
Ano 5 | nº 919 | 24 de janeiro de 2019
ABRAFRIGO
“Inspeção mais moderna exige responsabilidade por atos e decisões”

Afirmação foi feita pela Ministra Tereza Cristina que também adiantou unificação das câmaras setoriais. Participaram da reunião diretores e associados da ABRAFRIGO (fotos): Péricles Salazar, José João Batista Stival, Paulo Mustefaga, Guilherme Oranges, Paulo Roberto Bihl, Gil Reis, Evaldo Gomes Martins, Lincoln Lafaiete da Silveira Bueno, Vigilato Francisco Neto, Eurípedes Gomes do Carmo, Ronei Alberto Lauxen, Sérgio Capuci, Júlio César Melo de Farias, Roberto Paulinelli, Carlo Caruccio e João Bello
A Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, disse na quarta-feira (24) durante reunião no ministério com o Presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Péricles Salazar, e representantes do setor, que quer implantar o sistema de autocontrole na inspeção desses estabelecimentos. “O processo inicial é de vocês, vocês é quem têm que cuidar, que são os responsáveis. Mas se a gente chegar na unidade em uma auditoria e comprovar que há coisas erradas, as punições serão mais fortes, caneta pesada. Isso vai valer para peixe, para boi, enfim, para todos os produtos de origem animal”, alertou. “Neste sistema de inspeção mais moderno, cada um terá a sua responsabilidade e assumirá as suas decisões e seus atos”, explicou a Ministra. Para isso, a defesa agropecuária vai cobrar a responsabilidade da qualidade e da segurança alimentar exigidas pela sociedade”, completou. A Ministra e os empresários falaram de diálogo, transparência e parceria. A aproximação será intensificada com a unificação de todas as câmaras setoriais (carnes, aves e suínos) em uma só: a Câmara Setorial de Carnes, para centralizar os pleitos do setor. Na visão da Ministra, para a abertura de novos mercados o papel dos adidos será fundamental. “Eles deverão estar muito perto de nós e queremos dar uma missão para eles: receber as demandas do setor privado, que já estudou os mercados de interesse e sabe as particularidades de cada importador. “Vocês têm a missão interna para as auditorias nas plantas industriais e nós vamos trabalhar o mercado para vocês”, concluiu.
MAPA
NOTÍCIAS
Exportação de pênis de boi e outros subprodutos movimentou US$ 400 mi
O Brasil exporta ‘subprodutos de boi’, como pênis e farinha de sangue
O Brasil é um dos maiores exportadores do mundo e a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) aponta que 95% da exportação de “despojos não comestíveis de bovinos” vai para Hong Kong. Além de exportar produtos como pênis, tendões e artérias, o país é produtor de farinha feita de penas, sangue e ossos, usada para fabricação de ração de animais. Segundo destaca a reportagem do UOL, no ano passado, as exportações brasileiras de carne bovina bateram recorde: 1,64 milhão de toneladas (11% a mais que em 2017). O setor de despojos movimentou em 2018 cerca de US$ 400 milhões com 150 mil toneladas exportadas. No entanto, é curioso pensar que em Hong Kong come-se pênis de boi como iguaria. “Do boi, tudo se aproveita. Mas existem certos subprodutos que não têm consumo doméstico no Brasil, por força de cultura de não os consumir. Mas os chineses comem e apreciam”, afirmou Péricles Salazar, 70, Presidente da Abrafrigo, que representa os exportadores deste tipo de produto. “Os chineses colocaram tudo dentro da panela junto com os temperos e caldos, e aquilo vira uma espécie de sopão”, disse Salazar. Além disso, farinhas de origem animal, que são feitas de partes não comestíveis do abate, como penas, ossos, sangue e vísceras, também são exportadas e usadas na fabricação de rações para pets e outros animais, como aves, suínos, peixes e crustáceos. A Associação Brasileira de Reciclagem Animal (Abra) indica que o setor exportou 180,7 mil toneladas de farinhas de origem animal e movimentou US$ 92,8 milhões no mercado internacional em 2018. A previsão é um crescimento de 25% nas exportações neste ano. Os principais mercados são Chile (31,9%) e Vietnã (21,6%). Até o final da década de 1990, esses subprodutos do boi eram descartados ou transformados em farinha para alimentar os animais, lembrou o Presidente da Abrafrigo. “Algumas empresas surgiram e começaram a aproveitar esses despojos. O feeling do produtor brasileiro descobriu esse nicho do mercado”, afirmou. Desde 2004 o comércio internacional dos despojos começou a ser regulamentado pelo Ministério da Agricultura. “A exportação também resolveu um problema sanitário e ambiental porque estes despojos antigamente poderiam ser descartados no meio ambiente ou incinerados por pequenos frigoríficos já que não existia mercado”, declarou em entrevista ao UOL.
