CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 875 DE 09 DE NOVEMBRO DE 2018

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Ano 4 | nº 875 | 09 de Novembro de 2018

 ABRAFRIGO

Decisão sobre o FUNRURAL, publicada no Diário Oficial da União, seção 1 – número 216 de 09/11/2018

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NOTÍCIAS

Operação da PF prende Joesley Batista e políticos

A Polícia Federal (PF) prendeu nesta sexta-feira o empresário sócio do grupo J&F, Joesley Batista, e Demilton Antonio de Castro, também do grupo, em investigação que apura a atuação de uma suposta organização criminosa na Câmara dos Deputados e no Ministério da Agricultura (MAPA)

Inicialmente, houve a informação da prisão do executivo Ricardo Saud, mas a PF informou que ele ainda deve se apresentar. A Operação Capitu cumpre 63 mandados de busca e apreensão e 19 de prisão temporária, todos expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). As ações ocorrem em São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Paraíba e no Distrito Federal. O portal G1 reportou ainda a prisão do vice-governador de Minas Gerais, Antonio Andrade. Também foram presos o ex-ministro da Agricultura Neri Geller (PP-MT), eleito deputado federal no pleito deste ano, e o deputado estadual João Magalhães (MDB-MG). A PF instaurou um inquérito policial em maio, baseado em declarações prestadas pelo doleiro e delator Lúcio Bolonha Funaro, sobre supostos pagamentos de propina a servidores públicos e agentes políticos que atuavam direta ou indiretamente no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em 2014 e 2015. Foi descoberto que uma organização criminosa atuaria na Câmara dos Deputados e no Mapa, integrada por empresários e executivos da J&F, segundo as investigações. A JBS, empresa do grupo J&F, dependia de normatizações e licenciamentos do Mapa e teria passado a pagar propina a funcionários do alto escalão do Ministério em troca de atos de ofício, “que proporcionariam ao grupo a eliminação da concorrência e de entraves à atividade econômica, possibilitando a constituição de um monopólio de mercado”, afirma a PF. As supostas propinas eram negociadas, geralmente, com um deputado federal e entregues aos agentes políticos e servidores do MAPA pelo operador Lúcio Funaro, de acordo com o inquérito. Entre os atos de ofício praticados pelos servidores do ministério, destacam-se a expedição de atos normativos, determinando a regulamentação da exportação de despojos; a proibição do uso da ivermectina de longa duração; e a federalização das inspeções de frigoríficos. O grupo empresarial teria pago R$ 2 milhões pela regulamentação da exportação de despojos e R$ 5 milhões pela proibição do uso da ivermectina de longa duração.

VALOR ECONÔMICO

BOI/CEPEA: Apesar da pressão da indústria, indicador se sustenta

Disparidade entre os valores da arroba diminuiu neste início de novembro

A disparidade entre os valores da arroba diminuiu neste início de novembro. Segundo operadores consultados pelo Cepea, a pressão exercida pela indústria aumentou, devido às escalas de abate mais alongadas – as compras de lotes maiores a preços superiores no final de outubro e o relativo aumento da oferta de animais possibilitaram esse alongamento. Ainda assim, alguns fechamentos de negócios a valores maiores são observados, o que acabou sustentando as cotações neste início de novembro. De 31 de outubro a 7 de novembro, o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa subiu ligeiro 0,69%, fechando a R$ 146,15 na quarta-feira, 7.

CEPEA/ESALQ

Boi: Melhora da oferta colabora para queda dos preços da arroba

A desova da boiada de final de cocho associado a demanda calma, mesmo com o início do mês, tiraram a sustentação do mercado e houve queda em seis praças no fechamento de hoje para a arroba do boi gordo

Em São Paulo, a desvalorização foi de 0,3% na comparação dia a dia. A arroba está cotada, em média, em R$148,50, a prazo, livre de Funrural. Porém, foram registradas indústrias ofertando preços abaixo da referência. As escalas de abate paulista giram em torno de seis dias. A única alta ocorreu no Sul da Bahia, onde a chuva dificultou o embarque do gado e diminui a oferta de animais. A arroba subiu 0,7% na região, frente ao fechamento de ontem (7/11). Com o recebimento dos salários, a expectativa é de melhora na demanda pela carne, e isso deu firmeza nos preços no mercado atacadista de carne bovina com osso. O boi casado de animais castrados está cotado, em média, em R$9,86/kg, valorização de 1,1% desde o último levantamento. A margem das indústrias que não fazem a desossa está em 17,6%, o que representa alta de 1,3 ponto percentual, na comparação diária. 

