CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 654 DE 08 DE DEZEMBRO DE 2017

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Ano 3 | nº 654 08 de dezembro de 2017

NOTÍCIAS

Preços da carne bovina ainda não reagiram no varejo

A expectativa de maior volume de vendas devido às festas de fim de ano e recebimento de salário fizeram com que o mercado ficasse aquecido no atacado

Entretanto, o varejo ainda aguarda a melhora nas vendas, que deve acontecer nos próximos dias. Entre os estados pesquisados, somente em Minas Gerais os preços da carne bovina subiram nos últimos sete dias. Alta de 0,4% na média dos cortes. Já São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro apresentaram quedas nos preços de 1,2%, 0,4% e 0,2%, respectivamente, no período. Para a próxima semana, a expectativa de preços firmes para a carne bovina nos supermercados e açougues.

SCOT CONSULTORIA

Pouca oferta e demanda aquecida fazem os preços do boi e da carne bovina subirem

O cenário é de seguidos reajustes no preço da arroba, e é observado em todas as regiões do país

Nos últimos sete dias, considerando a média de todas as praças pecuárias pesquisadas para o boi gordo, a alta foi de 1,0%. Além disso, os relatos de negócios efetivados acima das referências são cada vez mais frequentes, o que indica que novos reajustes podem ocorrer em curto prazo. A oferta não é abundante (pouquíssimos bovinos terminados em pasto e uma oferta irregular de boiadas de confinamento) e a demanda vem se mostrando aquecida, tanto internamente como para as exportações. Nesse contexto, a carcaça bovina apresentou sucessivas altas no mercado atacadista de São Paulo. Desde o início de dezembro o boi casado de bovinos castrados acumula valorização de 8,2%, atualmente cotado em R$9,99/kg. Assim, mesmo com os reajustes para o boi gordo, a margem dos frigoríficos está dentro de patamares historicamente normais.

SCOT CONSULTORIA

Produtor reafirma pedido de anistia de dívida após aprovação de projeto do Funrural

A aprovação de um projeto de lei (PL) na Câmara sobre renegociação de dívida agrícolas não mudou a posição do setor agropecuário sobre um passivo bilionário gerado com a declaração da constitucionalidade de cobrança para o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural), em março, pelo Supremo Tribunal Federal (STF)

Os produtores seguem querendo a anistia dos débitos e argumentam que estavam amparados por decisões judiciais para não pagar o Funrural antes da decisão deste ano do STF. Dizem ainda que dívida é “impagável”. Uma alternativa, argumenta o setor agrícola, seria a própria suprema corte, ao modular a decisão, considerar que a dívida anterior a março não precisaria ser paga. A Câmara aprovou na noite de quarta-feira o texto-base do PL que facilita a renegociação de dívidas de produtores com o Funrural, além de outros passivos do setor agrícola incluídos no projeto –os destaques ainda serão analisados na próxima semana. Apresentado pela deputada Tereza Cristina (sem partido-MS), o PL substitui a MP 793, a chamada MP do Funrural, editada pelo governo em agosto e que caducou no fim de novembro. “Entendemos que o PL é necessário. Foi o máximo que se conseguiu. Saímos de uma MP nas condições que o governo poderia fazer e, em cima dela, foram feitas emendas para se chegar a esse PL. Do ruim, o melhor”, disse o Presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Marcos da Rosa. Ele, contudo, salientou que o setor agrícola não tem como pagar a dívida retroativa do Funrural, estimada no mercado em cerca de 10 bilhões de reais –a discussão sobre a anistia está parada no STF. “O que queremos é a remissão do passado. Não conseguimos pagar”, afirmou ele. Em linhas gerais, o PL em trâmite no Congresso estipula que quem aderir à renegociação pagará no mínimo 2,5 por cento do valor da dívida consolidada em até duas parcelas iguais. Já o restante do passivo poderá ser pago em até 176 prestações mensais, tendo por base parte da média mensal da receita bruta. Essas parcelas não terão incidência de multas, juros ou encargos. Conforme o PL, a adesão à renegociação, que contempla débitos vencidos até 30 de agosto deste ano, poderá ser feita até 28 de fevereiro de 2018. Assim como constou na MP 793, a alíquota cheia do Funrural, para recolhimentos futuros, passará de 2,3 para 1,5 por cento. “É (um PL) bastante interessante, a variação (da cobrança) é de acordo com a produção. Não há desencaixe de caixa. É proporcional à produção, paga-se conforme a fatura”, comentou a advogada Valdirene Franhani, sócia do escritório Braga & Moreno, Consultores Jurídicos e Advogados. Conforme ela, no entanto, a indefinição sobre a cobrança retroativa de débitos prejudica a discussão no Congresso. “Acho que o governo poderia alterar a alíquota de cobrança do Funrural, mas sobre a renegociação é necessário aguardar a modulação (no STF)”, comentou. O texto aprovado pela Câmara na quarta-feira incluiu algumas alterações, como a renegociação de dívidas da agricultura familiar com o Banco do Nordeste e o Banco da Amazônia, dívidas com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Embrapa (referentes ao licenciamento de sementes). Tais mudanças foram incluídas no texto após negociação com partidos de oposição.

“Aproveitou-se o momento de fertilidade política para se resolver todas as pendências de dívida do setor, em um discurso de troca de favores”, disse Valdirene.

REUTERS

Exportação de couro caiu em novembro

Com relação as exportações, segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, em novembro, o Brasil embarcou 32,8 mil toneladas de couro

Na comparação com outubro último, o volume exportado caiu 17,9%. Em relação a novembro de 2016, houve queda de 0,5% nas exportações. No acumulado do ano (janeiro a novembro), o país embarcou um total de 413,7 mil toneladas de couro, um aumento de 2,5% frente ao mesmo período de 2016.

