CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 955 DE 20 DE MARÇO DE 2019

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Ano 5 | nº 955 | 20 de março de 2019

NOTÍCIAS

China recusa habilitação de frigoríficos

O serviço sanitário da China recusou a proposta feita pelo Ministério da Agricultura do Brasil para autorizar mais frigoríficos do país a exportar carnes ao país asiático, conforme três fontes consultadas pelo Valor. A China lidera as importações de carnes do Brasil

No ano passado, gastou US$ 2,5 bilhões com as compras dos produtos brasileiros e, com isso, representou 17% da receita total de US$ 14,7 bilhões das exportações de carnes, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura. A decisão da China frustra grandes frigoríficos como JBS, Marfrig e Minerva, que demonstravam otimismo com o resultado da visita feita por técnicos sanitários do país asiático em novembro do ano passado. Na ocasião, os chineses visitaram dez abatedouros de aves e bovinos. Pequim chegou a sinalizar que as visitas serviriam como amostragem para as autoridades sanitárias do país apreciarem uma lista de mais de 70 abatedouros que estavam em processo mais avançado para a habilitação. Fontes a par da resposta chinesa dizem que Pequim exigirá um novo plano de ação para os frigoríficos exportadores. Só depois disso o processo de habilitação de novas unidades será retomado. Nesse processo, os frigoríficos brasileiros perdem oportunidades de ocupar o espaço aberto pelo surto de peste suína africana na China. Na semana passada, o Presidente da Minerva Foods, Fernado Galletti de Queiroz, afirmou que os abatedouros atualmente habilitados estão no limite da capacidade. Hoje, 16 abatedouros de bovinos, 33 de frango e nove de suínos estão autorizados a vender carnes à China. A decisão do país asiático levantou preocupações do ponto de vista diplomático. Uma fonte do setor privado teme que a postura de Pequim seja uma resposta do país às declarações hostis feitas por representantes do governo brasileiro — inclusive o Presidente Jair Bolsonaro, que criticou a China durante a campanha eleitoral. Na semana passada, o chanceler Ernesto Araújo provocou irritação em representantes do agronegócio ao dizer, em cerimônia no Instituto Rio Branco, que o Brasil não vai “vender a alma” para exportar soja e minério de ferro, produtos que têm a China como maior país comprador.

VALOR ECONÔMICO

Estados Unidos mandarão equipe de inspeção ao Brasil para autorizar importação de carne in natura

De acordo com nota, será agendada uma visita técnica do Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos para auditar o sistema de inspeção de carne bovina do Brasil, assim que o governo brasileiro tiver fornecido a documentação de segurança alimentar

Logo após a o comunicado conjunto, o Secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue, destacou, em suas redes sociais, a reunião com a Ministra Tereza Cristina, em Washington. Ele informou que foi discutida a relação entre os dois países na produção de grãos e de proteína animal. Tereza Cristina e Perdue também trataram da “necessidade de parcerias em apoio a biotecnologias agrícolas e comércio seguro, baseado em ciência, para produtos dos dois países, como carne suína e bovina.”

MAPA

Mercado do boi gordo firme

Na última terça-feira (19/3), na maior parte das praças com alterações de preços da arroba do boi gordo, as variações foram para cima, mostrando a firmeza do mercado

Com dificuldade em alongar as programações de abate, a ponta compradora ofertou preços acima das referências nas regiões onde a disponibilidade de boiadas não tem sido suficiente para acompanhar a demanda. Há praças onde as pastagens estão com bom suporte e isso abre espaço para que o pecuarista segure as boiadas em busca de melhores preços. No Oeste da Bahia, a arroba subiu 0,3% na comparação diária, o que significa alta de R$0,50/@. Em São Paulo, a média das escalas de abate gira em torno de quatro dias e a dificuldade das indústrias de comprar matéria-prima pressionou para cima os preços. Desde o início do mês, a arroba paulista valorizou 1,3%.

SCOT CONSULTORIA

Pressão de baixa sobre os preços do sebo bovino

Apesar da demanda patinando, a oferta de sebo bovino está limitada. Com isso, os preços ficaram estáveis na última semana

Em ambas as regiões pesquisadas pela Scot Consultoria, existem negócios ocorrendo por valores menores, porém, pontuais. No Brasil Central, a gordura animal está cotada em R$2,30/kg, livre de imposto. No Rio Grande do Sul, o produto está cotado em R$2,35/kg. Até o momento, o primeiro trimestre trouxe apenas desvalorização para o mercado de sebo. Para o curto prazo a expectativa é de que a procura pelo sebo siga em baixa, contudo a oferta restrita deve manter os preços estáveis ou limitar as quedas.

