CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1036 DE 17 DE JULHO DE 2019

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Ano 5 | nº 1036| 17 de julho de 2019

NOTÍCIAS

Oferta de preços menores para o boi gordo

Com a entrada da segunda quinzena e a expectativa de redução de consumo, as indústrias estão ofertando preços menores pela arroba do boi gordo em algumas regiões. É o caso de São Paulo e Goiânia-GO, por exemplo

Em São Paulo, as escalas de abate atendem em torno de seis dias e com o escoamento deixando a desejar, parte dos frigoríficos saíram das compras ou ofertaram preços menores pelo boi na última terça-feira (16/7). Em Araçatuba-SP, a cotação da arroba ficou em R$153,00/@, à vista, livre de Funrural, uma desvalorização de 0,3% na comparação dia a dia e de 1,6% frente ao início do mês. Das trinta e duas praças pesquisadas pela Scot Consultoria, nos últimos sete dias o preço do boi caiu em 34,4% das regiões, subiu em 15,6% e ficou estável nas demais. Vale lembrar que estamos na entressafra, ou seja, oferta reduzida de boiadas, fator este que pode limitar as quedas nos próximos dias.

SCOT CONSULTORIA

Reação nos preços da carne bovina no atacado

Na semana passada, o mercado atacadista da carne bovina sem osso registrou mais uma semana de altas, a terceira consecutiva

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na média de todos os cortes desossados pesquisados, os preços tiveram variação positiva de 0,8% em relação à semana anterior. A valorização acumulada desde que os preços começaram a subir é de 1,2% na média de todos os cortes. Para os próximos dias a venda de carne bovina deverá perder fôlego, com a entrada da segunda quinzena do mês e a população perdendo poder de compra.

SCOT CONSULTORIA

Brasil deve ter mais 25 frigoríficos para exportar à China este ano, avalia analista

O Brasil deve receber ainda neste ano a autorização para que mais 25 frigoríficos exportem carne bovina à China, na esteira da necessidade do país asiático de adquirir proteínas, afirmou a consultoria INTL FCStone em evento na terça-feira

Com a peste suína tendo dizimado grande parte de sua criação de porcos, a China terá de buscar no Brasil um volume ainda maior de carnes, mas para isso precisa liberar as vendas por mais frigoríficos brasileiros, hoje limitadas a 15 unidades de bovinos, segundo o consultor de gerenciamento de riscos da FCStone Caio Toledo. “Com os Estados Unidos restritos, sobram apenas Brasil e Austrália”, disse ele em apresentação. “A China precisa de socorro, e quem tem carne é o Brasil… Uma hora a China vai vir para o Brasil.” De acordo com Toledo, o mercado vive uma expectativa para a obtenção das autorizações, acreditando que, ainda que não haja uma data precisa, elas possam vir após a visita do Presidente Jair Bolsonaro à nação oriental, marcada para o início de agosto. O consultor destacou que as negociações voltaram à estaca zero em junho, quando um caso atípico de vaca louca em Mato Grosso levou à suspensão por 10 dias dos embarques de carne do Brasil aos chineses. Segundo Toledo, a liberação de mais 25 frigoríficos hoje poderia levar a um aumento de 242% nos embarques brasileiros à China até o final do ano, para algo em torno de 70 mil toneladas por mês, enquanto as exportações totais do país poderiam crescer 60% no mesmo período, para cerca de 200 mil toneladas/mês. Mesmo com poucos frigoríficos aptos para embarques à China e com o caso atípico de vaca louca como limitador, as exportações de carne bovina do Brasil avançaram 27% no primeiro semestre deste ano, ultrapassando as 800 mil toneladas, segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). A China continua sendo o principal destino, apesar de ter reduzido sua participação no mercado de 45,3% na primeira metade de 2018 para 38,4% dos embarques nos primeiros seis meses deste ano, segundo a Abrafrigo. Ainda assim, a quantidade adquirida pelos chineses subiu 7% no período, para 317.828 toneladas.

