CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 904 DE 03 DE JANEIRO DE 2019

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Ano 4 | nº 904 | 03 de Janeiro de 2019

NOTÍCIAS
Bolsonaro quer prorrogar Refis do Funrural nos primeiros dias de governo

Faltavam menos de 24 horas para que o produtor rural pudesse entrar com o pedido de renegociação de dívidas do Funrural, e surgiu a notícia de que o Presidente Jair Bolsonaro, pretende editar uma Medida Provisória (MP) para estender o prazo

Segundo disse ao blog Nabhan Garcia, que será Secretário Especial de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura no governo Bolsonaro, a MP deve ser editada já nos primeiros 100 dias do governo.  A decisão depende apenas de um parecer favorável da Advocacia Geral da União (AGU). Na quinta-feira, dia 27, o Presidente Temer decidiu por não prorrogar o prazo para negociação de dívida, que terminou no dia 31 de dezembro. A Receita Federal, no entanto, só aceitou as solicitações até sexta, dia 28, pois entrou em recesso. Sobre um possível perdão da dívida, Nabhan informou que não é de competência do novo governo decidir sobre o tema, já que se trata de uma questão retroativa. O Ministro da transição governamental, Onyx Lorenzoni (DEM), confirmou que a prorrogação está em análise pela equipe de governo do presidente eleito. A declaração de Onyx foi dada horas depois de o Ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (PMDB) dizer que o governo Temer não iria mais prorrogar o prazo para adesão ao Refis Funrural, apesar dos apelos da futura ministra da agricultura, Tereza Cristina. A negativa de Marun foi dada com o argumento de falta de espaço orçamentário.

https://blogs.canalrural.uol.com.br/kellensevero/2018/12/27/bolsonaro-quer-prorrogar-refis-do-funrural-nos-primeiros-dias-de-governo/

CANAL RURAL

Mercado do boi gordo volta de feriado prolongado em ritmo calmo

No primeiro dia útil de 2019 o mercado do boi gordo ficou calmo, com poucos negócios celebrados

Apesar desse quadro, no Paraná, em Alagoas, em Rondônia e no Espírito Santo, onde as escalas de abate atendem no máximo a esta curta semana de apenas três dias, os compradores estão fazendo ofertas maiores que as vigentes em 28 de dezembro. Na praça pecuária de São Paulo, tiveram frigoríficos que não abriram preço e as cotações estão estáveis em relação aos negócios fechados na sexta-feira. A margem de comercialização dos frigoríficos que desossam começou o ano em 22,4%, acima da média histórica.

SCOT CONSULTORIA

Chile autoriza exportação de carne bovina de todo o Mato Grosso do Sul

O Chile aprovou a habilitação integral das exportações de carne bovina de todo o Estado de Mato Grosso do Sul, após uma missão veterinária do país andino ter gerado um relatório favorável sobre a vigilância para febre aftosa, informou o Ministério da Agricultura brasileiro

A decisão do Serviço Agrícola e Pecuário do Chile deve favorecer 12 municípios sul-mato-grossenses, que faziam parte da Zona de Alta Vigilância, devido a casos de febre aftosa reportados na região entre 2005 e 2006. Em 2010, o Chile autorizou as exportações de parte do Estado e de Tocantins, deixando de fora esses 12 municípios que agora receberam sinal verde para envios: Antônio João, Aral Moreira, Bela Vista, Caracol, Coronel Sapucaia, Paranhos, Ponta Porã, Porto Murtinho, Sete Quedas, Japorã, Corumbá e Mundo Novo. “No final de agosto deste ano, uma missão veterinária chilena avaliou o serviço veterinário oficial brasileiro e buscou informações sobre a vigilância para febre aftosa no país. O relatório da missão foi favorável e garantiu esta abertura de mercado”, disse a pasta agrícola em comunicado.

A autorização compreende tanto os envios de carne bovina in natura quanto os de carne congelada.

