CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 602 DE 20 DE SETEMBRO DE 2017

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Ano 3 | nº 602 20 de setembro de 2017

NOTÍCIAS

Frigoríficos pressionam o mercado do boi gordo

Já é possível notar com maior frequência indústrias pressionando o mercado do boi gordo, na tentativa de compras em patamares menores de preços

Alguns frigoríficos, que iniciaram a semana fora das compras, se posicionaram na última terça-feira (19/9) com preços abaixo dos observados na semana passada, isso fez as cotações do boi gordo cederem em dezessete, das trinta e duas praças pesquisadas pela Scot Consultoria. Vale destacar que os negócios nestes patamares menores de preços não ocorrem ou acontecem de forma muito lenta. Outro cenário que também é observado é o de praças com a maior parte dos frigoríficos ainda fora das compras, como as praças de Belo Horizonte e Triângulo Mineiro. Já em São Paulo a arroba fechou em queda, cotada em R$142,00, à vista, livre de Funrural. Negócios de até R$2,00/@ abaixo desta referência são comuns no estado. O mercado atacadista de carne bovina com osso está estável. A carcaça de bovinos castrados está cotada em R$9,34/kg. O escoamento da carne segue lento nas indústrias e desvalorizações não estão descartadas no curto prazo.

SCOT CONSULTORIA

Carne bovina ganha competitividade frente à carne de frango

Atualmente, a relação de troca entre o boi casado de animais castrados e a carcaça de frango está em 2,65. Ou seja, com um quilo da proteína bovina é possível adquirir 2,65 quilos da carcaça de frango no atacado

Em relação a setembro do ano passado, a relação está 24,4% maior, o que quer dizer que a carne bovina perdeu competitividade frente à carne de frango. Já em relação a agosto último, a relação é 0,8% menor. Assim, a carne ganhou competitividade no último mês, resultado da alta de 9,3% para a carcaça de frango no atacado e de 9,3% para o boi casado.

SCOT CONSULTORIA

Compras de animais retraem em todo o Brasil e cotações da arroba perdem R$ 5,00 em menos de uma semana

Movimento de baixa da arroba começou após prisão de Wesley Batista, mas ainda não está claro se a paralisação das compras está relacionada com algum problema financeiro do grupo ou se trata apenas de uma estratégia de mercado para reduzir preços

César de Castro Alves, analista de mercado da MBAgro, destaca que há uma pressão intensa sobre as cotações do mercado do boi gordo nos últimos dias. Ele acredita que este movimento tenha a ver com a pressão vinda do JBS no último final de semana e seguida por outros frigoríficos, o que tirou a sustentação a arroba a curto prazo. Entretanto, não é possível identificar se este movimento está relacionado a questões internas ou se é apenas uma tentativa de diminuição dos preços da arroba, que estavam bastante elevados. O mercado está em plena entressafra e as exportações estão com bastante vigor. Isso levaria as cotações a voltarem a subir em algum momento. O preocupante, entretanto, é que “ninguém sabe se o JBS está sentindo questões de pressão de caixa”. O risco que a empresa está envolvida é grande. Porém, ele diz que não é possível “sustentar fatos que podem não ocorrer”. Os números de exportação em setembro são ainda melhores do que agosto. Por este fator, ele acredita que este movimento seja mais um jogo de mercado do que uma queda nos abates. O mês ainda é crítico para a oferta. O mercado está enxuto e não há sobra de carnes que possa exercer uma pressão baixista nesse mercado. Como os preços futuros reagiram em julho, a oferta de segundo giro pode ser maior em novembro, mas a situação de demanda pode continuar surpreendendo. O pecuarista, por sua vez, está realizando movimentos bastante cautelosos, embora que, neste momento, a maioria não tenha gado para vender. Mesmo aqueles que possuem procuram sair da venda nestes momentos de queda.

Notícias Agrícolas

Mato Grosso supera SP como principal exportador de carne bovina em agosto, diz Imea

Exportadores de carne bovina de Mato Grosso registraram a segunda maior receita da sua histórica com as vendas externas do produto em agosto e superaram São Paulo como principal estado exportador de carne bovina do país, segundo informações do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea)

