CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 863 DE 23 DE OUTUBRO DE 2018

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Ano 4 | nº 863 | 23 de Outubro de 2018

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo de estável à baixa

O maior volume de boiadas ofertadas deixou o mercado frouxo. Os compradores abriram a semana com ofertas de compra fracas

Na ponta vendedora de carne, o escoamento está fraco, o que de certa maneira também explica o pouco interesse de compra de boiadas. Parte dos frigoríficos estava fora das compras. Na última segunda-feira (22/10), das trinta e duas praças pesquisadas pela Scot Consultoria, a arroba do boi gordo caiu em dez, ficou estável em 21 e subiu em uma, considerando o preço a prazo. A cotação subiu da região Sul da Bahia, onde a oferta de boiadas não está grande. Na região, o boi gordo está cotado, em média, em R$141,00/@, à vista, livre de Funrural, alta de 0,7% em relação à última sexta-feira (19/10). No mercado atacadista de carne bovina com osso, os preços caíram. O boi casado de animais castrados ficou cotado, em média, em R$9,63/kg, queda de 1,4% frente ao fechamento da última semana. Na comparação com o início do mês, a desvalorização foi de 3,8%.

SCOT CONSULTORIA

Carne bovina com preços pressionados no atacado

Mais uma semana na qual os preços da carne bovina não ganham firmeza no atacado. Nos últimos sete dias os cortes desvalorizaram em média, 0,1%

Se por um lado o aumento da oferta de gado confinado ajudou a amenizar o custo de produção dos frigoríficos, por outro, a demanda interna tem tido dificuldade para absorver este aumento da produção de carne. Além disso, a desvalorização do dólar frente ao real tem estreitado a margem das indústrias. Este cenário tem diminuído a competitividade da carne bovina brasileira no mercado internacional e pode prejudicar a atratividade da exportação daqui para frente. Mas para os próximos dias (segunda quinzena de outubro) as desvalorizações podem ser mais consistentes, ainda mais se houver algum estoque remanescente que teria como destino o mercado externo.

SCOT CONSULTORIA

Portas fechadas para carnes brasileiras

“O mercado internacional é extremamente complexo, principalmente China e Rússia. Não sabemos exatamente o que pensam. A única regra certa em relação à Rússia e à China é que não há regra. Isso vai de acordo com conveniências políticas e econômicas”, afirmou o Presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Péricles Salazar. O dirigente, que representa pequenos e médios frigoríficos, também destacou a ofensiva internacional feita por Blairo Maggi logo após a Carne Fraca, quando dezenas de importadores haviam se fechado

Em clima de despedida do governo Temer e cada vez mais distante da política partidária, o Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, encerrará sua gestão à frente da Pasta com um gosto amargo na boca, ao menos no campo internacional. Apesar dos esforços para ampliar a participação brasileira no comércio de commodities agrícolas, os últimos anos serão lembrados por fechamentos de mercados relevantes às carnes. Com o cenário global conturbado pela guerra comercial entre EUA e China, o Ministério da Agricultura viu sua credibilidade golpeada pela sequência de investigações da Operação Carne Fraca, que despertou a atenção do mundo para as fragilidades sanitárias brasileiras. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e estimativas de entidades que representam frigoríficos mostram que, desde março de 2017 — quando a Carne Fraca foi deflagrada —, os exportadores brasileiros de carne perderam o acesso a mercados que tinham o potencial para agregar mais de US$ 1,8 bilhão anuais. No ano passado, as vendas externas de carnes renderam US$ 15 bilhões. As exportações de carnes de frango e suína são as mais afetadas pelas restrições. Segundo projeção divulgada em agosto pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os volumes dos embarques de carne de frango cairão de 2% a 3% este ano, enquanto os de carne suína deverão diminuir de 10% a 12%. Além da própria perda de mercado, há também a frustração de expectativas. Diversas previsões e promessas feitas por Blairo Maggi sobre a reabertura de mercados relevantes, como o de carne bovina in natura dos Estados Unidos e o das carnes bovina e suína da Rússia, não se confirmaram. Nem mesmo o apelo feito pelo presidente Michel Temer ao presidente russo, Vladimir Putin, funcionou. Parceiro tradicional do Brasil no comércio agrícola, a China também não dá sinal de que retirará o antidumping à carne de frango. O veto da União Europeia a 20 frigoríficos, imposto após a Operação Trapaça (terceira fase da Carne Fraca), também está longe de um desfecho positivo.

