CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 973 DE 15 DE ABRIL DE 2019

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Ano 5 | nº 973 | 15 de abril de 2019

 NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo com baixa movimentação, porém, o cenário é de preços firmes

Em abril, em 72% das praças pecuárias a cotação da arroba do boi gordo subiu. Na última semana, a cotação subiu em metade delas

A oferta limitada de boiadas manteve os estoques enxutos, o que resultou em valorização da carne com osso no mercado atacadista. O boi casado de animais castrados ficou cotado em R$10,44/kg, alta de 3,4% desde o início do mês. Este é o maior patamar de preços do ano. Sem conseguir esticar as escalas de abate, o mercado deve continuar com preços firmes nesta segunda-feira (15/4). Entretanto, a entrada da segunda quinzena pode limitar as valorizações. Lembrando que nesta semana os compradores terão um dia a menos de compra, devido ao feriado de sexta-feira da paixão, que, apesar de reduzir o consumo de carne vermelha, o escoamento pode aumentar nos dias posteriores, aumentando a necessidade das indústrias em alongar as escalas.

SCOT CONSULTORIA

Mercado de reposição acelerado

Mercado em alta. Para aproveitar o bom momento do mercado do boi gordo, muitos pecuaristas buscam no mercado de reposição as categorias de giro mais rápido para a terminação, como o boi magro, por exemplo

Entretanto, com os pastos com boa capacidade de suporte, quem tem a categoria tem optado pela terminação, diminuindo a oferta no mercado de reposição. Dessa forma, as cotações do boi magro estão firmes e subiram em praticamente todas as praças pesquisadas na última semana. Destaque para São Paulo, onde houve a maior valorização, de 3,4%. No estado, atualmente o animal está cotado em R$2,1 mil/cabeça e há negócios fechados acima deste patamar, evidenciando o cenário de alta para a categoria. De modo geral, para o curto prazo as expectativas são de manutenção dos preços firmes no mercado de reposição, uma vez que os pastos tendem a permanecer com boa capacidade de suporte e a arroba do boi gordo não deve sofrer pressão de baixa.

SCOT CONSULTORIA

Paraná debaterá fim da vacinação contra aftosa em maio

A ideia é discutir as ações necessárias para que o Estado solicite o reconhecimento do status de Área Livre de Febre Aftosa

O governo do Paraná vai promover, em maio, fóruns regionais em seis municípios para debater o fim da vacinação dos rebanhos bovinos e bubalinos contra febre aftosa. De acordo com informações da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Paraná, a ideia é discutir as ações necessárias para que o Estado solicite o reconhecimento do status de Área Livre de Febre Aftosa, sem Vacinação. Os eventos ocorrerão em Paranavaí (dia 14), Cornélio Procópio (15), Curitiba (16), Guarapuava (21), Pato Branco (22) e Cascavel (23). A secretaria informou, ainda, que a suspensão da vacina contra febre aftosa pelo Paraná, que pertence ao bloco V conforme definição do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (Pnefa), foi pleiteada para que a última campanha de vacinação ocorra em maio de 2019.

ESTADÃO CONTEÚDO

ECONOMIA

Ingerência política na Petrobras leva dólar à máxima em 2 semanas

O dólar voltou a mostrar firme alta ante o real na sexta-feira, encerrando no maior patamar em duas semanas, puxado pela demanda do mercado por “hedge” na esteira da decisão da Petrobras de não reajustar preços do diesel, o que trouxe de volta ao radar riscos de ingerência política na estatal.

“Muito estrangeiro tomou dólar futuro hoje. É basicamente o mercado buscando proteção, ainda mais antes do fim de semana”, disse Thiago Silêncio, operador sênior de câmbio da CM Capital Markets. Na máxima da sessão, a moeda norte-americana chegou a superar 3,90 reais, marcando 3,9073 reais. O real amargou o pior desempenho numa lista de 33 pares do dólar nesta sexta-feira. No fechamento, o dólar negociado no mercado interbancário subiu 0,83 por cento, a 3,8892 reais na venda. É o maior patamar desde 29 de março (3,9154 reais). Na B3, a referência do dólar futuro tinha alta de 0,80 por cento, a 3,8930 reais. O real já havia começado o pregão com desempenho inferior a seus pares, com a notícia de que a Petrobras desistira de reajustar o preço do diesel. A persistência de ruídos sobre a articulação do governo em prol da reforma previdenciária também pesou sobre o câmbio. O real terminou o dia liderando as perdas globais frente ao dólar. “O fato é que isso (a interferência na Petrobras) abriu a caixinha de riscos de ingerência política”, disse Roberto Campos, gestor sênior de câmbio da Absolute Investimentos, citando que o mercado agora se questiona sobre imposições em outras estatais. “Isso é ruim para o plano de privatizações, para a avaliação do estrangeiro sobre o país e, em último caso, para a perspectiva de fluxo”, afirmou. Na semana, o dólar acumulou alta de 0,42 por cento.

