
Ano 4 | nº 899 | 17 de Dezembro de 2018
NOTÍCIAS
Carcaça bovina alcança o maior preço da história
A cotação da arroba do boi gordo ultrapassou os R$150,00, referência que não se via desde a virada de mês entre setembro e outubro
Em São Paulo a arroba do boi gordo foi negociada ao redor de R$150,50, à vista e livre de Funrural (14/12), o que representa uma alta de 1,4% nesta primeira quinzena de dezembro.
Apesar das escalas dos frigoríficos paulistas estarem relativamente alongadas (os dias sem abate no fim de ano ajudaram a “esticar” o calendário das programações), a demanda firme do setor varejista estimula a compra de boiadas. Na última sexta-feira (14/12), por exemplo, foi um dia de alta da carne com osso e a carcaça chegou no maior preço nominal da série histórica. O quilo do boi casado de animais castrados está cotado em R$10,37. Essa alta fez com que a margem do mercado atacadista de carne com osso chegasse a 20,2%, somente dois pontos percentuais de distância das indústrias que vendem a carne desossada. Essa margem de comercialização dos frigoríficos que vendem a carcaça é a maior desde meados de junho. Neste mesmo período de 2017 a diferença entre o preço pago pelo boi e o preço recebido com a venda da carne com osso era de 17,5%. Ilustrando a melhora do escoamento da produção.
SCOT CONSULTORIA
CNA discute bonificação para qualidade do couro
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou um sistema de bonificação pela qualidade do couro para representantes de indústrias e curtumes na quinta (13), em Brasília
A ideia surgiu a partir de uma solicitação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e de curtumes para melhorar a qualidade do couro, considerada baixa. Por esta razão, explica o assessor técnico da Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte da CNA, Ricardo Nissen, as indústrias não conseguem agregar valor ao produto. “O produto perde o seu valor e acaba sendo substituído pelos materiais sintéticos. O grande valor agregado é quando você tem o couro mais próximo do seu estado natural possível”, afirmou. O sistema apresentado pretende definir uma bonificação para os produtores que entregam um couro com qualidade acima da média, ou seja, sem defeitos como “marca fogo” no lugar errado, riscos ou carrapatos. A proposta é definir uma classificação, com diversos tipos de couro, que possa ser atendida e que ofereça uma remuneração justa para o pecuarista. Segundo Nissen, hoje o mercado funciona no sistema bica corrida. Basicamente todos os couros produzidos pela indústria frigorífica entram na mesma “vala” e o produtor recebe dentro da arroba um pequeno valor, igual para todos. “Esse protocolo visa justamente segregar esse produtor. Trazer uma bonificação para quem fez um trabalho bem feito”, disse o assessor da CNA. A indústria frigorífica também terá vantagens com o projeto da CNA. De acordo com Nissen, é necessário um sistema de rastreabilidade do couro, mas esse custo será revertido em bonificação e na possibilidade de agregar valor a um produto que se encontra depreciado no mercado atualmente.
CNA
ECONOMIA
Dólar sobe a R$3,90 e tem sétima semana seguida de valorização
O dólar terminou a sexta-feira em alta e na casa de 3,90 reais, em sintonia com a maior aversão ao risco no exterior após dados fracos sobre as principais economias reacenderem as preocupações com a desaceleração global
O dólar avançou 0,63 por cento, a 3,9046 reais na venda, acumulando, na semana, alta de 0,37 por cento. Foi a sétima semana seguida de valorização, período em que ficou 6,84 por cento mais caro, sob pressão da saída de recursos e do cenário externo. Na mínima, foi a 3,8882 reais e, na máxima, foi a 3,9228 reais. O dólar futuro tinha elevação de 0,20 por cento Os investidores ignoraram os fortes dados das vendas no varejo dos EUA e o anúncio de Pequim de que suspenderiam as tarifas adicionais sobre veículos e autopeças fabricados nos Estados Unidos por três meses, a partir de 1º de janeiro. O euro caiu ante o dólar. A moeda norte-americana, por sua vez, subiu ante a cesta de moedas e ante divisas de países emergentes, como a lira turca. O BC vendeu nesta sessão 13,83 mil contratos de swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares. Desta forma, rolou 6,915 bilhões de dólares do total de 10,373 bilhões de dólares que vence em janeiro.
