
Ano 3 | nº 642 | 22 de novembro de 2017
NOTÍCIAS
Oferta menor colabora para pagamentos maiores pelo boi gordo
A última terça-feira (21/11) foi marcada por preços em alta no mercado do boi gordo. Das trinta e duas praças pesquisadas pela Scot Consultoria, houve valorização para o boi gordo em nove
Em São Paulo, mais um dia de alta na referência. A arroba do macho terminado ficou cotada em R$140,50, à vista, livre de Funrural, aumento de 2,6% desde o início do mês. Negócios acima da referência são comuns. No estado, as escalas de abate giram em torno de quatro dias. De maneira geral, o que se observa é uma diminuição na oferta de animais terminados e, consequentemente, uma redução nas escalas de abates. No mercado atacadista de carne bovina com osso, o boi casado de animais castrados ficou cotado em R$9,46/kg, estabilidade frente ao último fechamento.
SCOT CONSULTORIA
Preço com viés de alta pela oferta menor de confinamento, mas limitado pelo consumo
Embargo russo pode pressionar @ em dezembro
Entre Cepea e algumas referências, preço do boi circula na casa do R$ 140,50 em SP, com algum fôlego já que está no fim animal de cocho. Em dezembro, se persistir o embargo russo às carnes do Brasil, parte das 13 mil/t, média histórica para o mês de exportações àquele país, pode ser desviada ao consumo interno, voltando pressão para os pecuaristas.
NOTÍCIAS AGRÍCOLAS
Boi gordo: preço da arroba sobe R$ 3,50 em novembro
O mercado físico do boi gordo teve preços entre estáveis a mais altos nas principais regiões de produção do Brasil na terça-feira, dia 21
De acordo com a Scot Consultoria, das 32 praças pesquisadas, houve valorização para o boi gordo em 9. Em São Paulo, o dia foi de alta na referência. A arroba do macho terminado ficou cotada em R$ 140,50, à vista, livre do Fundo de Assistência do Trabalhador Rural (Funrural) e negócios acima da referência são comuns. No estado, houve um aumento de 2,6% desde o início do mês. Em Araçatuba (SP), por exemplo, o valor da arroba saiu de R$ 137 no dia 1º de novembro e fechou a terça a R$ 140,50, alta de R$ 3,50. Segundo consultoria Safras & Mercado, o viés segue de alta para os preços no curto prazo. As escalas de abate dos frigoríficos seguem curtas, enquanto a oferta de animais oriundos de confinamento diminui cada vez mais. No mercado atacadista os preços estão firmes. O aquecimento da demanda durante o último bimestre, decorrente do pagamento de benefícios e da criação de vagas temporárias no comércio sustentam uma tendência de alta.
CANAL RURAL
Apesar de embargos, Rússia depende de carnes do Brasil
Se depender dos fundamentos de oferta e demanda, o embargo russo às carnes bovina e suína do Brasil deve ter fôlego curto
Fechada para EUA e Europa desde a crise geopolítica na Crimeia, a Rússia dependerá dos fornecedores brasileiros, sobretudo em ano de Copa do Mundo. Com o objetivo de transmitir vigorosamente sua insatisfação com a demora brasileira em liberar os mercados de trigo, pescados e carne bovina, a Rússia escolheu ‘o melhor momento’ para proibir as carnes brasileira, de acordo com especialistas ouvidos pela reportagem. Representantes dos exportadores brasileiros argumentam que, em geral, a demanda russa recua no fim do ano devido ao inverno rigoroso, que chega até a congelar as águas próximas de parte dos portos da Rússia. Além disso, os importadores do país trabalham no regime de cotas e, em dezembro, a maior parte delas já foi usada, segundo uma fonte do setor. Ao Valor, o Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, minimizou o impacto do embargo, que entrará em vigor em 1º de dezembro. “Com toda a tranquilidade, não vejo motivo para alarme. Temos de quatro a cinco meses para responder aos russos, que é quando o inverno terá terminado. Mas queremos resolver isso mais rápido possível”, afirmou Blairo. Embora não cite prazo tão largo quanto os cinco meses mencionados pelo Ministro, o Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, vai