CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 833 DE 10 DE SETEMBRO DE 2018

abra

Ano 4 | nº 833 |10 de setembro de 2018

NOTÍCIAS

Valorização da carne bovina no varejo

São duas semanas com valorizações da carne no varejo em São Paulo, com alta acumulada de 0,28%

O aumento dos preços no mercado atacadista e a expectativa de melhora no escoamento nos próximos dias em função do recebimento de salários puxaram esta subida. No Paraná e no Rio de Janeiro o cenário é semelhante e as altas foram de 0,2% para ambos os estados na comparação semanal. Em Minas Gerais os preços permanecem em patamares estáveis há quatro semanas.

SCOT CONSULTORIA

Mercado do boi gordo com viés de alta

Em São Paulo, a cotação do boi gordo ficou estável na última quinta-feira (6/9). As escalas de abate giravam em torno de cinco dias, já completando a programação desta semana

Destacamos os estados do Norte, onde a restrita oferta de animais confinados pressiona positivamente as cotações da arroba. Com relação a carne bovina, o aumento do consumo em função do feriado de sexta-feira (7/9), somado aos recebimentos dos salários, valorizou o mercado atacadista de carne com osso. A carcaça dos bovinos castrados ficou cotada em R$9,77/kg, o que significa aumento de 2,1% na comparação diária.

SCOT CONSULTORIA

Missão à Turquia deve ampliar exportações do agro, carne bovina na mira

O Secretário Executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Eumar Novacki, se reuniu na sexta-feira (07), em Ancara, capital turca, com o Vice-Ministro da Agricultura daquele país, Mehmet Hadi Tunç, para tratar de temas de importância bilateral no âmbito do agronegócio.

Na reunião, Novacki pediu a aprovação da exportação de cortes de carne bovina e garantiu a qualidade dos produtos brasileiros. Atualmente, o Brasil exporta apenas bois vivos para a Turquia. O governo turco ficou de se pronunciar nos próximos dias sobre o assunto. Em contrapartida, os representantes daquele governo solicitaram que o Brasil aprove a compra de azeite de oliva, pescado e tripas de ovinos e caprinos, além de mel, lácteos e frutas. As exportações do agronegócio do Brasil para a Turquia alcançaram US$ 700 milhões no último ano, sobretudo em fibras e produtos têxteis (26,84%), café (21,12%), animais vivos (20,91%) e produtos do complexo soja (15,15%). Como parte da missão brasileira na Turquia, Novacki inaugurou, na quinta-feira (06), o Pavilhão Brasil na feira WorldFood Istambul 2018, a mais importante no setor de alimentos e bebidas daquele país. O Pavilhão Brasil conta com 11 empresas de segmentos do agronegócio como carne bovina, frutos da Amazônia, própolis, café, amendoins e suco de laranja.

CARNETEC

Maggi diz que Brasil precisa ser menos protecionista em agronegócio para ganhar mercados

“Tenho dito ao setor: se a gente quer vender, a gente precisa querer comprar, o contêiner que leva é o contêiner que traz alguma coisa. Temos de estar abertos a este tipo de situação”, declarou Maggi, após participar do seminário Brasil-China, em São Paulo

“Se nos julgamos muito competitivos, por que temos medo?”, declarou ele, para emendar: “Tem uma mentalidade nossa de protecionismo, mas a vinda de produtos ajuda o Brasil”. Ele citou como exemplo o camarão. Segundo o Ministro, após uma tentativa de abertura do mercado, produtores foram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para vetar a mercadoria importada. “Depois de muita luta, abrimos o camarão, os produtores foram ao Supremo para não trazer sob risco ambiental…”, disse ele, citando ainda exemplos da banana do Equador e do trigo da Rússia, este último já liberado também para importação, após os russos fazerem exigências relacionadas ao mercado de carnes. O Ministro afirmou ainda que está discutindo a abertura do mercado de suínos dos Estados Unidos para o país. O Ministro criticou os chineses por imporem barreiras ao açúcar e à carne de frango do Brasil, produtos que o país lidera nas exportações. E reiterou que o governo está decidido em seguir adiante com processos na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a China. Ele disse ainda não ter previsão de quando a Rússia voltará a comprar carnes suína e bovina do Brasil, mas ressaltou que uma das demandas russas, de vender trigo aos brasileiros, já foi viabilizada pelo governo. Ainda na área de carnes, Maggi disse que o governo está tomando “todas as providências” para retomar o mercado da União Europeia (UE). “Estamos criando ambiente novo para reapresentar as empresas, estamos caminhando bem”, disse ele, que ressaltou que no que se refere à produção halal, que segue preceitos muçulmanos, as empresas já estão se adaptando para atender à Arábia Saudita.