REUTERS
Apreensão com crescimento dita nova queda semanal Do Ibovespa
A apreensão sobre o ritmo de crescimento da economia contaminou os negócios na bolsa paulista na sexta-feira, com o Ibovespa tendo nova perda semanal antes de uma amplamente monitorada reunião de política monetária do banco central norte-americano na próxima semana
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,44 por cento, a 87.449,50 pontos, tendo oscilado da mínima de 87.106,12 pontos à máxima de 88.183,93 pontos. O giro financeiro do pregão somou 10,8 bilhões de reais. Com isso, o índice teve queda de 0,76 por cento, ampliando a perda em dezembro para 2,3 por cento. O pregão foi marcado pelos últimos ajustes para o vencimento dos contratos de opções sobre ações na segunda-feira, o que costuma adicionar volatilidade, já que o exercício tem entre as séries mais líquidas papéis com peso relevante no Ibovespa. No exterior, Wall St tinha perdas relevantes no fim da tarde, com números chineses mais fracos e dados sinalizando que atividade na Europa continua perdendo, tração reforçando temores de uma desaceleração global mais forte, além dos receios ainda presentes sobre às relações comerciais EUA-China. Na China, as vendas no varejo cresceram em novembro no ritmo mais lento desde 2003 e a produção industrial aumentou à taxa mais fraca em quase três anos, enquanto a atividade das empresas na zona do euro cresceu em dezembro no menor rimo em mais de quatro anos.
REUTERS
IGP-10 fecha ano com alta acumulada de 7,92% após cair 1,23% em dezembro, maior deflação mensal da série
Os preços no atacado e no varejo recuaram e o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) passou a recuar 1,23 por cento em dezembro, registrando a maior deflação da série histórica e encerrando o ano com alta acumulada de 7,92 por cento, mostraram os dados divulgados na sexta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV)
Em novembro, o indicador havia registrado queda de 0,16 por cento. No mês, o Índice de Preços ao Produtor Amplo-10 (IPA-10), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60 por cento do índice geral, caiu 1,83 por cento, sobre queda de 0,37 por cento em novembro, encerrando 2018 com alta de 10,01 por cento. No IPA, o grupo de Bens Intermediários passou a ter queda de 2,75 por cento, após um avanço de 0,30 por cento em dezembro, com destaque para o subíndice de materiais e componentes para a manufatura. Para o consumidor os preços ficaram mais baratos em dezembro, uma vez que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que responde por 30 por cento do índice geral, passou a recuar 0,09 por cento em novembro, sobre avanço de 0,29 por cento no mês anterior. No acumulado do ano, o IPC-10 registrou alta de 4,09 por cento. No mês, o destaque ficou para o grupo de Transportes, que teve queda de 1,02 por cento, depois de avançar 0,33 por cento no mês anterior. O Índice Nacional de Custo da Construção-10 (INCC-10), por sua vez, desacelerou a 0,12 por cento em dezembro, depois de um avanço de 0,27 por cento em novembro, encerrando o ano com alta acumulada de 3,82 por cento.
REUTERS
Maggi aconselha novo governo a evitar enfrentamento com China e árabes
O Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse na sexta-feira que já aconselhou sua sucessora, a deputada Tereza Cristina (DEM-MS), a viajar à China e ao Oriente Médio a fim de manter parcerias comerciais com o agronegócio brasileiro
Maggi também recomendou ao governo do Presidente eleito Jair Bolsonaro que não cause problemas e evite “enfrentamentos” com esses que estão entre os principais compradores de produtos agropecuários do Brasil. O setor vem demonstrando grande preocupação com possíveis retaliações dos chineses e de países árabes após as críticas feitas por Bolsonaro ao gigante asiático durante a campanha e em razão da possível transferência da embaixada brasileira em Israel de Tel-Aviv para Jesrusalém. “Se não temos condição de sermos líderes globais, porque fazer enfrentamento? Criar ambiente ruim de negócios significa problemas para nossas empresas e cooperativas e isso vai bater lá no campo, nos produtores”, afirmou Maggi durante entrevista coletiva na qual fez um balanço de sua gestão de dois anos e meio à frente da Pasta. O Ministro enfatizou que a futura ministra precisa ter como foco a continuidade à política de consolidação e abertura de mercados internacionais para os produtos agropecuários brasileiros. E citou a expectativa de que Pequim possa habilitar o maior número possível dentre os 78 frigoríficos de carne bovina e de frango que passaram recentemente por uma auditoria por amostragem de técnicos chineses.