REUTERS

Expectativas são de que as exportações continuem aceleradas no segundo semestre

As exportações totais de carne bovina somaram 874,9 mil toneladas no primeiro semestre de 2019, com receita de US$ 3,16 bilhões, o que significou avanço de 25,4% e 16,5%, respectivamente, sobre o volume e a faturamento registrados em igual período de 2018. O preço médio por tonelada da carne bovina recuou 7,12%, de US$ 3.890,15/tonelada, em 2018, para US$ 3.613,23/tonelada, este ano

O volume embarcado no período semestral foi o segundo maior já registrado, ficando abaixo apenas do primeiro semestre de 2007, quando foram enviadas 913,9 mil toneladas ao exterior, de acordo com a Agrifatto. A receita apurada no período também ocupou a segunda posição, ficando atrás apenas de 2014, quando o faturamento dos seis primeiros meses foi de US$ 3,44 bilhões. A carne in natura representou mais de 78% do volume no período analisado, seguido por carne industrializada e miúdos, com aproximadamente 11% e 9%, respectivamente. As tripas e carne salgada, somadas, representaram 2%. As vendas de carne in natura representaram 82% do faturamento, seguida pela carne industrializada e miúdos, com 10% e 6%, respectivamente. A receita com as vendas de tripas e carne salgada representaram 1,9% e 0,1%, mesma participação que obtiveram no volume, segundo a Agrifatto. Na avaliação da Agrifatto, o destaque do primeiro semestre de 2019 ficou para a Rússia, que manteve as exportações brasileiras de carne bovina e suína embargadas entre o final 2017 e de 2018, voltando a adquirir volumes consideráveis neste ano. Os embarques para os russos atingiram 31,5 mil toneladas (3,6% do total) e apresentaram um crescimento de 1.865% no comparativo ano-a-ano. As expectativas são de que as exportações continuem aceleradas no segundo semestre, principalmente pela retomada da Rússia, que tem adquirido volumes crescentes desde o início do ano, e por uma maior necessidade de importações de carnes da China, prevê a Agrifatto.

PORTAL DBO

Rebanho bovino de MT cresce 1% este ano, segundo dados do Indea

Abates locais avançaram 9% no 1º semestre deste ano, para 2,68 milhões de cabeças

O rebanho bovino mato-grossense cresceu quase 1%, de 30,07 milhões de cabeças, em maio de 2018, para 30,33 milhões em maio de 2019, segundo dados recentes computados pelo Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), e divulgados pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). O Estado do Mato Grosso tem o maior rebanho de bovinos do Brasil, além de ser o principal produtor nacional de carne bovina. Segundo o Imea, em maio, as fêmeas apresentaram acréscimo de 1,25% no número de cabeças, enquanto que os machos registraram uma alta mais comedida, de 0,22%. Assim como houve aumento do rebanho, no fechamento do primeiro semestre de 2019 também foi registrada alta na quantidade de bovinos mato-grossenses abatidos. No comparativo semestral, foram abatidos 9,20% mais cabeças na comparação com o primeiro semestre de 2018, totalizando cerca de 2,68 milhões, de acordo com o Imea. Para machos, o aumento no período foi de 11,78% e, para as fêmeas, 6,75%. Apesar da expansão do rebanho, avalia o Imea, o Mato Grosso “está cada vez mais produtivo, uma vez que as carcaças estão mais pesadas, a idade de abate tem reduzido, assim como a área de pastagem”.

PORTAL DBO

Exportações de carne em julho

As exportações de carnes da segunda semana de julho sofreram forte retrocesso e a receita cambial obtida pelo setor recuou 17% de uma semana para outra

Pela média diária, US$67,418 milhões na primeira semana e apenas US$55.893 milhões na semana seguinte. Os volumes diários especificados, no entanto, sinalizam bons resultados nos embarques do mês:  Carne suína: 67.413 toneladas, 21,12% e 18,15% a mais que em junho passado e em julho de 2018 (respectivamente, 55,7 e 57,1 mil/t);  Carne bovina: 125.275 toneladas, volume 12,34% superior às 111,5 mil toneladas de junho último, mas 4,29% inferior às 130,9 mil toneladas de um ano atrás;  Carne de frango: 372.161 toneladas, 4,03% a mais que as 357,7 mil toneladas de junho passado. Porém, queda de 15,14% em relação ao que foi exportado em julho de 2018 – 438,6 mil toneladas de carne de frango in natura.

PECUARIA.COM.BR

Funrural: perdão do passivo pode acontecer em parcelas

De acordo com o Presidente da bancada do agro, o governo busca valores correspondentes no Orçamento para liquidar o débito

O fim do passivo do Funrural foi uma das promessas de Jair Bolsonaro durante a campanha à Presidência. Eleito, ele busca maneiras de cumpri-la sem cair na Lei de Responsabilidade Fiscal, que impede que o Executivo perdoe dívidas sem compensar o valor com outras arrecadações. De acordo com o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS), a remissão pode começar a partir do ano que vem. “Vamos perdoar R$ 17 bilhões? Não, vamos perdoar em torno de 480 a 600 milhões por ano, porque são os vincendos durante os anos parcelados daqui para frente”, diz. Segundo o deputado, o governo terá que colocar, no Orçamento, recurso correspondente em receita. “Há um compromisso do presidente, mas nós faremos depois que construirmos o acordo com o Ministério da Economia”, afirma.

