CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 619 DE 17 DE OUTUBRO DE 2017

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Ano 3 | nº 619 17 de outubro de 2017

NOTÍCIAS

Boi gordo: alta no preço da arroba deve ser retomada apenas no último bimestre do ano

O mercado físico do boi gordo ficou com preços mais baixos nesta segunda-feira, dia 16

A perspectiva é que o movimento de queda nos preços se prolongue até a virada do mês, pelo menos, devido à queda no consumo tradicional do período. Poucos negócios foram registrados, com as indústrias definindo uma posição para a semana. Segundo a consultoria Safras & Mercado, é esperada reação consistente nos preços apenas no último bimestre do ano, considerando o ápice do consumo nessa época. Já o mercado atacadista seguiu com preços estáveis. O corte traseiro permaneceu precificado a R$ 11,40 por quilo. O dianteiro seguiu a R$ 7,75 por quilo e a ponta de agulha seguiu em R$ 7,60 Boi gordo no mercado físico (R$ por arroba):

Araçatuba (SP): 140,50

Belo Horizonte (MG): 135,00

Goiânia (GO): 133,00

Dourados (MS): 134,00

Mato Grosso: 125,50 – 130,00

Marabá (PA): 129,00

Rio Grande do Sul (oeste): 4,20 (kg)

Paraná (noroeste): 178,00

Tocantins (norte): 127,00

CANAL RURAL

Demanda fraca por carnes pressiona cotação da arroba. Preços médios recuam na primeira quinzena do mês

Ao contrário do que era aguardado pelo mercado, os preços para o boi gordo vieram com ajuste negativo em algumas praças nessa primeira quinzena de outubro

Alex Santos Lopes, analista da Scot Consultoria, destaca que, ao contrário do que era aguardado pelo mercado, os preços para o boi gordo vieram com ajuste negativo em algumas praças nessa primeira quinzena de outubro, refletindo uma situação de desalinho da oferta e da demanda, na qual os frigoríficos não estão demandando boi em função das vendas de carne, pouco aquecidas. O cenário não é consolidado em todo o país, mas mexe com todo o mercado do boi neste momento. O preço médio da carne sem osso, de R$17,62, se desvalorizou em relação à primeira quinzena de setembro, que anotava R$17,74. Em São Paulo, os preços do boi gordo giram em torno de R$140,50/@ à vista e R$142,50/@ a prazo. No Mato Grosso do Sul, R$133/@ a R$134/@ à vista. Em Goiás, R$134/@ à vista e no Triângulo Mineiro, R$137/@ à vista. Todos os preços divulgados pela Scot são livres de Funrural. A situação pode chegar a piorar na segunda quinzena de outubro. Entretanto, o cenário do consumo é um pouco mais otimista, uma vez que haverá um aumento de contratações temporárias no final do ano de até 10%. A incerteza, portanto, existe tanto para o lado altista quanto para o lado baixista. Santos salienta, portanto, que um ambiente de cautela é necessário daqui para a frente.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

Indústrias fora das compras e mercado do boi gordo sem viés definido

Mercado com poucos negócios aparentes na última segunda-feira (16/10)

Os compradores não definiram posição para a semana. Quem está ativo, lança ofertas de compra abaixo da referência, para ver se pega. A oferta de boiadas deu uma melhorada, mas não está clara, o que deixou os compradores retraídos, enquanto avaliam o tamanho dessa oferta. A demanda de segundo semestre, que vinha sendo suficiente para impor pequenas, mas sucessivas, altas aos preços da carne sem osso desde agosto, patinou em outubro e fez o mercado cair. É preciso um contraponto da procura por carne bovina para equilibrar o mercado. Vale destacar que sazonalmente o consumo de carne é menor nas segundas quinzenas do mês.

