
Ano 4 | nº 761 | 29 de maio de 2018
ABRAFRIGO
Notícias sobre A SITUAÇÃO do Funrural
Veja nos três links abaixo as últimas notícias sobre o que está acontecendo de mais atual com a discussão sobre o FUNRURAL trazidas pelo Deputado Jerônimo Goergen e pelo Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.
https://drive.google.com/open?id=1DSI2j-XLqffDmfT8I6sDLbCol4n-_Xjd
https://drive.google.com/open?id=136jlP1ujEamtOyTP4LONw6-NY0E79Oiz
https://drive.google.com/open?id=1JFYb3wFHEfnnmtg-DJl-27b2RB5pRTWM
NOTÍCIAS
Abastecimento de combustíveis melhora, mas ainda é ruim em alguns Estados, diz ANP
O abastecimento de combustíveis apresentou melhoras pelo país com a redução do movimento de paralisação dos caminhoneiros, mas a situação ainda está longe do ideal e deve demorar pelo menos uma semana para voltar ao normal, disse nesta terça-feira o Diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) Aurélio Amaral
Segundo o diretor da ANP, há uma maior fluidez de abastecimento em grandes cidades como Rio de Janeiro e Brasília, depois que algumas associações de caminhoneiros responsáveis pelo movimento recomendaram o fim da paralisação após um pacote de medidas do governo em atendimento a demandas da categoria. Também contribuiu para a melhora no abastecimento de combustíveis a realização de escoltas de tropas federais a caminhões-tanques por todo país. “A situação está melhorando. No RJ já há postos com algum combustível. Em Brasília já não há mais bloqueio nas bases de distribuição, com caminhões saindo em comboios e postos já abastecendo”, disse o Diretor da ANP à Reuters. “Dependendo da logística de cada lugar, volta ao normal em cerca de uma semana, mas em alguns lugares até mais de uma semana”, acrescentou. Apesar da melhora, ainda há locais onde a situação é considerada delicada em termos de abastecimento de combustíveis. Uma grande preocupação das autoridades é com o Porto de Suape, um polo importante para a Região Nordeste. “Lá em Suape a situação ainda é crítica e continua ruim também em Minas, Rondônia, São Paulo, Roraima, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Sergipe”, acrescentou o Diretor, que disse esperar uma melhora ao longo do dia. No Rio de Janeiro, os militares que assumiram o fluxo de entrada e saída da caminhões-tanque da Refinaria Duque de Caxias (Reduc), diversas escoltas estão sendo feitas tanto de cargas de combustível como de alimentos. De madrugada, 300 caminhões de alimentos foram escoltados para as centrais de distribuição de gêneros alimentícios, que estavam em falta em mercados, bares e restaurantes. De acordo com o gabinete de intervenção federal na segurança pública do RJ, foram escoltados mais de 125 caminhões-tanque no Estado desde domingo.
Redação Reuters
Adesão ao “Refis Rural” termina em 30 de maio
Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu como constitucional a cobrança do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural)
O prazo final para adesão ao Programa de Regularização Tributária Rural (PRR), o “Refis Rural”, encerra em 30 de maio, já que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por não modular os efeitos da decisão proferida no julgamento da Repercussão Geral (RE 718.874/RS – Tema 669) e considerou constitucional a cobrança do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural), após a edição da Lei 10.256/01. Dessa forma, os contribuintes têm até a próxima quarta-feira para optar pelo PRR. O programa prevê a possibilidade de pagamento de débitos em até de 178 parcelas mensais, com redução de 100% das multas de mora, multas de ofício, encargos legais e juros. “O PRR é uma oportunidade para os produtores rurais que tem dívidas tributárias e que querem regularizar suas situações com segurança jurídica”, destaca a advogada Daniela Faustino, coordenadora da área tributária da Andrade Silva Advogados. Segundo ela, com essa última decisão, o STF encerrou a discussão sobre a exigência do Funrural, firmando a constitucionalidade da contribuição desde sua instituição pela Lei 10.256/2001. A adesão ao programa pode ser feita na unidade de atendimento da Receita Federal do domicílio tributário do devedor por meio de requerimento e abrangerá os débitos indicados pelo contribuinte, vencidos até o dia 30 de agosto de 2017. A ampliação do prazo para optar pelo PRR até o final desse mês é resultado da Medida Provisória (MP) n°828, publicada em 27 de abril. A MP apenas estendeu o período de adesão, os demais dispositivos que tratam do programa foram retirados da mesma. O PRR está previsto na Lei nº 13.606/18.