REUTERS

Balanço do mercado do boi em 2018

Projeção de que 2018 seria um ano de aumento nos abates de fêmeas

A projeção de que 2018 seria um ano de aumento nos abates de fêmeas, em decorrência de um cenário menos atrativo para a reposição no passado recente, se confirmou. Na média até meados de dezembro, a cotação do boi gordo, em valores deflacionados pelo IGP-DI caiu 2,0%. De janeiro a setembro foram abatidos 23,7 milhões de bovinos (IBGE), um aumento de 4,2% na comparação com o mesmo intervalo de 2017. Os abates de fêmeas aumentaram 7,3% na mesma comparação, enquanto os de machos subiram 1,9%. Com isto, a participação de vacas e novilhas nos abates passou de 41,9% nos primeiros nove meses de 2017 para 43,1% no mesmo intervalo em 2018, o que indica um desinvestimento na cria, com provável redução da disponibilidade de gado nos próximos anos. O aumento do abate de fêmeas, associado a um consumo doméstico ainda convalescente, tiveram mais peso que os bons volumes exportados, principalmente no segundo semestre. Por falar no segundo semestre, este período foi de valorizações expressivas para o boi gordo. Entre julho e dezembro a cotação média, considerando São Paulo como referência, subiu 15,8%. No primeiro semestre, entre janeiro e junho, a cotação havia caído 13,0%, o que gerou um cenário de preços menores na média anual, frente a 2017. No entanto, a valorização no segundo semestre, associada à conjuntura de abates de fêmeas, gerando menor oferta nos anos vindouros, fez o ano terminar com um cenário mais animador para os preços.

SCOT CONSULTORIA

Expectativas para o mercado de reposição de bovinos em 2019

Do ponto de vista do recriador e do invernista, comprar a bezerrada no curto prazo pode ser interessante pois a tendência é de negociar o boi terminado em um período de alta das cotações

Ou seja, a arroba comprada agora tende a se valorizar no sistema. Mas, é bom ficar de olho na relação de troca, pois a quantidade de arrobas de boi gordo necessárias para a compra de um bezerro de desmama está aumentando e em novembro vimos o poder de compra do recriador e invernista no menor patamar do ano, tomando como base, São Paulo. A compra de bezerros para recriar ou engordar representa cerca de 60% dos custos totais, em função disso, ter um estoque de arrobas em valorização diminui a pressão sobre as margens e aumenta as chances de lucro. Com relação ao criador, a produção está atraente, pois os bezerros produzidos nesta estação de monta (2019), provavelmente serão vendidos em um período de alta das cotações. Com isso o momento é favorável para elevar a produção e ter o maior estoque possível para comercialização futura.

SCOT CONSULTORIA 

Valorização do sebo em 2018

Considerando o preço real, a alta de janeiro a dezembro foi de 0,7% no Brasil Central e de 6,2% no Rio Grande do Sul

Considerando o preço real, a alta de janeiro a dezembro foi de 0,7% no Brasil Central e de 6,2% no Rio Grande do Sul. Os preços menores da soja, e consequentemente de seus subprodutos (farelo e óleo), colaboraram com este cenário, uma vez que o sebo concorre com o óleo de soja na produção de biodiesel. Contribuiu também com a maior demanda pela gordura animal o aumento de biodiesel no óleo diesel. Com a medida, que entrou em vigor em março, a adição de biodiesel no óleo diesel saiu de 8% para 10%. Para o início de 2019 a expectativa é de que a demanda diminua, uma vez que a disponibilidade de soja deve aumentar (colheita), podendo repercutir nas cotações.

