
Ano 5 | nº 926 | 04 de fevereiro de 2019
NOTÍCIAS
Fechamento do mercado do boi em janeiro e expectativas
No primeiro mês de 2019 o mercado do boi gordo encerrou em alta no estado de São Paulo, mas na média das trinta e duas praças pesquisadas, a cotação da arroba do boi gordo caiu cerca de 1%. Para o curto prazo a expectativa é de que o mercado ganhe força com o aumento da demanda.
Scot Consultoria
Exportação de proteína bovina sobe 2,99% em janeiro
Dados foram divulgados nesta sexta-feira pela Secex, do Ministério da Economia, e consideram 22 dias úteis
As exportações brasileiras de carne bovina in natura subiram 2,99% em janeiro em relação ao igual período do ano passado, para 102,4 mil toneladas. As proteínas de frango e suína in natura, no entanto, tiveram recuo no volume embarcado, no comparativo anual. Em receita, as três proteínas apresentaram resultado menor ante janeiro de 2018. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 1º de fevereiro, pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, e consideram 22 dias úteis. O avanço nas vendas externas de carne bovina, na variação anual, está atrelado ao ritmo de compras aquecido do mercado chinês, país que foi um dos principais compradores da proteína brasileira no ano passado. Em relação a dezembro, porém, houve queda de 19,15% no volume exportado, atribuída à sazonalidade da comercialização, visto que a demanda internacional normalmente é maior nos últimos meses do ano. A receita de janeiro somou US$ 383,9 milhões, redução de 9,77% ante os US$ 425,5 milhões de janeiro de 2018 e baixa de 20,51% ante os US$ 483 milhões de dezembro. As exportações de frango in natura atingiram 260,7 mil toneladas em janeiro, volume 14,74% menor que o de janeiro de 2018 e 20,15% menor que o registrado em dezembro. A receita foi de US$ 407,5 milhões, baixa de 12,59% no comparativo anual e retração de 21,99% ante os US$ 522,4 milhões de dezembro. Os embarques de carne suína in natura totalizaram 41,9 mil toneladas em janeiro, volume 7,7% menor que os 45,4 mil toneladas registrados em igual período do ano passado e 12,34% inferior ao desempenho de dezembro. O faturamento do primeiro mês de 2019 alcançou US$ 84 milhões, queda de 14,02% ante os US$ 97,7 milhões de janeiro de 2018 e diminuição de 11,39% quando comparado aos US$ 94,8 milhões de dezembro.
ESTADÃO CONTEÚDO
Virada do mês intensifica a procura por boiadas
Com a virada de mês, os frigoríficos se movimentam para abastecer os estoques, prevendo a melhora pontual do escoamento da carne, que normalmente acontece no início de mês
Diante disso, nas regiões onde a oferta de boiadas não é suficiente para atender a esse aumento da procura, pagamentos acima das referências começam a ser observados com maior frequência e, consequentemente, as cotações da arroba ganham força. Esse cenário foi observado na região Centro-Oeste, cujas cotações da arroba subiram em seis das nove praças pecuárias da região. O mercado atacadista de carne bovina também merece destaque. A carcaça de bovinos castrados fechou cotada em R$10,02/kg, uma alta expressiva de 4,3% frente ao levantamento de ontem (31/1). Essa alta foi suficiente para que a margem de comercialização das indústrias que não desossam voltasse a trabalhar acima da média histórica.
