
Ano 5 | nº 925 | 1 de fevereiro de 2019
NOTÍCIAS
Desvalorização da arroba do boi gordo no acumulado de janeiro
De modo geral, devido à demanda calma de janeiro, no acumulado mensal, o cenário foi de desvalorizações para arroba. Na média das 32 praças pesquisadas pela Scot Consultoria, a arroba do boi godo caiu 0,3% no acumulado de janeiro
Porém, com a virada do mês e, com isso, a expectativa de melhoria na demanda, as indústrias vão às compras com mais afinco, a fim de alongar as programações de abate. Contudo, em algumas regiões a oferta de boiadas não tem sido suficiente para alongar as programações de abate e isso pressionou para cima a arroba do boi. Em Belo Horizonte-MG, a alta foi R$1,00/@ na última quinta-feira (31/1), o que representa acréscimo de 0,7% na comparação dia a dia. Já em Três Lagoas-MS a valorização foi de 0,4% no mesmo período. Em São Paulo a cotação da arroba permaneceu estável frente ao levantamento anterior e as escalas de abate giram em torno de cinco dias.
SCOT CONSULTORIA
BOI/CEPEA: volume de gado em pé exportado em 2018 quase dobra frente a 2017
País embarcou pouco mais de 407 mil cabeças, saltando para 790 mil cabeças no ano passado
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O volume de animais em pé exportados pelo Brasil em 2018 praticamente dobrou em relação ao ano anterior. Segundo dados da Secex, em 2017, o País embarcou pouco mais de 407 mil cabeças, saltando para 790 mil cabeças no ano passado. Os maiores destinos dos animais brasileiros foram Turquia, Egito e Líbano, justamente países que, geralmente, preferem realizar o abate do gado conforme suas próprias diretrizes. As exportações brasileiras de animais em pé, além de ocorrerem para fornecer boi para abates específicos, são voltadas também para atender demandantes à procura de gado com boa genética para reprodução, como é o caso do Paraguai. Em relação à arroba, de acordo com pesquisas do Cepea, o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa registra média de R$ 152,18 nesta parcial de janeiro (até o dia 30), 1,3% acima da de dezembro/18 e 3,8% maior que a de janeiro/18.
Carne bovina: mercado fraco na última semana de janeiro
Após uma semana de alta, o cenário foi de estabilidade no mercado varejista de carne bovina.
Em São Paulo, no Paraná e em Minas Gerais, na média de todos os cortes vendidos nos supermercados e no varejo, os preços da carne ficaram praticamente inalterados nos últimos sete dias. Somente no Rio de Janeiro houve ajuste negativo de 0,1%. E durante mais uma semana a margem de comercialização dos mercados varejistas de São Paulo tem crescido em função das quedas no atacado. Atualmente a margem está em 65,8%. É a maior diferença desde setembro do ano passado. Para os próximos dias fica a expectativa quanto ao comportamento das vendas em curto prazo devido aos recebimentos dos salários da próxima semana.
SCOT CONSULTORIA
Fisco paulista vê sonegação de R$ 350 mi em ICMS do sebo de boi
Operação Sebo Virtual mobiliza 60 agentes fiscais e 30 policiais civis, que executam trabalhos em 15 alvos
A Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo deflagrou nesta quinta-feira, 31 de janeiro, a Operação Sebo Virtual, em diversas regiões do Estado, para reprimir fraude fiscal estruturada no comércio de sebo bovino, que teria lesado os cofres públicos em pelo menos R$ 350 milhões. A operação, em conjunto com a Divisão de Investigações sobre Crimes Contra a Fazenda do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania da Policia Civil, mobiliza 60 agentes fiscais e 30 policiais civis, que executam trabalhos em 15 alvos, além de cumprirem seis mandados de busca e apreensão, nos municípios de São Paulo, Amparo, Vargem Grande do Sul, Jales, Dirce Reis e Barueri. Segundo a Assessoria de Comunicação da Fazenda, indícios reunidos pelo fisco paulista apontam para a existência de ao menos quatro grupos articuladores, com núcleos de atuação concentrados em São Paulo, Paraná e Rio. A estimativa é de que esses grupos teriam movimentado cerca de R$ 2,15 bilhões em operações somente no Estado de São Paulo e deixado de recolher aos cofres públicos R$ 350 milhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no período de cinco anos, “por meio da criação de empresas constituídas com o único objetivo de sonegar impostos”. Segundo a Fazenda, “no intuito de escapar do alcance do fisco, os articuladores da fraude passaram a simular operações interestaduais, a fim de se aproveitarem de créditos fictícios e se eximirem da responsabilidade pelo pagamento do imposto que adviria das operações de industrialização do sebo dentro do estado”.
