
Ano 4 | nº 800 | 24 de julho de 2018
NOTÍCIAS
Oferta diminui e preços da carne bovina sem osso sobem no atacado
O mercado se recuperou depois de um mês de recuo
As vendas não melhoraram, mas com limitação para comprar matéria-prima, a produção diminuiu, tornou a oferta mais ajustada a demanda, e as indústrias aproveitaram para frear o movimento de baixa, impondo uma pequena alta, de 0,4% no preço da carne bovina no atacado na última semana, na média geral do mercado. A carne com osso, por outro lado, segue a tendência de baixa. A margem da indústria na operação de desossa já não é mais aquela de 30%, registrada em junho, está em 23,5%, mas os preços da carne estão 5,7% maiores que de um ano atrás, quase dois pontos percentuais acima da inflação acumulada no período. Nos últimos dois anos, não foi fácil conseguir superar a inflação. Por outro lado, as cotações atuais são 2,5% menores que as de junho. É isso que tem limitado, travado as valorizações no mercado boi gordo, onde a oferta é restrita.
SCOT CONSULTORIA
Como serão os resultados trimestrais dos frigos?
Para o BTG Pactual, o segundo trimestre de 2018 será marcado por um conjunto de resultados atípicos para as companhias brasileiras no setor de alimentos, com a greve dos caminhoneiros afetando diretamente nas vendas das empresas no mês de maio
Os analistas Thiago Duarte e Vito Ferreira, em relatório enviado para clientes na sexta-feira, citam a preferência pelas ações dos frigoríficos de carne, com recomendação de compra para Minerva () e Marfrig () e neutra para BRF () e JBS (), dado o ciclo de gado positivo, o melhor momento para resultados e valuations pouco exigentes. Para Minerva, a equipe do banco de investimentos aponta para um ambiente positivo, com a recuperação dos preços da carne no mercado doméstico, a demanda aquecida por produtos sul-americanos nos mercados internacionais e os preços de exportação atraentes resultando em margens positivas. No caso da Marfrig, os analistas preveem alta de 40% ano a ano na receita trimestral da empresa, após expansão forte na capacidade de abate no segundo semestre de 2017, enquanto a margem Ebitda tende a ficar praticamente estável em relação ao primeiro trimestre. O BTG também mencionou uma expectativa de consolidação do negócio de recentemente adquirido nos Estados Unidos em junho, enquanto a Keystone deve continuar sendo considerado um ativo à venda. Para BRF, o banco de investimentos alertou que os números do balanço serão afetados negativamente por uma série de eventos, como o embargo da União Europeia ao frango da companhia, as tarifas antidumping aplicadas às carnes de aves brasileiras pela China, a greve dos caminhoneiros e os preços mais altos dos grãos no trimestre. Quanto à JBS, os analistas avaliam que o forte desempenho das operações nos EUA deve compensar resultados desinteressantes no Brasil, estimando Ebitda de R$ 3,7 bilhões e margem de 8% para a companhia no segundo trimestre.
PECUARIA.COM.BR
Carne: governo prevê alta de 36% nas exportações
A produção e as exportações brasileiras de grãos e carnes deverão continuar em forte expansão na próxima década, confirmam projeções divulgadas ontem pelo Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, durante evento em São Paulo organizado pela consultoria Datagro
No cenário traçado pelo ministério, a colheita de grãos do país alcançará 302 milhões de toneladas na safra 2027/28, 30% mais que em 2017/18 (233 milhões de toneladas). Para a produção de carnes o aumento previsto é de 27%, para 35 milhões de toneladas em 2028. No caso das exportações, os incrementos estimados de 2017/18 para 2027/28 são ainda mais expressivos. Para os embarques de grãos em geral, chega a 36,3%, para 139 milhões de toneladas; para os de carnes, o avanço esperado é de 35,4%, para 8,8 milhões Segundo Maggi, esse aumento será possível sem que, por isso, o setor tenha que promover qualquer tipo de desmatamento ilegal. O ministro lembrou que a maior parte da expansão da produção de grãos, por exemplo, deverá acontecer em áreas atualmente ocupadas por pastagens.
