
Ano 4 | nº 788 | 06 de julho de 2018
NOTÍCIAS
Consumo “prendendo” a arroba
Mercado firme, andando de lado nesta quinta-feira (5/7)
A oferta não é abundante. A entressafra do capim começou em quase todo país, não há grande volume de boiadas de primeiro giro de confinamento e a demanda não tem força para puxar os preços para cima. Só se paga mais quando as escalas encurtam muito. Porém, são poucos os casos em que o fluxo de venda é mais rápido que o de recomposição dos estoques. O estímulo para o consumo, esperado com o pagamento de salários, que poderia destravar as negociações com bovinos terminados, não veio. A carne bovina sem osso teve desvalorização de 1,0% no acumulado dos últimos sete dias, é a segunda queda semanal consecutiva.
SCOT CONSULTORIA
Mercado de reposição à espera da arroba
Após desvalorizações consecutivas em todas as semanas do último mês, o início de julho trouxe estabilidade para a média de preço de todos os estados e categorias de bovinos de reposição pesquisados pela Scot Consultoria
Aos poucos, principalmente nas regiões do Centro-Oeste, as especulações vão se tornando negócios concretizados. Em estados confinadores como Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, o aumento da procura por animais mais erados puxou os preços destas categorias para cima. O boi magro goiano (12@), por exemplo, subiu 4,0% nos últimos 15 dias. A entressafra mais intensa e o preço da arroba do boi gordo reagindo no estado permitiram esse movimento. Contudo, em alguns estados como São Paulo e Paraná, as cotações dos animais de reposição recuaram, 0,8% e 1,2%, respectivamente, na média de todas categorias no fechamento semanal. No Paraná, a baixa qualidade das pastagens de inverno afasta compradores e vendedores das comercializações. Já em São Paulo, há pouco interesse em girar o estoque da fazenda. Muitos compradores estão aguardando melhores preços no mercado do boi gordo para realizar a troca. Por fim, a expectativa para o curto e médio prazos, pelo lado do comprador, é de que a entressafra mais característica precifique melhor o boi gordo e aumente o ímpeto de compra de recriadores e invernistas. Pelo lado vendedor, a diminuição de suporte das pastagens pode fazer com que eles sejam menos resistentes nas negociações.
SCOT CONSULTORIA
Preço da carne bovina brasileira exportada atinge recorde em junho
O preço da tonelada de carne bovina in natura brasileira exportada atingiu um recorde em junho, superando R$ 19 mil, segundo informações compiladas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) na quinta-fera (05)
O Brasil exportou 54,4 mil toneladas de carne bovina in natura em junho, 45,4% abaixo das 99,6 mil toneladas embarcados no mesmo mês do ano passado e queda de 39,9% em relação a maio deste ano (90,5 mil toneladas), segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. O volume exportado em junho é também o menor desde janeiro de 2011, segundo o Cepea. A redução nos volumes é em parte explicada pelos efeitos da greve dos caminhoneiros no final de maio, que impediu que cargas saíssem de frigoríficos e entrassem nos portos. “Além disso, o preço da tonelada da carne brasileira em patamar recorde também pode ter limitado as compras por parte de alguns países, já que reduz a competitividade da proteína nacional”, disse o Cepea em nota. O alto preço pago por tonelada de carne amenizou a queda na receita com exportações em junho, que foi de -33,5% em relação a junho de 2017 e de -26,4% ante maio de 2018, a US$ 278,8 milhões. No mercado interno, o Cepea informou que os valores no mercado de animais para abate estão “bastante dispersos” desde o início de julho. O indicador ESALQ/BM&FBovespa do boi gordo sobe 0,07% no mês até quarta-feira (04), a R$ 139,50.
CARNETEC
Mercado do sebo com preços estáveis na semana
Atualmente estamos em uma época em que sazonalmente o preço da gordura animal tem queda. No entanto, as indústrias, até o momento, vêm conseguindo ajustar a oferta à demanda e, assim, manter a cotação do sebo estável
No Brasil Central, o produto está cotado, em média, em R$2,10/kg, livre de imposto. Já no Rio Grande do Sul o sebo está cotado em R$2,25/kg, nas mesmas condições. Para as próximas semanas, a expectativa é de que haja retração por parte da demanda, o que pode, em um segundo momento, pressionar a cotação da gordura animal.