REUTERS

Cadê o boi magro?

Mais uma semana com fechamento positivo para as cotações no mercado de reposição. Na média de todas as categorias de machos, fêmeas e estados pesquisados pela Scot Consultoria, as cotações subiram 0,2%

Vale lembrar que esta já é a décima semana consecutiva de ajustes positivos nas cotações de reposição e a alta acumulada neste período é de 1,9%. A firmeza no mercado do boi gordo e a expectativa de melhora no consumo interno nesta reta final do ano desperta interesse de recriadores e invernistas em investir na reposição. Tanto é que a procura pelas categorias mais eradas, principalmente boi magro, para terminação mais rápida, de “tiro curto”, voltou a ganhar força no mercado. Porém, a oferta desta categoria está restrita e quem tem esse tipo de animal endurece as negociações. Em São Paulo, por exemplo, o boi magro anelorado (12@), teve alta de 3,2% na referência, na comparação mensal, e está cotado em R$1.920,00/cabeça. Vendedores já pedem valores acima da referência, porém, o volume de negócios nestes patamares é reduzido. Para o curto prazo, ao passo que o mercado do boi gordo ganha ritmo, a expectativa é de que o mercado de reposição também continue aquecido, dando sustentação para as cotações.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Economistas reduzem expectativa de crescimento do PIB este ano a 1,40%, mostra Focus

As expectativas para o crescimento da economia brasileira neste ano foram reduzidas ainda mais na pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira diante do ritmo lento da atividade, bem como a conta para a inflação

O levantamento realizado semanalmente com uma centena de economistas mostrou que a projeção agora é de uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018 de 1,40 por cento, redução de 0,04 ponto percentual sobre a semana anterior. Para 2019, a conta permanece em 2,50 por cento. A redução acontece mais uma vez na esteira da expectativa de uma produção industrial mais fraca neste ano, com o crescimento do setor projetado agora em 2,26 por cento, de 2,43 por cento antes. A atividade econômica vem crescendo muito lentamente, tendo avançado apenas a uma taxa de 0,2 por cento no segundo trimestre sobre o período anterior, em meio às incertezas às vésperas da eleição presidencial de outubro. Na pesquisa do BC, o número para a inflação em 2018 foi reduzido pela segunda semana seguida, com a estimativa para a alta do IPCA a 4,05 por cento de 4,16 por cento, mas para o ano que vem seguiu em 4,11 por cento.

REUTERS

Brasil deve receber mais de R$1 trilhão em investimentos até 2021, estima BNDES

Os segmentos de indústria e da infraestrutura liderarão os investimentos no quadriênio 2018-21, que devem superar 1 trilhão de reais, segundo um estudo divulgado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na quinta-feira

A projeção é mais otimista desde o levantamento feito pelo banco em meados de 2015 quando as estimativas também superaram a casa de 1 trilhão de reais entre 2015 e 2018. A versão mais recente do estudo apontava para investimentos de 991 bilhões no quadriênio 2017-20. Segundo o estudo, os investimentos devem ser puxados pela indústria, em especial o setor de petróleo e gás. A estimativa do banco aponta que os investimentos na indústria devem somar cerca de 540 bilhões, ao passo que a infraestrutura deve totalizar 490 bilhões. “Dentre os fatores determinantes da melhora no cenário, destacam-se o aumento dos preços internacionais de commodities, a recuperação da demanda interna e políticas públicas e programas de concessão de serviços públicos”, diz o documento. O setor de óleo e gás deve alcançar, após os leilões realizados nos últimos dois anos nos modelos de concessão e partilha, deve receber 291,4 bilhões de reais de 2018 a 2021. “Como os projetos de exploração e produção de petróleo são de longa maturação, a maior parte dos investimentos decorrentes desses leilões só deve ocorrer após 2021. Para tanto, o preço de petróleo precisa seguir atrativo”, diz o documento. Na infraestrutura, o banco projeta investimentos de 160 bilhões de reais em energia elétrica, 121 bilhões em telecomunicações e 156,3 bilhões em logística, com destaque para as áreas de rodovias (80,7 bilhões) e ferrovias (39,3 bilhões).

