CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 804 DE 30 DE JULHO DE 2018

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Ano 4 | nº 804 | 30 de julho de 2018

NOTÍCIAS

Preços firmes no mercado do boi gordo

Parte das indústrias estava fora das compras na última sexta-feira (27/7), porém, mesmo em um dia de baixa movimentação os preços ficaram firmes.

Apesar do menor volume de abate das indústrias, há pouco espaço para testes. Não tem sido fácil preencher as escalas de abate. Em São Paulo, por exemplo, há frigoríficos com escala para apenas um dia. Nesses casos, as empresas estão ativas nas compras e pagando mais pela arroba. Apesar da demanda estagnada ter permitido que as empresas trabalhassem com um estoque enxuto nos últimos dias, o momento é de reabastecimento do varejo, que aguarda por uma melhora no escoamento, característica de início de mês. A margem de comercialização dos frigoríficos, que está em 22,6%, caiu sete pontos percentuais desde o início do mês, mas ainda está um ponto percentual acima da média histórica.

SCOT CONSULTORIA

Produtores propõem padronização de carcaça

Projeto prevê adesão voluntária dos frigoríficos para classificação segundo fatores como idade e gordura

O setor produtivo da carne bovina quer implantar um novo sistema de classificação e tipificação das carcaças bovinas. Várias entidades do setor investiram no desenvolvimento de um projeto que prevê a padronização e identificação do tipo de carcaça, conforme as características dos bovinos e da carne. Com a classificação, o consumidor final terá condições de identificar os diferentes padrões de qualidade. A expectativa também é agregar valor e estimular o maior investimento na produção e na qualidade dos bovinos destinados ao abate. Para entrar em vigor, o projeto depende da aprovação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O modelo para o novo sistema nacional de classificação e tipificação de carcaças bovinas foi proposto pela Associação Nacional da Pecuária Intensiva (Assocon), pela Associação Brasileira de Angus (ABA), pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) e Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). O objetivo do sistema proposto é criar um padrão único que possa ser seguido, de forma voluntária, pelas unidades frigoríficas do País. O processo será auditado, o que vai garantir a padronização da classificação. O projeto tem que ser aprovado pelo Mapa e a expectativa é que isso ocorra ainda este ano.

DIÁRIO DO COMÉRCIO

Criado na época do Império, Mapa completOU 158 anos nO sábado

Pasta em 2017 foi responsável por 44,1% das exportações do país

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), responsável pela gestão das políticas públicas de estímulo à agropecuária, pelo fomento do agronegócio e pela regulação e normatização de serviços vinculados ao setor, completa 158 neste sábado (28). Sua origem remonta ao tempo do Império, tendo sido criado pelo imperador Dom Pedro II, em 28 de julho de 1860, pelo decreto nº 1.067, ainda como Secretaria de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas. Em 1892, com a proclamação da República e a secretaria transformada em Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas, os assuntos de agricultura passaram a ser tratados por diretoria dessa pasta. E, em 1909, as atividades foram incorporadas ao, então criado, Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio”. Em 2017, as exportações brasileiras do agronegócio somaram US$ 96,01 bilhões, registrando crescimento de 13% em relação a 2016. No período, o setor foi responsável por 44,1% do total das vendas externas do Brasil. Com o crescimento do valor exportado sobre o das importações, o saldo da balança do setor foi superavitário em US$ 81,86 bilhões, ante os US$ 71,31 bilhões do ano anterior. Foi o segundo maior saldo da balança do agronegócio da história, inferior apenas ao registrado em 2013 (R$ 82,91 bilhões). O ministério conta quatro secretarias, 27 superintendências estaduais, unidades locais, rede de seis laboratórios, além de duas vinculadas, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), que abrigam cerca de 11 mil servidores espalhados por todo o Brasil. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) são empresas públicas que atuam sob ingerência e coordenação do Mapa.

