
Ano 3 | nº 653 | 07 de dezembro de 2017
ABRAFRIGO NA MÍDIA
Abrafrigo: exportação de carne pode fechar o ano com aumento de mais de 10%
A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) disse na quarta-feira, 12, que, se mantido o atual ritmo das exportações de carne bovina in natura e processada, o Brasil deve fechar o ano com um aumento de mais de 10% nos embarques ao exterior. Em novembro, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as vendas atingiram a 141.950 toneladas contra 95.648 toneladas no mesmo mês de 2016, crescimento de 48%. Em receita, o incremento foi de 45%, passando de US$ 409,5 milhões para US$ 593 milhões em 2017. No acumulado do ano, as vendas externas do produto somam 1,351 milhão de toneladas (+9%), com receita de US$ 5,521 bilhões (+13%). De acordo com a Abrafrigo, o mercado chinês teve participação de 37,8% do total exportado pelo Brasil. “Entre os 20 maiores compradores do produto brasileiro, além da China, se destacaram a Arábia Saudita e o Irã, elevando suas aquisições em 53,9% e 42,4% respectivamente.
Estadão Conteúdo/ISTO É/DINHEIRORURAL/BROADCAST/NOTÍCIAS AGRÍCOLAS
Exportações de carne bovina sobem 9% em 2017
As exportações brasileiras de carne bovina somaram 1,35 milhão de toneladas nos primeiros 11 meses de 2017, alta de 9% em relação ao resultado do mesmo período do ano passado, impulsionadas pelas compras da China, segundo informações compiladas pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo)
A associação estima que as vendas externas do produto neste ano irão superar em mais de 10% os volumes exportados em 2016. A receita decorrente das exportações de carne bovina somou US$ 5,5 bilhões de janeiro a novembro, crescimento de 13% na comparação anual.
Somente em novembro, os embarques de carne bovina totalizaram 141,9 mil toneladas, 48% superior ao resultado de novembro de 2016. A receita com exportações subiu 45%, na mesma base de comparação, para US$ 593 milhões. “O mercado chinês é o grande responsável pela recuperação nas vendas de carne bovina em 2017”, disse a Abrafrigo em nota divulgada na quarta-feira (06). As importações pela cidade-Estado de Hong Kong e pelo continente chinês somaram 509.726 toneladas até novembro, o equivalente a 37,8% do total exportado pelo Brasil no período. Além da China, Arábia Saudita e Irã estão entre os principais compradores de carne bovina brasileira. Esses países elevaram os volumes de carne bovina adquirida em 53,9% e 42,4%, respectivamente, neste ano. Já a Rússia comprou 16,1% a mais e os Estados Unidos elevaram as importações do produto brasileiro em 19,5%. São Paulo foi o estado brasileiro que mais exportou carne bovina em 2017, o equivalente a 21,8% do total, seguido por Mato Grosso (19,8%), Goiás (13,1%), Rondônia (10,3%), Minas Gerais (10%) e Mato Grosso do Sul (9,3%).
CARNETEC/BEEFWORLD/PORTAL DBO/PÁGINA RURAL
NOTÍCIAS
Boi gordo: preço da arroba sobe R$ 7 em um mês
Os preços do boi gordo continuam subindo diariamente
Segundo a consultoria Safras & Mercado, o perfil da demanda na primeira quinzena de dezembro justifica o comportamento dos preços. Ao mesmo tempo, a oferta de animais terminados segue restrita, o que dá sustentação para os preços. De acordo com a Scot Consultoria, os compradores estão agressivos e as ofertas de compra vigentes têm superado as feitas no dia anterior. Este é o quadro na maioria das regiões pecuárias. Na praça pecuária de São Paulo, por exemplo, nos últimos trinta dias, a cotação da arroba do boi gordo para pagamento a prazo subiu 5,4%. No pagamento à vista, a valorização foi de R$ 7, passando de R$ 137 a arroba em Araçatuba (SP) para R$ 144. Com relação aos frigoríficos que desossam, a margem de comercialização da carne está em 23,6%, acima da média histórica, que está em 18,5%. O mercado atacadista também permaneceu com preços firmes. O viés ainda é de alta nos preços uma vez que a reposição entre o atacado e o varejo está mais rápida com o aquecimento do consumo. Enquanto isso, as exportações seguem em bom nível, o que ajuda a enxugar a oferta doméstica de carne bovina. Se o ritmo de embarque continuar neste nível, o Brasil poderá ultrapassar o crescimento de 10% estimado para este ano, segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). No mês passado as vendas atingiram a 141,9 mil toneladas contra 95,6 mil toneladas no mesmo mês de 2016, um crescimento de 48%. No acumulado do ano, a exportação já alcança 1,3 milhão de toneladas enquanto que este número em 2016 era de 1,2 milhão de toneladas. Ou seja, em volume as exportações já apresentam crescimento 9%.
