CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 760 DE 28 DE MAIO DE 2018

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Ano 4 | nº 760 | 28 de maio de 2018

ABRAFRIGO

Pronunciamento importante do Deputado Jerônimo Goergen sobre o FUNRURAL.

Veja o vídeo neste link:

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NOTÍCIAS

Temer atende reivindicações de caminhoneiros e anuncia redução de R$ 0,46 no litro do diesel

O Presidente Michel Temer anunciou na neste domingo que o governo atendeu às reivindicações dos caminhoneiros com medidas que incluem a redução do preço do diesel em 0,46 centavo por litro por 60 dias, o que corresponde a zerar a Cide, como já havia negociado, mas também o PIS/Cofins

Segundo Temer, depois desses 60 dias, serão feitos reajustes mensais. Em declaração no Palácio do Planalto, Temer informou ainda que editou três medidas provisórias para atender aos caminhoneiros. A primeira delas estende para rodovias estaduais e federais a suspensão da cobrança de pedágio pelo terceiro eixo de caminhões vazios. Uma segunda estabelece preço mínimo para o frete no país e outra garante 30 por cento dos fretes da Conab para os caminhoneiros autônomos. O Presidente disse ainda que a União irá ressarcir a Petrobras pelo custo do congelamento dos preços do óleo diesel. “As medidas que acabo de anunciar atendem praticamente todas as reivindicações que nos foram enunciadas”, disse Temer, que fez um apelo à “sensibilidade” e o “patriotismo” dos caminhoneiros para que voltem ao trabalho. O Ministro da Secretaria do Governo, Carlos Marun, afirmou que o custo das medidas para atender às demandas chega a 10 bilhões de reais. A greve dos caminhoneiros completa uma semana nesta segunda-feira.

Redação Reuters

Medidas anunciadas por Temer para atender caminhoneiros são publicadas no Diário Oficial

As medidas provisórias anunciadas pelo presidente Michel Temer para atender às reivindicações dos caminhoneiros foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da União na noite de domingo

As três MPs se somam à decisão do governo de reduzir o preço do diesel em 0,46 centavo por litro por 60 dias, o que corresponde a zerar a Cide e o PIS/Cofins. Segundo Temer, a União irá ressarcir a Petrobras pelo custo do congelamento dos preços do óleo diesel. As medidas publicadas no DO estendem para rodovias estaduais e federais a suspensão da cobrança de pedágio sobre eixos suspensos de caminhões vazios, estabelece preço mínimo para o frete no país e garante 30 por cento dos fretes da Conab para os caminhoneiros autônomos. O presidente fez o anúncio das MPs e da redução do diesel em declaração no Palácio do Planalto também no domingo, na esperança de encerrar uma paralisação de caminhoneiros por todo país que completa uma semana nesta segunda-feira, provocando desabastecimento e afetando diversos setores da economia. Segundo o Ministro da Secretaria do Governo, Carlos Marun, o custo das medidas para atender às demandas dos caminhoneiros chega a 10 bilhões de reais.

Redação Reuters

Mercado do boi gordo terminou a última semana estacionado

Em função da greve dos caminhoneiros, que teve início no dia 21/5, o gado não chegou aos frigoríficos e a carne não saiu

Em função da greve dos caminhoneiros, que teve início no dia 21/5, o gado não chegou aos frigoríficos e a carne não saiu. Devido às incertezas, a maior parte das indústrias ficou fora das compras e o mercado ficou congelado na última semana. Os frigoríficos que estavam ativos nas negociações, compraram as boiadas sem garantir a data de abate. Vale destacar que o volume de negócios foi pouco representativo e, assim, não foi possível estabelecer uma referência para as cotações. As cotações presentes na última sexta-feira (25/5) foram referentes a quarta-feira (23/5), último dia com volume razoável de negócios. No mercado atacadista de carne bovina o cenário foi o mesmo, sem referência. Para o curto prazo fica a expectativa de como será o desfecho desta situação.

