CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 645 DE 27 DE NOVEMBRO DE 2017

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Ano 3 | nº 645 27 de novembro de 2017

NOTÍCIAS

Consumo melhora e mercado do boi gordo continua em alta

Os fatores que conduzem a esse cenário geral de firmeza de preços da arroba do boi gordo são a oferta restrita de boiadas e a melhoria do consumo

Do lado da oferta, a expectativa é que o atraso das chuvas em boa parte das regiões continue mantendo as boiadas enxutas, e do lado da demanda, a perspectiva é positiva. Nos últimos 30 dias, as cotações no mercado atacadista de carne sem osso acumularam alta de 4,3%. Diversos fatores colaboram para que o escoamento da carne continue em bom ritmo, dentre eles o pagamento do décimo terceiro salário, o início de mês, época que sazonalmente a população está mais capitalizada, a proximidade com as festas de final de ano e a melhora nas expectativas quanto ao cenário econômico brasileiro. Em curto prazo, o consumo deverá continuar aquecido, permitindo que o mercado do boi gordo trabalhe em ambiente firme.

SCOT CONSULTORIA

Viés de alta no mercado de sebo bovino

Esta época, em que sazonalmente há uma maior demanda pelo sebo bovino, principalmente por parte da indústria de biodiesel, colabora com o viés de alta no mercado

No Brasil Central a gordura animal está cotada em R$2,25/kg, sem imposto. Houve aumento de 2,3% em uma semana. Vale ressaltar que há negócios acima da referência. No Rio Grande do Sul o produto também teve alta e está cotado em R$2,25/kg.

SCOT CONSULTORIA

Câmara encerra sessão sem votar MP do Funrural, que caduca em 28/11

A Câmara dos Deputados encerrou a sessão plenária deliberativa de quinta-feira, 23, sem votar a Medida Provisória (MP) 793, que prevê o parcelamento de dívidas de produtores rurais referentes ao Funrural

A proposta não foi votada porque a oposição, que é contrária à proposta, obstruiu os trabalhos e porque não havia quórum suficiente de parlamentares da base para garantir a votação. Com isso, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), marcou uma sessão para a próxima segunda-feira, 27, para tentar votar a proposta. Deputados da bancada ruralista, no entanto, acreditam que não há mais tempo hábil para votar a MP. Isso porque a proposta perde a validade na próxima terça-feira, 28 de novembro, e ainda precisa passar tanto pelo plenário da Câmara, quanto do Senado. O governo já avisou aos ruralistas que não vai editar nova MP para reinstituir o programa de parcelamentos. O argumento é de que o presidente Michel Temer já prometeu reduzir o número de MPs. Além disso, há complicações para se conceder programas de parcelamento com renúncias tributárias em ano eleitoral.

Estadão

Cepea: Agro produz mais a preço menor e ajuda no controle da inflação

Para o ramo pecuário, a estimativa é de retração, de 0,4%

O crescimento do PIB – volume do agronegócio está estimado em 6,3% neste ano, considerando-se informações disponíveis até agosto/17, segundo indica pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq | USP. O impulso vem do ramo agrícola, que deve registrar aumento de 9,2% em 2017, visto que, para o ramo pecuário, a estimativa é de retração, de 0,4%. Apesar do expressivo crescimento em volume, 2017 foi marcado por fortes quedas de preços para os produtos do agronegócio, o que, por sua vez, pressiona a renda do setor. Na comparação de janeiro a agosto de 2017 com o mesmo período de 2016, o decréscimo nos preços médios do agronegócio é de 9,5% em relação aos da economia como um todo. Então, considerando-se as informações disponíveis até agosto/17, estima-se retração interanual de 3,8% no PIB-renda do agronegócio brasileiro. Pesquisadores do Cepea alertam que, enquanto o movimento de queda dos preços relativos do agronegócio expressa a perda de rentabilidade da produção do setor frente à média da economia, esse contexto tem impacto positivo sobre a economia e a sociedade. Produzindo mais a preços menores, o setor contribuiu com o maior abastecimento, com a geração de divisas e o controle da inflação. A queda mais acentuada nos preços relativos, de 11,6%, foi observada no ramo agrícola, com reduções relevantes nas cotações de grãos e também de hortifrutícolas. Esse cenário reflete principalmente a grande oferta em volume de produção do segmento. No caso dos grãos, por exemplo, segundo pesquisadores do Cepea, o mercado vem apresentando elevada disponibilidade ao longo do ano, diante da boa produtividade de produtos como soja e milho. No ramo pecuário, as quedas nos preços relativos foram mais amenas, com a pressão vinda especialmente da bovinocultura de corte. 

