CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 891 DE 05 DE DEZEMBRO DE 2018

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Ano 4 | nº 891 | 05 de Dezembro de 2018

NOTÍCIAS

Exportação da carne bovina segue em bom ritmo

Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, em novembro, o Brasil exportou 130,57 mil toneladas de carne bovina in natura

Este volume é 12,4% maior que o embarcado no mesmo período do ano passado. Apesar deste ter sido o menor volume mensal exportado no segundo semestre desse ano, esta foi a maior quantidade exportada para o mês de novembro. A valorização do dólar frente a moeda brasileira colabora com este cenário. Em 2018, o Brasil exportou 1,226 milhão de toneladas de carne bovina in natura, considerando o período de janeiro a novembro. Este volume é 1,3% maior que todo o volume exportado em 2017.

SCOT CONSULTORIA

Setor de proteína animal mostra tendência de melhora no quarto trimestre

BTG Pactual vê uma situação melhor para produtores de carne bovina e aumento de preços do frango também sinaliza uma reversão positiva de ciclo

Após a divulgação, na segunda-feira (3/12), dos dados de exportação de proteína brasileira em novembro pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o banco BTG Pactual publicou relatório assinado por Thiago Duarte e Henrique Brustolin dizendo que todos os sinais apontam para uma melhora do setor no quarto trimestre, tanto para o frango quanto para a carne bovina. O banco vê uma situação melhor para produtores de carne bovina, pelas avaliações de mercado (valuation) serem menos exigentes e pela capacidade de aplicar margens de lucro maiores. No entanto, o aumento de preços do frango, de acordo com a instituição, também sinaliza uma reversão positiva de ciclo mais cedo do que se esperava. O aumento na exportação de carne bovina indica uma oferta forte, algo que o banco vê como positivo. O fato de o preço da carne bovina estar subindo e o do gado estar caindo indicam um bom quarto trimestre para as empresas do setor, diz o BTG. O banco vê a leve queda na exportação de frango como positiva, dada a redução recente na oferta após problemas como a greve dos caminhoneiros e barreiras para a importação por parte de alguns países. Um sinal de melhora no ciclo é o aumento de preços mês a mês, de 2,8% em dólares e 3,6% em reais (por causa da depreciação da moeda brasileira).

ESTADÃO CONTEÚDO

Cenário positivo para o mercado do boi gordo

A oferta limitada de boiadas associada ao período de início de mês, quando normalmente há maior demanda, mantém os preços sustentados

Além disso, em algumas regiões as chuvas têm atrapalhado o transporte de bovinos, o que dificulta a aquisição de matéria-prima pelas indústrias. É o caso de Rondônia e do Pará, por exemplo. No levantamento da última terça-feira (4/12), em São Paulo, o boi gordo subiu 0,3% e ficou cotado, em média, em R$149,50/@, a prazo, livre de Funrural. No estado, as programações de abate atendem em torno de cinco dias. Destaque para a região de Goiânia-GO, onde a cotação subiu 1,5% na comparação com o fechamento de segunda-feira (3/12) e ficou, em média, em R$138,00/@, à vista, livre de Funrural. A expectativa de maior escoamento de carne bovina explica este cenário. A exceção ficou por conta da região de Três Lagoas-MS. Na praça, mesmo sem excesso de boiadas, esta ainda tem sido suficiente para atender a demanda.

SCOT CONSULTORIA

Ações para reforçar fronteiras e impedir reingresso da aftosa são discutidas em SP

Objetivo é a manutenção das zonas livres implantadas e preparativos para os próximos avanços nas áreas sem vacinação a partir do ano que vem