VALOR ECONÔMICO
EMPRESAS
Moody’s deixa positiva perspectiva da Minerva Foods
Se a empresa mantiver liquidez saudável pode melhorar a classificação, diz agência
A agência de classificação de risco Moody’s reafirmou na sexta-feira, 14, o rating B1 da Minerva Foods, empresa de alimentos. As principais justificativas dadas pela agência são a maior presença da empresa na América do Sul e uma estratégia de desalavancagem. O aumento de capital de R$ 965 milhões completado recentemente, por exemplo, autorizou a Minerva a amortizar US$ 217 milhões do valor principal de suas notas perpétuas. A Moody’s também alterou a perspectiva da Minerva para positiva, incorporando a expectativa de sucesso do IPO da Athena Foods – a empresa do grupo que atua no restante da América Latina -, que pode trazer até R$ 1,5 bi e ajudar ainda mais na redução da alavancagem. Os problemas da companhia seriam seu tamanho relativamente pequeno comparado a concorrentes locais e globais, e o foco na carne bovina, que a expõe à volatilidade do setor. A Moody’s, porém, ressalta que esse foco beneficiou a empresa do ponto de vista dos custos. Para melhorar seu rating, a Moody’s afirma que a Minerva precisaria manter um perfil de liquidez saudável e obter uma “redução material” de sua alavancagem bruta. O rating poderia sofrer pressão negativa se o risco de liquidez aumentar ou se os resultados operacionais da Minerva – como fluxo de caixa ou a dívida – piorarem.
ESTADÃO CONTEÚDO
FRANGOS & SUÍNOS
Alta do frango no atacado em São Paulo
O mercado de frango vivo ficou estável na última semana. A ave terminada segue cotada, em média, em R$3,00/kg
No atacado, as vendas vêm acontecendo em bom ritmo e os preços tiveram valorização de 2,9% no período. A carcaça está sendo comercializada, em média, em R$4,32/kg. Apesar da melhora nas cotações no mercado atacadista, neste período temos que considerar a competitividade com os produtos natalinos, por exemplo, o peru. Para os próximos dias, os preços deverão se manter firmes. Segundo o IBGE, o abate registrou queda de 3,0% de janeiro a setembro deste ano, frente a igual período do ano passado.
SCOT CONSULTORIA
Indústria de carnes de frango e suína quer ‘virar a página’
Prestes a encerrar o biênio mais turbulento de sua história, a indústria exportadora de carnes de frango e suína lançou uma iniciativa para virar a página – e, assim, deixar a seção policial que vem pautando o dia a dia dos frigoríficos desde a Operação Carne Fraca
Para reverter a trajetória descendente das exportações – rota que, em grande medida, foi provocada por embargos de países que alegaram fragilidades do sistema de inspeção sanitária do país -, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mapeou, em parceria com a Ernst & Young, um grupo de mercados inexplorados – mas já abertos. A meta da ABPA é ampliar as exportações combinadas de carne de frango e carne suína em quase 30% até 2020. Segundo o Vice-Presidente de mercados da entidade, Ricardo Santin, é plausível elevar as exportações mensais para 500 mil toneladas. Neste ano, foram, em média, 392,3 mil toneladas por mês. “Estamos confiando nos mercados que já temos”, afirmou. Entre os mercados praticamente inexplorados, Santin citou o Paquistão, que já abriu seu mercado ao frango do Brasil há mais de cinco anos. “Abrimos, mas nunca tínhamos vendido”, disse. No radar também está a recuperação dos embarques a países que já foram relevantes no passado recente, como o Egito. “A Venezuela já comprou 300 mil toneladas por ano e um dia vai voltar”, afirmou Santin, esperançoso de que a crise no vizinho possa logo ser revertida. Na Ásia, a ABPA também vê potencial nos mercados de Camboja, Mianmar e Taiwan. A China, é claro, deverá ser o vetor mais importante do crescimento dos embarques. O momento para os frigoríficos brasileiros é particularmente positivo, dada a oportunidade aberta pelo surto de peste suína africana que atingiu a China.
