CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 830 DE 04 DE SETEMBRO DE 2018

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Ano 4 | nº 830 | 04 de setembro de 2018

NOTÍCIAS

Oferta restrita eleva preço do boi gordo em 12 praças, diz Scot

Muitos frigoríficos ainda aguardam um maior posicionamento do mercado para estabelecer as estratégias de preços da semana, cenário comum para o dia da semana. Segundo a Scot Consultoria, apesar desse menor volume de agentes ativos nas compras, o mercado está em alta

No fechamento da segunda-feira, dia 03, houve valorizações para o boi gordo em doze praças pesquisadas pela consultoria. A oferta restrita de boiadas, somada à maior demanda pontual do varejo para abastecer os estoques no início do mês, é que gera este cenário. Na contramão, no Rio Grande do Sul, a maior oferta de animais pressiona as cotações para baixo. Sazonalmente, há a saída de animais das pastagens para o plantio das lavouras, consequentemente há aumento da oferta. No mercado atacadista de carne bovina com osso, a disponibilidade limitada também provocou valorizações. A carcaça de bovinos castrados está cotada em R$9,57/kg, alta de 1,1% frente ao último levantamento.

BOI GORDO NO MERCADO FÍSICO – ARROBA À VISTA

Araçatuba (SP): R$ 146

Triângulo Mineiro (MG): R$ 141

Goiânia (GO): R$ 134

Dourados (MS): R$ 140

Mato Grosso: R$ 128 a R$ 129

Marabá (PA): R$ 130

Rio Grande do Sul (oeste): R$ 4,45 (kg)

Paraná (noroeste): R$ 146

Sul (TO): R$ 132

Scot Consultoria

Boi Gordo: semana será dura de abastecimento para os frigoríficos

Vários fatores vão dificultar comercialização. Não houve alívio pelo lado da disponibilidade de animais terminados, temos o feriado na próxima sexta-feira (reduzindo a liquidez no mercado físico) e os estoques de carne estão relativamente enxutos frente às semanas anteriores. 

Radar Investimentos

Demanda chinesa por carne bovina deve continuar a favorecer o Brasil

A demanda por carne bovina na China é forte e deverá continuar assim em 2019, o que tende a beneficiar o Brasil e outros países produtores em meio ao confronto comercial entre a nação asiática e os Estados Unidos. É o que mostra o banco holandês Rabobank em seu mais recente relatório sobre o segmento

Diversos surtos de febre suína africana foram registrados nos últimos meses na China, maior consumidor mundial de carne suína. Se a propagação da doença persistir, afirmam os analistas do Rabobank, Pequim deverá aumentar as importações do produto e de outras carnes, como a bovina, no ano que vem. E a demanda doméstica chinesa por carne bovina já é expressiva, ainda que o produto custe três vezes mais caro que a carne suína, básica no país. As importações chinesas de carne bovina aumentaram 40% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2017, para 456 mil toneladas. Um provável declínio na entrada na China de carne contrabandeada de Hong Kong, em virtude de inspeções mais rígidas nas fronteiras, deve ter contribuído para esse incremento. A China continua a se abrir a novos exportadores de carne. Nos últimos meses, vários países europeus, como Irlanda, Holanda, Dinamarca, França e Reino Unido, obtiveram aprovação para exportar carne congelada ao mercado chinês. O primeiro carregamento de carne bovina irlandês chegou ao país em julho. Além disso, 9 mil cabeças de gado bovino Angus chegaram recentemente do Uruguai, para um projeto de reprodução. Isso porque, apesar do aumento das importações, a forte demanda doméstica também é atendida pela produção local. Segundo o Rabobank, a produção chinesa aumentou 1,1% no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2017, alcançando 2,81 milhões de toneladas. A China é o segundo maior país importador de carne bovina brasileira, atrás de Hong Kong. As importações chinesas da carne brasileira aumentaram 44% entre janeiro e agosto – Hong Kong importou 212 mil toneladas, uma alta de 18%.

VALOR ECONÔMICO

Exportação de carne bovina in natura do Brasil cresce 17,6% em agosto e atinge recorde

A exportação de carne bovina in natura do Brasil somou 144,42 mil toneladas em agosto, um novo recorde histórico, de acordo com dados da Secretaria Comércio Exterior (Secex) compilados pela Reuters

O volume embarcado pelo maior exportador global de carne bovina representou um aumento de 17,6 por cento na comparação com o mês de agosto do ano passado, informou a Secex na segunda-feira. O recorde de agosto apagou a maior marca registrada anteriormente pelo setor, de 138,24 mil toneladas, em maio de 2007.