SCOT CONSULTORIA
Alimentos têm queda
A tensão gerada pela política comercial protecionista dos EUA fez os preços dos alimentos caírem pela primeira vez desde o início deste ano no mercado internacional. No caso das carnes, os preços médios internacionais subiram 0,3%, para 169,8 pontos, em função de uma pequena alta nas carnes de ovinos e de suínos, enquanto a bovina e a de frango caíram
O índice medido pela Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), que acompanha uma cesta de produtos no mercado internacional, caiu 1,3% em junho, na comparação com maio, para 173,7 pontos. A maior pressão veio das cotações de trigo, milho e óleos vegetais, incluídos os de soja. O indicador para os cereais caiu 3,7% na comparação mensal, para 166,2 pontos. O indicador de óleos vegetais ficou em 146,1 pontos, com queda de 3% e atingindo a menor pontuação em 29 meses. Houve declínio nos preços de soja, girassol e palma, com o dólar exercendo pressão de baixa. Os lácteos recuaram 0,9% na comparação mensal, com queda nos preços dos queijos compensando a alta do leite em pó desnatado. A manteiga e o leite em pó integral ficaram estáveis. No caso das carnes, os preços médios internacionais subiram 0,3%, para 169,8 pontos, em função de uma pequena alta nas carnes de ovinos e de suínos, enquanto a bovina e a de frango caíram. “O grande volume de exportações da Austrália explica o declínio na carne bovina, enquanto a ampla oferta de exportação, especialmente do Brasil, em meio à fraca demanda de importação, pressionou os preços das aves”.
VALOR ECONÔMICO
Brasil exporta em junho menor volume de carne bovina para o mês em 15 anos, diz FCStone
Os protestos de caminhoneiros em maio, que obstruíram o tráfego nas principais rodovias do Brasil, e as proibições comerciais sobre a carne bovina do país levaram as exportações brasileiras da proteína a cair em junho ao menor nível para o mês em 15 anos, disse nesta quinta-feira a INTL FCStone, citando dados do governo
As exportações brasileiras de carne bovina totalizaram 54.390 toneladas no mês passado, 45,4 por cento menos na comparação anual. A greve de 11 dias dos caminhoneiros e incertezas em relação aos preços de fretes depois das paralisações contribuíram para a queda, destacou a INTL FCStone. “A contração observada nas exportações decorre principalmente das dificuldades de recomposição da produção enfrentadas pelo setor desde a greve dos caminhoneiros entre o final de maio e início do último mês”, disse a INTL FCStone. A greve dos caminhoneiros teve impacto nos embarques de carnes congeladas nos portos e interrompeu a entrega de animais para abate, disse a consultoria. Isso levou o setor “a um período de estagnação da produção, diminuindo a oferta no mercado interno”, acrescentou. Os custos de frete domésticos subiram após a imposição de preços mínimos pelo governo como uma das medidas para acabar com os protestos. Dúvidas relacionadas aos preços de frete reduziram o fornecimento de ração, que já tinha sido abalado por uma alta de 20,5 por cento no preço do milho depois que uma seca prejudicou a safra em importantes Estados produtores, disse a consultoria. “O setor exportador brasileiro ainda aguarda uma retomada das compras de carne bovina in natura por parte da Rússia, que já foi a principal importadora da produção nacional”, disse a INTL FCStone. As exportações de carne bovina brasileiras para a Rússia foram proibidas no fim do ano passado, destacou a consultoria.