Acre, Rondônia, parte do Mato Grosso, do Amazonas e do Paraná, que começarão a retirada da vacinação contra aftosa, a partir de novembro do próximo ano, são locais em que o controle do trânsito de animais, daqui em diante, será cada vez mais rigoroso com o objetivo de impedir reingresso da doença. As ações para reforçar essa vigilância nos limites domésticos e de fronteiras com os países vizinhos estão sendo discutidos em reunião que acontece, em São Paulo, na terça (4) e quarta-feira. Prioritariamente esses estados precisam reforçar os postos de fiscalização existente, implantar novos e ampliar os controles, a fim de cumprir as exigências para atingir o status de zona livre de febre aftosa sem vacinação. As medidas de vigilância integram as ações do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) 2017/2026. Os temas da reunião incluem abrangência e perspectivas do Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária na faixa de fronteira; organização, regulamentação e operacionalização da vigilância e fiscalização do trânsito internacional de animais suscetíveis e materiais de risco; situação da Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA), com enfoque no controle de trânsito de animais; estrutura e funcionamento da Estação Quarentenária de Cananéia, e, terrorismo e sabotagem na agropecuária. O Panaftosa fará um balanço da última etapa do Programa Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa (PHEFA), que encerra em 2020. 

MAPA

Brasil enviará vacina contra aftosa à Venezuela

O Ministério da Agricultura informou que enviará hoje à Venezuela 1,6 milhão de doses de vacina contra a febre aftosa

Em nota, o Diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Guilherme Marques, diz que ao todo o Brasil vai doar 20 milhões de doses, das quais 500 mil já foram enviadas para serem aplicadas no rebanho de Maracay. “As 17,9 milhões de doses restantes ficam sob a guarda do Mapa e deverão ser buscadas por aeronaves venezuelanas. As vacinas seguem em caixas de isopor com gelo e, chegando lá, serão colocadas em câmaras frias para posteriormente serem distribuídas conforme a demanda, sendo colocadas novamente no gelo e enviadas às fazendas”, explicou. Segundo Marques, a quantidade deve atender a demanda mais urgente da Venezuela, em especial a vacinação de 100% do rebanho de Bolívar, estado vizinho de Roraima. “Bolívar tem em torno de 800 mil cabeças de bovinos, ali nós vamos focar as operações do Brasil. Foi acertado com as autoridades venezuelanas que dessas 1,6 milhão de doses, 800 mil vão ser destinadas exclusivamente para a fronteira com o Brasil”. A campanha de imunização de todo o rebanho começou em 1º de novembro e se estenderá até 1º de janeiro. Em maio de 2019, serão vacinados os animais jovens (até 24 meses), mais suscetíveis à doença por nunca terem recebido a proteção vacinal. O rebanho venezuelano soma 17 milhões de cabeças.

VALOR ECONÔMICO

Mercado de reposição na Bahia: piora de um lado e melhora do outro

Analisando o poder de compra do recriador e invernista na Bahia, dois cenários são observados

Pelo lado das categorias mais jovens, do início do segundo semestre até aqui, as cotações do bezerro de doze meses anelorado (7,5@), acumulam alta de 8,1%. Nesse mesmo período, a arroba do boi gordo teve valorização menor que o bezerro, de 3,2%. Com isso, a relação de troca piorou e o poder de compra do recriador e invernista diminuiu. No estado, atualmente com a venda de um boi gordo, com 16,5 arrobas, compra-se 1,77 bezerro de doze meses. Em julho com essa mesma relação comprava-se 1,85 bezerro de doze meses, ou seja, piora de 4,6% na relação de troca. Quando analisamos as categorias mais eradas, o cenário é o oposto. Isso porque as cotações do boi magro (12@), no mesmo período, subiram 0,3%, ou seja, menos do que a alta registrada para a arroba do boi gordo (3,2%). Atualmente com a venda de um boi gordo (16,5@) compra-se 1,34 boi magro. Em julho com essa mesma relação comprava-se 1,30 boi magro, ou seja, melhora de 2,9%. Para o curto prazo, com as condições climáticas mais favoráveis, a recuperação das pastagens deve ocorrer, fato que pode estimular as negociações.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar sobe ante real com maior aversão ao risco no exterior

O dólar terminou a terça-feira em alta ante o real, sob influência da maior aversão ao risco no mercado internacional, em meio a preocupações com a economia norte-americana e a guerra comercial Estados Unidos-China

