
Ano 4 | nº 858 | 16 de Outubro de 2018
NOTÍCIAS
Carne bovina no varejo: menor margem desde meados de janeiro
Na semana passada, no varejo, os preços dos cortes bovinos tiveram ajuste positivo de 0,1%, em média, em São Paulo, Minas Gerais e Paraná. No Rio de Janeiro foi oposto, as cotações dos cortes cederam 0,1%
As variações, apesar de pequenas, ilustram o cenário de firmeza do consumo. Em São Paulo, por exemplo, os preços acumulam alta de 0,9% em 30 dias. Embora os preços estejam sustentados, a margem do varejo é a menor desde meados de janeiro deste ano. Atualmente a diferença entre o preço pago pela carne no atacado e o da carne vendida nas gôndolas e prateleiras está em 57%.
SCOT CONSULTORIA
Mercado do boi gordo com preços frouxos
Aos poucos, o mercado vem perdendo a firmeza observada desde o início deste semestre
A oferta de gado confinado tem aumentado, cenário comum para o segundo giro de confinamento, mas a demanda não acompanhou o maior volume de carne disponível no mercado interno, colaborando com preços mais frouxos. Das trinta e duas praças pesquisadas pela Scot Consultoria, na última segunda-feira (15/10) houve queda em sete e alta apenas em uma, considerando o preço a prazo da arroba do boi gordo. Nas regiões onde a oferta de gado confinado é menor, o mercado segue firme, é o caso do Sul de Minas Gerais, por exemplo. Na região, o boi gordo ficou cotado, em média, em R$142,50/@, a prazo, livre de Funrural. Alta de 0,4% frente ao fechamento da última semana (11/10). A entrada da segunda quinzena do mês, período normalmente com queda do consumo, deve manter os preços patinando.
SCOT CONSULTORIA
Aftosa: Roraima cria barreira de proteção próxima à Venezuela
Brasil instituiu uma zona de proteção no município de Pacaraima, em Roraima, ao longo da região de fronteira ao sul da Venezuela, dentro de zona brasileira livre de febre aftosa com vacinação. A medida consta da Instrução Normativa 52, publicada no dia 8 de outubro no Diário Oficial da União
Em setembro do ano passado, quando o Ministério da Agricultura encaminhou à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) pedido para que o Brasil fosse reconhecido como livre da febre aftosa com vacinação, apresentou também a proposta da criação da zona de proteção em Pacaraima. O reconhecimento foi dado em maio deste ano, exceção para o Estado de Santa Catarina, que tem status de área livre da doença sem vacinação.
GLOBO RURAL
ECONOMIA
IPC-S avança 0,52% na 2ª quadrissemana de outubro, diz FGV
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou alta de 0,52 por cento na segunda quadrissemana de outubro, sobre 0,53 por cento na primeira leitura do mês, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira. Nesta leitura, o destaque ficou com o grupo Habitação, que avançou 0,10 por cento, de aumento de 0,23 por cento no levantamento anterior.
REUTERS
Mercado volta a elevar expectativa para inflação, mas reduz conta para dólar
O mercado voltou a aumentar a projeção para a inflação neste ano, mas reduziu a expectativa para o dólar, além de deixar inalterados os cenários para a atividade econômica e para taxa básica de juros
A pesquisa Focus divulgada na segunda-feira pelo Banco Central mostrou que a expectativa agora é de uma inflação de 4,43 por cento em 2018 e de 4,21 por cento em 2019, sobre 4,40 e 4,20 por cento respectivamente no levantamento anterior. O centro da meta oficial para este ano é de 4,50 por cento e, para 2019, de 4,25 por cento. A margem de tolerância para ambos os anos é de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. O aumento nas expectativas para a alta do IPCA acontece apesar da redução na conta para o dólar este ano a 3,81 reais, de 3,89 reais antes, e para 3,80 reais em 2019, de 3,83 reais. Entretanto, para este ano a projeção para os preços administrados foi elevada a 7,84 por cento, 0,11 ponto percentual a mais do que na pesquisa anterior. Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), entretanto, permanece o cálculo de 1,34 por cento neste ano e de 2,50 por cento no próximo. Este é primeiro levantamento realizado semanalmente pelo BC com projeções feitas após o primeiro turno da eleição à Presidência da República. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que não mudou a perspectiva de que a Selic terminará este ano a 6,5 por cento e 2019 a 8 por cento. O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, também manteve sua projeção para este ano em 6,5 por cento, mas aumentou a do ano que vem de 7,88 por cento para 8 por cento.