na mesma linha. “Neste período, a exportação para eles é praticamente inexistente”, disse. De acordo com ele, normalmente as exportações à Rússia só recuperam o ritmo em fevereiro. No setor de carne bovina, a avaliação é semelhante, dezembro e janeiro são meses de vendas fracas à Rússia. O que importa é solucionar o impasse com os russos até janeiro de 2018 para retomar os embarques em fevereiro. Apesar disso, os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) não mostram retração significativa dos embarques de carne bovina em dezembro e janeiro. Em 2016, por exemplo, os dois meses foram responsáveis por 17% dos embarques. Naquele ano, abril foi o pior mês. Em contrapartida, a perda de ritmo é evidente no caso da carne suína. De acordo com dados da Secex compilados pela ABPA, no ano passado o pior mês para o segmento foi dezembro, seguido de janeiro. Juntos, os dois meses responderam por 12,3% do volume total exportado para a Rússia. De qualquer modo, a avaliação do setor é que os russos devem rever o embargo rapidamente. “No médio prazo, o Brasil é insubstituível”, avaliou o analista Adolfo Fontes, do Rabobank, citando os embargos decorrentes da crise na Crimeia. Para se ter ideia da relevância do Brasil, basta dizer que o país é o quarto maior produtor de carne suína do mundo. Maior produtor, a China só abastece o mercado interno. EUA e União Europeia, que estão na terceira e quarta posição, não podem vender à Rússia. Em carne bovina, o Brasil é também relevante, disse Fontes. Com os embargos em decorrência da questão geopolítica, só os países da América do Sul têm volume para enviar aos russos. E a capacidade brasileira é muito superior à dos demais países sul-americanos. Segundo maior produtor da região, a Argentina deve exportar ao todo 280 mil toneladas este ano. Apenas para a Rússia, que representa 11% dos embarques do Brasil, as vendas somaram 130 mil toneladas de janeiro a outubro.
VALOR ECONÔMICO
Minerva diz que Rússia suspendeu temporariamente importação de carne bovina do Brasil
A Minerva disse que o serviço de fiscalização veterinária e fitossanitária da Rússia (Rosselkhoznadzor) informou a suspensão temporária das importações de carne bovina do Brasil, medida “ainda não confirmada pelo Ministério da Agricultura” brasileiro, disse a companhia em comunicado ao mercado
Conforme a Minerva, nos últimos doze meses encerrados em 30 de setembro, a Rússia respondeu por 6,6 por cento das exportações da companhia. “Graças à atual diversificação geográfica da Minerva na América do Sul, as exportações do Brasil para a Rússia serão substituídas para outros destinos e a demanda russa será redirecionada para as unidades no Paraguai, Uruguai e Argentina, a fim de anular o efeito desta suspensão”, destacou a empresa no comunicado.
Maior movimentação no mercado de animais para reposição no Maranhão
Mercado de reposição mais movimentado do que o observado em semanas anteriores. A chuva e a rebrota das pastagens colaboram com este cenário
Houve grande variação na relação de troca no decorrer deste ano, isso devido, principalmente, à valorização da arroba no início do segundo semestre. Diante disso, o pecuarista que comprou animais de reposição no meio do segundo semestre encontrou melhores oportunidades do que aquele que comprou no início de julho. Isso porque desde este mês o preço do boi gordo teve valorização de 9,5%, enquanto a média dos preços das categorias de reposição subiu 2,0%. Sendo assim, o poder de compra melhorou, principalmente para o garrote e para o bezerro. Quem vendeu 16,5@ de boi gordo em julho comprou 1,54 garrote (9,5@) na época, mas quem vende essas mesmas arrobas hoje, compra, em média, 1,67 garrote. Quanto ao bezerro (7,5@), o aumento no poder de compra foi de 8,7%, saindo da troca de 1,79 para 1,94.
Em curto prazo, as expectativas quanto à relação de troca ficam por conta das condições climáticas e também da disponibilidade de animais.