Cepea

Filipinas reabre mercado para carnes do Brasil

O Departamento de Agricultura do Governo das Filipinas emitiu na sexta-feira, dia 24, um memorando reabrindo o mercado do país para a carne de frangos, de suínos e de bovinos do Brasil

De acordo com o memorando, o sistema brasileiro atende às normas filipinas de segurança alimentar e saúde animal, cumprindo com todas as determinações impostas pelos órgãos reguladores do país asiático. A suspensão das importações de produtos brasileiros ocorreu em setembro deste ano.  Antes disto, o Brasil havia embarcado para as Filipinas o equivalente a 35 mil toneladas de carne de frango ao longo de 2017. De carne suína, foram cerca de 2 mil toneladas entre janeiro e setembro. O Brasil recebeu há poucas semanas uma missão técnica do Governo Filipino e mostrou que a estrutura está plenamente adequada para atender às suas exigências.

BEEFWORLD

Receita Federal alerta para risco de queda da Medida Provisória do Funrural

“A Receita alerta que, caso a Medida Provisória 793, de 2017, não seja convertida em lei, o prazo para adesão ao PRR se encerra no dia 28 de novembro próximo.

O alerta conta de comunicado publicado no site da Receita Federal. O Programa de Regularização Rural (PRR), instituído pela Medida Provisória 793, de 2017, oferece aos adquirentes de produtores agropecuários, condições especiais para renegociarem suas dívidas relativas ao Funrural. Pelas regras da Medida Provisória, os devedores teriam até 30 de novembro de 2017, para aderir ao PRR e regularizar suas dívidas relativas à contribuição do empregador rural pessoa física e a do segurado especial, vencidas até 30 de abril de 2017, mediante o pagamento, até dezembro de 2017, de 4% da dívida, sem reduções, e o restante da dívida com reduções de 25% das multas e 100% dos juros, observado o seguinte: se o optante for produtor rural pessoa física ou adquirente dessa produção e tiver dívida menor ou igual a R$ 15 milhões, os 96% restantes da dívida serão parcelados em 176 meses; o valor da parcela corresponderá a 0,8% da média mensal da receita bruta do ano anterior, proveniente da comercialização da produção rural; a prestação mínima para o produtor é de R$ 100,00 e para o adquirente é de R$ 1.000,00; se o optante for adquirente de produção rural de pessoa física com dívida maior que R$ 15 milhões, os 96% restantes da dívida serão parcelados em 176 meses, com prestação mínima de R$ 1.000,00. O PRR proporcionaria aos adquirentes de produção agropecuária a solução do passivo tributário exigível, constituído por declaração do contribuinte ou lançado de ofício, e também daquele vinculado a ações administrativas ou judiciais. Apesar do prazo de 30 de novembro estabelecido no texto original da MP, a Receita Federal alerta que o prazo de encerra com a queda da vigência da MP.  Mais informações sobre o programa podem ser consultadas na Instrução Normativa RFB n° 1.728, de 14 de agosto de 2017. A não regularização sujeitará o contribuinte as sanções previstas no art. 44 da lei 9.430 de 27 dezembro de 1996.

RECEITA FEDERAL

EMPRESAS

Minerva intensifica o compromisso com a sustentabilidade

Evolução de resultados da empresa no Bioma Amazônia, assegurada em auditoria externa, comprova o compromisso da empresa com o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva da carne bovina

O volume de compra de gado da Minerva Foods em fazendas monitoradas no Bioma Amazônia é de 100%, sendo que, neste ano, o monitoramento por mapas georreferenciados na região saltou de 92% para 98% – o monitoramento dos outros 2% ocorre por coordenadas geográficas. Este resultado, assegurado por auditoria externa, é um dos pontos que reforça o compromisso público da companhia com a pecuária sustentável, firmado desde 2009 e que envolve questões importantes para a sociedade, como a preocupação com o desmatamento, com o trabalho escravo e com a ocupação de áreas embargadas pelo IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais), terras indígenas ou unidades de conservação. Para alcançar estes resultados e buscar alcançar a meta de 100% de compra de gado de fazendas monitoradas por mapas georreferenciados na região, a Minerva atuou forte para comunicar aos pecuaristas sobre os prazos finais do Cadastramento Ambiental Rural (CAR), que foram prorrogados para este ano. Além disso, a companhia também fortaleceu as suas ações de extensão no campo para fomento da pecuária sustentável. Neste cenário, o  Presidente da Minerva, Fernando Galletti de Queiroz, ressalta o foco na transparência junto aos seus stakeholders e que, desta forma, a empresa mantém o direcionamento das suas atividades fundamentadas em três pilares centrais: disciplina, consistência e foco. “A sustentabilidade é um componente essencial na execução estratégica dos negócios e na governança corporativa da companhia. As nossas iniciativas e o nosso comprometimento com questões importantes da sociedade contribuem para o crescimento sustentável do setor e nos mantêm preparados para atender as demandas mundiais do mercado de carne bovina”, afirma.