SCOT CONSULTORIA

Mercado de reposição: relação de troca andando de lado em Tocantins

Com a chegada da desova de final de safra no início deste mês, o mercado do boi gordo começou a perder sustentação e a insegurança separou os compradores da reposição

Contudo, no início da segunda semana o cenário dava indícios de reversão no estado. A oferta de boiadas começara a ficar mais comedida e os pecuaristas, vendendo os animais mais gradativamente, viram a arroba começar a ganhar fôlego. Mas o cenário otimista perdeu ímpeto. Não distante do restante do país, a greve dos caminhoneiros no estado, que se iniciou no dia 21/5, teve repercussões negativas tanto no mercado do boi gordo quanto no mercado de reposição. Com o trânsito rodoviário bloqueado, houve dificuldade para entregar os animais aos frigoríficos assim como para escoar a carne processada. Frente a isso o mercado de reposição também ficou sem movimentação. Enquanto as referências não se normalizarem a relação de troca segue sem parâmetros, assim como os pecuaristas estão sem orientação.

SCOT CONSULTORIA

Situação da indústria de carnes é caótica por greve de caminhoneiros, normalização levará 2 meses

A situação da indústria de proteína animal por causa da greve dos caminhoneiros é caótica e a normalização do setor deve levar até dois meses após o término do movimento grevista, que já dura uma semana, disse no domingo a Associação Brasileira de Proteína Animal

O setor registrava neste domingo 167 plantas frigoríficas de aves e suínos paradas, com mais de 234 mil trabalhadores com as atividades suspensas. Cerca de 64 milhões de aves adultas e pintinhos já morreram e um número maior dever ser sacrificado em atendimento às regras da Organização Mundial de Saúde Animal e das normas sanitárias vigentes no Brasil, segundo a associação. “Diante desse quadro de calamidade no setor, apelamos para a sensibilidade das lideranças do movimento grevista dos caminhoneiros, da Polícia Federal, das polícias estaduais e municipais pela liberação da passagem dos caminhões carregados com ração, cargas vivas, carnes e outros alimentos em caminhões frigoríficos”, disse a ABPA em carta aberta, que seria protocolada no Palácio do Planalto neste domingo. Os caminhoneiros entraram em greve na segunda-feira contra o preço do diesel, com o bloqueio de estradas, levando ao desabastecimento de combustíveis e de outros produtos em todo o país. “O desabastecimento de alimentos para o consumidor também já é fato, uma vez que milhares de toneladas de carnes e outros produtos deixaram de ser transportados para os centros de distribuição desde o dia 21 de maio”, disse a associação. “Após o final da greve, a regularização do abastecimento de alimentos para a população poderá levar até dois meses!” Além dos problemas de desabastecimento no mercado doméstico, a indústria de proteína animal disse que aproximadamente 100 mil toneladas de carne de aves e de suínos deixaram de ser exportadas na última semana. “O impacto na balança comercial já é estimado em 350 milhões de dólares”, disse a ABPA. A mortandade cria uma grave barreira para a recuperação da produção do setor nas próximas semanas e meses, disse a ABPA, acrescentando que os preços dos produtos podem subir.

Redação Reuters

Mercado de sebo com preços estáveis

A oferta ajustada à demanda mantém os preços andando de lado no mercado de sebo

No Brasil Central, a gordura animal está cotada, em média, em R$2,10/kg, sem o frete, livre de imposto. Já no Rio Grande do Sul, o sebo está cotado, em média, em R$2,25/kg, nas mesmas condições. Apesar da paradeira no mercado (o preço está estável há 48 dias no Brasil Central e 80 dias no Rio Grande do Sul), na comparação anual o produto está 9,0% e 8,2% maior, respectivamente. A valorização do óleo de soja em 2018 frente a 2017 colabora com este cenário, uma vez que o produto é concorrente do sebo na produção de biodiesel.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Caminhoneiros seguem com protestos apesar de governo fazer concessões

As manifestações dos caminhoneiros entram no oitavo dia, embora o governo tenha feito novas concessões

