CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 923 DE 30 DE JANEIRO DE 2019

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Ano 5 | nº 923 | 30 de janeiro de 2019

NOTÍCIAS

Consumo fraco pressiona preço da carne no atacado

Segundo o Imea, o preço da carcaça casada do boi no atacado apresentou queda de 5,85% na última semana

Os gastos de início de ano, como volta às aulas, tributos e outras contas que apertam o orçamento do consumidor em janeiro, têm pressionado o valor da carne bovina no atacado. De acordo com boletim do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o preço da carcaça casada do boi no atacado apresentou queda de 5,85% na última semana. No varejo, a queda foi de 1,06%. “Todo esse contexto está atrelado ao período do ano, quando comumente o consumidor está mais descapitalizado – devido ao pagamento das taxas tributárias anuais e ao período de férias, e diminui a demanda por carnes”, explicou o instituto em nota. Na comparação com 2018, contudo, o Imea aponta que a média dos preços da carne bovina no varejo está 6,87% superior em termos nominais, indicando um mercado consumidor em patamares mais elevados e um cenário mais otimista do que o observado no início do ano passado.

PORTAL DBO

Oferta restrita pressiona a arroba do boi gordo em algumas regiões

Na última terça-feira (29/1), a oferta restrita de boiadas pressionou as cotações para cima em regiões onde as indústrias estão com dificuldade em alongar as escalas de abate

Foi o caso das praças pecuárias do Triângulo Mineiro-MG e Marabá-PA. Nesta última, as programações de abate atendem, em média, três dias e a necessidade de compor o fluxo deu firmeza às cotações. Na região a arroba do boi gordo subiu R$1,00 na comparação dia a dia, uma alta de 0,8%. Vale ressaltar que em algumas praças pecuárias, mesmo com a virada do mês se aproximando e a expectativa de melhora na demanda, a boa disponibilidade de boiadas abre espaço para as indústrias ofertarem preços abaixo das referências. Em Mato Grosso do Sul as cotações da arroba cederam nas praças de Campo Grande (1,4%) e na região de Dourados (0,4%), frente ao último fechamento (28/1). No mercado atacadista os preços estão estáveis e a margem de comercialização das indústrias que desossam está em 17,9%, abaixo da média histórica.

SCOT CONSULTORIA

Crescimento contínuo do food service no Brasil é oportunidade para frigoríficos

O setor de food service no Brasil deve continuar crescendo nos próximos anos, abrindo oportunidades para frigoríficos interessados em fornecer produtos para clientes neste segmento, disse a especialista em food service na AGR Consultores, Rafaela Natal, à CarneTec

“Há muita oportunidade para os fornecedores de proteínas no setor de food service. O grande desafio para que esses fornecedores tenham sucesso no fornecimento B2B é a adequação ao tipo de embalagem e ao porcionamento, shelf life (prazo de validade) após abertura da embalagem do produto, cadeia logística e maior flexibilidade e personalização nos cortes de carnes”, disse ela. O faturamento do setor de food service brasileiro deve crescer cerca de 4,7% ao ano até 2022, chegando a R$ 527,5 bilhões, segundo dados da empresa de pesquisas Euromonitor International. A pesquisa considera cafés, bares, restaurantes com serviço completo, redes de fast food, self-services, quiosques e comidas de rua, estabelecimentos que entregam comidas e as preparam para viagem. O Brasil é considerado um mercado em crescimento para alimentação fora do lar, que atualmente representa cerca de 33% dos gastos com alimentos e bebidas dos consumidores, segundo Rafaela. “Tendências e tecnologias voltadas à área de food service como delivery (entrega), pedidos para viagem e via aplicativos, personalização de produtos, produtos grab&go (pega e leva) entre outros, prometem contribuir com o crescimento do setor”, disse a especialista. As hamburguerias que se espalharam pelo país há alguns anos, por exemplo, já são consideradas um nicho consolidado. “As lojas de redes e os independentes vão precisar se reinventar para conquistar novos públicos e concorrer no mercado já saturado das grandes capitais”, disse Rafaela. “Um bom blend de carnes faz toda a diferença na qualidade do produto final e os fornecedores de matéria-prima têm esta oportunidade nas mãos.”

