CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 820 DE 21 DE AGOSTO DE 2018

abra

Ano 4 | nº 820 | 21 de agosto de 2018

NOTÍCIAS

Oferta restrita mantém preços firmes no mercado do boi

Mesmo em um cenário de baixa demanda por carne bovina, a oferta restrita de boiadas dita o rumo do mercado do boi gordo

Na última segunda-feira (20/8), o que se viu foi um mercado firme. Das trinta e duas praças pesquisadas pela Scot Consultoria, houve alta em nove delas. Destaque para o Norte de Tocantins, onde a valorização foi de 1,5% frente ao fechamento da semana anterior e, na região há negócios ocorrendo acima da referência. Considerando a praça de Araçatuba-SP, desde o início do mês, o preço da arroba subiu 0,7% enquanto que a carne com osso teve queda de 1,7%. Apesar da alta de preço da arroba e desvalorização da carne, a margem dos frigoríficos que fazem a operação de desossa está próxima da média histórica, em 21,7%. Ou seja, caso haja necessidade, as empresas podem ofertar preços melhores para a arroba, vai depender da demanda.

SCOT CONSULTORIA

Confinamento: alta nos custos frustra expectativas do 2º giro

Com cenário desanimador, Assocon prevê queda significativa no número de cabeças confinadas em 2018

Após os bons resultados no ano passado, sobretudo no segundo semestre, o confinamento de bovinos iniciou 2018 com perspectivas positivas. No entanto, a alta no preço dos grãos já no primeiro bimestre deixou em alerta os confinadores, que tiveram que quebrar a cabeça para conseguir garantir sua margem de lucro no primeiro giro. Passado o primeiro semestre, o cenário permaneceu desanimador, frustrando as expectativas de resultados positivos no segundo giro. “A janela para o lucro do confinamento foi muito rápida e, provavelmente, poucos conseguiram aproveitá-la”, destacou o Presidente do Conselho de Administração da Associação Nacional da Pecuária Intensiva (Assocon), Alberto Pessina. De acordo com o executivo, o melhor período para que o produtor conseguisse bons resultados foi entre meados de junho/julho, quando o preço do milho estava “atrativo”. Na época, a saca de 60 kg do grão estava cotada em R$ 36 na região de Campinas, SP. Atualmente, o preço gira em torno de R$ 42/saca. Além dos gastos com alimentação, Pessina destaca que a arroba não deve ter espaço para novas altas até o fim do ano. “A oferta de gado terminado está ajustada à demanda do mercado e a pressão nos preços deve ser ainda maior nos próximos meses, com o provável aumento no abate de fêmeas”, prevê. “Isso deve forçar uma redução ainda maior no confinamento, deixando o cenário amplamente desanimador”, acrescenta. No início do ano, a Assocon estimava aumento de 12% nos animais confinados em relação as 3,4 milhões de cabeças terminadas no cocho em 2017.

Portal DBO

Consumo lento segura os preços da carne bovina no varejo

Houve desvalorização da carne bovina no varejo na semana passada

Segundo levantamento da Scot Consultoria, houve recuo de 0,3% em São Paulo, de 0,2% em Minas Gerais, 1,6% no Paraná e estabilidade no Rio de Janeiro, frente a semana anterior. O consumo incentivado pela entrada do mês, pelo recebimento dos salários e volta às aulas não tem segurado os preços da carne nos açougues e supermercados.

SCOT CONSULTORIA

Setor de couro quer melhorar qualidade e aumentar exportações

Grupo de trabalho foi criado para apresentar propostas que incluem melhorar as práticas de criação, como o fim da marcação a fogo

A melhoria da qualidade do couro brasileiro foi discutida na sexta-feira (17) em reunião no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que teve a participação de diferentes segmentos, como representantes de criadores, frigoríficos, curtumes, autoridades e técnicos de governo e de meios acadêmicos. Apesar de o Brasil ser o terceiro maior exportador, depois dos Estados Unidos e Itália, o objetivo é melhorar a qualidade, agregar valor e aumentar a renda dos produtores, explicou o Secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, Odilson Ribeiro e Silva. Um grupo de trabalho coordenado pela Confederação Nacional da Agricultura e que reunirá, além do setor privado, universidades, vai apresentar propostas que devem resultar na criação de um programa de qualidade, compreendendo todas as etapas de produção, boas práticas e o bem-estar animal. “Vários aspectos foram mencionados, desde o início até o fim da vida do animal, passando pela marcação a fogo, que prejudica a qualidade do couro e é contra as práticas de bem-estar animal, passando por questões sanitárias, carrapato e o abate halal, que também prejudica a qualidade, por causa da degola”, explicou o secretário. A expectativa é aumentar as vendas externas de couro, que somam o equivalente a US$ 2 bilhões por ano. “Temos um potencial muito maior para exportar”, acredita o secretário, que destacou a importância do diálogo que se estabeleceu entre os segmentos que fazem parte do processo produtivo e que não se falavam, até então.

