CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 992 DE 14 DE MAIO DE 2019

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Ano 5 | nº 992 | 14 de maio de 2019

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo começou a semana sem força

Nesta segunda-feira (13/5) o mercado fechou com cinco quedas, uma alta e o restante das regiões com estabilidade nos preços do boi gordo

O consumo aquém do esperado da primeira quinzena de maio, associado à maior oferta de boiadas, pressionou para baixo as cotações do boi nas praças onde as indústrias estão com escalas de abate confortáveis. No Noroeste do Paraná, a maior disponibilidade de oferta de matéria-prima refletiu em desvalorização de 0,7% frente ao último fechamento (10/5), o que significa queda de R$1,00/@. Na região de Goiânia-GO, a queda foi de 0,7% na comparação dia a dia, porém, no acumulado de maio a desvalorização chega a 1,4%. Em São Paulo, apesar de estabilidade no fechamento de ontem, algumas indústrias aproveitaram o momento para sair das compras e observar o mercado para traçar a melhor estratégia de compra para esta semana. A margem de comercialização das indústrias que fazem a desossa ficou em 19,7%, valor próximo à média histórica.

SCOT CONSULTORIA

GO: queda no poder de compra do recriador

As chuvas começaram a diminuir, e aos poucos as pastagens estão perdendo a capacidade de suporte, movimento que deve se intensificar no curto prazo

Diante desse cenário a menor retenção das boiadas no pasto gera maior oferta de matéria-prima para os frigoríficos e, consequentemente, os preços ofertados pela arroba do boi gordo caem. Tanto é que a média dos preços do boi gordo de maio está 2,2% inferior à média de abril. Na contramão deste cenário está o bezerro de desmama (6@), cotado em média em R$1,3 mil/cabeça. Valorização mensal de 1,9%. Desta forma, a relação de troca entre o boi gordo e o bezerro piorou para o recriador. Em abril com a venda de um boi gordo com 18@ compravam-se 2,05 bezerros de desmama (6@). Atualmente com a mesma relação compra-se 1,96 bezerro, ou seja, queda de 4,0% no poder de compra do recriador. 

SCOT CONSULTORIA

Mercado do couro verde com desvalorização

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), em abril o Brasil exportou 36,9 mil toneladas de couro, o que representa uma queda de 22,3% na comparação com março deste ano. A menor demanda pelo produto final no mercado externo tem pressionado as cotações do couro verde. Mesmo com as desvalorizações registradas na última semana, vale ressaltar que há negócios ocorrendo abaixo da referência, o que evidencia a dificuldade de escoamento do produto.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar fecha no maior patamar em quase 3 semanas

O dólar subiu forte nesta segunda-feira, em meio ao pessimismo global decorrente do recrudescimento da disputa tarifária entre China e EUA

O dólar à vista fechou em alta de 0,88%, a 3,9792 reais na venda, maior patamar de fechamento desde 24 de abril (3,9863 reais). Na máxima durante os negócios, a cotação bateu 4,0054 reais. Na B3, a referência do dólar futuro tinha alta de 0,75%, a 3,9875 reais. O mercado reagiu mal a sinais de piora nas relações comerciais entre as duas maiores economias do mundo, que frustraram expectativas de analistas que até dias atrás enxergavam maiores chances de acordo que pusesse fim à disputa tarifária que se arrasta desde o ano passado. O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse na segunda-feira que não tomou uma decisão sobre seguir adiante com tarifas sobre adicionais 325 bilhões de dólares em bens chineses. Mais cedo, Pequim disse que iria impor tarifas mais altas a uma série de produtos norte-americanos, revidando em sua guerra comercial com Washington pouco depois de Trump ter advertido a China a não retaliar. Dan Kawa, estrategista e sócio na TAG Investimentos, disse que a depreciação do iuan chinês, pressionou divisas de outros emergentes. A moeda chinesa bateu uma mínima de 6,9181 por dólar, menor patamar desde dezembro do ano passado, sob o peso do aumento das tensões comerciais. “Continuo esperando um curto-prazo mais desafiador e recomendando um portfólio internacional mais defensivo. Acredito que a situação (da economia ou dos mercados financeiros) deve piorar antes de que, eventualmente, um acordo entre EUA e China possa avançar”, afirmou Kawa em nota. O real sofre pressão adicional dos ruídos ligados ao andamento da reforma da Previdência. O Morgan Stanley elevou as projeções para o dólar para os próximos trimestres e agora vê a moeda norte-americana em 4,10 reais ao fim de junho. Para os profissionais, investidores estão menos tolerantes a surpresas negativas.

