CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 839 DE 18 DE SETEMBRO DE 2018

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Ano 4 | nº 839 | 18 de setembro de 2018

NOTÍCIAS

Oferta restrita continua ditando rumo do mercado do boi gordo

A última segunda-feira (17/9) foi de poucos negócios concretizados no mercado do boi gordo. Porém, a oferta restrita de boiadas ainda dita o rumo das cotações do boi gordo, que tiveram alta em duas praças pecuárias

No Sul de Goiás, a arroba do boi teve aumento de R$1,00 frente ao fechamento da sexta-feira (14/9), valorização de 0,7%. Para região de Dourados-MS, desde o início do mês a alta foi de 2,8% e a arroba ficou cotada em R$146,00, a prazo, livre de Funrural. Foram observadas indústrias com dificuldades em alongar as escalas de abates e essas ofertam preços acima da referência. Em São Paulo, a cotação se manteve estável e as escalas de abate giram em torno de cinco dias. Para a vaca gorda a valorização foi de 0,7%, na comparação diária.

SCOT CONSULTORIA

Firmeza nos preços da carne bovina no atacado

Pela terceira semana os preços da carne bovina aumentaram no atacado

Na comparação semanal, a valorização média de todos os cortes pesquisados pela Scot Consultoria foi de 1,2%. Desde o início do movimento de alta, o aumento foi de 3,1%. O momento atual de entressafra resulta na diminuição da oferta de matéria-prima, fator que colabora com a firmeza nos preços. Mas não só de oferta formam-se os preços. Por mais que exista a impressão de que a demanda por carne bovina nos últimos meses esteja fragilizada, segundo os últimos dados do IBGE, o abate de bovinos no primeiro trimestre de 2018 foi 4,3% maior do que no mesmo período de 2017. E, neste mesmo intervalo, na média de todos os cortes da carne bovina os preços se sustentaram, ao menos em valores nominais, ou seja, se há mais bovinos sendo abatidos, há mais carne sendo produzida e como os preços não cederam, o consumo, ao que tudo indica, foi suficiente para atender o incremento da produção. Além disso, o mercado externo também colaborou com o escoamento da produção e sustentação das cotações. Segundo dados do MDIC, o Brasil exportou 1,7% mais de carne bovina in natura nos primeiros seis meses de 2018, frente ao observado no mesmo intervalo do ano passado.

SCOT CONSULTORIA

Missão na Ásia e Oriente busca ampliar e buscar novos mercados

Entre os dias 16 e 1º de outubro equipe liderada pelo Secretário de Defesa Agropecuária irá à China, Hong Kong, Vietnã e Arábia Saudita

Para ampliar e manter os mercados já conquistados na Ásia e no Oriente, uma missão da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), irá ao Vietnã, China, Hong Kong e Arábia Saudita nos próximos 15 dias (16 a 1º de outubro). Segundo o Secretário Luis Rangel, “será uma grande viagem para negociar com os importadores tradicionais e para conquistar novos clientes. Vamos fazer três grandes escalas. A primeira delas será no Vietnã (país do sudeste asiático) para tratativas no Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento (MARD) para discutir o comércio de carnes, miúdos e farinhas, buscando a ampliação do número de plantas frigoríficas exportadoras. Os encontros serão realizados no dia 19. “Na sequência o destino será Hong Kong, onde serão realizadas rodadas de negócios com o Centre for Food Safety (CFS) do governo e com empresários, que serão as mais importantes desta missão, pois aquele país é o maior mercado consumidor de todas os tipos de carnes (bovina, suína e de frango). O Brasil está negociando novo protocolo sanitário com Hong Kong. Nos dias 24 e 25 a escala será em Xangai, onde o setor produtivo fará apresentações do potencial do segmento cárneo. Em seguida, já em Pequim, na China, entre 26 e 29, será realizada reunião com a área de inspeção e quarentena animal envolvendo a Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Cooperação (Cosban). “Outra agenda importante com os chineses é a tentativa de sair de lá com uma data fechada da próxima missão da China ao Brasil, para a habilitação de novos estabelecimentos de carnes bovinas e de aves. O roteiro já está pré-definido pelo Mapa. A última escala será em Riadi, na Arábia Saudita, para a equipe fazer uma visita diplomática, a fim de mostrar aos sauditas o cuidado com as exportações destinadas aquele mercado que é o mais importante para a carne de aves do Brasil.