CANAL RURAL

ECONOMIA

Dólar segue exterior e fecha em alta ante real

O dólar subiu pelo segundo dia consecutivo ante o real na terça-feira, o que não acontecia desde o começo do mês, num movimento influenciado pelo ambiente externo de dados fortes nos Estados Unidos

O dólar à vista teve valorização de 0,39%, a 3,7711 reais na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro mais negociado tinha alta de 0,29%, para 3,7720 reais. Lá fora, o índice, que mede a variação do dólar contra uma cesta de moedas, subia 0,45%. As quedas recentes do dólar vinham sendo atribuídas em parte à percepção de que o Fed poderia cortar os juros em 0,50 ponto percentual no fim de julho. O chairman do banco central dos EUA, Jerome Powell, reiterou a promessa de “agir conforme apropriado” para sustentar a expansão econômica dos EUA. Juros mais baixos nas principais economias melhoram a relação risco/retorno para aplicações em ativos de mercados mais arriscados, como os emergentes, o que pode estimular entrada de capital para o Brasil, contribuindo para alívio no dólar. Apesar de dúvidas, alguns analistas de mercado ainda veem um cenário de dólar mais fraco no mundo como resultado da sinalização de corte de juro pelo Fed devido a questões fora dos EUA. “Em 2016, o Fed assumiu postura similar por algum tempo, o que preparou as bases para um impressionante rali nos mercados emergentes até o começo de 2018”, disseram estrategistas do Morgan Stanley em nota a clientes. Nesse intervalo, as moedas emergentes se valorizaram 22%. “Para o real, vejo a taxa de 3,80 (por dólar) como justa até o fim do ano”, afirmou Rodrigo Franchini, responsável pela área de produtos da Monte Bravo.

REUTERS

Ibovespa fecha quase estável

O principal índice da bolsa paulista fechou a sessão de terça-feira levemente negativo, sob pressão de Petrobras e do movimento negativo das bolsas de Wall Street

O Ibovespa cedeu 0,03%, a 103.775,41 pontos. O volume financeiro da sessão somou 15,5 bilhões de reais. No aguardo da parte final da tramitação da reforma da Previdência, o mercado acompanhou noticiário sobre as propostas para a reforma tributária. O Secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra afirmou que sua proposta deve ser apresentada ainda este mês. “Ainda teremos muita discussão acerca dos projetos, mas reiteramos a importância de uma reforma tributária para o avanço da economia”, disse a Levante Investimentos, em nota a clientes. Em Wall Street, os índices recuaram após divulgação de balanços de grandes bancos, reacendendo receios de desaceleração do lucro em um ambiente de juros baixos. O S&P 500 cedeu 0,34%.

REUTERS

IGP-10 tem alta de 0,61% em julho, diz FGV

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) subiu 0,61 por cento em julho, ante elevação de 0,49 por cento no mês anterior, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV), na terça-feira

REUTERS

EMPRESAS

BRF amplia rede de embaixadores da integridade em ação nacional de compliance

A BRF informou na semana passada que o seu novo sistema de integridade, criado para multiplicar a cultura da ética e transparência em toda a companhia – escritórios, fábricas e centros de distribuição –, já contabiliza mais de 80 embaixadores, baseados no Distrito Federal e mais 11 estados

O sistema foi criado em fevereiro deste ano e, na ocasião, contava com pouco mais de 30 embaixadores. Com o auxílio dos embaixadores, a empresa pretende aperfeiçoar a prevenção, detecção e solução de desvios de conduta e fraudes. “Realizamos reuniões mensais com os embaixadores regionais para manter o engajamento deles nessa nova fase da companhia. Esses funcionários foram escolhidos pelo seu comprometimento com a ética e a excelência em suas funções, essenciais para auxiliar a área de compliance”, disse em nota Reynaldo Goto, diretor de compliance da BRF. O novo sistema de integridade também estabelece controles e monitoramentos ágeis e adequados aos negócios, bem como uma análise contínua dos parceiros. “Disseminar a cultura da ética e da transparência em todas as atividades, detectar e implementar medidas de remediação por meio de um canal de transparência independente para assegurar a confidencialidade das informações e imparcialidade das investigações, são os pilares que completam o nosso novo sistema”, afirmou o executivo. “O próximo passo é promover eventos com funcionários de diferentes áreas retratando como o compliance é aplicado no dia a dia dos departamentos da BRF”, finalizou Goto.

CARNETEC

FRANGOS & SUÍNOS

Custos de produção de suínos e de frangos de corte disparam em junho

Os gastos com a nutrição de suínos e frangos de corte fizeram os custos de produção terem um aumento significativo em junho segundo a CIAS, a Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa.

