CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 898 DE 14 DE DEZEMBRO DE 2018

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Ano 4 | nº 898 | 14 de Dezembro de 2018

NOTÍCIAS

Alta no preço da carne bovina com osso no atacado

Nas regiões onde a oferta de boiadas terminadas melhorou esta semana, os frigoríficos conseguiram alongar as escalas de abate, abrindo espaço para ofertas abaixo das referências e pressionando as cotações para baixo

Como exemplo, em Campo Grande-MS, a queda foi de 0,3% na última quinta-feira (13/12), na comparação dia a dia e as programações atendem, em média, nove dias na região. Por outro lado, vimos um maior número de praças pecuárias com altas nas cotações da arroba do boi gordo, refletindo a dificuldade das indústrias em adquirir matéria-prima neste final de ano. No Sudeste de Mato Grosso a valorização foi de R$1,50/@ frente ao fechamento anterior. Desde o início do mês o acréscimo foi de 1,5%. No mercado atacadista de carne bovina com osso os preços subiram novamente, resultado da melhoria da demanda. O boi casado de animais castrados ficou cotado, em média, em R$10,22/kg, o que significa uma alta de 0,7% em relação ao dia anterior.

SCOT CONSULTORIA

BOI/CEPEA: Abate de novilha é recorde

Abate de novilhas no acumulado de janeiro a setembro deste ano chegou a 10,59% do total, um recorde para o período

De acordo com dados divulgados pelo IBGE na quarta-feira, 12, o abate de novilhas no acumulado de janeiro a setembro deste ano chegou a 10,59% do total, um recorde para o período, considerando-se toda a série histórica dos abates de bovinos (macho e fêmeas) desde 1997.  Até então, o maior volume havia sido registrado em 2014, com 9,71% do abate total no acumulado dos nove meses do ano. Em valores absolutos, de janeiro a setembro/18, foram abatidas 2,512 milhões de novilhas, enquanto que, no mesmo período de 2014, esse número foi de 2,465 milhões. Além de mudança estrutural na cadeia, o recebimento de preços mais altos por esta categoria de animal também atraiu o interesse da venda de fêmeas novas. Quanto ao mercado interno de boi gordo, neste início de dezembro, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do boi gordo tem refletido um mercado relativamente firme. Valores diferenciados seguem sendo registrados, o que se deve a diferentes urgências de compradores/vendedores e aos tamanhos dos lotes comercializados. Parte dos frigoríficos continua com escalas alongadas, enquanto muitos pecuaristas já encerraram o ano contábil, postergando as novas efetivações. Entre 5 e 12 de dezembro, o Indicador subiu 0,8%, fechando em R$ 150,00 nessa quarta-feira, 12.

CEPEA/ESALQ

Bolsonaro barra mudança do nome do Ministério da Agricultura

Diante de grande reação negativa do setor de agronegócios ao novo Ministério do Alimento e do Desenvolvimento Rural, o Presidente eleito Jair Bolsonaro decidiu barrar a mudança e determinou que o nome da pasta continue sendo “Ministério da Agricultura”, apurou o Valor

A futura Ministra da Agricultura, deputada Tereza Cristina (DEM-MS), já havia encaminhado a mudança de nome para a equipe de transição, como parte do desenho da nova estrutura do “superministério”, que ficará com oito secretarias em vez das atuais cinco. A nova roupagem do ministério constará de uma Medida Provisória que o novo governo encaminhará em seus primeiros dias de gestão, com a nova estrutura administrativa de órgãos federais (fusão e extinção de ministérios). Por trás do novo nome estava uma tentativa de expressar a diversidade de atribuições e responsabilidades do órgão, dentro de uma campanha institucional de comunicação que o agronegócio vem se esforçando na tentativa de se conectar mais com a sociedade. O novo nome estaria no mesmo contexto da peça publicitária “Agro é pop, Agro é Tech, Agro é tudo”, veiculada na “TV Globo”. Na quarta-feira (12), Tereza Cristina disse em um evento que um dos maiores desafios do setor é se comunicar melhor. Empresários e diversas entidades do segmento agropecuário, no entanto, reprovaram a ideia alegando que o nome do ministério é uma marca do país – a pasta é uma das mais antigas da República Federativa do Brasil e existe há 158 anos com o mesmo nome – e que o novo nome poderia causar confusões de conceito, já que outros órgãos de governo também cuidam do tema alimentação, como o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de vigilância Sanitária (Anvisa).