MDIC

Preço do bezerro se recupera em MS

Chuvas voltam e melhora a condição das pastagens

O Indicador Esalq/BM&FBovespa do bezerro, referente a Mato Grosso do Sul, tem registrado recuperação. Em 2017, a maior média mensal do Indicador, de R$ 1.236,19, foi verificada em janeiro. De fevereiro em diante os preços do animal praticamente só caíram, registrando o menor patamar do ano em agosto, de R$ 1.090,13. Neste início de dezembro, a média está em R$ 1.189,7 e, especificamente nessa quarta-feira, 6, fechou em R$ 1.172,09 – todas as médias estão em termos nominais. Agentes consultados pelo Cepea afirmam que o retorno das chuvas melhorou a condição das pastagens na maioria das regiões nas últimas semanas, o que influenciou na recuperação dos preços do bezerro. 

Cepea

EMPRESAS

BNDESpar pode vender ações da JBS e de outras empresas em carteira, diz presidente do BNDES

O Presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, disse nesta quinta-feira que o banco pode vender ao menos 10 por cento da carteira do braço de participações BNDESpar, incluindo parte do que detém na empresa de proteína animal JBS

Segundo ele, a venda de parte da carteira de ações do banco começará em 2018 e o desinvestimento será feito ao longo do tempo. Rabello de Castro afirmou que o objetivo é reduzir a participação do BNDESpar em grandes conglomerados e investir mais em empresas de menor porte e ligadas a novas tecnologias. “Com certeza, qualquer ação na nossa carteira tem um grau de comercialização e essa (da JBS) é comercializável. Essa é uma das possibilidades”, disse. “Será um processo gradual…vamos sair daquelas participações onde já estamos mais maduros”, disse o presidente do banco de fomento. Castro estimou que a carteira do BNDESpar soma cerca de 60 bilhões de reais. Na JBS, o braço de participações do banco detém 21,3 por cento das ações. “Nas décadas anteriores, o acesso a capitais no Brasil e exterior não estavam maduros, mas hoje os grandes conglomerados estão mais capacitados para irem ao mercado de capitais. O banco vai recuar e avançar em outros campos”, disse Castro. Com a venda das participações, o banco pretende se financiar para futuras liberações ou para novas participações em empresas de menor porte ou em aplicações em renda fixa, afirmou o Presidente do BNDES.

REUTERS

JBS mantém IPO nos EUA como prioridade

A empresa de alimentos JBS mantém como prioridade os planos de listar em bolsa de Nova York a sua subsidiária norte-americana, como parte do planejamento para reduzir seu custo de capital, disse nesta quinta-feira um executivo do grupo

“O IPO ainda é prioridade, não tiramos do radar”, disse sem dar prazos o executivo chefe de operações da JBS, Gilberto Tomazoni, durante apresentação a analistas e investidores, na sede da companhia. Em outubro, a JBS cancelou a oferta inicial de ações (IPO) nos Estados Unidos de sua subsidiária JBS Foods International BV, na esteira dos desdobramentos da revelação de um esquema de corrupção envolvendo executivos do grupo e pagamento de propina a políticos, que implicou o Presidente Michel Temer. Uma das consequências foi a prisão dos controladores da empresa, os irmãos Wesley e Joesley Batista, sob acusação de uso indevido de informações privilegiadas em transações com ações e dólares no mercado financeiro. Para Tomazoni, o custo de capital da empresa ainda não reflete sua estrutura global geograficamente diversificada. “Hoje, só 24 por cento dos nossos negócios estão no Brasil”, argumentou. Segundo Tomazoni, o processo recente de desalavancagem financeira do conglomerado deve continuar nos próximos trimestres, fruto da geração de caixa e dos recursos de vendas de ativos. A J&F, controladora da JBS, se desfez de ativos como Eldorado Celulose e Alpargatas. A relação dívida líquida sobre lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) do grupo caiu de 4,16 vezes no segundo trimestre para 3,42 vezes no terceiro trimestre. As negociações para venda da JBS Five Rivers Cattle Feeding LLC, último dos grandes ativos da JBS que devem ser alienados, estão perto de serem concluídas, disse Tomazoni. Para o executivo, o ambiente operacional favorável, com recuperação da economia brasileira e de preços nos mercados internacionais tende a favorecer a geração de caixa da companhia. No Brasil, a divisão de aves e alimentos processados Seara está elevando o preço médio, com a venda maior de produtos mais caros. A empresa também tem ampliado volumes e exportações para destinos como o Oriente Médio, diante de um cenário mais propício para recuperação de margens, disse ele. Na divisão de bovinos, a JBS ainda não recuperou totalmente o nível das operações que tinha no começo do ano no Brasil, quando o ritmo foi afetado pela deflagração da operação Carne Fraca da Polícia Federal, que apurou um esquema de propina envolvendo funcionários da vigilância sanitária. “Estamos recuperando market share”, disse Tomazoni, sem dar mais detalhes. “Não fechamos nenhuma fábrica neste ano, nem no Brasil nem no exterior, e acho que vamos normalizar o ritmo operacional em 2018”. No início do ano, o mercado estimava a compra pela JBS de 30 mil cabeças de gado por dia para abate. Pelas estimativas mais recentes, esse número está em cerca de 26 mil cabeças. A empresa segue praticando a política de pagar os fornecedores de gado em 30 dias, afirmou Tomazoni, explicando que a companhia tem buscado o mercado financeiro para conseguir reduzir esse prazo em casos pontuais para pagamento até à vista. 

REUTERS

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