SCOT CONSULTORIA

Exportações do agronegócio crescem 23,7% em setembro

Embarques brasileiros totalizam US$ 8,56 bilhões; superávit do setor foi de US$ 7,41 bi. O setor de carnes ocupou a segunda posição no ranking de setores exportadores do agronegócio, com US$ 1,38 bilhão

As exportações brasileiras do agronegócio aumentaram 23,7% em setembro, em relação ao mesmo mês de 2016. Os embarques somaram US$ 8,56 bilhões, ante US$ 6,92 bi de setembro do ano anterior. Com importações de R$ 1,14 bilhão, o setor teve superávit de US$ 7,41 bilhões. O agro representou 45,8% das exportações totais brasileiras no mês passado. Os números constam da balança comercial do agro de setembro, divulgada nesta segunda-feira (16) pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Agricultura (Mapa). O crescimento de US$ 1,64 bilhão nas vendas externas foi puxado pelo complexo soja (+US$ 938,74 milhões); cereais, farinhas e preparações (+US$ 436,17 milhões); produtos florestais (+US$ 158,72 milhões); fibras e produtos têxteis (+US$ 55,50 milhões) e carnes (+US$ 42,50 milhões). As vendas externas do complexo soja, de carnes, do setor sucroalcooleiro, de produtos florestais e de cereais, farinhas e preparações totalizam US$ 6,76 bilhões em vendas externas, com share de 79% no total das exportações do agronegócio em setembro de 2017. Em relação ao valor exportado, o complexo soja foi o principal setor, somando US$ 2,02 bilhões em exportações. O montante representou acréscimo de 86,9% em valor, ante o mesmo mês do ano anterior. A soja em grãos foi responsável por esse aumento nas vendas externas do setor, visto que representou 79,6% do total, com US$ 1,61 bilhão (+165,5%). O setor de carnes ocupou a segunda posição no ranking de setores exportadores do agronegócio, com US$ 1,38 bilhão, dos quais a carne de frango representou 45,8% (US$ 630,65 milhões). As exportações de carne de frango in natura alcançaram US$ 568,60 milhões, com recorde em quantidade: 355,24 mil toneladas.

As vendas de carne bovina foram de US$ 554,95 milhões, isto é, 17,7% superiores ao que foi registrado em setembro de 2016. Também houve aumento em quantidade (+17,1%, de 115,67 para 135,39 mil toneladas) e preço (+0,5%, de US$ 4.077 para US$ 4099 por tonelada). A Ásia se manteve como principal região de destino das exportações do agro brasileiro, com US$ 3,83 bilhões. Em função do aumento das vendas de soja em grãos do Brasil (de US$ 487,22 milhões para US$ 1,47 bilhão; +202,5%) houve aumento de 40,6% em exportações para a região, de modo que sua participação aumentou para 44,8% do total. Já entre os países, o principal importador do agro brasileiro é a China.

MAPA

Reposição: demanda enfraquecida e mercado travado

Seguindo a conjuntura das últimas semanas, o mercado de reposição está estagnado na maior parte do país

Sem saber ao certo qual o rumo que as cotações do boi gordo vão tomar no curto prazo, compradores se afastam dos negócios para a reposição. Outro fator que também limita a demanda são as condições de pastagens, que sofrem com o período seco do ano. Diante disso, o balanço semanal de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados pesquisadas pela Scot Consultoria, registrou a segunda semana consecutiva de estabilidade nos preços. Após as altas registradas em agosto e setembro, as cotações no mercado de reposição começam a perder o fôlego. Em São Paulo, por exemplo, o bezerro desmamado (6@) anelorado, teve valorização de 13,8% entre agosto e setembro, porém a partir do início de outubro esta alta foi freada e os preços estão estáveis desde então. Para o curto prazo o cenário de calmaria deve perdurar. A expectativa é que maiores movimentações aconteçam a partir do início do período chuvoso, quando as pastagens começam a se recuperar e isso tende a aumentar a procura por animais de reposição.

SCOT CONSULTORIA

EMPRESAS

Justiça aceita denúncia e irmãos Batista são réus por insider trading

O juiz João Batista Gonçalves, titular da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, recebeu nesta segunda-feira a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) e tornou réus os irmãos Joesley e Wesley Batista por crimes de uso indevido de informação privilegiada (insider trading) e manipulação de mercado

Com a decisão judicial, os sócios da J&F – holding do frigorífico JBS e dona da marca Friboi – passarão a responder a uma ação penal pelos ilícitos de que foram acusados. Veja aqui a íntegra da denúncia. Segundo a denúncia do MPF, os Batista lucraram R$ 100 milhões em aquisições de contratos futuros de dólares e minimizaram perdas patrimoniais de R$ 138,3 milhões usando informações sobre a divulgação da delação premiada que haviam firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Ambos estão presos preventivamente na sede da Polícia Federal (PF) de São Paulo. Alvos de ao menos seis frentes de investigação, a ação por insider é o primeiro processo criminal desdobrado de uma investigação a que os irmãos passam a responder.