Além de São Paulo, há protestos em Alagoas, na Bahia, no Ceará, no Distrito Federal, no Espírito Santo, em Goiás, no Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins. Representantes da categoria tinham dito que os as estradas estariam liberadas com a publicação das medidas no Diário Oficial da União. Dentre as novas medidas anunciadas, o presidente Michel Temer acertou a redução de R$ 0,46 por litro de óleo diesel, que valerá por 60 dias. Depois desse período de dois meses, os preços serão reajustados a cada 30 dias, informou. O governo federal concordou ainda em eliminar a cobrança do pedágio dos eixos suspensos dos caminhões e estipular um valor mínimo para o frete rodoviário. Segundo o governador de São Paulo, Márcio França (PSB), as reivindicações dos caminhoneiros são justas, pois, na ponta do lápis, os custos com combustível, pedágio e manutenção acabam sendo maiores que a remuneração oferecida. “Não há manifestação que dure tanto tempo se não houver justeza”, afirmou. Em razão da falta de combustíveis, continuam os transtornos no transporte público. No Rio de Janeiro, por exemplo, o consórcio Rio Ônibus, sindicato que representa todas as 41 empresas de ônibus que operam no município, informou que deve funcionar com 40% da frota hoje. O BRT Rio, que administra sistema de transporte público por meio de corredores de via rápida, anunciou que, a partir das 4h da segunda-feira, o sistema vai operar com 125 articulados. Esse número corresponde a apenas cerca de 35% da frota total. Diante da restrição no transporte público, várias universidades cancelaram as aulas nesta segunda-feira. Entre elas, estão a Universidade de São Paulo (USP) e as cinco maiores universidades públicas no Rio — Uerj, UFRJ, UFF, UniRio e UFRRJ. Também não haverá aula na rede municipal de educação no Rio Na cidade, são 1,537 mil unidades de ensino, com uma rede de 654.949 alunos, de acordo com dados da Secretaria Municipal de Educação (SME). A Infraero apontou ainda que hoje a falta querosene de aviação atinge oito dos 54 aeroportos sob sua administração, mas que, apesar disso, os terminais estão abertos e com condições de receber pousos e decolagens.

VALOR ECONÔMICO

Petroleiros convocam greve por redução dos preços dos combustíveis e saída de Parente

A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) decidiu neste domingo convocar uma greve da categoria para esta semana contra a política de preços da Petrobras e a favor da saída do presidente da estatal, Pedro Parente, acompanhando a decisão da véspera da Federação Única dos Petroleiros (FUP)

A convocação ocorre em um momento em que o país vive uma crise de abastecimento de combustíveis, decorrente da greve dos caminhoneiros contra a alta do diesel, que já dura uma semana, e o movimento dos petroleiros pode complicar ainda mais a situação. A paralisação da FNP está programada para começar na terça-feira, enquanto a FUP convocou a greve de 72 horas a partir de quarta-feira. “O Exército já está nas unidades e terminais da Transpetro. Chegou a hora do petroleiro mostrar para sociedade que é contra o preço abusivo de combustíveis, que é contra a Petrobras voltada apenas ao interesse financeiro dos acionistas e empresários”, disse Adaedson Costa, Secretário-Geral da FNP em vídeo distribuído à categoria. A Petrobras adotou em meados do ano passado uma política que prevê ajustes nos preços dos combustíveis praticamente diários com base na cotação do preço do petróleo no mercado internacional e da taxa de câmbio. A política anterior previa reajustes em períodos de aproximadamente 30 dias. “Será uma greve com avaliação diária…os caminhoneiros demonstraram que nós trabalhadores não podemos ser reféns de mandos e desmandos de governantes que atendem a uma parcela mínima da população”, acrescentou o secretário-geral da FNP, que representa 45 por cento da categoria de petroleiros. O Diretor da Agência Nacional do Petróleo, Aurelio Amaral, disse à Reuters que a situação do abastecimento de combustíveis no Brasil segue delicada e que uma greve da FUP e FNP pode complicar a situação. “O que temos até agora mesmo com ações foi uma pouca melhora e se tivermos uma greve a situação fica difícil”, disse neste domingo.