REUTERS
Dólar recua mais de 1% ante real com otimismo eleitoral e exterior
O dólar terminou a segunda-feira com queda de mais de 1 por cento e abaixo de 3,75 reais, acompanhando a trajetória da moeda norte-americana no exterior
O dólar recuou 1,18 por cento, a 3,7342 reais na venda, depois de marcar a mínima de 3,7132 reais. O dólar futuro caía cerca de 1,40 por cento. Um pequeno fluxo de ingresso de recursos favoreceu o recuo da moeda, já que ocorreu em ambiente de menor volume, inflando a trajetória do dólar, segundo profissionais. No exterior, o dólar caía ante a cesta de moedas em meio a tensões geopolítica e ainda com dados de vendas no varejo nos Estados Unidos mais fracos do que o esperado em setembro. A moeda norte-americana também perdia valor ante as divisas de países emergentes, com destaque para a lira turca, que subia pelo segundo dia após a após a libertação e o retorno do pastor norte-americano detido Andrew Brunson, o que elevava a esperança de alívio nas relações entre Estados Unidos e Ancara.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta guiado por Vale e Petrobras; Smiles desaba
O Ibovespa fechou em alta na segunda-feira, apoiado no avanço de mais de 2 por cento da Vale, após dados recordes de produção, enquanto Smiles desabou quase 40 por cento com planos da controladora Gol de incorporá-la
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,53 por cento, a 83.359,76 pontos. Na máxima, subiu 1,64 por cento. O giro financeiro somou 20,3 bilhões de reais, inflado pelo vencimento de opções sobre ações, que totalizou 6,1 bilhões de reais, com opções de compra de papéis preferenciais da Petrobras respondendo pelos maiores giros do exercício. Além do exercício de opções, a sessão também foi marcada por ajustes ao movimento dos ADRs brasileiros em Nova York na sexta-feira, quando a B3 não funcionou em razão de feriado no país. Os ADRs da Vale, por exemplo, subiram 2 por cento e os de Petrobras ON, mais de 3 por cento.
REUTERS
EMPRESAS
PF usa troca de mensagens para indiciar Abílio Diniz e Pedro Faria em operação Trapaça
No relatório final da operação Trapaça entregue na segunda-feira à Justiça Federal, a Polícia Federal usou a troca de mensagens por meio do aplicativo WhatsApp e acesso a emails para indiciar o empresário Abílio Diniz e o ex-presidente da empresa de alimentos BRF Pedro de Andrade Faria
Os executivos são suspeitos de terem cometido crimes de estelionato, contra a saúde pública, falsidade ideológica e organização criminosa, de acordo com o documento obtido pela Reuters. Ao todo, foram 43 indiciados na operação. Caberá ao Ministério Público Federal decidir se oferece denúncia com base nas conclusões da polícia, se pede novas diligências ou se arquiva a apuração, por não considerar haver provas para fazer uma acusação criminal contra os citados. “Destaca-se a participação ativa, em caso envolvendo a detecção de resíduo tóxico em carne de frango pelas autoridades chinesas (Dioxina), de Pedro de Andrade Faria (à época Diretor-Presidente global do grupo BRF), Abílio dos Santos Diniz (à época Presidente do Conselho da BRF) e José Carlos Reis de Magalhães Neto, sócio da Tarpon Investimentos”, segundo o relatório. O delegado anota que, contudo, o que ocorreu na conversa foi a “lamentação” dos executivos do vazamento da informação, a interlocução com a então Ministra da Agricultura, a senadora Kátia Abreu (PDT-TO), e a tomada de medidas com o objetivo de “abafar” a disseminação de fatos descritos em matéria veiculada na imprensa nacional. Abílio Diniz foi presidente do conselho de administração da BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, e desde 2016 é membro do conselho de administração do grupo Carrefour. Em nota, a BRF afirmou que afastou preventivamente os funcionários citados no relatório da Polícia Federal “até o esclarecimento dos fatos” e que vem mantendo conversas com as autoridades encarregadas das investigações, para “colaborar com o esclarecimento dos fatos”. Tarpon, Magalhães Neto e Carrefour não comentaram o assunto. Procurada, a Península Participações, responsável pelos investimentos de Diniz, afirmou que o empresário “não cometeu nenhuma irregularidade como Presidente do Conselho de Administração da BRF”. Segundo a Península, “não existem elementos que demonstrem irregularidades cometidas por Abilio Diniz”.