UOL/NORDESTE1/CANAL RURAL
Mercado do boi gordo: ruim para comprar e ruim para vender
O cenário comum no mercado do boi gordo é de dificuldade de compra e lento escoamento da carne. Ou seja, está ruim para comprar e ruim para vender
Diante disso, há um equilíbrio nas referências na maioria das praças pecuárias, como observado no fechamento de ontem (23/1). Nas praças que registraram alterações nas referências, a oferta de boiadas foi o fator limitante para as mudanças de preços. Onde a oferta está um pouco mais confortável, as indústrias pressionam as cotações para baixo e, onde há maior dificuldade de compras, pagamentos acima das referências são comuns. Vale destacar que devido a maior oferta de vacas, o que é comum para esse período do ano, está mais fácil negociar esta categoria em relação aos machos e, devido a essa maior dificuldade na compra de machos, muitas indústrias estão buscando novilhas para compor as escalas de abate. Na maioria das praças, a novilha é negociada com um ágio de R$2,00/@ frente a vaca gorda. Mas a depender da necessidade do frigorífico e da qualidade dos animais, em alguns casos há negócios pontuais fechados com até R$8,00/@ de ágio.
SCOT CONSULTORIA
ECONOMIA
Brasil abre 529,5 mil vagas em 2018 e registra criação de postos pela 1ª vez desde 2014
O Brasil abriu 529.554 vagas formais em 2018, criando postos de trabalho pela primeira vez desde 2014, num reflexo da melhoria da atividade econômica embora o número de desempregados siga alto no país
Segundo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado nesta quarta-feira pelo Ministério da Economia, este também foi o melhor resultado anual desde 2013, quando foram abertos 1,139 milhão de postos no país. Em 2014 foram criadas 420.690 mil vagas de trabalho. O resultado de dezembro, tradicionalmente negativo, foi de fechamento de 334.462 vagas, pior que pesquisa Reuters com analistas, que indicava encerramento de 328.600 empregos. De oito setores pesquisados em dezembro, apenas o comércio exibiu desempenho positivo, com criação de 19.643 vagas. Na outra ponta, os destaques negativos foram o fechamento de postos na indústria da transformação (-118.053), no setor de serviços (-117.411) e na construção civil (-51.576). Apesar da forte melhoria no consolidado do ano, após um fechamento de 11.964 postos em 2017, o dado de dezembro veio mais fraco que o registrado um ano antes, quando foram encerradas 328.539 vagas. Seguindo o clima da retomada econômica, somente em dezembro houve mais demissões que admissões na análise de todos os meses de 2018, conforme série com ajustes do Caged. Ainda assim, são pouco mais de 12 milhões de desempregados no Brasil, de acordo com os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas a taxa de desemprego teve sua oitava queda consecutiva no trimestre até novembro.
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Após seis altas, dólar recua 1% e fecha a R$3,7633
O dólar encerrou em queda ante o real na quarta-feira, quebrando sequência de seis pregões de alta. O dólar fechou em baixa de 1,11 por cento, a 3,7633 reais na venda. Na máxima da sessão, a moeda chegou a 3,8128 reais e na mínima alcançou 3,7620 reais. O dólar futuro operava em queda de 1,4 por cento
Nos seis pregões anteriores, a moeda acumulou valorização de 2,88 por cento ante o real. Em Davos, na Suíça, Guedes afirmou à Bloomberg TV que a maior prioridade é a reforma da Previdência e que cortará mais da metade do déficit fiscal como resultado da reforma. O Ministro está em Davos em razão do Fórum Econômico Mundial. Desde segunda-feira, o mercado está sob expectativa de informações sobre a reforma da Previdência vindas de Davos, o que foi de certa forma frustrado após um discurso genérico do Presidente, Jair Bolsonaro, na terça-feira. Nesta quarta-feira, uma entrevista coletiva que teria a participação de Guedes e Bolsonaro foi cancelada de última hora, mas não houve uma forte reação do mercado. Agentes de mercado também continuam acompanhando a guerra comercial entre EUA e China, que ganhou um novo capítulo na quarta-feira com uma declaração de um assessor econômico da Casa Branca de que pode haver um acordo até 1º de março.