CARNETEC

Exportações: alta de 9% para carne bovina

Comparativamente à segunda e terceira semanas de janeiro, melhoraram substancialmente os embarques de carnes da quarta semana do mês (20 a 26, cinco dias úteis). Não, porém, o suficiente para reverter o fraco desempenho do mês

Tanto que a receita cambial até agora acumulada corresponde ao terceiro pior resultado dos últimos 13 meses e, pela média diária, alcança valor que se encontra 25% e 10% aquém do que foi registrado, respectivamente, há um mês e há um ano. Transcorridos, em termos de dias úteis, mais de 80% do mês, os volumes de janeiro corrente estão praticamente definidos, devendo apresentar diferenças mínimas em relação ao que é ora projetado. As exportações de carne suína devem ficar em torno de 41,7 mil toneladas, recuando 13% em relação ao mês anterior (47,8 mil/t em dezembro passado) e 8% em relação a janeiro de 2018 (45,4 mil/t há um ano); As de carne bovina, ora estimadas em 108 mil toneladas, apresentarão aumento anual de quase 9% (99,4 mil/t há um ano), mas recuarão cerca de 15% em relação a dezembro de 2017 (quando atingiram 126,7 mil/t); As exportações de carne de frango devem girar em torno das 264 mil toneladas, resultado que significa dupla queda – de 19% em comparação à dezembro passado (326,5 mil/t); e de quase 14% em relação a janeiro de 2018 (305,8 mil/t).

PECUARIA.COM

MT: carne bovina no varejo está quase 7% mais cara em 2019

Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, o consumo está mais elevado frente ao ano passado, o que traz otimismo para o setor

A média de preços dos cortes de carne bovina atingiu R$ 22,46 por quilo no varejo de Mato Grosso, queda de 1,06% ante os valores verificados no início do mês, e alta de 6,87% em relação aos R$ 21,01 por quilo de janeiro de 2018. Os números foram divulgados na terça-feira, dia 29, pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), em seu relatório semanal. O Imea observa que, apesar da queda durante o mês, observa-se que 2019 se inicia com um mercado consumidor “em patamares mais elevados no comparativo anual, trazendo otimismo para o restante do ano”. No atacado, o valor da carcaça casada do boi caiu 5,85% desde o início do mês, para R$ 10,14 por quilo. Entretanto, o resultado representa leve alta de 0,50% ante a média de dezembro, de R$ 9,29 por quilo, e avanço de 9,13% ante janeiro do ano passado. Com a retomada no consumo, prevista para fevereiro, a tendência é de melhora também nas cotações do boi gordo, que caíram 0,26% na variação semanal, a R$ 135,99 por arroba. Na mesma linha, a arroba da vaca gorda baixou 0,28%, para R$ 127,48. “Com a contínua diminuição nas vendas realizadas pelo produtor ao longo da semana, a escala de abate segue em queda e finalizou a última semana, em média, com 5,91 dias”, destaca o levantamento. O único avanço foi observado no bezerro de 12 meses, cuja cotação subiu 0,68% na variação semanal, para R$ 1.249,73 por cabeça.

Estadão Conteúdo

ECONOMIA

Ibovespa fecha em leve alta com trégua em Vale e estatais em destaque

A bolsa paulista fechou com o Ibovespa em leve alta na terça-feira, em movimento favorecido principalmente pelo avanço das ações da Petrobras, além da pequena recuperação dos papéis da Vale, após perda histórica na véspera

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,2 por cento, a 95.639,33 pontos. O giro financeiro da sessão somou 17 bilhões de reais. Na véspera, o Ibovespa caiu mais de 2 por cento, pressionado pelo tombo de 24,5 por cento da Vale, maior recuo diário da história, após o rompimento de uma barragem de mineração da empresa em Brumadinho. Para o analista Régis Chinchila, da Terra Investimentos, investidores entenderam que num horizonte de médio e longo prazos a queda das ações da mineradora na véspera foi exagerada. O analista também chamou a atenção para o avanço de companhias com controle estatal em razão do noticiário recente pró-privatização, com Eletrobras entre os destaques. “A expectativa continua sendo de que o Ibovespa busque 100.000 pontos em fevereiro ou março”, afirmou.

