
Ano 5 | nº 920 | 25 de janeiro de 2019
NOTÍCIAS
BOI/CEPEA: preço da carne continua maior que o do boi gordo neste mês
Pesquisadores do Cepea lembram que, em 2018, esse cenário foi observado durante quase todo o ano
Os preços da carne bovina (carcaça casada) negociada no mercado atacadista da Grande São Paulo estão mais enfraquecidas neste começo de ano, mas ainda se mantêm superiores aos valores observados para o boi gordo, segundo indicam pesquisas do Cepea. Na parcial de janeiro (até o dia 23), a arroba da carcaça casada bovina é negociada a R$ 158,55, contra R$ 152,04 para a do boi gordo (Indicador ESALQ/BM&FBovespa – mercado paulista), ou seja, diferença de 6,51 reais por arroba. Pesquisadores do Cepea lembram que, em 2018, esse cenário foi observado durante quase todo o ano, refletindo, principalmente, a menor oferta de animais no campo, o bom desempenho das exportações de carne in natura (que foram recordes) e, mais especificamente no final do ano, a maior demanda doméstica no período de festas.
Mercado do boi gordo está sem viés definido, diz Scot Consultoria
De modo geral, a dificuldade em escoar os estoques de carne, por conta do consumo calmo, é registrada na maior parte das praças pecuárias
Somado a isso, nas regiões onde a oferta de boiadas é suficiente para atender essa demanda vigente, as cotações da arroba caíram. Como foi o caso do Paraná, Maranhão e Pará. Neste último na região de Marabá, a queda foi de R$1,00/@ na comparação diária. Em contrapartida, em São Paulo, a oferta de animais terminados não tem sido suficiente para suprir o consumo atual, gerando dificuldade das indústrias em alongar as escalas de abate e pressionando os preços para cima. No estado, a cotação subiu 0,7% frente ao último levantamento e a média das escalas de abate gira em torno de quatro dias. No mercado atacadista, o baixo consumo refletiu nos preços do boi casado de animais castrados que atualmente está em R$9,61/kg, queda de 1,5% frente ao último levantamento.
Scot Consultoria
Ministra anuncia criação da Câmara Setorial de Carnes
A Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, anunciou a representantes do segmento de proteína animal que criará a Câmara Setorial de Carnes e um sistema de autocontrole na inspeção nos frigoríficos
“O processo inicial é de vocês, vocês é quem têm que cuidar, que são os responsáveis. Mas se a gente chegar na unidade em uma auditoria e comprovar que há coisas erradas, as punições serão mais fortes, caneta pesada. Isso vai valer para peixe, para boi, enfim, para todos os produtos de origem animal”, alertou em reunião com o Presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Péricles Salazar. Segundo comunicado do ministério, temas como melhora no diálogo e transparência também foram abordados na reunião. “Nesse sistema de inspeção mais moderno, cada um terá a sua responsabilidade e assumirá as suas decisões e seus atos”, explicou a Ministra. Para isso, a defesa agropecuária vai cobrar a responsabilidade da qualidade e da segurança alimentar exigidas pela sociedade”, completou. A aproximação será intensificada com a unificação de todas as câmaras setoriais (carnes, aves e suínos) em uma só: a Câmara Setorial de Carnes, para centralizar os pleitos do setor. Na visão da Ministra, para a abertura de novos mercados o papel dos adidos será fundamental. “Eles deverão estar muito perto de nós e queremos dar uma missão para eles: receber as demandas do setor privado, que já estudou os mercados de interesse e sabe as particularidades de cada importador. “Vocês têm a missão interna para as auditorias nas plantas industriais e nós vamos trabalhar o mercado para vocês”, concluiu.
VALOR ECONÔMICO
MAPA abre consulta pública para normas de abate humanitário
Proposta prevê controle das cargas desde a propriedade até o frigorífico e redução do tempo de jejum dos animais
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) editou a portaria 62, publicada nesta sexta-feira (18), no Diário Oficial da União, que abre prazo de 30 dias para consulta pública do regulamento de manejo pré-abate e abate humanitário. O objetivo das normas é evitar dor e sofrimento desnecessários aos animais em todos os estabelecimentos inspecionados oficialmente, que realizam abates e aproveitamento dos animais para fins comerciais. As informações são do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DIPOA) do MAPA. As principais propostas de normatização determinam que haverá controle das cargas de animais destinados ao abate desde o embarque na propriedade, passando pelo transporte até o desembarque no frigorífico. Esses controles serão baseados na inspeção dos caminhões – incluindo tacógrafos para fiscalização da velocidade – e exames nos animais para verificação de possíveis lesões antes do abate. Anteriormente, o controle era feito apenas na chegada ao abatedouro. A nova regra deverá reduzir o tempo de jejum dos animais, que varia conforme a espécie (bovino, suíno ou ave). Outra novidade será a obrigatoriedade de os frigoríficos manterem um responsável pelo cumprimento das normas de bem-estar animal (BEA), que prestará orientações no pré-abate (operações de embarque na propriedade de origem até a contenção para insensibilização) e no abate dos animais.