MAPA

Porto de Roterdã mantém o rigor na fiscalização de carnes do Brasil

A Operação Trapaça, deflagrada pela Polícia Federal no início de março para investigar fraudes na análise da presença da bactéria salmonela em cargas de carne de frango voltadas à exportação, teve reflexos negativos para a principal empresa envolvida — a BRF — e para os embarques brasileiros em geral que até alteraram de vez as rotinas no porto de Roterdã, na Holanda, a principal porta de entrada de produtos agropecuários brasileiros na Europa

Por causa das investigações da PF, no dia 19 de abril os países-membros da União Europeia decidiram embargar 20 plantas brasileiras que exportam carne de frango ao bloco, medida ainda em vigor. Do total, 12 plantas eram da BRF. “As avaliações ficaram mais rigorosas. E as entregas de carregamentos brasileiros caíram”, confirmou Patrick Van Dijk, inspetor sênior do Ministério da Agricultura da Holanda, ao Valor. Nesse cenário, afirmou Jan Harthoorn, Vice-Presidente de desenvolvimento estratégico da Europa do Agro Merchants Group, empresa responsável pelo armazenamento a frio de carnes que entram na Europa por Roterdã, a Seara, divisão de carnes suína, de aves e produtos processados da JBS, ganhou espaço. Passaram a ser retiradas amostras aleatórias das cargas que, segundo Dijk, vão de 1% a 10% de cada lote — o “teto” é quando há suspeitas específicas de contaminação. Vinte e três veterinários cuidam dessas avaliações, além dos assistentes que auxiliam no processo. As amostras são pesadas, testadas em temperaturas elevadas e mesmo o sabor do produto é checado. As cargas vetadas no escrutínio são devolvidas ao país de origem, destruídas ou transformadas em alimentação destinada a animais de estimação. Em 2017, Roterdã recebeu 11.618 carregamentos de alimentos provenientes do Brasil destinados ao consumo humano. Foram 9.361 cargas de carnes de frango e suína. “Roterdã recebe cerca de 40% da carne brasileira que é consumida na Europa”, afirmou Dijk.

VALOR ECONÔMICO

ECONOMIA

Economia cresce 0,57% em julho e tem 2º mês seguido de alta, aponta índice do BC

A economia brasileira cresceu em julho pelo segundo mês seguido, mas ainda dentro de um quadro de lenta recuperação econômica, com a confiança dos agentes cada vez mais afetada pelas incertezas eleitorais.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB) divulgado na segunda-feira, avançou 0,57 por cento em julho na comparação com junho, segundo dado dessazonalizado. Em junho, o crescimento foi de 3,42 por cento, revisou o BC, após ter divulgado uma leitura de 3,29 por cento para o mês. O forte desempenho reverteu todas as perdas sofridas em maio por conta da greve dos caminhoneiros. Na comparação com julho de 2017, o IBC-Br subiu 2,56 por cento e no acumulado em 12 meses teve alta de 1,46 por cento, segundo o BC, nos dois casos em dados observados. De um lado, o setor de serviços encolheu 2,2 por cento em julho sobre junho, no resultado mais fraco para o mês desde 2011 e bem pior do que o esperado. No mesmo caminho, as vendas no varejo caíram 0,5 por cento, na leitura mais fraca para o mês em dois anos. Apesar de também ter ficado no vermelho, com recuo de 0,2 por cento na mesma base de comparação, a produção industrial veio melhor que a estimativa. Para o ano, a projeção mais recente de economistas ouvidos pela pesquisa Focus, feita semanalmente pelo BC, é de que o PIB aumentará 1,36 por cento, estimativa que foi revisada para baixo pela quarta semana seguida. Oficialmente, o governo estima alta de 1,6 por cento, após ter iniciado o ano prevendo expansão de 3 por cento na atividade. No primeiro trimestre, o PIB teve alta de apenas 0,1 por cento, acelerando o ritmo a uma alta de 0,2 por cento entre abril e junho, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

REUTERS

Dólar cai quase 1% com exterior

O dólar terminou a segunda-feira com queda firme ante o real ajudado ainda pelo cenário externo, onde o dólar recuava ante as moedas de países emergentes. O dólar recuou 1,00 por cento, a 4,1252 reais na venda. Na máxima, logo após a abertura, a moeda foi a 4,2049 reais e, na mínima, perto do fechamento, marcou 4,1157 reais. O dólar futuro tinha perda de cerca de 1,21 por cento