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Marfrig suspende atividades de planta frigorífica em Mineiros após incêndio
A Marfrig anunciou que suspendeu as atividades de uma planta frigorífica de Mineiros, em Goiás, que responde por cerca de 4,5 por cento da capacidade total de abate da empresa, devido a incêndio de médias proporções ocorrido na sexta-feira
“A expectativa é de que a paralisação temporária da planta de Mineiros não afete materialmente o desempenho operacional da companhia, uma vez que parte de sua produção será redirecionada para outras plantas”, disse empresa em comunicado na segunda-feira. O incêndio ocorreu na sexta-feira, quando a planta estava fechada devido a um feriado nacional, portanto não houve colaboradores afetados pelo incêndio, segundo a Marfrig.
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JBS renova antecipadamente linha de crédito rotativo de U$900 mi nos EUA
A JBS renovou antecipadamente uma linha de crédito rotativo de 900 milhões de dólares nos Estados Unidos, pelos próximos cinco anos, em condições similares à operação anterior, disse a empresa em fato relevante nesta segunda-feira
A nova linha de crédito foi sindicalizada por 11 bancos em condições de preço similares à operação anterior, que tinha o vencimento previsto para setembro de 2019, disse a JBS. Além disso, a subsidiária JBS Austrália contratou com um banco australiano nova linha de crédito rotativo, no valor de 200 milhões de dólares australianos, garantida pelos próximos dois anos. “A contratação das duas operações assegura e amplia a liquidez das subsidiárias da companhia nos Estados Unidos e Austrália e também demonstra a confiança dos bancos locais na solidez e desempenho dos negócios da JBS naquelas respectivas regiões”, disse a empresa em fato relevante.
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Acionistas da Minerva aprovam aumento de capital de R$ 1 bi Os acionistas da Minerva Foods, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, aprovaram na segunda-feira, 15, em assembleia o aumento de capital privado de R$ 1 bilhão e a mudança da cláusula de proteção à dispersão acionária (poison pill) da companhia, segundo investidores que acompanharam a assembleia
A reunião ocorreu em Barretos, no interior de São Paulo, onde fica a sede da companhia. O aumento de capital aprovado será de até R$ 1,059 bilhão, através da emissão de 165 milhões de ações ordinárias pelo preço de R$ 6,42. O aumento mínimo é de R$ 527,389 milhões. O capital social da Minerva atual é de R$ 150,4 milhões. Após a aprovação, os atuais acionistas terão 30 dias para subscrever as ações que serão emitidas. O total de R$ 1 bilhão que será captado pela Minerva por meio da emissão de ações será usado para a empresa reequilibrar sua estrutura de capital, reduzindo o endividamento. Os acionistas também aprovaram uma mudança da cláusula de proteção à dispersão acionária, elevando o percentual de obrigatoriedade de realização de oferta pública de aquisição para 33,34%. O percentual anterior era de 20%. Ou seja, o acionista que alcançar essa fatia da Minerva terá que realizar uma oferta de aquisição da totalidade das ações em 30 dias. Não estão obrigados a realizar a oferta os acionistas que atingirem 33,34% de participação através de sucessão legal, de incorporação de sociedade, de incorporação de ações de outra sociedade, de subscrição de ações ou de exercício de bônus de subscrição. Foi aprovada ainda a inclusão da atividade de armazenamento de produtos como mais um objeto social da companhia.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Brasil embarca 165,3 mil toneladas de carne de frango em outubro
O valor pago por tonelada foi menor, representando uma queda de 2,6% referente a setembro e de 10,1% referente a outubro de 2017
O volume representa US$ 247,9 milhões exportados. Na segunda semana de outubro de 2018, com 4 dias úteis, foram embarcadas 165,3 mil toneladas de carne de frango in natura, chegando a US$ 247,9 milhões. A média diária teve uma leve alta de 4,1% em relação ao mês de setembro e alta de 15% em relação a 2017. O valor pago por tonelada foi menor, representando uma queda de 2,6% referente a setembro e de 10,1% referente a outubro de 2017.