VALOR ECONÔMICO

Preços firmes do boi gordo no Rio de Janeiro

A maior demanda pela carne, devido à entrada de dezembro e a proximidade das festas de final de ano, abriu espaço para negócios acima das referências no Rio de Janeiro

Associado a isso, a menor oferta de boiadas terminadas colaborou com esse cenário e dificultou o abastecimento dos estoques de carne das indústrias. No estado, a arroba do boi gordo valorizou 1,4% desde do início do mês e atualmente está cotada, em média, em R$148,00, a prazo, livre de Funrural. O diferencial de base em relação a Araçatuba-SP está em -1,9%. Para vaca gorda a valorização desde o início de dezembro foi de 0,7%, porém, durante a segunda semana do mês a oferta dessa categoria melhorou e os preços caíram R$2,00/@. A arroba da vaca gorda está cotada, em média, em R$136,00 a prazo, livre de Funrural. Ao passo que o final de ano se aproxima, a oferta de animais fica cada vez mais restrita, com isso, os frigoríficos correm para preencher as programações de abate e atender a demanda de fim de ano, dando sustentação às cotações.

SCOT CONSULTORIA

Exportação de ANIMAIS VIVOS CRESCEM 80% E CHEGAM a 750 mil cabeças

Volume é recorde e reflete a abertura de novos mercados; entidade do setor projeta embarcar 1 milhão de animais em 2019

As exportações brasileiras de animais vivos devem somar 750 mil cabeças em 2018. Confirmado esse desempenho, o faturamento será de US$ 700 milhões. Em número de animais, as vendas serão 80% maiores que as registradas em 2017. “O bom resultado reflete a abertura de novos mercados”, explica Ricardo Barbosa, Presidente da Associação Brasileira de Exportadores de Animais Vivos (Abreav). Atualmente, a maior parte das exportações brasileiras segue para Turquia, Egito, Líbano, Jordânia e Iraque. Desde 2015 o Brasil é o quarto maior exportador do setor, junto com a Austrália, México, União Europeia, respectivamente primeiro, segundo e terceiro maiores exportadores. Logo após o Brasil, vem o Uruguai, na quinta posição no ranking.

CANAL RURAL

ECONOMIA

Dólar sobe ante real com saída de recursos

O dólar voltou a terminar em alta ante o real, corrigindo parte do forte recuo da véspera e com fluxo de saída de recursos, em ambiente de maior busca pelo risco no exterior diante de alívio nos atritos comerciais entre China e Estados e na questão do Brexit

O dólar avançou 0,72 por cento, a 3,8802 reais na venda, depois de terminar a sessão anterior a 3,8524 reais, em queda de 1,74 por cento, a maior perda percentual desde 8 de outubro. Na mínima, foi a 3,8517 reais e, na máxima, a 3,8968 reais. O dólar futuro tinha ganho de cerca de 0,60 por cento. O dólar operava com leve alta ante a cesta de moedas e misto ante as divisas emergentes, como ganho o peso mexicano e recuo ante o rublo. Um fluxo de saída de recursos também foi citado por alguns profissionais para justificar a alta do dólar ante o real nesta sessão. “Acredito que a certeza de que a taxa de juros por aqui não deve mudar tão cedo e que ela sobe nos Estados Unidos na próxima semana ajudou a reforçar esse fluxo de saída”, comentou o Diretor da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva. Ele se referia ao comunicado do Banco Central sobre a reunião de política monetária na qual manteve a Selic inalterada em 6,50 por cento, do qual, retirou a menção de que a política monetária estimulativa começará a ser removida gradualmente.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta, com Gol em destaque após liberação de estrangeiros em aéreas