SCOT CONSULTORIA

Bovinos: cenário de preços mais firmes

““É importante destacar novamente a elevada relação positiva que existe entre a renda disponível e o consumo de carne bovina no Brasil”

Depois de um 2018 com exportações de carne bovinas relativamente em alta a tendência é de que o cenário registre preços mais firmes para o ano que vem. De acordo com o relatório de expectativa do agronegócio em 2019, realizado pelo Rabobank, a tendência é de que o consumo também aumente no próximo ano. “É importante destacar novamente a elevada relação positiva que existe entre a renda disponível e o consumo de carne bovina no Brasil. Como visto em períodos de crise com a queda do consumo, também podemos esperar um crescimento mais rápido caso realmente se confirme um ano de crescimento econômico mais significativo em 2019”, diz o texto. Isso porque o Rabobank informou que a comercialização de animais tem encontrado novas alternativas, como o acesso a novos mercados, vide Irã, que deve impulsionar ainda mais a comercialização no ano que vem. “Quanto aos custos de produção para sistemas intensivos e semi-intensivos, a relação de troca entre o boi gordo e o bezerro (ou boi magro) deve confirmar a inversão da tendência em 2019 e passar a valorizar mais os animais jovens – beneficiando o produtor de cria. Tendência que deve se acentuar em 2020. Em relação ao milho, a oferta do produto deve crescer em relação ao ano de 2018, aumentando a disponibilidade para a produção de ração animal”, afirma. 

AGROLINK

ECONOMIA

Ibovespa começa 2019 com recordes e investidor confiante em novo governo

A bolsa paulista fechou o primeiro pregão do ano com o Ibovespa em máxima histórica, acima dos 91 mil pontos pela primeira vez, em meio a perspectivas favoráveis para a economia brasileira em 2019 e para o novo governo do país.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 3,56 por cento, a 91.012,31 pontos, recorde de fechamento. No melhor momento do dia, alcançou 91.478,84 pontos, maior nível registrado durante um pregão. O volume financeiro na sessão somou 17,3 bilhões de reais. Entre os discursos do dia, marcado pela transmissão de cargos de vários ministros da equipe do presidente Jair Bolsonaro, mereceu especial atenção a fala do titular do poderoso Ministério da Economia, Paulo Guedes. Ele afirmou que o governo vai encaminhar ao Congresso proposta de reforma da Constituição para acabar com todas as vinculações e indexações de gastos, caso a reforma da Previdência não seja aprovada. Profissionais da área de renda variável também atribuíam o movimento mais forte à tarde principalmente à compra de ações por agentes financeiros locais, ainda em processo de realocação de portfólios para o mês e o ano. A melhora do petróleo, após começar a quinta-feira com viés mais negativo, chancelou a alta na bolsa brasileira.

REUTERS

Dólar recua e volta a R$3,80 com novo governo sob holofotes

O dólar terminou o primeiro pregão do ano com forte queda e de volta aos 3,80 reais, com investidores atentos às movimentações do governo de Jair Bolsonaro e com expectativa favorável sobre medidas que possam garantir o ajuste fiscal

O dólar recuou 1,71 por cento, a 3,8096 reais na venda, depois de ter batido a máxima de 3,8984 reais. Na mínima, foi a 3,8005 reais. O dólar futuro caía 2,02 por cento. Em 2018, o dólar subiu quase 17 por cento, a 3,8757 reais. Um gestor de derivativos de uma corretora local comentou que alguns investidores também se desfizeram de posições defensivas montadas em dezembro, o que ajudou na queda da moeda. No começo do dia, o dólar chegou a operar em alta ante o real sob influência do mercado internacional, onde o dólar avançava ante uma cesta de moedas e ante divisas de países emergentes, como o peso chileno a lira turca em dia de renovadas preocupações com o crescimento global após dados mais fracos sobre a economia chinesa. A atividade industrial da China contraiu pela primeira vez em 19 meses em dezembro uma vez que as encomendas de exportação e domésticas continuaram a enfraquecer, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do Caixin/Markit. A leitura acompanha a pesquisa oficial divulgada na segunda-feira que mostrou crescentes apertos no setor industrial da China, importante fonte de empregos, e reforça a visão de que a economia está perdendo mais força. Também na Europa a indústria expandiu apenas ligeiramente em dezembro, reforçando a percepção de desaceleração econômica global.