CANAL RURAL
Mercado firme e cotações do boi gordo subindo
Os compradores estão agressivos e as ofertas de compra vigentes têm superado as feitas no dia anterior. Este é o quadro na maioria das praças pecuárias
Na praça pecuária de São Paulo, por exemplo, nos últimos trinta dias, a cotação da arroba do boi gordo para pagamento a prazo subiu 5,4%. No estado, o boi gordo ficou cotado em R$146,00/@, a prazo, livre de Funrural, na última quarta-feira (6/12). Com referência aos frigoríficos que desossam, a margem de comercialização da carne está em 23,6%, acima da média histórica, que está em 18,5%.
SCOT CONSULTORIA
Câmara aprova texto-base do Funrural
A Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (6), o projeto de lei que renegocia as dívidas do Fundo de Apoio ao Trabalhador Rural (Funrural), mas ainda falta analisar os destaques dos partidos para modificar a proposta, o que só ocorrerá na próxima semana por decisão do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ)
Há seis emendas, de partidos da base e da oposição, para modificar o projeto. A votação do texto principal foi simbólica, após um acordo entre todos os partidos, com exceção do Psol, para que fossem incluídas também dívidas de pequenos agricultores com o Banco do Brasil, uma demanda do PT. O texto ainda precisa passar pelo Senado.
VALOR ECONÔMICO
INTERNACIONAL
Produtores irlandeses atacam o acordo “tóxico” da UE com o Brasil – novamente
Os produtores da Irlanda estão mais indignados com a decisão provisória da União Europeia (UE) de permitir que quatro países da América do Sul exportem milhares de toneladas de carne para o bloco, prejudicando os negócios locais
A Irish Farmers’Association (IFA), um forte adversário das negociações comerciais em curso da UE com o bloco latino-americano Mercosul, exigiu que a elite política da Europa “venha limpar” as nuvens escuras que cercam a produção brasileira de carne. A comissária de comércio da UE, Celia Maelstrom, deve “rejeitar a destruição ambiental, as falhas na segurança alimentar e o bem-estar dos animais e o trabalho escravo associado à carne bovina brasileira”, afirmou o Presidente da IFA, Joe Healy. Seus comentários vieram depois que os negociadores da UE e do Mercosul se encontraram em Bruxelas para conversas informais no início de dezembro. Os produtores irlandeses são oponentes fortes para um acordo com o Mercosul que permitiria as importações supostamente mais baratas de carne bovina sul-americana no mercado. Isso, temem os produtores, poderia baixar o preço do seu produto. E a IFA tem sido extremamente vocal em sua oposição ao acordo. Recentemente, divulgou vários comunicados de imprensa criticando a UE por promover um acordo que muitos produtores da UE alegaram que poderia prejudicar as empresas locais. Na última repreensão, a IFA disse que havia “sangue ruim” depois que a UE ofereceu ao Mercosul uma cota tarifária de 70 mil toneladas (t) para a carne bovina. Isso permitiria que as primeiras 70.000 toneladas de carne bovina da América do Sul entrassem na Europa com uma tarifa mais baixa. As exportações acima da cota enfrentarão um imposto substancialmente maior. Embora as cotas tarifárias, ou TRQs, sejam usadas para proteger produtos de importância nacional, a IFA está irritada por ter sido concedida uma concessão à América do Sul. “É uma contradição total da política europeia que o Comissário Maelstrom agora está disposto a reduzir um acordo para mais importações de carne bovina do Brasil e sacrificar a produção sustentável na Europa”, disse Healy. A organização agrícola da UE, a Copa-Cogeca, disse que o acordo de carne foi “muito generoso” e “não aceitável”. A trigésima rodada de negociações oficiais entre as duas partes foi concluída em 27 de novembro.
GlobalMeatNews.com
Maiores informações:
ABRAFRIGO
imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br
Powered by Editora Ecocidade LTDA
041 3088 8124
https://www.facebook.com/abrafrigo/