Redação Reuters

Perdas com greve de caminhoneiros superam R$ 9,5 bilhões em cinco dias

Os bloqueios nas rodovias que paralisaram o escoamento da produção em todo o país durante a semana já provocaram perdas de pelo menos R$ 9,5 bilhões, conforme as primeiras estimativas de diferentes setores

O número, que é quase o dobro dos R$ 5 bilhões que o governo usará para cobrir o prejuízo que a Petrobras terá por reduzir o preço do diesel e suspender os reajustes diários, vai crescer quando for possível mensurar os estragos com mais precisão. O Presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), José Carlos Martins, estima que 40% das atividades do setor tenham sido atingidas, comprometendo negócios de R$ 2,4 bilhões. Na indústria de carnes, os cálculos chegam a R$ 1,8 bilhão perdidos em cinco dias, diz Ricardo Santin, vice-presidente da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal). O valor abrange a previsão de exportações que deixaram de ser feitas com a atividade do mercado interno. “Todo dia estão morrendo pintinhos ou ovos que não nascem. Já morreram mais de 50 milhões de aves”, afirma Santin. Com a atividade desregulada, o frango perde a qualidade porque não atinge o peso determinado e não pode ser abatido na época adequada. Em carnes bovinas, cerca de R$ 620 milhões deixaram de ser embarcados para exportação. Nesse caso, são negócios postergados porque os animais não foram abatidos, mas o setor está fazendo o balanço da carne apodrecida. A maioria dos frigoríficos está sem abate e estima-se 3.000 carretas carregadas sem poder desovar no varejo. A JBS paralisou unidades em cinco estados. Sem receber insumos e animais para o abate, além da falta de caminhões para escoar a produção acabada, a BRF também suspendeu parte das atividades. A imagem do leite derramado, símbolo dos desperdícios da semana, representa um prejuízo de R$ 1,1 bilhão aos produtores em cinco dias de protestos, valor que soma a receita que deixa de entrar ao custo de produção, nos cálculos da CNA (confederação da agropecuária). Segundo a entidade, cerca de 95 milhões de litros de leite são produzidos diariamente no país e estão sendo descartados. Mais R$ 1 bilhão deixou de ser faturado no setor farmacêutico, estima o Sindusfarma (da indústria de medicamentos). “Se faltam remédios, as doenças crônicas e as agudas podem se agravar, elevando despesas hospitalares”, afirma Nelson Mussolini, Presidente da entidade. Outro R$ 1,3 bilhão é a conta da Anfavea, associação da indústria automotiva, que na quinta (24) anunciou a paralisação total das fábricas. O cálculo abrange apenas o que deixou de ser arrecadado em tributos e não inclui o faturamento das montadoras. O setor tem alta dependência do transporte por caminhões para receber peças das linhas de montagem e também para o desembaraço de veículos prontos enviados às concessionárias e à exportação. Para Pedro Francisco Moreira, Presidente da Abralog, associação de logística que reúne empresas como C&A, Correios e FedEx, existe ainda um custo intangível da “perda potencial”. Em seus cálculos, ele conclui que as perdas totais poderão superar os R$ 25 bilhões por causa da semana de protestos nas estradas. “Mesmo com a retomada isso vai continuar gerando perdas. Há custos para recuperar os estoques, o cliente vai deixar de comprar, tem produto que pereceu, é muito prejuízo”, disse.

VALOR ECONÔMICO

Governo terá de cortar R$ 3,8 bi em despesas neste ano para compensar redução de preço do diesel, diz Guardia

O Ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou nesta segunda-feira que terá de ser feito corte de 3,8 bilhões de reais nas despesas neste ano para compensar o subsídio que o governo está dando para reduzir os preços do diesel diante da greve dos caminhoneiros.

Segundo ele, ao longo do dia será definido onde os cortes ocorrerão. “Do ponto de vista fiscal, estamos eliminando a margem que tínhamos”, afirmou o Ministro em entrevista à GloboNews, acrescentando que a meta fiscal deste ano será cumprida.