O dólar avançou 0,44 por cento, a 3,8592 reais na venda, depois de bater a mínima de 3,8182 reais. Na máxima, com a piora do mercado, bateu em 3,8686 reais. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,50 por cento. “A queda abrupta nos juros de dez anos nos Estados Unidos está preocupando o mercado, o que dá para pensar que a questão de risco está motivando uma corrida para o dólar”, avaliou o economista-chefe da corretora Spinelli, André Perfeito. Ele se referia à inversão na curva de juros norte-americana algo que não ocorria há uma década, o que levantou preocupações sobre uma possível recessão no país. Mais cedo, o dólar recuava ante o real num movimento patrocinado pelo exterior, com a percepção de menos juros nos Estados Unidos, e ainda com nova atuação do Banco Central. “O dólar perdendo terreno contra as principais divisas globais (parece ser um) movimento que indica remeter ao (banco central dos EUA) Fed e a (chairman) Jerome Powell mais cautelosos em termos de aperto monetário pelos EUA”, escreveu a corretora H.Commcor para justificar o movimento de mais cedo. O Banco Central fez na terça-feira mais dois leilões de linha —venda com compromisso de recompra—, onde colocou integralmente a oferta de 1 bilhão de dólares, com o objetivo de dar liquidez ao mercado. No final de novembro, a autoridade já havia injetado 3 bilhões de dólares em novos leilões de linha, além de ter rolado todo o vencimento de 1,250 bilhão de dólares que venciam neste dia 4.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda de mais de 1% com piora em NY

A bolsa paulista fechou com o Ibovespa em queda de mais de 1 por cento na terça-feira, sucumbindo ao forte recuo nos pregões norte-americanos, onde os negócios foram pressionados por preocupações com o crescimento econômico e ceticismo quanto a um desfecho rápido para o embate comercial entre EUA e China

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,33 por cento, a 88.624,45 pontos. Mais cedo, no melhor momento, chegou a trabalhar acima dos 90 mil pontos. O volume financeiro somou 15,247 bilhões de reais. Profissionais da área de renda variável citaram que o mercado brasileiro foi contaminado pelo aumento de aversão a risco no exterior. “O cenário externo piorou muito rápido e o mercado no Brasil não aguentou”, disse um dos operadores ouvidos pela Reuters. Em Wall Street, o S&P 500 recuava quase 3 por cento e o Dow Jones perdia 2,7 por cento no final do pregão, com o movimento de queda em rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, principalmente nos prazos maiores, sendo interpretado como sinal de alerta de desaceleração econômica. A repercussão positiva da trégua de 90 dias acordada entre EUA e China para adoção de novas tarifas também teve vida curta, com a ausência de detalhes mantendo agentes de mercado receosos e se questionando se Washington e Pequim serão capazes de chegar a um acordo no prazo estipulado no último fim de semana. Na cena local, chamou a atenção para a não votação do projeto da cessão onerosa como fator negativo. Dados da B3 na terça-feira também mostraram saídas líquidas de estrangeiros de mais de 500 mil reais do segmento Bovespa no último pregão de novembro, com o mês encerrando com saldo negativo de 3,6 bilhões de reais e o ano alcançando um resultado negativo de 9,5 bilhões de reais.

REUTERS

EMPRESAS

JBS nomeia Gilberto Tomazoni como novo CEO

A JBS anunciou na terça-feira a nomeação de Gilberto Tomazoni como novo Presidente-Executivo, concluindo um processo de sucessão iniciado 15 meses atrás, após a prisão de Wesley Batista