Redação Reuters
Restruturação vai preparar Lanagros para os próximos 20 anos
Reunião em que foi lançado o “Estudo de demandas por análises laboratoriais para os programas e controles oficiais do Mapa” foi realizada na quarta-feira
A Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), quer racionalizar as análises da sua rede oficial de laboratórios – os Lanagros – estruturando-os para o atendimento dos pedidos do Ministério pelos próximos 20 anos. Em seis meses, as ações estarão em funcionamento. Para tanto, foi lançado nesta quarta-feira (4) o projeto “Estudo de demandas por análises laboratoriais para os programas e controles oficiais do Mapa”. O trabalho será conduzido pela Coordenação Geral de Laboratórios Agropecuários (CGAL) do ministério. Segundo o coordenador geral da CGAL, Rodrigo Nazareno, “o projeto atende aos objetivos da defesa agropecuária de assegurar a sanidade vegetal e animal, a idoneidade dos insumos e dos serviços utilizados na agropecuária, além da identidade e segurança higiênico-sanitária dos produtos agropecuários finais destinados aos consumidores”. A estruturação dos Lanagros faz parte da estratégia de fortalecimento da defesa agropecuária brasileira, que será consolidada em dez anos.
ECONOMIA
IPCA acelera alta em junho a 1,26% após greve de caminhoneiros, diz IBGE
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 1,26 por cento em junho, após alta de 0,40 por cento no mês anterior, como consequência da greve dos caminhoneiros, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira
No acumulado de 12 meses até junho, o IPCA teve alta de 4,39 por cento, contra alta 2,86 por cento do mês anterior. Pesquisa da Reuters apontou que a expectativa de analistas era de alta de 1,28 por cento em junho, acumulando em 12 meses alta de 4,42 por cento.
REUTERS
BC vai atuar no câmbio quando houver “sensação de pânico”, não fixará patamar, diz Ilan
O Banco Central não pautará sua atuação no câmbio por mudanças de preço, buscando apenas dar tranquilidade ao mercado quando avaliar a ocorrência de falta de liquidez ou sensação de pânico, afirmou o Presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, à GloboNews
“Nosso papel, dado que a gente tem um seguro, que são as reservas, é oferecer essa tranquilidade. Mas não é determinar o que vai ocorrer no mercado de câmbio flutuante. É dar tranquilidade. É isso que a gente fez lá atrás, é isso que a gente vai fazer daqui para frente”, disse ele no programa da jornalista Miriam Leitão, exibido na noite de quinta-feira. Ilan voltou a destacar que o objetivo do BC “não é determinar um determinado patamar” para a moeda norte-americana. “A atuação vai ser no momento onde não houver o que a gente considera liquidez. Disfuncionalidade. Onde houver sensação de pânico, coisas que no mercado não funcionam”, disse. “Não é o movimento do preço, se está caindo ou se está subindo, mas a percepção de que houve alguma mudança de visão muito rápida e não houve a capacidade de o mercado se adaptar a isso, (aí) nós vamos dar essa tranquilidade. Nós vamos usar esse seguro”, completou. Na quinta-feira, o dólar fechou no maior patamar em mais de dois anos, a 3,9344 reais, movimento embalado pela percepção de mais elevações nos juros nos Estados Unidos neste ano após a divulgação da ata do Federal Reserve, banco central norte-americano.
Redação Reuters
Preços agropecuários subiram 1,5% em junho em São Paulo, diz IEA
O Índice de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR), calculado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) da Secretaria de Agricultura do Estado, apresentou alta em junho, puxado pelos produtos de origem animal
No último mês, o indicador apresentou alta de 1,54% ante maio. Enquanto o grupo de origem vegetal apresentou queda de 2,37, o de origem animal avançou 10,21%. Se descontada a cana-de-açúcar, cujo preço médio pago ao produtor apresentou queda de 1,51% em junho, o indicador apresenta alta ainda mais expressiva, de 4,02%. No grupo de produtos de origem vegetal, quando excluída a cana, a queda foi de 3,99%, pressionada pela forte desvalorização da batata (-30,78%), do tomate de mesa (-14,01%) e da banana nanica (-13,44%). Entre os produtos de origem animal, as maiores altas foram observadas entre carne de frango (29,91%), ovos (24,98%) e carne suína (16,32%). No acumulado dos últimos 12 meses, o indicador apresenta alta de 4,01%, com avanço de 1,83% entre os produtos de origem vegetal e de 7,92% entre os de origem animal.
