CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 726 DE 09 DE ABRIL DE 2018

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Ano 4 | nº 726| 09 de abril de 2018

NOTÍCIAS

Projeto que suspende passivo do Funrural será votado nas próximas semanas, garante Rodrigo Maia

O Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pretende levar à votação em plenário, nas próximas três ou quatro semanas, o projeto de lei do deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) que suspende o pagamento do passivo gerado pela cobrança do Funrural (Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural)

Em visita a Mato Grosso do Sul no sábado (7), Rodrigo Maia falou sobre a tramitação da proposta do Funrural. “Vamos votar a urgência e trabalhar para aprovar o projeto nas próximas três ou quatro semanas”, afirmou Rodrigo Maia, em Campo Grande, onde participou de evento de filiação ao DEM. O deputado fez a declaração em vídeo gravado na cidade. Pré-candidato à Presidência da República, Rodrigo Maia recebeu o pedido para pautar a votação do projeto de liderança ligado ao setor agrícola de MS. “O senador Ronaldo Caiado [DEM-GO] já tinha me pedido na semana passada e eu havia me comprometido a pautar. Agora estou reafirmando meu compromisso.” A suspensão do pagamento do passivo do Funrural é a principal reivindicação do Manifesto Abril Verde e Amarelo, apoiado por 330 entidades do setor agrícola. Na última quarta-feira (4), as lideranças do movimento promoveram uma manifestação contra o Funrural, em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, com a participação de cerca de 8 mil produtores. Um dos coordenadores nacionais do movimento, o Presidente da Andaterra (Associação Nacional de Defesa dos Agricultores, Pecuaristas e Produtores da Terra), Sérgio Pitt, garantiu ao AGROemDIAque não há a menor hipótese de os produtores rurais pagarem o passivo do Funrural. “Uma coisa é você pagar o que deve, o que sempre fizemos, outra coisa é o Funrural. Os produtores só deixaram de recolher a contribuição, a partir de 2011, porque o Supremo Tribunal Federal [STF], por 11 votos a 0, declarou inconstitucional a cobrança. Não aceitamos isso agora”, ressaltou Sérgio Pitt, defendendo a necessidade de segurança jurídica em relação ao Funrural.

AGROEMDIA

Mercado do boi gordo encerrou semana travado

A semana se encerrou com lenta movimentação no mercado do boi gordo

De um lado, a oferta de animais terminados é controlada. A boa condição das pastagens, permite que os pecuaristas entreguem os animais conforme necessidade. Além disso, em alguns estados como Pará e Mato Grosso, o maior volume de chuvas dos últimos dias dificulta o embarque dos animais. De outro, a demanda continua aquém do esperado e controla ofertas de compra acima da referência. No mercado atacadista de carne bovina sem osso, das quatorze semanas do ano, a cotação caiu em doze delas. Na média de todos os cortes pesquisados, os preços caíram, em média, 8,4% no período. Já o boi casado de animais castrados, está cotado em R$ 9,47/kg, queda de 5,1% desde o início do ano.

SCOT CONSULTORIA

Blairo Maggi viaja à Bélgica depois de receber parlamentares europeus

Delegação que esteve no país reuniu-se com o ministro e visitou propriedades e frigorífico no Mato Grosso

O Ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) embarcou no domingo (08) para Bruxelas, na Bélgica, onde terá reuniões com autoridades da União Europeia para tratar sobre questões relacionadas à proteína animal. O retorno está previsto para sexta-feira (13). Na última terça-feira (3), Maggi recebeu parlamentares, onze membros do Parlamento Europeu, acompanhados de equipe de especialistas para falar sobre os avanços na pecuária bovina brasileira e detalhes do funcionamento do Serviço de Inspeção Federal (SIF), relacionados a produtos de origem animal. Os parlamentares europeus viajaram para o Mato Grosso, acompanhados de servidores do Mapa, onde visitaram propriedades rurais. Os europeus conheceram com detalhes a pecuária bovina do estado, com destaque para a integração lavoura-pecuária floresta (ILPF), um dos programas de sustentabilidade desenvolvidos pela Embrapa. O polonês Czesław Siekierski, Presidente do Comitê do Parlamento Europeu de Agricultura e Desenvolvimento Rural, que liderou a missão, elogiou a acolhida do governo e reconheceu a preocupação das autoridades brasileiras em garantir que a legislação seja cumprida no sentido de “respeitar o meio ambiente, incluindo o bioma amazônico”. Ainda no Mato Grosso, os eurodeputados visitaram um frigorífico de carne bovina, onde acompanharam todas as etapas da produção e conversaram diretamente com a equipe do Serviço de Inspeção Federal do Ministério da Agricultura. De acordo com o deputado português Ricardo Serrão Santos, “o sistema brasileiro de controle de alimentos serve de modelo a outros países”. Ao final da missão, o deputado francês Jacques Colombier, disse que a delegação “recebeu resposta a todas as perguntas que foram feitas” e “ficou impressionada com o alto nível técnico observado”.

MAPA

FAO: carnes tiveram variação mínima de preço em março

No acumulado dos últimos doze meses as três carnes apresentam ganhos – muito próximos entre si – em relação a idêntico período anterior. O da carne de frango é de 5,22%, o da carne bovina de 6,04% e o da carne suína de 6,33%

Em março, o Índice FAO de Preços dos Alimentos (FFPI, na sigla em inglês) aumentou 1,1% e atingiu a marca dos 172,8 pontos, retornando praticamente ao valor que havia registrado em maio do ano passado. Segunda consecutiva de 2018, a alta foi determinada por uma forte valorização internacional dos cereais (2.7% sobre o mês anterior e 12,1% sobre março de 2017) e dos lácteos (aumento de 3,3% em relação ao mês anterior). Mesmo assim, em relação aos valores vigentes um ano atrás a alta dos alimentos foi modesta, de apenas 0,69%. Sob este último aspecto, as carnes registraram valorização mais significativa, pois os preços alcançados em março último significaram incremento anual de 2,77%. Mas como esses preços corresponderam a 169,8 pontos (2002/2004 = 100), o ganho sobre o mês anterior foi mínimo, de apenas 0,32%. Aliás, esse índice foi puxado para cima somente pela carne suína, cujos preços aumentaram 0,86%. Ou seja: o preço da carne de frango ficou abaixo da média e permaneceu relativamente estável (valorização de 0,24%), enquanto o da carne bovina registrou recuou de pouco mais de meio por cento. Já em relação a março do ano passado a única perda vem sendo a da carne de frango (-1,86%), porquanto as carnes suína e bovina registram ganho anual de, respectivamente, 1,38% e 1,59%.

AGROLINK

Wilson Vaz de Araújo assume Secretaria de Política Agrícola

Neri Geller que ocupava o cargo e já foi ministro do Mapa sai para participar das eleições deste ano

O Diretor de Crédito e Estudos Econômicos, Wilson Vaz de Araújo, assumiu na sexta-feira (6) a Secretaria de Política Agrícola. Após quase dois anos, o secretário de Política Agrícola e ex-ministro da Agricultura, Neri Geller, deixou o posto para disputar as eleições deste ano. O novo secretário foi conselheiro pelo Ministério da Agricultura no Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador), no Conselho Deliberativo do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (Condel/FCO), no Conselho de Administração da Companhia de Armazéns e Silos do Estado de Minas Gerais (Consad/Casemg) e integra a Rede de Dirigentes de Política Agrícola, do Conselho Agropecuário do Sul (Cas/Redpa). Wilson Vaz de Araújo, natural do Paraná, começou sua vida profissional em escritórios de planejamento agropecuário do seu estado, passando pelo Rio Grande do Sul, até mudar-se para a capital federal, quando elaborou projeto de ocupação do Cerrado em toda a Região Centro-Oeste. Funcionário da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e cedido ao Mapa, nas últimas duas décadas foi responsável pela elaboração do Plano Agrícola e Pecuário do ministério. 