Reuters

EMPRESAS

Com a volta de CFO, Minerva Foods quer resgatar investidor

Obcecado em conferir previsibilidade à condução de seus negócios, o empresário Fernando Galletti de Queiroz enfrenta um semestre conturbado – e inusual – à frente da Minerva Foods, maior exportadora de carne bovina da América do Sul

Receosos com as mudanças repentinas nos rumos da gestão e com o elevado endividamento da companhia, os investidores castigaram as ações da Minerva nos últimos meses na bolsa, num movimento que gerou uma perda de valor de mercado de R$ 850 milhões. De “chatamente previsível”, expressão que Galletti já utilizou para se referir à empresa controlada por sua família, a Minerva Foods passou a ser alvo de questionamentos em fevereiro, quando Edison Ticle deixou o cargo de Diretor Financeiro depois de quase nove anos. A saída do executivo gerou especulações sobre desentendimentos entre ele e Galletti, que preside a companhia, e foi mal recebida pelos investidores. Ticle deixou a Minerva em um momento crítico. A empresa estava em fase de integração dos frigoríficos adquiridos da JBS no Mercosul no ano passado, por R$ 1 bilhão. A sucessão de Ticle provocaria ainda mais ruído. Em fevereiro, a Minerva recrutou Eduardo de Toledo, então Diretor Financeiro da fabricante de papel e celulose Klabin. O desligamento de Toledo, anunciado em 9 de maio, fez crescer as incertezas deflagradas com a saída de Ticle. A analistas, Galletti disse que a contratação de executivos embute riscos para os dois lados. Nesse sentido, indicou que Toledo não se encaixou na cultura da Minerva e, como alternativa, decidiu dividir a área financeira da empresa em três. Em meio a essa turbulência, as ações da Minerva atingiram na segunda-feira passada o mais baixo patamar em mais de seis anos. A resposta, surpreendente, veio na quinta-feira. A companhia informou que depois de quatro meses, Ticle estava reassumindo a diretoria financeira. Os investidores gostaram e, na sexta-feira, as ações subiram 6,5%, cotadas a R$ 7,72. De acordo com o executivo, os ruídos sobre sua saída eram infundados. “O mercado não acreditou que tive problemas pessoais. Mas minha volta acaba com os ruídos”, disse. Ticle, que perdeu os pais em um curto espaço de tempo, cogitou que seu projeto na Minerva estava completo. Buscou outros desafios e, no período em que ficou fora da companhia, teve duas experiências no mercado financeiro – ficou um mês como tesoureiro da XP Investimentos e outro como sócio do C6Bank. Segundo Galletti e Ticle, as perspectivas operacionais da companhia são favoráveis. Com operações voltadas à exportação, a companhia já tem se beneficiado da valorização do dólar no Brasil e na Argentina, e os reflexos positivos da escalada deverão aparecer nos resultados operacionais deste segunda trimestre. No médio prazo, o dólar mais forte tende a impulsionar a receita – e a geração de caixa – da Minerva, afirmou Ticle. A expectativa é alcançar receita líquida de R$ 15 bilhões este ano, mas os cálculos foram feitos com o dólar a R$ 3,40. Com a moeda americana acima de R$ 3,60, o faturamento deverá superar a projeção. Considerando uma margem Ebitda histórica de 8% a 10%, a empresa também deverá conseguir reduzir a alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda em 12 meses). Em março, o índice estava em 4,5 vezes. Mas o que importa, disse, é que a trajetória de queda da alavancagem ao longo de 2018 está garantida. “A trajetória é descendente, ainda que fatores exógenos afetem a velocidade”.

