
Ano 3 | nº 660 | 18 de dezembro de 2017
NOTÍCIAS
Boi gordo: frigoríficos ofertam valores de até R$ 149 pela arroba
O mercado físico do boi gordo encerrou a semana anterior com preços firmes
Segundo a consultoria Safras & Mercado, alguns frigoríficos se ausentaram da compra de gado na sexta-feira, dia, 15, avaliando as melhores estratégias a serem adotadas para o decorrer desta semana ou até testaram o mercado, ofertando preços abaixo da referência. Porém, o cenário mais comum é de oferta limitada e irregular de boiadas. Muitas das vezes, a saída das indústrias tem sido buscar animais em praças vizinhas, mesmo que o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) seja praticamente impeditivo. A consultoria Radar Investimentos indica que os valores de compra em São Paulo seguem firmes e já há ofertas entre R$ 148 e R$ 149 por arroba, à vista, bruto de impostos. Embora essas valorizações para o boi gordo sejam possíveis e até esperadas no curto prazo, a tendência é que a movimentação diminua nas próximas semanas, com a chegada das festas e os estoques do varejo já encaminhados.
Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba
Araçatuba (SP): 147,50
Belo Horizonte (MG): 144,50
Goiânia (GO): 143,50
Dourados (MS): 132,00
Mato Grosso: 127,50-131,50
Marabá (PA): 134,00
Rio Grande do Sul (oeste): 4,75 (kg)
Paraná (noroeste): 138,50
Tocantins (norte): 137,00
CANAL RURAL
Valorização da carne bovina no varejo não acompanhou ritmo do atacado
Os varejistas não repassaram toda a valorização originada do atacado
Através do controle de estoques, ao contrário do que ocorreu no atacado, os açougues e supermercados não impuseram grandes desvalorizações à carne bovina este ano, apesar do consumo fraco. Esta compra comedida diminuía o giro dos estoques das indústrias. Agora, a velocidade de reposição aumentou, mas sem espaço para grandes reajustes na ponta final frente aos preços que eram praticados há algumas semanas. No segundo semestre a alta no varejo em São Paulo foi de 2,3%, contra 15,1% no atacado. O resultado disso foi a margem de comercialização dos varejistas saindo de 70,0% no começo de novembro para os atuais 60,0%.
SCOT CONSULTORIA
Mercado do boi gordo firme
Algumas indústrias, as que estão com escalas de abate mais confortáveis, aproveitam o momento e testam o mercado, ofertando preços abaixo da referência. Porém, o cenário mais comum é de oferta limitada e irregular de boiadas
Em São Paulo a arroba do boi gordo ficou cotada em R$147,50, à vista, livre de Funrural na última sexta-feira (15/12). A primeira quinzena de dezembro encerrou com alta acumulada de 2,8%. As programações de abate atendem, em média, de três a quatro dias, com alguns casos de programações mais apertadas, diante das quais surgem as ofertas de compra acima da referência. As valorizações ocorridas no mercado atacadista de carne sem osso nas últimas semanas mantêm a margem da indústria em patamares positivos frente à margem histórica. Embora valorizações para o boi gordo sejam possíveis e até esperadas no curto prazo, a tendência é que a movimentação diminua nas próximas semanas, com a chegada das festas e os estoques do varejo já encaminhados.
SCOT CONSULTORIA
Mercado de reposição: aquecido de um lado, travado de outro
De maneira geral há dois cenários distintos para o mercado de reposição de bovinos de corte
Por um lado, há regiões com mercado travado, com poucas negociações. Isso porque as chuvas ainda não foram suficientes para a melhoria das pastagens e, consequentemente, há menor ímpeto por parte da ponta compradora. Por outro lado, há praças onde o mercado está aquecido, isso porque a procura por categorias mais eradas movimenta o mercado. Além da demanda mais aquecida, a baixa oferta de animais destas categorias faz com que as cotações ganhem sustentação. Em Goiás, por exemplo, nos últimos trinta dias o boi magro (12@) e o garrote (9,5@) tiveram valorizações de 8,8% e 8,3%, respectivamente. Em São Paulo, o cenário também é de firmeza e negócios acima da referência são comuns tanto para o boi magro de (12@) como para o garrote (9,5@). O mercado de fêmeas segue com baixa demanda, sem força para valorizações. No balanço semanal, considerando a média de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados pesquisadas pela Scot Consultoria, as cotações fecharam em alta de 0,2%. Para o curto prazo, a tendência é que o mercado ganhe ritmo conforme a recuperação das pastagens.
