CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 848 DE 01 DE OUTUBRO DE 2018

abra

Ano 4 | nº 848 | 01 de Outubro de 2018

NOTÍCIAS

A cotação da arroba do boi gordo termina setembro em alta

O mercado, comprador em setembro, determinou a firmeza do mercado

Este cenário resultou em valorização da arroba do boi gordo. Na média de todas as praças pesquisadas pela Scot Consultoria, em setembro, a cotação da arroba do boi gordo subiu 3,5%. Considerando este semestre a alta foi de 8,0%. Na última sexta-feira (28/9) a quantidade de negócios esteve fraca, o que é normal para este dia da semana. Em São Paulo, onde parte das indústrias conseguiu alongar as escalas de abate, não houve oferta de compra abaixo das referências de mercado. No mercado atacadista de carne bovina com osso, o boi casado terminou a semana cotado em R$10,01/kg, alta de 4,6% em setembro. Os frigoríficos estão repassando a alta da cotação do boi gordo.

SCOT CONSULTORIA

12+1 semanas de valorizações no mercado de reposição

Mercado de reposição encerra setembro em alta

Na média de todas as categorias de machos e fêmeas em todos os estados pesquisados pela Scot Consultoria, as cotações tiveram valorização de 0,6% no acumulado do mês. Destaque para o bezerro desmamado, que teve a maior alta entre todas as categorias, 1,0%. Esse já é o terceiro mês consecutivo de altas. A maior firmeza da arroba do boi gordo estimula recriadores e invernistas a investir na reposição, o que explica este cenário de aquecimento no mercado. Com relação ao poder de compra do recriador e invernista, tomando como base São Paulo, não houve alteração em setembro frente a agosto. Tanto a arroba do boi gordo, como as cotações do bezerro de desmama se valorizaram na mesma proporção. Na média de setembro, foram necessárias a venda de 7,9 arrobas de boi gordo para a compra de um bezerro de desmama (6@) anelorado. Para o curto prazo, o mercado de reposição tende a se manter aquecido, seguindo de perto a firmeza da arroba do boi gordo. Além disso, em algumas regiões as chuvas já deram “as caras”, o que já sinaliza que a recuperação das pastagens se aproxima, fato que pode estimular a comercialização no médio prazo.

SCOT CONSULTORIA

Justiça condena seis envolvidos na Operação Carne Fraca

Réus foram considerados culpados de corrupção passiva e/ou privilegiada; diretor da BRF foi absolvido

O juiz Marcos Josegrei da Silva, da 14.ª Vara Federal de Curitiba, condenou seis réus da Operação Carne Fraca na sexta-feira, 28, por crimes de corrupção passiva e passiva privilegiada. O magistrado absolveu o Diretor de Produção da BRF, André Baldissera, do crime de corrupção ativa. Esta é a terceira sentença da Carne Fraca de um total de seis denúncias ajuizadas pelo Ministério Público Federal. Nesta denúncia, o Ministério Público Federal apontou crimes praticados junto à BRF no Paraná, Goiás e Minas Gerais. A Procuradoria da República identificou a exigência de vantagem indevida de fiscais agropecuários do Paraná para funcionário da companhia, consistente na emissão de documento falso, para a prática de fraude processual em procedimento administrativo disciplinar do ministério. Quem são os Condenados

– Maria do Rocio Nascimento: 3 anos e 4 meses por corrupção passiva convertidos em penas restritivas de direito em regime aberto. Como firmou delação premiada, vai cumprir a pena imposta pelo acordo. Absolvida pelos crimes de concussão e prevaricação.

– José Antônio Diana Mapelli: 4 anos e 6 meses de reclusão por corrupção passiva em regime semiaberto.

– Dinis Lourenço da Silva: 6 anos de reclusão em semiaberto e 6 meses de detenção por corrupção passiva e corrupção passiva privilegiada.

– Welman Paixão Oliveira: 6 anos de reclusão por corrupção passiva em regime semiaberto. Absolvido do crime de corrupção passiva privilegiada.

– Francisco Carlos de Assis: 4 anos e 4 meses, dos quais 3 anos e 11 meses de reclusão e 5 meses de detenção, por corrupção passiva e corrupção passiva e privilegiada em regime aberto. Absolvido do crime de corrupção ativa.
– Roney Nogueira dos Santos: seis meses de detenção por corrupção passiva privilegiada em regime aberto convertidas em prestação pecuniária. Absolvido de outros crimes atribuídos pela Procuradoria.

