CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 802 DE 26 DE JULHO DE 2018

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Ano 4 | nº 802 | 26 de julho de 2018

NOTÍCIAS

Demanda por carne cresce, mas lenta retomada da economia limita alta

Consultoria aponta que a tendência é de mais oferta de carne bovina, lembrando que o abate de fêmeas aumentou 7% no primeiro trimestre ante igual intervalo de 2017

O consumo de carne bovina deve ficar mais aquecido no segundo semestre, quando tradicionalmente a demanda cresce, mas essa reação será mais contida que em outros anos por causa da lenta retomada da economia, diz a consultoria Agrifatto. O consultor Gustavo Machado destaca, em relatório, que a tendência é de mais oferta de carne bovina, lembrando que o abate de fêmeas aumentou 7% no primeiro trimestre ante igual intervalo de 2017. “Isso poderá limitar as máximas de preço da arroba ao longo desta entressafra”, diz. Para o especialista, a arroba do boi gordo, hoje sustentada, deve ficar ligeiramente pressionada no médio prazo.

ESTADÃO CONTEÚDO

Carne bovina perde competitividade frente a carne de frango e suína

Com o lento escoamento da carne bovina nas últimas semanas, no mercado atacadista de carne bovina com osso, em São Paulo, o boi casado de animais castrados apresentou queda de 1,2%, em julho (até dia 25/7) em relação à média de junho

Para a carcaça de frango e suína, o cenário não foi diferente, a demanda está aquém do esperado e o resultado foi a desvalorização de 9,3% para a proteína de frango no atacado e de 14,2% para a de suíno, em igual período. Com isso, atualmente, a relação de troca entre a proteína bovina e a de frango está em 2,47, ou seja, com o preço de um quilo de boi casado no atacado é possível adquirir 2,47 quilos de frango, alta de 8,9% em relação a junho último. Para o suíno esta relação está em 1,96, aumento de 15,1% em igual comparação. Isso quer dizer que a carne bovina perdeu competitividade tanto frente a carne de frango como para a carne suína no período.

SCOT CONSULTORIA

Mercado do boi gordo firme

Cenário de segunda quinzena para o consumo, que trabalha calmo, e de entressafra para a oferta de boiadas, que segue restrita

As programações de abate, em geral, não estão apertadas, mas isto é mais decorrente do ritmo modesto dos abates, que pela disponibilidade de boiadas. Frigoríficos com as programações maiores testam o mercado ou saem das compras. Quando há busca por lotes, os vendedores têm exigido preços maiores e a compra não está fácil. Para os próximos dias, a tendência é um aumento da movimentação no atacado, com o varejo se preparando para o início de mês, o que pode gerar valorizações para o boi gordo.

SCOT CONSULTORIA

Carne: retomada da exportação em julho mostra que não houve ruptura no ritmo dos negócios e resultado ruim de junho foi pontual

Com mercado mais firme e indicações de uma arroba a R$150,00 reais para outubro, confinamento de segundo giro pode ser melhor que primeiro

César de Castro Alves, analista de mercado da MBAgro, destacou ao Notícias Agrícolas nesta quarta-feira (25) que há uma recuperação dos preços no mercado do boi gordo por conta da entressafra, já que a oferta está mais escassa e o gado remanescente já foi entregue. Desta forma, os contratos mais longos já refletem esse cenário, com outubro sendo cotado a R$150/@. No físico, o indicador Cepea para São Paulo gira em torno de R$142/@ a R$143/@. As escalas estão se alongando e as exportações devem se manter como estão. O dólar é favorável para o Brasil, que ganha competitividade frente aos países vizinhos. A demanda interna, por sua vez, deve continuar ruim até as eleições, o que tira um pouco da expectativa de melhora do consumo. O primeiro giro deve ser mais fraco em função dos piores preços para o boi, além da alta da ração. Contudo, os produtores devem investir mais no segundo giro.