SCOT CONSULTORIA

Carne bovina: exportações de março têm potencial para chegar a 132,2 mil t

As exportações brasileiras de carne bovina in natura alcançaram a média diária de 6,96 mil toneladas no acumulado das três primeiras semanas de março, com nove dias úteis, informou a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia

Caso esta média diária se mantenha até o fim do mês, a consultoria Agrifatto estima que os embarques poderão somar 132,2 mil toneladas, um novo recorde para o período. O resultado mais elevado para meses de março, até o momento, foi o de 2007, quando o País embarcou 125,5 mil toneladas. Em igual período de 2018, o volume exportado chegou a 121,3 mil toneladas, 5,06% abaixo do esperado para março deste ano. A média diária de 6,96 mil toneladas representa um avanço de 20% em relação ao mês anterior e ante a média diária de igual período de 2018, ambas em 5,8 mil toneladas. Já o preço médio por tonelada foi de US$ 3.722,35, ligeira queda de 0,82% em relação a fevereiro e recuo de 6,16% quando comparado com o valor médio de março do ano passado. Nos nove dias úteis mensurados pela secretaria, os embarques alcançaram 62,62 mil toneladas, com receita de US$ 233,10 milhões.

Estadão

Rabobank prevê consumo interno de carne bovina mais aquecido

Rabobank, contudo, chama a atenção para o comportamento das exportações de frango, proteína corrente da carne bovina

“O início do ano costuma ser um período de menor demanda (pela carne bovina), pois há concentração de alguns impostos e contas específicas a serem pagas pelas famílias brasileiras. No entanto, esperamos uma recuperação no consumo doméstico durante o ano devido às expectativas de melhora no cenário econômico local, o que deve levar o consumo doméstico de proteína animal próximo aos níveis pré-crise”, prevê o banco. Segundo os analistas, o preço do boi gordo deverá permanecer relativamente estável durante o primeiro semestre de 2019. No entanto, devido à desaceleração esperada na oferta (em comparação a 2018) e o cenário mais positivo para a demanda, os preços deverão encontrar níveis mais altos durante o segundo semestre. “A perspectiva também é positiva para os preços de carne bovina no atacado, o que deve beneficiar não apenas os grandes frigoríficos, mas também os médios e pequenos com acesso limitado ao mercado internacional”, avalia. O Rabobank chama a atenção para o comportamento das exportações de frango, proteína corrente da carne bovina.

“O desempenho das exportações de frango durante os próximos meses será importante também para o setor de carne bovina, já que pode potencialmente resultar em maior competição por consumidores no mercado interno.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Ibovespa fecha no vermelho com cautela antes de reunião do Fed e Previdência

O principal índice da bolsa paulista fechou em queda na terça-feira com expectativas sobre o andamento da reforma da Previdência e investidores à espera da reunião de política monetária do Federal Reserve

O Ibovespa encerrou com queda de 0,41 por cento, a 99.588,37 pontos. O giro financeiro da sessão somou 17,6 bilhões de reais. Para o analista da Genial Investimentos Filipe Villegas, o movimento deve-se a uma realização de lucros por parte dos agentes financeiros. “Os investidores estão adotando uma postura mais cautelosa à espera da reunião do FOMC (Comitê de Política Monetária do Federal Reserve) e de mais novidades sobre o andamento da reforma da Previdência”, afirmou. Nesta terça-feira, o Presidente em exercício, Hamilton Mourão, disse que errou quando falou que o projeto com alterações na aposentadoria dos militares proposto pelo governo traria aos cofres públicos uma economia de 13 bilhões de reais em 10 anos. Ele acrescentou que o projeto está pronto e só depende de uma decisão presidencial para ser enviado ao Congresso Nacional. A reunião de dois dias do Fed terá fim na quarta-feira e as expectativas são de que o banco central dos Estados Unidos adote um tom ‘dovish’ quanto à manutenção da taxa de juros.