REUTERS

Apreensão com autonomia da Petrobras derruba Ibovespa; empresa perde R$32 bi

O Ibovespa fechou em queda de 2 por cento na sexta-feira, pressionado pelo tombo das ações da Petrobras, que perdeu 32 bilhões de reais em valor de mercado em meio a preocupações sobre a independência da estatal após o presidente Jair Bolsonaro pressionar para a petrolífera rever decisão sobre aumento dos preços do diesel

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 1,98 por cento, a 92.875,00 pontos. O volume financeiro totalizou 20,56 bilhões de reais, bem acima da média diária do ano, de 16,2 bilhões de reais. Na semana, o Ibovespa acumulou declínio de 4,36 por cento. O noticiário envolvendo a Petrobras dominou os holofotes no último pregão da semana, após a empresa desistir de elevar o preço do diesel nas refinarias a partir da sexta-feira após sofrer interferência de Bolsonaro, em meio a preocupações com uma eventual nova greve de caminhoneiros. Bolsonaro defendeu nesta sexta-feira “um preço justo” para o combustível e disse que quer ser convencido pela estatal sobre a necessidade do aumento. “Os investidores foram pegos de surpresa com a ‘canetada’ do Bolsonaro. Todo o discurso de estatais sem interferência política se perde”, destacou Pedro Menezes, membro do comitê de investimento de ações e sócio da Occam Brasil Gestão de Recursos, destacando que o mercado como um todo foi contaminado. Analistas do BTG Pactual divulgaram relatório com o título ‘Déjà Vu’, citando que é preciso saber se foi uma decisão temporária por motivação política, como evitar uma nova greve, ou mudança na forma como o governo percebe a liberdade operacional da empresa. A sexta-feira também teve de pano de fundo a proximidade com o vencimento de opções sobre ações, que acontece na segunda-feira na bolsa paulista e tem os papéis da Petrobras entre as séries mais líquidas do exercício.

REUTERS

Setor de serviços do Brasil tem 2ª queda seguida em fevereiro e destaca falta de recuperação

O volume de serviços do Brasil recuou em fevereiro pelo segundo mês seguido, com destaque para a contração na atividade de transportes, em um reflexo da lentidão da atividade econômica e do desemprego ainda alto no país

Em fevereiro o volume do setor caiu 0,4 por cento na comparação com janeiro, quando houve recuo de mesma intensidade em dado revisado de queda de 0,3 por cento anunciada antes. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ainda informou na sexta-feira que, sobre o mesmo período do ano anterior, houve avanço de 3,8 por cento. As expectativas em pesquisa da Reuters eram de queda de 0,1 por cento na comparação mensal e de alta de 3,7 por cento na base anual. “O fato é que não conseguimos observar nenhum tipo de recuperação mais consistente para o setor de serviços”, afirmou o Gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo. Em fevereiro, as vendas varejistas ficaram estáveis, em um cenário de dificuldade da economia para conseguir deslanchar e com as expectativas de crescimento em declínio. A indústria apresentou alta, apesar da maior queda em 17 anos do setor extrativo devido ao desastre em Brumadinho (MG) com uma barragem da Vale. Os dados do IBGE mostraram que em fevereiro três das cinco atividades pesquisadas sofreram recuo, com destaque para a contração de 2,6 por cento no volume de serviços em Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, a terceira taxa negativa. “É a queda mais intensa dessa atividade desde julho de 2018. Houve pressão do transporte aéreo de passageiros, também pela alta em janeiro, ainda que, em tese, o ajuste sazonal sirva para compensar um pouco disso”, completou Lobo. Os outros resultados negativos foram registrados em e outros serviços, de 3,8 por cento, e em serviços prestados às famílias, de 1,1 por cento. Já o volume de Serviços de informação e comunicação subiu 0,8 por cento em fevereiro sobre janeiro, enquanto os Serviços profissionais, administrativos e complementares mostraram estabilidade.