REUTERS

Dólar fecha o ano cotado a R$ 3,87, com valorização de 16,9% em 2018

Moeda norte-americana operou com estabilidade no primeiro semestre do ano, mas passou a subir com agravamento das tensões comerciais entre EUA e China

Depois de um dia de poucos negócios no mercado financeiro, o dólar comercial encerrou 2018 vendido a R$ 3,876, com valorização acumulada de 16,9% em relação ao fim de 2017. Na sessão de sexta-feira, dia 28, o dólar fechou em queda de 0,48%, na menor cotação desde 20 de dezembro. Em relação ao início do mês, a divisa fechou com pequena alta de 0,52%, com valorização pelo segundo mês seguido. Ao longo do primeiro semestre, o dólar operou relativamente estável em relação ao fim do ano passado. No entanto, a partir do agravamento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China, a moeda norte-americana passou a subir na metade de maio. A alta se intensificou durante a greve dos caminhoneiros, que provocou forte volatilidade no mercado financeiro.

AGENCIA BRASIL

Balança comercial brasileira tem superávit de US$58,3 bi em 2018, queda de 13% ante 2017

A balança comercial brasileira encerrou 2018 com superávit de 58,298 bilhões de dólares, queda de 13 por cento sobre o dado recorde de 2017, em meio ao crescimento mais forte das importações que das exportações, informou o Ministério da Economia na quarta-feira

Mesmo assim, a performance anual foi a segunda mais forte da série histórica iniciada pelo governo em 1989, no momento em que o governo do Presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) assume com a promessa de abrir o mercado brasileiro e diminuir tarifas sobre importados. O Ministro da Economia, Paulo Guedes, já afirmou publicamente que o antigo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), agora incorporado pelo Ministério da Economia, havia se transformado numa trincheira na defesa do protecionismo. No ano passado, uma performance mais forte da atividade econômica deu impulso às compras de produtos importados, que avançaram 19,7 por cento sobre 2017, a 181,225 bilhões de dólares, atingindo o maior valor desde 2014. Em nota, o Ministério da Economia informou que houve aumento de importações em todas as grandes categorias econômicas: bens de capital (76,5 por cento), bens intermediários (11,6 por cento), bens de consumo (9,1 por cento) e combustíveis e lubrificantes (24,9 por cento). A expansão das exportações, por sua vez, foi de 9,6 por cento, a 239,523 bilhões de dólares, no nível mais alto dos últimos cinco anos. Por fator agregado, houve crescimento das exportações de produtos básicos (17,2 por cento) e manufaturados (7,4 por cento), enquanto os produtos semimanufaturados registraram redução de 3,1 por cento.

REUTERS

Integrantes do futuro governo alertam Bolsonaro sobre mudança de embaixada em Israel, diz fonte

Integrantes do futuro governo estão alertando ao Presidente eleito Jair Bolsonaro sobre o risco que representará ao país a possível mudança da sede da embaixada do Brasil em Israel, disse à Reuters uma fonte em condição de sigilo

Segundo a fonte, a transferência da sede de Tel Aviv para Jerusalém poderia trazer consequências ao país, especialmente no campo comercial. O Brasil é o maior exportador mundial de carnes para países árabes, que são contra a posição de reconhecer Jerusalém como território exclusivamente israelense. Alguns países da chamada liga Árabe alertaram que uma mudança poderia abalar o comércio entre Brasil e suas nações e as exportações brasileiras poderiam ficar comprometidas. “Jair Bolsonaro tem sido alertado sobre a importância dos países árabes para o setor agrícola brasileiro”, disse à Reuters a fonte, na condição de anonimato. “São bilhões por ano.” O setor agropecuário foi um dos principais apoios obtidos por Bolsonaro durante a sua campanha presidencial e a bancada no congresso será fundamental para a aprovação de reformas estruturais previstas pelo futuro governo. “Ele (Bolsonaro) gostaria de se aproximar de Israel, que tem a sua admiração, através desse gesto diplomático”, frisou a fonte. O premier de Israel Benjamin Netanyahu está no Brasil desde a semana passada e na sexta-feira passada se encontrou com Bolsonaro. No fim de semana, Netanyahu, disse que Bolsonaro lhe confessou o desejo de transferir a embaixada em Israel e que a questão era quando isso irá ocorrer e não se ela vai acontecer.

