
Ano 4 | nº 766 | 06 de junho de 2018
NOTÍCIAS
BOI gordo: após compra em massa, frigoríficos ofertam valores abaixo da referência
A maior parte dos frigoríficos reajustou suas ofertas de referência para baixo devido às compras volumosas concretizadas na segunda, 4. Segundo a XP Investimentos, os pecuaristas até tentaram segurar as vendas, mas o clima seco e frio, os levados custos com alimentação (milho, farelo e suplementos) e o acumulo de animais nos campos forçaram a comercialização
Antes da paralisação dos caminhoneiros as programações de abate já eram longas e, agora, voltaram a crescer com a desova de animais e o ritmo ainda incerto dos abates. Em São Paulo, as escalas das grandes indústrias atendem uma média de 7 a 8 dias úteis, enquanto as pequenas programam para 5 a 6 dias. Se o ambiente é confortável na compra, a disputa é intensa na venda. Isso porque existe um desabastecimento pontual de carne com osso no atacado, de modo que quem possui o produto acaba exigindo valores exorbitantes. Assim, os negócios ficam restritos à volumes pequenos, sendo realizados em nível de atacado e varejo. Para a carne desossada, a procura também é boa, mas os altos estoques deixam a situação equilibrada. Durante a greve dos caminhoneiros, boa parte das indústrias optou por desossar as carcaças e embalar os cortes para aumentar a durabilidade do produto, fato que reforçou os estoques do produto. Outro ponto de destaque é em relação à situação delicada dos frigoríficos. Existe uma tentativa desenfreada de aumentar a margem operacional (abaixando a matéria prima e subindo o produto final) para que, assim, estas consigam operar com margens positivas. A medida visa amenizar as perdas de praticamente 10 dias úteis parados. Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba à vista
Araçatuba (SP): 139,00
Belo Horizonte (MG): 130,00
Goiânia (GO): 126,00
Dourados (MS): 128,00
Mato Grosso: 125,00 – 129,50
Marabá (PA): 122,00
Rio Grande do Sul (oeste): 4,90 (kg)
Paraná (noroeste): 138,00
Tocantins (norte): 121,00
CANAL RURAL
Boi Gordo: Mercado sem viés definido
Na região Norte de Tocantins, onde o preço do boi gordo cedeu 0,8% nesta terça-feira, a disponibilidade de boiadas permitiu às indústrias ofertarem preços abaixo da referência
Por outro lado, no Rio Grande do Sul, as programações de abate estão curtas e a cotação subiu 1%, considerando o preço a prazo. A paralisação dos motoristas de caminhões fez com que as boiadas ficassem represadas, acontecendo uma pressão por causa dessa desova. Mas vale lembrar que a disponibilidade de bovinos estava diminuindo antes da paralisação e finda essa sobreoferta, o mercado deverá mudar, repercutindo então os níveis de consumo de carne bovina.
SCOT CONSULTORIA
Modernização e desburocratização da defesa agropecuária são discutidos em conferência
Bem-estar animal e autorização do uso de agrotóxicos estão entre os temas debatidos no evento
Representantes dos setores público, privado e de instituições de ensino e pesquisa se reúnem a partir desta terça-feira (5), em Salvador, Bahia, na 6ª Conferência Nacional e 1ª Internacional em Defesa Agropecuária. O tema central é a modernização das atividades de defesa agropecuária nos processos, serviços e na sustentabilidade. O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, está representado pelo secretário de Defesa Agropecuária do ministério, Luís Rangel. Entre os temas que serão debatidos estão a modernização da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA); a desburocratização da defesa; a estruturação dos serviços veterinários oficiais, com a retirada da vacinação contra a aftosa no Brasil; controle de salmonella na cadeia de frangos; fraudes em pescado: evolução no controle da troca de espécies; autorização de agrotóxicos no país; Brasil livre de aftosa em 2021; resistência aos antimicrobianos; importância dos laboratórios nacionais agropecuários (Lanagros); controle de pragas; técnicas de geoprocessamento e uso de drones para o controle sanitário; organismos geneticamente modificados (transgênicos); trânsito de vegetais no Brasil e o bem estar animal na cadeia produtiva da carne e a rotulagem de alimentos.