REUTERS

Receita com exportações do agronegócio caiu 5,3% em março

As receitas do agronegócio brasileiro com as exportações recuaram 5,3% em março deste ano em relação ao mesmo mês de 2018, alcançando US$ 8,6 bilhões. Os embarques do setor no mês representaram uma participação de 47,6% de todas as exportações feitas pelo Brasil em março

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pelo Ministério da Agricultura, as importações no mês passado recuaram 11,9% em comparação com o mesmo intervalo de 2018, para US$ 1,1 bilhão. Com isso, o superávit da balança comercial do agronegócio foi positivo em US$ 7,5 bilhões, queda de 4% na comparação anual. Entre os produtos mais importantes na pauta exportadora do setor, quase todos registraram queda. Líder no ranking das vendas externas de produtos agrícolas do Brasil, o “complexo soja” (inclui grão, farelo e óleo) teve ligeiro recuo de 1,2% no mês, para quase US$ 4 bilhões. Em segundo lugar ficaram as carnes, cujas exportações tiveram uma queda de 8,5% para US$ 1,2 bilhão. Essa retração, por sua vez, foi determinada sobretudo pela diminuição dos volumes embarcados. As vendas externas carne de frango recuaram 3,9% para US$ 558 milhões, com recuo de 9% no volume embarcado; as de carne suína tiveram queda de 8,9%, para US$ 106 milhões. As exportações de carne bovina cederam 10,5%, para US$ 529 milhões. No caso do setor de açúcar e etanol, cujas exportações vêm caindo há meses por causa da menor produção do adoçante, as vendas externas recuaram 38,2% em março, para US$ 393 milhões. Quando se considera o acumulado de janeiro a março, as vendas externas do agronegócio brasileiro ainda apresentam resultado positivo — em relação ao mesmo intervalo do ano passado, houve crescimento de 13,8% para US$ 7,7 bilhões. As importações, porém, recuaram 1%, para US$ 3,6 bilhões nesse período. Como resultado, o superávit comercial cresceu 3,8%, para US$ 18,6 bilhões. “A queda do valor exportado ocorreu em função, principalmente, da queda dos preços internacionais dos produtos exportados pelo Brasil. O índice de preço dos produtos exportados pelo agronegócio teve redução de 6,4%, porcentagem que foi em parte compensada pela elevação de 1,2% no índice de quantum das exportações”.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Zanchetta oferece R$ 200 milhões por ativos do frigorífico Mondelli

O Grupo Zanchetta, que possui um abatedouro de frangos no interior de São Paulo, ofereceu, em leilão judicial, R$ 196 milhões para assumir o frigorífico de bovinos do Mondelli, que está em processo de falência

“Fizemos uma oferta pela indústria toda”, afirmou o empresário Carlos Zanchetta ao Valor. De acordo com ele, o resultado da proposta deve sair na próxima semana. A unidade do Mondelli fica em Bauru (SP). Apesar do interesse, a oferta do Zancheta deve encontrar resistência. Constantino Mondelli Filho, um dos acionistas do frigorífico paulista, vai tentar impugnar a oferta. O empresário, que advoga em causa própria, questionará judicialmente as condições da oferta feita pelo Grupo Zanchetta. Paralelamente, seguem na Justiça recursos contra a decisão judicial que determinou a falência do frigorífico. Na prática, afirmou Constantino, a falência da empresa ainda não transitou em julgado. Segundo ele, a efetivação da aquisição só poderá acorrer após o julgamento de recursos pendentes no Superior Tribunal de Justiça (STJ). De acordo com Constantino, o frigorífico Mondelli fatura cerca R$ 600 milhões por ano e abate em torno de 650 cabeças por dia. Para os padrões brasileiros, trata-se de um frigorífico de médio porte.