Notícias Agrícolas

Virada nos preços da pecuária de corte deve acontecer em 2 anos, diz Scot

Valores da arroba não têm força para subir diante de um consumo que não cresce. Apesar de forte, demanda não avança e mantém cotações travadas. Pecuarista deve focar menos no preço e mais em suas margens, buscando reduzir seus custos

Alcides Torres, diretor da Scot Consultoria, destacou ao Notícias Agrícolas que a pecuária se encontra em um período de baixa de preços, de forma que a grande virada deve ocorrer apenas no próximo ano ou em 2020. Dentro do ciclo curto, ocorre a primeira entressafra. A tendência seria que os preços fossem mais altos, mas o problema é a expectativa e a situação econômica do país. A pecuária está por conta do consumo que não aumenta e do preço, que não sobe. A demanda é boa: o Brasil exporta 20% do que produz. Contudo, este número está estagnado. Ele recomenda os pecuaristas a focarem na margem ao invés de focar nos preços da arroba. Os produtores não têm força para mexer nos preços, mas têm força para mexer no custo. A concentração de produtores também traz problemas para os pequenos produtores, que são os que mais sofrem com a situação.

Notícias Agrícolas

Vice do Senado assina MP e tabela de fretes já pode ser sancionada

O Senado Federal enviou um funcionário de Brasília até a Paraíba nessa terça-feira, dia 24, exclusivamente para pegar a assinatura do senador Cássio Cunha Lima (PSDB/PB), Vice-Presidente da Casa, para dar encaminhamento a algumas propostas que estavam paradas após aprovação no Congresso Nacional no dia 11 de julho

Uma delas é a Medida Provisória 832/2018, que cria a tabela de preços mínimos para os fretes rodoviários de cargas, e outra é a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2019. As matérias foram assinadas nesta quarta-feira, dia 25, e o servidor retornou à capital federal. Os textos finais já foram enviados ao Palácio do Planalto, que agora tem até 15 dias úteis para torná-las lei (até 14/08) com ou sem vetos.

CANAL RURAL

ECONOMIA

Dólar cai 1% e volta a R$3,70, menor nível em 2 meses, com cena externa

O dólar recuou 1 por cento na quarta-feira, pelo segundo pregão seguido, e voltou ao patamar de 3,70 reais sob influência do exterior, onde o ambiente era de maior alívio após sinalizações dos Estados Unidos e da Europa de tirar pressão sobre a guerra comercial global

O dólar recuou 1,09 por cento, a 3,7022 reais na venda, menor valor desde 25 de maio (3,6683 reais), depois de bater 3,6982 reais na mínima do dia. O dólar futuro tinha desvalorização de cerca de 1,20 por cento no final da tarde. “O recuo da moeda norte-americana no exterior se somou ao desmonte de posições compradas (aposta na alta do dólar)”, afirmou o operador de câmbio de uma corretora. O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o chefe da União Europeia (UE), Jean-Claude Juncker, reuniram-se nesta tarde e expressaram nesta o desejo de reduzir as tarifas e aliviar as tensões no comércio internacional durante encontro na Casa Branca. “O próximo suporte do dólar estaria em 3,67 reais e acho possível a moeda ficar rondando 3,65 reais”, afirmou diretor da consultoria de valores mobiliários Wagner Investimentos, José Faria Júnior. O Banco Central brasileiro ofertou e vendeu integralmente 14 mil swaps tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando 11,9 bilhões de dólares do total de 14,023 bilhões de dólares dos contratos que vencem em agosto.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta e supera 80 mil pts com bancos após balanço forte do Santander Brasil

O Ibovespa fechou em alta de mais de 1 por cento na quarta-feira, superando os 80 mil pontos pela primeira vez desde maio, puxado principalmente pelo desempenho dos bancos, após resultado trimestral robusto do Santander Brasil

O principal índice de ações da B3 subiu 1,34 por cento, a 80.218,04 pontos, maior patamar desde 23 de maio. O volume financeiro somou 10,1 bilhões de reais. Para o analista Régis Chinchila, da Terra Investimentos, os balanços se destacaram neste pregão, com o resultado de Santander Brasil gerando expectativas positivas para o desempenho de Bradesco, Banco do Brasil e Itaú Unibanco. “A temporada de balanços do segundo trimestre foi aberta na semana passada e acreditamos que deve seguir surpreendendo positivamente, gerando valor nas ações das empresas”, afirmou, chamando atenção também para os números do Grupo Pão de Açúcar.