Mapa
Fraca demanda leva à queda de preço da carne em MT
Olho na gôndola: Nos supermercados da Baixada Cuiabana, o preço da carne bovina vem recuando desde o início do ano. A fraca demanda pela proteína é o principal fator influenciador desta queda
As carnes de frango e suína registraram valorizações, visto que de mar/18 a mai/18 houve crescimento de 5,53% e 13,36% nos preços destas, respectivamente. Tal condição melhora a competitividade da carne bovina, principalmente em relação à carne de frango. Vale a ressalva de que a relação entre a carne bovina e a carne de frango ainda está acima da média histórica, sendo possível adquirir no mês de mai/18 3,95 kg de frango com 1 kg de proteína bovina. Nota-se que, mesmo com os indicadores da economia apontando melhora na economia (PIB crescendo 0,4% no 1o trim./18), a proteína bovina tem encontrado dificuldade para registrar aumentos. – Com a paralisação dos caminhoneiros o boi gordo e a vaca gorda registraram leve desvalorização de 0,23% e 0,33%, respectivamente, ficando cotados a R$ 129,04/@ e R$ 120,70/@. Durante os primeiros meses de 2018, a união entre o fim da estação de monta e o ciclo da pecuária com descarte de fêmeas contribuiu para que o preço da vaca gorda se distanciasse do preço do boi gordo. A diferença entre estes dois atingiu em mar/18 o maior valor dos últimos 45 meses, com a cotação média da vaca gorda em Mato Grosso ficando 6,83% menor que a do boi gordo. Nesse mesmo mês, a participação de fêmeas no abate total atingiu o segundo maior valor dos últimos quatro anos, estabelecendo-se em 53,64% do total de animais abatidos.
Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária.
Boi: Mercado de reposição sem força na Bahia
Com o transporte de animais impraticável nas duas últimas semanas, devido à greve, o mercado de reposição ficou travado.
Na Bahia é difícil estabelecer referência de preços para todas as categorias de reposição em função da falta de liquidez. Diversos leilões foram cancelados e não houve ofertas de compra nem de venda na última semana. Além do mercado de reposição, o mercado do boi gordo também sentiu os efeitos da greve e sem conseguir estabelecer patamares para a arroba. Mas analisando o intervalo de janeiro a maio, o pecuarista vem perdendo poder de compra (6,7%) na média da troca de todas as categorias no estado.
Scot Consultoria
ECONOMIA
Tabela de fretes paralisa mercado de grãos no país
A medida provisória baixada na semana passada pelo presidente Michel Temer, que estabelece preços mínimos para o frete rodoviário de cargas, paralisou o mercado de grãos no país. A MP atendeu a uma reivindicação dos caminhoneiros para encerrar a greve
Tradings e processadoras de soja e milho reclamam de incertezas jurídicas criadas pelo tabelamento. E também consideram exagerados os valores previstos na medida, que seriam até 40% superiores aos que vinham sendo cobrados. Mais de 40 entidades representativas do setor produtivo, inclusive a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), manifestaram-se contra a MP e defenderam a ideia de que a lei da oferta e da procura prevaleça nas negociações dos fretes. “As companhias do setor não conseguem repassar esse aumento porque trabalham com produtos negociados em bolsa, com preços internacionais definidos”, disse Sérgio Mendes, Presidente da Anec. Para cargas a granel, por exemplo, a tabela prevê fretes mínimos entre R$ 0,89 e R$ 2,05 por quilômetro por eixo, valores que os produtores consideram elevados. As operações de transporte rodoviário no Brasil ocorriam, até agora, com base na oferta e na procura. “O tabelamento destrói qualquer planejamento e traz impactos financeiros gigantescos, rebaixando os níveis de competitividade e eficiência”, afirmou o Diretor da Cargill para a América Latina, Paulo Sousa. Para ele, a medida é inconstitucional. Além disso, observa, os valores da tabela são tão distorcidos que incentivam empresas como a Cargill a investir na verticalização de suas operações.
