CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 701 DE 2 DE MARÇO DE 2018

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Ano 4 | nº 701 | 02 de março de 2018

 NOTÍCIAS

FAEMG pede urgência ao STF nas decisões sobre embargos de declaração sobre o FUNRURAL

“Abriu-se um passivo enorme ao produtor rural que precisa ser minimizado em seus efeitos”, diz a entidade

Em ofício encaminhado no início de fevereiro a Presidente do STF, Ministra Carmem Lucia, o Presidente da Federação da Agricultura do Estado de Minas Gerais (FAEMG), Roberto Simões, solicitou urgência no julgamento dos recursos de embargos de declaração interpostos em razão do recurso Extraordinário 718.874 que estabeleceu a constitucionalidade da cobrança do Funrural sobre a comercialização rural. Segundo ele,  toda esta situação foi criada pelo Judiciário na decisão do Recursos Extraordinário 383.852 que passou a nortear todo o Judiciário federal do país, em jurisprudência pacífica pela inconstitucionalidade do mencionado tributo. “Com a decisão e março de 2017, no RExtr 718.874, abriu-se um passivo enorme ao produtor rural que precisa ser minimizado em seus efeitos. Todos os embargos pedem a reversão do julgamento para a inconstitucionalidade do Funrural e, se mantida a constitucionalidade, a modulação”, afirmou ele no ofício dirigido a Presidente do Supremo Tribunal Federal. “É constitucional ou não? E se mantida a constitucionalidade, a modulação nos é imprescindível pois fomos induzidos ao erro, todos nós produtores rurais e o próprio Judiciário, que assim decidia reiteradamente pela inconstitucionalidade até março de 2017”, argumentou Roberto Simões.

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FAEMG

BOI/CEPEA: 1º Bimestre fecha com baixa liquidez e cautela no mercado pecuário

O mercado pecuário finaliza o primeiro bimestre deste ano marcado pela cautela.

O mercado pecuário finaliza o primeiro bimestre deste ano marcado pela cautela. Depois de um 2017 conturbado, o ritmo de negócios envolvendo boi gordo tem sido lento neste ano, de acordo com colaboradores do Cepea. No geral, novos lotes de animais para abate são adquiridos apenas quando há necessidade por parte dos frigoríficos. Muitos destes compradores indicam que as vendas de carne no mercado atacadista ainda não se aqueceram. Já no front externo, as exportações brasileiras de carne bovina in natura apresentaram bom ritmo nos 10 primeiros dias úteis de fevereiro.  Quanto aos preços, com baixa liquidez interna, a média do boi gordo no primeiro bimestre deste ano variou pouco frente à verificada no mesmo período de 2017 na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea, em termos nominais.

CEPEA/ESALQ

Exportação de carne pode alcançar melhor marca para fevereiro desde 2014

O Brasil pode exportar quase 104 mil toneladas de carne bovina em fevereiro caso se mantenha a média diária de embarques verificada até a terceira semana deste mês (10 dias úteis)

A informação consta em relatório do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). O Cepea se baseia nos dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Secex/MDIC), que apontam que as exportações da proteína in natura este mês vêm apresentando bom ritmo. Nos dez primeiros dias úteis do período em questão, a média diária de embarques tem sido de 5,76 mil toneladas de carne, 27,3% superior à de janeiro e 31,1% acima da de fevereiro do ano passado. Se o País alcançar a marca de 104 mil toneladas, este seria o melhor resultado para fevereiro desde 2014. “Se considerados os dois primeiros meses deste ano, as exportações podem somar 203 mil toneladas, também o melhor desempenho para o período desde 2014”, diz o Cepea. Para a receita, o movimento é similar. A média diária de fevereiro está em US$ 23,1 milhões, 19,45% acima da de janeiro e 28% a mais que em igual mês do ano passado. Já o preço da tonelada está menor. “Ainda de acordo com a Secex, até a terceira semana de fevereiro, a tonelada da carne bovina foi negociada, em média, a US$ 4.013,90, 6,2% menor que a de janeiro e 2,39% abaixo da de fevereiro/17”, diz o centro de estudos.

Estadão

Demanda enfraquecida não deixa arroba do boi gordo ganhar firmeza

Sazonalmente, neste período que antecede a entrada de salários, o varejo intensifica suas compras junto às indústrias para a recomposição de estoque, pois se espera melhoria do consumo por parte da população

Naturalmente isso gera uma expectativa de firmeza nas cotações da arroba do boi gordo, porém esse movimento não é observado até aqui. Reflexo disso foi o comportamento das cotações no mercado atacadista de carne bovina. Para os cortes sem osso queda de 2,4%, em média, e para a carne com osso, preços praticamente estáveis. Apesar da demanda não reagir, as cotações em sua maioria, andam de lado. Pois com capacidade de suporte suficiente para a retenção do gado, pecuaristas relutam em entregar suas boiadas a preços abaixo da referência. De maneira geral há oferta de boiadas, e quando as indústrias oferecem preços maiores os negócios fluem com maior facilidade. Com isso, é a demanda que deve ditar o rumo que a arroba do boi gordo vai tomar no curto prazo.