Scot Consultoria
Pecuaristas do MT são os que pagam mais imposto
A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) informou que, com as alterações feitas nas alíquotas do Fundo de Transporte e Habitação (Fethab), pelo governo de Mauro Mendes, os pecuaristas mato-grossenses pagarão, a partir de fevereiro, R$ 41,47, por animal abatido. O valor é mais que o dobro do que pecuaristas do Mato Grosso do Sul, por exemplo, contribuem atualmente: R$ 18,20
“Em uma comparação com outros estados produtores, a diferença da taxação cobrada dos mato-grossenses é ainda maior. Em Goiás, por cada animal abatido paga-se R$ 7,30. Já no Paraná esse valor é ainda menor, sendo R$ 4,30, por animal, e no Pará o custo de abate é de apenas R$ 3,40”, explica a entidade. “Nossa competitividade ficou completamente prejudicada. O Governo não levou em consideração o fato de todas as demais contribuições que já arcamos na pecuária. Além disso, temos um custo de produção que só cresce a cada ano. A conta não vai fechar nos próximos meses e sequer a longo prazo. Fizemos de tudo para mostrar ao atual Governo como a cadeia produtiva da pecuária seria prejudicada com essa alteração na lei, mas foi em vão. Apesar de não ter ocorrido a unificação do Fethab 1 com o Fethab 2, os produtores vão trabalhar no limite ao longo destes quatro anos”, avalia o presidente da Acrimat, Marco Túlio Duarte Soares, se referindo às mudanças propostas pelo setor ao longo do último mês. O valor que passará a valer se refere ao novo Fethab e a todas as contribuições que já são pagas pelos produtores: Guia de Transporte Animal (GTA), Fundo de apoio ao desenvolvimento da bovinocultura (FABOV) e ainda o Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (Fesa), sendo R$ 5,56, R$ 1,75 e R$ 2,19, respectivamente. Antes da aprovação da lei, os pecuaristas já contribuíam com R$ 31,58, entre Fethab 1 (R$15,79) e Fethab 2 (R$ 15,79), além das demais taxas.
PECUARIA.COM.BR
ECONOMIA
Balança comercial brasileira tem superávit de US$2,192 bi em janeiro, abaixo do esperado
A balança comercial brasileira iniciou o ano com superávit de 2,192 bilhões de dólares, queda de 22,4 por cento sobre igual período do ano passado, num dado pior que o esperado e afetado pelo ritmo mais forte de importações, informou nesta sexta-feira o Ministério da Economia
O resultado frustrou expectativa de um superávit de 3,4 bilhões de dólares, segundo pesquisa Reuters, e foi o pior resultado para o mês desde 2016 (+914,854 milhões de dólares). “Janeiro é mês sazonalmente baixo … costuma ser mês com menor volume de comércio no ano”, afirmou o Diretor do Departamento de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior, Herlon Brandão. Em janeiro, as importações avançaram 15,4 por cento na comparação anual, pela média diária, a 16,387 bilhões de dólares. As exportações cresceram em janeiro, mas em ritmo mais modesto. A alta foi de 9,1 por cento sobre igual mês de 2017, também pela média diária, a 18,579 bilhões de dólares. De acordo com analistas consultados pelo Banco Central na pesquisa Focus mais recente, as trocas comerciais devem ficar positivas em 52 bilhões de dólares neste ano, abaixo do patamar de 58,3 bilhões de dólares em 2018. Em janeiro, as importações de bens de capital avançaram significativamente, com aumento de 156,2 por cento sobre igual mês do ano passado. Em coletiva de imprensa, Brandão explicou que houve forte impacto de operação de plataforma no âmbito do Repetro, regime que mudou a forma de aquisição de equipamentos de pesquisa e exploração de petróleo e gás natural pelas empresas do setor, com efeitos na contabilidade da balança comercial. A compra de bens intermediários também mostrou expansão sobre um ano antes, de 3,6 por cento, enquanto as importações de combustíveis e lubrificantes caíram 12,5 por cento e de bens de consumo diminuíram 3,5 por cento em janeiro. Na outra ponta, as exportações tiveram alta em todas as categorias na mesma base de comparação. O avanço foi de 15,2 por cento em manufaturados, de 11,1 por cento em manufaturados e 10,1 por cento nos produtos básicos.