VALOR ECONÔMICO
Dólar salta e vai a R$3,81, maior nível em mais de dois anos, mesmo com ação mais forte do BC
Apesar de o Banco Central ter ampliado com força sua atuação, o dólar saltou e fechou no patamar de 3,81 reais nesta terça-feira, o maior em mais de dois anos, em meio à piora da avaliação dos investidores sobre a cena política local e com o exterior pesando sobre os ativos
O dólar avançou 1,78 por cento, a 3,8100 reais na venda, maior nível desde 2 de março de 2016 (3,8877 reais). Na máxima do dia, a moeda norte-americana chegou a 3,8163 reais. O dólar futuro tinha alta de cerca de 1,65 por cento no final da tarde. “As perspectivas são muito ruins… A crise fiscal é séria”, afirmou o economista e sócio da NGO Corretora Sidnei Nehme. “A economia não anda, nem vai andar, porque empresários não vão investir com esse elevado grau de incerteza. Todo o cenário ficou ruim”, acrescentou ele. A moeda norte-americana já vinha operando com elevação desde a abertura dos negócios, influenciada pelo cenário político local, a poucos meses das eleições presidenciais, e pelo movimento no exterior, que ganhou força após dados mais robustos sobre a economia norte-americana. Juros elevados têm potencial para atrair à maior economia do mundo recursos aplicados hoje em outros mercados, como o brasileiro. A alta do dólar na sessão também foi influenciada pela cena política local, após a divulgação da pesquisa de intenção de votos do DataPoder360 que mostrou o candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) na segunda posição, atrás de Jair Bolsonaro (PSL), com Geraldo Alckmin (PSDB).
Redação Reuters
Indústria do Brasil cresce mais que o esperado em abril, mas greve vai pesar à frente
A produção industrial do Brasil iniciou o segundo trimestre com alta acima do esperado devido ao forte desempenho nos setores de biocombustíveis e automóveis, sinal de fôlego que está em risco após a greve dos caminhoneiros que afetou a economia nas últimas semanas
Em abril, a produção da indústria cresceu 0,8 por cento sobre março, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, melhor resultado desde dezembro (+2,9 por cento) e acima da alta de 0,5 por cento esperada em pesquisa da Reuters com analistas. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve aumento de 8,9 por cento, também melhor do que a expectativa de alta de 7,7 por cento e o resultado mais forte desde abril de 2013 (+9,8 por cento). “(Abril) foi o primeiro bom resultado de 2018, mas não é suficiente para voltar ao patamar do fim do ano passado”, afirmou o gerente da pesquisa, André Macedo. “A greve dos caminhoneiros significa que afeta o processo e o ritmo de produção. Ela vai afetar negativamente, mas o tamanho do reflexo ainda não sabemos.” O destaque em abril foi o aumento de 5,2 por cento na produção de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis.
Redação Reuters
AEB deve elevar em julho previsão para saldo de exportações do Brasil em 2018
A Associação de Comércio Exterior do Brasil (ARB) deverá aumentar sua projeção para o saldo da balança comercial brasileira em 2018 para cerca de 55 bilhões de dólares ante a última projeção feita em dezembro do ano passado, de cerca de 50 bilhões, disse na terça-feira o Presidente da entidade, José Augusto de Castro
No ano passado, o saldo da balança comercial brasileira ficou em 67 bilhões de dólares, segundo dados oficiais. Segundo ele, a revisão deve ser divulgada em julho apoiada na valorização do dólar e em preços melhores de commodities relevantes na pauta exportadora brasileira, como soja e minério de ferro, por exemplo. Além de preços melhores no exterior, Castro afirmou que a valorização do dólar encarece as importações, que devem perder força ao longo do segundo semestre. “Você tem dois movimentos para uma projeção 10 por cento maior; por um lado os principais produtos da pauta exportadora brasileira estão bem valorizados e por outro você tem um câmbio menos favorável à importação. No balanço, talvez seja um saldo maior mais por conta da redução das importações do que pelo aumento das exportações”, disse o Presidente da AEB. “Em 2018, temos a mesma participação na exportação mundial do que tínhamos em 2000…precisamos melhorar custos para melhorar a performance porque somos ainda competitivos por conta dos preços globais e, se eles caírem deixamos de ser competitivos”, avaliou.