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Fluxo cambial tem em dezembro pior resultado em 4 anos com aumento das remessas ao exterior

A forte remessa de recursos ao exterior registrada em novembro se repetiu em dezembro, com o fluxo cambial registrando o pior resultado mensal desde dezembro de 2014, mostraram dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira

O fluxo cambial no mês passado foi negativo em 12,756 bilhões de dólares, o desempenho mais fraco desde a saída líquida de 14,050 bilhões de dezembro de 2014. A conta financeira —por onde passam investimentos diretos, em portfólio e outros— foi a principal responsável pelo resultado de dezembro, ao registrar uma saída líquida de 14,635 bilhões de dólares, resultado de 57,331 bilhões de dólares em compras e 71,966 bilhões de dólares em vendas.

A conta comercial, por sua vez, aliviou o resultado, ao mostrar superávit de 1,879 bilhão de dólares no mês passado, resultado de exportações de 17,816 bilhões de dólares menos importações de 15,937 bilhões de dólares. Em 2018, o fluxo cambial ficou negativo em 995 milhões de dólares, com a conta comercial superavitária em 47,740 bilhões de dólares e a conta financeira negativa em 48,735 bilhões de dólares. Em 2017, o fluxo cambial tinha sido positivo em 625 milhões de dólares, ante saldo negativo de 4,252 bilhões de dólares em 2016.

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Ibovespa encerra ano com rali e acumula ganho de cerca de 15% em 2018

A bolsa paulista encerrou a sexta-feira (28), com o Ibovespa em alta de quase 3 por cento, com praticamente todas as ações do índice no azul, ampliando o desempenho positivo acumulado em 2018 para cerca de 15 por cento

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 2,84 por cento no dia, a 87.887,26 pontos, acumulando na semana acréscimo de 2,56 por cento, enquanto o desempenho no mês ficou negativo em 1,81 por cento. O volume financeiro na sexta-feira somou 11,35 bilhões de reais, contra média diária de 12,3 bilhões de reais em 2018 e de 15 bilhões de reais em dezembro. O Ibovespa superou os 90 mil pontos pela primeira vez em sua história no quarto trimestre, tendo alcançado recorde intradia de 91.242,22 pontos em 3 de dezembro. Considerando o fechamento, porém, o maior patamar foi de 89.820,09 pontos. No pior momento do ano, no final do primeiro semestre, chegou a 69.068,77 pontos, mínima intradia de 19 de junho. O desempenho em 2018 ocorre mesmo após tensões desencadeadas pelas eleições no Brasil e pelo cenário externo mais adverso, com elevação de juros nos Estados Unidos e política comercial agressiva do presidente Donald Trump, entre outros fatores. A performance do Ibovespa tampouco foi afetada pela saída líquida capital externo do segmento Bovespa no ano, de mais de 11 bilhões de reais até o dia 26 de dezembro, com o ambiente global mais hostil a mercados emergentes e certa hesitação com a mudança do comando do país.