https://www.valor.com.br/agro/5941785/portas-fechadas-para-carnes-brasileiras

VALOR ECONÔMICO

‘Maior da história’, Refis do Funrural tem baixa adesão

Criado há mais de um ano pelo governo para renegociar cerca de R$ 17 bilhões em dívidas do agronegócio acumuladas nos últimos anos, o Refis do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) arrecadou R$ 323,65 milhões até semana passada

Desde agosto de 2017, apenas 6.425 contribuintes aderiram ao programa de parcelamento de débitos. A estimativa inicial da Receita Federal era arrecadar pelo menos R$ 1,5 bilhão com o chamado Programa de Regularização Tributária Rural (PRR) durante esse período. O universo total de agricultores, pecuaristas e agroindústrias com passivos que possuem dívidas com a contribuição previdenciária chega a 18 mil devedores. A razão para tão baixo desempenho desse que é considerado pelos tributaristas como o maior Refis da história até hoje, porém, está nas sucessivas prorrogações de prazo. À revelia da equipe econômica, que vê nesse tipo de renegociação um incentivo ao mau pagador, o prazo para adesão a mais esse Refis já foi prorrogado por quatro vezes. E o governo vai ter que aceitar outra prorrogação. Por causa da pressão da bancada ruralista, o Congresso acaba de aprovar mais uma extensão do prazo, de 10 de outubro para 31 de dezembro deste ano. Esta extensão ainda depende de sanção presidencial. Nos últimos dias, a JBS emitiu um fato relevante ao mercado anunciando que aderiu ao Refis, com o intuito de parcelar débitos que somam R$ 2,4 bilhões com a contribuição previdenciária, descontados juros e multas, porém, que serão pagos ao longo de 19 anos e 8 meses, em 236 parcelas mensais – os devedores dessa contribuição previdenciária têm 15 anos, prorrogáveis por mais cinco para parcelar suas dívidas. A empresa é a maior devedora do Funrural, mas outros grandes frigoríficos, como Marfrig e Minerva, também ingressaram no programa.

VALOR ECONÔMICO

Irã aprova compra de gado vivo do Brasil; setor pode movimentar 100 mil cabeças/ano

O Irã aprovou a importação de gado vivo do Brasil, informou na segunda-feira o Ministério da Agricultura brasileiro, que recebeu o sinal positivo da organização veterinária da república islâmica.

Países muçulmanos em geral compram gado vivo para realizar o abate halal, de acordo com suas tradições. Mas o Irã também é importante importador da carne bovina brasileira. Em 2017, foi o terceiro maior, com aquisições avaliadas em 560 milhões de dólares, segundo dados da indústria. A estimativa do setor, segundo o ministério, é de que o mercado iraniano tem potencial para adquirir anualmente 100 mil cabeças de bovinos do Brasil, com perspectiva de expansão conforme se intensificarem as relações comerciais. “Foram decisivos para a abertura deste mercado sucessivos reconhecimentos sanitários obtidos nos últimos anos junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), como o reconhecimento do Brasil como livre de febre aftosa com vacinação e de pleuropneumonia contagiosa e de risco insignificante para encefalopatia espongiforme bovina (EEB, o Mal da Vaca Louca)”, disse o Diretor do Departamento de Saúde Animal, Guilherme Marques, em nota. Ele lembrou que Santa Catarina é livre de febre aftosa sem vacinação e destacou que as tratativas entre o DSA e os iranianos vinham sendo mantidas desde final de 2014, tendo em vista que são “complexas.

Os próximos países que poderão comprar bovinos do Brasil são a Tailândia e a Indonésia. A diversificação dos mercados é favorável aos produtores e pode propiciar a negociação de outras commodities”, afirmou Marques.