REUTERS

Agroindústrias investem em caminhões

Alvo de duras críticas de produtores, agroindústrias e tradings, a tabela de preços mínimos de fretes rodoviários que aguarda sanção do Presidente Michel Temer, estimula um número cada vez maior de projetos que preveem a criação ou o reforço de frotas próprias de caminhões para o escoamento das safras

Para cargas a granel como soja e milho, os valores de fretes para longas distâncias até agora propostos representam, em média, altas de cerca de 30% a 50% em relação aos que vinham sendo praticados, de acordo com estimativas. Maior exportadora de soja brasileira, a americana Cargill, que desde a primeira versão da tabela de fretes, usada por Brasília para encerrar definitivamente a recente greve dos caminhoneiros, posicionou-se veementemente contra o tabelamento, voltou a sinalizar que poderá investir em uma frota própria para entrar em operação já nesta safra 2018/19. “Com o tabelamento, indústrias e exportadores terão que repensar a forma como irão operar no Brasil”, disse, em comunicado, Paulo Sousa, Diretor de grãos e processamento da companhia para a América Latina. Segundo ele, a intervenção do governo no mercado de fretes cria “uma ruptura no funcionamento natural da cadeia de suprimentos e desequilibra os contratos, a ponto de comprometer a confiança na expansão sustentável do agronegócio”, além de abrir caminho “para oportunistas trabalharem na informalidade”. Nesse contexto, a Cargill reforçou que analisa para a safra 2018/19 adquirir frota própria de caminhões e contratar motoristas. A paranaense Coamo, maior cooperativa agrícola da América Latina e outra grande exportadora de grãos, tem sobre a mesa um projeto até mais avançado. O grupo, com sede no município de Campo Mourão, acaba de fechar a aquisição de 152 novos caminhões, que já havia sido aprovada para renovar sua frota própria de 280 veículos. https://www.valor.com.br/agro/5684651/agroindustrias-investem-em-caminhoes

VALOR ECONÔMICO

Greve dos caminhoneiros mina índice de confiança do agronegócio

O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) calculado pelo Departamento do Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Deagro/Fiesp) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) não resistiu à greve dos caminhoneiros e registrou forte queda no segundo trimestre deste ano

Conforme dados divulgados hoje, o indicador caiu 8,6 pontos em relação ao primeiro trimestre e encerrou o período em 98,5 pontos. A escala vai de zero a 200, e 100 é o ponto neutro. O resultado é dimensionado a partir de 1,5 mil entrevistas (645 válidas) com agricultores e pecuaristas de todo o país. Cerca de 50 indústrias também são ouvidas. “O movimento [greve] colocou em evidência a perda de fôlego da recuperação econômica e as dúvidas quanto aos projetos que emergirão das urnas nas próximas eleições. De fato, a principal contribuição para a perda de confiança se deve à piora significativa na percepção quanto a situação do país, que caiu bruscamente em todos os elos pesquisados da cadeia”, diz Roberto Ignácio Betancourt, diretor do Deagro. Houve quedas da confiança em todos os segmentos do campo pesquisados — agroindústrias (antes e depois da porteira) e produtores (agricultores e pecuaristas). Nem a alta dos preços domésticos de grãos como soja e milho foi suficiente para melhorar o humor das cadeias do setor no segundo trimestre.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Custo de produção de frangos cai 0,27% em junho após 9 altas mensais

O custo de produção de frangos medido pela Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS) da Embrapa caiu 0,27% em junho, ante maio, na primeira queda mensal do índice desde agosto do ano passado, segundo informações no site da CIAS/Embrapa

O custo do frango de corte no Paraná, em aviário tipo climatizado em pressão positiva, caiu de R$ 2,92 para R$ 2,91 em junho. Apesar da queda em junho, o ICPFrango ainda acumula alta de 17,3% no primeiro semestre. No acumulado de 12 meses, o ICPFrango sobe 24,2%. Os gastos com nutrição são os principais responsáveis pelo alto custo de produção de aves e suínos desde meados do ano passado, influenciados pelo maior custo de milho e soja. No caso dos suínos, houve alta de 2,32% no índice de custo de produção ICPSuíno em junho. No primeiro semestre, a alta acumulada é do ICPSuíno é de 18%. Já no acumulado de 12 meses, o índice sobe 26,05%. O quilo do suíno chegou a R$ 4,17 em Santa Catarina em junho, segundo a CIAS/Embrapa. 