REUTERS

Agravamento de tensão EUA-China derruba Ibovespa abaixo de 92 mil pontos

O Ibovespa fechou em forte queda na segunda-feira, após a China anunciar aumento de tarifas de importação de produtos norte-americanos em resposta à taxação dos Estados Unidos anunciada na semana passada, agravando o embate comercial entre os dois gigantes econômicos

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 2,69 por cento, a 91.726,54 pontos. O volume financeiro somou 13,6 bilhões de reais. Pequim anunciou na segunda-feira elevação de tarifas contra 60 bilhões de dólares em produtos norte-americanos a partir de junho, em resposta à decisão dos EUA de elevar tarifas sobre 200 bilhões de dólares em produtos chineses. A medida ocorreu após o presidente norte-americano, Donald Trump, ter alertado Pequim a não retaliar o movimento de Washington na semana passada. Trump disse esperar se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, na cúpula do G20 no fim de junho.

“As tensões comerciais continuarão a ser um ponto focal importante para os mercados e o sentimento de risco”, disse o analista Jasper Lawler, Chefe de Pesquisa no London Capital Group, em nota a clientes. Investidores temem que a deterioração nas negociações e o prolongamento do embate, com potenciais tarifas adicionais norte-americanas ou novas medidas de retaliação chinesas, possam ter forte impacto no crescimento global. No caso do Brasil, uma desaceleração mais forte na atividade econômica mundial, com reflexos no consumo de commodities como minério de ferro e soja, pioraria ainda mais o cenário de crescimento no país, que tem frustrado economistas. Pesquisa Focus na segunda-feira mostrou a 11ª revisão para baixo nas projeções de mercado para Produto Interno Bruto (PIB) em 2019, com a mediana das estimativas agora apontando expansão de 1,45 por cento.

REUTERS

Economistas reduzem expectativa de crescimento do PIB em 2019 a 1,45%

O mercado financeiro fez leves ajustes em suas projeções econômicas para este ano, com nova revisão para baixo na expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), pressionada pela fraqueza da produção industrial

A pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na segunda-feira mostrou que a projeção de crescimento do PIB em 2019 foi reduzida em 0,04 ponto percentual, para 1,45%, na 11ª semana seguida de redução. O cenário para a indústria piorou pela segunda vez seguida, com os economistas projetando agora um crescimento da produção de 1,70%, de 1,76% antes na mediana das estimativas. Para 2020 permanece a expectativa de expansão do PIB de 2,50%, com a indústria crescendo 3%. O levantamento semanal com uma centena de economistas apontou ainda que as expectativas para a alta do IPCA permanecem em 4,04% para este ano e em 4% para o próximo. O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25 por cento e, de 2020, de 4 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Na semana passada, o IBGE divulgou que o IPCA avançou 0,57% em abril, indo a 4,94% em 12 meses, depois de o Banco Central ter avaliado que o balanço de riscos para a inflação mostra-se simétrico. Para a taxa básica de juros, também não sofreu alteração o cenário de Selic a 6,50% em 2019 e a 7,50% em 2020. O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, continua vendo a taxa a 6,50% este ano e a 7,21% no próximo, na mediana das projeções.