REUTERS

Centro-Oeste volta a liderar valor da produção agropecuária

Impulsionado por mais uma colheita robusta de grãos na safra 2017/18, comercializada a preços atraentes, o Centro-Oeste está reassumindo neste ano a liderança do valor bruto da produção (VBP) agropecuária na divisão por regiões do país

Segundo o Ministério da Agricultura, o VBP da agricultura do Centro-Oeste alcançará R$ 124,1 bilhões em 2018, ao passo que o VBP da pecuária chegará a R$ 42 bilhões. Na soma das duas áreas, serão R$ 166,1 bilhões, mais que o Sul (R$ 143,8 bilhões no total), líder em 2017, e o Sudeste (R$ 142,8 bilhões).

VALOR ECONÔMICO

ECONOMIA

Ibovespa fecha em alta com expectativa positiva para safra de balanços

O Ibovespa fechou em alta na segunda-feira, puxado pelo avanço de mais de 3 por cento dos papéis da mineradora Vale, com agentes financeiros atentos ao começo da temporada de resultados nesta semana

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 1,63 por cento, a 85.596,69 pontos. O volume financeiro somou 11,7 bilhões de reais. A safra de balanços das companhias listadas no Ibovespa começa na quarta-feira, com Fibria, Localiza, Vale, Via Varejo e WEG. A expectativa no mercado é de números sólidos, em particular de empresas de commodities. A equipe do BTG Pactual afirmou em nota a clientes ter uma visão positiva para o período, principalmente ante o segundo trimestre, que foi marcado por eventos atípicos. Mas disse não ver grandes oportunidades de negócios em papéis de grande liquidez, pois o mercado já precificou uma boa recuperação. Em Wall Street, a segunda-feira começou com ganhos, mas o fôlego arrefeceu e os pregões fecharam sem uma tendência única.

REUTERS

Brasil abre 137.336 vagas formais de trabalho e tem melhor setembro desde 2013

O Brasil registrou criação líquida de 137.336 vagas formais de emprego em setembro, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado na segunda-feira pelo Ministério do Trabalho, no desempenho mais forte para o mês desde 2013. A agropecuária foi o único setor no vermelho, com fechamento de 2.688 postos de trabalho no mês

No acumulado dos nove primeiros meses do ano, houve criação líquida de 719.089 vagas, informou o Caged. A um trimestre do fim de 2018, o retrato se distancia do observado nos últimos três anos, quando o governo contabilizou mais demissões que contratações, sob os efeitos da dura recessão econômica que atingiu o país. Em 2015, houve o fechamento de 1,535 milhão de vagas, número que caiu a 1,327 milhão em 2016. No ano passado, a melhora foi significativa, mas o saldo final seguiu negativo, com fechamento de 13.329 postos. Dos oito setores pesquisados em setembro, sete tiveram performance positiva, com destaque para o de serviços, que abriu 60.961 postos. Em seguida vieram indústria da transformação (+37.449), comércio (+26.685) e construção civil (+12.481). A agropecuária foi o único setor no vermelho, com fechamento de 2.688 postos de trabalho no mês. Em relação às possibilidades abertas pelas novas leis trabalhistas, o Brasil criou 4.281 postos de trabalho intermitente e 1.974 empregos em regime de tempo parcial em setembro, sempre considerando o saldo líquido. No mesmo período, foram registradas 13.019 demissões mediante acordo entre empregador e empregado. A taxa de desemprego no Brasil caiu pela quinta vez seguida no trimestre até agosto, a 12,1 por cento, de acordo com os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Contudo, o fraco ritmo da economia continuava a criar apreensão, com a marca das pessoas que desistiram de procurar uma recolocação chegando a 4,754 milhões no período.