REUTERS

Ministério define novas regras para exportação de animais vivos

O Ministério da Agricultura publicou, na segunda-feira, novas regras para a exportação de bovinos, bubalinos, ovinos e caprinos vivos para abate (imediato ou após engorda) ou reprodução

A Instrução Normativa 46, que trata das novas regras, define parâmetros de densidade de animais no transporte e no estabelecimento de pré-embarque dos animais (EPEs) – locais privados com habilitação para isolamento dos animais antes do transporte para o exterior – e a criação de um Registro Nacional de EPE. Ainda de acordo com a nova norma, os EPEs deverão contar com veterinário habilitado pelo ministério e com treinamento específico em problemas sanitários, legislação e bem-estar animal. Segundo a Pasta, existem hoje no Brasil 42 EPEs em atividade, credenciados pelo ministério: Pará (19), São Paulo (13), Rio Grande do Sul (5), Minas Gerais (4) e Santa Catarina (1). A habilitação desses estabelecimentos deverá ser renovada a cada cinco anos. A IN prevê ainda que os exportadores também deverão registrar em relatório todas as ocorrências durante o transporte marítimo dos animais e apresentá-lo ao Ministério da Agricultura até 10 dias úteis após a chegada ao destino. Segundo comunicado do Ministério da Agricultura, a instrução normativa entra em vigor em 60 dias, e revoga as instruções 13, de 30 de março de 2010, e 53, de novembro de 2011.

VALOR ECONÔMICO

ECONOMIA

Dólar salta quase 2% e vai a R$4,15 com cautela eleitoral e exterior

O dólar inaugurou setembro com alta de quase 2 por cento e foi a 4,15 reais, com a cautela predominando entre os investidores devido ao cenário eleitoral doméstico e às preocupações com a guerra comercial entre Estados Unidos e seus parceiros e a crise na Argentina

O dólar avançou 1,95 por cento nesta segunda-feira, a 4,1520 reais na venda, renovando o segundo maior patamar da história, atrás apenas no nível de 4,1655 reais visto em 21 de janeiro de 2016. A moeda norte-americana já havia fechado agosto com o maior avanço mensal desde setembro de 2015, de 8,46 por cento. O dólar futuro avançava cerca de 2,4 por cento no final da tarde. “O cenário ainda é incerto, tanto com a guerra comercial quanto com o desfecho das eleições. E ainda há menor liquidez com o feriado dos EUA”, afirmou um profissional da mesa de câmbio de uma corretora local, referindo-se ao Dia do Trabalho norte-americano que manteve os mercados locais fechados, limitando o volume de negócios. No exterior, os investidores monitoraram ainda a guerra comercial entre Estados Unidos e seus parceiros comerciais. No final de semana, o Presidente norte-americano, Donald Trump, disse que o Canadá não era necessário no acordo do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta). Há temores de que a economia mundial seja afetada por essa disputa. A China, que corre o risco de ter novas tarifas sobre 200 bilhões de dólares em produtos pelos Estados Unidos, divulgou que seu crescimento industrial desacelerou para a mínima em 14 meses em agosto, justamente por causa da guerra comercial com os Estados Unidos. Além disso, a Argentina ainda seguia como foco de preocupação. Nesta manhã, o governo anunciou novo imposto sobre exportações para reduzir seu déficit fiscal e a reestruturação dos ministérios para reduzir gastos.

REUTERS

Ibovespa começa setembro em queda com eleição prometendo volatilidade no mês

O Ibovespa teve liquidez reduzida na segunda-feira e fechou em queda o primeiro pregão de setembro, mês que deve ser marcado por volatilidade em razão da disputa presidencial ainda sem sinais claros sobre o seu desfecho no começo de outubro

O principal índice de ações da B3 cedeu 0,63 por cento, a 76.192,73 pontos. O giro financeiro da sessão somou apenas 4,6 bilhões de reais, ante média diária de 11,4 bilhões de reais em 2018, diante da ausência de negócios em Wall Street em razão do feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos. Segundo a equipe da consultoria Lopes Filho, as atenções dos investidores nesta semana estarão voltadas para as primeiras pesquisas de intenção de voto após o início da propaganda gratuita em rádio e televisão e rejeição da candidatura presidencial do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em relatório sobre o desempenho de seus fundos em agosto, a Adam Capital afirmou que no Brasil o cenário eleitoral rouba a cena e que a indefinição sobre a condução do país deixa aberta questões como a implementação de reformas e o ajuste fiscal.