AGROLINK
Governo vê retomada lenta em atividade de caminhoneiros; ainda há mais de 550 pontos de bloqueios
O governo avaliou na segunda-feira que a retomada da atividade dos caminhoneiros ainda é lenta, apesar das medidas anunciadas na véspera pelo presidente Michel Temer para atender às principais demandas da categoria, mas a expectativa é que o processo se acelere ao longo do dia.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), foram desativadas 728 paralisações entre o início das manifestações até as 8h desta segunda, mas ainda restavam 556. Na sexta-feira, o Ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, dissera que o pico de bloqueios durante a semana passada fora de 938 obstruções, das quais 519 permaneciam ativas. “Nossa preocupação maior é a normalização do abastecimento o mais rápido possível”, disse o Ministro-Chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, após reunião com outros ministros no Palácio do Planalto para tratar da crise provocada pela greve dos caminhoneiros, que chegou ao oitavo dia. Segundo a PRF, a maioria dos bloqueios é parcial e sem prejuízo à circulação de outros veículos não participantes das manifestações. “A PRF continua desenvolvendo ações para a manutenção de corredores interestaduais para a circulação de cargas de animais vivos, gêneros alimentícios, equipamentos essenciais, medicamentos, combustíveis e outras cargas sensíveis”, disse a PRF em nota. A paralisação dos caminhoneiros entrou na segunda semana mesmo com o anúncio feito por Temer na noite de domingo de medidas que atendem às principais demandas da categoria, como redução do preço do diesel em 46 centavos por litro por um período de 60 dias. Apenas a redução do diesel terá um custo de 9,5 bilhões de reais no Orçamento deste ano, uma vez que a União irá ressarcir a Petrobras pelo custo do congelamento dos preços. Os protestos continuaram nesta segunda-feira apesar de lideranças do movimento, como a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), terem dito que objetivos da greve da categoria foram atingidos e que os caminhoneiros deveriam voltar ao trabalho. A paralisação provocou desabastecimento generalizado pelo país e, segundo o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, a greve está tendo um impacto “relevante” na atividade econômica do país.
Redação Reuters
Mercado do boi gordo sem liquidez
A greve dos caminhoneiros, de forma clara, produz prejuízos no mercado do boi gordo
Desde quarta-feira (23/5), último dia de negócios com fluidez, não há comercialização em volume suficiente para estabelecer referências de preços. Em todas as praças pecuárias pesquisadas pela Scot Consultoria, a maioria dos frigoríficos está fora das compras devido à dificuldade de transporte. A dificuldade existe também para escoar a carne processada, o que, com o tempo, afetará também o abastecimento. Frente à essa conjuntura o mercado do boi gordo está em hibernação. Para os próximos dias, a associação do início de mês e a falta de carne tendem a desequilibrar o mercado com possiblidade de aumento do preço da carne. Ruim para os consumidores. Considerando um prolongamento desta situação, os impactos da paralisação no setor de proteína animal podem se agravar.