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Ibovespa sobe 1,5% e renova recordE
A bolsa paulista retomou o viés positivo na quarta-feira e fechou com o Ibovespa em nova máxima recorde, apoiado em perspectivas positivas para a economia brasileira.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,53 por cento, a 96.558,42 pontos, recorde para fechamento e perto da máxima do dia, de 96.575,98 pontos. O giro financeiro somou 14,457 bilhões de reais. O Ibovespa encerrou em baixa nos últimos dois pregões, acumulando no período declínio de 1 por cento. Em Davos, na Suíça, onde participa do Fórum Econômico Mundial, Guedes afirmou à Bloomberg TV que a maior prioridade é a reforma da Previdência e que mais da metade do déficit fiscal será cortada com a medida. Ele também disse que as privatizações devem gerar pelo menos 20 bilhões de dólares em 2019. Guedes participaria de coletiva à imprensa com a delegação brasileira no começo da tarde, incluindo o presidente Jair Bolsonaro. A entrevista, contudo, foi cancelada na última hora, com representantes do governo citando cansaço de Bolsonaro. “Será importante entender, nos próximos dias, se esta dinâmica melhor dos ativos brasileiros continua a ser fluxo, única e exclusivamente, de alocações de investidores locais ou se já há um maior interesse por parte dos estrangeiros”, destacou o estrategista Dan Kawa, da TAG Investimentos. “Isso pode ser crucial para a continuidade, ou não, do bom desempenho. Sigo otimista com as perspectivas para o país, mas entendo que não será um processo linear”, disse, em nota a clientes.
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IPCA-15 sobe 0,30% pressionado por alimentos
A prévia da inflação oficial brasileira iniciou o ano sob pressão dos preços de alimentos, mas ainda assim registrou a menor taxa para janeiro em 25 anos e permaneceu abaixo do centro da meta do governo em 12 meses
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) avançou 0,30 por cento em janeiro na comparação com o mês anterior, deixando para trás a queda de 0,16 por cento registrada em dezembro. Apesar da retomada da alta, essa é a leitura mais baixa do IPCA-15 para janeiro desde a implantação do Plano Real, em 1994, de acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o IPCA-15 acumulou em 12 meses alta de 3,77 por cento, depois de ter fechado o ano com avanço de 3,86 por cento. A meta oficial de inflação do governo para 2019 é de 4,25 por cento pelo IPCA, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Em 2018, o IPCA fechou o ano com avanço de 3,75 por cento, sendo que o centro da meta era de 4,5 por cento. Em janeiro, o destaque foi alta de 0,87 por cento do grupo Alimentação e bebidas, representando o maior impacto no índice do mês, depois de avanço de 0,35 por cento em dezembro. Os preços da alimentação no domicílio pressionaram o grupo, ao subirem 1,07 por cento em janeiro depois de avançarem 0,22 por cento no mês anterior. Os aumentos de 6,52 por cento nos preços das frutas e de 1,72 por cento das carnes foram o destaque. Por outro lado, o grupo Transportes teve deflação de 0,47 por cento, mas o ritmo de queda diminuiu após recuo de 0,93 por cento em dezembro. A gasolina caiu 2,73 por cento, no segundo mês consecutivo de queda, e teve o maior impacto individual no índice. Já os preços de Vestuário caíram 0,16 por cento em janeiro, deixando para trás alta 0,31 por cento no mês anterior.
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FRANGOS & SUÍNOS
BRF diz que impacto de restrições da Arábia Saudita será de no máximo R$45 mi
A BRF afirmou na terça-feira que o impacto das restrições de importação decididas pela Arábia Saudita na véspera será limitado e que deverá retomar o ritmo anterior de exportações para o país em no máximo três meses
A companhia disse que as restrições sauditas envolvem apenas uma fábrica da empresa, em Lajeado (RS) e estimou que a perda de receita líquida será de no máximo 45 milhões de reais no período de três meses. Na terça-feira, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que cinco fábricas de carne de frango do Brasil foram desabilitadas a exportar para a Arábia Saudita, maior importador do produto brasileiro, por razões técnicas, e que 25 unidades continuavam autorizadas a realizar embarques. A notícia fez as ações da BRF fecharam em queda de 5 por cento. A BRF afirmou que após a decisão da Arábia Saudita passou a ter oito fábricas habilitadas a exportar no grupo de 25 do país e que as unidades da companhia são suficientes para atender a demanda saudita. “O impacto efetivo dessa medida para a BRF se restringe às exportações da planta de Lajeado, que vinha operando com um volume de aproximadamente 6,5 mil toneladas/mês de exportação para a Arábia Saudita”, afirmou a BRF. “A companhia já iniciou os ajustes necessários em sua cadeia produtiva e estima que, em no máximo 3 meses, retomará o mesmo patamar de embarques para a Arábia Saudita”, acrescentou. A perda estimada de receita no período é equivalente a 0,1 por cento do faturamento líquido da companhia nos 12 meses encerrados em setembro.