MAPA
ECONOMIA
Dólar fecha com alta ante real acompanhando exterior
O dólar encerrou com leve alta ante o real na quinta-feira, acompanhando a movimentação da moeda no exterior
O dólar avançou 0,23 por cento, a 3,7719 reais na venda. Na máxima da sessão, alcançou 3,7952 reais e na mínima, chegou a 3,7383 reais. O dólar futuro operava em alta de 0,3 por cento. Em pregão de volume mais baixo, devido ao feriado municipal em São Paulo na sexta-feira, investidores voltaram-se para o exterior, onde o dólar subiu para uma máxima de mais de cinco semanas contra o euro após fala de Draghi. Draghi reconheceu que o crescimento da zona do euro provavelmente será mais fraco que o previsto por causa de impactos de eventos que incluem a desaceleração da China e o Brexit. “A fala do Mario Draghi, do BCE, em que ele comentou que as perspectivas para a economia mudaram para o lado negativo impactou a moeda no exterior”, afirmou Carlos Müller, analista da Geral Investimentos. No lado doméstico, a reforma da Previdência continuou no radar do mercado no último dia de participação do governo em Davos. Em entrevista à Reuters nesta quinta-feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a proposta de reforma da Previdência que está sendo estruturada pelo governo pode render uma economia de 700 bilhões a 1,3 trilhão de reais em 10 anos, podendo chegar a dois terços a mais que o esforço do governo anterior, que falhou.
REUTERS
Ibovespa fecha em nova máxima, acima de 97 mil pontos
A bolsa paulista fechou a semana com o Ibovespa em nova máxima histórica na quinta-feira, acima dos 97 mil pontos pela primeira vez, apoiado em apostas positivas para a economia do país
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,16 por cento, a 97.677,19 pontos, na máxima da sessão e recorde de fechamento. O volume financeiro no pregão somou 15,12 bilhões de reais. Na semana, mais curta por feriado nesta sexta-feira na cidade de São Paulo, o Ibovespa acumulou alta de 1,65 por cento, no quinto desempenho semanal positivo consecutivo. Na véspera, em meio à participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, o ministro da Economia, Paulo Guedes, agradou o mercado, reforçando que a reforma da Previdência segue como prioridade e pode render economia de 700 bilhões a 1,3 trilhão de reais em 10 anos. Em entrevista à Reuters, Guedes também disse que o governo analisa reduzir a alíquota do Imposto de Renda cobrado das empresas de 34 para 15 por cento. Investidores veem a mudança no regime atual de Previdência do país como crucial para a melhora da situação fiscal brasileira, a fim de estabilizar o comportamento da dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Uma melhora nesse quadro teria efeito de queda na curva longa de juros do país, que é vista como uma das principais métricas para o investimento em ações.
REUTERS
Arrecadação federal sobe 4,74% em 2018, melhor dado desde 2014, diz Receita
A arrecadação do governo federal fechou 2018 em 1,457 trilhão de reais, aumento real de 4,74 por cento sobre 2017, no melhor resultado para o ano desde 2014, embalado pela melhoria da atividade econômica, que impactou positivamente os tributos relacionados a consumo, produção industrial e importações
O desempenho também foi ajudado pela forte alta na arrecadação com royalties de petróleo no ano, conforme dados divulgados pela Receita Federal na quinta-feira. A linha de receitas administradas por outros órgãos — que é sensibilizada sobretudo pelos royalties — teve um crescimento real de 51,79 por cento no ano passado, a 58,214 bilhões de reais. Enquanto isso, a alta nas receitas administradas pela Receita Federal, que englobam os impostos, foi de 3,41 por cento na mesma base de comparação, a 1,399 trilhão de reais. Já em dezembro a arrecadação caiu 1,03 por cento sobre um ano antes, a 141,529 bilhões de reais, no pior desempenho mensal registrado em 2018. No ano, a arrecadação só ficou negativa no último mês e em novembro, quando recuou 0,27 por cento sobre igual mês de 2017. O dado de dezembro também veio abaixo de estimativa de 143,8 bilhões de reais, apontada em pesquisa Reuters junto a analistas. Ele foi afetado sobretudo pela queda de 14,85 por cento na receita com Imposto de Renda Retido na Fonte-Rendimentos de Capital (-1,713 bilhão de reais) e pela retração de 4,12 por cento sobre dezembro do ano anterior com Cofins/PIS-Pasep (-1,098 bilhão de reais). Na análise anual, os destaques positivos foram o salto de 12,37 por cento na arrecadação com Imposto de Renda Pessoa Jurídica/Contribuição Social sobre Lucro Líquido (+24,688 bilhões de reais) e de 6,78 por cento com Cofins/PIS-Pasep (+19,772 bilhões de reais). Também chamaram a atenção o crescimento de 21,58 por cento com Imposto de Importação/IPI-Vinculado no ano (+10,566 bilhões de reais) e de 18,83 por cento com Imposto de Renda Retido na Fonte-Rendimentos de Residentes no Exterior (+5,241 bilhões de reais).