SCOT CONSULTORIA
Alta nos preços da carne bovina, mas paralisação do transporte preocupa
Preços da carne bovina subiram 0,5% no atacado na semana passada
Os preços da carne bovina subiram 0,5% no atacado na semana passada. O comportamento altista começou a empurrar para cima as cotações da carne bovina no final da primeira quinzena de abril e não parou mais. Demanda absorvendo com alguma facilidade a oferta existente, mesmo sendo oferta de final de safra, que é normalmente mais dilatada, explica estas valorizações consecutivas. Este é o retrato do que ocorreu no acumulado dos últimos sete dias. Mas há um fato novo no mercado, a greve dos caminhoneiros. Isso tem afetado a compra de matéria-prima e também o escoamento da produção dos frigoríficos. Ou seja, ao consumidor, isso traria alta aos preços. Para o produtor, pressão de baixa. Quanto mais “parada” ficar a frota de caminhões, mais baixista tende a ser a transição entre a safra e a entressafra do capim.
Mato Grosso suspende abate de bois
Crise coloca em risco mercados externos
Maior produtor brasileiro de carne bovina e principal fornecedor para exterior, Mato Grosso está suspendendo totalmente o abate de boi no Estado. A informação é do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). Considerando apenas a suspensão do abate de bovinos, o montante diário que deixará de circular no Estado é estimado em R$ 36,5 milhões. Segundo o Imea, a greve dos caminhoneiros começou a ter reflexos na cadeia da pecuária de corte desde quarta-feira (23/5), quando os frigoríficos começaram a sair das compras de bovinos. Até sexta-feira 92% das plantas frigoríficas do Estado estavam fora das compras. Além disso, diz o Imea, “o preço do boi gordo no Estado ficou sem referências de negócios, demonstrando a força da paralisação dos caminhoneiros”. Ele diz que os importadores estão recebendo todas as informações acerca da paralisação dos caminhoneiros e das dificuldades para escoamento dos produtos agropecuários. O país deixou de embarcar 40 mil toneladas de carne bovina em uma semana. No total, o prejuízo acumulado chega perto de US$ 170 milhões (R$ 620 milhões), computando-se todos os tipos de contrato com os importadores.” Segundo ele, vários contratos foram postergados e também devem ser considerados muitos outros fatores, como o prejuízo com o produto perecível nas estradas. 110 unidades já estão sem abater boi no Brasil.
Revista Globo Rural
Assim como o caminhão, o mercado de reposição também estacionou
As especulações que aumentaram na última semana, davam indícios de que o mercado de reposição poderia se aquecer no curto prazo
Entretanto, devido a greve dos caminhoneiros, as estradas por todo o país foram paralisadas, o que gerou impacto direto ao mercado de reposição. Sem a entrada dos animais para os frigoríficos e sem a saída da carne, o mercado do boi gordo perdeu a referência, fato que por si só já desestimula às negociações de reposição. Além disso, o transporte de animais de reposição também foi incluído na greve e sem embarques o mercado travou nos últimos dias. Para o curto prazo fica a expectativa de quando será cessada a paralisação e de que forma o mercado irá se comportar após esse cenário. Vale destacar que a chegada da frente fria no centro sul impacta diretamente na qualidade das pastagens, diminuindo a capacidade de suporte. Isso tende a provocar menor resistência da ponta vendedora quando as negociações retornarem ao ritmo normal.