REUTERS
IPC-S acelera alta a 0,57% em janeiro, diz FGV
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) encerrou janeiro com alta de 0,57 por cento, depois de ter avançado 0,29 por cento em dezembro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira. No mês, o grupo Educação, Leitura e Recreação subiu 3,13 por cento, ante alta de 0,83 por cento no mês anterior. Por outro lado, os preços de Vestuário passaram a cair 0,64 por cento, após alta de 0,69 por cento em dezembro.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta e renova máxima ao fim de semana marcada por Vale e Fed
O Ibovespa fechou em alta na sexta-feira, batendo nova máxima de fechamento em sessão sem tendência firme, encerrando uma semana marcada pelo tombo histórico das ações da Vale e perspectivas de pausa no processo de alta de juros nos EUA
Referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,48 por cento, a 97.861,27 pontos, após oscilar da mínima de 96.990,33 pontos à máxima de 98.043,90 pontos. O giro financeiro da sessão somou 14 bilhões de reais. Na semana, o Ibovespa contabilizou acréscimo de 0,19 por cento, no sexto desempenho semanal positivo. Dados de emprego dos Estados Unidos estiveram no radar na primeira etapa dos negócios, mas não mudaram o prognóstico sobre o juro norte-americano, após sinalização ‘dovish’ mais contundente do Federal Reserve mais cedo na semana. O pregão também foi marcado pela expectativa para a eleição para as presidências da Câmara dos Deputados e do Senado, e o potencial efeito no andamento da agenda econômica do governo. A primeira sessão de fevereiro ainda refletiu ajustes em portfólios recomendados para o mês, com estrategistas ainda enxergando espaço para novas altas, mas sem descartar um eventual ‘respiro’, após o desempenho acumulado no ano.
“O mercado já antecipou parte da melhora do cenário no Brasil, e fevereiro pode trazer volatilidade”, afirmou a equipe da XP Investimentos.
REUTERS
Dólar fecha quase estável ante real
O dólar fechou quase estável ante o real na sexta-feira, com o mercado aguardando o Congresso, que elegerá no fim do dia as presidências da Câmara dos Deputados e do Senado, e tendo ainda no radar dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos
O dólar encerrou com acréscimo de 0,09 por cento, a 3,6622 reais na venda. Na máxima da sessão, chegou a 3,6834 reais. Na mínima, alcançou 3,6374 reais. O dólar futuro subia 0,36 por cento pouco depois do fechamento do mercado à vista. Na semana, a moeda norte-americana acumulou queda de 2,9 por cento. O Congresso elege nesta sexta-feira, a partir das 18h, os presidentes da Câmara e do Senado, e as respectivas Mesas Diretoras, o que permitirá ao governo começar a avançar com a agenda econômica, inclusive a tão aguardada reforma da Previdência. No exterior, dados dos EUA mostraram um salto na criação de vagas de trabalho em janeiro, o que deu algum suporte ao dólar ante o real nessa sessão, mas a revisão para baixo no desempenho do mês anterior limitou o impacto. Os números foram conhecidos dois dias após o Federal Reserve prometer paciência com a normalização monetária nos EUA, entre outras sinalizações, abrindo espaço para aposta de uma pausa no ciclo de altas dos juros norte-americanos.
REUTERS
IPC-Fipe acelera alta a 0,58% em janeiro por Alimentação e Transportes
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo teve alta de 0,58 por cento em janeiro, depois de terminar dezembro com variação positiva de 0,09 por cento, informou na quinta-feira a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe)
No mês, o destaque foi a alta de 1,13 por cento do grupo Alimentação, exercendo o maior peso sobre o índice do mês, após avanço de 0,84 por cento em dezembro. A alta dos preços de Tansportes também se destacou, de 1,16 por cento, depois de recuarem 0,77 por cento no mês anterior. Por outro lado, Despesas Pessoais apresentaram recuo de 0,23 por cento em janeiro, contra alta 0,77 antes. O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.
REUTERS
EMPRESAS
Planta da Marfrig no Uruguai volta a operar após 5 meses parada
O Grupo Marfrig voltará a abater o gado na unidade de La Caballada, localizada no departamento de Salto
A informação foi confirmada por fontes da empresa para o programa Hora del Campo, transmitido pela Rádio Tabaré 740 AM. Espera-se que as atividades voltem ao normal na segunda-feira, 11 de fevereiro, embora em princípio o trabalho seja feito sem a habilitação da China. Lembramos que La Caballada parou de processar os animais no final de agosto e início de setembro, após a suspensão do mercado asiático devido a problemas de embalagem. Com quatro meses sem atividade em 2018, La Caballada, que opera sob a Cledinor SA, ficou em 11º lugar no ranking dos maiores frigoríficos do Uruguai durante o ano passado. Processou 84.421 cabeças, 3,6% do total.