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Ibovespa cai 2,4% em dia de noticiário intenso

O Ibovespa caiu pelo terceiro pregão seguido nesta quinta-feira, passando para o vermelho em novembro e ficando abaixo dos 86 mil pontos, diante do pessimismo com mercados emergentes, em dia de decisão de juros nos EUA e noticiário corporativo local

Referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 2,39 por cento, a 85.620,13 pontos, na mínima da sessão. No começo do dia, o Ibovespa subiu quase 1 por cento. O volume financeiro do pregão somou 15,9 bilhões de reais. No mês, o Ibovespa agora acumula queda de 2 por cento. No exterior, o ETF IShares MSCI para ações de mercados emergente listado nos EUA caía 2,5 por cento, com a bolsa do México desabando 5 por cento em meio a preocupações sobre proposta de senadores para reduzir ou proibir a cobrança por bancos de tarifas por alguns serviços. Para o operador Alexandre Soares, da BGC Liquidez DTVM, o movimento também refletiu mudanças de portfólios, com saída de emergentes para mercados desenvolvidos. Os principais índices de Wall Street tinham queda no fim da tarde, mas menores do que as vistas no emergentes. O S&P 500 cedia 0,3 por cento. Nos EUA, o Federal Reserve manteve a taxa de juros estável nesta quinta-feira, em linha com o esperado, e disse que os fortes ganhos no mercado de trabalho e gastos de consumidores mantiveram a economia no caminho previsto. Em nota a clientes, a equipe da corretora H.Commcor afirmou que a ansiedade dos investidores com a agenda de reformas do próximo governo acaba deixando ativos locais mais propensos a correções e aos movimentos internacionais.

REUTERS

Indicador antecedente de emprego no Brasil registra 8ª queda em outubro e aponta incertezas, diz FGV

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) recuou em outubro pelo oitavo mês seguido, indicando elevada incerteza no mercado de trabalho, de acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV)

O IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, registrou em outubro queda de 0,2 ponto sobre o mês anterior e chegou a 90,8 pontos, voltando ao nível registrado em dezembro de 2016. O IAEmp “teve mais um recuo mostrando a continuação do processo de ajuste de expectativas. O recuo do IAEmp mostra a reversão do otimismo quanto ao dinamismo da atividade econômica que teve desempenho abaixo do esperado em 2018. Além disso, ainda existe a incerteza quanto ao crescimento em 2019”, explicou o economista da FGV/Ibre Fernando de Holanda Barbosa Filho em nota. O Indicador Coincidente de Emprego (ICD), que capta a percepção das famílias sobre o mercado de trabalho, mostrou no mês avanço de 2,6 pontos em outubro, para 100,2 pontos, voltando ao nível de dezembro de 2017, quando atingiu 100,3 pontos. “O aumento do ICD mostra um mercado de trabalho ainda bastante difícil para o trabalhador. O recuo suave das taxas de desemprego ainda não foi suficiente para fazer com que o trabalhador sinta uma melhora na situação atual do mercado de trabalho”, acrescentou Barbosa Filho.

REUTERS

Dólar termina dia estável ante real e à espera de Fed

O dólar recuou 0,03 por cento, a 3,7382 reais na venda, depois de oscilar entre a mínima de 3,7167 reais e a máxima de 3,7647 reais. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,15 por cento

Na terça-feira, eleições parlamentares nos Estados Unidos garantiram o comando da Câmara dos Deputados ao Partido Democrata, enquanto os republicanos de Donald Trump garantiram a continuidade de seu domínio no Senado. Dessa forma, é esperado que Trump enfrente dificuldades, por exemplo, para implementar uma nova rodada de corte de impostos, o que poderia fazer com que o Federal Reserve tivesse mais trabalho em assegurar a inflação sob controle. Por ora, o Fed prevê pelo menos 5 altas de juros até o início de 2020, com um aumento em dezembro, três em 2019 e o último no início do ano seguinte. O dólar operava em alta ante a cesta de moedas nesta sessão e também ante divisas de países emergentes, como o peso chileno e a lira turca. Internamente, os investidores continuaram acompanhando o noticiário político, à espera de novidades sobre a reforma da Previdência e também sobre a formação do novo governo. A notícia de que o governo poderá promover alterações na Previdência por meio de mudanças infraconstitucionais, ou seja, sem a necessidade do alto quórum no Congresso para emendas à Constituição, teve uma leitura positiva pelos agentes. Na véspera, os Senadores aprovaram requerimento que confere regime de urgência para projeto de lei que promete viabilizar a realização de um mega leilão de áreas para a produção de petróleo do pré-sal. Por outro lado, também aprovaram reajuste de 16,38 por cento para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), com impacto bilionário nas contas públicas.

