CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 643 DE 23 DE NOVEMBRO DE 2017

clipping

Ano 3 | nº 643 23 de novembro de 2017

 ABRAFRIGO EM HONG KONG

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Reunião do setor privado realizada em 22/11 com o Consulado em Hong Kong, cidade estado da China, para tratar do comércio bilateral. Foram realizadas duas 2 reuniões: uma pela manhã com as empresas brasileiras e outra à tarde com os importadores locais. Nas fotos o público e, da direita para a esquerda: Péricles Salazar, Presidente da ABRAFRIGO; o Consul do Brasil em Hong Kong, Piragibe S. Tarragô; Antônio Jorge Camardelli, Presidente da Abiec e Bruno Graça Simões – Vice-Cônsul do Consulado Geral do Brasil em Hong Kong.

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Antônio Jorge Camardelli, Presidente da Abiec; Bruno Graça Simões – Vice-Cônsul do Consulado Geral do Brasil em Hong Kong; Péricles Salazar, Presidente Executivo da ABRAFRIGO e Cinara Shibuya, da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

NOTÍCIAS

Boi: Exportação e baixa oferta de animais elevam indicador, aponta Cepea

Apesar das oscilações dos preços da arroba nos últimos dias, por conta das diferenças entre os lotes negociados e da participação dos agentes no mercado, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do boi gordo registrou alta na semana

Conforme pesquisadores do Cepea, esse cenário esteve atrelado ao bom ritmo das exportações e à baixa oferta de animais, que vêm ajudando a elevar os preços internos. Assim, entre 14 e 22 de novembro, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do boi gordo registrou alta de 0,9%, fechando a R$ 140,80 nessa quarta-feira, 22.

Cepea

Oferta menor e mercado do boi gordo em alta

A oferta reduzida de animais terminados e a melhora no escoamento neste mês exercem pressão de alta no mercado do boi gordo

Desde o início de novembro, na média das trinta e duas praças pecuárias pesquisadas pela Scot Consultoria, a cotação do boi gordo subiu 1,4%, considerando o preço à vista. Em São Paulo, com a alta na última quarta-feira (22/11), a variação neste mesmo período foi de 2,9%. No estado o boi gordo ficou cotado em R$141,00/@, à vista, livre de Funrural, com negócios ocorrendo acima da referência. Considerando este mesmo intervalo, o mercado atacadista de carne bovina com osso apresentou valorização de 2,6%, evidenciando a melhoria da demanda, o que colaborou com a alta de preços da arroba do boi gordo. Atualmente, a carcaça de bovinos castrados está cotada em R$9,46/kg.

SCOT CONSULTORIA

Mapa pede laudos de carne brasileira ao serviço sanitário russo

Governo brasileiro alega que sistema de segregação tornaria impossível a detecção de ractopamina
O Ministério da Agricultura (Mapa) solicitou na terça-feira ao Serviço de Vigilância Veterinária e Fitossanitária da Rússia (Rosselkhoznadzor) laudos que comprovem a presença da substância ractopamina em lotes de carne brasileira importados por aquele país. Nessa segunda-feira, o serviço russo anunciou a suspensão temporária de carne suína e bovina do Brasil, devido à descoberta da substância. Em videoconferência com os representantes russos, técnicos do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) ponderaram que o sistema de segregação na produção de suínos “impossibilitaria a detecção de ractopamina”. Na última segunda-feira, o Ministro Blairo Maggi disse que a ractopamina pode ser usada no Brasil, mas é proibida em vários países. O Ministro ressaltou também que apenas quatro frigoríficos de suínos haviam sido apontados e que as empresas citadas teriam de fazer “a correção”. Nessa terça-feira, o ministério informou que até o momento não recebeu comunicado oficial da suspensão das compras das carnes bovina e suína, apenas a notificação sobre a presença de ractopamina. As entidades representativas da exportação de carne suína e bovina manifestaram-se contra a suspensão. Em nota, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) refutou a acusação do Rosselkhoznadzor. “A carne suína exportada não tem ractopamina. O setor está seguro. A suinocultura brasileira trabalha seguindo os princípios sanitários exigidos pelos diversos países, como é o caso da Rússia e de outros 70 mercados importadores”, diz a ABPA.