MAPA

Frigoríficos de MT querem equilíbrio de taxa para venda de carne

Atualmente, de acordo com o setor, a alíquota para a comercialização da carne no mercado interno é de 3,5% enquanto que para outros estados é de 2,5%

Os representantes das empresas frigoríficas de Mato Grosso querem a isonomia da taxa do Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal (FEEF) cobrada para a venda de carne dentro e fora do estado. Atualmente, de acordo com o setor, a alíquota para a comercialização da carne no mercado interno é de 3,5% enquanto que para outros estados é de 2,5%. “Queremos a equiparação dessa taxa para que o preço da carne no mercado interno não seja maior que em outros Estados”, pontuou o Presidente do Sindifrigo, Sindicato das Indústrias de Frigorífico de Mato Grosso (Sindifrigo), Luiz Freitas. A reivindicação foi apresentada ao governo do estado na tarde da quarta-feira (25), em uma reunião com a Secretaria de Fazenda. O setor deverá se reunir na próxima semana para oficializar uma proposta que será apresentada posteriormente ao governo. A cobrança da taxa está em vigor desde julho e poderá existir por três anos – contando de junho este ano, mas fica sujeito a renovação a cada 12 meses. O FEEF deverá constituído, principalmente, de recursos oriundos dos recolhimentos de Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias (ICMS). A expectativa é que R$ 107,2 milhões sejam arrecadados ainda este ano. Já entre janeiro e maio de 2010, a estimativa é que R$ 76,6 milhões entrem em caixa.

G1 MT

Escassez deixa defesa sanitária preocupada

A escassez da tuberculina, substância utilizada no diagnóstico de tuberculose bovina, tem causado apreensão no setor de defesa sanitária. Uma das alternativas para a continuidade dos testes é a adoção de importações emergenciais, o que vem sendo discutido pelo segmento junto ao Ministério da Agricultura. Pecuária e Abastecimento (Mapa)

Nesta modalidade, as aquisições para situações ligadas à exportação foram liberadas. As demais estão em estudo. O cenário preocupa tanto pelo combate à enfermidade quanto pela proximidade da Expointer, já que os animais devem obrigatoriamente apresentar exame negativo para a doença para participar da exposição, que começa daqui a um mês. O problema no abastecimento deve-se a uma demanda superior à oferta no país, segundo o superintendente do Mapa/RS, Bernardo Todeschini. Além disso, a produção da substância no país não teve nenhum incremento. Há apenas um laboratório produzindo o material, o Instituto Biológico de São Paulo, que prioriza o atendimento daquele estado. A expectativa é de que uma nova empresa, de origem argentina, comece a operar no país em setembro. “Isso deve começar a colocar tuberculina no mercado a partir de janeiro”, aponta Todeschini.

Correio do Povo

Saiba o que pode impactar o mercado do boi gordo

Apesar da queda de 15% no preço do milho de junho para cá ter animado alguns pecuaristas, o analista Rafael Ribeiro, da Scot Consultoria, recomenda atenção aos custos com o cereal. As baixas no grão podem não durar até o segundo giro de confinamento, comprometendo o lucro do criador

O receio é que o segundo giro seja comprometido, como o primeiro foi, pela elevação do insumo. Analisando o primeiro semestre de 2018, enquanto valor do animal saiu de R$ 148 para R$ 140 por arroba (queda de 5,41%), a saca do milho saltou 50%, passando de R$ 30 para R$ 45. As cotações têm como base as cidades paulistas de Barretos e Campinas, respectivamente. De acordo com a Scot, o grão já apresenta um cenário mais firme na segunda metade de julho. Ribeiro lembra que o pecuarista teve uma janela menor de compra de milho neste ano, já que os preços do cereal só caíram em junho praticamente. “Quem não se atentou, pode ter que enfrentar um cenário mais firme de preços a partir de agosto”. Mesmo com a colheita segurando as altas por enquanto, o aumento das exportações neste semestre pode alavancar o grão internamente. Em Barretos, interior de São Paulo, a arroba se valorizou R$ 4 de junho a julho, motivada pela baixa oferta de animais, o que é comum no período de entressafra. A curto prazo, o analista reforça que a virada do mês — período de fortalecimento da demanda — pode impulsionar ainda mais as cotações. “O pagamento de salários é um dos motivos que sustenta essas altas sazonais”, explica. Já o milho, com base na praça de Campinas (SP), caiu R$ 7 por saca nesse período. O cereal saiu de R$ 45 em junho para R$ 37 em julho – e nesse meio tempo chegou a bater R$ 35. Quando o assunto é oferta, o pecuarista precisa deixar no horizonte a ideia de que em dois anos, o número de animais pode ser menor. Isso, de acordo com o analista, é reflexo do aumento nos abates de fêmeas observados nos últimos anos. Em 2017, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os frigoríficos abateram 9,2% mais vacas do que em 2016.