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IPC-Fipe acelera alta a 0,41% em agosto pressionado por preços de Habitação

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo terminou agosto com avanço de 0,41 por cento, acelerando a alta de 0,23 por cento vista em julho diante da pressão dos preços de Habitação

Os dados divulgados na terça-feira pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostram que os preços do grupo Habitação registraram alta no mês de 1,12 por cento, exercendo o maior peso no período, mesmo tendo desacelerado sobre a alta de 1,26 por cento vista em julho. Isso compensou as quedas em Alimentação e Transportes, respectivamente de 0,49 e 0,42 por cento em agosto. O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.

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Brasil tem superávit de US$3,775 bi em

O Brasil registrou superávit comercial de 3,775 bilhões de dólares em agosto, divulgou o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) na segunda-feira, pior resultado para o mês desde 2015 (+2,685 bilhões de dólares), afetado pelo aumento das importações em ritmo mais forte que das exportações

Em agosto, as importações subiram 35,3 por cento sobre o mesmo mês do ano passado, pela média diária, a 18,777 bilhões de dólares. E isso ocorreu apesar do salto de 8,46 por cento do dólar frente ao real no período. As exportações também cresceram, mas em ritmo mais fraco. O aumento foi de 15,8 por cento sobre agosto de 2017, a 22,552 bilhões de dólares. Nos primeiros oito meses de 2018, o saldo positivo das trocas comerciais somou 37,811 bilhões de dólares, queda de 21,4 por cento sobre igual intervalo do ano passado. Para o ano, o ministério ainda prevê que superávit da balança comercial brasileira ficará no patamar de 50 bilhões de dólares, ante 67 bilhões de dólares de 2017. A diminuição se dará justamente por conta do maior fôlego exibido na ponta das importações, reagindo à recuperação da atividade econômica e uma demanda maior por bens importados. Em agosto, as importações foram puxadas pelos bens de capital, que subiram 158,2 por cento sobre um ano antes, principalmente pela compra de plataforma para extração de petróleo. Também cresceram as importações de combustíveis e lubrificantes (+55,4 por cento), bens intermediários (+16,2 por cento) e bens de consumo (+13,7 por cento). Já as exportações sofreram com a queda de 24,2 por cento nas vendas de semimanufaturados, especialmente pela retração de 48,3 por cento em açúcar em bruto, a 412 milhões de dólares. Ao mesmo tempo, as exportações de manufaturados subiram 35,1 por cento sobre agosto de 2017 e de básicos avançaram 16,4 por cento.

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Indústria avança em agosto com força de novos negócios, mas câmbio limita crescimento, mostra PMI

A demanda aumentou em agosto e a indústria brasileira registrou a mais forte entrada de novos trabalhos em quatro meses, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgada na segunda-feira, embora a desvalorização do real tenha contido o setor

O PMI divulgado pelo IHS Markit foi a 51,1 em agosto de 50,5 no mês anterior, chegando a uma máxima de quatro meses e indicando fortalecimento das condições operacionais. Leitura acima de 50 aponta crescimento do setor. Os entrevistados citaram novas coleções, elevação da base de clientes e melhora da demanda para o aumento dos novos trabalhos ao maior nível desde abril, impulsionando a produção pelo segundo mês seguido. Os produtores de bens de consumo superaram os de bens intermediários tanto em vendas quanto em produção, enquanto o subsetor de bens de capital permaneceu em contração, de acordo com o IHS Markit. Apesar dessa melhora, os empresários reduziram o número de funcionários devido às tentativas de cortar gastos em meio aos fortes aumentos dos custos. Isso porque a inflação dos insumos chegou em agosto ao nível mais elevado desde julho de 2008, com citações de aumento de preços em geral ligado à depreciação do real frente ao dólar. “Com a inflação dos custos quebrando o pico de 10 anos, os produtores se tornaram mais conscientes de seus gastos reduzindo as compras de insumos e cortando empregos”, destacou a economista do IHS Markit Pollyanna De Lima. As categorias de bens intermediários e de capital foram as que mais sofreram, enquanto a de produtos ao consumidor registrou ligeira desaceleração.