VALOR ECONÔMICO
Comitiva brasileira vai a Moscou para discutir embargo a carnes
O Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse ontem que uma comitiva de técnicos da Pasta desembarcou na segunda-feira em Moscou para discutir o embargo russo às carnes suína e bovina do Brasil
Paralelamente ao esforço dos técnicos, o presidente Michel Temer também pretende tratar do assunto em encontro com o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante a Cúpula dos BRICS, que começará em meados desta semana em Johanesburgo, na África do Sul. O embargo da Rússia foi anunciado em novembro do ano passado e, desde então, o Ministério da Agricultura vem tentando reabrir o mercado. Em maio, o governo chegou a considerar que a abertura o mercado estava muito próxima de ser anunciada, o que acabou não acontecendo. Em entrevista a jornalistas concedida pela manhã depois de participar da abertura do Global Agribusiness Forum, em São Paulo, Blairo revelou que Temer já chegou inclusive a ligar para Putin pedindo que o governo russo retirasse o embargo, mas não houve resultados. No mês passado, durante as reuniões preparativas para a Cúpula dos Brics, Blairo conversou com o Vice-Ministro da Agricultura da Rússia. “Havia algumas desinformações entre nós”, disse o ministro brasileiro. Foi a partir dessa conversa que o encontro que acontecerá amanhã em Moscou foi costurado.
VALOR ECONÔMICO
Preços firmes no mercado do boi gordo
Nas últimas semanas é a oferta que vem balizando o mercado e as altas se acumulam no mercado do boi gordo
Com a dificuldade na aquisição de matéria-prima, as programações de abate encurtam e isso resulta em ofertas de compra acima da referência. Na média de todas as praças pecuárias pesquisadas pela Scot Consultoria, desde o início do mês a arroba do boi gordo apresentou valorização de 1,0%. Destaque para o Sul de Goiás, onde a alta foi de 3,9% no período. Em São Paulo, valorização de 2,2% em trinta dias. Na região as escalas de abate giram em torno de quatro a cinco dias. Apesar de ainda elevadas historicamente, as margens das indústrias vêm se estreitando. Na operação com desossa, há um mês a diferença entre a receita total e o preço da arroba estava em 28,7%. Com as recentes valorizações do boi gordo este indicador cedeu para 23,8%.
SCOT CONSULTORIA
Selo vai identificar no exterior produtos do agro de origem brasileira
Em evento internacional, o Ministro da Agricultura fez projeções do setor para os próximos dez anos e divulgou dados de preservação na área rural
O selo Brazil Agro – Good for Nature do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento voltado para produtos da pauta de exportações do país foi apresentado nesta segunda-feira (23), em São Paulo, durante o evento internacional Global Agribusiness Fórum 2018 (GAF. A identificação faz parte de uma política de incentivo à abertura de novos mercados, por meio de um plano continuado de negociações internacionais, que visa consolidar a imagem do país como produtor e exportador de produtos seguros para os consumidores. É uma das medidas voltadas para atingir a meta de conquistar de elevar a participação do Brasil no mercado mundial de alimentos dos atuais US$ 96 bilhões para cerca de US$ 146 bilhões. Entre as exigências para obtenção do selo, estão as boas práticas e o bem-estar animal, o cumprimento da legislação, a conformidade internacional, que inclui a execução de programas de integridade (compliance), o uso sustentável dos recursos e a preservação do meio ambiente.
MAPA
ECONOMIA
ANTT adia por mais uma vez a divulgação da tabela de fretes
Segundo a agência, tabelamento só será feito se STF decidir pela constitucionalidade dos preços mínimos; indecisão já afeta até mesmo a próxima safra
A incerteza econômica causada pelo tabelamento dos fretes ainda não tem previsão para chegar ao fim. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) declarou a representantes da Associação Nacional para Difusão de Adubos que o tabelamento dos fretes só será feito se o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir pela constitucionalidade dos preços mínimos no transporte de carga. Essa indecisão já está comprometendo até mesmo a próxima safra. Segundo Alan Malinski, assessor técnico da CNA, “as empresas estão com um certo receio de comprar essa soja futura, porque não sabem como vai ficar a questão do frete”. Segundo ele, esse é o motivo por trás do baixo volume de negócios que está sendo registrado neste ano, em relação a 2017. Outra consequência do tabelamento do frete é a entrega mais lenta de fertilizantes. Também há registro de empresas que têm chamado produtores para renegociar compras feitas antecipadamente. Em documento, a Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas da ANTT diz que “entende como medida de cautela aguardar a decisão quanto ao deferimento ou não do pleito cautelar”, no caso, o tabelamento dos fretes. O posicionamento da ANTT aponta para uma publicação da tabela em meados de setembro, no mínimo. Diante dessa indefinição, o tabelamento dos fretes feito no dia 30 de maio continua em vigor. Mas eventuais descumprimentos não devem gerar multa aos embarcadores – como o agronegócio –, pois a medida provisória, aprovada pelo Congresso, prevê anistia das multas.