ESTADÃO CONTEÚDO

Gado vivo: queda na venda para Turquia deve aumentar oferta no Brasil

Para 2018, a expectativa era exportar em torno de 700 mil animais, mas, até o momento, nem a metade da meta foi cumprida

A diminuição das negociações de gado vivo com a Turquia pode influenciar o aumento na oferta de carne bovina no mercado interno. Para as indústrias, isso significa um bom sinal, mas o pecuarista pode acabar recebendo menos pela arroba do boi gordo. É possível ter um produto excelente e atuar em um mercado promissor, mas se 80% das negociações ocorrem com um cliente, é arriscado. É o que acontece com a exportação de gado vivo do Brasil para a Turquia. Alguns contratos, inclusive, já estão sendo cancelados. “Nós sempre exportamos um navio com 27 mil cabeças todo mês. Neste mês não haverá embarques, estão cancelados até o final do ano”, afirma o produtor e exportador Silvio de Castro Cunha. O Brasil estava enviando para a Turquia quase 480 mil cabeças por ano. Para 2018, a expectativa girava em torno de 700 mil, mas, até o momento, nem a metade da meta foi cumprida. Para onde vão esses animais? Outros mercados teriam que ser conquistados. O analista Cesar Castro afirma que tanto o Oriente Médio quanto a China seriam potenciais parceiros da exportação brasileira, mas o processo não é simples. Para ele, além da distância, a exportação de bois vivos também é um processo mais demorado do que no caso da carne em contêiner.

CANAL RURAL

ECONOMIA

Dólar sobe e retoma patamar de R$4, mas fecha setembro em queda

O dólar terminou a sexta-feira em alta e de volta ao nível de 4 reais, após três sessões consecutivas de queda, sob influência externa e da cena eleitoral doméstica, a pouco mais de uma semana do pleito

Na semana e no mês, entretanto, a moeda recuou, com investidores reduzindo posições compradas, que apostam na alta, após a corrida ao Palácio do Planalto ter se polarizado entre um provável segundo turno entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Com o desfecho eleitoral ainda incerto, outubro começa com previsão de volatilidade. O dólar avançou 1,07 por cento, a 4,0371 reais na venda, acumulando, na semana, queda de 0,26 por cento. No mês, caiu 0,87 por cento, depois de fechar agosto com alta de 8,46 por cento, o maior avanço desde setembro de 2015. No ano até agora, o dólar já ficou 21,80 por cento por cento mais caro. O dólar futuro tinha alta de cerca de 1,20 por cento. Nos últimos três pregões, o dólar caiu com força e fechou a véspera no menor valor em 5 semanas, abaixo de 4 reais, com os investidores, sobretudo estrangeiros, reduzindo posições compradas, com a percepção de que o hedge montado para o pior cenário eleitoral foi exagerado. Um gestor de derivativos de uma corretora local ponderou que, se houver fluxo vendedor nos próximos pregões, a exemplo do que ocorreu nos últimos dias, a moeda norte-americana pode vir a testar novamente os níveis abaixo de 4 reais. Lá fora, o dólar subia ante a cesta de moedas e ante divisas de emergentes em dia de um pouco mais de aversão ao risco após o governo italiano ter divulgado um orçamento para 2019 com um déficit três vezes maior do que sua meta anterior.

REUTERS

Ibovespa cai com embolso de lucros, mas encerra setembro com alta de 3,5%

O Ibovespa fechou a sexta-feira em queda em dia de realização de lucros, mas teve alta de 3,5 por cento em setembro, apoiado na entrada de capital estrangeiro, enquanto especulações sobre o desfecho da eleição presidencial seguiram ditando volatilidade