SCOT CONSULTORIA

Mercado de reposição reagindo em Rondônia

Diferente do que observamos na maioria dos estados pesquisados, o mercado de reposição em Rondônia está movimentado

São dois os fatores que mais colaboram com este cenário. O primeiro é o preço do boi gordo.  A cotação da arroba está mais sustentada no estado, a queda, na comparação mensal, foi de 0,7%. Para uma comparação, neste mesmo intervalo, o preço recuou 2,6% na média dos outros estados da Região Norte e Nordeste pesquisados pela Scot Consultoria. O outro componente que contribui com o aumento do ímpeto dos compradores é a melhor distribuição e frequência das chuvas. Embora este último também favoreça a retenção de animais por parte dos vendedores, a oferta um pouco mais frequente de animais mais jovens não dá espaço para vendedores travarem com mais afinco os preços pedidos. Diante deste cenário, o poder de compra do pecuarista na troca com categorias menos eradas (bezerro desmamado 6@ e bezerro de ano 7,5@) caiu 0,4% desde o início do ano. Já o poder de compra na troca com categorias mais eradas (garrote 9,5@ e boi magro 12@) cedeu 2,0%, tendo em vista que as referências para estas categorias aumentaram em função da oferta mais restrita.  

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Agropecuária cresceu 13% em 2017

Alta do PIB no ano foi de 1% graças ao desempenho do setor. Crescimento médio dos últimos 22 anos é de 3,8% e taxa alcançada é a maior desde 1996, quando o IBGE revisou as Contas Nacionais

Safra recorde contribuiu para resultado. A agropecuária foi o setor com melhor desempenho na economia em 2017, se destacando com alta de 13%, enquanto a indústria ficou estagnada e serviços tiveram recuperação moderada (0,3%). O Produto Interno Bruto (PIB) do ano, no valor de R$ 6,56 trilhões, em alta de 1% em relação a 2016, foi divulgado na quinta-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). O ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) comemorou o resultado. “O crescimento que o Brasil teve, praticamente, veio do agronegócio, da agricultura, da pecuária, dos negócios ligados ao nosso setor. Eu quero cumprimentar a cada um dos produtores brasileiros, a cada um daqueles que transformam o agronegócio em produtos que vão para as prateleiras. Essa é a grande vocação que o Brasil tem. Nós temos muita alegria em comemorar isso e preparando para que, em 2018, também o agronegócio tenha participação muito forte no PIB brasileiro”. Maggi lembrou a superprodução de grãos do último ano e disse que novamente está sendo colhida uma grande safra e “já preparando 2019, porque a agricultura não para nunca, colhe, planta e é o Brasil indo para frente”. De acordo com dados da Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Mapa, os maiores destaques de produção no ano passado foram soja, milho, laranja, cana-de-açúcar, algodão, mandioca e café. Além dos efeitos favoráveis que a agropecuária trouxe para o PIB, sua contribuição na oferta de alimentos permitiu baixar a inflação durante o ano e também a gerar um saldo recorde na balança comercial do país. O valor do PIB agropecuário, que representa o que foi produzido nas atividades primárias ligadas ao setor alcançou R$ 299,47 bilhões, representando 4,56% do PIB. A média de crescimento da agropecuária nos últimos 22 anos é de 3,8%. Segunda a SPA/Mapa o crescimento da agropecuária, de 13%, é a maior taxa obtida desde 1996, quando foram revisadas pelo IBGE as Contas Nacionais.

MAPA

Forte alta do milho em fevereiro e queda no poder de compra do pecuarista

Na região de Campinas-SP, a saca de 60 quilos fechou cotada em R$37,00 em fevereiro, para a entrega imediata, sem o frete. Houve alta de 17,5% em relação à média de janeiro deste ano. Frente ao mesmo período do ano passado, o cereal está custando 4,6% mais este ano

Os atrasos na colheita da safra de verão e na semeadura da segunda safra 2017/2018, devido às condições climáticas menos favoráveis nesta temporada (excesso de chuvas), a menor produção prevista para a temporada 2017/2018, as altas de preços do frete (ritmo maior de comercialização da soja neste momento) e o vendedor mais retraído com relação à oferta neste momento são os fatores que colaboram com os preços do cereal firmes no mercado interno. Considerando a praça de São Paulo, atualmente é possível comprar 4,0 sacas de milho com o valor de uma arroba de boi gordo. Com a alta de preço do milho e o mercado do boi gordo patinando, o poder de compra do pecuarista em relação ao insumo diminuiu 15,0% em fevereiro, na comparação mensal. Em relação ao mesmo período do ano passado a relação de troca piorou 5,1%. Em médio prazo, a expectativa é de um clima mais favorável aos avanços da colheita da safra de verão no Paraná e no Brasil Central e, consequentemente, da semeadura da segunda safra de milho. Se os trabalhos no campo de fato avançarem (aumento da oferta interna) a tendência é de que as cotações caiam no mercado brasileiro a partir de meados de março. De qualquer forma, a atenção ao clima e ao desenrolar da safra de verão e plantio da safra de inverno continua. Por fim, os estoques maiores na temporada são fatores limitantes para os aumentos de preços no mercado interno. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima 18,52 milhões de toneladas ao final de 2017/2018. Para uma comparação, os estoques de passagem em 2016/2017 foram de 18,61 milhões de toneladas e em 2015/2016 foram de 6,95 milhões de toneladas.

SCOT CONSULTORIA

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