REUTERS

Dólar fecha em queda de mais de 1% ante real com fluxo

O dólar fechou em queda de mais de 1 por cento na terça-feira, com operadores citando entrada de recursos, além de expectativas ligadas a eventos da semana, incluindo a reunião de política monetária nos Estados Unidos e negociações comerciais entre Washington e Pequim

O dólar recuou 1,14 por cento, a 3,7225 reais na venda. Na máxima, a moeda chegou a 3,7662 reais e na mínima, a 3,7198 reais. O dólar futuro caía cerca de 1 por cento. A queda de mais de 20 por cento no papel da Vale na segunda-feira atraiu investidores estrangeiros, avaliou um analista de câmbio. “Há oportunismo com relação aos papeis da Vale, uma caça às pechinchas. A gente vem acompanhando um ingresso forte de estrangeiros aproveitando esse momento de desvalorização”, afirmou Ricardo Gomes da Silva Filho, da Correparti Corretora. Às 17h15, a ação da Vale subia cerca de 1,5 por cento. No exterior, investidores aguardam uma quarta-feira movimentada, com membros do Federal Reserve se reunindo para o segundo dia da reunião de política monetária. A autoridade deve sinalizar uma pausa no ciclo de aperto monetário, além de reconhecer que há riscos crescentes à maior economia do mundo. O mercado também aguarda com cautela a nova rodada de negociações comerciais entre EUA e China, com a visita do Vice-Premiê chinês, Liu He, prevista para quarta e quinta-feira.

REUTERS

Empréstimos do BNDES em 2018 caem pelo 5º ano seguido

Os empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) caíram em 2018 pelo quinto ano consecutivo, refletindo a lenta recuperação da economia brasileira e a oferta de menos crédito subsidiado para investimentos

O banco de fomento informou na terça-feira que concedeu 69,3 bilhões de reais em empréstimos no ano passado, queda de 2 por cento em relação ao ano anterior. Foi o ano mais fraco em liberações desde os 65 bilhões de reais em 2017. Principal canal do governo federal para incentivar investimentos privados, o BNDES tem mostrado a lentidão da demanda por inversões de longo prazo no país, após ter atingido o recorde de 190 bilhões de reais desembolsados em 2013. Desde então, além da derrocada da atividade econômica brasileira, até a pior recessão de sua história em 2015/16, o BNDES também refletiu a reviravolta na política do controlador, o governo federal, que passou a cobrar de volta os cerca de 500 bilhões de reais injetados no banco em seis anos até 2015. De lá até agosto passado, o banco devolveu ao Tesouro Nacional cerca de 280 bilhões de reais. Além disso, houve a troca da principal referência usada para os empréstimos feitos pelo banco, da subsidiada TJLP pela TJP, mais atrelada a taxas de mercado, a partir de janeiro de 2018. No relatório divulgado nesta terça-feira, o banco mostrou que indicadores antecedentes podem apontar uma retomada do volume de desembolsos a partir deste ano. O documento mostrou que as aprovações, última etapa da tomada de recursos antes do efetivo desembolso, cresceram 27 por cento em 2018, no comparativo anual, a 94,9 bilhões de reais. Já as consultas ficaram estáveis em 98,8 bilhões de reais.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Suíno Vivo: quedas em SP e SC na terça (29)

Na terça-feira (29), a cotação do suíno vivo teve queda de -5,50% em São Paulo, a R$3,78/kg e queda de -4,43% em Santa Catarina, a R$3,45/kg

O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, referente a ontem (28), teve queda em grande parte das praças, sendo a mais expressiva as quedas de -1,57% em Minas Gerais e Santa Catarina, sendo que a primeira praça teve a cotação estabelecida em R$3,77/kg e a segunda, em R$3,13/kg. Os suinocultores paulistas e do oeste catarinense começam 2019 registrando diminuição no poder de compra frente aos principais insumos utilizados na alimentação dos animais, como ressalta o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP.