El País Digital
Marfrig suspende atuação em programa de qualidade para gado nelore no País
Produtores lamentam decisão e buscam contratos com outros frigoríficos para dar continuidade ao projeto
Associação de Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) informou que, por decisão unilateral da Marfrig Global Foods, a operação do Programa de Qualidade Nelore Natural (PQNN) será suspensa em todas as unidades da empresa, a partir desta sexta-feira (1°/02). Em nota, a entidade afirma que lamenta a decisão da Marfrig e está em contato com outros grupos frigoríficos para dar continuidade ao projeto. “A ACNB continuará executando as ações de valorização da pecuária brasileira e reitera sua missão na divulgação das qualidades da carne nelore”, enfatizou a associação. Atualmente, o PQNN conta com 552 produtores cadastrados e 848 fazendas associadas em quatro Estados do País. Somente em 2018, este grupo forneceu 380.227 animais para abate.
ESTADÃO CONTEÚDO
Com alta de 9% das ações, valor de mercado da Marfrig atinge R$ 3,9 bi Por Luiz Henrique
Impulsionadas pelas perspectivas positivas para os negócios nos Estados Unidos e no Brasil, as ações da Marfrig Global Foods, segunda maior produtora de carne bovina do mundo, registraram forte valorização na semana
Desde a segunda-feira, os papéis subiram 9%, enquanto o Ibovespa teve alta de 0,2%. A empresa ganhou cerca de R$ 300 milhões em valor de mercado no período, encerrando a semana avaliada em R$ 3,9 bilhões. Na sexta-feira, os papéis da Marfrig registraram a maior alta do Ibovespa, subindo 5,26% e fechando o pregão a R$ R$ 6,40 na B3. O índice subiu 0,48%. A recuperação das ações da Marfrig está amparada em recentes relatórios de analistas. O Itaú BBA elevou o preço-alvo para os papéis da companhia em 11%, de R$ 6,30 para R$ 7,00. Recentemente, a Marfrig adquiriu a argentina Quickfood, que é líder em hambúrguer no país sul-americano, e a fábrica de que a BRF possuía em Várzea Grande (MT). Com isso, a companhia vislumbra se tornar a maior produtora de hambúrguer no mundo. Nos EUA, Marfrig é uma das maiores fornecedoras para o McDonald’s. Apesar da revisão positiva feita em seu último relatório sobre a Marfrig, o Itaú BBA fez uma advertência aos investidores. As ações da Marfrig são muito instáveis. Segundo os analistas do banco, a linha do balanço da empresa que considera “outras despesas financeiras” tem sido um motivo de “grande incerteza”.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Suíno Vivo: movimento de queda se intensificou no final do mês
Na sexta-feira (01), as cotações do suíno vivo ficaram estáveis nas principais praças do país, sendo o maior valor de negociação anotado no Paraná, a R$3,85/kg
O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, referente a ontem (31), teve como maior variação a queda de -1,09% em São Paulo, a R$3,64/kg. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP ressaltou que o movimento de queda dos suínos no mercado brasileiro se intensificou na segunda quinzena do mês. As principais influências foram a retração da indústria frigorífica na compra do animal vivo e o enfraquecimento da demanda interna pela carne.
Notícias Agrícolas
Frango Vivo: queda de -1,42% no PR
Na sexta-feira (01), a cotação do frango vivo teve queda de -1,42% no Paraná, sendo estabelecida a R$2,78/kg. As demais cotações acompanhadas não tiveram alteração
O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo trouxe estabilidade para o frango na granja, a R$2,75/kg e alta de 5,06% para o frango no atacado, a R$4,15/kg. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP relata que houveram dificuldades de comercialização do animal vivo e da proteína no mês de janeiro, o que reflete a baixa procura doméstica e uma possível retração das vendas ao mercado externo.
Desta forma, o mês fechou com ritmo lento de negócios para este mercado.
Notícias Agrícolas
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