CORREIO DO POVO

USDA divulga relatório sobre visita a frigoríficos do Brasil

No documento, os norte-americanos apontam irregularidades no sistema de fiscalização nacional

O serviço de inspeção de produtos de origem animal norte-americano, FSIS, na sigla em inglês, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgou relatório sobre visitas feitas a frigoríficos brasileiros entre 15 maio e 2 de junho deste ano. No documento, datado de 9 de novembro, os norte-americanos apontam irregularidades no sistema de fiscalização nacional. Vale lembrar que, após estas auditorias, o USDA fez nova visita às indústrias brasileiras, em setembro. Procurado pelo Broadcast Agro, o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, confirmou ter recebido o relatório e disse que prepara um plano de ação para responder ao país. No documento, o FSIS afirma que as auditorias realizadas no primeiro semestre tinham como objetivo determinar se o sistema brasileiro continuava equivalente ao dos Estados Unidos, “com capacidade de exportar produtos seguros, saudáveis, não adulterados e corretamente rotulados e embalados”. A visita aconteceu na sequência da operação Carne Fraca (17 de março) e antes do embargo feito pelos Estados Unidos à carne bovina in natura brasileira (20 de junho). O FSIS afirma que as respostas a questões levantadas no relatório e os resultados da auditoria orientariam o alcance e a frequência das futuras atividades de verificação dos EUA à produção brasileira. No relatório, entre os problemas apontados pelo FSIS o departamento afirma que os procedimentos implementados de inspeção post-mortem, acompanhados durante as visitas, eram inadequados para garantir que apenas carcaças saudáveis, livres de contaminação e defeitos recebessem o carimbo de inspeção. Afirma ainda que fiscais não aplicavam de forma adequada exigências sanitárias regulamentares para prevenir a criação de condições insalubres e contaminação direta do produto. O FSIS afirma ainda que, após as visitas, notificou o Brasil sobre o número crescente de casos de lotes de carne bovina in natura fora dos padrões de segurança alimentar dos Estados Unidos. O departamento fez também um alerta sobre a presença de abscessos e material estranho não identificado em aparas desossadas de carne de vários estabelecimentos homologados pelos país, o que levou ao embargo. Na mesma notificação, o FSIS diz ter informado o Ministério da Agricultura que para retomar o envio dos produtos, o Brasil precisava realizar uma revisão abrangente do seu programa de inspeção de segurança alimentar.

Globo Rural

Não há chance de prorrogação de programa de renegociação de dívidas do Funrural, diz relatora

Não há chance de prorrogação do prazo de adesão ao programa de renegociação de dívidas do Funrural, afirmou nesta quarta-feira a relatora de medida provisória sobre o tema, deputada Tereza Cristina (sem partido-MS), após encontro com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles

Pela proposta que ainda precisa ser votada no Congresso Nacional, produtores rurais têm até 20 de dezembro para renegociar os valores devidos ao Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural). “Gostaríamos de saber se conseguiríamos um prazo de adesão maior para as pessoas porque vai ficar muito em cima”, disse Tereza Cristina. “Mas não dá, infelizmente … Fica muito difícil a parte da operacionalização porque estamos no final do ano e a adesão tem que ser feita este ano dentro do percentual que passar”, completou a deputada. A reunião com Meirelles teve a presença de outros deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que foram buscar o apoio da equipe econômica para votação da proposta ainda nesta quarta-feira. Isso porque a MP vence no dia 28. Para que não caduque, deve ser aprovada na Câmara e posteriormente no Senado até lá. Aprovado em comissão mista do Congresso, o relatório da deputada Tereza Cristina inicialmente previa a redução da entrada do valor total da dívida com o Funrural a 1 por cento, contra 4 por cento da proposta do governo. Depois, o percentual de 2,5 por cento acabou prevalecendo no texto, embora ainda exista a possibilidade do patamar de 1 por cento voltar a valer através da votação de destaque em plenário. O relatório também afrouxou o pagamento para os devedores, passando a instituir desconto de 100 por cento em multas de mora e de encargos legais. O governo queria descontos de 25 por cento das multas e de 100 por cento dos juros. Pelo relatório, débitos vencidos até 30 de agosto poderão ser pagos em até 180 parcelas, devendo a entrada ser necessariamente quitada em até quatro parcelas em 2017.