A bolsa paulista fechou com o Ibovespa em alta pelo terceiro pregão seguido nesta quinta-feira, com as ações da Gol liderando os ganhos com avanço de 5 por cento na sessão, após o governo acabar com o limite de participação de capital estrangeiro em companhias aéreas do país

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,99 por cento, a 87.837,59 pontos. O volume financeiro somou 10,78 bilhões de reais. Apesar do ganho recente, o Ibovespa ainda mostra perdas no acumulado da semana (-0,3 por cento) e do mês (-1,86 por cento). Apesar de sinais de progresso nas discussões entre Estados Unidos e China para superar divergências nas relações comerciais, os mercados acionários globais seguem voláteis, com investidores ainda cautelosos, após indícios anteriores de avanço serem repentinamente desbaratados. “O fato de a China voltar a importar soja dos Estados Unidos foi um sinal muito bom de que as coisas estão avançando”, disse o analista Felipe Bevilacqua, sócio fundador da Levante, consultoria independente de investimentos. Ele ressaltou, contudo, que os mercados globais seguem bastante voláteis. Para Bevilacqua, o melhor desempenho do Ibovespa em relação a seus pares em Nova York neste pregão também tem como pano de fundo a sinalização do Banco Central na véspera, de que não deve elevar os juros no curto e médio prazos, conforme o comunicado que acompanhou a decisão de manter a Selic em 6,5 por cento.

REUTERS

Vendas no varejo do Brasil frustram expectativa e recuam em outubro pelo 2º mês seguido

As vendas de livros, móveis e eletrodomésticos e de vestuário pressionaram e as vendas no varejo frustraram as projeções e recuaram em outubro no país, deixando para a “Black Friday” e o Natal as expectativas de um final de ano mais forte para o setor

As vendas varejistas tiveram em outubro recuo de 0,4 por cento na comparação com o mês anterior, de acordo com dado divulgado na quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na segunda queda seguida. O resultado frustrou a expectativa em pesquisa da Reuters de ganho de 0,1 por cento. “As atividades que mais têm crescido são as de primeira necessidade, como supermercados e farmacêuticos. Já aquelas que dependem de crédito e financiamento andam patinando”, disse a Gerente da Pesquisa do IBGE, Isabella Nunes. Sobre outubro de 2017, as vendas tiveram avanço de 1,9 por cento, contra projeção dos economistas consultados no levantamento de alta de 3,2 por cento. Das oito categorias pesquisadas, cinco tiveram queda nas vendas no mês. A comercialização de livros, jornais, revistas e papelaria caiu 7,4 por cento; as vendas de móveis e eletrodomésticos recuaram 2,5 por cento, e as de tecidos, vestuário e calçados tiveram queda de 2,0 por cento. As vendas de combustíveis e lubrificantes recuaram 1,2 por cento e as de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação caíram 0,8 por cento. Somente as atividades hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,3 por cento), outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,7 por cento) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,9 por cento) apresentaram avanço. No varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, as vendas apresentaram perda de 0,2 por cento, embora material de construção tenha subido 1,3 por cento. As vendas varejistas apresentaram altos e baixos ao longo de todo o ano, em meio a uma economia que enfrentou dificuldades para imprimir um ritmo forte com nível alto de desemprego.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Exportação de carnes de frango e suína do Brasil deve crescer até 3% em 2019

O Brasil deve embarcar de 2 a 3 por cento mais carnes de frango e suína no próximo ano, em meio a uma esperada recuperação de mercados e incremento de produção, após um 2018 marcado por vendas menores e abaixo do esperado, disse na quinta-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