REUTERS

EMPRESAS

BRF tem prejuízo líquido de R$812 mi no 30 trimestre

A processadora brasileira de alimentos BRF registrou prejuízo maior que o esperado no terceiro trimestre, de acordo com dados divulgados na quinta-feira, com os embargos comerciais e queda nas vendas pesando sobre esforços de gestão para transformar a empresa dona das marcas Sadia e Perdigão. Em seu segundo conjunto de resultados depois de uma reorganização administrativa que se seguiu a resultados financeiros e operacionais ruins, a BRF teve prejuízo líquido de 812 milhões de reais, ante previsão de perda de 443 milhões de reais.

REUTERS

Para bater meta de Parente, venda de ativos da BRF deve render R$ 3 bi

Para atingir os R$ 5 bilhões do plano de emergência anunciado em agosto para reduzir o endividamento, a BRF deve obter cerca de R$ 3 bilhões com a venda dos ativos na Argentina, Tailândia e Europa, disse hoje o CEO e presidente do conselho de administração da empresa, Pedro Parente

Em teleconferência com analistas para comentar os resultados da empresa no terceiro trimestre, Parente minimizou a “ansiedade” do mercado com o sucesso da venda de ativos. “Não achamos que é procedente”, afirmou ele, ressaltando que o processo para a venda dos ativos segue dentro do cronograma. A BRF quer fechar as vendas até o fim do ano. Os recursos só entrarão no caixa da companhia no começo do próximo ano. Pela primeira vez, o CEO da BRF detalhou o cronograma para a venda dos ativos. Segundo Parente, as ofertas vinculantes pelas operações devem ser feitas até 15 de dezembro. Segundo Parente, 12 empresas demonstraram interesse pelos ativos na Argentina. Dessas, oito foram selecionadas para BRF para seguir na concorrência. No caso dos ativos argentinos, há propostas pelo conjunto ou também em partes — as operações da BRF no país sul-americano contemplam negócios de carne suína, carne de frango e alimentos processados. No mercado, a avaliação é que a venda fatiada seria mais fácil de ser realizada pela BRF. O Itaú BBA e o Bradesco BBI assessoram a BRF na venda dos ativos na Argentina. No caso dos negócios na Tailândia e Europa, a venda será feita conjuntamente. As duas operações são imbricadas, uma vez que carne de frango cozida produzida na Tailândia é praticamente toda exportada ao continente europeu. Atualmente, cinco companhias avaliam o negócio para uma possível oferta vinculante, disse Parente. Ao todo, oito empresas fizeram ofertas não-vinculantes pelos ativos da BRF na Europa e Tailândia, afirmou Parente.

VALOR ECONÔMICO

JBS publica relatório que comprova boas práticas na compra de gado do Bioma Amazônia

A JBS divulgou seu novo relatório anual de auditoria independente que atesta que, em 2017, 99,99% de suas compras de gado realizadas de fazendas localizadas no Bioma Amazônia foram realizadas de acordo com o Compromisso Público da Pecuária e a sua Política de Compra Responsável de Matéria-Prima

O resultado ficou acima do último relatório, de 2016, quando a empresa alcançou 99,97% de conformidade. Os dados foram avaliados pela empresa de auditoria independente DNV GL, reconhecida mundialmente por trabalhos de auditoria socioambiental. Entre os critérios definidos pelo Compromisso Público da Pecuária estão a não aquisição de animais de fazendas com desmatamento, que possuam áreas embargadas pelo Ibama, que utilizem áreas protegidas – como terras indígenas ou unidade de conservação ambiental – para criação de gado ou, ainda, que tenham casos de utilização de mão de obra análoga à escrava. A DNV GL analisou mais de 9,9 mil operações de compra de gado realizadas ao longo do ano passado pelas 21 unidades da Companhia que operam no Bioma Amazônia. Para garantir que a compra de matéria-prima atenda aos critérios socioambientais estabelecidos, a empresa possui um sistema de monitoramento que verifica as condições das fazendas de todos os seus fornecedores de gado. O sistema utiliza imagens de satélite, dados georreferenciados das fazendas e informações de órgãos de governo como base para a análise diária de mais de 80 mil fornecedores de gado no Brasil – mais de 49 mil estão na região amazônica. O sistema de monitoramento da JBS realiza o mapeamento, por meio de análise de imagens de satélite, de aproximadamente 59 milhões de hectares (590 mil km²) na Amazônia, área que abrange mais de 400 municípios.