No caso dos suínos, o custo com a nutrição aumentou 4,20% em junho, fazendo o ICPSuíno chegar aos 221,69 pontos, um aumento de 4,43% em relação a maio (212,29 pontos). É o maior índice desde novembro de 2018. Agora, o ICPSuíno passa a acumular alta em 2019, de 1,13%. Com isso, o cálculo do custo por quilo vivo de suíno produzido em sistema de ciclo completo em Santa Catarina passou de R$ 3,71 em maio para R$ 3,88 em junho. É o maior valor desde novembro do ano passado. Já o ICPFrango fechou junho com 218,97 pontos, alta de 2,37% em relação a maio e de 0,48% em 2019. A subida só não foi maior porque, apesar do aumento com a nutrição das aves no mês (+3,32%), os custos dos pintos de um dia diminuíram (-1,01%). O custo de produção do quilo do frango de corte vivo no Paraná passou de R$ 2,76 em maio para R$ 2,83 em junho, valor calculado a partir dos resultados em aviário tipo climatizado em pressão positiva. Os índices de custos de produção foram criados em 2011 pela equipe de sócio economia da Embrapa Suínos e Aves e Conab. Santa Catarina e Paraná são usados como estados referência nos cálculos por serem os maiores produtores nacionais de suínos e de frangos de corte, respectivamente.

EMBRAPA

Exportações de carne suína se mantém estáveis

Até a segunda semana do mês foram embarcadas 26,4 mil toneladas de carne suína

As exportações de carne suína in natura registraram estabilidade na segunda semana de julho. De acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Economia, Indústria, Comercio Exterior e Serviços. Até a segunda semana do mês foram embarcadas 26,4 mil toneladas de carne suína, uma média de 2,9 mil toneladas por dia, mesma média registrada para o mês de junho. Em valores monetários as exportações somaram US$ 60,7 milhões. O valor pago por toneladas registrou pequena queda em relação ao valor pago junho, passando de US$ 2301,80 para US$ 2299,30. Já na comparação com julho de 2018 todos os indicadores registraram alta. A média diária no período era de 2,6 mil toneladas, crescimento de 13%. O preço pago por tonelada registrou uma boa valorização que chegou a 24,1%, visto que no período eram pagos US$ 1852,80.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL 

INTERNACIONAL

Argentinos sacrificam vacas reprodutoras por aperto financeiro e demanda chinesa

Os mundialmente famosos pecuaristas argentinos estão sacrificando suas vacas reprodutoras ao maior ritmo em 30 anos para aproveitar a demanda chinesa e pagar contas em meio a uma seca no acesso a crédito rural no país

O movimento destaca como o aperto na política monetária da Argentina tem espremido o setor agrícola com taxas de juros ao redor de astronômicos 60%, que prejudicam investimentos necessários para manter valiosos rebanhos de vacas e bezerros por vários anos até a maturidade. “Os fazendeiros, sem fonte real de financiamento, estão procurando liquidez por meio dessas vendas de vacas”, disse à Reuters o Presidente da Federação Agrária Argentina, Carlos Achetoni. A câmara argentina do setor de carnes, CICCRA, disse que no primeiro semestre de 2019 as fêmeas representaram 50,1% dos animais sacrificados, maior nível nas últimas três décadas e bem acima da taxa máxima vista como sustentável, de cerca de 43%. Essa tendência pode levar o rebanho do país a ser reduzido em até 400 mil cabeças em 2020, ante um total de 53 milhões de cabeças em março. “É uma decisão de sobrevivência”, disse o Presidente da CICCRA, Miguel Schiaritti. Segundo ele, os fazendeiros estão precisando pensar no curto prazo e se desfazer de ativos porque não conseguem tomar empréstimos às atuais taxas de juros. “Para os fazendeiros, a vaca é a máquina que produz bezerros. É como se alguém que fabrica parafusos vendesse a máquina que faz os parafusos para se financiar e pagar suas despesas.” As exportações de carne bovina da Argentina para a segunda maior economia do mundo se multiplicaram, com embarques nos primeiros cinco meses do ano para os portos chineses representando 72% do total de 180.000 toneladas exportados pelo país, segundo a CICCRA. A China demanda principalmente cortes mais baratos de carne de vacas —que se adequam melhor à culinária local, mais focada em pratos compartilhados do que em cortes de carnes nobres. Isso elevou o preço dessa categoria de carne em 88% contra um ano atrás, para média de 43 pesos (1,01 dólar) por quilo vivo nos principais mercados de gado da Argentina.

REUTERS

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