REUTERS

Ibovespa fecha em alta puxado por bancos e Vale

A bolsa paulista fechou com o Ibovespa no azul na quinta-feira, ajudado pelo avanço de bancos e da Vale, mas o volume financeiro foi novamente baixo e o principal índice de ações da B3 encerrou a semana com queda, em meio ao foco dos investidores no cenário eleitoral no país.

O Ibovespa subiu 1,76 por cento, a 76.416,01 pontos. O volume financeiro, contudo, alcançou apenas 8,7 bilhões de reais, abaixo da média diária de 11,4 bilhões de reais no ano e de 10,7 bilhões de reais no mês passado. Na última hora do pregão, o Ibovespa acelerou os ganhos e tocou máxima de 76.533 pontos, após a notícia de que o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, que vem liderando a preferência dos eleitores, foi alvo de uma facada em Minas Gerais e está sendo submetido a uma cirurgia. De acordo com quatro profissionais da área de renda variável ouvidos pela Reuters, que pediram para não terem os nomes citados, a ampliação dos ganhos esteve relacionada ao noticiário sobre o candidato do PSL, dada a avaliação de que pode dar tração a ele na disputa presidencial. No exterior, moedas de emergentes experimentaram trégua, e Wall Street fechou sem direção única, em meio à queda de ações de empresas de internet, por apreensão com aumento na regulação, além de receios com o embate comercial envolvendo EUA e China. Na semana encurtada pelo feriado do dia da Independência na sexta-feira, o Ibovespa acumulou queda de 0,34 por cento. O gestor Igor Lima, sócio da Galt Capital, destacou a maior aversão a risco a emergentes no começo de setembro, com a África do Sul também entrando no radar, após Argentina e Turquia estressarem os mercados. “O temor é quem pode ser o próximo”, afirmou.

REUTERS

Dólar cai quase 1% ante real com exterior

O dólar fechou a quinta-feira em baixa de quase 1 por cento ante o real, em meio à recuperação de divisas de países emergentes no exterior e após atentado sofrido pelo candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro. O pregão também foi marcado por volume mais baixo pelo feriado do Dia da Independência no dia seguinte e que manteve os mercados locais fechados.

O dólar recuou 0,95 por cento, a 4,1042 reais na venda, mas acumulou alta de 0,78 por cento na semana. Em agosto, a moeda norte-americana ganhou de mais de 8 por cento. O dólar futuro tinha queda de cerca de 1 por cento no final da tarde. “Com o exterior mais tranquilo, o investidor resolveu dar uma parada (nas compras) por aqui”, comentou um operador de câmbio de uma corretora local. O dólar recuava frente a moedas de países emergentes, após recentes altas em meio ao cenário delicado em diversos países, como Turquia e Argentina, mas sem deixar de lado as preocupações com a guerra comercial patrocinada pelos Estados Unidos com seus parceiros. A moeda norte-americana também recuava ante uma cesta de moedas. Em meio a tantas incertezas, pesquisa da Reuters com estrategistas e economistas mostrou que o dólar deve recuar 8,7 por cento, a 3,79 reais em 12 meses, se comparado com o atual patamar ao redor de 4,15 reais, de acordo com a mediana de 30 estimativas coletadas entre 31 de agosto e 4 de setembro. Seria uma taxa um pouco mais alta do que o resultado de 3,60 reais apurado na pesquisa do mês passado, revisão surpreendentemente pequena após a moeda marcar sua maior alta mensal em três anos no mês passado. O dólar saltou 8,46 por cento em agosto. O Banco Central brasileiro ofertou e vendeu integralmente 10,9 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando 2,18 bilhão de dólares do total de 9,801 bilhões de dólares que vence em outubro.