Redação Reuters
Ibovespa cai 2,5% pressionado por bancos e Petrobras; cena eleitoral ainda preocupa
A bolsa paulista fechou com fortes quedas na terça-feira, conforme investidores seguem apreensivos com o cenário eleitoral e o ritmo da atividade econômica no país, tendo as ações de bancos entre as principais pressões negativas do Ibovespa na sessão
O principal índice de ações da B3 fechou em queda de 2,49 por cento, a 76.641 pontos, perto da mínima da sessão, de 76.412 pontos. O volume financeiro no pregão alcançou 12,1 bilhões de reais. “Agora é hora de ficar muito defensivo em bolsa”, afirmou o gestor e diretor da Rio Bravo Investimentos, Eduardo Levy, acrescentando que o noticiário dos últimos dois meses tem sido bastante negativo, composto por dados de atividade mais fracos que o esperado e cenário político “extremamente incerto”. Segundo ele, o que mais preocupa é a falta de candidato pró reformas que pareça poder despontar nas eleições. “Há uma preocupação séria do mercado já neste momento, antes mesmo de os candidatos oficializarem a suas candidaturas”, afirmou. Profissionais da área de renda variável também citaram que a bolsa segue fragilizada pela saída de estrangeiros, com maio registrando saldo negativo de 8,4 bilhões de reais e junho começando com saída líquida de quase 1 bilhão de reais.
Redação Reuters
EMPRESAS
Minerva estuda capitalização de US$ 3 bi para tentar união com BRF
A Minerva Foods, empresa de carne bovina controlada em sociedade pela família Vilela de Queiroz (28,2%) e a árabe Salic (21,4%), estuda um aumento privado de capital de pelo menos US$ 3 bilhões, apurou o Valor
O objetivo é a companhia ganhar liquidez e porte para buscar uma combinação de negócios com a BRF, que possui uma base de acionistas pulverizada na B3. As companhias já possuem um cruzamento de bases acionárias. A BRF é dona de 11,6% da Minerva. Somadas, as duas empresas teriam um faturamento superior a R$ 40 bilhões. Até o momento, nenhuma proposta foi formalizada à BRF. De acordo com essas fontes, já houve conversas preliminares para sondagem da receptividade à transação com os dois maiores acionistas da dona das marcas Sadia e Perdigão, as fundações Previ e Petros. Juntos, os fundos de pensão têm pouco mais de 22% do capital. Se prosperar, a capitalização da Minerva seria feita com aporte de capital, em partes aproximadas, da holding VDQ, da família Vilela de Queiroz, da Salic, e com a entrada da empresa de participações em agronegócios Continental Grain, por meio da gestora Arlon. O controle da Minerva continuaria nas mãos de VDQ e Salic, fundo que pertence ao Reino da Arábia Saudita. O objetivo é que a Minerva se torne a acionista de referência da BRF, com uma participação estimada de 30%, muito superior a qualquer atual sócio da empresa de alimentos processados. Para sauditas, o investimento na BRF é estratégico. A companhia é a maior exportadora de carne de frango para a Arábia Saudita e é dona da OneFoods, uma das maiores empresas de alimentos halal (que segue os preceitos islâmicos) do mundo.
VALOR ECONÔMICO
Minerva nega proposta de investimento após notícia de possível fusão com BRF
A Minerva não realizou qualquer proposta de investimento em outra empresa, informou há pouco a companhia por meio de comunicado, após notícia veiculada pelo blog Brazil Journal de que estaria conversando com investidores internacionais para propor uma capitalização na BRF
Em nota à imprensa nesta terça-feira, a BRF informou que “não recebeu nenhuma formalização” a respeito de uma possível transação envolvendo grupos de investidores nacionais e internacionais em conjunto com a Minerva.