REUTERS

Ministério projeta valor da produção agropecuária em R$ 597,8 bi

Melhores cenários traçados para cana, milho e carnes, entre outros produtos, levaram o Ministério da Agricultura a novamente elevar sua estimativa para o valor bruto da produção (VBP) agropecuária do país em 2019

Segundo levantamento recém-concluído, a Pasta passou a prever o VBP total em R$ 597,8 bilhões, R$ 9 bilhões a mais que o projetado em abril e montante 1,4% superior ao calculado para 2018. É o segundo levantamento seguido sobre 2019 que sinaliza aumento nessa comparação anual. O aumento virá mesmo com a piora apontada para a soja, carro-chefe do agronegócio brasileiro. Para o VBP do milho a projeção do ministério voltou a melhorar, marginalmente. Passou a ser de R$ 57,1 bilhões, 17,3% superior ao de 2018, sustentando pela recuperação do volume da colheita da segunda safra. No caso da cana, a Pasta também ajustou sua estimativa para cima, em parte graças a uma tendência de alta dos preços do açúcar, e passou a prever VBP de R$ 60,1 bilhões em 2019, ainda 4,5% menos no ano passado. Entre os 21 produtos agrícolas que fazem parte do levantamento, vale destacar, ainda, as altas na comparação com 2018 de algodão (17,1%, para R$ 41,1 bilhões), laranja (15,1%, para R$ 14,8 bilhões) e banana (16,8%, para R$ 12,2 bilhões), além das baixas projetadas para café (21%, para R$ 20,3 bilhões) e trigo (4,4%, para R$ 4,7 bilhões). Para as cinco principais cadeias da pecuária, o Ministério da Agricultura elevou sua estimativa para o VBP conjunto para R$ 199,4 bilhões, R$ 3 bilhões a mais que o previsto em abril e montante 3,3% superior ao de 2018. Pesaram para o ajuste positivo os reflexos “positivos” para demanda e preços do surto de peste suína na China sobre o mercado global de carnes em geral e sobre as exportações brasileiras em particular. Para o frango, a estimativa de VBP do ministério foi elevada para R$ 61,5 bilhões, 12% mais que no ano passado. Também há aumento projetado para os bovinos (1,4%, para R$ 80,3 bilhões) e, agora, também para suínos (1,1%, para R$ 14,5 bilhões). Há quedas projetados para leite (2,6%, para R$ 32,3 bilhões) e ovos (6,1%, para R$ 10,7 bilhões).

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Minerva adia IPO da Athena Foods no Chile por causa de condições adversas do mercado

A produtora de carne bovina Minerva anunciou nesta segunda-feira o adiamento da oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) de sua subsidiária Athena Foods na Bolsa de Santiago, alegando “condições adversas no mercado global”. A Minerva havia anunciado o IPO em abril e esperava que a operação fosse concluída até o final deste mês, dentro do cronograma da oferta.

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JBS tem lucro de R$1,1 bi no 1º tri, vê efeitos positivos de peste suína na China

A maior processadora de carne bovina do mundo, JBS, teve lucro líquido de cerca de 1,1 bilhão de reais no primeiro trimestre, mais que o dobro do desempenho registrado um ano antes, com forte desempenho de unidade de suínos nos Estados Unidos e fraqueza na divisão Seara no Brasil