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Desemprego no Brasil cai a 11,6% no tri até novembro em retomada marcada pela informalidade

O número de desempregados no Brasil chegou a pouco mais de 12 milhões no trimestre encerrado em novembro com a oitava queda seguida da taxa de desemprego, dando continuidade a uma recuperação lenta do mercado de trabalho e pela informalidade recorde

A taxa de desemprego do Brasil atingiu 11,6 por cento nos três meses até novembro, de 11,7 por cento no trimestre até outubro, porém em um cenário marcado também pelo desalento dos trabalhadores. No trimestre até novembro, o número de desempregados no Brasil caiu a 12,206 milhões, contra 12,351 milhões no trimestre até outubro e 12,571 milhões no mesmo período do ano passado. O número de desalentados nesse período, ou a quantidade de trabalhadores que desistiram de procurar uma vaga, permaneceu alto, embora tenha mostrado redução a 4,705 milhões de 4,733 milhões no trimestre até outubro. Em uma economia que caminha sem fôlego expressivo, o trabalho formal continua em degradação e, de acordo com o IBGE, a informalidade atingiu no trimestre até novembro nível recorde na série histórica da pesquisa, iniciada em 2012, em meio a fatores como a falta de estabilidade, o rendimento baixo e a falta de segurança previdenciária. O emprego com carteira assinada registrou queda de 0,8 por cento em relação aos três meses até novembro de 2017, a 32,962 milhões de pessoas. Por sua vez, o número de pessoas sem carteira assinada no setor privado foi a 11,689 milhões, o que representa um aumento de 4,7 por cento na comparação com o ano passado.

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IGP-M termina ano com alta acumulada de 7,54%, diz FGV

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) terminou o ano com alta de 7,54 por cento, após deflação no anterior, pressionado principalmente pela alta dos preços de produtos industriais no atacado, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV)

Em dezembro, o índice recuou 1,08 por cento, contra expectativa em pesquisa da Reuters de um declínio de 1,11 por cento, depois de ter recuado 0,49 por cento em novembro. Em 2017, o IGP-M terminou com deflação de 0,52 por cento. Em dezembro, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60 por cento do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, registrou queda de 1,67 por cento, sobre recuo de 0,81 por cento no mês anterior, terminando o ano com alta de 9,43 por cento. No IPA, os produtos industriais terminaram o ano com alta acumulada de 9,96 por cento depois de queda de 1,77 por cento no último mês do ano, enquanto os produtos agropecuários tiveram ao longo de 2018 avanço de 7,83 por cento. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30 por cento no índice geral, desacelerou a alta a 0,04 por cento no mês, sobre avanço de 0,09 por cento em novembro. No ano, o IPC acumulou alta de 4,12 por cento.

REUTERS

Agropecuária perdeu mais de 23 mil empregos formais em novembro

A agropecuária brasileira perdeu 23,692 mil postos de trabalho com carteira assinada no mês de novembro, resultado de 61,628 mil contratações e 84,960 mil demissões segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (MTE).

O resultado só não foi pior que da Indústria de Transformação, que perdeu 24,287 mil empregos formais no mês passado. Foram 168,845 mil contratados e 193,132 demitidos. Outro setor que fechou vagas formais foi o da Construção Civil: 13,854 mil. Apesar do resultado negativo no mês, no acumulado de janeiro a novembro, a agropecuária teve mais admitidos do que demitidos. O saldo nos onze primeiros meses de 2018 é positivo em 51,402 mil empregos formais. No período de 12 meses encerrado em novembro, foram geradas 4,986 mil vagas. No geral, o Caged encerrou novembro mostrando a geração de 58,664 mil vagas formais, resultado de 1,189 milhão de admissões e 1,130 milhão de demissões. De janeiro a novembro deste ano, a economia brasileira gerou 858,415 mil vagas com carteira assinada. No período de 12 meses encerrado em novembro, foram 517,733 mil empregos.