SCOT CONSULTORIA
Agronegócio crítica MP dos fretes e pede participação em discussões
A medida provisória (MP) que estabelece um preço mínimo para fretes no país foi recebida com críticas pelo agronegócio brasileiro, que pede, agora, participação na formação desses preços, disseram representantes nesta segunda-feira em São Paulo
O tabelamento de fretes foi uma das decisões anunciadas na noite de domingo pelo presidente Michel Temer como forma de pôr fim aos protestos de caminhoneiros, que provocam desabastecimento e afetam diversos setores da economia nacional. Na sexta-feira, algumas lideranças já haviam tachado a proposta de “inconstitucional” e alertaram para um potencial aumento de custos para produtores e consumidores. “Se projeto de tabelamento de fretes for aprovado, virar lei, queremos participar do processo de formação desses preços… Queremos chegar a uma solução negociada, e não a uma solução imposta de preço mínimo”, disse o Presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleo Vegetais (Abiove), André Nassar. Mais de 60 por cento do transporte de cargas do Brasil é feito em rodovias, de modo que mudanças na dinâmica de fretes afetam vários segmentos, em particular o agronegócio, tão dependente das estradas para escoar a safra. Conforme Nassar, um eventual tabelamento encareceria os custos para tradings, produtores e consumidores, além de poder respingar nos fretes de outros modais, como ferroviários e hidroviários. Na avaliação do Diretor-Geral da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), Sergio Mendes, os impactos de fretes tabelados poderiam ser observados já nas próximas semanas, em meio à colheita da segunda safra de milho. “O tabelamento poderia prejudicar o escoamento”, disse ele. O Presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Nelson Carvalhaes, comentou que o “histórico mostra que intervenção gera prejuízos”, ao passo que o presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Marcelo Vieira, disse ser necessário “discutir novamente o custo de uma estrutura governamental” e a redução da carga tributária. Já para o Presidente do Sindirações, Roberto Betancourt, “o Brasil nunca teve sucesso com esses tabelamentos, controles de longo prazo”. “Não há alternativa que não a livre negociação”, pontuou.
REUTERS
ECONOMIA
Dólar salta 1,64% e caminha a R$3,75, com temor sobre contas públicas
A preocupação dos investidores com as consequências da greve dos caminhoneiros sobre as contas públicas do país fez o dólar saltar nesta segunda-feira, caminhando para o patamar de 3,75 reais, movimento amplificado pela baixa liquidez em razão do feriado nos Estados Unidos
A sinalização de que os petroleiros entrarão em greve nesta semana também contribuiu para a maior cautela no mercado local nesta sessão. O dólar avançou 1,64 por cento, a 3,7286 reais na venda, maior variação percentual desde 7 de dezembro passado, quando subiu 1,73 por cento. Na máxima do dia, a moeda norte-americana foi a 3,7398 reais, e acumulou alta de 2,86 por cento em três pregões seguidos de ganhos. O dólar futuro tinha alta de cerca de 2,20 por cento no final da tarde. “O mercado está focado no problema fiscal, com o impacto que as medidas vão ter nas contas públicas”, afirmou o diretor de câmbio da assessoria de câmbio FB Capital, Fernando Bergallo. “Outras paralisações podem elevar o rombo.” Na noite passada, o Presidente Michel Temer anunciou redução do preço do diesel em 46 centavos de reais por litro por 60 dias, em atendimento às reivindicações dos caminhoneiros. Mesmo assim, a paralisação continuava em várias partes do país, pelo oitavo dia. Ao todo, o custo fiscal do governo para atender aos pedidos da categoria chega a 13,5 bilhões de reais, que serão compensados por cortes de gastos a aumento de outros impostos. Assim, segundo explicou o Ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, chegou-se ao limite do teto de gastos deste ano, sem nenhuma sobra em relação às metas fiscais. O Brasil tem amargado sucessivos déficits primários, quando não consegue economizar para pagar juros da dívida pública, importante variável em avaliações de risco. “A greve gera um problema e a solução gera outro problema”, afirmou Bergallo, ao reforçar que “outros setores podem se aproveitar da fragilidade política do governo para reivindicarem o que querem”. A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) decidiu convocar uma greve da categoria para começar na terça-feira contra a política de preços da Petrobras, acompanhando a decisão da Federação Única dos Petroleiros (FUP) de convocar greve de 72 horas a partir de quarta-feira.