REUTERS

IGP-DI acelera alta a 0,68% em agosto com pressão de agropecuários no atacado, diz FGV

Os preços dos produtos agropecuários no atacado passaram a subir com força e o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) acelerou a alta a 0,68 por cento em agosto, de 0,44 por cento no mês anterior

Ainda assim, o dado informado na quinta-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters com analistas de alta de 0,76 por cento. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60 por cento do indicador todo, teve no mês avanço de 0,99 por cento, depois de subir 0,52 por cento em julho. O destaque foi o aumento de 1,90 por cento dos preços de Produtos Agropecuários, depois de terem apresentado queda de 0,69 por cento no mês anterior. Já no varejo a alta dos preços perdeu força uma vez que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI), que responde por 30 por cento do IGP-DI, desacelerou a alta a 0,07 por cento, em comparação com o avanço de 0,17 por cento em julho. O resultado teve como principal contribuição o grupo Habitação, cuja alta enfraqueceu a 0,25 por cento em agosto de 1,08 por cento no mês anterior. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI) subiu 0,15 por cento em agosto, sobre avanço de 0,61 por cento antes. O IGP-DI é usado como referência para correções de preços e valores contratuais. Também é diretamente empregado no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) e das contas nacionais em geral.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Produção de frango agora cresce a menos de 1,5% ao ano

Depois de evoluir a uma média muito próxima de 7,5% ao ano entre 2000 e 2010, na presente década a produção brasileira de carne de frango

Na década passada, a primeira do século XXI, o setor registrou desaceleração anual em apenas dois momentos: por ocasião do surto de Influenza Aviária em 2006 e em 2009, em decorrência da crise econômica mundial eclodida no ano anterior. Mesmo assim a expansão média da década passada – comparativamente ao volume de 2000, quando a produção ainda não havia chegado aos 6 milhões de toneladas – ficou próxima de 7,5%. Ou seja: quando a década terminou, o volume produzido havia aumentado cerca de 106% em relação ao que fora registrado 10 anos antes. A década seguinte – a corrente – começou promissora, pois o volume alcançado em 2011 subiu perto de 4,5% em comparação ao ano anterior. Mas foi só. Pois nos três anos seguintes (2012 a 2014) a produção ficou aquém da registrada em 2011, só registrando nova e ligeira recuperação em 2015. A partir daí, no entanto, permanece praticamente estagnada, com variações anuais mínimas. Comparativamente ao último ano da década passada o volume apontado para 2017 correspondeu a uma expansão, próxima de 1,5% ao ano, índice que tende a recuar ainda mais se considerado também o presente exercício. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), por exemplo, projeta para 2018 produção de carne de frango da ordem de 13,550 milhões de toneladas, cerca de meio por cento a menos que no ano passado. Pois se esse volume se confirmar, o incremento médio dos oito primeiros anos da corrente década ficará reduzido a 1,2% ao ano.

AGROLINK

SC amplia presença internacional no mercado de carnes suína e de frango

A Secretaria da Agricultura e da Pesca de Santa Catarina divulgou, na quinta-feira (06), o balanço das exportações de carnes suína e de frango em agosto no estado. Os catarinenses responderam por 60% das exportações brasileiras de carne suína no mês passado, quando exportaram 37,7 mil toneladas do produto, faturando US$ 64,3 milhões