ESTADÃO CONTEÚDO
ECONOMIA
Brasil fecha 2018 com queda em taxa de desemprego para 11,6% no 4º tri, mas informalidade avança
O Brasil encerrou 2018 com 12,195 milhões de desempregados e taxa de desemprego no quarto trimestre no menor patamar do ano, mantendo o ritmo lento e gradual de recuperação do mercado de trabalho em linha com a atividade econômica, mas com avanço da informalidade
A taxa de desemprego do Brasil ficou em 11,6 por cento no quarto trimestre, contra 11,9 por cento no terceiro e igualando o resultado dos três meses até novembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quinta-feira. Os dados apresentados pela Pnad Contínua mostram que o mercado de trabalho continua marcado pelo desalento dos trabalhadores e pela informalidade, embora a taxa de desemprego tenha terminado 2018 no nível mais baixo do ano. No final de 2017, a taxa havia ficado em 11,8 por cento. Entre outubro e dezembro o contingente de desempregados no Brasil caiu a 12,195 milhões, de 12,492 milhões no terceiro trimestre e 12,206 milhões nos três meses até novembro. No mesmo período de 2017 o número de desempregados era de 12,311 milhões. No último trimestre de 2018, o número de desalentados, ou a quantidade de trabalhadores que desistiram de procurar uma vaga, ainda se mostrou elevado, mas caiu a 4,706 milhões, de 4,776 milhões no terceiro trimestre e 4,705 milhões no trimestre até novembro. Apesar da melhora, a marca de 2018 foi a decadência do emprego formal, em um cenário de recuperação da atividade em ritmo moderado. O IBGE mostrou que o emprego com carteira assinada registrou alta de 0,1 por cento no quarto trimestre sobre o terceiro, a 32,997 milhões de pessoas. Na comparação com o mesmo período de 2018, entretanto, houve recuo de 1,0 por cento. Já o número de pessoas sem carteira assinada no setor privado atingiu 11,542 milhões, um aumento de 0,3 por cento sobre os três meses entre julho e setembro e alta de 3,8 por cento sobre o mesmo período do ano anterior. Em 2018, o Brasil abriu 529.554 vagas formais, criando postos de trabalho pela primeira vez desde 2014, de acordo com dados do Ministério da Economia.
REUTERS
‘Exército de desalentados’ vai dificultar queda do desemprego, diz FGV
A taxa de desemprego ainda vai cair lentamente neste ano mesmo que as projeções mais otimistas para a economia se confirmem, avalia Renan Pieri, professor da Escola de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV)
“Hoje nós temos um exército de desalentados e, conforme os empregos voltem a serem gerados, esse público vai engrossar o caldo dos desempregados, limitando a queda da taxa”, afirma. Em sua avaliação, é possível estimar que a taxa de desemprego pode voltar a níveis pré-crise só a partir de 2021. Tal cenário, porém, depende da aprovação de uma ampla gama de reformas, incluindo as da Previdência e tributária. Como ainda há incerteza sobre a capacidade do novo governo em promover todos os ajustes prometidos, as empresas estão segurando as contratações, avalia Pieri. “Isso explica o grande número de trabalhadores que decidiram trabalhar por conta própria. Isso deve ter alterado a dinâmica do mercado de trabalho de maneira mais profunda e vai exigir que o governo crie políticas públicas para formalizar essas pessoas”, afirma. Neste rol de mudanças estruturais do mercado de trabalho, Pieri destaca que houve demissões de muitos chefes de famílias durante a crise e de que há dúvidas se essa fatia da população vai conseguir se reinserir a partir de agora.
VALOR ECONÔMICO
Ibovespa fecha em alta e avança 10,8% em janeiro; Bradesco é destaque
O principal índice da bolsa paulista fechou em alta na quinta-feira em movimento chancelado pela sinalização moderada do Federal Reserve sobre a normalização monetária nos EUA e guiado pelas ações do Bradesco após balanço e previsões fortes
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa.BVSP subiu 0,41 por cento, a 97.393,74 pontos. O volume financeiro da sessão somou 19,66 bilhões de reais. Em janeiro, o Ibovespa acumulou ganho de 10,8 por cento, melhor desempenho mensal em um ano. Na véspera, o Fed manteve o juro na faixa de 2,25 a 2,5 por cento ao ano e prometeu ser paciente em elevar as taxas neste ano, além de afirmar que estaria preparado para interromper o processo de redução do balanço – processo de venda de títulos do governo que estão no seu ativo. “A declaração do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto do Fed)…trouxe mudanças importantes que efetivamente colocaram o Fed em uma posição neutra”, afirmou o UBS em nota a clientes. O mercado doméstico estendeu a reação de quarta-feira à sinalização do BC norte-americano e manteve a trajetória de alta nesta sessão, enquanto Wall Street tinha uma sessão mista. Agentes financeiros atribuem parte relevante do desempenho positivo de ativos de mercados emergentes neste começo de ano à perspectiva de prolongamento do ambiente de elevada liquidez global, em particular as manifestações recentes do Fed e seus membros, apesar das preocupações com a desaceleração global. Prognósticos favoráveis para a temporada de balanço no Brasil referendam o viés ascendente, entre eles o dos estrategistas do Santander Brasil, que aguardam resultados operacionais fortes da temporada.