CANAL RURAL

ECONOMIA

IGP-M desacelera alta a 0,51% em julho, diz FGV

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) subiu 0,51 por cento em julho, contra avanço de 1,87 por cento em junho, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira.

O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis.

Junho Julho

IGP-M +1,87 +0,51

IPA +2,33 +0,50

REUTERS

Dólar recua ante real com exterior e eleições; fecha 4ª semana seguida de queda

O dólar caiu frente ao real na sexta-feira, acompanhando o movimento no mercado externo após os dados econômicos dos Estados Unidos consolidarem a perspectiva de aumento gradual dos juros na maior economia do mundo

O dólar recuou 0,77 por cento, a 3,7179 reais na venda, depois de marcar a mínima de 3,7067 reais no dia. O dólar futuro caía cerca de 0,80 por cento no final da tarde. Nesta semana, acumulou desvalorização de 1,48 por cento, marcando o quarto período seguido de perdas, que somaram 4,11 por cento. Assim, a moeda norte-americana caminha para fechar julho com queda acumulada, a primeira desde janeiro passado. “Ajudada pelo massivo estímulo fiscal, a economia (dos EUA) desfrutou de forte primeiro semestre deste ano, mas à medida que o estímulo se esvai e a política monetária se torna progressivamente mais apertada, esperamos que o crescimento do PIB desacelere acentuadamente a partir de meados de 2019”, escreveu o economista-chefe da empresa de pesquisas macroeconômicas Capital Economics, Paul Ashworth. O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu 4,1 por cento no segundo trimestre, em taxa anualizada e ao ritmo mais rápido em quase quatro anos. Com isso, o mercado mantinha as expectativas de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, vai continuar elevando os juros de maneira gradual, ou seja, mais duas vezes neste ano. O dólar recuava frente a uma cesta de moedas, com avaliações de que a economia norte-americana vai desacelerar devido à guerra comercial, sobretudo com a China. O dólar também recuava ante as divisas de países emergentes, como o peso chileno.

Redação Reuters

Ibovespa sobe em dia cheio de balanços e com política em foco, mas NY reduz ímpeto

O Ibovespa fechou em alta na sexta-feira, mas longe da máxima da sessão, em meio à piora dos pregões em Wall Street, em sessão com abundante noticiário corporativo e expectativas relacionadas ao cenário político-eleitoral

De acordo com dados preliminares, o principal índice de ações da B3 subiu 0,6 por cento, a 79.885,41 pontos. Na máxima, chegou a 80.250,92 pontos. O volume financeiro somava 7,88 bilhões de reais. Na semana, também conforme dados pré-ajuste de fechamento, o Ibovespa acumulou alta de 1,67 por cento.