MAPA

Campanha de vacinação contra aftosa começa dia 1º de maio

O Brasil está livre de febre aftosa, mas continua sendo obrigatório vacinar os bovinos e búfalos. Bovinos e búfalos, de qualquer idade, deverão ser vacinados no mês que vem, somando pelo menos 219 milhões de animais

Uma nova etapa da campanha de vacinação contra febre aftosa começa em 1º de maio e se estenderá ao longo do mês na maioria dos Estados e no Distrito Federal, informou nesta quinta-feira (5/4), em nota, o Ministério da Agricultura. Bovinos e búfalos, de qualquer idade, deverão ser vacinados no mês que vem, somando pelo menos 219 milhões de animais, na projeção da pasta. Acre, Espírito Santo e Paraná devem imunizar somente animais de até 24 meses. Conforme a Coordenadora da Divisão de Febre Aftosa (Difa) do ministério, Eliana Lara Costa, a vacina deve ser aplicada na região da tábua do pescoço, debaixo do couro do animal (região subcutânea). “O Brasil está livre de febre aftosa, mas continua sendo obrigatório vacinar os bovinos e búfalos conforme o calendário oficial de vacinação de cada Estado”, diz Eliana Lara Costa.

ESTADÃO CONTEÚDO

África do Sul autoriza importação de colágeno bovino proveniente do Brasil

O mercado global, estimado em 2016, em US$ 3,71 bilhões, deve alcançar US$ 6,63 bilhões até 2025

As autoridades sanitárias do Ministério da Agricultura, Floresta e Pesca da África do Sul (DAFF) anunciaram a aprovação do Cerificado Sanitário Internacional (CSI) para amparar exportações de colágeno bovino para consumo humano naquele país. África do Sul será o novo destino para o produto brasileiro que já é exportado para mais de 30 países, observa o adido agrícola do Mapa na Embaixada do Brasil em Pretória, Jesulindo Nery de Souza Junior. De acordo com o adido, o Brasil se apresenta no mercado internacional como um dos principais fornecedores mundiais, com produção que, em 2016, foi de 4,8 mil toneladas. A abertura desse novo mercado confirma o compromisso do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento em diversificar cada vez mais os destinos das exportações dos produtos brasileiros, corroborando com o objetivo de fazer com que o Brasil se consolide como o responsável por 10% do comércio mundial de produtos agropecuários, disse Souza Junior. O maior produtor mundial, a União Europeia, produz mais de 40 mil toneladas. O mercado global foi estimado, em 2016, em US$ 3,71 bilhões, devendo alcançar US$ 6,63 bilhões até 2025. O colágeno é uma proteína única, além de suas propriedades tecnológicas, como formação de gel e estabilização de gordura, também tem propriedades nutricionais, com teor de proteína acima de 98%, sendo ainda um produto não alergênico. O colágeno pode ser usado como matéria-prima para a fabricação de produtos como remédios e cosméticos, mas também é muito utilizado na indústria alimentícia, principalmente na produção de embutidos. O produto pode ser obtido de diversas espécies animais (bovinos, suínos, peixes). No Brasil, a maior parte do colágeno é proveniente dos subprodutos da indústria de carne, em função da elevada produção brasileira.

AGROLINK

Exportação de couro cai em março e preço tem desvalorização no mercado interno

A demanda pelo produto acabado patinando no mercado interno e também para a exportação mantém o viés baixista no mercado de couro verde

E, com o lento escoamento, o preço do couro verde teve desvalorização no Brasil Central. Na região, o produto de primeira linha está cotado, em média, em R$1,35/kg. Este é o menor preço desde fevereiro de 2011, isso sem considerarmos a inflação. Mesmo com a oferta não sendo abundante, esta tem sido suficiente para atender a demanda, o que deve manter o mercado de couro pressionado. Do lado da exportação, o país embarcou 40,7 mil toneladas em março último, queda de 9,7% na comparação anual. O menor volume embarcado colabora com a pressão de baixa no mercado. No Rio Grande do Sul, apesar da demanda em queda, as empresas conseguem ajustar a oferta à demanda existente, o que mantém as cotações estáveis. No estado, o couro verde comum está cotado, em média, em R$1,60/kg.