O resultado representa um crescimento de 31,6% em relação ao volume embarcado no mesmo mês de 2017 e uma queda de 2,6% em faturamento. Os principais mercados para a carne suína catarinense em agosto foram China, Hong Kong e Chile. As exportações para a China no mês passado foram três vezes maiores do que eram em agosto de 2017, totalizando 10,4 mil toneladas – 27% do total exportado pelo estado no último mês. De janeiro a agosto, Santa Catarina também ampliou as exportações de carne suína, com 221,8 mil toneladas embarcadas (+16,2%) e faturamento de US$ 416,9 milhões. O desempenho das vendas internacionais de carne suína, avaliou a secretaria, está fortemente relacionado aos investimentos de Santa Catarina na manutenção de seu estatus sanitário diferenciado – o estado é o único do país reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como livre de febre aftosa sem vacinação – e com a crescente demanda mundial por proteína animal. Santa Catarina encerra o mês de agosto também com crescimento nas exportações de carne de frango. No último mês, o estado embarcou 155,1 mil toneladas do produto, gerando receitas que passaram de US$ 246,6 mil – 41% do total exportado pelo país. Os valores representam um aumento de, respectivamente, 60,5% e 40,7% na quantidade e faturamento em relação ao mesmo período de 2017. Os principais destinos para a carne de frango catarinense foram Japão, Arábia Saudita e Emirados Árabes. O faturamento com as exportações de carne de frango já passa de US$ 1,4 bilhão no acumulado do ano. De janeiro a agosto, o estado já embarcou 830,4 mil toneladas do produto – 31,5% do total exportado pelo país. Em comparação com o mesmo período de 2017, os resultados representam um aumento de 13,5% na receita e de 27,3% no volume.

CARNETEC

INTERNACIONAL

Trump eleva tom contra China e ameaça com tarifas sobre mais US$267 bi em importações

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou na sexta-feira que está pronto para seguir adiante e aplicar tarifas sobre mais 267 bilhões de dólares, além dos 200 bilhões de dólares sobre bens do país asiático que já correm o risco de serem taxados

Implementar os dois conjuntos de tarifas deixaria todas as importações dos EUA de produtos da China virtualmente sujeitas a novas taxas, conforme as duas maiores economias do mundo intensificam sua guerra comercial devido às exigências de Trump de que Pequim faça mudanças à sua política econômica. “Os 200 bilhões que estamos falando podem acontecer muito em breve dependendo do que acontecer com eles. Até certo ponto caberá à China”, disse Trump. “E eu odeio dizer isso, mas por trás disso estão outros 267 bilhões de dólares prontos para serem aplicados no curto prazo, se eu quiser. Isso muda a equação.” Trump já impôs tarifas de 25 por cento sobre 50 bilhões de dólares em produtos chineses, a maior parte maquinário industrial e peças eletrônicas, incluindo semicondutores. Um período de consulta pública terminou na quinta-feira sobre a lista de 200 bilhões de dólares em produtos chineses que estariam sujeitos a tarifas de 10 a 25 por cento. Os EUA importaram 505 bilhões de dólares em produtos da China no ano passado, e as importações em 2018 até julho avançaram quase 9 por cento em relação ao mesmo período de 2017, de acordo com dados do Census Bureau dos EUA. Mais cedo nesta sexta-feira, o assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, disse que Trump não tomará qualquer decisão sobre suas ameaças de tarifas sobre outros 200 bilhões de dólares em produtos chineses antes que autoridades avaliem comentários públicos sobre eles.

REUTERS

Exportação de carne bovina Argentina deve bater recorde

Entretanto, a situação econômica do país não está colaborando com alguns pecuaristas

Um relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou que as exportações de carne bovina da Argentina estão projetadas para alcançar um recorde de alta de 575.000 toneladas, motivadas pelos preços competitivos. Segundo o USDA, a produção deverá aumentar marginalmente para 3,0 milhões de toneladas. Entretanto, a situação econômica do país não está colaborando com alguns pecuaristas locais, principalmente os que mantém gado confinado. Nesse sentido, o Departamento alega que a crescente das exportações deve manter os negócios por algum tempo, mas alerta que eles não serão tão agradáveis quanto parece. “As operações de gado de pasto estão apresentando retornos positivos e novas oportunidades de exportação devem continuar a estimular o investimento na expansão do rebanho. O aumento dos custos de insumos de commodities, no entanto, devido à depreciação cambial recente, está impactando negativamente as margens das operações de confinamento”, diz o texto. Para 2019, os estoques finais para gado estão previstos para permanecerem 54,2 milhões de cabeças. Embora a indústria tenha reconstruído o rebanho de uma baixa de 48 milhões de cabeças em 2011, a taxa de expansão parou devido à seca de 2017/2018, uma baixa proporção de bezerros de desmame e alta vacas para abate e exportação. 

AGROLINK

Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3088 8124

https://www.facebook.com/abrafrigo/

 

abrafrigo

Leave Comment