De acordo com o diretor-executivo da entidade, Ricardo Santin, a alta nas vendas incorporaria uma potencial expansão em regiões como Japão, Coreia do Sul e China, que estão mais abertos aos produtos brasileiros. Além disso, a própria produção nacional de carne de frango deve aumentar em 1,4 por cento em 2019, para 13,2 milhões de toneladas, graças a um maior alojamento de matrizes, enquanto a suína tende a crescer até 3 por cento, para 3,7 milhões. O avanço nos embarques, contudo, não leva em conta a lacuna de oferta deixada na China por causa dos surtos de peste suína africana. “A exportação pode ser ainda maior”, avaliou Santin após coletiva da ABPA, em São Paulo. Ele citou estudo que mostra que ao menos 4 milhões de toneladas de carne suína foram “perdidas” na China em virtude de abates relacionados à doença e que tal volume terá de ser preenchido por outras proteínas para se atender a demanda local. A associação prevê que os embarques de carne de frango do Brasil fechem 2018 com queda de 5,1 por cento, em torno de 4,1 milhões de toneladas, depois de indústrias sofrerem com produção em baixa, greve de caminhoneiros, “burocracias internas” e restrições em alguns mercados. Conforme ele, restrições em alguns mercados importadores da proteína nacional também responderam pela retração. Ele citou barreiras comerciais no Egito, alteração de critérios de abate na Arábia Saudita e o próprio embargo da União Europeia a 20 exportadoras, sobretudo de unidades da gigante BRF. Só na Arábia Saudita a perda de exportação foi de 100 mil toneladas em 2018. A ABPA estima que a produção de carne de frango neste ano caia 1,7 por cento, para 12,82 milhões de toneladas. Quanto à carne suína, a ABPA estimou que as exportações brasileiras cairão 8 por cento em 2018, para 640 mil toneladas, com a produção recuando 3,2 por cento, para 3,63 milhões. Esse setor, em específico, foi muito prejudicado no ano pelo embargo russo, suspenso em novembro.

REUTERS

SUÍNOS/CEPEA: Média diária de embarques em novembro é a 2ª maior do ano

Exportações brasileiras de carne suína in natura registraram bom desempenho em novembro

As exportações brasileiras de carne suína in natura registraram bom desempenho em novembro, com a média diária de embarques, de 2,55 mil toneladas, atingindo o segundo maior patamar do ano – atrás apenas da observada em julho (de 2,59 mil toneladas). A quantidade diária exportada no mês passado também foi 3% superior à registrada em outubro, conforme a Secex. Em termos de faturamento, a média diária (em dólar) da receita obtida também cresceu, 7% em relação à de outubro. Apesar do ritmo mais intenso das exportações no mês passado, o menor número de dias úteis em novembro acabou limitando os ganhos do setor suinícola brasileiro. Nos 20 dias úteis do mês, o Brasil embarcou 51 mil toneladas de carne suína in natura, contra 54,3 mil toneladas nos 22 dias úteis de outubro, queda de 6% no comparativo mensal. De acordo com dados da Secex, em novembro, as exportações totais do setor (incluindo a proteína in natura, industrializada, salgada e demais categorias) somaram 57,9 mil t, recuo de 7% frente às de outubro. A receita obtida com esses embarques, por sua vez, alcançou US$ 104 milhões, recuo de 3% frente ao mês anterior. 

CEPEA/ESALQ

Abates de suínos cresceram 3,0% no acumulado de janeiro a setembro de 2018

Nas granjas paulistas, oferta e demanda trabalharam em equilíbrio, o que manteve as cotações estáveis na última semana

O animal terminado segue negociado, em média, em R$76,00/@. Maior valor registrado este ano. No atacado, as vendas estão aquém do esperado pelo mercado, porém as expectativas seguem positivas visto que sazonalmente temos um incremento na demanda para as festividades de final de ano. A carcaça teve alta de 1,7% nos últimos sete dias, estando cotada, em média, em R$6,00/kg. A pesquisa trimestral de abate, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi publicada em 12 de dezembro, com os dados referentes ao terceiro trimestre deste ano. O Brasil registrou abate de 11,5 milhões de cabeças de suínos no período, aumento de 4,7% frente a igual trimestre do ano anterior. No acumulado do ano (janeiro a setembro), o abate de suínos cresceu 3,0% frente a igual período de 2017.

SCOT CONSULTORIA

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