“O vendedor, sobretudo o exportador, apareceu quando a moeda foi a 4,20 reais e, depois, o dólar perdeu força no mercado externo, firmando a queda”, comentou um profissional da mesa de câmbio de uma corretora local. No exterior, o dólar operava em forte baixa ante a cesta de moedas, diante da cautela com a guerra comercial e após o presidente Donald Trump prometer para depois do fechamento dos mercados o anúncio de tarifas sobre 200 bilhões de dólares em produtos chineses. O dólar também caía ante divisas de países emergentes, como o peso chileno. Ante a lira, entretanto, seguia com forte alta, em meio à expectativa por um plano econômico nos próximos dias. O Banco Central ofertou e vendeu integralmente 10,9 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando 5,45 bilhões de dólares do total de 9,801 bilhões de dólares que vencem em outubro.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta de 1,8% e anula perdas do mês em dia de vencimento de opções

O Ibovespa fechou em alta de 1,8 por cento na segunda-feira, anulando as perdas de setembro, com apoio de bancos, Petrobras e BRF, em sessão marcada por vencimento de opções sobre ações e atenções ainda voltadas para o cenário eleitoral

O principal índice de ações da B3 subiu 1,8 por cento, a 76.788,85 pontos. O giro financeiro da sessão somou 12,28 bilhões de reais, inflado pelo exercício de opções, de pouco mais de 3 bilhões. Até a sexta-feira, a queda acumulada no mês era de 1,6 por cento. Com o desempenho desta sessão, o Ibovespa agora tem avanço de 0,15 por cento. Em 11 de setembro, quando fechou no menor patamar do mês, mostrava queda acumulada de 2,6 por cento. Conforme o mercado começa a colocar no preço uma maior probabilidade de um cenário de segundo turno entre Bolsonaro e PT, entre eles as equipes do UBS e da XP Investimentos, tende a agradar a melhora de Bolsonaro nas simulações de segundo turno, disse o gestor Marco Tulli, da Coinvalores. “Talvez não fosse o que mercado mais gostasse, mas é menos ruim do que um candidato com perfil mais à esquerda, como Haddad ou Ciro”, disse o Tulli, da mesa de Bovespa da corretora. Em Wall Street, o S&P 500 caiu 0,56 por cento, sob pressão das ações de Apple e Amazon, ampliando perdas no fim por preocupações sobre um esperado anúncio de Donald Trump de novas tarifas para produtos chineses, o que Pequim prometeu retaliar.

REUTERS

IPC-Fipe desacelera alta a 0,30% na 2ª quadrissemana de setembro

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo desacelerou a alta a 0,30 por cento na segunda quadrissemana de setembro, sobre 0,40 por cento na primeira leitura do mês, informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta terça-feira. O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.

REUTERS

EMPRESAS

Marfrig recebe executivos da National Beef e começa integração entre Américas do Norte e do Sul

Uma comitiva de quatro executivos da norte-americana National Beef chegou na segunda-feira ao Brasil para visitar as operações da Marfrig na América do Sul, informou a companhia de alimentos brasileira, como parte do processo de integração das operações nas duas regiões

A Marfrig anunciou em abril a compra de 51 por cento da National Beef, quarta maior processadora de carne bovina dos Estados Unidos, por 969 milhões de dólares. Na ocasião, a Marfrig informou que os principais executivos da norte-americana permaneceriam na empresa, incluindo o Presidente-Executivo, Tim Klein, que lidera a comitiva que desembarcou em São Paulo. Após a aquisição da National Beef, a Marfrig acertou a venda, em agosto, da totalidade de sua participação na Keystone Foods por 2,4 bilhões de dólares para a norte-americana Tyson Foods. Com as movimentações, a Marfrig também informou em agosto a organização de seus negócios em duas operações: América do Sul, abrangendo Brasil, Uruguai, Argentina e Chile, e América do Norte, que inclui a National Beef. “A vinda do grupo, liderado pelo CEO Tim Klein, marca o avanço no processo de integração das operações América do Sul e América do Norte da Marfrig”, disse a empresa em comunicado. As unidades visitadas serão de Itupeva, em São Paulo, Bataguassu, no Mato Grosso, Pampeano, no Rio Grande do Sul, e Tacuarembó, no Uruguai. A Marfrig disse, no momento da aquisição da National Beef que os resultados da norte-americana seriam consolidados, reduzindo o nível de alavancagem da empresa brasileira para 3,35 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), ante 4,55 vezes no fim do ano passado.