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EMPRESAS

Marfrig reorganiza operação, muda CEO e busca ‘excelência’

A Marfrig Global Foods, segunda maior empresa de carne bovina do mundo, anunciou no início da noite de ontem uma ampla reorganização, que inclui a mudança de seu CEO, no âmbito de um novo “mandato” que privilegiará a “excelência operacional” de seus negócios em detrimento da redução da alavancagem, feito aparentemente consolidado após a recente venda da subsidiária americana Keystone

Em comunicado enviado à comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Marfrig informou que Eduardo Miron, que atualmente é vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores, assumirá o cargo de CEO em substituição ao uruguaio Martin Secco, que deixará a empresa brasileira, e se reportará diretamente a Marcos Molina, Presidente do conselho e controlador da companhia. Marco Spada, Diretor de Tesouraria, será o novo VP de Finanças e RI, mas parte das funções até agora sob a responsabilidade de Miron ficará a cargo do atual controller global Fábio Vasconcellos, alçado ao posto de Vice-Presidente de Planejamento e Gestão. No front operacional, Miron conduzirá uma Marfrig mais claramente dividida entre suas duas grandes áreas de atuação: América do Sul e América do Norte. O lado de baixo do tabuleiro, que envolve Brasil, Argentina, Uruguai e Chile, será presidido por Miguel Gularte, que já ocupou posições importantes nas rivais JBS e Minerva; no lado de cima, que reúne as operações nos EUA, a presidência será de Tim Klein, CEO da americana National Beef, controlada pela multinacional brasileira desde junho passado. Segundo fontes próximas à Marfrig, as mudanças têm como objetivos a perseguição de sinergias depois de fechadas transações de peso nos EUA, e a busca de “excelência operacional” em todas as frentes de atuação. Missão maior de Miron, essa busca de excelência se tornou “prioridade zero” após a queda do índice de alavancagem, que era o principal desafio de Martin Secco, CEO da empresa brasileira por cerca de quatro anos. “Queremos ser uma empresa reconhecidamente sustentável na forma como conduzimos as finanças, no retorno oferecido a acionistas e investidores, nas relações com pecuaristas, funcionários, clientes e consumidores”, afirma Miron em um comunicado no qual Marcos Molina “reforça o compromisso com uma Marfrig sustentável operacional e financeiramente”.

VALOR ECONÔMICO

AVES & SUÍNOS

China relata novo caso de peste suína africana, sétimo surto da doença desde agosto

A China registrou na segunda-feira um novo caso de febre suína africana em Xuancheng, na província de Anhui, o segundo na cidade, o que aumenta o risco dos agricultores à medida que a doença se espalha rapidamente

O novo surto, o sétimo na China desde o início de agosto e o terceiro na província oriental de Anhui, ocorreu em uma pequena fazenda de 308 porcos, matando 83 deles, disse o Ministério da Agricultura do país. A doença altamente contagiosa também foi encontrada em outra pequena fazenda em Xuancheng no domingo. “Parece que está acelerando”, disse Pan Chenjun, analista sênior do Rabobank, acrescentando que espera que os agricultores comecem a vender suínos antes que sejam obrigados a abater animais se a doença atingir suas próprias fazendas ou propriedades vizinhas. “Acho que nos próximos dias eles vão liquidar seus rebanhos”, disse ela. Isso prejudicaria os preços para todos os agricultores, mesmo aqueles capazes de manter a doença sob controle. A China descobriu agora sete casos da doença mortal em cinco províncias: em Liaoning, no nordeste do país, na região central de Henan, e nas províncias orientais de Anhui, Jiangsu e Zhejiang.

REUTERS

Suíno Vivo: estabilidade nas principais praças na segunda (03)

À espera das referências das cooperativas e bolsas, as cotações do suíno vivo se mantiveram estáveis nas principais praças do país, sendo o maior valor de negociação anotado em São Paulo, a R$3,79/kg

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, a retração de produtores elevou a cotação do milho, um dos principais insumos do setor, no Centro-Oeste e no Sul. Contudo, no mercado paulista, os valores foram pressionados por uma maior disponibilidade do cereal.