VALOR ECONÔMICO
Dólar sobe e vai acima de R$3,93, maior patamar desde março de 2016
O dólar fechou em alta nesta quinta-feira, no maior patamar em mais de dois anos e a caminho da casa de 3,95 reais, com o foco na cena externa em dia de divulgação da ata do Federal Reserve, banco central norte-americano, pela qual foi reforçada a percepção de mais elevações nos juros neste ano
Com o avanço, os investidores também acreditavam que o Banco Central brasileiro deve voltar a atuar com mais força no mercado de câmbio. O dólar avançou 0,55 por cento, a 3,9344 reais na venda, maior nível de fechamento desde 1º de março de 2016 (3,9411 reais), e depois de ir a 3,9416 reais na máxima deste pregão. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,50 por cento no final da tarde. “O Fed colocou que os riscos se intensificaram para a economia dos EUA mas, em princípio, continuará subindo os juros”, afirmou o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior. Os banqueiros centrais dos Estados Unidos discutiram se há uma recessão próxima e expressaram preocupações de que as tensões no comércio global poderiam atingir a economia norte-americana que pela maioria dos indicadores parecia forte, mostrou a ata da reunião realizada em 12 e 13 de junho, divulgada nesta tarde.
Redação Reuters
Ibovespa fecha em queda pressionado por tombo de 14% em ação da Embraer
O Ibovespa fechou em queda na quinta-feira, encerrando uma sequência de cinco pregões de ganhos, com o tombo de mais de 14 por cento das ações da Embraer entre as maiores pressões negativas, após a fabricante de aviões anunciar acordo para joint venture de aviação comercial com a Boeing
O principal índice de ações da B3 caiu 0,25 por cento, a 74.553 pontos. O volume financeiro somou 8,7 bilhões de reais. Profissionais da área de renda variável atribuíram o recuo a alguma realização de lucros, após o Ibovespa acumular alta de 5,85 por cento nos pregões anteriores, enquanto o noticiário político-eleitoral e a agenda macroeconômica não trouxeram novidades relevantes. O viés positivo em Wall Street na volta do feriado norte-americano do Dia da Independência na quarta-feira, puxado por ações de tecnologia, chegou a contribuir para o avanço do Ibovespa em alguns momentos do pregão, com o índice superando 75 mil pontos no melhor momento, em alta de 0,5 por cento. A sessão também trouxe a ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve, na qual membros do banco central dos Estados Unidos expressaram preocupações com as tensões no comércio global, mas ainda veem a economia norte-americana forte. Analistas e estrategistas de ações veem possibilidade de uma recuperação das ações brasileiras neste mês, após fortes perdas recentes, que melhoraram a relação risco versus retorno de alguns papéis, principalmente de companhias que não tiveram uma deterioração dos fundamentos no ritmo da piora das ações.
Redação Reuters
FRANGOS & SUÍNOS
SDA discute com cooperativas do Oeste do Paraná fiscalização regionalizada
Na Argentina, certificação fitossanitária em aduana integrada será tratada com o serviço sanitário do país
O Secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Luis Rangel, se reunirá no dia 12 de julho, com representantes de cinco cooperativas de criadores de aves do Oeste do Paraná. Rangel vai ouvir quais são as principais dificuldades das empresas para a implantação do modelo de fiscalização agropecuária regionalizada. Integrantes do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa) paranaense participarão das discussões. Segundo o secretário a reorganização da inspeção vai permitir que as empresas tenham acesso direto ao Sipoa, evitando deslocamentos para resolver questões em Brasília. O Secretário também vai apresentar o cenário para o reposicionamento dos frigoríficos brasileiros na Europa. No dia 13, o secretário terá reunião na aduana integrada de Foz do Iguaçu (PR), “provavelmente a de maior fluxo comercial com o Paraguai”, acredita. O Secretário vai apresentar o novo modelo de divisão de tarefas entre auditores fiscais federais agropecuários (AFFAs) e os técnicos agropecuários, recentemente desenvolvida pelo Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro). O novo modelo possibilitou aumentar em mais de 300% a capacidade operacional, passando de quatro auditores fiscais para 15. Nos dias 16 e 17, Rangel se reunirá com o presidente de serviço sanitário da Argentina (Senasa), Ricardo Negri.