VALOR ECONÔMICO

Nos EUA, JBS se volta para a carne do futuro

O recém-inaugurado Centro Global de Inovação de Alimentos da JBS, patrocinado pela companhia brasileira, reúne especialistas que pesquisam o futuro da indústria de proteína animal. Em parceria com a universidade do Colorado, Estado onde a JBS estabeleceu e sede de seus negócios nos EUA, a companhia investiu US$ 12,5 milhões no centro de inovação

O local, inaugurado na última terça-feira, reproduz em uma área de 3,5 mil metros quadrados como um frigorífico deve ser – desde a chegada dos animais para o abate até a preparação dos alimentos. Não por acaso, o espaço guarda semelhanças com a abatedouro da JBS, na vizinha em Greeley, distante apenas 50 quilômetros do campus da CSU. O investimento faz sentido não apenas em um cenário em que as chamadas “proteínas alternativas” atraem o interesse – e o dinheiro – de grandes corporações, mas também diante da crescente atenção a questões sanitárias, um tema cada vez mais exigido pelo consumidor. “Esta unidade representa o estado da arte em termos de indústria e, a partir dela, nossos estudantes poderão mudar a forma com que a proteína animal é processada no mundo”, afirmou o Reitor da Faculdade de Ciências Agrárias da CSU, Ajay Menon. São dois andares com laboratórios, cozinha, câmaras frias, área para abate e processamento, além de auditório, em que é possível exibir carcaças aos alunos. Entre os pesquisadores que atuarão no centro está Temple Grandin, internacionalmente conhecida pela revolução que promoveu na área de bem-estar animal. Para ela, a unidade permitirá que os estudantes reconheçam que há múltiplas oportunidades para trabalhar na área de proteína animal. “75% dos meus alunos querem ser veterinários. Eles nem sabem que existem todas essas outras carreiras, como geneticista, nutricionista ou cientista de carnes”. Na avaliação de Keith Belk, professor do departamento de zootecnia da CSU, essas carreiras serão importantes em um cenário de constante mudança na indústria de carnes. Para Belk, as pesquisas com proteínas alternativas e carnes de laboratório são o assunto mais quente do momento. Embora a JBS já conduza pesquisas na área, uma operação comercial com carne de laboratório está ainda longe de ocorrer. A prioridade da JBS em inovação é estar à frente em questões relacionadas à segurança dos alimentos. Neste ano, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) chamou atenção para o alto número de recalls na indústria frigorífica americana.

VALOR ECONÔMICO

Dois anos após delação, JBS atinge o maior valor da história

Quase dois anos após a bombástica delação premiada dos irmãos Joesley e Wesley Batista, as ações da JBS atingiram na sexta-feira o maior valor da história

Depois de sofrer com diversas incertezas em 2017, no rescaldo da fatídica gravação do então Presidente Michel Temer, a empresa recobrou a confiança do investidor. Da delação dos Batista até a sexta-feira, as ações da empresa de carnes quase triplicaram, saindo de R$ 5,94 para R$ 17,64. Com isso, o valor de mercado da JBS aumentou em quase R$ 35 bilhões. Em 22 de maio de 2017, fundo do poço após a delação, a companhia valia R$ 16,3 bilhões. Agora, vale R$ 48,1 bilhões. Em 2019, as ações da JBS vêm subindo diante da percepção dos analistas de melhora na governança e do bom momento para a produção de carne nos EUA. Nos últimos dias, o surto do vírus da peste suína africana na China ajudou. A expectativa é que o país asiático, que representa 50% da produção global de carne suína, perca de 25% a 30% da produção este ano em razão da doença, segundo o Rabobank. A JBS é a maior empresa global de carnes, com faturamento anual de R$ 180 bilhões.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Rabobank vê até 200 milhões de porcos mortos por surto de peste na China

Até 200 milhões de porcos podem ser abatidos ou mortos por infecção à medida que a peste suína africana se espalha pela China, segundo o Rabobank, cuja previsão foi, de longe, a maior já divulgada para o surto, ressaltando a gravidade da epidemia na principal produtora mundial de suínos

Um número desse tamanho representaria uma grande fatia do rebanho de porcos da nação, que o Rabobank fixou em 360 milhões de animais no final do ano passado. A projeção vem em momento em que muitos membros da indústria afirmam que o avanço da peste suína no país é muito pior que o divulgado pelas autoridades. A queda reduziria a produção chinesa de carne suína em 30 por cento em 2019 ante o ano passado, afirmou o Rabobank em comunicado divulgado na noite de quinta-feira, alavancando importações de carne e reduzindo a demanda por rações animais produzidas com commodities como a soja. “Isso não tem precedentes, e há muitas dimensões da situação que ainda não foram totalmente compreendidas”, disse à Reuters o estrategista global para proteína animal do Rabobank, Justin Sherrard. Segundo analistas do banco, um total de 150 milhões a 200 milhões de porcos morrerão pela infecção com o vírus da peste suína africana ou abatidos na esteira dos surtos. A China, que produz cerca de metade da carne suína mundial, afirmou nesta semana que havia abatido 1,01 milhão de porcos para controlar a doença. Já foram reportados 124 surtos desde agosto do ano passado.