CANAL RURAL
Dólar tem leve alta ante real com exterior e correção
O dólar fechou a segunda-feira em alta ante o real, com pequeno movimento de correção e com os investidores ainda de olho na cena externa e no quadro político local
O dólar avançou 0,24 por cento, a 3,7831 reais na venda, depois de marcar a máxima de 3,8045 reais. O dólar futuro tinha valorização de cerca de 0,35 por cento no final da tarde. “A agenda está tranquila… não há motivo para uma correção da mesma magnitude da queda de sexta-feira”, afirmou a estrategista de câmbio do banco Ourinvest, Fernanda Consorte. Na sessão passada o dólar despencou 1,84 por cento frente ao real, fechando a semana com desvalorização acumulada de 2 por cento, a maior em cinco meses. O mercado respirou aliviado após os partidos do blocão —grupo formado por DEM, PP, PRB, PR e Solidariedade— decidirem fechar apoio ao pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin.
Redação Reuters
Ibovespa fecha em baixa com bancos; cena política segue no radar
O Ibovespa fechou em leve queda nesta segunda-feira, pressionado pelas ações de bancos, em um pregão sem viés único nas praças acionárias globais, enquanto o noticiário político-eleitoral no Brasil divide o foco com a temporada de resultados de segundo trimestre
O principal índice de ações da B3 cedeu 0,73 por cento, a 77.996,12 pontos. O volume financeiro somou 7,028 bilhões de reais. Na última sexta-feira, o Ibovespa avançou 1,4 por cento, apoiado em expectativas otimistas sobre articulações para as eleições presidenciais de outubro, acumulando ganho de 2,6 por cento na semana passada e de quase 8 por cento no mês. “O mercado operou próximo à estabilidade na maior parte do dia, diante de um ambiente interno ainda sem visibilidade no aspecto político, temporada de balanços sem brilho e perspectivas na economia em trajetória descendente”, disse o analista Vitor Suzaki, da corretora Lerosa. Do lado externo, ele acrescentou que seguem sob o foco as preocupações comerciais entre os Estados Unidos e as principais economias globais. Em Wall Street, o S&P 500 encerrou com acréscimo de 0,18 por cento, ajudado pelo setor financeiro.
Redação Reuters
FAO vê Brasil como maior polo de crescimento de área com cultivos agrícolas
O Brasil, que já é uma potência agrícola, representará cerca de 70 por cento do crescimento da área com cultivos agrícolas do mundo até 2050, disse Alan Bojanic, um representante da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), durante uma conferência nesta segunda-feira
Bojanic, falando no Global Agribusiness Forum, em São Paulo, disse que a FAO estima que a área de cultivos agrícolas irá expandir 69 milhões de hectares até 2050, com 49 milhões de hectares desse crescimento sendo no Brasil.
Redação Reuters
Mercado reduz estimativa de inflação neste ano e vê câmbio pressionado até 2019
Os economistas de instituições financeiras reduziram a estimativa para a inflação deste ano, ao mesmo tempo em que elevaram a projeção para a taxa de câmbio no fim do ano que vem, mostra pesquisa Focus do Banco Central divulgada na segunda-feira
A projeção de alta do IPCA chegou agora a 4,11 por cento em 2018, ante 4,15 por cento na semana anterior, com a conta para 2019 sendo mantida em 4,10 por cento. Nos cinco dias anteriores ao fechamento da pesquisa, os economistas de mercado passaram a esperar um pouco mais de inflação para 2021, fim do horizonte relevante da política do Banco Central, a 3,98 por cento, ante 3,75 por cento anteriormente, segundo mediana de 74 respostas. A atualização contraria expectativa do BC, que na semana passada chamou atenção para a convergência das expectativas do mercado para o centro da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional para 2021, em 3,75 por cento, após resposta de 33 analistas. A taxa de câmbio, estimada em 3,68 para 2019 reais na pesquisa da semana anterior, passou a ser projetada em 3,70 reais, mostra a pesquisa, mesmo patamar que o dólar terminará este ano de acordo com os analistas consultados pelo BC. O centro da meta de inflação para este ano é de 4,5 por cento e, para 2019, de 4,25 por cento, ambos com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Sobre a atividade econômica, o cenário de retomada foi mantido pelos economistas até o ano de 2021, com uma expansão de 1,5 por cento do PIB neste ano, subindo para 2,50 por cento nos anos de 2019, 2020 e 2021. As expectativas para a taxa básica de juros, por sua vez, não sofreram alterações. A visão dos economistas é de que a Selic terminará este ano a 6,5 por cento e 2019 a 8 por cento.