Avicultura Industrial
BNDES aprova financiamento de R$ 125 milhões à Castrolanda
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou que aprovou financiamento de R$ 125 milhões à paranaense Castrolanda Cooperativa Agroindustrial
Segundo a instituição, os recursos serão usados na implantação de uma fábrica de leite em pó anexa a uma unidade de beneficiamento de leite já existente em Castro e em uma unidade de produção de leitões em Piraí do Sul. Os dois municípios são no Paraná. A nova fábrica de leite em pó terá capacidade de produção de 3 toneladas por hora e deverá ser inaugurada em agosto do ano que vem. A unidade de leitões, que deverá ser concluída em janeiro, terá capacidade de alojamento de 6,5 mil matrizes. Segundo o BNDES, os recursos serão repassados à cooperativa no âmbito do Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária.
VALOR ECONÔMICO
Suíno Vivo: estabilidade segue presente nesta segunda (15)
Na segunda-feira (15), as cotações do suíno vivo se apresentam estáveis nas principais praças do país, sendo o maior valor de negociação anotado em São Paulo, a R$4,00/kg
O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, referente à quinta-feira (11), também mantém estabilidade em todas as praças. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP ressaltou, em seu boletim divulgado na semana anterior, que a menor oferta de animais para abate tem garantido a sustentação das cotações. Há uma expectativa de preços firmes nos próximos meses, refletindo o bom desenvolvimento das exportações e o aquecimento da demanda de final de ano.
Notícias Agrícolas
Frango Vivo: cotações tendem a ficar estáveis até novembro
Na segunda-feira (15), as cotações do frango vivo seguiram estáveis nas principais praças do país, sendo o maior valor de negociação anotado em São Paulo, a R$3,25/kg
O indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo trouxe estabilidade tanto para o frango na granja, a R$3,25/kg, quanto para o frango no atacado, a R$4,50/kg. O AviSite ressalta que algumas ofertas não programadas em São Paulo já são feitas abaixo do valor da referência, aproveitando a calmaria no mercado. A tendência, contudo, é de manutenção das cotações, algo que deve se estender até novembro.
Notícias Agrícolas
INTERNACIONAL
USDA reduz previsão de produção de carne devido a menores abates
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu sua projeção para a produção total de carne vermelha e frango do mês anterior, citando a redução do nível de gado abatido e de abate comercial de suínos
A produção de carne bovina está reduzida devido ao menor número esperado de animais abatidos no quarto trimestre e menor previsão de peso de carcaça em uma proporção maior de vacas no mix de abate, disse o USDA em seu relatório de Oferta Agrícola e Demanda Estimativa (WASDE) divulgado quinta-feira. Os analistas do Daily Livestock Report observaram que os preços da carne bovina resistiram melhor do que muitos esperavam devido à demanda robusta, bem como aos estoques domésticos que não atingiram os níveis projetados. Mas o aumento do rebanho de animais confinados implica mais disponibilidade de gado para comercialização no próximo ano, fazendo com que o USDA revise suas estimativas de 2019 para cima, disseram os analistas da DLR. Para 2019, a previsão total de produção de carne vermelha e frango aumentou em relação ao mês anterior, já que a maior produção de carne bovina esperada, mais que compensam as menores previsões para a produção de carne suína e de frango. A previsão de produção de carne bovina aumentou a partir do mês passado, com volumes maiores no final de 2018 e início de 2019 sendo comercializados durante 2019. No entanto, os pesos das carcaças foram reduzidos para o início do ano.
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