Redação Reuters

Mercado vê taxa Selic estável até o fim de 2018

O mercado chega à semana da reunião do Copom convencido de que a taxa Selic será mantida em 6,5% ao ano na reunião que terminará na quarta-feira, dia 1º de agosto. Mesmo com a eleição a caminho e os crescentes riscos externos, a maioria dos analistas acredita que a taxa de juros permanecerá no mesmo nível até o fim do ano

Embora muitos dos economistas consultados não descartem algum tipo de estresse nos preços de mercado, em especial no câmbio, apenas quatro de um grupo de 37 entrevistados pelo Valor esperam que o juro volte a subir ainda neste ano. Além do fato de que a fraca atividade econômica deve limitar a alta da inflação, o cenário dos especialistas considera que, qualquer que seja o candidato vitorioso, ele terá que caminhar na direção de um ajuste fiscal, uma vez que margem de manobra é muito pequena. E, portanto, o impacto de uma reação negativa dos mercados tende a ser passageiro. Para o fim de 2019, há cenários bastante diferentes para a política monetária. A maioria – 15 economistas – espera que a Selic suba para 8% ao ano até o encerramento do próximo ano. Outros 13 esperam uma taxa ainda menor, de até 7,75%, enquanto os seis analistas contam com um juro acima de 8,5%. Dois outros analistas preveem estabilidade do juro até o fim do período. O economista-chefe da GO Associados, Luiz Fernando Castelli, acredita que o juro só volta a subir a partir de julho, em 0,25 ponto, e chega ao fim de 2019 em 7%. Esse cenário contempla a vitória de um candidato que prossiga com reformas econômicas.

VALOR ECONÔMICO

Confiança da indústria do Brasil permanece estável a 100,1 pontos em julho, diz FGV

A confiança da indústria brasileira permaneceu estável em julho com diminuição das contratações no setor, em mais uma indicação de que a atividade econômica tem perdido ímpeto neste início de segundo semestre

O Índice da Confiança da Indústria (ICI) se manteve em 100,1 pontos neste mês, o mesmo valor registrado em junho, mostrou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na sexta-feira. O Índice da Situação Atual (ISA) subiu 3,9 pontos, para 99,0 pontos, devido a normalização do nível dos estoques após a greve dos caminhoneiros. Depois de avançar nos dois meses anteriores, o Índice de Expectativas (IE) apresentou recuo de 3,9 pontos e chegou a 101,1 pontos em julho influenciado pela diminuição das expectativas de contratações no setor. “A confiança industrial vem oscilando em torno do nível neutro de 100 pontos em 2018. A sondagem de julho adiciona a essa apatia a piora nas expectativas de contratação e o aumento da ociosidade, sinalizando continuidade do quadro de recuperação lenta e gradual da economia brasileira”, explicou em nota a Coordenadora da Sondagem da Indústria da FGV/IBRE, Tabi Thuler Santos. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada caiu 0,5 ponto percentual em relação a junho, para 75,7 por cento, registrando sua segunda redução consecutiva.

Redação Reuters

Grandes fazendas puxam expansão da agropecuária

Grandes propriedades rurais impulsionaram a expansão do setor agropecuário brasileiro nos últimos 11 anos, especialmente em fronteiras como o Pará, graças à pecuária, e Mato Grosso, onde houve forte crescimento da produção de grãos

É o que apontam dados preliminares do Censo Agropecuário de 2017, divulgados na quinta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) após trabalhos de campo realizados entre outubro de 2017 e fevereiro passado. Esse movimento, concentrador, foi marcado por ganhos de escala e de produtividade determinados por flagrante incremento dos investimentos dos produtores em mecanização e novas tecnologias no campo nas últimas décadas. Uma modernização responsável, em boa medida, pela queda do número de empregos gerados pelos estabelecimentos agropecuários. Conforme o IBGE, a área ocupada pelo setor alcançou 350,3 milhões de hectares no ano passado, 41% do território brasileiro e 5% mais do que o verificado no Censo Agropecuário anterior, realizado pelo órgão federal em 2006. São 16,5 milhões de hectares a mais, o que corresponde ao território do Estado do Acre. Foi marcante de 2006 a 2017 o crescimento do número de propriedades rurais de grande porte no país, com mil hectares ou mais. Surgiram 3.287 estabelecimentos desse porte, distribuídos por uma área de 16,3 milhões de hectares. Dessa forma, as grandes fazendas passaram a responder por 47,5% da área total ocupada pela agropecuária no ano passado, acima dos 45% de 2006. Fronteiras ocupadas por grandes agricultores e pecuaristas, Pará e Mato Grosso registraram forte expansão da área dedicada à produção de alimentos nos últimos anos. No Pará, a área ocupada pela agropecuária cresceu 6,7 milhões de hectares entre 2006 e 2017, sobretudo em razão do avanço das pastagens, naturais e plantadas – o efetivo de bovinos do Estado cresceu para 15,2 milhões de cabeças. Em Mato Grosso, a expansão foi de 6,1 milhões de hectares, principalmente de lavouras temporárias.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Marfrig dá exclusividade para Tyson Foods adquirir Keystone A Tyson Foods, maior empresa de carnes dos EUA, fechou exclusividade com a Marfrig Global Foods na negociação para adquirir a Keystone, conforme duas fontes próximas à transação. A operação pode ser concluída nos próximos dias e incluirá os ativos nos Estados Unidos e na Ásia. A Keystone é a maior fornecedora global da rede de restaurantes McDonald’s