O principal índice de ações da B3 caiu 0,82 por cento, encerrando o dia cotado a 79.342,42 pontos. O volume financeiro da sessão somou 10,76 bilhões de reais. No acumulado da semana, o Ibovespa mostrou variação negativa de 0,13 por cento. Mas no mês e no terceiro trimestre, o índice subiu 3,5 e 9 por cento, respectivamente. No ano, o indicador registra alta de 3,85 por cento. Após o Ibovespa bater 80 mil pontos na véspera, investidores preferiram embolsar lucros, especialmente com papéis de bancos. Na visão do estrategista Carlos Sequeira, do BTG Pactual, a performance do Ibovespa em setembro teve apoio da melhora do humor no mercado internacional, que ajudou no fluxo de recursos para emergentes em geral e beneficiou a bolsa paulista, com o desempenho puxado principalmente por Vale e Petrobras. Ele pondera, contudo, que a B3 também foi influenciada pela expectativa de que a campanha eleitoral possa se mover para um viés mais de centro quando o segundo turno começar. “Essa expectativa, combinada com fatores externos, tem ajudado a bolsa a se sustentar”, afirmou.

Dados da B3 mostram entrada líquida de capital externo de mais de 2 bilhões de reais em setembro até dia 26.

REUTERS

IBGE: agropecuária contrata 40 mil empregados em um ano

Na direção oposta, construção, transporte, armazenagem e correio tiveram cortes de vagas

O setor de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura contratou 40 mil empregados no período de um ano, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A indústria abriu 19 mil vagas. A atividade de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas – que inclui alguns serviços prestados à indústria – registrou um crescimento de 121 mil vagas em um ano. Também houve aumento no contingente de trabalhadores do comércio (+42 mil), alojamento e alimentação (+96 mil empregados), outros serviços (+260 mil pessoas), administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (+473 mil vagas) e serviços domésticos (+156 mil). Na direção oposta, a construção cortou 195 mil postos de trabalho. O total de ocupados na atividade encolheu 2,8% no trimestre encerrado em agosto de 2018 ante o mesmo período de 2017. Também houve corte de vagas em transporte, armazenagem e correio, com 19 mil demissões, uma queda de 0,4% na ocupação no setor.

ESTADÃO CONTEÚDO

Vendas de supermercados do Brasil crescem 3,64% em agosto, diz Abras

As vendas de supermercados no Brasil em agosto cresceram 3,64 por cento em termos reais ante igual período de 2017 e 1,35 por cento sobre julho, informou na sexta-feira a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). No acumulado em 2018 até agosto, o setor teve alta real de 1,99 por cento ante mesmo intervalo de 2017

Em termos nominais, as vendas de supermercados cresceram 7,97 por cento no mês passado e 5,48 por cento no ano.  “Após mostrar desaceleração no acumulado de julho, o autosserviço brasileiro voltou a crescer em agosto”, disse o Presidente da Abras, João Sanzovo Neto, em nota. “No atual cenário econômico e político instável do Brasil, manter números positivos é muito significativo”, acrescentou. No fim de julho, a Abras reduziu para 2,53 por cento a projeção de alta das vendas do setor supermercadista em 2018, ante estimativa inicial de 3 por cento, diante da previsão de menor crescimento do PIB para o ano, a alta do dólar e a queda na produção industrial. Ainda segundo a pesquisa, o preço da cesta de produtos Abrasmercado em agosto caiu 1,26 por cento sobre julho, para 458,53 reais. Os itens que mais se desvalorizaram mês a mês foram cebola (-21,13 por cento), batata (-12,23 por cento), massa sêmola espaguete (-6,87 por cento) e tomate (-6,38 por cento). Na outra ponta, xampu, farinha de trigo, extrato de tomate e desinfetante foram os produtos que mais encareceram.

REUTERS

Taxa de desemprego cai a 12,1% no Brasil no tri até agosto; desânimo permanece alto

A taxa de desemprego no Brasil caiu pela quinta vez seguida no trimestre até agosto, mas as apreensões devido ao ritmo fraco da economia continuam a afetar os trabalhadores, que seguem desanimados quanto ao mercado de trabalho