Redação Reuters
FRANGOS & SUÍNOS
Setor de aves e suínos retoma operações após perdas de R$3,15 bi por bloqueios
Todas as 167 unidades frigoríficas do Brasil que haviam parado a produção de carnes durante a paralisação dos caminhoneiros retomaram as atividades nesta semana, informou nesta terça-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)
A entidade ainda estimou em nota que os protestos que bloquearam rodovias e causaram mortandade nas granjas geraram impactos negativos de 3,15 bilhões de reais ao setor produtor e exportador de aves, suínos, ovos e material genético. “Apesar das perdas de animais registradas, o reinício do fluxo de ração no campo evitou que um plantel de cerca de 1 bilhão de cabeças continuasse em risco”, acrescentou a ABPA. A associação afirmou ainda que a reorganização da cadeia produtiva e da distribuição de produtos gerará custos extras ao setor. “Em outras palavras, até que se restabeleça toda a sistemática setorial, ficará mais caro às indústrias produzir cada quilo de carnes e cada unidade de ovo”, disse a ABPA, ressaltando que haverá a necessidade de aumento da oferta de linhas de crédito para a manutenção da retomada da cadeia agroindustrial. O Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, acenou com a possibilidade de contemplar produtores com linhas dentro do novo Plano Safra, que será anunciado na quarta-feira. A ABPA ainda manifestou preocupação com a elevação dos custos produtivos devido à forte alta dos preços do milho e da soja.
Redação Reuters
Frango Vivo: alta expressiva em SP
O frango vivo teve uma nova alta expressiva em São Paulo nesta terça-feira (05), agora de 7,69%, estabelecendo a cotação em R$2,80/kg
As demais cotações permaneceram estáveis. No indicador da Scot Consultoria para o frango em São Paulo, o frango na granja teve alta de 7,69%, a R$2,80/kg, enquanto o frango no atacado alcançou alta de 6,38%, a R$5,00/kg. O AviSite avalia que as altas são fruto da convergência de três fatores: o início de mês, com a chegada dos salários ao mercado, a queda no alojamento dos pintos de corte observadas em abril e as quebras de produção decorrentes da greve dos caminhoneiros. Com isso, novos ajustes nos preços do frango vivo podem aparecer no horizonte a curto prazo.
SCOT CONSULTORIA
Suíno Vivo: altas em SP e em SC
Além do Rio Grande do Sul, a cotação do suíno vivo anotou altas expressivas em mais duas praças do país. Em São Paulo, a alta foi de 16,62/kg, a R$3,79/kg. Para Santa Catarina, alta de 14,29%, a R$3,20/kg
O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, referente a ontem (04), trouxe alta para todas as praças, sendo a mais expressiva em Minas Gerais, de 8,31%, a R$3,52/kg. Segundo a Associação Paulista dos Criadores de Suínos (APCS), houve uma boa procura por animais vivos na semana passada, de forma que o presidente da entidade, Valdomiro Ferreira Júnior, considera que a Bolsa local foi conservadora em seus novos patamares. O setor segue preocupado com os altos custos de produção e os preços elevados do milho e do farelo de soja.
Cepea/Esalq
MEIO AMBIENTE
Plano ABC deve contribuir para redução de CO² em 40% até 2020
Comparação se refere ao ano de 2005. Compromisso voluntário do país foi assumido na Conferência do Clima, em Copenhague. No programa, a agropecuária está alinhada com proteção ambiental
No Dia Mundial do Meio Ambiente, na terça-feira, 5, o Brasil tem motivos para celebrar. Em 2010, quando foi lançado o Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) 3 milhões de hectares atendiam aos requisitos de produção agrícola sustentável. Em 2016, segundo dados da Embrapa, a área foi ampliada para 11,5 milhões de hectares ocupados com a integração LPF – Lavoura, Pecuária e Floresta – e que contribuem com a redução de 35,1 milhões de toneladas de CO² na atmosfera O Plano ABC tem vigência até 2020, quando o País deverá ter reduzido em cerca de 40% a emissão dos gases de efeito estufa, em comparação com 2005, segundo compromisso assumido voluntariamente na Conferência do Clima das Nações Unidas (COP 15), realizada em 2009, em Copenhague, Dinamarca. A curva de crescimento da área desmatada (legal e ilegal) alcançou o ponto máximo em 2004 com 2,750 milhões de hectares. Essa curva acompanhava o aumento da produção de gado com 55 milhões de cabeças. Dez anos depois, em 2014, a produção de gado, que seguiu ampliando, era de 59 milhões de cabeças, mas a área de desmatamento legal decresceu para 500 mil hectares. Os dados são do Ministério da Agricultura e do IBGE.