Notícias Agrícolas

Frango Vivo: negócios ocorrem abaixo da referência em SP

Na terça-feira (29), a cotação do frango vivo se manteve estável nas principais praças do país, sendo o maior valor de negociação anotado no Paraná, a R$2,82/kg

O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo trouxe estabilidade para o frango na granja, a R$2,75/kg, enquanto o frango no atacado teve queda de -0,76%, a R$3,90/kg. A Scot ressalta que o mercado de frango está fraco neste final do mês e que há negócios ocorrendo abaixo da referência nas granjas paulistas. Contudo, as expectativas são positivas para o curto prazo.

Notícias Agrícolas

INTERNACIONAL

Rebanho australiano deve cair para nível de meados dos anos 90

Espera-se que o rebanho nacional de bovinos de corte da Austrália caia para seu nível mais baixo desde meados da década de 1990, conforme persistem as secas em muitas áreas de produção de gado, de acordo com as Projeções da Indústria Pecuária do Meat & Livestock Austrália (MLA)

Prevê-se que os abates de gado caiam em três por cento para 7,6 milhões de cabeças em 2019, com base na redução contínua no tamanho do rebanho reprodutivo e potencial pool de gado terminado disponível. Em linha com a previsão de queda no abate, a produção total de carne bovina deve cair em 4%, para 2,2 milhões de toneladas de peso carcaça em 2019. O Gerente de Inteligência de mercado do MLA, Scott Tolmie, disse que as condições de seca que varreram NSW e o sudoeste de Queensland acabaram com grande parte da reconstrução do rebanho alcançada desde a seca de 2013-2015. “Como resultado do abate elevado e substancialmente menor do que as taxas de marca usuais, particularmente entre Queensland e NSW, espera-se que o rebanho nacional diminua mais 3,8 a 26,2 milhões de cabeças até meados de 2019. Uma mudança significativa nas condições é necessária antes que a reconstrução possa recomeçar”, disse Tolmie. “A perspectiva de outra estação úmida do Norte abaixo da média e uma previsão de chuvas em grande parte negativa de três meses provavelmente significarão que muitos produtores que mantiveram as ações em 2018 continuarão ou começarão a desestocagem nos próximos meses.”  “Espera-se que os pesos das carcaças caiam para uma média de 289 kg/cabeça este ano, já que o abate de fêmeas permanece elevado e a capacidade e o custo para terminar o gado continua desafiador”, disse ele. “O número de bovinos em engorda deve diminuir dos níveis recordes alcançados em 2018 para cerca de um milhão de cabeças, em média, em 2019.” “As exportações australianas de carne bovina terminaram 2018 em 1,13 milhão de toneladas de peso embarcado, o terceiro maior ano em registro e o sexto ano consecutivo superior a um milhão de toneladas.  “As exportações totais de carne bovina australiana deverão seguir a produção e cair 6% com relação ao ano anterior, para 1,06 milhão de toneladas em 2019”.

FarmOnline

Uruguai completa cota 481 de carne de alta qualidade a um ritmo acelerado em cada trimestre do ano

Nos primeiros 16 dias úteis de janeiro, 94% da cota trimestral 481 de carne de qualidade para a União Europeia foi concluída pelo Uruguai. Até ontem, foram 840 toneladas a mais para atender as 11.250 disponíveis, confirmou Rafael Tardáguila, Diretor da Tardáguila Agromercados

Ele explicou que há alguns anos, em todos os trimestres, “a cota foi concluída em ritmo vertiginoso” e “começou a ser uma dor de cabeça para os exportadores que devem estar com o produto rápido nos portos europeus para evitar pagamento. de tarifas”. A participação do Uruguai diminuiu nos primeiros seis meses do ano agrícola de 2018/19. No total, o país exportou menos de 6.000 toneladas, volume importante, mas representa 17% a menos que o mesmo semestre do ano de 2017/18.

El País Digital

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