Nos três meses até agosto a taxa de desemprego foi a 12,1 por cento, de 12,3 por cento no trimestre até julho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. No mesmo período do ano passado a taxa era de 12,6 por cento. A Pnad Contínua mostrou ainda que no período o número de desempregados no Brasil era de 12,707 milhões, contra 12,868 milhões nos três meses até julho e 13,113 milhões no mesmo período de 2017. O desalento dos trabalhadores, entretanto, continua sendo a marca do mercado, com 4,754 milhões de pessoas que desistiram de procurar uma recolocação no trimestre até agosto. Nos três meses até julho o número de desalentados era de 4,818 milhões. Nos três meses até agosto eram 32,968 milhões de pessoas com carteira assinada no setor privado, queda de 1,3 por cento sobre o ano anterior. O emprego sem carteira no setor privado, por outro lado, registrou aumento de 4,0 por cento na comparação com 2017, chegando a 11,191 milhões de trabalhadores. O rendimento médio do trabalhador alcançou 2.225 reais no trimestre até agosto, contra 2.216 nos três meses até julho e 2.196 reais no mesmo período de 2017. O Brasil registrou em agosto criação líquida de 110.431 mil vagas formais de emprego no melhor desempenho para o mês em cinco anos.

REUTERS

EMPRESAS

Em entrevista, Minerva promete solucionar dívida

Os últimos doze meses foram bem diferentes para o frigorífico Minerva, conhecido por ter as finanças sob controle. Mas o cenário mudou

O Minerva viu sua alavancagem praticamente dobrar de tamanho e seu patrimônio líquido ficar negativo. Hoje, o índice de alavancagem, medido pela relação entre a dívida líquida e o Ebitda (lucro antes de impostos e amortizações), está em cinco vezes – valor considerado muito alto pelo mercado. A saída anunciada pela companhia foi um aumento de capital na B3 e a abertura de capital de sua subsidiária, Athena Foods, no Chile, marcado para o ano que vem. Em entrevista à Exame, Fernando Queiróz e Edison Ticle, Presidente e diretor financeiro da empresa, respectivamente, falam sobre os planos para diminuir o endividamento e sobre o futuro da companhia, que faturou 14 bilhões de reais no ano passado. Veja  entrevista:

http://www.pecuaria.com.br/info.php?ver=23294

RevistA EXAME

Tarpon vende ações e reduz sua fatia na BRF para 4,95%

A gestora de recursos Tarpon, que liderou a ampla reforma na gestão da BRF iniciada em 2013, com o empresário Abilio Diniz à frente do conselho de administração, reduziu sua participação na companhia de alimentos para 4,95%, forçada pelos contínuos resgates de investidores

A informação foi divulgada ao mercado no início da noite de sexta-feira. O último dado público, do fim de 2017, indicava que a fatia da Tarpon na BRF estava em 8,55%. Pelas regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), só há obrigatoriedade de atualização dos dados a cada 5%. Não há, portanto, como determinar com precisão quando as vendas das ações foram feitas. Mas tudo indica que foi ao longo deste ano. A Tarpon, fundada pelos sócios José Carlos Reis Magalhães, Eduardo Mufarrej e Pedro de Andrade Faria, chegou a ter mais de 11% do capital da BRF, que nasceu da fusão entre Perdigão e Sadia há dez anos como uma companhia sem controlador, com capital disperso na bolsa. Esse percentual foi alcançado em 2015, ano em que a empresa alcançou seu maior valor de mercado, R$ 63 bilhões — na sexta-feira, eram R$ 18 bilhões, com uma queda de 40% este ano. A crise na BRF, marcada por prejuízos nos últimos dois anos, contaminou os negócios da própria Tarpon. A perda de rentabilidade do fundo, pela queda no valor da empresa de alimentos, levou a resgates expressivos de recursos. Ao longo de 2017, a companhia teve uma saída líquida de investimentos — soma de captações e resgates — de R$ 687 milhões. Nos primeiros seis meses deste ano, os resgates somaram R$ 375 milhões. A venda de ações da BRF pela Tarpon acontece durante a maior crise da companhia e, portanto, em seu pior momento de mercado.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Exportação avícola do PR tem melhor bimestre da história

O Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar) informou na quinta-feira (27) que os meses de julho e agosto registraram números históricos de exportação para a avicultura do estado

De acordo com levantamento da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic), foram exportadas 313,6 mil toneladas de carne de frango no quarto bimestre do ano. O resultado corresponde a um aumento de 11,8% em relação ao mesmo período em 2017 (280,3 mil toneladas). Os bons resultados nas exportações refletiram em um aumento nos abates nas plantas estaduais. Segundo dados do sindicato, agosto registrou 156 milhões de frangos abatidos, número 9,11% maior que julho e que representa o segundo melhor resultado do ano, atrás apenas de janeiro (157,6 mil). Os números apurados nos meses de julho e agosto deste ano representam, respectivamente, 37,62% e 37,61% das exportações de carne de frango do Brasil. Esse resultado era de 33,17% em julho e de 34,67% em agosto de 2017.