A companhia apurou uma geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de 3,19 bilhões de reais entre janeiro e março, um crescimento de 14,4 por cento sobre o mesmo período do ano passado. O desempenho do Ebitda veio praticamente em linha com os 3,1 bilhões de reais estimados em média por analistas consultados pela Refinitv. Enquanto isso a receita líquida, de 44,37 bilhões de reais, ficou abaixo dos 45,9 bilhões previstos em média por analistas. A divisão Seara sofreu queda de 15,8 por cento no Ebitda do primeiro trimestre e a margem recuou de 8,3 por cento um ano antes para 6,6 por cento. Segundo a JBS, o volume de vendas total da Seara caiu no período em parte por causa da desabilitação de fábricas que exportavam para a Arábia Saudita e aumento de preços de venda, que subiram 16,6 por cento, “ainda insuficiente para cobrir os aumentos dos custos das principais matérias-primas”. No mercado interno os volumes de venda foram estáveis. Na avaliação da JBS, os efeitos positivos da crise de peste suína africana na China, que dizimou milhões de animais no país, “irão se intensificar nos próximos meses e atingirão todas as proteínas animais que o país (Brasil) produz e comercializa tanto no mercado externo como no interno”. A avaliação é semelhante à informada pela rival BRF, que citou efeitos de queda no custo de grãos, devido ao menor consumo, e aumento na demanda chinesa por carne. Já a JBS Brasil viu a desempenho sair de negativos 100,9 milhões de reais para 195 milhões positivos, com a margem crescendo de 1,6 por cento negativo para 2,9 por cento positivos. As operações de suínos da empresa nos EUA tiveram alta de 32,7 por cento no Ebitda, para 588,5 milhões de reais, mas a margem caiu de 6,2 para 5,2 por cento. A companhia terminou o trimestre com dívida líquida de 48,73 bilhões de reais, um crescimento de 7 por cento sobre o primeiro trimestre de 2018. A alavancagem passou de 3,24 para 3,2 vezes em reais.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Vietnã abate 1,2 mi suínos em meio a surtos de peste suína africana pelo país

O Vietnã sacrificou mais de 1,2 milhões de suínos infectados com peste suína africana, disse o governo nesta segunda-feira, à medida que o vírus continua a se espalhar rapidamente no país do Sudeste Asiático

Os suínos respondem por três quartos do consumo total de carne no Vietnã, um país com 95 milhões de habitantes onde a maior parte do rebanho local de 30 milhões de suínos é criada domesticamente. O vírus foi detectado inicialmente no Vietnã em fevereiro, tendo desde então se espalhado para 29 províncias, incluindo Dong Nai, que fornece cerca de 40% da carne suína consumida em Ho Chi Minh, polo econômico ao sul do país. “O risco de o vírus espalhar ainda mais é muito alto e a evolução do surto é complicada”, disse o governo em um comunicado. O governo acrescentou que muitas províncias falharam em detectar surtos e abater os suínos infectados da maneira adequada devido à falta de recursos e do espaço necessário para enterrar os animais mortos. A doença, que não causa danos para humanos, mas é incurável em suínos, também tem se espalhado rapidamente pela vizinha China.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) aconselhou em março que o Vietnã declarasse o surto de peste suína africana como uma emergência nacional.

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Peste suína na China começa a inflar exportação do Brasil

Na ponta da língua de acionistas que desejam justificar os investimentos em frigoríficos, o surto de peste suína africana que sacudiu a China começa a chegar às estatísticas das exportações brasileiras e a ser incorporado às estimativas de inflação nos país. Diante da esperada demanda do país asiático, os preços das carnes podem subir também no varejo brasileiro – a alta pode superar 10% este ano

Em recente relatório, o Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco estimou que a peste suína pode elevar os preços da carne suína ao consumidor em ao menos 12% no ano. No atacado, a alta seria de 43%. As projeções foram feitas tomando como exemplo o impacto de choques de oferta de suínos que ocorreram no passado. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela ABPA indicam expressivo crescimento da exportação de carne suína do país em abril. Os frigoríficos exportaram 15,9 mil toneladas de carne suína à China no mês passado, incremento de 61% ante as 9,9 mil toneladas enviadas para o país asiático em abril de 2018. Em receita, os embarques para os chineses geraram US$ 35,8 milhões, alta de 42%. Além disso, as vendas para Hong Kong, também registraram aumento significativo. No mês passado, foram exportadas 13,8 mil toneladas para Hong Kong, volume 39,4% superior ao total de 9,9 mil toneladas de um ano antes, de acordo com a ABPA. Conforme o analista do banco holandês Rabobank Adolfo Fontes, “a tendência, num primeiro momento, foi de aumento nos abates internos, mas com a diminuição da oferta de carne no país, as importações devem aumentar”, avaliou o analista. “Até março, a China não tinha preço que justificasse vender para eles em detrimento de outros mercados. A Rússia, por exemplo, estava pagando mais”, afirmou Fontes. A expectativa do analista do Rabobank é que haja uma mudança mais expressiva de cenário no segundo semestre, mesmo porque os preços estão subindo rapidamente. Em abril, o preço médio da carne suína in natura exportada pelo Brasil para todos os destinos foi de US$ 2,2 mil por tonelada, aumento de 5,7% na comparação com o mês de março, segundo dados da Secex. Pelos números do Rabobank, o crescimento das exportações do Brasil para a China é pequeno – em volume – tendo em vista a necessidade chinesa. A projeção do banco holandês é que o país asiático importe 5 milhões de toneladas neste ano, mais que o dobro das 2 milhões de toneladas trazidas do exterior no ano passado.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