REUTERS
Dólar tem maior queda para o mês de janeiro desde 2012
O mês de janeiro chega ao fim com uma “tempestade quase perfeita” contra o dólar. A mudança de discurso do Banco Central americano se alinhou com as perspectivas positivas para a agenda de reformas no Brasil, derrubando a cotação para R$ 3,65 – o menor nível desde o fim da eleição presidencial
Nesta quinta-feira, o dólar comercial chegou à terceira baixa seguida e fechou em queda de 1,37%, aos R$ 3,6579. Com esse rali de fim de mês, a moeda acumula queda de 5,58% em janeiro. É a maior desvalorização mensal da divisa americana desde outubro de 2018, quando a moeda baixou 7,80%, num movimento capitaneado pelo fim das incertezas eleitorais. Considerando apenas os meses de janeiro, a queda só é superada pela que foi observada no começo de 2012, quando caiu 6,53%. Agora, foi a aposta na interrupção – ou talvez até o fim – do ciclo de alta de juros nos Estados Unidos que conduziu a queda global da moeda americana. O Federal Reserve manteve a taxa de referência e deu sinais mais claros de que fará uma pausa no processo de aperto monetário. Além do efeito vindo do exterior, o mercado brasileiro captou as perspectivas positivas para o ajuste fiscal. De acordo com especialistas, a sinalização de que os militares serão incluídos na reforma da Previdência é bastante positiva, pois indica o esforço do governo em avançar com um projeto robusto. Mas ainda existe um clima de “esperar para ver” a definição, de fato, da reforma.
VALOR ECONÔMICO
FEIRAS & EVENTOS
Inscrições para feiras internacionais abriram na quinta-feira
Missões comerciais organizadas pelos ministérios da Agricultura e de Relações Exteriores visam atrair investimentos e ampliar pauta de exportações do agro
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) abriu na quinta-feira (31) as inscrições para empresas e entidades interessadas em participar das feiras internacionais de bebidas e alimentos que ocorrerão neste ano em diferentes países. O objetivo do ministério é organizar em parceria com o Ministério de Relações Exteriores missões comerciais para atrair Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) e promover o desenvolvimento do agronegócio nacional. A programação internacional de 2019 inclui as seguintes feiras: Annual Investment Meeting 2019, nos Emirados Árabes Unidos; a Sial 2019, no Canadá; a Thaifex World Food Asia, na Tailândia; World Food Istanbul, na Turquia; Fruit Attraction, na Espanha; e a Israfood, em Israel. Em todos os eventos, o Mapa e o MRE são responsáveis pelos custos de contratação de espaço na feira, apoio de recepcionistas bilíngues e confecção do catálogo do Pavilhão Brasil. Cada empresa participante fica responsável pelas despesas de passagens aéreas, hospedagem e alimentação, além da inscrição junto ao promotor do evento. O candidato também deve aceitar os Termos e Condições de Participação. As empresas e entidades interessadas em integrar as missões comerciais devem acessar o link “Participar de feiras de agronegócio”, no Portal de Serviços do Governo Federal.
MAPA
AVES & SUÍNOS
ABCS pede ao governo que priorize sanidade animal na suinocultura
Sanidade animal, biosseguridade e políticas públicas para evitar focos de peste suína no Brasil foram algumas das principais reivindicações da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS) durante audiência com a nova ministra da Agricultura, Tereza Cristina, na semana passada, segundo informou a entidade em nota
O Presidente da ABCS, Marcelo Lopes, pediu à ministra que seja ampliada a vigilância ativa para a peste suína africana e erradicação da peste suína clássica na zona não livre. Em outubro do ano passado, um foco de peste suína clássica foi identificado numa propriedade de criação familiar em Forquilha, no Ceará. Na ocasião, o governo federal e a ABCS disseram que o foco não colocava em risco a produção do país porque a propriedade não tinha vínculo com estabelecimentos comerciais ou de reprodução de suínos. O foco da doença foi identificado a mais de 500 quilômetros da divisa com a zona livre de peste suína clássica reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O caso de peste suína ocorreu num momento em que focos da doença se espalhavam por outras partes do mundo e reascendeu a atenção para a importância da fiscalização e sanidade animal no país. Lopes também pediu que sejam criados mais fundos privados de defesa sanitária para todos os estados, já que o setor tem a meta de retirar a vacina da aftosa em 2026, como parte do Plano Estratégico do Programa Nacional da Febre Aftosa. Os criadores de suínos pediram ainda que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) priorize a ampliação da habilitação de plantas frigoríficas de médio porte para exportação de carne suína junto a compradores internacionais.
CARNETEC
Recuo de 3,5% no preço do frango no atacado
O mercado de frango teve queda nos preços em janeiro na comparação com dezembro último
Nas granjas de São Paulo, o preço médio do primeiro mês do ano ficou em R$2,80/kg, um recuo de 5,1% frente a média do mês anterior. No atacado, em igual comparação, o recuo foi de 3,5%. A carcaça ficou cotada, na média mensal, em R$4,11/kg. Na comparação com as proteínas concorrentes, carne bovina e suína, todas no atacado, a carcaça de frango ganhou competitividade frente a proteína bovina, que teve menor desvalorização no período analisado. No entanto, a carcaça suína teve maior queda nos preços na comparação mensal, neste cenário a carne de frango perdeu a disputa.
SCOT CONSULTORIA
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