Redação Reuters
Protesto gera prejuízo “enorme” ao agronegócio; exportação em 2018 pode ser menor
O prejuízo ao agronegócio brasileiro em decorrência dos protestos de caminhoneiros é “enorme” e o setor, que já contabiliza perdas na exportação e mortandade de animais, pode fechar 2018 sem atingir as previsões de comércio exterior, disseram representantes nesta segunda-feira
As manifestações dos caminhoneiros estão em seu oitavo dia, provocando desabastecimento em praticamente todo o país, mesmo após o Presidente Michel Temer ceder nas reivindicações da categoria. “Isso preocupa muito. Está se criando um problema para a sociedade brasileira… Ainda não temos números, mas a perda para o agronegócio, certamente, é enorme”, disse à Reuters o Diretor-Executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Cornacchioni. O agronegócio responde por mais de um quinto do PIB brasileiro, garantindo ainda o superávit comercial do país, com exportações em 2017 da ordem de 96 bilhões de dólares, segundo dados do governo. Ao lado de outras lideranças, Cornacchioni participou de uma entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira sobre os impactos dos protestos e também sobre a medida provisória (MP) de tabelamento de fretes, anunciada na véspera por Temer. Para o Diretor-Geral da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), Sergio Mendes, os reflexos sobre os embarques de grãos e derivados já são observados e devem se refletir no desempenho de 2018 como um todo. “Podemos fechar o ano sem atingir as nossas previsões após uma semana de protestos”, alertou ele. Só com relação à soja, cuja safra recorde acabou de ser colhida, a expectativa é de vendas superiores a 70 milhões de toneladas neste ano. O Presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), André Nassar, frisou que “a produção de farelo e biodiesel do Brasil está parada” em decorrência da greve dos caminhoneiros.
Redação Reuters
GP-M acelera alta para 1,38% em maio, diz FGV
O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) terminou maio com avanço de 1,38 por cento, ante alta de 0,57 por cento em abril, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta terça-feira. O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis.
Redação Reuters
Petrobras desaba mais de 14% e perde R$40 bi
As ações da Petrobras fecharam com queda de mais de 14 por cento nesta segunda-feira, engatando o oitavo pregão de perdas, com investidores ainda receosos acerca de ingerência governamental na companhia, conforme as negociações para encerrar a greve dos caminhoneiros envolveu também a petroleira de controle estatal
Os papéis preferenciais encerraram em queda de 14,6 por cento, para 16,91 reais, menor valor desde 10 de janeiro, enquanto PETROBRAS ON recuou 14,07 por cento, a 19,79 reais, mínima desde 23 de janeiro, com perda de cerca de 40 bilhões de reais em valor de mercado. Desde o último dia 18, quando começaram os primeiros rumores envolvendo discussão sobre preços de combustíveis, a Petrobras acumulou uma perda de valor de mercado de 127,5 bilhões de reais. Da máxima do ano, alcançada em 16 de maio, a perda alcança 146 bilhões de reais, resultado de oito pregões seguidos de queda. Após anúncio de medidas pelo governo federal na véspera, a Petrobras informou nesta segunda-feira que manterá por 60 dias uma redução nos preços do diesel rodoviário e que, após esse prazo, os reajustes do combustível passarão a ser mensais, e não mais até diários como ditava a política da companhia em vigor. A companhia disse que será ressarcida pela União pela redução adicional —além da já anunciada na semana passada— e que isso não incorrerá em prejuízo para a companhia. Uma fonte próxima à estratégia da Petrobras disse à Reuters que a companhia quer receber antecipadamente os recursos referentes ao congelamento do diesel por 60 dias anunciado por Temer, até para que não haja uma má sinalização para o mercado, que já penalizou duramente suas ações.
Redação Reuters
Ibovespa despenca 4,5% e passa a cair em 2018 com apreensão sobre efeitos da greve
O mercado acionário brasileiro começou a semana com o Ibovespa caindo 4,5 por cento e revertendo os ganhos em 2018, impactado pelo 8º dia de greve dos caminhoneiros, que paralisou diversos setores da economia, evidenciando fragilidades do governo federal
O principal índice de ações da B3 fechou em baixa de 4,49 por cento, a 75.355 pontos, perto da mínima da sessão e menor patamar de fechamento desde 22 de dezembro de 2017. O volume financeiro do pregão somava apenas 11 bilhões de reais, um pouco abaixo da média diária do mês (13,85 bilhões de reais), diante da ausência de negócios em Wall Street, onde os pregões estiveram fechados em razão de feriado nos Estados Unidos. As ações da Petrobras lideraram as perdas, com tombo de cerca de 14 por cento cada, em meio a receios sobre ingerência governamental na política de preços da companhia. A Petrobras teve perda de valor de mercado de 40 bilhões de reais apenas nesta segunda-feira.