Globo Rural

EMPRESAS

Mais baixas do que altas na bolsa em 2018

Num ano marcado por pequenas quedas da safra de grãos e do valor bruto da produção (VBP) agropecuária em meio a preços em geral deprimidos, mas por aumento das exportações, as ações da maior parte das principais empresas de capital aberto ligadas ao agronegócio encerraram 2018 com retração

Cálculos do Valor Data apontam que, em termos relativos, as maiores baixas foram as de Minerva Foods (53,2%), BRF (40,1%), Biosev (32,2%), Marfrig (25,4%), Terra Santa (17,8%), Cosan (17,1%), Camil (8,2%) e São Martinho (3,3%). Subiram os papéis da Fertilizantes Heringer (76,5%), da SLC Agrícola (64,8%), da Ourofino (41,5%), da BrasilAgro (31,7%) e da JBS (18,8%). Em termos absolutos, a maior erosão foi a da BRF. Em meio a ajustes de gestão e tentando se defender de irregularidades identificadas pela Operação Trapaça, que fecharam as portas europeias a seus produtos, a dona das marcas Sadia e Perdigão viu seu valor de mercado cair quase R$ 12 bilhões no ano passado – no total, o valor das 13 empresas que fazem parte do levantamento (ver infográfico) somou R$ 87,1 bilhões, 9,9% a menos (R$ 9,6 bilhões) do que em 2017. Entre os principais segmentos com empresas de capital aberto na B3, o de frigoríficos evidentemente foi o que mais sofreu. A JBS viu seu valor de mercado subir quase R$ 5 bilhões, o que aliviou as dores provocadas pelo tombo da BRF, mas Minerva e Marfrig também caíram – R$ 1,3 bilhão e R$ 1,2 bilhão, respectivamente – e o valor conjunto do grupo ficou em praticamente R$ 54 bilhões, uma redução de 15% (R$ 9,5 bilhões) em relação ao ano anterior.

VALOR ECONÔMICO

CVM abre 3 novos inquéritos administrativos envolvendo holding J&F

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu três novos inquéritos administrativos envolvendo a holding J&F, controladora da gigante do setor de carnes JBS, com base nas informações obtidas em acordos de colaboração premiada com o Ministério Público, informou o órgão regulador do mercado

Os três novos inquéritos vão aprofundar as apurações dos processos administrativos abertos anteriormente, disse a CVM. O órgão afirmou que os novos inquéritos vão apurar eventuais irregularidades de executivos e controladores da JBS, da Eldorado Brasil Celulose e também de administradores da rival BRF BRFS3.SA, neste caso, em processo aberto para “analisar notícia sobre eventual influência no conselho de administração da BRF”. A J&F defende que, por conta dos acordos de delação premiada e de leniência, estaria isenta de “medidas persecutórias” por parte da administração pública. “Esse pacto sujeita o Estado como um todo, e, portanto, todos os seus órgãos, inclusive as autarquiasa exemplo da CVM”, disse a holding em comunicado divulgado à imprensa nesta sexta-feira. A CVM também informou a existência de três processos administrativos sancionadores, onde já há acusação formulada, envolvendo a JBS. Em um dos processos, os irmãos Joesley e Wesley Batista são acusados de manipulação dos preços das ações da JBS com base em informação privilegiada. Os processos sancionadores estão com o Diretor-Relator Henrique Machado para apreciação das defesas, antes de serem julgados.

REUTERS

Unidade da Marfrig volta a operar com plena capacidade

Menos de três meses após ser atingida por um incêndio de médias proporções, unidade será reaberta na primeira semana de janeiro

A unidade da Marfrig instalada na cidade de Mineiros, Goiás, voltará a operar com capacidade total a partir da primeira semana de janeiro. No feriado de 12 de outubro, a unidade – com capacidade de abate de 1 000 cabeças de gado ao dia e que emprega cerca de 1 000 funcionários – foi atingida por um incêndio de médias proporções, que comprometeu parte de suas instalações. Devido aos danos causados pelo incêndio, as atividades em Mineiros foram temporariamente paralisadas e parte da produção desviada para outras unidades da Marfrig. Durante os últimos três meses, a planta de Mineiros foi totalmente recuperada. Com a reativação da unidade, os funcionários, que desde novembro foram mantidos sob o regime de Bolsa Qualificação Profissional (lay-off), voltam a exercer normalmente suas atividades na empresa.