SCOT CONSULTORIA
IBGE: Abate de bovinos cresce 9,0%]
PRODUÇÃO ANIMAL NO 3o TRIMESTRE DE 2017
No 3o trimestre de 2017, foram abatidas 7,98 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária. Essa quantidade foi 7,6% maior que a registrada no trimestre imediatamente anterior e 9,0% maior que a do 3o trimestre de 2016. O Gráfico I.1 mostra a evolução do abate de bovinos por trimestre, desde o 1o trimestre de 2012. Como não há variações acentuadas no peso médio das carcaças, sobretudo em nível nacional e entre os mesmos períodos do ano, a série histórica trimestral do peso acumulado de carcaças tende a seguir o mesmo comportamento da série do abate de bovinos. A produção de 2,02 milhões de toneladas de carcaças bovinas no 3o trimestre de 2017 foi 10,2% maior que a registrada no trimestre imediatamente anterior e 10,4% maior que a registrada no 3o trimestre de 2016. O peso médio das carcaças foi de 252,9 kg/animal, no 3o trimestre de 2017. No mesmo período do ano anterior foi de 246,8 kg/animal, diferença positiva de 6,1 kg/animal. O abate de 661,98 mil cabeças de bovinos a mais no 3o trimestre de 2017, em comparação ao mesmo período do ano anterior, foi motivado pelo incremento em 15 das 27 Unidades da Federação (UFs). Os aumentos mais significativos ocorreram em Mato Grosso (+173,06 mil cabeças), Minas Gerais (+139,23 mil cabeças), Mato Grosso do Sul (+123,08 mil cabeças), Goiás (+103,03mil cabeças) e São Paulo (+91,19 mil cabeças). Por outro lado, as maiores reduções foram verificadas no Maranhão (-22,68 mil cabeças), Tocantins (-17,65 mil cabeças), Pernambuco (-11,35 mil cabeças), Pará (-9,49 mil cabeças) e Paraíba (-8,53 mil cabeças). No ranking das UFs, Mato Grosso continua liderando o abate de bovinos, com 16,6% da participação nacional, seguido por Mato Grosso do Sul (10,9%) e Goiás (10,6%). Segundo o indicador Esalq/BM&F Bovespa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – Cepea, a média dos preços da arroba bovina de julho a setembro de 2017 foi de R$ 133,89/@, variando de R$ 122,80/@ a R$ 145,84/@. No mesmo período do ano anterior, o preço médio foi de R$152,11/@, representando queda de 12,0% no comparativo das médias. A redução de preços também chegou ao consumidor final. De acordo com o IPCA/IBGE (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que é o indicador oficial da inflação brasileira, todos os 13 cortes bovinos acompanhados pela pesquisa ficaram abaixo do Índice geral da inflação e negativos no acumulado de janeiro a setembro de 2017, indicando redução de preços no período. Participaram da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, no 3o trimestre de 2017, 1.126 informantes de abate de bovinos. Dentre eles, 197 possuíam o Serviço de Inspeção Federal (SIF), 381 o Serviço de Inspeção Estadual (SIE) e 548 o Serviço de Inspeção Municipal (SIM), respondendo, respectivamente, por 78,0%; 16,7% e 5,3% do peso acumulado das carcaças produzidas. Todas as UFs apresentaram abate de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária. No 3o trimestre de 2017, os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro – aqueles que efetuam curtimento de pelo menos 5.000 unidades inteiras de couro cru bovino por ano – declararam ter recebido 8,74 milhões de peças inteiras de couro cru de bovino. Essa quantidade foi 6,3% maior que a registrada no trimestre imediatamente anterior e 4,9% maior que a registrada no 3o trimestre de 2016. Quanto à origem do couro, a maior parte teve procedência de matadouros e frigoríficos, seguida pela prestação de serviços, que responderam juntas por 89,0% do total apurado no período. A aquisição de 404,34 mil peças inteiras de couro cru a mais no 3o trimestre de 2017, em relação a igual período do ano anterior, foi motivada por aumento das aquisições em 8 das 20 Unidades da Federação (UFs) com pelo menos um curtume enquadrado no universo da pesquisa. Os aumentos mais intensos ocorreram em São Paulo (+282,49 mil peças), Mato Grosso (+244,59 mil peças), Pará (+138,81 mil peças), Goiás (+133,79 mil peças) e Paraná (+128,61 mil peças). Já as maiores quedas ocorreram em: Tocantins (-278,89 mil peças), Bahia (-97,04 mil peças), Minas Gerais (-73,74 mil peças) e Maranhão (-58,21 mil peças). No ranking das UFs, Mato Grosso (com 18,3% da participação nacional) continua liderando a recepção de peles pelos curtumes, seguido por São Paulo (13,5%) e Mato Grosso do Sul (11,8%). O método mais utilizado para o curtimento das peles bovinas foi ao cromo (com 96,7% do total nacional de peles curtidas), seguido pelo ao tanino (2,8%) e por outros métodos (0,5%). O cromo foi utilizado em 18 das 20 UFs com pelo menos um curtume enquadrado no universo da pesquisa. O tanino foi utilizado em sete UFs: Paraná (com 32,5% do total curtido ao tanino), Santa Catarina (23,0%), São Paulo (21,4%), Rio Grande do Sul (12,7%), Minas Gerais (9,0%), Pernambuco (1,2%) e Rondônia (0,2%). Outros métodos de curtimento foram registrados em Roraima, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Paraná. A diferença entre o total de peças inteiras de couro cru de bovinos captados pelos curtumes (Pesquisa Trimestral do Couro) e a quantidade de bovinos abatidos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária (Pesquisa Trimestral do Abate de Animais) pode ser entendida como uma proxy do abate não-fiscalizado. Contrastando as séries históricas dessas duas variáveis pode-se inferir que o abate não-fiscalizado foi da ordem de 8,7% no 3o trimestre de 2017, sendo menor que os 12,2% estipulados para o mesmo período do ano anterior.
IBGE
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