SUÍNOS/CEPEA: Cotações são pressionadas por fracas demandas interna e externa
Preços mais altos registrados na primeira quinzena de junho em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Cepea
Os preços mais altos registrados na primeira quinzena de junho em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Cepea esbarraram em demandas interna e externa enfraquecidas. Com a menor procura, a liquidez nos mercados de suíno vivo e de carne diminuiu, resultando em quedas nos preços do animal e da proteína neste início de julho. Agentes do setor consultados pelo Cepea relatam que o baixo ritmo de negócios é ainda reforçado em dias de jogo do Brasil na Copa do Mundo. Quanto às exportações de carne suína in natura, em junho, registraram os menores volume e receita desde fevereiro de 2015, somando, respectivamente, apenas 29,8 mil toneladas e US$ 58 milhões, de acordo com a Secex. O volume está 27,5% abaixo do verificado em maio/18 e 38,9% inferior ao de junho/17. Em relação à receita, as quedas são de 30,5% e de 59%, respectivamente.
Mais uma semana de desvalorização no mercado de suínos
As condições do mercado de suínos são as mesmas observadas na semana anterior. A demanda continua aquém do esperado para o período e as ofertas atendem com sobras, mantendo o mercado fraco
Nas granjas paulistas o animal terminado teve queda de 7,7% em sete dias, o cevado está sendo negociado, em média, em R$60,00/@. No atacado, a carcaça passou de R$4,90/kg para os atuais R$4,70/kg, redução de 4,1% no período. Além da demanda interna patinando, o mercado externo também não vem colaborando para o escoamento da produção. Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, em junho o país embarcou 27,5% menos de carne in natura, em volume, na comparação mensal e 44,9% menos na comparação ano a ano. A greve dos caminhoneiros impactou diretamente às exportações no mês. Para o curto prazo, para o mercado interno, a expectativa é de aquecimento nos negócios devido a entrada dos salários da população em circulação, o que pode neutralizar as desvalorizações.
SCOT CONSULTORIA
EMPRESAS
Programa Angus mira 1 milhão de abates em 2020
Programa que completa 15 anos tem 16 frigoríficos parceiros que processaram 500 mil animais certificados em 2017
Uma das iniciativas de articulação de cadeia mais bem-sucedidas do mercado, com crescimento anual superior a 20%, o Programa Carne Angus Certificada completa 15 anos de existência em 2018. E tem motivos para comemorar. De 2003 a 2017, ele certificou mais de 3 milhões de cabeças, que forneceram, até abril deste ano, 102.000 toneladas métricas de carne. O programa fechou 2017 com 500.000 animais certificados (41.660/mês), uma produção de 32.000 t em equivalente carcaça ou 27.000 t métricas; 15 empresas frigoríficas parceiras (40 plantas industriais), 50 técnicos e mais de 6.000 produtores cadastrados em 12 Estados brasileiros. São números impressionantes para um programa que começou em Porto Alegre, RS, em março de 2004, ofertando aos consumidores apenas 2.305 kg de carne certificada, por meio de uma parceria da Associação Brasileira de Angus (ABA) com a rede de supermercados Zaffari e o Frigorífico Mercosul, mais tarde vendido à Marfrig Foods. “Nós ensaiávamos algo assim desde 1988. Fizemos várias tentativas, mas enfrentamos a resistência dos frigoríficos, que não aceitavam a presença de técnicos da associação dentro de suas plantas para avaliar as carcaças. O Mercosul foi o primeiro a quebrar esse paradigma e o Zaffari o primeiro a comprar a ideia de vender carne com nosso selo”, relembra Reynaldo Titoff Salvador, Diretor do Programa Carne Angus, hoje o maior da América Latina e segundo maior do mundo, perdendo apenas para o dos Estados Unidos, que já tem 40 anos de estrada.