VALOR ECONÔMICO

Intenção da JBS ainda é realizar IPO em Nova York em 2018

O plano da JBS de abrir o capital da JBS Foods Internacional nos EUA continua de pé. A intenção ainda é listar a subsidiária na bolsa de Nova York em 2018, afirmou uma fonte próxima à companhia ao Valor

Carta enviada na sexta-feira pela JBS à Securities and Exchange Commission (SEC), órgão que regula o mercado de capitais dos EUA, gerou dúvidas ontem no mercado e a desistência do IPO foi aventada como consequência das dificuldades geradas após a prisão dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da empresa brasileira de carne. Na carta, o COO da JBS, Gilberto Tomazoni, solicitou a retirada do pedido de registro do IPO, que havia sido protocolado em dezembro do ano passado. Procurada, a JBS informou que a carta é uma “questão processual” e que a listagem de uma das afiliadas da companhia ainda é vista como o “caminho certo” para gerar valor aos acionistas. “Como o nosso horizonte passou para 2018, é muito mais eficiente mandarmos uma carta dizendo para suspender o processo”, argumentou a fonte. Enquanto o pedido de registro da oferta estivesse ativo, a JBS teria de fazer atualizações periódicas de documentos, além de incorrer em custos com advogados. Vale lembrar também que a JBS ainda não conta com balanços assinados pelo auditor desde que a delação veio a público, em maio. Ter o balanço auditado é essencial para o IPO. Na carta enviada ao órgão regulador americano, a JBS pediu que as taxas que já foram pagas no contexto do pedido de registro de IPO sejam “creditadas” para uso futuro por qualquer subsidiária da companhia. No plano original do IPO, a subsidiária JBS Foods International reuniria todos os negócios da JBS, com exceção das operações de couro e carne bovina no Brasil. A JBS Foods Internacional tem sede na Holanda. A avaliação na JBS é que abrir o capital nos Estados Unidos “faz cada dia mais sentido”. As operações da JBS no exterior são muito maiores que os negócios no Brasil, e o EUA representam mais da metade das vendas globais da JBS. Recentemente, as operações americanas foram reforçadas, com a compra da subsidiária irlandesa Moy Park pela também controlada Pilgrim’s Pride, empresa e carne de frango listada na Nasdaq. A venda da Moy Park, antes controlada pela JBS a partir do Brasil, à Pilgrim’s fez parte dos planos da JBS para reduzir as dívidas com os bancos no Brasil. A Pilgrim’s pagou 1 bilhão de libras esterlinas para assumir a Moy Park, que também produz frango.

VALOR ECONÔMICO

FEIRAS & EVENTOS

Está na hora de traçar as estratégias da pecuária para 2018

Os recentes abalos desestabilizaram a pecuária nacional

Tempos difíceis, é verdade, mas que ficaram para trás, graças aos firmes alicerces da cadeia, baseados em muito trabalho e seriedade. Os componentes que formam o setor se reposicionaram e uma dinâmica renovada toma forma. É hora da indústria e dos produtores aproveitarem esta oportunidade. É neste contexto que se insere o Encontro de Analistas da Scot Consultoria, que acontecerá dia 17 de novembro, no auditório da Dow AgroSciences, em São Paulo-SP. O Encontro será dividido em dois blocos, macroeconomia e mercado do boi gordo, e marca o encerramento do ano e o planejamento de 2018. Os principais analistas e especialistas destes temas já estão confirmados como debatedores.

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

Minerva diz que EUA vão comprar carne bovina paraguaia

A Minerva S.A. informou na segunda-feira (16) que os Estados Unidos aprovaram compras de carne bovina paraguaia

Unidades frigoríficas do Paraguai que solicitaram habilitação para exportar aos EUA passarão agora por inspeção sanitária, antes de receberem autorização definitiva para exportar aos norte-americanos. “Esse processo deverá ter início nos próximos meses”, disse a Minerva em comunicado. A abertura de mercado foi informada à Minerva pela Embaixada dos Estados Unidos no Paraguai. A Minerva adquiriu em julho as operações da JBS Mercosul, quando passou a deter seis plantas no Paraguai, além de 11 no Brasil, cinco na Argentina, três no Uruguai e uma na Colômbia, com capacidade diária de abate de 26.380 cabeças. No Paraguai, estão concentrados 21% da capacidade total de produção da companhia, segundo dados divulgados no relatório de resultados financeiros em agosto.

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