China vai impor tarifas sobre produtos dos EUA apesar de alerta de Trump

A China disse na segunda-feira que vai impor tarifas mais altas a uma série de produtos norte-americanos, revidando em sua guerra comercial com Washington pouco depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter advertido o país a não retaliar

O Ministério das Finanças da China disse que vai ajustar as tarifas sobre uma lista revisadas de produtos dos Estados Unidos avaliados em 60 bilhões de dólares, com taxas adicionais de 20% a 25%. As tarifas entrarão em vigor em 1º de junho. O anúncio foi feito menos de duas horas depois de Trump ter alertado Pequim a não retaliar depois que a China disse que “nunca se renderá à pressão externa”. A Casa Branca e o escritório do Representante de Comércio dos EUA não retornaram imediatamente a um pedido de comentário. A guerra comercial foi intensificada na sexta-feira após Trump elevar as tarifas sobre 200 bilhões de dólares em produtos chineses, dizendo que a China havia quebrado compromissos anteriores feitos durante meses de negociações comerciais. Pequim prometeu responder às últimas tarifas dos EUA. “Quanto aos detalhes, por favor, continuem prestando atenção. Copiando uma expressão dos EUA – esperem e vejam”, disse Geng Shuang, Porta-Voz do Ministério das Relações Exteriores, em uma entrevista coletiva nesta segunda-feira. Trump advertiu a China não para intensificar a disputa comercial e pediu aos seus líderes, incluindo o presidente Xi Jinping, para continuarem com o trabalho para chegar a um acordo. “A China não deveria retaliar – só vai piorar se fizer isso”, disse ele em uma publicação no Twitter. “Eu digo abertamente ao presidente Xi e a todos os meus muitos amigos na China que a China será gravemente afetada se vocês não fizerem um acordo porque as empresas serão forçadas a deixar a China para outros países”, escreveu Trump. Trump na semana passada também ordenou que o representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, começasse a impor tarifas sobre todas as importações remanescentes da China, uma medida que afetará um valor adicional de 300 bilhões de dólares em mercadorias de origem chinesa. Questionado sobre a ameaça, Geng disse: “Dissemos muitas vezes que a adição de tarifas não resolverá nenhum problema … Temos a confiança e a capacidade de proteger nossos direitos legais e legítimos”. A mídia estatal chinesa manteve um ritmo constante de comentários fortes na segunda-feira, reiterando que a porta da China para as negociações está sempre aberta, mas prometendo defender os interesses e a dignidade do país. Em um comentário, a televisão estatal disse que o efeito sobre a economia chinesa das tarifas dos EUA é “totalmente controlável”. “Não é grande coisa. A China está fadada a transformar a crise em oportunidade e usar isso para testar suas habilidades, para tornar o país ainda mais forte.”

REUTERS

Egito suspenderá a proibição de importar gado vivo em junho

O embaixador uruguaio no Egito, Enrique Ribeiro, disse que o governo egípcio teria decidido remover em junho, no final do Ramadã, a proibição de importar animais de todos os mercados do mundo