Redação Reuters
FRANGOS & SUÍNOS
Desde o início da greve, 7% do plantel de aves morreu, diz ABPA
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) atualizou hoje os impactos da greve dos caminhoneiros sobre a avicultura nacional
De acordo com a entidade, cerca de 70 milhões de aves morreram desde o início da greve, há oito dias. Até ontem, esse número era de 64 milhões. É importante ponderar que esse número de aves mortas é composto, especialmente, por pintinhos que foram sacrificados ao nascer. A menor parcela é de aves adultas. No Brasil, um frango é engordado por cerca de 45 dias até ser enviado aos abatedouros. O plantel de aves no país é da ordem de 1 bilhão de aves. As aves que morreram representam 7% do plantel. Aos poucos, as grandes indústrias — BRF, Seara e Aurora — também são afetadas de forma mais severa pela falta de ração. Inicialmente, a escassez de ração atingia principalmente as indústrias de pequeno e médio porte. Nas maiores empresas do setor, a política de redução de danos, com o racionamento de ração para os animais, vinha atuando a crise. Hoje, pela primeira vez faltou ração em algumas granjas de produtores integrados dessas grandes empresas, afirmou ao Valor uma fonte. “Desde hoje temos lotes de frango completamente sem ração”, disse um executivo. De acordo com ele, a porção Sul de Minas Gerais, o norte do Paraná e o Rio Grande do Sul como um todo são as regiões de atuação do segmento de carne de frango e suína mais afetados pela greve dos caminhoneiros
VALOR ECONÔMICO
Frango abatido encerra mês com falsa recuperação de preço
Frango abatido chega ao final de maio com um resultado muito próximo do alcançado em maio de 2017
Após 12 meses consecutivos de preços inferiores aos de um ano antes, o frango abatido chega ao final de maio com um resultado, embora ainda negativo, muito próximo do alcançado em maio de 2017. A recuperação, porém, não reflete a realidade do mercado, decorre apenas da paralisação das negociações. Entre janeiro e abril deste ano, além de preços paulatinamente menores, o frango abatido (base: produto resfriado negociado no Grande Atacado da cidade de São Paulo) veio apresentando índices de redução crescentes em relação ao mesmo mês do ano passado. Comparativamente a janeiro de 2017, o preço médio do início deste ano foi 12,09% inferior, índice negativo que subiu para 12,21% em fevereiro, para 17,86% em março, chegando aos 22,80% em abril. Já em maio corrente (e considerados os preços alcançados até ontem, 28) essa diferença se encontra em apenas 2,5%, tendendo a cair ainda mais antes da virada do mês. Parte dessa recuperação se deve à redução da produção e à passagem do Dia das Mães (13). Combinados, os dois fatores permitiram que a quinzena inicial do mês fosse encerrada com uma valorização de, praticamente, 20% em relação a igual período de abril. Isto sem contar que, pela primeira vez em meses, os preços registrados se igualaram aos de um ano atrás. Mas logo o fantasma da segunda quinzena se fez presente. E os ganhos anteriores começaram a ficar para trás. A retração só não prosseguiu porque, já a partir do segundo dia do movimento dos caminhoneiros, a disponibilidade do produto no atacado recuou rapidamente. Ontem, 28, o produto que há menos de 30 dias registrou o menor valor nominal dos últimos quatro anos alcançou a maior cotação dos últimos 18 meses e ainda tende a superar o recorde mantido desde 2016. Naturalmente, essa é uma falsa valorização, pois baseada em uma queda de oferta artificializada. Essa valorização, entretanto, deve continuar. Pois, à redução que já ocorria, soma-se agora uma violenta quebra de produção que não será reposta tão cedo.
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