REUTERS

BRF tem novo vice-presidente de Qualidade

A BRF S.A. anunciou na segunda-feira (17) a contratação do ex-executivo da Mondelez International, Neil Peixoto, como seu novo Vice-Presidente de Qualidade, Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) e Sustentabilidade

A contratação de Peixoto é a mais recente alteração em cargos de diretoria pela BRF desde que o CEO Pedro Parente assumiu a liderança do grupo em junho e que outras três contratações para cargos de vice-presidência foram anunciadas no mês seguinte: Sidney Manzaro (Mercado Brasil), Vinícius Guimarães Barbosa (Operações) e Bruno Ferla (Institucional, Jurídica e de Compliance). Peixoto, que atua há mais de 25 anos da indústria de alimentos, substituirá Fabrício Delgado a partir de 1º de novembro, segundo comunicado arquivado pela BRF na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Além de ter atuado na Mondelez como diretor de P&D e Qualidade da Europa e diretor global de P&D e Qualidade para a área de alimentos da empresa nos últimos cinco anos, Peixoto já trabalhou na Kraft Foods entre 2002 e 2017, tendo ocupado o cargo de diretor de P&D para a unidade de Bebidas e Alimentos, entre outras posições. Antes disso, Peixoto trabalhou na Gerência de Food Service da América Latina da Fleischmann & Royal, onde iniciou sua carreira em 1992.

CARNETEC

FRANGOS & SUÍNOS

Desempenho do frango vivo na 2ª semana de setembro

Frango vivo negociado no interior paulista completou a segunda semana de setembro cotado a R$3,25/kg

O frango vivo negociado no interior paulista completou a segunda semana de setembro cotado a R$3,25/kg. Como havia encerrado a semana anterior (8) com a cotação de R$3,10/kg obteve, entre 10 e 15 de setembro (6 dias de negócios), valorização de quase 5%. Os 15 centavos de acréscimo então obtidos ocorreram em duas etapas. A primeira, de 10 centavos, foi registrada logo na segunda-feira (10), o que fez supor ser resultado, apenas, de uma reposição de estoques. Mas o mercado continuou firme nos dois dias seguintes. A ponto de, na quinta-feira (13), propiciar nova alta, desta vez de cinco centavos. Uma vez que este foi o terceiro ajuste do mês (totalizou 25 centavos em apenas sete dias de negócios), a variação em relação a agosto (quando o preço de referência permaneceu inalterado em R$3,00/kg, mas a maioria dos negócios ocorreu na faixa dos R$2,80/kg) vai de um mínimo de 8% a um máximo de 16%. Já na comparação com setembro de 2017 o incremento supera ligeiramente os 25%. 

AGROLINK

Mercado de suínos: melhora de preços no atacado

No mercado físico de cevados, mesmo com a aparente melhora na demanda nos últimos dias, a oferta de animais terminados foi suficiente para atendê-la

No mercado físico de cevados, mesmo com a aparente melhora na demanda nos últimos dias, a oferta de animais terminados foi suficiente para atendê-la. Com isso, os preços permaneceram nas mesmas bases. Nas granjas paulistas o suíno terminado segue negociado, em média, em R$69,00/@. Já são dezoito dias de estabilidade neste elo da cadeia. No atacado, a melhora nas vendas surtiu efeito sobre as cotações. A carcaça passou de R$5,40/kg para os atuais R$5,60/kg, alta de 3,7% nos últimos sete dias. Para o curto prazo, a entrada da segunda quinzena do mês deve diminuir o ímpeto das compras. No dia 12/9, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a pesquisa trimestral dos abates referentes ao segundo trimestre de 2018. De acordo com os dados, o número de suínos abatidos no período foi de 10,8 milhões de cabeças, 1,9% mais que igual período do ano passado.