BEEFWORLD

INTERNACIONAL

Rebanho bovino segue em queda no Paraguai

O rebanho bovino paraguaio caiu pelo terceiro ano consecutivo, devido à maior extração e a condições climáticas adversas em algumas regiões, de acordo com os dados da última vacinação contra a febre aftosa, encerrada em agosto

O Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa) registrou 12,85 milhões de cabeças, contra 13,35 milhões em agosto de 2016. O encolhimento foi menor do que no ano anterior. Entre agosto de 2015 e o mesmo mês de 2016, os estoques recuaram em 950 mil cabeças. Em agosto de 2014 foram 14,99 milhões, o que mostra uma diminuição de pouco mais de dois milhões de cabeças em três anos. O Chefe da Senacsa, Hugo Idoyaga, disse aos meios de comunicação paraguaios que entre os principais fatores para o declínio do número de animais estão o aumento do abate, somados aos fenômenos climáticos que tiveram uma influência negativa nos últimos anos. Ele disse que o plano para aumentar a taxa de cria realizada pelo Ministério da Pecuária pode permitir uma recuperação do número de animais. Este plano destina-se principalmente a produtores pequenos e médios, que têm uma taxa de prenhez de cerca de 30%, contra 54% do segmento empresarial, de acordo com dados oficiais. No início de novembro, o Paraguai apresentava os preços mais elevados para o gado no Mercosul, em um contexto de oferta mais restrita e bom volume de exportações. De acordo com dados da Senacsa, entre janeiro e outubro, as exportações de carne bovina atingiram US$ 916,6 milhões, um aumento de 14,1% em relação ao mesmo período de 2016. No volume, as exportações aumentaram 4,3% com relação ao ano anterior nos primeiros 10 meses do ano, com um total de 215.858 toneladas. O preço médio de exportação aumentou em 9,3%, atingindo um valor médio entre janeiro e outubro de US $ 4.246 por tonelada, contra US $ 3.882 por tonelada no mesmo período do ano anterior.

El Observador

Mercosul – UE: queda gradual de tarifas para obter melhor oferta à carne

Países sul-americanos vão tentar diminuir tarifas aos poucos para exportar mais proteína animal

O Mercosul oferecerá à União Europeia uma redução gradual das tarifas de compras de seus produtos em menos de 10 anos, mas espera um “incremento substancial” da cota de exportação de carne do bloco sul-americano, disse um funcionário argentino que participa das negociações para um acordo comercial entre os dois blocos. A nova proposta implica em uma redução mais rápida do que a redução de tarifas em um período maior de 15 anos oferecida anteriormente pelo Mercosul, disse o secretário de Relações Econômicas Internacionais da chancelaria argentina, Horacio Reyser. “Em algum momento da rodada de negociação, vamos apresentar um exercício de aceleração (da redução), isto é, vamos apresentar um percentual do comércio substancial em cestas de redução de menos de 10 anos, até chegar a zero”, afirmou. Mas Reyser também disse que espera um “incremento substancial” na oferta de uma cota de 70 mil toneladas anuais de carne bovina sem a cobrança de tarifas proposta pela UE em outubro, uma proposta considerada decepcionante pelo setor de alimentos, crucial para a economia do Mercosul. Logo que essa oferta foi divulgada, o Ministro argentino da Agroindústria, Luis Etchevehere, que até semanas atrás liderava um importante grupo de produtores, declarou que esperava conseguir uma cota de cerca de 400 mil toneladas. Um diplomata europeu com conhecimento das negociações disse à Reuters nesta semana que a UE melhoraria sua oferta para a carne, mas que será inferior a 100 mil toneladas. Reyser se recusou a responder se essa cifra lhe parecia razoável. Tanto os governos do Mercosul –formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai–, como os líderes da UE têm dito que buscam assinar um acordo comercial até o fim deste ano. O Mercosul entregou neste mês ao Vice-Presidente da Comissão Europeia, Jyrki Katainen, uma lista que coloca números em todas as expectativas do bloco para alcançar um acordo, disse Reyser, que se recusou a revelar números, alegando que são confidenciais. Caso se chegue a um acordo, ele entraria em vigor a partir de 2019, já que exige a aprovação do Parlamento de todos os países envolvidos, estimou Reyser. “Pode levar no mínimo um ano, um ano e meio até que tudo isso se ratifique”, afirmou Reyser, que nesta semana viajará a Bruxelas para uma nova rodada de negociações.

Reuters

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