CARNETEC

Custo de produção do quilo de suíno vivo sobe 2,32% em junho e chega aos R$ 4,17

O custo de produção do quilo de suíno vivo em junho aumentou R$ 0,10 em relação a maio, chegando aos R$ 4,17 em Santa Catarina segundo a CIAS, a Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa (embrapa.br/suinos-e-aves/cias). No início do ano, em janeiro, o mesmo custo era calculado em R$ 3,49

Esta alta fez o índice de custo de produção (ICPSuíno/Embrapa) alcançar os 238,45 pontos, aumento de 2,32%. No ano, o ICPSuíno calculado pela Embrapa acumula 18,05%. Nos últimos 12 meses, a variação chega a 26,05%. O ICPSuíno sobe constantemente desde agosto de 2017, quando marcou 181,99 pontos. A maior causa para a elevação do ICPSuíno em junho foi a nutrição dos animais (2,02%), que corresponde a 78,37% do total dos custos da produção. Já o ICPFrango baixou 0,27% em junho na comparação a maio. O índice fechou o mês passado nos 225,29 pontos, mas ainda acumula alta em 2018, agora de 17,34%. Nos últimos 12 meses, o acúmulo do ICPFrango é de 24,20%. Com isso, o custo de produção por quilo vivo de frango de corte no Paraná, calculado a partir dos resultados em aviário tipo climatizado em pressão positiva, passou de R$ 2,92 para R$ 2,91 em junho. Santa Catarina e Paraná são usados como estados referência nos cálculos por serem os maiores produtores nacionais de suínos e de frangos de corte, respectivamente.

AGROLINK

Acreditamos que vamos superar o momento de crise”, defendeu Turra durante o GAF 18

A reversão da espiral negativa em torno do clima de crise setorial foi a principal defesa do Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, durante sua apresentação no Global Agribusiness Forum (GAF), ontem, em São Paulo (SP). “Eu acredito que o Brasil aprendeu uma lição: de passar a defender o seu produtor e o seu produto. Às vezes nós pegamos uma exceção e fazemos um baita estrago lá fora”, destacou

Turra fez uma reflexão sobre o histórico do setor produtivo, que ao longo de 40 anos, exportou mais de 60 milhões de toneladas de carne de frango e 9,3 milhões de toneladas de carne suína, e nunca registrou qualquer caso de problema de saúde pública comprovadamente vinculado aos produtos embarcados a 203 países nos cinco continentes. “Ao longo de quatro décadas, nós nunca tivemos problemas que envergonhassem o nosso setor”, destacou. Neste sentido, o Presidente da ABPA afirmou que os problemas pontuais, transformados na divulgação à imprensa como uma situação generalizada, mostra a importância de uma reversão da postura brasileira em torno dos problemas internos.  “Nós não aplaudimos quem tem más prática, comete irregularidades. Não aplaudimos, jamais. Quem é global não pode errar! Mas os outros países, estão imunes de problemas? Não. Veja os casos de Salmonella nos EUA, de Influenza Aviária e até problemas de qualidade com proteínas animais na Europa. Mas não vendem para nós estas informações com a mesma ‘crueza’ o que nós vendemos lá fora. Não chegam com a mesma intensidade que chegam as nossas notícias lá fora.  Eu vi reproduzido no México a mesma manchete: Brasil vende carne podre para o mundo. Uma mentira, propagada. Mas é uma lição para nós, como nação, sobre a importância de se defender diante destas inverdades”, ressalta.