NOTÍCIAS AGRICOLAS

BRF conclui venda da QuickFood para a Marfrig

A empresa de carnes BRF informou ter concluído na quarta-feira a venda de 91,89 por cento de sua unidade argentina QuickFood para a Marfrig

Em relação à venda do imóvel e dos equipamentos da unidade de Várzea Grande-MT, a BRF afirmou que aguarda a verificação de condições precedentes para a conclusão da operação. Segundo a BRF, a transação faz parte do plano de acelerar sua desalavancagem financeira. A BRF havia anunciado no começo de dezembro a venda da QuickFood para a Marfrig por 60 milhões de dólares. O acordo envolve ainda venda de terreno e equipamento de fábrica da BRF em Várzea Grande (MT) por 100 milhões de reais. O negócio inclui um contrato de fornecimento em que a Marfrig vai fornecer à BRF produtos processados como hambúrgueres, almôndegas e quibes por cinco anos.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Alta modesta no preço do frango em 2018

Cotação do frango foi maior em 2018 em relação a 2017, mas não muito

A cotação do frango foi maior em 2018 em relação a 2017, mas não muito. Nas granjas paulistas, o aumento médio foi de 7,8%, em valores nominais. Em valores reais a valorização foi de 1,5%. Apesar disso, o aumento no custo de produção, principalmente no primeiro semestre, reduziu o poder de compra do avicultor. As cotações do milho e do farelo de soja ficaram 19,9% e 20,6% maiores que em 2017, respectivamente. Fatores externos ao mercado também pesaram contra. Assistimos à Operação Trapaça, desdobramento da Carne Fraca, que apurou suposto esquema de fraudes em análises para detecção de salmonela. Também assistimos à paralisação dos caminhoneiros que causou a morte de milhões de aves e, posteriormente, o tabelamento do frete, que impactou nos custos. O embargo da União Europeia, em função da Operação Trapaça, gerou como consequência um excesso de oferta no mercado brasileiro. Além disso, a China impôs medidas antidumping à importação de carne de frango brasileira. De positivo foi a habilitação de 26 novas plantas para exportação da carne de frango para o México. Para 2019, a oferta deverá ser moderada devido à conjuntura vivida em 2018 e os custos devem exercer menor pressão na atividade, principalmente os relacionados à alimentação.

SCOT CONSULTORIA

Margem apertada afetou desempenho da suinocultura em 2018

Embargo russo tornou o ano conturbado e a crise foi ampliada com a greve dos caminhoneiros; confira a retrospectiva

O ano de 2018 chegou ao final marcado por grandes dificuldades para a suinocultura brasileira. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Allan Maia, o setor enfrentou margens apertadas ao longo do ano, resultantes dos preços deteriorados e do quadro de custo elevado em toda cadeia produtiva. Maia ressalta que o primeiro semestre foi bastante conturbado para o setor, começando pelo episódio do embargo russo, devido à presença de ractopamina em lotes enviados ao país. “Este fator ocasionou um forte declínio nos números da exportação de carne suína, resultando em excedente de oferta e na consequente queda dos preços domésticos”, destaca. Segundo Maia, outro ponto negativo no período foi a greve dos caminhoneiros, que desencadeou um período caótico para a logística nacional, afetando incisivamente todo o setor produtivo, com consequências severas para o setor carnes.

No segundo semestre o desempenho foi um pouco mais favorável. “Os números da exportação apresentaram consistente recuperação, impulsionados pelas compras da China e Hong Kong, o que ajudou a enxugar a disponibilidade interna, atuando como ponto de sustentação para os preços”, pontua.

Agência Safras

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