segundo semestre, o aumento da produção pecuária e avícola já está otimizando a estrutura de consumo no país. À medida que a China expandir suas importações de produtos suínos, o fornecimento de carne na China deverá se estabilizar, disse Tang.

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INTERNACIONAL

Filipinas suspende importação de carne da Alemanha por temores de peste suína

As Filipinas suspenderam importações de carne da Alemanha depois da descoberta que o produto continha ossos de porco da Polônia, que passa por um surto de peste suína africana (ASF), disseram autoridades do país em um comunicado publicado pela Organização Mundial do Comércio (OMC) na quarta-feira

“Houve lapsos no sistema de inspeção da Alemanha para garantir a exportação de alimentos seguros para o mercado filipino, e há uma necessidade de impedir a entrada do vírus ASF no país para proteger a saúde da população suína local”, afirmaram autoridades Filipinas no comunicado.

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Demanda chinesa por carnes amplia exportações da UE

Ao mesmo tempo em que protestam contra a entrada de mais carne bovina do Mercosul no mercado europeu, produtores do Velho Continente comemoram um aumento significativo de suas próprias exportações de carnes, principalmente à China

Projeções da Comissão Europeia, o braço executivo da União Europeia, apontam para um crescimento de 15% nas exportações de carne bovina em 2019, mesmo com declínio de 1,1% na produção. Conforme Bruxelas, o volume de embarques crescerá para atuais parceiros como Filipinas, Bósnia e Israel, como também pelo acesso a novos mercados como a China. Pequim autorizou novos frigoríficos franceses a exportar carne bovina para o mercado chinês, ampliando o leque de fornecedores em um momento no qual o país sofre com um surto de peste suína africana. A doença deve reduzir a disponibilidade de carnes no país asiático. Além de exportar mais e produzir menos, os europeus devem reduzir em 2% as importações de carne bovina neste ano, segundo as projeções da Comissão Europeia. Com isso, a disponibilidade de carne bovina no mercado europeu diminuirá o consumo da região no ano, de 11,1 quilos para 10,8 quilos per capita. Se confirmado, o movimento ocorrerá após vários anos de aumento do consumo de carne no bloco europeu, sustentado por boas ofertas. No caso da carne suína, mercado no qual a União Europeia lidera as exportações globais – à frente dos Estados Unidos -, a maior demanda da China deve ajudar as vendas externas do bloco a crescerem 12% neste ano e também elevará o preço da commodity. No primeiro quadrimestre, as exportações de carne suína dos europeus à China aumentaram 37% ante o mesmo período do ano passado.

VALOR ECONÔMICO

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