REUTERS

Dólar fecha perto da estabilidade

O dólar terminou a sessão da terça-feira praticamente estável, em sintonia com uma piora de humor nos mercados internacionais, em meio aos sinais conflitantes sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China

Do lado doméstico, tampouco ajudaram as declarações do Presidente em exercício, Hamilton Mourão, de que o projeto com alterações na Previdência dos militares proposto pelo governo trará aos cofres públicos uma economia de 13 bilhões de reais em dez anos, bem abaixo dos 92 bilhões de reais inicialmente divulgados pela equipe econômica. No fechamento, o dólar à vista teve variação negativa de 0,06 por cento, a 3,7892 reais na venda. Na mínima do dia, a moeda norte-americana chegou a cair 0,73 por cento, para 3,764 reais, menor patamar intradiário desde 1º de março. Na máxima, alcançada à tarde, a cotação subiu para 3,7995 reais, alta de 0,21 por cento. A ligeira queda do fechamento, contudo, foi suficiente para levar o dólar ao menor patamar de encerramento desde o último dia 5 (3,7803 reais). Na B3, a referência do dólar futuro cedia 0,08 por cento, a 3,7915 reais. Com influência negativa sobre o real no fim da sessão, os mercados de ações nos EUA perderam fôlego próximo do fechamento. O dólar australiano, “proxy” de demanda por risco, caía 0,17 por cento. O mercado demonstrou incômodo com a falta de progresso efetivo nas negociações comerciais entre China e EUA.

REUTERS

IGP-M acelera alta a 1,06% na 2ª prévia de março com pressão maior no atacado e varejo, diz FGV

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) teve alta de 1,06 por cento na segunda prévia de março, contra avanço de 0,55 por cento no mesmo período do mês anterior, diante da maior pressão dos preços tanto no atacado quanto no varejo, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na terça-feira

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60 por cento do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, acelerou a alta a 1,41 por cento no período, de 0,73 por cento no mesmo período do mês anterior. O IPA mostrou que os Bens Intermediários passaram a subir 0,70 por cento no período, deixando para trás a queda registrada antes de 0,29 por cento, com destaque para o comportamento do subgrupo materiais e componentes para a manufatura. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30 por cento no índice geral, passou a subir 0,50 por cento na segunda prévia de março, contra alta de 0,17 por cento na segunda leitura de fevereiro. A maior contribuição para esse resultado foi dada pelo grupo Alimentação, que acelerou a alta a 1,10 por cento de 0,43 por cento na segunda prévia de fevereiro, sob a pressão principalmente de hortaliças e legumes. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, avançou 0,11 por cento, de alta de 0,29 por cento antes.

O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis.

REUTERS

Exportações do agronegócio renderam US$ 7,2 bi em fevereiro Puxadas mais uma vez pelas receitas com os embarques de soja, as exportações do agronegócio brasileiro renderam US$ 7,2 bilhões em fevereiro, crescimento de 15,6% na comparação com o mesmo período do ano passado, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura

No mês passado, as importações do setor somaram US$ 1,2 bilhão, alta de 10,4%. Com isso, o superávit comercial do agronegócio brasileiro cresceu 16,5% em fevereiro, a US$ 6 bilhões. Com o aumento das vendas, a participação do agronegócio nas exportações do Brasil teve um grande salto na mesma base de comparação, passando de 36% em fevereiro de 2018 a 44,5%. A China seguiu como principal destino das exportações do agronegócio. No mês passado, o país asiático respondeu por 32,8% da receita obtida pelo setor. Nesse período, os embarques somaram US$ 2,3 bilhões, crescimento anual de 77,2%. Considerando todos os destinos, o destaque foi para exportações do complexo soja (grãos, farelo e óleo), que pela primeira vez ultrapassaram a marca de US$ 2 bilhões para meses de fevereiro. De acordo com o Ministério da Agricultura, as exportações de carnes também cresceram em fevereiro, com receita cambial de US$ 1,1 bilhão em exportações, 4,8% a mais que em fevereiro de 2018. Em volume, essas exportações bateram o recorde para o mês, com 520 mil toneladas. A receita com as exportações de carne bovina e de frango foi praticamente idêntica em fevereiro —US$ 518 milhões de cada. Além dessas carnes, o Brasil obteve uma receita de US$ 99 milhões com os embarques de carne suína, incremento de 7,5% nacomparação anual. As exportações de carne de peru, por sua vez, renderam US$ 4,3 milhões em fevereiro, diminuição de 64,5%. No caso do café, as exportações somaram US$ 452,3 milhões, incremento de 10,4%. As exportações de cereais, farinhas e preparações também tiveram aumento, de 40,6%, para US$ 373,4 milhões, com o milho tendo rendido US$ 309,8 milhões ao país, 54,8% a mais que em fevereiro do ano passado. Na contramão dos principais commodities agrícolas comercializadas pelo Brasil, as exportações do complexo sucroalcooleiro (açúcar e etanol) registraram queda de 22,8% em fevereiro, para US$ 425,7 milhões.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Custos de produção de frangos e suínos caem no 1º bimestre de 2019