“A aquisição pode ser anunciada já na semana que vem”, disse a fonte. De acordo com a mesma fonte, chegou a haver discussões para vender a Keystone separadamente. A chinesa Cofco tinha interesse nas operações na Ásia. “Mas o modelo que avançou com a Tyson é de pacote completo”, disse uma das fontes. Procurada pelo Valor, a Marfrig não comentou. A negociação de preço está “satisfatória”, acrescentaram as fontes. A Marfrig espera angariar cerca de US$ 3 bilhões com o negócio, obtendo uma avaliação próxima de 10 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) estimado para a Keystone em 2018. O J.P. Morgan foi contratado pela Marfrig para assessorá-lo na transação. No ano passado, a companhia controlada pela Marfrig reportou uma receita líquida de US$ 2,7 bilhões (R$ 8,8 bilhões). O Ebitda da Keystone totalizou US$ 276,6 mi lhões (R$ 883,3 milhões). Ao todo, a Marfrig registrou uma receita líquida de R$ 18,5 bilhões e Ebitda de R$ 1,5 bilhão no ano passado. Em 31 de março, o índice de alavancagem da Marfrig estava em 3,6 vezes. A meta da empresa é reduzir esse índice para 2,5 vezes até o fim do ano. Com a venda da Keystone próxima e o foco em carne bovina, a Marfrig deve reduzir seu endividamento drasticamente — no fim de março, a dívida bruta da companhia era de US$ 3,6 bilhões — e aproveitar o ciclo positivo para a indústria de carne bovina nos EUA. Com a economia americana aquecida e a maior oferta de bois, as margens dos frigoríficos do país estão em nível recorde. A expectativa é que o ciclo positivo da indústria americana dure até 2020.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

FRANGO/CEPEA: Com fim de mês, valores têm forte queda

Cotações da carne de frango e dos principais cortes dessa proteína acompanhadas pelo Cepea têm registrado baixa significativa em julho

As cotações da carne de frango e dos principais cortes dessa proteína acompanhadas pelo Cepea têm registrado baixa significativa em julho. Pesquisadores afirmam que esse cenário está atrelado à diminuição do ritmo de negócios neste período de fim de mês. No acumulado de julho (de 29 de junho a 26 de julho), a coxa/antecoxa congelada negociada no atacado da Grande São Paulo foi o corte que registrou a desvalorização mais expressiva, de 14,7%, com média de R$ 3,94/kg nessa quinta-feira, 26. A desvalorização da carne, por sua vez, reduziu a demanda de frigoríficos pelo animal vivo no mercado independente, pressionando os valores também nesse segmento.