Mapa

Sistema vai integrar até fim do ano a rede de laboratórios oficiais e credenciados

Mudança dará maior transparência às análises realizadas, dando maior segurança aos consumidores internos e importadores. Foco inicial do sistema serão as análises de Salmonella e Listeria

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) vai instalar até o fim do ano o sistema Hub Laboratorial para centralizar todas as informações de amostras dos seis Lanagros (Laboratório Nacional Agropecuário) e da rede de 450 laboratórios credenciados no país. A cada ano, são feitas cerca de 33 milhões de análises laboratoriais pela rede do Mapa e credenciados. O Secretário de Defesa Agropecuária, Luis Rangel, avalia que o Hub irá proporcionar maior grau de transparência, como está sendo reivindicado por importadores. O Hub Laboratorial vai rastrear as amostras desde a coleta na propriedade até o resultado final da análise. As informações serão acessadas em tempo real, com acompanhamento da custódia da amostra (guarda), manutenção do material, insumos aplicados, análises realizadas, permitindo o controle e a auditoria de todas as ações envolvidas. Os laboratórios, por sua vez, poderão planejar melhor seu trabalho. A decisão foi tomada em reunião na quinta-feira (16) entre o Secretário de Defesa Agropecuária, Luis Rangel, o Coordenador-Geral de laboratórios agropecuários, Rodrigo Nazareno e outros integrantes do Mapa. O sistema é voltado para o combate de fraudes ou quaisquer desvios de finalidade em análises laboratoriais. O foco inicial do sistema são as análises de Salmonella e Listeria em carcaças de frango, em resposta a problemas apontados na “Operação Trapaça”, deflagrada pela Polícia Federal com apoio do Mapa, no início de março. “A defesa agropecuária compreende ações que visam evitar danos à saúde dos consumidores, aos rebanhos e lavouras e que eliminem o risco econômico para o Brasil”, observou o Coordenador-Geral.

Mapa

Reposição: procura por categorias mais jovens em Rondônia

No estado, os pecuaristas estão mais à procura de animais mais jovens (entre 6@ e 9,5@), que de animais mais próximos à terminação

Diante desse cenário e com a oferta restrita, o preço do bezerro desmamado subiu 3,4%, do bezerro de ano 2,6% e do garrote 2,1% na última semana. Já as cotações dos bois magros caíram 2,9%. Sendo assim, a relação de troca ficou menos favorável para o recriador. Na média das três categorias mais novas o poder de compra na troca com o boi gordo piorou 5,5%. Mas como no estado o preço do boi gordo ainda não subiu como o esperado, talvez haja espaço para melhoria da troca.

SCOT CONSULTORIA

FUNRURAL: Produtores estão sendo impedidos de obter crédito

Diante da dificuldade de alguns produtores rurais para contratar os empréstimos de custeio para a nova safra por causa do passivo do Funrural, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) orienta todos os produtores a emitir a CND (Certidão Negativa de Débitos) na Receita Federal/Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) antes de optarem ou não em aderir ao Refis do Funrural

Sem a CND não é possível acessar os créditos oficiais. Tanto os produtores rurais que já aderiram ao Programa de Regularização Tributária Rural (PRR) previsto na Lei 13.606/2018, ou seja, o Funrural, como os que ainda não fizeram a adesão estão sendo considerados inadimplentes pela Receita Federal. Diante disso, alguns estão sendo impedidos de obter a CND e, consequentemente, não conseguem acessar créditos para a safra 2018/19 nos bancos oficiais. Segundo informações da Receita Federal, os procedimentos para inserir os produtores no sistema como inadimplentes estão sendo adotados de acordo com a estratégia de cada unidade da Receita Federal nos Estados. Em uma reunião realizada no último dia 10, em Brasília, com representantes da Famato e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Receita Federal informou que não está impedida de incluir os produtores rurais como inadimplentes. A Receita não está obrigada a aguardar o final do prazo de adesão ao PRR para que sejam tomadas medidas contra os produtores como, por exemplo, incluí-los como inadimplentes no sistema. A justificativa é que nem a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 30/03/2017, que reconheceu a constitucionalidade do Funrural, e nem a Lei 13.606/2018, que instituiu o PRR, suspenderam o débito. Foi facultada apenas a possibilidade de os produtores rurais aderirem ou não ao pagamento do débito