VALOR ECONÔMICO

Marfrig lança promoções com marca Montana

A Marfrig Global Foods, por meio da Divisão Beef no Brasil, anunciou na sexta-feira (25) ações com a marca Montana em parceria com bares, restaurantes e lojas credenciadas

As promoções também fazem parte da estratégia de reposicionamento da marca e deverão representar um aumento nas vendas de carnes Montana. Desde sexta-feira, em parceria com as principais redes de supermercados do país, a Montana entrou em campo com a Seleção Premiada. A promoção, que vai até o dia 30 de julho, tem como objetivo promover a marca, ampliando as vendas da linha para os supermercados e, consequentemente, para o consumidor final. Para participar, segundo a empresa, é muito simples: na compra dos produtos Montana nas lojas credenciadas, o cliente receberá cupons que lhe dão direito a se cadastrar no site www.selecaocampeamontana.com.br e concorrer aos prêmios. Cada compra no valor de até R$ 50 dá direito a um cupom. Acima de R$ 50, o cliente receberá dois cupons e, nas compras acima de R$ 100, os consumidores receberão três cupons. Serão sorteados nove motos e dez carros zero quilômetro. “A expectativa é que a ação traga um incremento de 20% no volume de vendas da marca para os supermercados participantes”, disse em nota Luciano Borges, diretor comercial de Mercado Interno da Marfrig. Entre os dias 14 de junho e 17 de julho, a Marfrig também vai celebrar o futebol em parceria com bares e restaurantes localizados nos principais bairros da capital paulista, como Moema, Vila Olímpia, Vila Madalena e Pinheiros. Com expectativa de ampliar a visibilidade da marca e, simultaneamente, aumentar as vendas da marca durante os jogos, os bares e restaurantes participantes entregarão aos clientes o Kit Torcedor Montana, com camiseta, chapéu e cornetas. “O consumidor brasileiro está cada vez mais exigente e isto traz muitas oportunidades para a companhia, pois nossas marcas, incluindo a Montana, têm como atributos qualidade, confiança e procedência”, disse Marcelo Proença Cury, COO Food Service e Varejo da Marfrig. A programação dos parceiros Marfrig estará disponível em: www.montanacarne.com.br

Redação Reuters

AVES&SUÍNOS

Associação diz que 1 bilhão de aves podem morrer se greve não acabar

Em carta aberta, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa frigoríficos de carnes de frango e suína, informou que milhões de animais já morreram por causa da greve dos caminhoneiros

A entidade reforçou que o desabastecimento tende a se agravar e informou que contabilizou, hoje, 167 plantas frigoríficas de aves e suínos paradas em todo o país e mais de 234 mil trabalhadores com atividades suspensas. O Diretor-Executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santim, esteve no Palácio do Planalto para protocolar a carta. Ele estima que 1 bilhão de aves e 20 milhões de suínos podem morrer na próxima semana caso não seja equacionada a greve dos caminhoneiros. Segundo ele, em três dias o setor entrará “em colapso”, o que pode levar a um problema de saúde pública porque seria necessário dispor dos animais mortos. Depois que o fluxo de transporte voltar ao normal, estima a ABPA, a normalização do segmento deverá acontecer. Segue a íntegra da carta: “A ABPA, que representa 150 empresas e quase 100% do setor de aves e de suínos do Brasil, informa que não tem poupado esforços para garantir o bem-estar animal e minimizar as consequências da greve dos caminhoneiros. Por falta de condições de transporte pelas rodovias brasileiras, milhares de toneladas de alimentos estão ameaçadas de perderem prazo de validade, enquanto o consumidor já enfrenta a escassez de produtos. No domingo, sétimo dia de paralisação, a associação lamenta anunciar que a mortandade animal já é uma realidade devido à falta de condições minimamente aceitáveis de espaço e quantidade de ração. Um bilhão de aves e 20 milhões de suínos estão recebendo alimentação insuficiente. Com risco de canibalização e condições críticas para os animais, 64 milhões de aves adultas e pintinhos já morreram, e um número maior deverá ser sacrificado em cumprimento às recomendações da Organização Mundial de Saúde Animal e das normas sanitárias vigentes no Brasil. Milhões de suínos também estão ameaçados. A mortandade cria uma grave barreira para a recuperação da produção do setor nas próximas semanas e meses. As carnes suína, de frango e os ovos, proteínas que antes eram abundantes e com preços acessíveis, poderão se tornar significativamente mais caras ao consumidor caso a greve se estenda ainda mais.