MAPA
Agricultura brasileira supera uma das metas do Acordo de Paris
Sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), um dos programas apresentados pelo País durante a COP-21, ultrapassou meta definida pelo Brasil
A agricultura brasileira vem fazendo sua parte e já bateu uma das principais metas estabelecidas pelo país durante a 21ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP-21), conhecido como Acordo de Paris. Isso porque uma das metas estipuladas dentro do Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) para o Acordo indica que o País deveria atingir 9 milhões de hectares cobertos com o sistema agrícola chamado de Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) até 2030. Hoje, de acordo com os dados mais recentes da Embrapa e da Associação Rede ILPF, em pesquisa realizada pelo Kleffmann Group, quase 11,5 milhões/ha já contam com esta tecnologia de produção rural. O objetivo agora é superar a marca de, pelo menos, 14 milhões de hectares em ILPF. O ILPF desponta como ferramenta fundamental para os objetivos do Acordo do Clima porque busca a intensificação sustentável do uso da terra em áreas agrícolas e o aumento da eficiência dos sistemas de produção, além de responder a uma necessidade de redução de desmatamento e da emissão de gases de efeito estufa, inclusive promovendo recuperação de terras degradadas. Criado no Brasil e desenvolvido pela Embrapa há três décadas, o ILPF é considerado uma revolução agrícola dos trópicos.
AGROLINK COM INF. DE ASSESSORIA
INTERNACIONAL
USDA: Confira relatório sobre o mercado de carnes
Pela primeira vez desde 2012, espera-se que o comércio de todas as carnes (carne bovina, suína e de frango) suba. Enquanto carne suína e de frango farão ganhos modestos de 1 e 2%, respectivamente, o crescimento da carne bovina será de 5%
Carne bovina: O aumento mais forte no comércio mundial de carne bovina será impulsionado pela forte demanda global e pelos preços competitivos. Importantes exportadores, Brasil e Estados Unidos, terão um aumento no fornecimento exportável a preços ligeiramente inferiores. As exportações de carne bovina dos EUA deverão aumentar em 6% em 2018, impulsionadas pela forte demanda da Coreia do Sul, Japão, Canadá e México. A produção global deverá crescer marginalmente (2%) em 2018, para 63,0 milhões de toneladas, principalmente em ganhos no Brasil, nos Estados Unidos e na Argentina. A expansão do Brasil é impulsionada em grande parte pelo maior peso de carcaças, maior demanda doméstica e exportações recordes. As condições climáticas sazonais desfavoráveis da Austrália e os pastos pobres retardarão seus esforços de reconstrução, enquanto pesos de carcaça mais altos aumentarão ligeiramente a produção. As exportações globais em 2018 deverão aumentar em 5% mais altas, para 10,5 milhões de toneladas, impulsionadas pelos embarques do Brasil, Argentina, Austrália e Estados Unidos. As sanções da Rússia ao Brasil intensificarão a concorrência global, uma vez que busca desviar os produtos para novos destinos, provavelmente para os mercados asiáticos. A demanda robusta na China e em Hong Kong continuará a crescer, uma vez que a produção doméstica estagnada é incapaz de atender ao consumo crescente.
USDA
Argentina estabelece novo recorde de exportação para carne bovina
A crescente demanda por carne bovina levou a Argentina a registrar um crescimento significativo nas exportações durante o primeiro trimestre deste ano
De acordo com o levantamento da Subsecretaria de Pecuária do Ministério da Agricultura da Argentina, 145.276 toneladas de carne foram exportadas de janeiro a março, um crescimento de 60% em relação ao mesmo período de 2017. O relatório acrescentou que a China e a União Europeia são os principais destinos da carne bovina, com 37,5% e 27,9% respectivamente, e o apoio do governo à produção e liberação das exportações levou a um aumento dinâmico. Como resultado do apoio do governo, somente em abril, os embarques de carne bovina somaram 35.918 toneladas, também 60% acima dos resultados do ano passado. Parece que a tendência da carne bovina veio para ficar, especialmente no mercado asiático, depois que o Ministro da Agricultura do Japão, Ken Saito, e o Ministro da Agricultura da Argentina, Luis Miguel Etchevehere, concordaram em negociar uma variedade de produtos, incluindo carne bovina. O acordo comercial deverá ser anunciado durante o evento da Reunião Ministerial do G-20 da Agricultura, em 28 de julho, em Buenos Aires.
GlobalMeatNews.com
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