PORTAL DBO
Novidade no açougue: Carrefour mira pequenos produtores
Faz tempo que carne deixou de ser commodity para as grandes redes de supermercado. Uma mistura de preocupação com sustentabilidade e com a qualidade dos produtos levou as companhias a investir no desenvolvimento de cortes cada vez melhores – e mais caros
O varejista francês Carrefour deve dar um novo passo nesse caminho no próximo dia 10, quando anuncia no Mato Grosso um investimento de cerca de 18 milhões de reais, em parceria com o Instituto de Desenvolvimento da Holanda (IDH), em três anos para fomentar a criação de bezerros com pequenos produtores. É um projeto ambicioso, cujo lançamento contará com a presença do governador do estado, Pedro Taques, Laurent Vallée, secretário-geral do Grupo Carrefour na França e Noël Prioux, presidente do Grupo Carrefour no Brasil. O acordo com o governo mato-grossense foi fechado em reunião com Taques e com representantes da Associação dos Criadores de Mato Grosso. Em outra iniciativa no estado, em 2016, o Carrefour lançou uma plataforma de sustentabilidade em que o consumidor pode saber o local da produção da carne. Segundo o site Mato Grosso Agro, Paulo Painez, diretor de sustentabilidade do Carrefour, afirma que a ideia é dar subsídios para uma produção de carne sustentável e de qualidade. A iniciativa vai começar em duas regiões específicas (Vale do Juruena e Gaúcha Norte) e depois pode ser replicada em outros locais. Para István Wessel, fundador do frigorífico Wessel, há 60 anos especializado em carnes nobres, a iniciativa do Carrefour e de outros varejistas visa a fazer também com que as redes sejam menos dependentes dos grandes frigoríficos, oferecendo cortes de produtos locais. “Esses novos consumidores querem saber tudo do boi”, diz. O desafio, segundo ele, é convencer as pessoas a comprar também cortes menos nobres.
REVISTA Exame
INTERNACIONAL
EUA lançam “a maior guerra comercial da história econômica”, diz China
Os Estados Unidos implementaram nesta sexta-feira a sobretaxa de 25% sobre US$ 34 bilhões em importações chinesas. Pequim anunciou retaliação imediata à medida. “Os EUA iniciaram a maior guerra comercial da história econômica”, afirmou o Ministério do Comércio da China por meio do porta-voz, Lu Kang
“Os Estados Unidos violaram claramente as regras da OMC [Organização Mundial do Comércio]”, afirma Lu Kang. O Ministério do Comércio da China disse que se reportará à OMC e trabalhará com outros países para proteger o sistema internacional de livre comércio. Enquanto isso, o governo disse que tomaria medidas para ajudar as empresas afetadas pelo conflito comercial. Ontem, o Presidente americano, Donald Trump, disse que taxas mais altas sobre outros US$ 16 bilhões em bens da China vão entrar em vigor dentro de duas semanas. As hostilidades tendem a aumentar. A administração Trump acusa a China de práticas predatórias em um movimento para superar a dominância tecnológica dos Estados Unidos, acusação rejeitada por Pequim. Não foi só com a China que o governo americano tensionou as relações – Washington aumentou as tarifas para o aço, alumínio e veículos importados da Europa, Canadá, México e Japão. A perspectiva de confronto de Trump se aplica a outros parceiros comerciais assim como para a China, ressalta o estrategista-chefe do JP Morgan Asset Management, Tai Hui, em relatório. “Isto é uma preocupação potencial para a perspectiva do investimento corporativo e do consumo no mundo”, acrescentou. O jornal China Daily acusou a gestão Trump de “se comportar como um grupo de arruaceiros” e aponta que aquela administração vai prejudicar a economia global “a menos que outros países a contenha”.
VALOR ECONÔMICO
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