Meses atrás, as autoridades do país africano desabilitaram a importação de gado vivo de todos os fornecedores menos daqueles de seu continente. Ribeiro disse que, de acordo com a informação, é “uma medida que poderia ser retirada em junho porque é provisória e depois de muitas pressões de países como o Brasil”. O embaixador realizou uma série de reuniões com as autoridades do Ministério da Agricultura do Egito, mas “nunca nos explicaram as razões pelas quais decidiram fechar a importação”. Ele acrescentou: “É muito provável que em poucas semanas haverá novidades”. Ribeiro disse que as autoridades do Egito disponibilizaram uma missão de saúde temporária para auditar os frigoríficos uruguaios interessados em entrar no Egito com produtos de carne. Ele disse que desde 2015 as usinas nacionais foram autorizadas a exportar carne bovina e ovina, mas o prazo de três anos expirou e agora as auditorias nos frigoríficos devem ser retomadas. Ele entende que o Egito é um nicho “interessante” para cortes de qualidade que concentra mais de dois milhões de consumidores abastecidos com produtos da Austrália e da Nova Zelândia. No entanto, ele disse que não se pode aspirar a chegar a referências semelhantes às da Europa.

El País Digital

Uruguai lança campanha virtual e promove sua carne na China

País pretende atingir 100 milhões de consumidores chineses este ano

O Instituto Nacional da Carne (INAC), com sede em Montevidéu, lançou uma campanha de promoção da carne do Uruguai na China, por meio da Internet, informou a filial uruguaia do El País digital. Segundo o Gerente de Marketing do INAC, Lautaro Pérez, a campanha pretende atingir mais de 20 milhões de consumidores chineses em três semanas, e um total de 100 milhões de pessoas ao longo deste ano. “A China é o mercado central da estratégia de construção de nossa marca de carne”, disse Pérez, lembrando que o Uruguai respondeu por 22% das compras totais diretas feitas pelos importadores chineses no ano passado. O gerente justificou a escolha de uma campanha de marketing virtual na China, via internet e celular, que, segundo ele, vai percorrer o mundo das redes sociais e também as plataformas de comércio eletrônico. “Para termos uma referência, existem quase 600 milhões de pessoas na China fazendo compras por celular; isso é 15 vezes mais do que nos Estados Unidos”, reforça Pérez.

PORTAL DBO

China muda mercado mundial de hambúrguer bovino

Austrália, Nova Zelândia e Brasil são atraídos pela forte demanda chinesa, criando um vácuo nos EUA Todos os caminhos de exportação de carne bovina levam à China”, assim concluiu o analista independente Simon Quilty em artigo publicado na segunda-feira no portal australiano Beef Central

O especialista discorre sobre a atual influência do mercado chinês no comportamento do comércio mundial de carne bovina magra, utilizada sobretudo para produzir hambúrgueres. O Brasil é hoje o principal fornecedor global de carne bovina, que tem como diferencial justamente o fato de ser “magra” – oriunda de raças zebuínas (Bos Indicus). Segundo Quilty, tradicionalmente, o mercado de hambúrgueres dos EUA – os maiores importadores mundiais de carne bovina – sempre dependeu muito da disponibilidade de produtos da Austrália e da Nova Zelândia. No entanto, nos últimos anos, com o aumento da demanda na China, as exportações de carne bovina da Austrália e da Nova Zelândia estão sendo desviadas para a China, em quantidades cada vez mais crescentes. Com isso, o que se vê atualmente é uma escassez de carne magra importada nos EUA, o que contribuiu para uma elevação dos preços pagos às carnes da Austrália e da Nova Zelândia no mercado norte-americano. Porém, destaca o analista, o alto prêmio da carne bovina magra importada nos EUA pode pavimentar o caminho para a entrada de carne mais barata da América do Sul no mercado norte-americano e, assim, preencher o vazio de oferta criado pela maior ausência de carne oriunda da Austrália e da Nova Zelândia. O analista cita o Brasil como potencial fornecedor aos EUA, país que “tenta desesperadamente recuperar seu status de exportação para o mercado americano”, escreve Quilty, referindo-se ao embargo de quase dois anos à carne bovina in natura, devido a problemas de abscessos (pus). “No entanto, não há garantia de que a carne da América do Sul preencherá o vazio no mercado de carne bovina dos EUA, já que a demanda da China é onipresente em todo o mundo, e “todos os caminhos de exportação de carne bovina levam à China”.

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