Diário de Cuiabá

ECONOMIA

Dólar sobe para maior nível em 2 anos e meio, a R$3,96, com tensão eleitoral

O dólar subiu para seu maior nível em dois anos e meio nesta segunda-feira, acima de 3,95 reais, com os investidores cautelosos com a cena eleitoral doméstica após a pesquisa eleitoral CNT/MDA mostrar que o candidato que mais agrada ao mercado, Geraldo Alckmin (PSDB), continuava com pequena fatia do eleitorado, bem atrás de outros postulantes

Havia ainda expectativa pelos números que seriam divulgados após o fechamento do mercado pelo Ibope, que poderiam ou não corroborar os dados da CNT. O dólar avançou 1,10 por cento, a 3,9577 reais na venda, maior nível desde os 4,0035 reais de 29 de fevereiro de 2016. Na máxima da sessão, a moeda foi a 3,9724 reais. O dólar futuro tinha avanço de cerca de 1,15 por cento. No exterior, o dólar caía ante a cesta, mas subia ante a maioria das divisas de países emergentes, como contra os pesos mexicano e chileno. O dólar bateu mínimas ante a cesta depois que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reclamou da política de alta de juros do chairman do Federal Reserve, Jerome Powell. No final da tarde, o dólar renovou essa mínima contra as seis principais moedas globais com novas críticas de Trump ao Fed em entrevista exclusiva à Reuters. Ainda sobre os juros norte-americanos, o presidente do Federal Reserve de Atlanta e membro votante do banco central dos EUA, Raphael Bostic, disse nesta segunda-feira que está mantendo sua expectativa de mais um aumento de juros neste ano, à medida que tensões comerciais e eventos internacionais adicionaram algum risco de baixa à forte perspectiva econômica dos EUA.

Redação Reuters

Com eleição no radar, Ibovespa fecha em alta com Vale e siderúrgicas em destaque

O Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira, com as ações de mineração e siderurgia em destaque, em sessão marcada pelo vencimento dos contratos de opções sobre ações e com agentes financeiros especulando sobre a corrida presidencial no país

O principal índice acionário da B3 avançou 0,39 por cento, a 76.327,89 pontos, oscilando da mínima de 75.607,85 à máxima de 76.497,03 pontos. O volume financeiro alcançou 17,6 bilhões de reais, ampliado pelo exercício de opções de quase 8 bilhões de reais. Pesquisa CNT/MDA divulgada no final da manhã mostrou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente na disputa presidencial, mesmo preso em Curitiba desde abril, enquanto Geraldo Alckmin (PSDB), favorito pelo mercado, mostra dificuldades para engrenar. O índice tocou a mínima logo após a divulgação da pesquisa, mas reduziu a perda e reverteu à tarde. Para profissionais da área de renda variável, não agradam o fato de Alckmin seguir patinando e o elevado patamar votos brancos e nulos. A bolsa fechou com agentes financeiros na expectativa de pesquisas Ibope e Datafolha previstas para a semana, as primeiras desses institutos após os registros das chapas que disputarão as eleições em outubro. No caso do Ibope, a previsão é de que o levantamento saia ainda nesta segunda-feira. No exterior, a semana começou com viés mais positivo, com alta nos preços dos metais e do petróleo, além de mais otimismo para um desfecho positivo na disputa comercial entre EUA e China. Em Wall Street, o S&P 500 subiu 0,24 por cento.

Redação Reuters

Governo prepara plano para crescer com comércio exterior espelhando-se no Chile e Rússia

O governo brasileiro mira o desempenho de Chile e Rússia no comércio exterior para desenhar um plano para o desenvolvimento do Brasil em 12 anos, afirmou à Reuters uma fonte do ministério do Planejamento, em meio ao rápido envelhecimento populacional