Reuters

EMPRESAS

Após impasse, BRF confirma Drummond como CEO

A BRF confirmou ontem a nomeação do executivo José Aurélio Drummond Jr. para o cargo de CEO

O martelo foi batido pelo conselho de administração da companhia. Ex-presidente da Whirlpool para a América Latina e da elétrica Eneva, o executivo é formado em engenharia pela FEI e pós-graduado pela escola de negócios Wharton, dos EUA. Aos 54 anos, Drummond já participa das decisões estratégicas da BRF desde abril, quando foi eleito para o conselho de administração. O executivo assumirá oficialmente o cargo em 22 de dezembro, substituindo Pedro Faria, cuja saída foi anunciada em agosto. “Pedro Faria e José Drummond iniciarão imediatamente período de transição”, informou a companhia. A escolha de Drummond foi cercada de divergências entre os principais acionistas da BRF. Depois de conquistar a preferência do empresário Abilio Diniz, que preside o conselho de administração da empresa, e da gestora de private equity Tarpon, Drummond passou a enfrentar a oposição dos fundos de pensão Previ e Petros, que são os dois maiores acionistas da companhia. Desde a semana passada, porém, a avaliação de fontes próximas à BRF é que Abilio emplacaria Drummond mesmo que à revelia. Na BRF, Drummond terá de concluir a troca das vice-presidências da companhia, nomeando os executivos que comandarão o marketing e a área de integridade. Em reestruturação, a companhia trocou praticamente todos os seus vices em 2017. Em meio à expectativa pela definição do CEO, as ações da BRF ficaram ontem, desde o início do pregão, entre as maiores baixas do Ibovespa. Os papéis da empresa de alimentos fecharam o dia cotadas a R$ 41,19 na B3. Foi a terceira maior queda do Ibovespa, que registrou uma leve queda de 0,1%. A oficialização de Drummond só ocorreu depois do fechamento.

VALOR ECONÔMICO

Rússia garante ter notificado Brasil sobre problema com carne suína

O serviço sanitário da Rússia (Rosselkhoznadzor) divulgou comunicado no qual afirma que em 16 de novembro enviou uma carta ao Ministério da Agricultura do Brasil com o propósito de discutir a situação das exportações de carne brasileira para o país após a identificação do promotor de crescimento ractopamina em cargas de carne suína brasileiras

Ainda que seja permitida em diversos países, a substância é proibida na Rússia. No Brasil, pode ser usada na produção de carne suína, mas é vetada no caso da carne bovina. No comunicado, o Rosselkhoznadzor afirma que não recebeu uma resposta do lado brasileiro. Em 20 de novembro, o departamento russo enviou uma carta oficial ao Ministério da Agricultura brasileiro sobre a decisão de impor a partir de 1º de dezembro restrições às carnes suína e bovina do Brasil. Cópias de protocolos de pesquisa também foram anexadas ao documento, comprovando a detecção de ractopamina em produtos brasileiros. Ainda segundo o comunicado, ontem um representante da Secretaria de Proteção de Plantas e Animais do Ministério da Agricultura do Brasil confirmou que a carta de fato foi recebida. O comunicado veio em resposta à nota divulgada ontem pelo Ministério da Agricultura brasileiro, que afirmou que o governo russo não havia enviado qualquer notificação de suspensão de compra das carnes bovina e suína brasileira, “apenas a notificação sobre a presença de ractopamina”. Segundo o ministério, também não havia sido enviado nenhum laudo que comprovasse a presença da ractopamina.

VALOR ECONÔMICO

“Os frigoríficos brasileiros precisam trabalhar mais, para mostrar que a carne produzida no País é boa”

O executivo holandês, Paul Vriesekoop, 58 anos, já dirigiu por oito anos um dos institutos mais importantes de seu país, o Centro de Pesquisa da Universidade Wageningen, especilizado em pecuária. A experiência lhe valeu um desafio em 2014: mudar de lado do balcão para comandar, a partir do Brasil, o principal negócio da Cooperatie Rundvee Verbetering (CRV, em holandês) na América Latina.