REUTERS
Ministério da Agricultura desconhece razões técnicas de veto saudita
O Ministério da Agricultura estuda enviar em breve uma missão técnica à Arábia Saudita para compreender as razões que levaram Riade a suspender as exportações de carne de frango de 33 frigoríficos brasileiros, afirmou uma fonte do governo
Técnicos da pasta admitem que ainda há muito a se esclarecer no campo técnico sobre o motivo que levou o principal país importador de carne do frango do Brasil a barrar os frigoríficos. Os sauditas ainda não divulgaram um posicionamento oficial e a embaixada do país em Brasília vem evitando declarações. Segundo técnicos consultados pelo Valor, não houve alegação de problemas sanitários por parte dos sauditas, como é comum em episódios de suspensões como essa. Isso reforça a tese do ministério de que a razão para as desabilitações tem fundo comercial. No momento, fiscais do Ministério da Agricultura ainda se debruçam sobre o relatório da última auditoria realizada pelos sauditas no Brasil em outubro, quando oito plantas de aves e três de bovinos foram inspecionadas pelos sauditas. Já se sabe que apenas uma dessas auditadas — a unidade da BRF em Lajeado (RS) — está na lista dos estabelecimentos desabilitados. Após a inspeção saudita, 25 unidades foram autorizadas a exportar. Uma fonte a par do assunto avalia que as negociações também devem demorar a engrenar. A embaixada brasileira em Riad, capital da Arábia Saudita está em transição. Amanhã será o último dia de Flávio Marega como embaixador. Na manhã de hoje, aliás, o perfil do jornal saudita Al Riyadh no Twitter publicou uma foto de uma audiência entre Merega e o rei Salman bin Abdul-Aziz al-Saud. A despedida de Marega era a pauta da audiência. Não está claro se as restrições à carne de frango foram abordadas na audiência. O posto de Merega será transmitido a Marcelo Dela Nina, que está deixando a função de ministro-conselheiro na embaixada do Brasil em Pequim e tem uma trajetória ligada a comércio exterior e assuntos econômicos dentro do Itamaraty. Dela Nina, contudo, só deverá assumir no fim de fevereiro.
VALOR ECONÔMICO
INTERNACIONAL
Importações de carne da América do Sul ameaça indústria irlandesa, diz Bord Bia
A ameaça de aumento das importações de carne bovina para a Europa da Argentina poderia apagar todos os benefícios que os produtores irlandeses auferem da menor produção de carne bovina da União Europeia (UE) em 2019
O especialista em carne de Bord Bia, Joe Burke, disse em seu seminário de Meat Marketing que as exportações irlandesas de carne bovina poderiam se beneficiar de uma queda de 2% na produção de carne bovina da UE neste ano. “Para 2019, espera-se um declínio líquido de 1,7% ou um retorno aos níveis de oferta [de 2017], já que alguns dos nossos principais mercados estão prevendo quedas na produção, o que esperamos trabalhar a nosso favor”, disse Burke no seminário. “A produção na França cairá em 3,7%, na Alemanha em 2,9% e no Reino Unido em 2,3%. Isso terá um impacto significativo em suas demandas de importação”, disse ele. No entanto, Mark Zieg, especialista em mercados do Bord Bia, apontou que as importações da América do Sul para a UE aumentaram acentuadamente no ano passado, com as ofertas do Brasil aumentando em 22% e da Argentina em 40%. Zieg disse que a Argentina está “atacando agressivamente” o mercado da UE, com as exportações de carne bovina para a UE aumentando 15 por cento em 2019. Ele disse que tal movimento coloca a Irlanda em uma posição vulnerável, dada a possibilidade de um acordo com o Mercosul ser garantido, o que aumentaria ainda mais o acesso do mercado da UE à carne bovina da América do Sul. “É algo que precisamos observar muito fortemente. Vimos alguns anos sucessivos da Argentina aumentando suas exportações globais. Eles cresceram em 207 mil toneladas em 2018 e estão prevendo um crescimento menor este ano, mas ainda estão lá em 75 mil toneladas”, disse ele. “Eles produzem carne que seria vista por muitos compradores como sendo de qualidade semelhante à da Irlanda – um boi conformado e novilho de raças tradicionais como Hereford”, disse ele.
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