Isso porque o país não contará mais com os efeitos positivos do chamado bônus demográfico, já que a população em idade ativa crescerá menos que a população total, ao contrário do ocorrido nas últimas décadas. “Vai ser mais difícil crescer. Você precisa de produtividade e um dos temas que mais gera produtividade é a questão de exposição ao comércio internacional”, disse a fonte, em condição de anonimato. O Chile, dentre os vizinhos da América Latina, é visto como o país “mais interessante” e “próximo de desenvolvido”, embora seja uma economia pequena. Já a Rússia se aproxima do Brasil pelas dimensões continentais. Ambos apresentam melhores correntes de comércio, que são a soma de exportações e importações. Segundo dados do Banco Mundial, a corrente de comércio respondeu por 24,6 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2016, enquanto na Rússia foi de 46,3 por cento e no Chile, de 56,1 por cento. “O Brasil não é o Chile, não vai ter metade do PIB em exportação e importação, mas é importante a gente se aproximar de 40 para ter mais competição aqui dentro”, disse a fonte, indicando que um bom número ficaria entre “35 e 40 por cento”. As conclusões constarão no documento “Estratégia Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social”, com caminhos para o país num prazo de 12 anos. O Planejamento estendeu o prazo de consulta pública até 24 de agosto e, depois, o conteúdo será entregue ao próximo presidente da República.

Redação Reuters

EMPRESAS

Sócios da Minerva estudam elevar participação na empresa

Após assistirem o valor em dólar da Minerva cair mais de 55% este ano na B3, parte da família Vilela de Queiroz (organizada na VDQ Holdings) e o fundo saudita Salic estudam formas de elevar sua participação no negócio

Está em análise inclusive o fechamento do capital da empresa, listada no Novo Mercado, conforme o Valor apurou com fontes a par do assunto – procurada, a Minerva não comentou. A análise dos sócios, contudo, não considera apenas uma oferta de aquisição (OPA) para o fechamento de capital. Outra alternativa é fazer o movimento contrário, pois a companhia necessita de recursos. Entre as possibilidades está a Salic e mais alguns dos sócios de VDQ injetarem capital na empresa, o que resultaria num aumento significativo de suas participações e na redução da fatia dispersa na bolsa — a depender da participação dos investidores de mercado numa eventual capitalização. A companhia iniciou 2018 avaliada em R$ 2,5 bilhões na B3, o equivalente a US$ 765 milhões. No fechamento de hoje, a Minerva valia R$ 1,4 bilhão no pregão, ou US$ 343 milhões. No fim de junho, a dívida líquida da companhia, de R$ 6,8 bilhões, equivalia a 5 vezes o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 12 meses – uma piora em relação à alavancagem de 4,5 vezes registrada três meses antes. A Minerva tinha uma dívida total de R$ 11,1 bilhões no fechamento do semestre, para uma posição de R$ 4,2 bilhões em caixa. Nos próximos 12 meses, a empresa enfrentará amortizações que totalizam R$ 2,7 bilhões. No segundo trimestre, a receita líquida subiu quase 45% na comparação anual, para R$ 3,73 bilhões. Mas o Ebitda não acompanhou a alta e cresceu 27,4%, para R$ 353,4 milhões – a margem caiu de 10,8% para 9,5%. Nesse mesmo sentido, lembrou a fonte, a empresa anunciou no dia 8 que deu início a estudos para fazer uma oferta pública inicial de ações (IPO) de suas operações internacionais na bolsa do Chile.  O plano, nesse caso, é que os ativos fora do Brasil – incluindo fábricas na Argentina, no Paraguai, no Uruguai e na Colômbia – fiquem sob o guarda-chuva da subsidiária chilena Athena Foods. Por meio do IPO, a Minerva venderia uma participação minoritária de ao menos 25% da Athena na bolsa chilena. O Valor apurou que a subsidiária poderia ser avaliada por ao menos R$ 4 bilhões. Isto é, mais que o atual valor de mercado da Minerva na B3.

VALOR ECONÔMICO

Marfrig vende Keystone por US$2,4 bi para Tyson, mas mantém planta de hambúrguer nos EUA

A Marfrig celebrou contrato definitivo com a norte-americana Tyson Foods para a venda da totalidade de sua participação na Keystone Foods por 2,4 bilhões de dólares, anunciou a empresa brasileira na segunda-feira, em um movimento para reduzir sua alavancagem financeira e se concentrar nas operações de carne bovina