A CRV é uma das maiores empresas de genética animal do mundo. Somente no País, vende por ano 2,4 milhões de doses de sêmen bovino. São cerca de 20% do mercado brasileiro, estimado em R$ 300 milhões, sem colocar nessa conta o setor de serviços das empresas do setor.

DINHEIRO RURAL – Como é possível ser otimista na pecuária, em um ano no qual o setor passou por tsunamis, indo da Operação Carne Fraca à delação da JBS, com viés de preço em baixa para a arroba do boi gordo?
Paul Vriesekoop – São fatos, não dá para fugir deles. No caso da operação Carne Fraca, o Ministério da Agricultura fez um bom trabalho. Mas isso aconteceu agora. E oscilação do preço da arroba sempre vai existir, faz parte da cadeia. O mercado vai cair e se levantar sempre. Por isso, o pecuarista deve olhar a indústria da carne como um investimento de longo prazo e se planejar. Não importa se um fazendeiro tem 100 vacas ou 5 mil, ele toma decisões, agora para um produto que estará pronto muito tempo depois. Uma vaca demora nove meses para parir um bezerro que vai ser abatido em 2,6 anos. Então, como tomar uma decisão, hoje, baseada no preço de uma mercadoria que será vendida em cerca de três anos e meio? O preço da arroba é baixo agora, mas não significa que será também lá na frente.

RURAL – Que tipo de pecuária é praticada por quem planeja no longo prazo?
VRIESEKOOP – A ordem é estocar comida e ter uma visão total do pasto, dos animais, da sanidade e de tudo que envolve a criação. O futuro é de quem acredita que a produção do País deve ser mais eficiente. É preciso pensar em quilos de carne produzidos por hectare, o custo por hectare e como elevar a margem de lucro. Não dá mais para ter como medida quilos de carcaças de boi produzidos em uma propriedade. É preciso também saber como é possível melhorar o pasto da fazenda para que no fim a margem seja suficiente por hectare.

RURAL – Até que ponto o Brasil está fadado a permanecer como um mercado de commodities, com pouca ascensão sobre aqueles que demandam por carne de qualidade?
VRIESEKOOP – O padrão de mercado da Europa, que demanda por carne de qualidade é muito pequeno, é um nicho. Não deve ser esse o foco para volume. O Brasil tem um rebanho de vacas muito grande. Pode produzir muito mais carne e muito melhor. Mas é o frigorífico que acessa o mercado, não é o fazendeiro. É a indústria que tem nas mãos as linhas de demandas, não apenas para a Europa, mas para os Estados Unidos, a China ou qualquer outro país. O mercado global é muito grande e o volume em toneladas também. Mas a ideia da commodity como uma simples venda em tonelada deve ser abandonada como visão de futuro. É preciso produzir o que é bom, com qualidade e com margem para os produtores. Isso significa mercado de qualidade. Trabalhei com suínos nos anos 1980, na Holanda, inclusive em empresas ligadas ao Brasil. Tudo era commodity naquela época. Mas vimos que o Japão, que demanda por uma carne mais avermelhada, não era atendido. Esse mercado interessante levou os frigoríficos na Holanda a contratarem fazendas para produzir o suíno adequado. Ganhamos muito dinheiro buscando um mercado e fazendo um produto específico.

RURAL – Mas, se a Europa paga mais pela carne e puxa outros mercados para cima, como mostrar a produção para que ela seja um tipo de garota-propaganda do Brasil?
VRIESEKOOP – O europeu comum pode não saber de nada, mas o importante é que tudo que coma venha de fonte natural. O conceito é de natureza da produção. E o que isso significa? Na visão de muitos europeus o Brasil produz carne na Amazônia, de forma destrutiva. Mas quem está na região produzindo boi já está fazendo de maneira certa. Qual a mensagem na comunicação do País? Mantemos nosso gado no pasto e depois ele vai para o abate. Agora, como a Argentina se comunica com o europeu? Eles apenas dizem “nós temos pastagens.” Isso é conceito. A maioria dos europeus não sabe a dimensão que tem a produção no Brasil. Mas eles sabem da Argentina, da Irlanda e dos Estados Unidos. Os frigoríficos que querem exportar mais têm de trabalhar para que as pessoas saibam que o produto brasileiro é produzido com respeito à natureza. O europeu não sabe que no Brasil há fazendas com 25 mil vacas. É importante eles entenderem que a produção no País é natural e o foco é a vaca pasto.