AGROLINK

Exportações de carne suína em julho crescem 80% sobre junho

Na comparação por meio de média diária, o País exportou US$ 5 milhões ante US$ 2,8 milhões do mês passado

As exportações brasileiras de carne suína in natura, nas três primeiras semanas de julho, superam em quase 80% os valores de junho, com um montante de US$ 75,1 milhões. Na comparação por meio de média diária, o País exportou US$ 5 milhões ante US$ 2,8 milhões do mês passado. Os números são da balança comercial semana, divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Em apenas 15 dias úteis, foram exportadas 40,4 mil toneladas de carne suína in natura, o que representa 2,7 mil toneladas por dia. Durante todo o mês de junho, o volume foi de 58,5 mil toneladas. Neste caso, foram 1,4 mil toneladas diárias. A comparação com julho do ano passado, no entanto, não é tão favorável para o atual mês, apontam os dados do MDIC. Até o momento, as exportações de carne suína in natura caíram 14,4% ante o resultado daquele período. Em julho de 2017, foram remessados ao exterior US$ 122,8 milhões da proteína, o que significou US$ 5,8 milhões ao dia.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL

Exportações de carne de frango avançam 95% em julho

Na comparação por meio de média diária, o País exportou US$ 30,6 milhões ante US$ 15,7 milhões do mês passado

As exportações brasileiras de carne de frango in natura, nas três primeiras semanas de julho, superam quase 95% os valores de junho, com um montante de US$ 458,6 milhões. Na comparação por meio de média diária, o País exportou US$ 30,6 milhões ante US$ 15,7 milhões do mês passado. Os números são da balança comercial semana, divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Em apenas 15 dias úteis, foram exportadas 306,1 mil toneladas de carne de frango in natura, o que representa 20,4 mil toneladas por dia. Durante todo o mês de junho, o volume foi de 329,6 mil toneladas. Neste caso, foram 10,5 mil toneladas diárias. A comparação com julho do ano passado também é favorável para o atual mês, apontam os dados do MDIC. Até o momento, as exportações de carne de frango in natura superam em 16,3% o resultado daquele período. Em julho de 2017, foram remessados ao exterior US$ 551,9 milhões da proteína, o que significou US$ 26,3 milhões ao dia.

AVICULTURA INDUSTRIAL

INTERNACIONAL

‘Nosso maior desafio é a conquista de mercados asiáticos’, diz CEO da Minerva

O CEO da Minerva Foods, Fernando Galletti de Queiroz, disse nesta terça-feira, 24, que o maior desafio do setor brasileiro de proteína animal é a conquista de mercados asiáticos. Durante discurso no segundo e último dia do Global Agribusiness Forum (GAF 2018), o executivo destacou que, dentre os países daquele continente, a China está se tornando o principal mercado. “Japão, Indonésia, Tailândia e Coreia do Sul são grandes oportunidades”, citou.

Na ponta da oferta, a ampla disponibilidade de água e terra favorece as criações no Brasil, assim como a adoção dos sistemas de confinamento. No entanto, “com o aumento de preços dos grãos, a diferença de custos de produção entre a pecuária do Hemisfério Norte e do Hemisfério Sul fica maior”, comentou Galletti. Essa diferença de despesas eleva a competitividade do sistema produtivo norte-americano em relação ao brasileiro, por exemplo, já que os confinamentos se abastecem de grãos como o milho e o farelo de soja. Além disso, especificamente para a carne bovina do Brasil, o executivo ressaltou que falta acesso a 50% dos maiores mercados compradores do mundo. No topo da lista de importadores que o País precisa avançar estão os Estados Unidos.

Estadão

Países da Cosalfa se unem para vacinar rebanho venezuelano

Comissão vai criar um fundo e destinar 39 milhões de doses para realizar as campanhas no país

O Diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e representante do Brasil na Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), Guilherme Marques, informou que o Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (Panaftosa) está coordenando, por determinação dos países membros da Comissão Sul Americana da Luta Contra febre aftosa (Cosalfa), um plano de vacinação contra a doença no rebanho bovino e bubalino da Venezuela, durante dois anos, podendo ser prorrogados por mais dois anos. O comunicado do Panaftosa foi feito na semana passada. A decisão da Cosalfa foi tomada pelos 13 países membros na 45ª reunião da comissão, que ocorreu em maio. Para tanto, buscará a criação de um fundo privado para empregar nas ações de defesa, como a contratação de vacinadores, aluguéis de carros para campanhas de vacinação, compra de pistolas para aplicação das vacinas e estruturação da cadeia de frio para a conservação das vacinas. Os países buscarão apoiar as ações com o envio de profissionais e doação de vacina contra a doença.

Portal DBO

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