CEPEA/ESALQ

Vendas fracas pressionam preços do suíno no atacado

As vendas no mercado de suínos seguem fracas, o que mantém as cotações pressionadas

O período do mês, que comumente reduz as vendas devido à descapitalização da população, tem feito os compradores diminuírem seus pedidos, a fim de não acumularem estoques. Na última semana, no atacado, os preços cederam 2,2%. A carcaça tem sido negociada, em média, por R$4,50/kg. Nas granjas de São Paulo, apesar da menor demanda, os preços permaneceram nas mesmas bases. O animal terminado segue comercializado, em média, em R$59,00/@. A virada de mês traz um ânimo ao setor. O varejo deve ir mais ativamente às compras para reabastecer seus estoques, o que gera uma expectativa positiva para as cotações no curto prazo.

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

Como a guerra comercial afeta financeiramente o setor de carnes dos EUA?

Os dados espantosos sobre o quanto o setor de carne poderia perder com a análise da US Meat Export Federation (USMEF) poderiam dar a Trump um grande alerta

A USMEF revelou que as perdas da indústria de carne suína dos EUA devido às tarifas impostas pela China poderiam resultar em perdas de US $ 9 por cabeça ou US $ 770 milhões no período de maio a dezembro e US $ 1,14 bilhão em prejuízos no ano inteiro. As tarifas impostas pelo México à carne suína dos EUA também podem resultar em prejuízos de US $ 300 milhões para o setor de suínos pelo restante do ano. Enquanto isso, no setor de carne bovina, a USMEF estimou que as perdas de exportação para a China neste ano provavelmente excederão US $ 30 milhões e poderão totalizar centenas de milhões nos próximos anos. O Presidente do Instituto Norte-Americano de Carnes, Barry Carpenter, explicou que, uma vez que os mercados estrangeiros são perdidos para os concorrentes, é “extraordinariamente” difícil reconquistá-los. “A agricultura dos EUA é o maior setor da economia e a carne é o maior setor da agricultura”, disse Carpenter. “Os efeitos em cascata dessas disputas comerciais sobre os agricultores, produtores de grãos e rações, transporte e economias locais ainda estão sendo quantificados, mas são, sem dúvida, enormes e de longo alcance. De acordo com o relatório da GlobalMeatNews sobre o estado da indústria, os EUA foram considerados uma das potências mundiais do comércio de carne e o maior exportador de carne em US $ 16,3 bilhões em 2017.

GlobalMeatNews.com

Acordo entre Mercosul e UE nunca esteve tão próximo, diz secretário

O acordo para a criação de uma área de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia nunca esteve tão avançado e próximo de ser concretizado,segundo o Secretário de Relações Internacionais do ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Odilson Luiz Ribeiro e Silva

O assunto foi tratado durante reunião bilateral com o Ministro de Agroindústria da Argentina, Luis Miguel Etchevehere, realizada na sexta-feira (27/7). “A gente está preparando uma reunião para agosto, para alinhar alguns temas importantes como, por exemplo, a questão de indicações geográficas e vinhos porque são dois assuntos que estão nas discussões e não foram concluídos”, disse Ribeiro e Silva. Segundo ele, o encontro com data ainda a ser definida contará com a participação dos demais sócios do bloco, Uruguai e Paraguai, para chegar à reunião com a União Europeia, em setembro, com posição unificada. Ribeiro e Silva participa das negociações com a União Europeia desde 1994 e acredita que desta vez o acordo pode sair. “Nunca vi as negociações progredirem tanto como agora neste último pacote de ofertas. A questão fitossanitária que antes era um tabu já foi fechada. Têm pendências em propriedade intelectual e em alguns produtos como vinhos e estamos trabalhando para solucionar essas pendências que não são muitas”, afirmou. O representante brasileiro relatou ainda que do ponto de vista da agenda bilateral, embora os dois países tenham limado as asperezas do comércio criadas pelo anterior governo argentino de Cristina Kirchner, persistem alguns problemas. “A principal pendência é que a gente considera que o lado argentino não reconhece efetivamente o nosso status sanitário do Brasil em relação à doença da Vaca Louca. E isso impede que alguns produtos brasileiros circulem livremente no mercado argentino, como as tripas e algumas farinhas de origem animais”, reclamou.

GLOBO RURAL

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