SCOT CONSULTORIA

EMPRESAS

Abilio monta chapa e reabre disputa no conselho da BRF

Após sinalizar que renunciaria à presidência do conselho de administração da BRF na quinta-feira, o empresário Abilio Diniz mudou tudo de última hora e moveu peças no tabuleiro para assumir a ofensiva no jogo

Quer liderar a definição de como e quem será eleito para o conselho da companhia. O empresário está à frente do colegiado desde abril de 2013 e tornou-se alvo das fundações Petros e Previ – maiores acionistas da empresa. Os fundos de pensão iniciaram, em fevereiro, um movimento para troca do conselho de administração na assembleia geral deste ano. O objetivo era encerrar a gestão de Abilio. Como o empresário apresentou forte resistência nos bastidores, os fundos de pensão decidiram buscar um acordo para que fosse feita uma transição de consenso. Quando esse acordo com os fundos de pensão parecia consolidado, com minutas de documentos prontas a serem assinadas, Abilio levantou divergências de última hora. Em uma tática com a qual atraiu as famílias fundadoras da Sadia, busca agora dividir as fundações. Juntas, Previ e Petros têm 22% do capital da BRF, e Abilio, 4%. Na sexta-feira, Abilio se valeu de sua posição majoritária no atual conselho da BRF e propôs uma chapa concorrente à apresentada por Petros e Previ. Na cabeça dessa chapa, está o ex-ministro Luiz Fernando Furlan, membro da família fundadora da Sadia. Furlan, que parecia rumar com as fundações e demonstrava desconforto com o acúmulo de prejuízos da BRF na “era Abilio”, integra a chapa proposta pelos fundos de pensão como um membro comum. Do modo como está hoje, haverá uma disputa na assembleia do dia 26. O grupo proposto por Abilio, por meio do conselho de administração, contém sete dos nomes da chapa apresentada pelos fundos de pensão. Mas a semelhança para por aí. A ordem dos nomes é diversa – e dá pistas dos conflitos que estão em jogo. Enquanto Furlan encabeça a chapa de Abilio, o executivo Augusto Cruz, Presidente do conselho da BR Distribuidora, é o nome das fundações para presidir o conselho da empresa de alimentos após a assembleia de acionistas. O time montado por Abilio também tenta desidratar a participação da Petros, fundação com a qual o empresário teve sérias divergências – sobretudo com o Vice-Presidente do conselho da BRF, o advogado Francisco Petros (indicado para a função pelo fundo de pensão dos funcionários da Petrobras). Na chapa dos fundos, Francisco Petros segue na Vice-Presidência. Na última quinta-feira, durante as dez horas de reunião do conselho da BRF, Abilio tentou tirar esse conselheiro da chapa para fechar o acordo e renunciar, mas as fundações resistiram. Agora, na chapa alternativa, o advogado não aparece como um dos dez nomes. Em contrapartida, Abilio tenta afagar a Previ. Walter Malieni, Vice-Presidente do Banco do Brasil e indicado pela Previ, teve seu nome proposto para a Vice-Presidência do conselho. Na sexta-feira, Malieni votou contra essa proposta. Mas a avaliação dos articuladores de Abilio é que o Vice-Presidente do Banco do Brasil só foi contra porque a Previ ainda não conseguiu convencer a Petros a aceitar as alterações. “Mas eles gostaram e vão tentar convencer a Petros”, disse uma fonte. Procurada pelo Valor, a Previ não quis comentar a proposta de Abilio. Para observadores das negociações, há risco de o Palácio do Planalto interferir no imbróglio. Abilio poderia pedir ao Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, para influenciar os fundos de pensão. Em função do embargo às exportações de carne da BRF, o governo teme que a crise que afeta a empresa se alastre pelo setor. Abilio foi procurado pelo Valor, mas não se pronunciou.

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