Tomazoni, que ingressou na companhia em 2013 após passagens pela Bunge e pela Sadia (hoje parte da BRF), era o chefe global de operações da JBS desde 2017. Tomazoni assume de imediato no lugar de José Batista Sobrinho, fundador da companhia e hoje com 84 anos de idade, que seguirá como membro do conselho de administração da JBS. Sobrinho assumiu em setembro do ano passado, depois que seu filho que comandava a JBS, Wesley, foi preso sob acusação de uso de informação privilegiada no mercado financeiro, na esteira de um acordo de colaboração com a Procuradoria-Geral da República. A decisão provocou forte reação de acionistas, como do BNDESPar, braço de participações do BNDES, que tinha 21,3 por cento da companhia e defendia abertamente o afastamento da família Batista do comando da empresa. Desde então, Tomazoni já era apontado como um dos mais cotados para assumir o comando do grupo dentro de um processo de sucessão. A companhia realiza uma teleconferência com analistas e investidores na quarta-feira para mais informações sobre a troca de comando da empresa.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Exportação de frango caiu 5,5% em novembro, para US$ 527 milhões

As exportações brasileiras de carne de frango (in natura e processada) renderam US$ 527,3 milhões em novembro deste ano, queda de 5,5% na comparação com os US$ 557,7 milhões registrados no mesmo período de 2017, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

Em volume, os embarques somaram 322,1 mil toneladas de carne de frango, recuo de 1% ante as 325,4 mil toneladas comercializadas em novembro de 2017. Em nota, o Presidente da ABPA, Francisco Turra, minimizou o impacto da queda das exportações em novembro. Segundo ele, os dados do segundo semestre mostram que as vendas de carne de frango estão se recuperando após um primeiro semestre complicado. “Apesar de menor em relação ao mês anterior, o desempenho das exportações de novembro confirma a recuperação do setor no segundo semestre, cuja média de embarques mensais de 382,2 mil toneladas é 4,3% superior ao registrado no ano passado”, afirmou Turra. No acumulado de 2018, as exportações de carne de frango do Brasil ainda caem. Entre janeiro e novembro, a receita com os embarques somou US$ 5,9 bilhões, queda de 10,8% ante os US$ 6,7 bilhões do mesmo intervalo do ano passado, segundo a ABPA. Na mesma base de comparação, o volume exportado diminuiu 6,3%, para 3,7 milhões de toneladas.

VALOR ECONÔMICO

carne suína sobe com retomada da Rússia

As exportações de carne suína in natura aumentaram 11,3% em novembro, para 51 mil toneladas, impactadas pela retomada das vendas para a Rússia após quase um ano de embargo e pela demanda chinesa. Em receita, as exportações de novembro caíram 14,6%, para US$ 94,6 milhões

“A demanda chinesa seguiu sólida em novembro, superando em mais de três vezes o fluxo de exportação para este mercado realizado no mesmo mês do ano passado”, disse o Diretor Executivo da ABPA, Ricardo Santin. “Neste contexto, vemos a retomada dos embarques para a Rússia que, embora em níveis tímidos, sinalizam para uma demanda imediata pela carne suína, considerando que a reabertura dos portos russos ao produto brasileiro ocorreu no início do mês passado.” Nos 11 meses de 2018, as exportações de carne suína in natura somaram 501,2 mil toneladas, volume 8,7% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado. Os embarques geraram US$ 1,02 bilhão, queda de 25,1% ano a ano. 

CARNETEC

INTERNACIONAL

JBS amplia recall de carne bovina associada à salmonela nos EUA

A subsidiária da JBS nos Estados Unidos irá expandir o recall de carne bovina, iniciado em outubro, devido ao aumento de casos de salmonela no país. A princípio, seriam coletadas 2,9 mil toneladas

Ontem, no entanto, o USDA (Departamento de Agricultura americano) anunciou que serão devolvidos à empresa 5,5 mil toneladas, na medida em que os casos de pacientes com a bactéria cresceram. Entre as carnes afetadas está a moída, embalada entre 26 de julho e 7 de setembro, e distribuída para varejistas e outras instituições nos EUA. Segundo o USDA, foram identificados 246 pacientes de 16 Estados americanos com a bactéria. Alguns não estavam relacionados a produtos do primeiro recall, diz o órgão. A infecção pela salmonela, a forma mais comum de intoxicação alimentar nos EUA, causa diarreia, febre e câimbras. A maioria das pessoas se recupera em uma semana ou menos, sem tratamento.

VALOR ECONÔMICO

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