A transação contempla a venda de todos os ativos da Keystone Foods, com exceção de uma planta de hambúrgueres de North Baltimore, em Ohio, com capacidade anual de 91 mil toneladas de produto processado — uma das maiores plantas de hambúrguer dos EUA. A planta tem uma receita anual de 300 milhões de dólares, disse o Vice-Presidente financeiro da Marfrig, Eduardo Miron, à Reuters em entrevista por telefone na noite de domingo. A Tyson vai ficar com todas as demais operações da Keystone, que é fornecedora importante de produtos de frango para o McDonald’s. “A decisão de continuar com a planta de North Baltimore está em linha com a estratégia da companhia de foco com crescimento em bovinos, incluindo a recente aquisição pela companhia de participação majoritária na National Beef Packing Company, cujo controle foi adquirido pela Marfrig em junho de 2018”, disse a empresa em fato relevante. A planta de Ohio vai ser acrescida ao portfólio da National Beef. O valor total do negócio (enterprise value) é de aproximadamente 2,4 bilhões de dólares, o qual considera um ‘equity value’ para a Marfrig de 1,4 bilhão de dólares após a liquidação da dívida e outros ajustes, disse a Marfrig. Os recursos com a venda da Keystone serão usados para reduzir significativamente a dívida até o final do ano, disse Miron. A Marfrig espera que a relação entre dívida líquida e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), um indicador comum de rentabilidade operacional, caia de 4,2 para 2,5 em dezembro. Após a venda da Keystone e a aquisição da National Beef, a Marfrig não planeja mais fusões ou aquisições para aumentar seu portfólio, disse Miron. A empresa pode crescer organicamente, mas não está interessada em adquirir ativos de carne bovina que a BRF venderá na Argentina, acrescentou.

Redação Reuters

Melhora o cenário para a Marfrig

As ações da Marfrig subiram ontem 3,5% na B3, após a confirmação da venda da subsidiária Keystone para a americana Tyson Foods. E, assim, recuperaram parte das perdas observadas durante o pregão de sexta-feira, quando os papéis caíram 9,3%. O valor de mercado da empresa passou de R$ 3,9 bilhões para R$ 4 bilhões. Na quinta-feira, o valor de mercado alcançava R$ 4,3 bilhões

O negócio foi fechado por US$ 2,4 bilhões, cerca de US$ 500 milhões a menos que o esperado pelo mercado, o que pressionou a cotação das ações na sexta-feira. De acordo com análise do BTG Pactual assinada por Thiago Duarte e Vito Ferreira, mesmo com o valor de venda abaixo do esperado por analistas a “nova” Marfrig será a empresa com a menor alavancagem – relação entre dívida líquida e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) – do segmento e em posição de buscar um menor custo de capital. “Com fortes margens esperadas no Brasil e nos mercados de carne bovina, em teoria o preço das ações ainda poderá subir mais de 40%”, aponta o relatório. Ontem, antes da abertura do mercado, o Vice-Presidente de Finanças e Relações com Investidores da Marfrig, Eduardo Miron, ressaltou que a alavancagem da companhia, após a venda, poderá ficar entre 2,2 vezes e 2,5 vezes. Neste segundo semestre, disse Miron, as perspectivas para os negócios da Marfrig são positivas. Segundo o executivo, a receita líquida da empresa deverá alcançar de R$ 20 bilhões a R$ 21 bilhões, e a margem Ebitda poderá ficar entre 9% e 10%. “Não existe nenhum número da Keystone nessas projeções para o segundo semestre. O resultado virá mais forte devido ao câmbio, por questões sazonais e porque as operações tendem a ter uma performance mais robusta”, afirmou.

VALOR ECONÔMICO

Para Friato, com retração no consumo, economia não reage

O Presidente do frigorífico Friato, localizado em Goiás, Francisco Tomazini, afirma que economia brasileira não está reagindo neste terceiro trimestre e que está enxergando uma retração tanto no consumo como nas exportações

Esse cenário, acrescenta, está “ocasionando prejuízos à indústria, que é o grande gerador de riquezas”. “O aumento do desemprego está sendo o grande vilão da atual crise financeira”, afirmou o Presidente da Friato, empresa campeã do setor Agropecuário na edição deste ano do Valor 1000. Em sua empresa, porém, Tomazini diz que os efeitos da crise econômica estão sendo minimizados pela estratégia de diversificação de negócios. “Temos como excelência sempre priorizar alto nível de produtividade e entregar produtos e serviços de qualidade aos nossos clientes e consumidores”, acrescentou. Tomazini disse ainda que a primeira medida que o próximo presidente deve tomar quando assumir o cargo é “diminuir o tamanho e custo do governo” e mencionou os elevados salários com cargos políticos. “A cidade onde a Friato possui sua sede [Pires do Rio – GO] tem 13 vereadores ganhando R$ 30 mil por mês, trabalhando 8 horas por semana, em uma cidade de 30 mil habitantes, enquanto um trabalhador da indústria ganha R$ 1,5 mil trabalhando 44 horas por semana”, exemplificou.