RURAL – Até que ponto é ruim e atrapalha essa corrida por mercados o País não possuir um sistema oficial de classificação e de tipificação das carcaças bovinas após o abate?
VRIESEKOOP – Até pode ser bom para o Brasil ter um programa oficial. Mas ele não foi feito, ainda, porque não precisou de fato e o frigorífico faz esse serviço. No fundo, em essência, isso não é determinante. O frigorífico não vai pagar por um produto que não foi feito. Mas acho que a indústria frigorífica no Brasil deve avançar também. Gerir melhor a demanda dos mercados. Os frigoríficos brasileiros precisam trabalhar mais, para mostrar que a carne produzida no País é boa.

RURAL – Qual foi o maior desafio nos anos em que comandou um instituto de pesquisa?
VRIESEKOOP – Como diretor, tive de transformar um instituto praticamente dependente do governo em um organismo que trabalha muito fortemente com as empresas. Na época, entre os anos de 2003 e de 2012, o governo da Holanda decidiu não mais fornecer grandes volumes de dinheiro para as pesquisas. E determinou para quem quisesse pesquisar que fizesse parceria com as empresas. Somente a partir daí o governo ajudaria no processo.

RURAL – Que lições isso deixou ao sr. e que conselho daria por aqui?
VRIESEKOOP – Eu não quero entrar em conflito com a Embrapa, mas é importante dizer por que o governo da Holanda tinha uma estratégia forte para passar de um modelo concentrado de pesquisa a um baseado em parcerias público-privada. As pesquisas não custavam muito dinheiro para o governo, não era esse o caso. Mas era importante que os seus resultados fossem utilizados mais rápido e fortemente pela sociedade. Quando uma pesquisa fica confinada apenas nas mãos do governo a sua aplicação leva mais tempo. Mundialmente, a CRV tem um relacionamento muito forte com a universidade de Wageningen, em muitas parcerias. Como sabemos o que queremos para o futuro, ao trabalharmos com os pesquisadores da universidade, as novidades são repassadas aos nossos clientes mais rapidamente.

Dinheiro Rural

INTERNACIONAL

Austrália: Valores das exportações de setembro continuam estáveis

O valor das exportações de carne bovina australiana totalizou pouco mais de US$ 681 milhões no mês de setembro, um aumento de 17% em relação ao mesmo período do ano passado

Isso foi em grande parte apoiado por um aumento de 24% no volume de exportações no mês anterior, mas compensou um pouco o dólar australiano aumentando 5% no mesmo período.

Até agora nesse ano (janeiro a setembro), o valor das exportações de carne atingiu quase US $ 5,5 bilhões, um valor semelhante a 2016. Os volumes de exportação para este período foram de 774.958 toneladas, apenas 1% menor que em 2016. Também apoiando o valor das exportações de carne bovina esteve o aumento da proporção de carne produzida com grãos exportada e o crescimento das vendas de carne gelada na segunda metade de 2017 até o momento – ambas, tipicamente, atraem um preço premium. Os preços unitários para o ano até à data mantiveram uma média geral semelhante à de 2016, ajustando-se em A $ 7,08 (US$ 5,35) por quilo. A pressão sobre os preços das unidades de exportação no Japão, nos EUA e na Coreia do Sul devido à concorrência com a carne dos EUA foi amplamente compensada por aumentos nos preços unitários de exportação médio para a China em setembro. A direção dos valores de exportação dependerá em grande parte da disponibilidade australiana de carne bovina, bem como se a desvalorização antecipada do dólar australiano e a elevação nos preços de importação dos EUA se concretizarem. A precipitação generalizada em partes do país e as perspectivas médias para a próxima estação podem pressionar a oferta de gado no curto prazo. Os abates de 2017 podem cair para níveis de abate inferiores a um ano e para novembro e dezembro – já que as condições secas generalizadas apresentaram maior destruição em 2016.

Meat and Livestock Australia (MLA)

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