SCOT CONSULTORIA
INTERNACIONAL
Os cinco melhores açougues do mundo
Anthony Puharich, do Victor Churchill, loja de carnes mais famosa do mundo, faz uma lista das melhores boutiques de proteína do planeta
Não sei se já ouviram falar sobre, mas em Sydney, na Austrália, encontra-se a loja de carnes mais famosa do mundo. Ela tem vitrine, como qualquer outra boutique, e ostenta não só em qualidade e técnica, mas também em charme, beleza e glamour. O Victor Churchill é o açougue de Vic e Anthony Puharich, pai e filho, e está por trás da Vic’s Premium Quality Meat, principal fornecedor de carne para alguns dos mais finos restaurantes da Austrália, da China e de Cingapura. O açougue, Churchill’s Butchery, opera no local desde 1876, de forma que é uma localização apropriada para o que a família Puharichs previram como uma loja inspiradas em projetos europeus de carnes de alta qualidade. Para concretizar sua ideia, eles contrataram um arquiteto especializado em restaurantes de luxo para harmonizar e fazer deste açougue o mais famoso do mundo. A partir desta referência, nós ainda fomos além. Através de pesquisas online encontramos as indicações do próprio dono do Victor Churchill, Anthony Puharich, para os melhores açougues do mundo. Anthony entende do assunto, e como o proprietário da boutique de carnes premium, Victor Churchill, ele tem uma reputação estabelecida como um dos principais açougueiros e empresários da Austrália. Poucas pessoas compartilham seu conhecimento e paixão pela carne com experiência e entusiasmo, como ele faz. De acordo com o expert, os 5 melhores fornecedores do produto são os destacados abaixo:
# Antica Macelleria Cecchini, Chianti, Itália: o proprietário Dario Cecchini é uma lenda. Sua paixão pelo trabalho, sua carne e casa são nada menos do que inspiração.
# Boucherie Le Bourdonnec, Paris, França: açougue que mais influenciou e inspirou Anthony a criar o Victor Churchill.
# Allens de Mayfair, Londres, Inglaterra: smack-bang no meio de uma das áreas mais caras em Londres. Um impressionante e incrível açougue.
# Qualquer loja de departamento açougue em Tóquio, Japão: nenhuma nacionalidade tem uma reverência pelos alimentos do que eles. Exposições, apresentação, embalagem e qualidade incríveis.
# Florence Prime Meat Market, Nova Iorque, EUA: o menor açougue já visto. Mas sobram técnica, charme, caráter, história e tradição. Seria o açougue local de Anthony se morasse na cidade.
Blog da Carne
Nova cota para carne bovina do Brasil cria tensão entre produtores da UE
Os rumores são de que Bruxelas ofereceria ao Mercosul uma cota para entrada de carne bovina de 100 mil a 130 mil toneladas, em vez das 70 mil toneladas rejeitadas recentemente
A Comissão Europeia sugeriu aos países-membros que mantenham a calma, em meio a rumores de que Bruxelas ofereceria ao Mercosul uma cota para entrada de carne bovina de 100 mil a 130 mil toneladas, em vez das 70 mil toneladas rejeitadas recentemente. A negociadora da União Europeia para o Mercosul, Sandra Gallina, teria sugerido, em reunião na sexta-feira, aos países manter a calma porque a oferta agrícola para o Mercosul continua a ser discutida internamente. O porta-voz de comércio da UE informou que a Comissão Europeia “está plenamente consciente das sensibilidades de alguns setores agrícolas da UE e isso foi claramente explicado aos parceiros do Mercosul em várias ocasiões”. Segundo ele, um futuro acordo comercial UE – Mercosul levará plenamente em conta essas sensibilidades. “Produtos como a carne de bovino ou o etanol não serão totalmente liberalizados, mas só terão acesso através de contingentes tarifários cuidadosamente calibrados”, afirmou.
Valor ECONÔMICO
EUA: em outubro, foram alojados 11,3 milhões de cabeças em confinamento
O número de bovinos confinados nos Estados Unidos para estabelecimentos de engorda com capacidade de 1.000 ou mais cabeças totalizou 11,3 milhões de cabeças em primeiro de novembro de 2017, 6% a mais que em 2016, de acordo com o Serviço Nacional de Estatísticas Agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (NASS/USDA)
As colocações de animais em confinamento durante maio foram de 2,39 milhões de cabeças, 10% a mais que no mesmo período do ano anterior. As colocações líquidas foram de 2,32 milhões de cabeças. A comercialização de boi gordo em outubro totalizou 1,80 milhão de cabeças, 6% a mais que em 2016.
USDA
Maiores informações:
ABRAFRIGO
imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br
Powered by Editora Ecocidade LTDA
041 3088 8124