REUTERS

Dólar fecha em leve queda ante real

O dólar fechou em leve queda nesta segunda-feira, em dia fraco de notícias econômicas. O dólar recuou 0,74 por cento, a 3,6872 reais na venda. A moeda chegou a cair mais de 1 por cento durante a sessão, sendo cotada em queda ante o real durante a maior parte do pregão

Na mínima, alcançou 3,6702 reais. Na máxima, foi a 3,7218 reais. O dólar futuro caía cerca de 0,7 por cento. O mercado aguarda para terça-feira a divulgação da prévia da inflação oficial de outubro. O IPCA-15 deve ter subido a 4,59 por cento nos 12 meses até outubro, de acordo com a mediana de 16 projeções colhidas em pesquisa Reuters. A moeda norte-americana chegou a subir dois centavos contra o real após o início do pregão, em parte por atrair compradores quando a cotação foi abaixo de 3,70 reais e também acompanhando o desempenho no exterior, onde subia ante o peso mexicano e a lira turca, de acordo com o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado.  “É uma segunda-feira de agenda fraca e o volume está pequeno, o mercado oscila muito fácil em relação aos ativos”, explicou Amado, acrescentando não acreditar “que o mercado vai desmontar posições e aprofundar a queda durante a semana”. “Vai prevalecer a cautela”, acrescentou. No exterior, a promessa de mais estímulos depois que a China revelou medidas de mudanças de impostos para sustentar a economia e empresas ajudava os mercados emergentes, em um dia de maior alívio também com o orçamento italiano depois que a agência de classificação Moody’s manteve a perspectiva estável do país.

REUTERS

Balança comercial tem superávit de US$ 1,4 bi na 3ª semana de outubro

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,408 bilhão na terceira semana de outubro, informou o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. No período, as vendas ao exterior somaram US$ 5,334 bilhões e as compras US$ 3,925 bilhões

Com o desempenho, o saldo comercial positivo no mês soma US$ 4,586 bilhões e, no ano, chega a US$ 48,9 bilhões. As exportações até a terceira semana de outubro cresceram 19%, pelo critério de média diária, na comparação com outubro de 2017. As vendas de US$ 1,069 bilhão, por dia, foram puxadas pelo aumento dos embarques nas três categorias de produtos. Os básicos lideraram o avanço e cresceram 40,4% para US$ 566,1 milhões, com destaque para petróleo bruto, arroz, soja, minérios de manganês e carne bovina. As vendas de manufaturados cresceram 5,5% para US$ 351,6 milhões, e as de semimanufaturados subiram 4,5% para US$ 147,1 milhões. Na ponta contrária, as importações cresceram 13,9% em média, para US$ 741,8 milhões, no acumulado do mês. Nesse comparativo, houve avanço dos gastos com adubos e fertilizantes (97,9%), químicos orgânicos e inorgânicos (36,0%), farmacêuticos (35,1%), combustíveis e lubrificantes (25,9%) e equipamentos mecânicos (8,9%).

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

BB-BI prevê resultados negativos para JBS; BRF e Marfrig devem vir positivas

A próxima temporada de balanços financeiros, referente ao terceiro trimestre de 2018, tende a apresentar resultados negativos para a JBS e positivos para a BRF e a Marfrig Global Foods, prevê o BB – Banco de Investimentos

“No entanto, os preços mais altos do milho e as restrições impostas às exportações brasileiras de carne de aves e suína devem compensar parcialmente os aumentos de margem”, avalia a analista sênior Luciana Carvalho. Para o BB-BI, a JBS deve reportar resultados negativos na comparação anual, principalmente em razão da menor demanda, que afeta os preços e, consequentemente, as margens; e os números da Seara, que podem reverter o impacto negativo da greve sobre o resultado do segundo trimestre, mas devem continuar amargando com o maior custo de grãos. Em contrapartida, destaca-se positivamente a JBS USA Beef com demanda consistente nos mercados interno e externo; e a JBS Beef do Brasil, que deverá apresentar recuperação de margens devido a fortes exportações e um câmbio favorável. “Portanto, no consolidado esperamos uma margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 8% ante 10,5% registrados no terceiro trimestre de 2017”, estima a análise. Além disso, conforme informado pela JBS em 1º de outubro, a empresa pode relatar um efeito negativo de aproximadamente R$ 2,4 bilhões no lucro líquido relacionado à adesão do programa Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural). Já a BRF, depois de atingir o ponto mais baixo, pode começar a mostrar uma recuperação gradual a partir do terceiro trimestre de 2018, “a nosso ver, apesar de uma base ainda difícil de comparação anual”. Do lado positivo, a instituição financeira espera alguma reação de margem no Brasil, devido aos resultados positivos decorrentes de ajustes na oferta e preços ao longo do trimestre, conforme anunciado pela empresa. Quanto à Marfrig, diante da venda da Keystone e do novo ativo nos Estados Unidos, a National Beef, agora totalmente considerada no trimestre, a perspectiva é que a companhia apresente resultados positivos relativos entre julho e setembro.