CARNETEC

FRANGO/CEPEA: valorização do vivo favorece relação de troca por insumos

Na parcial do mês, a tonelada do derivado registra média de R$ 1.374,05 na região de Campinas (SP). Os preços do frango vivo subiram em setembro, influenciados pela menor oferta de animais nas granjas.

Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário está atrelado à redução no alojamento, devido aos altos custos com ração e aos reflexos da greve dos caminhoneiros no final de maio. A recuperação nos valores do animal vivo neste mês, por sua vez, tem favorecido o poder de compra de produtores frente aos principais insumos da atividade (milho e farelo de soja). Dentre as regiões paulistas acompanhadas pelo Cepea, a da Grande São Paulo registra a maior valorização do animal vivo, de 5% no comparativo com agosto e de expressivos 27% em relação a setembro/17, com média de R$ 3,11/kg na parcial deste mês. O valor do farelo de soja também subiu em setembro, mas em menor intensidade que os do frango vivo. Na parcial do mês, a tonelada do derivado registra média de R$ 1.374,05 na região de Campinas (SP), alta de 2,5% em relação à de agosto. Já os preços do milho vêm recuando, pressionados pelo maior interesse de venda e pela menor demanda. Em Campinas, a saca de 60 quilos do cereal registra média de R$ 40,35 em setembro, queda de 2% frente à de agosto. Assim, o avicultor de corte da Grande São Paulo consegue comprar 4,7 quilos de milho ou 2,26 quilos de farelo de soja com a venda de um quilo de frango vivo neste mês, 7% e 2,4% a mais, respectivamente, que o adquirido em agosto com a mesma venda.

CEPEA/ESALQ

INTERNACIONAL

EUA ameaçam liderança do Brasil no agronegócio na União Europeia

O Brasil poderá perder o posto de principal fornecedor de produtos agropecuários para a União Europeia. As importações dos países europeus do bloco somaram € 11,9 bilhões (R$ 55,5 bilhões) no Brasil nos últimos 12 meses até julho. Esse valor corresponde a R$ 56 bilhões, com base na cotação de R$ 4,68 por euro do Banco Central

Os Estados Unidos, país que ocupa o segundo lugar no ranking dos principais exportadores para a União Europeia, exportaram o correspondente a € 11 bilhões (R$ 51,4 bilhões), conforme dados da Comissão Europeia. O Brasil passa por um período de dificuldades nas vendas de alguns produtos para a Europa, que se aproxima mais dos Estados Unidos devido à guerra comercial dos americanos com os chineses. Em julho, as exportações brasileiras de produtos agropecuários para a União Europeia recuaram 3%, enquanto as dos Estados Unidos subiram 24%.  Para diminuir as tensões com os Estados Unidos no setor industrial, os europeus prometeram comprar mais produtos agrícolas dos americanos. Já o Brasil tem dado preferência às vendas da oleaginosa para os chineses, que pagam, inclusive, um valor superior ao praticado na Bolsa de Chicago. Três países se destacaram na relação comercial com os europeus em julho. Além dos Estados Unidos, China e Chile também ganharam espaço. Já o Brasil, em um ranking de 20 países, teve a 16ª pior atuação. Um dos motivos é o setor de proteínas. Líder nas exportações de carne de frango para a União Europeia até o ano passado, o Brasil vem perdendo espaço e foi superado pela Tailândia.  Nos sete primeiros meses deste ano, as compras europeias de carne de frango recuaram 39% do Brasil, em relação a igual período de 2017. O mesmo não ocorre, porém, com a carne bovina. De janeiro a julho do ano passado, 35% da carne bovina importada pela União Europeia tinha saído do Brasil. No mesmo período deste ano, o percentual subiu para 39%. Os europeus gastaram € 115 bilhões (R$ 537 bilhões) na importação de alimentos de agosto de 2017 a julho de 2018.

Folha de São Paulo

Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3088 8124

https://www.facebook.com/abrafrigo/

 

abrafrigo

Leave Comment