VALOR ECONÔMICO

JBS lança plataforma de rastreamento de produção de couros

A JBS Couros, do Grupo JBS, vai apresentar no final do mês, em feira internacional em Xangai, na China, uma nova plataforma de rastreabilidade da produção de couro

Criada em 2009 e com capacidade de produção de 35 mil couros por dia, a JBS Couros atende as estratégias de diversificação do grupo. Chamada de JBS 360, a plataforma agrega informações sobre proveniência do couro de áreas livres de desmatamento, reservas indígenas, unidades de conservação e critérios relevantes para que o processo seja considerado social e ambientalmente responsável. A China é um dos mercados considerados estratégicos para a JBS Couros, que já investiu R$ 2,2 milhões em rastreabilidade, incluindo os negócios de carne.

Estadão

FRANGOS & SUÍNOS

Desempenho do frango vivo na terceira semana de agosto

Não importando de onde ou de que ângulo seja visto, para o frango o panorama permanece o mesmo: com um consumo final muito abaixo do desejado

Isso trava a valorização da ave abatida e mantém inalterado o mercado de aves vivas que, calmo, permanece com os preços inalterados há mais de mês. O que se aplica, mais especificamente, ao frango vivo negociado no interior paulista, há quase 60 dias sem qualquer alteração nos parâmetros de comercialização. Ou seja: por duas vezes ele passou pelo período mais ativo de vendas do mês e entrou na segunda quinzena sem qualquer alteração em relação aos padrões vindos desde o final de junho – preço de referência fixo em R$3,00/kg, mas com negócios reais sendo efetivados, na grande maioria, com 20 centavos de desconto. agora, a passagem pela segunda quinzena traz à luz, novamente, o fantasma de uma possível redução nos valores praticados. Mas como ocorreu há um ano, os preços em vigor podem permanecer inalterados por todo o mês. 

Agrolink

Suinocultura paulista estima prejuízo de R$ 8 milhões ao mês

Aumento de custos para o setor e demanda retraída estão levando setor a vender mais barato do que os custos

O mercado de suínos no estado de São Paulo, ao longo da semana, registrou melhora, de acordo com a Associação Paulista dos Criadores de Suínos (APCS). Ainda assim, a entidade estima que a suinocultura no estado esteja perdendo em torno de R$ 7,95 milhões ao mês devido ao aumento de custos. Segundo pesquisas realizadas pela APCS, houve melhora no cenário na região de Campinas, onde o animal abatido (carcaças) é vendo até R$ 6,05/quilo. Esse valor para o suinocultor representa, na melhor das hipóteses, para o suíno vivo, em R$ 75,75/@ = R$ 4,04/Kg, e, na pior das condições, em R$ 69,75/@ = R$ 3,72/Kg. Os parâmetros são utilizados com base carcaça versus suíno. Já o custo de produção segue bastante elevado, aponta a APCS. Na região de Campinas/SP, o custo por arroba está variando entre R$ 78,00 a R$ 80,00/@. Isso sinaliza que o suinocultor, com os preços praticados entre R$ 68,00 a R$ 69,00/@, está tendo um prejuízo que atinge no momento cerca de R$ 10,00/@, o que representa em média R$ 50,00 por animal abatido. De acordo com levantamento da APCS, o estado de São Paulo abate cerca de 1,9 milhões de cabeças de suínos por ano, ou 159 mil suínos ao mês. Desta forma o setor perde R$ 7.950.000,00/mês.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL

INTERNACIONAL

Uruguai está mais perto de exportar carne para o Japão

A abertura do mercado japonês para a carne uruguaia e a carne bovina maturada parece estar mais próxima, um destino que gera muitas expectativas apesar da tarifa de 38,5%

O CEO do Grupo Marfrig para o Cone Sul, Marcelo Secco, disse que o Uruguai “devolveu a documentação que foi enviada do país asiático como modelo”. Agora o Japão “terá que fazer uma revisão técnica dessa informação”, para depois “definir politicamente se o Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca está autorizado a pré-selecionar as indústrias frigoríficas ou se haverá uma nova inspeção no Uruguai”, disse ele. Uma vez concluídos esses casos, o Uruguai poderá retomar as vendas ao mercado, após seu fechamento no início de 2000, devido à entrada da febre aftosa na região. No momento, o Uruguai só pode enviar carne cozida e produtos termoprocessados.

El País Digital

Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3088 8124

https://www.facebook.com/abrafrigo/

 

abrafrigo

Leave Comment