VALOR ECONÔMICO
Suíno Vivo: queda de -0,31% no MT
Na sexta-feira (14), a cotação do suíno vivo teve queda de -0,31% no Mato Grosso, a R$3,22/kg. As demais cotações permaneceram estáveis
O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, referente a ontem (13), trouxe cenários mistos, sendo a maior variação a alta de 1,26% no Rio Grande do Sul, a R$3,21/kg. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP ressalta que o Brasil embarcou 54,3 mil toneladas de carne suína in natura nos 22 dias úteis de outubro e 51 mil toneladas nos 20 dias úteis de novembro.
Notícias Agrícolas
Frango Vivo: queda em SP e alta no PR
Na sexta-feira (14), a cotação do frango vivo teve queda de -3,33% em São Paulo, a R$2,90/kg e alta de 1,04% no Paraná, a R$2,91/kg
O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo trouxe queda de -3,33% para o frango na granja, a R$2,90/kg e estabilidade para o frango no atacado, a R$4,32/kg. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP ressalta que a indústria voltou a intensificar o ritmo de abates de frango no terceiro trimestre de 2018. De julho a setembro, foram abatidos 1,4 bilhão de animais, 3,6% a mais do que o segundo trimestre, mas 3,8% abaixo do registrado no mesmo período de 2017.
Notícias Agrícolas
INTERNACIONAL
Argentina faz primeiro envio de carne bovina para os EUA
Após a reabertura do mercado norte-americano de carne bovina, o Governo da Argentina revelou que fez seu primeiro envio para os EUA
De acordo com a organização, a Argentina enviou cerca de 500 kg de carne bovina para Miami, Flórida, apenas 15 dias depois de retomar o comércio de carne bovina com os EUA. Os EUA proibiram o comércio de carne bovina com a Argentina há 17 anos, devido à presença de febre aftosa, mas reabriram o mercado após negociações com o Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa) e o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). A reabertura do mercado foi atribuída a organismos agrícolas nos EUA e na Argentina, que visam fortalecer os laços comerciais entre si. A Argentina deverá exportar anualmente 20.000 toneladas de carne bovina para os EUA, o que representará cerca de US$ 150 milhões a US $ 180 milhões em valor. O governo argentino estimou que 80% de seus produtos serão usados para carne magra, o que está impulsionando a demanda na produção de hambúrgueres, enquanto os 20% restantes serão usados para cortes de alta qualidade.
GlobalMeatNews.com
Uruguai fechará o ano com abate recorde de bovinos
O Instituto Nacional da Carne (INAC) estima que 2018 fechará com um abate de bovinos próximo de 2.360.000 animais (subiria 0,8% em relação a 2017), marcando assim um recorde, após cinco anos consecutivos de crescimento. Assim, esse seria o maior abate registrado desde 2009
No âmbito de uma conferência de imprensa, o presidente da organização, Federico Stanham, em conjunto com o Gestor de Informação, Jorge Acosta, divulgou alguns indicadores do setor da carne. Além do aumento do volume abatido, o peso dos animais que passaram pelos frigoríficos seria levemente inferior ao dos anos anteriores. Há uma mudança na tendência que foi observada ao longo de uma década. O peso de abate para bois seria de 514 quilos comparado a 519 do ano anterior, 458 quilos para vacas, quando em 2017 era de 465; e no nível de novilhas seria de 408 quilos, quando no ano passado pesavam 411 quilos. Neste ano, 1,12 milhão de novilhos serão industrializados (1% menos que em 2017) e o número de novilhas cresce em 12,6%.
El País Digital
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