VALOR ECONÔMICO

Indústria de aves e suínos deixou de exportar US$ 350 mi em produtos por greve

A indústria de carnes de aves e suínos brasileira deixou de exportar 100 mil toneladas de produtos na semana passada (21) em decorrência dos impactos causados pela greve dos caminhoneiros, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) no domingo (27)

As exportações não realizadas resultaram em perdas de US$ 350 milhões para a balança comercial do país, segundo a entidade. A paralisação dos caminhoneiros, que protestam contra a política de reajuste de preços e impostos incidentes sobre o diesel, ainda persistiu em diversos pontos do país após acordo anunciado pelo governo federal com alguns representantes da categoria na quinta-feira (24). Na sexta-feira (25), o Presidente da República Michel Temer anunciou que acionaria forças de segurança nacional para garantir a retomada do fluxo nas estradas. Após o pronunciamento do Presidente, a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) pediu aos caminhoneiros que retirassem interdições nas rodovias “mantendo as manifestações de forma pacífica, sem obstrução das vias”. Na ocasião, a entidade informou em comunicado que ainda não tinha assinado acordo com o governo. A ABPA disse que 64 milhões de aves adultas e pintinhos morreram por falta de ração, e outros 1 bilhão de aves e 20 milhões de suínos estão recebendo alimentação insuficiente. Um total de 167 plantas frigoríficas de aves e suínos está com atividades paralisadas, dadas as dificuldades logísticas para receber insumos e transportar os produtos até os centros de consumo. A regularização do abastecimento de alimentos para a população poderá levar até dois meses após o fim da greve, segundo a ABPA.

CARNETEC

INTERNACIONAL

Rabobank faz previsões positivas para o mercado de carne bovina

De acordo com o último relatório Beef Quarterly do Rabobank, as perspectivas globais para a carne bovina como um todo parecem fortes devido aos preços favoráveis, bem como aumentos no consumo e na produção durante o segundo trimestre

No entanto, existem pressões em alguns dos principais mercados do mundo que podem resultar em ventos contrários. O clima seco prejudica o mercado dos EUA desde o final de 2017, agravado pela precipitação abaixo do normal durante o inverno, o que impactou negativamente o pastoreio. Essas pressões forçaram o envio de bezerros leves confinamentos e, consequentemente, levaram ao aumento do número de animais confinados nos EUA de setembro a fevereiro. Espera-se que esse cenário continue até agosto e reduza o fornecimento de boi gordo durante o quarto trimestre. O Rabobank disse que 20 estados atualmente sofrem com o estresse de seca e que 70% das vacas de corte residem em estados com estresse hídrico. Oito estados que contêm 34 por cento do rebanho de vaca estão condições de seca extrema a excepcional. Fora dos EUA, as exportações de carne de frango e suína do Brasil diminuíram, enquanto o fornecimento de carne bovina cresceu, criando uma grande disponibilidade de proteína animal. Isso pressionou os preços no mercado doméstico e, se continuar, poderá levar a indústria de carne bovina do Brasil a buscar mais oportunidades de comércio nos mercados internacionais. As exportações brasileiras de carne bovina cresceram 20% no primeiro trimestre deste ano. No ano passado, acreditava-se que o comércio de gado vivo entre a China e a Austrália seria de 100 mil cabeças em 2018. O primeiro carregamento de 1.600 deixou a Austrália em janeiro. Redirecionar o gado australiano para a China pode começar a se misturar com a aquisição de carne bovina no Sudeste Asiático, apesar de que a quantidade de 100 mil cabeças pode ser considerada pequena, em comparação com a produção de 7,1 milhões de toneladas da China. A Indonésia anunciou a importação de 100.000 toneladas de carabef (carne de búfalo) da Índia, o que representaria facilmente 100.000 cabeças de gado desviadas para a China. Isso também veria a Indonésia se tornar um mercado importante para a Índia, com mais cadeias de fornecimento potencialmente permanentes. À medida que os principais exportadores, Brasil, Estados Unidos e Austrália aumentam o volume das exportações e aumenta a produção global, a pressão da oferta aumentará, segundo o relatório. Produtores e participantes do mercado precisarão evitar as potenciais armadilhas e superar os desafios à medida que surgirem.

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