REUTERS
EMPRESAS
BRF conclui venda de unidade de hambúguer para a Marfrig
A BRF informou hoje ao mercado que concluiu ontem a venda de sua unidade de produção de hambúrguer em Várzea Grande (MT) para a Marfrig Global Foods. A operação foi fechada por R$ 100 milhões. Também ontem entrou em vigor o acordo de fornecimento acertado entre as duas companhias que prevê que a Marfrig deverá fornecer à BRF produtos acabados, como hambúrgueres, almondegas, quibes, dentre outros, pelo prazo de 60 meses.
VALOR
Marfrig faz permuta de ativos com Minerva e assume abates em Várzea Grande
A Marfrig assumirá a planta de abates da Minerva em Várzea Grande (MT) e cederá sua unidade em Paranatinga (MT) a esta companhia, como parte de um contrato de permuta de ativos anunciado na quinta-feira (24)
A Marfrig também cedeu à Minerva “outros ativos compensatórios”, os quais não foram detalhados em comunicados divulgados pelas empresas. Com esse acordo de permuta, a Marfrig passará a operar todo o complexo de abate e processamento de carne bovina em Várzea Grande, já que as operações de processamento no local foram adquiridas da BRF no fim do ano passado. A venda das operações da BRF em Várzea Grande para a Marfrig foi parte do plano de reestruturação da processadora de frangos para levantar recursos e reduzir o endividamento. O acordo de venda da planta também incluiu um contrato de fornecimento de produtos pela Marfrig à BRF, o qual já está em vigor. A unidade de processamento de carnes em Várzea Grande produz hambúrgueres, almôndegas e quibes, entre outros produtos. A Marfrig disse que essa aquisição está alinhada com sua estratégia de crescer em produtos de maior valor agregado. “Esse acordo permitirá também que a companhia volte a suprir produtos, como hambúrgueres, às empresas globais de food service instaladas no Brasil”, disse a Marfrig em comunicado. A operação de permuta entre Marfrig e Minerva ainda precisa ser aprovada pelo Conselho Administrativo de Direito Econômico (Cade).
CARNETEC
FRANGOS & SUÍNOS
Suspensão de importação de frango é ‘cíclica’, diz ministro saudita
O Ministro da Economia e do Planejamento da Arábia Saudita, Mohammed Al Tuwaijri, disse que a suspensão de importação de carne de frango de 33 frigoríficos do Brasil “é cíclica”
Demonstrando estar bem inteirado do caso, Al Tuwaijri logo negou a relação da medida saudita com a intenção do Presidente Jair Bolsonaro de transferir a embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. “Esses movimentos já ocorreram antes”, lembrou o Ministro. O país, que é o segundo maior comprador do produto brasileiro, já havia interrompido em 2017 importações de frango quatro unidades do país. Na atual lista das plantas, constam unidades da JBS e da BRF. Apesar dos vetos, 25 unidades brasileiras ainda têm autorização para exportar. O Ministro saudita não disse quando as compras dos frigoríficos embargados pela Autoridade Saudita de Alimentação e Medicamentos (SFDA, na sigla em inglês) serão restabelecidas.
FOLHAPRESS
Exportações à Arábia Saudita vão se normalizar em três meses, diz BRF
Maior exportadora de carne de frango para a Arábia Saudita, a BRF informou hoje que oito de seus abatedouros de aves seguem autorizados a exportar para os árabes. Os sauditas vetaram 33 frigoríficos brasileiros, incluindo alguns da BRF
Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a BRF informou que dois de seus abatedouros – em Lajeado (RS) e Jataí (GO) – foram embargados pela Autoridade Saudita de Alimentação e Medicamentos (SFDA, na sigla em inglês). No entanto, apenas a planta de Lajeado vinha exportando carne de frango para a Arábia Saudita, ressaltou a companhia. Segundo a BRF, é possível atender a demanda saudita com os oito abatedouros habilitados. Para tanto, a empresa terá de fazer ajustes na cadeia produtiva. O prazo para esses ajustes é de três meses. A empresa não forneceu detalhes dos ajustes, mas três meses é o período necessário para adaptar uma de suas plantas que estão autorizadas ao “non stunning” (abate sem insensibilização por choque elétrico). No ano passado, os árabes vetaram o “stunning”. Pelos cálculos da BRF, a suspensão das vendas à Arábia Saudita da carne de frango produzida em Lajeado causará uma perda de R$ 45 milhões até que os ajustes sejam feitos. Esse montante representa apenas 0,1% da receita líquida dos últimos 12 meses encerrados em setembro.
VALOR ECONÔMICO
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