Os custos de produção de frangos e suínos caíram em fevereiro e acumulam queda em 2019, segundo informações da Central de Inteligência de Aves e Suínos (Cias) da Embrapa divulgadas na terça-feira (19)

O ICPFrango, que mede o custo de produção de frangos de corte, caiu 0,71% em fevereiro, para 216,29 pontos. No ano, o índice acumula queda 0,81%, quando o custo de nutrição perde 0,85%. Nos últimos 12 meses, o custo de produção de frango sobe 8,35%. O gasto para produção de um quilo do frango de corte vivo caiu para R$ 2,79 em fevereiro, considerando aviário tipo climatizado em pressão positiva no Paraná. Já o ICPSuíno, que calcula o custo de produção de suínos, teve queda de 0,85% em fevereiro para 219,08 pontos, o menor valor dos últimos 12 meses. No mês, o custo de nutrição caiu 0,91%, contribuindo para a queda no custo de produção de suínos. O ICP/Suíno acumula queda de 0,18% no ano e alta de 5,86% nos últimos 12 meses. O quilo do suíno vivo produzido em sistema de ciclo completo em Santa Catarina caiu para R$ 3,83 em fevereiro, o menor valor desde março de 2018. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima resultados positivos para a safra brasileira de grãos 2018/19, o que poderá impactar na redução dos custos de produção de frangos e suínos. A segunda colheita de milho deve ser 23,6% maior que a registrada na safra passada, a 66,6 milhões de toneladas, refletindo a maior área plantada e melhora na produtividade, segundo estimativa da Conab divulgada na semana passada.

CARNETEC

INTERNACIONAL

FAO pede ao Vietnã que declare peste suína como emergência nacional

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês) aconselhou na terça-feira que o Vietnã declare uma epidemia de peste suína africana em rápida expansão como uma emergência nacional

O vírus foi detectado pela primeira vez no país do sudeste asiático há três meses, em três fazendas de duas províncias do norte, espalhando-se para 17 províncias do norte do país, com 239 surtos confirmados, informou a FAO em um comunicado. A carne suína representa três quartos do consumo total de carne no Vietnã, um país de 95 milhões de pessoas onde a maioria dos 30 milhões de porcos criados em fazendas é consumida internamente. “A perda de porcos devido a infecções por peste suína africana e medidas de controle leva a um pesado ônus econômico para muitas famílias rurais”, disse Albert T. Lieberg, representante da FAO no Vietnã, após reuniões na semana passada com autoridades vietnamitas. O Vietnã tem implementado um rígido controle de movimentação de suínos e produtos suínos, já tendo abatido mais de 25.000 animais. Mas a FAO disse que pequenas fazendas com baixa biossegurança permitem a disseminação da peste. A doença, que é incurável em porcos, mas inofensiva aos seres humanos, também se espalhou rapidamente pela vizinha China. Na semana passada, Pequim proibiu a importação de suínos, javalis e produtos relacionados do Vietnã.

REUTERS

EUA prevê pequena desaceleração na produção de carne bovina

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) previu que a produção de carne bovina deve desacelerar em 2019

Apesar de a previsão de produção de carne bovina aumentar em 1,5%, isso é menor do que as previsões de crescimento anteriores. A produção de carne bovina deve atingir 12,4 bilhões de quilos, cerca de 136 milhões de quilos, abaixo das previsões anteriores, revelou o USDA. O Presidente  da World Agriculture Outlook, Seth Meyer, disse que há várias razões para isso. “Há mais vacas para abate e acho que você tem pesos de carcaça mais leves”, disse ele. “E temos visto algumas baixas temperaturas, que afetaram a conversão alimentar no centro-oeste e nas planícies.” No entanto, o USDA disse que o impacto pode ser positivo, já que isso significaria um aumento nos preços de boi no país. Meyer disse que isso se deve ao fato de que o fornecimento de carne bovina permanecia “bastante sólido” e havia algumas restrições de oferta no mercado de carne bovina. O USDA disse que os preços de boi devem ficar em média em US $ 263,74 por 100 kg, o que representa US $ 2,50 a mais do que os analistas previam há um mês. Isso também é US $ 5,50 a mais que a média de 2018.

GlobalMeatNews.com

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