Estadão

FRANGOS & SUÍNOS

Expectativa de aumento da demanda por carne suína nos próximos meses

Com a entrada da segunda quinzena do mês, a demanda ficou mais lenta e isso se refletiu nos preços do suíno no atacado em São Paulo. Na última semana, a carcaça apresentou queda de 1,7% e tem sido negociada, em média, em R$5,70/kg

Nas granjas paulistas os preços se mantiveram nas mesmas bases. O animal terminado está cotado, em média, em R$73,00/@. Apesar dos recentes recuos, o mercado de suínos vem apresentando recuperação desde julho. Na média mensal, os preços na granja e no atacado tiveram valorização de 22,5% e 24,0%, respectivamente, no período. A expectativa é que os preços se mantenham firmes nos próximos meses, reflexo do típico aquecimento sazonal da demanda em período de final de ano.

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

Acordo entre Mercosul e União Europeia fica mais distante

Na equipe do candidato Jair Bolsonaro (PSL), há quem defenda acabar com o próprio Mercosul e substituí-lo por um conjunto de acordos bilaterais. O próprio candidato disse, na propaganda eleitoral, que o bloco precisa ser repensado

O início de um novo governo no Brasil deverá colocar em banho-maria as negociações para um acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia.Na equipe do candidato Jair Bolsonaro (PSL), há quem defenda acabar com o próprio Mercosul e substituí-lo por um conjunto de acordos bilaterais. O próprio candidato disse, na propaganda eleitoral, que o bloco precisa ser repensado. Se a ideia for adiante, vai jogar por terra o que se tentou nas duas últimas décadas, que era um entendimento entre dois conjuntos de países. “As negociações continuam”, disse ao Estado o Ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes. Ele contou que houve recentemente uma rodada de negociações de nível técnico em Montevidéu, no qual foram listados os pontos que, na visão do Mercosul, ainda estão pendentes na negociação. O documento seria enviado como resposta a uma carta da comissária europeia de Comércio, Cecilia Malmström, que igualmente lista os pontos em que não há consenso. “Nunca estivemos tão perto de fechar essa negociação”, assegurou o Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge. Os técnicos seguem trabalhando nos temas que faltam. Num esforço para fechar o acordo com a UE, o Mercosul colocou sobre a mesa uma proposta que leva à abertura do mercado local para os europeus. Ficariam exceções, como o vinho brasileiro e os lácteos uruguaios. Em contrapartida, a proposta da UE mantém limites para o ingresso, em seu mercado, dos produtos do Mercosul. Ela continua impondo cotas consideradas inaceitáveis. É o caso da oferta para a carne bovina. Esse é o ponto em que as negociações empacaram.

Estadão

EUA: em setembro, foram alojados 11,4 milhões de cabeças em confinamento

O número de bovinos confinados nos Estados Unidos para estabelecimentos de engorda com capacidade de 1.000 ou mais cabeças totalizou 11,4 milhões de cabeças em primeiro de outubro de 2018, 5% a mais que em 2017, de acordo com o Serviço Nacional de Estatísticas Agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (NASS/USDA)

O rebanho incluiu 7,09 milhões de novilhos e bezerros, um aumento de 2% em relação ao ano anterior. Este grupo foi responsável por 62% do estoque total. As novilhas e bezerras foram responsáveis por 4,31 milhões de cabeças, 11% a mais que em 2017. As colocações de animais em confinamento durante agosto foram de 2,05 milhões de cabeças, 5% a menos que no mesmo período do ano anterior.  As colocações líquidas foram de 1,99 milhão de cabeças. A comercialização de boi gordo em setembro totalizou 1,72 milhão de cabeças, 4% a menos que em 2017. Outras saídas totalizaram 57.000 cabeças durante setembro, 2% a menos do que em 2017.

USDA

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