Notícias Agrícolas

Frango Vivo: setembro inicia com estabilidade nas principais praças

Na segunda-feira (3), as cotações do frango vivo se mantiveram estáveis nas principais praças do país, sendo o maior valor negociado em São Paulo, a R$3,00/kg. O indicador do frango vivo da Scot Consultoria trouxe estabilidade para o frango na granja, a R$3,00/kg, enquanto o frango no atacado teve queda de -0,53%, a R$3,73/kg. Como aponta o AviSite, o frango vivo completou 68 dias sem qualquer alteração nas cotações em São Paulo, mas sendo negociado no mercado por valores até R$0,20/kg menores.

Notícias Agrícolas

INTERNACIONAL

Rabobank: Indústria americana se mantém forte

A crescente oferta de proteínas e as consequências das relações comerciais desgastadas serão as principais preocupações do mercado de carne bovina dos Estados Unidos, disse o Rabobank em seu relatório trimestral Beef Quarterly Q3 Report

“Há toda uma lista de questões que criam incerteza e volatilidade de mercado nos EUA, a maioria das quais afeta o comércio global de carne bovina”, observaram os pesquisadores do Rabobank. Mas o relatório destacou cinco questões como as mais importantes. Em primeiro lugar, o fornecimento de carne bovina dos Estados Unidos continua bastante apertado, com a produção no acumulado do ano aumentando 3% em comparação com as expectativas de crescimento de 5%, segundo o Rabobank. Fortes níveis de base encorajaram produtores a comercializar gado de forma agressiva no primeiro semestre de 2018. Outra questão importante para o segmento de carne bovina dos EUA é a incerteza em torno dos acordos comerciais. “O fato desconcertante sobre a atual política comercial dos EUA são suas frequentes mudanças”, disse o Rabobank. O comércio de carne bovina foi menos afetado pela guerra comercial dos EUA com a China, porque o mercado foi aberto apenas no ano passado. Uma preocupação maior é a falta de progresso na renovação do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA). As condições de seca nos EUA são outro fator que leva à incerteza e à volatilidade do mercado, disse o Rabobank em seu relatório. “Atualmente, 15 estados têm condições extremas de seca excessiva e metade do rebanho bovino dos Estados Unidos mora nesses estados.” Finalmente, os preços mais baixos da carne bovina no varejo e uma economia forte faz com que os consumidores continuem a comprar carne bovina, apesar da abundância de proteínas alternativas no mercado. Além disso, fortes exportações continuaram a movimentar o produto. As exportações de carne bovina para a Coreia do Sul aumentaram 41% no ano, enquanto as exportações para Hong Kong aumentaram 11%. “No entanto”, avisou o Rabobank, “com um mercado tão saturado, não vai demorar muito para dar a volta por cima.”

MeatPoultry.com

UE quer revisar acordo de importação de carne dos EUA

Comissão quer discutir a revisão do funcionamento de uma cota para importar carne bovina sem hormônios

A Comissão Europeia recomendou na segunda-feira, 3, ao Conselho da União Europeia (UE) a abertura de negociações com os Estados Unidos (EUA) para resolução do conflito sobre a exportação de carne bovina do país, que vem se arrastando há tempos na Organização Mundial do Comércio (OMC). O objetivo da Comissão é discutir com os EUA a revisão do funcionamento de uma cota existente para importar carne bovina sem hormônios. Em nota, o órgão executivo da UE afirmou estar empenhado para “para lançar uma nova fase nas relações comerciais entre a União Europeia e os Estados Unidos”. A Comissão afirmou ainda que os dois lados “devem se esforçar para trabalhar em questões comerciais pendentes”. Na sua proposta ao Conselho, a Comissão sugere que se atribua aos Estados Unidos uma parte da cota existente que também está à disposição dos exportadores de outros países. O Comissário responsável pela Agricultura, Phil Hogan, disse que o órgão busca uma solução satisfatória para ambas as partes envolvidas no processo e reiterou a consonância com as regras da OMC. “Quero tranquilizar os produtores europeus que a cota de carne já existente sob o Memorando de Entendimento permanecerá exatamente no mesmo nível e quero também tranquilizar os nossos consumidores de que a referida cota continuará a abranger apenas produtos que cumpram as normas europeias de segurança alimentar e de saúde, neste caso apenas carne não tratada com hormônio”, disse.

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