Assessoria JBS

FRANGOS & SUÍNOS

SUÍNOS/CEPEA: Início de mês e retomada das compras russas impulsionam preços

Suíno vivo negociado no mercado independente registrou ligeira valorização na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea neste início de novembro

O suíno vivo negociado no mercado independente registrou ligeira valorização na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea neste início de novembro. Segundo pesquisadores do Cepea, a alta esteve atrelada tanto ao período de início de mês, quando a procura costuma aumentar, quanto às expectativas de agentes diante da notícia de retomada das importações da carne suína brasileira pela Rússia – o país, que era o principal destino do produto nacional até novembro do ano passado, interrompeu as compras da proteína em dezembro de 2017. Entre 31 de outubro e 7 de novembro, o preço do suíno vivo negociado na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba) subiu 0,7%, fechando com média de R$ 3,85/kg nessa quarta-feira, 7. Em Goiânia (GO), o animal teve valorização de 0,4%, sendo comercializado a R$ 3,80/kg nessa quarta.

CEPEA/ESALQ

Embarques de carne de frango retrocedem quase 7% no ano

Os dados consolidados da SECEX/MDIC, incluindo in natura, industrializados e a carne de frango salgada, confirmam que as exportações de outubro passado permaneceram estáveis – tanto em relação ao mês anterior como ao mesmo mês de 2017

O volume global dos quatro principais itens exportados (frango inteiro, cortes, industrializados e carne salgada), alcançou um volume não muito superior a 356 mil toneladas, ou um aumento de 0,23% sobre as 355,6 mil toneladas de setembro e a uma redução de 0,66% sobre as 358,5 mil toneladas de outubro do ano passado. Completados os 10 primeiros meses do ano, o total embarcado está próximo de 3,353 milhões de toneladas, redução de 7% em relação a idêntico período de 2017. Mas como a queda nos embarques vem sendo acompanhada de reduções no preço médio, a receita cambial gerada por essas exportações, próxima de US$5,387 bilhões, enfrenta recuo maior, superior a 11%. A média mensal até aqui registrada pelo setor – da ordem de 335 mil toneladas – sugere volume anual em torno dos 4,020 milhões de toneladas, 5% a menos que o alcançado em 2017 (4,234 milhões de toneladas). Mas a média dos últimos três meses (366,6 mil toneladas mensais) sinaliza resultado um pouco maior, da ordem de 4,086 milhões de toneladas. Tal desempenho, se confirmado, vai significar redução anual da ordem de 3,5%.

AGROLINK

INTERNACIONAL

Carne bovina deve manter margens fortes nos EUA, diz Marfrig

Os lucros na indústria americana de carne bovina continuarão atraentes por pelo menos três anos, segundo o Presidente da Marfrig, que em abril adquiriu um dos maiores frigoríficos dos Estados Unidos.

José Eduardo Miron disse que a demanda por carne bovina deve continuar forte em um mercado maduro no qual a oferta não deve experimentar nenhuma expansão significativa em um futuro próximo, em particular devido à escassez de mão- de-obra. “Não esperamos para tão cedo uma redução ou qualquer alteração no ciclo”, disse Miron, em entrevista por telefone, após a divulgação dos resultados da empresa com sede em São Paulo. A Marfrig adquiriu neste ano uma participação majoritária na National Beef, que tem sede em Kansas City, Missouri, nos EUA, em junho. A Marfrig divulgou receita líquida superior à estimativa mais elevada dos analistas. Além disso, a empresa gerou fluxo de caixa livre pela primeira vez desde o fim de 2016, ajudada pelo desempenho de suas operações nos EUA. Os resultados no Brasil também melhoraram, embora as margens continuem pressionadas pela demanda doméstica fraca e pelo acesso limitado aos mercados de exportação, disse Miron. A empresa busca ampliar o número de unidades com permissão para exportar para a China e a Europa e também os embarques para os países do Oriente Médio.

Bloomberg

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