REUTERS

SC amplia em 12% exportações de carnes suína e de frango em 2019

Na direção oposta ao desempenho nacional do setor, Santa Catarina encerra o primeiro trimestre de 2019 com aumento de 12% nas exportações de carne suína e de frango, informou a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca (Seap/SC) na semana passada.

De janeiro a março, o agronegócio catarinense embarcou 325,9 mil toneladas de carnes, faturando mais de US$ 588,9 milhões. A alta nos embarques vale tanto para carne suína quanto para carne de frango e Santa Catarina já responde por boa parte das exportações brasileiras destes produtos. Este ano, Santa Catarina exportou 242,8 mil toneladas de carne de frango, 10,6% a mais do que no mesmo trimestre de 2018. Em faturamento os valores passam de US$ 431,5 milhões, um aumento de 13,5%. Os principais mercados para carne de frango produzida no estado foram: Japão, China, Arábia Saudita, Holanda e Emirados Árabes – todos ampliaram as compras. O status sanitário diferenciado (livre de aftosa sem vacinação) de Santa Catarina faz do estado o maior exportador nacional de carne suína, com acesso exclusivo aos mercados mais competitivos do mundo. No primeiro trimestre, o estado embarcou 83,2 mil toneladas do produto, gerando receitas de US$ 157,4 milhões. Os valores são 18% e 9% maiores do que no mesmo período do último ano. Os principais destinos para carne suína produzida no estado foram: China, Hong Kong, Chile, Argentina e Rússia. A China é um dos principais mercados para as carnes catarinenses, o maior importador do mundo e com um grande potencial de crescimento. Só este ano, Santa Catarina já exportou 29,8 mil toneladas de carne suína e 26,9 mil toneladas de carne de frango para o país asiático, gerando um retorno de US$ 109,5 milhões. Hoje, a China já responde por 36% das exportações catarinenses de carne suína e por 11% dos embarques de carne de frango. A tendência é de que a parceria comercial se fortaleça ainda mais este ano.

CARNETEC

Preço no mercado de suínos apresenta alta em um ano

Nas granjas paulistas os preços dos animais terminados têm andado de lado. Já são dezenove dias de estabilidade nas cotações. O cevado segue cotado, em média, em R$82,00 por arroba

Os compradores estão cautelosos, a fim de não acumular estoques. No atacado, porém, o período favorável às vendas, primeira quinzena do mês, gerou alguma reação nos preços. Na última semana a carcaça teve alta de 0,8%, negociada atualmente, em média, em R$6,50 por quilo. Em um ano, os preços na granja como no atacado, estão 41,4% e 38,3% maiores, respectivamente. Além de uma melhora na demanda no mercado interno, o mercado externo também colaborou com o cenário.

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

Argentina: mais exportações e menos consumo de carne

A Câmara de Indústria e Comércio de Carnes da Argentina (Ciccra), em março estimou que a demanda doméstica por carne bovina foi de 54,5 quilos per capita, 5,7% a menos em relação ao mesmo mês do ano passado em um dos valores mais baixos já registrados

O valor médio do consumo per capita de carne bovina no primeiro trimestre foi de 49,6 quilos, uma queda de 13,4% em relação a janeiro-março de 2018. De acordo a Ciccra no primeiro trimestre, a produção de carne bovina atingiu 701 mil toneladas de carne com osso, volume de 45.900 toneladas ou 6,1% inferior ao mesmo período de 2018. O abate de bovinos totalizou 3,1 milhões de cabeças, com queda de 5,8% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior. Nos primeiros três meses de 2019, as exportações cresceram 35,8% em relação a 2018, após esse ano ter registrado aumento de 78% nas exportações. A Ciccra indicou que no primeiro trimestre a participação das fêmeas no abate foi de 48,2%. Ciccra advertiu que estes números “são apenas comparáveis aos registrados nos primeiros trimestres de 2008 e 2009, durante os quais o setor pecuário argentino passou pela pior fase de liquidação das fêmeas da última década”.

El Observador

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