Redação Reuters
SUÍNOS & FRANGOS
Temer pede a presidente mexicano maior cota de importação de frango
O Presidente Michel Temer pediu na segunda-feira ao colega mexicano, Enrique Peña Nieto, que aumente a cota de carne de frango que o Brasil pode exportar anualmente para o México
“Pedi que eles analisassem a possibilidade de aumentar essa cota, já que nós estamos atingindo essa cota no presente momento”, disse Temer após o encontro. A cota atual é de 300 mil toneladas por ano. Os dois também trataram do aumento das exportações de arroz brasileiro ao México e de feijão mexicano para o Brasil. Sobre o avanço das negociações para um acordo de livre comércio entre os dois países, Peña Nieto pediu a Temer que o Brasil esperasse até agosto, quando o México pretende ter resolvido a renegociação do seu acordo com os Estados Unidos e o Canadá, o Nafta.
VALOR ECONÔMICO
Brasil vai aumentar cotas de importação de carne suína dos EUA e Europa, diz ministro
O Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse na segunda-feira que o Brasil em breve aumentará as cotas de importação de carne suína dos Estados Unidos e de alguns países europeus, mas sem estabelecer um prazo específico para a medida.
Já uma abertura para mais importações de café, medida que enfrenta resistência por parte de produtores, poderia beneficiar o país, potencialmente ajudando a atrair processadores de café solúvel para estabelecer operações locais, disse Maggi durante uma conferência em São Paulo.
Redação Reuters
Custo do frango tem leve recuo, o primeiro em 10 meses
Após nove meses de altas consecutivas em junho o custo de produção do frango registrou leve recuo
Após nove meses de altas consecutivas – período em que acumulou variação de, praticamente, 30% – em junho o custo de produção do frango registrou leve recuo. O valor levantado pela Embrapa Suínos e Aves para o mês foi de R$2,91/kg, apenas um centavo a menos (-0,34%) que os R$2,92/kg de maio passado. Para o produtor, obviamente, essa redução não fez a menor diferença, sobretudo porque o valor mais recente, além de se encontrar 26,5% acima do que foi registrado em junho de 2017, também apresenta direção contrária à do frango, cujo preço, em junho, só ficou 22% superior ao de um ano antes porque o movimento dos caminhoneiros artificializou o mercado, interferindo no abastecimento do produto. O frango vivo fechou o primeiro semestre de 2018 com um valor médio 2,57% inferior ao do mesmo semestre de 2017, o custo apresentou alta de 13,15%. Feitas as contas, a conclusão é a de que a situação, neste ano, é pior que a de 2016. Pois, lá, o custo médio do semestre ficou 8% acima do preço pago ao produtor. Em 2018, a diferença entre custo e preço supera os 9%.
AGROLINK
INTERNACIONAL
EUA: criadores de gado reduzem ritmo de crescimento do rebanho
Criadores de gado dos Estados Unidos estão reduzindo o ritmo de crescimento do rebanho após um período de expansão, segundo dados do governo norte-americano
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) disse na sexta-feira que o número de bovinos e bezerros totalizou 103 milhões de cabeças em 1º de julho, um aumento de 1% ante igual período do ano anterior. A criação de bezerros, uma indicação das intenções de longo prazo dos produtores, deverá aumentar 2% em 2018 na comparação com o ano anterior. Os números do USDA mostram que mais fêmeas jovens estavam sendo preparadas para o abate e menos animais reprodutores estavam sendo substituídos, o que sugere que criadores e confinadores estão de olho no fim do ciclo recente. Em relatório separado, o USDA mostrou que o número total de animais sendo engordados em confinamentos subiu para 11,3 milhões de cabeças em 1º de julho, 4% a mais que no ano anterior e o maior patamar desde 1996. O número de animais colocados em confinamento, uma indicação da oferta que irá para os matadouros no fim deste ano, subiu 1%. Ambos os números estavam alinhados com as expectativas prévias ao relatório. Contudo, outros dados reforçaram a indicação de que o ciclo de expansão está chegando ao fim. A quantidade de novilhas e bezerros alimentados com ração cresceu 8%, para 4,15 milhões de cabeças, já que mais vacas estavam sendo engordadas para abate do que mantidas para reprodução.
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