SCOT CONSULTORIA 

INTERNACIONAL

China diz que não tem escolha a não ser retaliar contra novas tarifas dos EUA

A China afirmou nesta terça-feira que não tem escolha a não ser retaliar contra as novas tarifas comerciais dos Estados Unidos, levantando o risco de que o presidente norte-americano, Donald Trump, possa em breve adotar taxas sobre praticamente todos produtos chineses que o país compra

O comunicado do Ministério do Comércio foi divulgado horas depois de Trump dizer que estava impondo tarifas de 10 por cento sobre cerca de 200 bilhões de dólares em importações da China, ameaçando ainda com taxas sobre 267 bilhões mais se a China retaliar. O breve comunicado não deu detalhes sobre os planos da China, mas o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Geng Shuang, disse em entrevista à imprensa que as medidas dos EUA trouxeram “novas incertezas” às negociações entre os dois países. “A China sempre enfatizou que a única maneira correta de resolver a questão comercial entre China e EUA é através de negociações e consultas realizadas em uma base de respeito igual, sincero e mútuo. Mas nesse momento, tudo que os EUA fazem não dá a impressão de sinceridade ou boa vontade”, completou. Geng disse que não comentaria sobre “hipóteses” como quais medidas Pequim poderia avaliar além de tarifas sobre produtos norte-americanos, dizendo apenas que detalhes serão divulgados no momento apropriado. Trump alertou na segunda-feira que se a China adotar medidas retaliatórias contra as indústrias ou os agricultores norte-americanos “vamos buscar imediatamente a fase três, que se trata de tarifas sobre aproximadamente 267 bilhões em importações adicionais”.

REUTERS

Trump impõe tarifas sobre US$200 bi em produtos chineses e ameaça taxar outros US$267 bi

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na segunda-feira que vai impor tarifas de 10 por cento sobre cerca de 200 bilhões de dólares em produtos chineses, mas deixou de lado relógios inteligentes da Apple e do Fitbit e outros produtos de consumo, como capacetes para ciclistas e cadeirinhas infantis para automóveis

Em comunicado anunciando a nova rodada de tarifas, Trump alertou que se a China tomar medidas retaliatórias contra fazendeiros ou indústrias dos EUA, “vamos buscar imediatamente a fase 3, que são tarifas sobre aproximadamente 267 bilhões de dólares em importações adicionais”. O recolhimento das tarifas sobre a aguardada lista vai começar no dia 24, mas a alíquota vai subir para 25 por cento no fim de 2018, permitindo às companhias dos EUA algum tempo para ajustar suas cadeias de fornecimento em outros países, disse uma autoridade do governo. Os EUA já impuseram tarifas sobre produtos chineses no valor de 50 bilhões de dólares para pressionar a China a fazer mudanças radicais em suas políticas de comércio, transferência de tecnologia e subsídios industriais de alta tecnologia. A escalada das tarifas de Trump sobre a China ocorre após negociações entre as duas maiores economias do mundo para resolver diferenças comerciais não produzirem resultados. O Secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, convidou na semana passada altos funcionários chineses para uma nova rodada de negociações, mas até agora nada foi marcado. A China prometeu retaliar ainda mais as novas tarifas dos EUA, com a mídia estatal defendendo um contra-ataque agressivo. Os ajustes fizeram pouco para apaziguar os grupos de tecnologia e varejo que argumentavam que as tarifas afetariam duramente os consumidores. “A decisão do Presidente Trump de impor mais 200 bilhões de dólares é imprudente e causará danos duradouros às comunidades em todo o país”, disse Dean Garfield, Presidente do Information Technology Industry Council, que representa as principais empresas de tecnologia.

REUTERS

China reporta caso de febre aftosa

47 animais foram abatidos na região de Xinjiang após a confirmação da doença, segundo ministério

O Ministério da Agricultura chinês confirmou na sexta-feira, 14, um surto de febre aftosa em bovinos que estavam sendo transportados da província de Gansu para a região de Xinjiang, segundo informações da agência Reuters. As autoridades locais descobriram o foco no dia 6 de setembro e, no dia 14, foi confirmado o diagnóstico para o tipo O do vírus. O governo local de Xinjiang abateu 47 animais após o surto. De acordo com o ministério, o problema já foi controlado. De acordo com a Drovers, esse é o oitavo caso do tipo O da doença reportado este ano na China. Em agosto, 173 porcos foram abatidos após um surto de febre aftosa no país.

Reuters/Drovers

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