O estado de MT exportou 29,6 mil toneladas de carne bovina em agosto, gerando uma receita de US$ 125,66 milhões. Esse faturamento representa crescimento de 55,5% em relação a agosto de 2016, e é 1,4% superior ao registrado pelos exportadores do estado de SP no mês passado. As vendas externas de carne bovina de MT foram responsáveis por 20,8% do faturamento total do setor brasileiro em agosto, quando o estado exportou carne bovina in natura para 40 países. Em volume, MT já vinha superando SP desde julho como principal exportador de carne bovina do país. Em agosto, 20% da carne exportada pelo país teve MT como origem. Hong Kong, Irã, Egito e União Europeia representaram 77% das exportações do estado. Apesar do resultado positivo das exportações, o Imea alerta para o fato de que o preço da carne do estado apresenta queda de 27,9% em relação a setembro de 2011, para US$ 4,4 mil por tonelada em agosto de 2017. “Ainda que tal movimentação tenha sido influenciada pela desvalorização do real, a competitividade do estado e a qualidade da carne oferecida já são consolidadas, cabe agora buscar outras medidas para agregação de valor, procurando ir além dos grandes volumes exportados”, avaliou o Imea em relatório. As exportações brasileiras de carne bovina em agosto somaram 145,8 mil toneladas, alta de 34% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) divulgados em meados de setembro. Já a receita subiu 35%, para US$ 607 milhões.

CARNETEC

AGU vai recorrer contra a decisão do Senado que suspendeu a cobrança do Funrural

FPA busca solução para insegurança de produtores na adesão à MP do Funrural

Durante reunião com o Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, a presidência da FPA foi informada que a Advocacia-Geral da União (AGU) vai publicar em breve parecer pela inconstitucionalidade do Projeto de Resolução 13/2017, da Senadora Katia Abreu, que suspende a aplicação de dispositivos da Lei da Seguridade Social relativas à contribuição para a Previdência do trabalhador rural. Em nova reunião da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), na terça-feira (19), o Presidente da FPA, deputado federal Nilson Leitão (PSDB/MT), reafirmou o compromisso da entidade com a garantia dos direitos do setor agropecuário e do produtor rural nas definições da legislação do licenciamento ambiental (Código Florestal) e da medida provisória 793/2017, que institui o Programa de Regularização Tributária Rural (FUNRURAL). O Presidente, juntamente com a Deputada federal Tereza Cristina (PSB/MS), relatora da comissão especial que analisa a matéria no Congresso, pleitearam durante reunião com o ministro Henrique Meirelles (Fazenda), a prorrogação da data de adesão à MP do Funrural de 29 de setembro para 30 de dezembro. Uma nova reunião com o ministro da Fazenda e o Secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, deverá ser agendada para tratar questionamentos da medida que ainda estão indefinidos. Uma das principais demandas, além da extensão do prazo, é a redução do valor de entrada do pagamento da dívida de 4% para 1%. Para o presidente da FPA, as negociações estão andando, mas ainda há muito a ser decidido. “O Funrural é um assunto complexo e necessita de todo o engajamento do setor para dar segurança ao nosso produtor rural. Vamos encontrar soluções dentro do que é possível”, destacou Leitão. Segundo a relatora, ainda há muitos pontos que dependem de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do projeto de resolução 13/2017, de autoria da senadora Katia Abreu (PMDB/GO). “Sem essas definições, o projeto fica comprometido. A MP pode e deve ser melhorada. Estamos trabalhando com um prazo muito apertado para adesão ao Funrural. Os produtores estão inseguros e, caso seja necessário fazer a adesão, a farão no escuro. Isso é preocupante”, destacou Tereza Cristina. A deputada ainda complementou que deve haver bom senso e responsabilidade na questão do Funrural. Na mesma reunião, o Deputado Nilson Leitão (PSDB/MT) garantiu que o texto do Projeto de Lei 3729/2004 que trata do licenciamento ambiental está pronto para ser votado no plenário da Câmara dos Deputados. Segundo o parlamentar, a votação será realizada após a reforma política. “O PL já está pronto para ser votado. O acordo conquistado foi um êxito e poderá ser visto na leitura do texto que vamos apresentar no parlamento. Foi uma grande conquista”, comemorou Leitão. A urgência de um novo Marco Legal é reivindicada pelas entidades do setor agropecuário no sentido de que as normas vigentes estão defasadas e não atendem às necessidades atuais do sistema. “O Brasil é um dos únicos países que precisa de licença para plantar”, defendeu.

Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA)

Governo deve estender prazo de adesão à renegociação do Funrural

Segundo o Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), a data passará de 29 de setembro para 30 de dezembro deste ano

O Governo Federal deve publicar uma nova Medida Provisória (MP) na próxima semana para alterar o prazo de adesão de produtores rurais e agroindústrias ao programa de renegociação de dívidas do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural). A data passará de 29 de setembro para 30 de dezembro deste ano. A informação foi confirmada pelo presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), após se reunir nesta segunda-feira, dia 18, com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid. A preocupação com a data de adesão é para evitar a inadimplência dos produtores e garantir que eles tenham acesso às condições especiais de parcelamento dos débitos. Quem não aderir ao programa, por exemplo, terá que pagar o valor integral da dívida além de multas que variam de 75% a 150% do total devido. O prazo para adesão ao Programa de Regularização Tributária Rural (PRR) está na Medida Provisória 793/2017, enviada ao Congresso Nacional em 1º de agosto. Como a MP ainda precisa ser analisada pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado, não haverá tempo hábil para concluir a votação e a matéria ser sancionada antes de 29 de setembro, sexta-feira que vem. Com o prolongamento da data, os parlamentares esperam ampliar o debate sobre o tema e inserir outras mudanças no texto original. A principal demanda é reduzir o valor de entrada do pagamento da dívida, de 4% para 1%. Projeto de Resolução O Ministro Henrique Meirelles informou aos representantes da FPA que a Advocacia-Geral da União (AGU) vai publicar em breve um parecer pela inconstitucionalidade do Projeto de Resolução 13/2017, da Senadora Kátia Abreu (PMDB/TO), que suspendeu a aplicação de dispositivos de leis que criaram a base de cálculo e a forma de contribuição do Funrural. A publicação desse posicionamento da AGU pode interferir também na tramitação da MP 793.

CANAL RURAL

RO poderá ser zona livre de febre aftosa em 2018

Está confirmada para o dia 27 de setembro, às 8h a reunião de trabalho com apresentação do Plano Estratégico 2017/2026 do Programa Nacional de Febre Aftosa, pelo Diretor da Divisão de Saúde Animal, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Guilherme Henrique de Figueiredo Marques

O evento, que foi confirmado pelo Secretário de Agricultura de Rondônia, Evandro Padovani, será no 9o andar do Edifício Pacaás Novos com a presença dos secretários de Agricultura do Acre, Mato Grosso e Amazonas. Tendo em vista a grandeza, a qualidade e sanidade dos rebanhos bovinos de Rondônia e Acre, o Ministério da Agricultura estuda a possibilidade de antecipar a liberação para que estes Estados se tornem zona livre de febre aftosa sem vacinação de 2018, e, não em 2019 como está previsto. Ainda no dia 27, Marques, estará na parte da tarde em Ji-Paraná reunido com produtores rurais apresentando o Plano Estratégico de combate à febre aftosa. Entre os dias 25 e 29, técnicos do Ministério de Agricultura sob a coordenação de Fabiano Alexandre, gerente de Defesa Sanitária Animal da Agência Idaron, estarão vistoriando e conferindo em diversas propriedades rurais se as metas estão sendo cumpridas.

Diário da Amazônia

Brasil pode voltar a exportar carne bovina in natura para a Argentina

O Secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Odilson Ribeiro, informou que já foi enviada uma lista de plantas frigoríficas que cumprem os requisitos sanitários argentinos e estão habilitadas a exporta O governo da Argentina liberou a importação de carne bovina in natura do Brasil

A autorização para a retomada das negociações foi enviada na terça-feira, dia 19, ao Ministério da Agricultura, em Brasília-DF. Desde 2012, o país vizinho havia embargado as compras dos produtos nacionais em função de um caso atípico de Vaca Louca. O Secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Luis Eduardo Rangel, afirmou que havia uma resistência para a certificação dos frigoríficos brasileiros. “Temos uma expectativa de umas quatro ou cinco plantas em um primeiro momento. Não é um mercado muito expressivo em termos de volume, mas é relevante em qualidade e fundamental termos o mercado aberto em ambos os sentidos. Blairo teve que ser duro”, afirmou. O Secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Odilson Ribeiro, informou que já foi enviada uma lista de plantas frigoríficas que cumprem os requisitos sanitários argentinos e estão habilitadas a exportar para lá. As exportações podem começar imediatamente. Ele também confirmou que não houve contrapartidas na negociação.

CANAL RURAL

EMPRESAS

JBS tentou fazer pressão no mercado

Foi um movimento rápido e, oficialmente, sequer comentado. Mas logo após a prisão dos irmãos Batista, na última semana, a JBS, paralisou a atividade de alguns frigoríficos bovinos. Fontes dizem que ontem o abate havia voltado à normalidade

A medida seria uma espécie de retaliação. “A empresa faz isso propositalmente, para depreciar o preço do produto. Agem no mercado de forma predadora”, disparou Antonio Alvarenga Neto, Presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), no evento Brasil de Ideias, realizado pela Revista Voto, na Capital. Procurada, a JBS afirmou, por meio da assessoria, que não comentaria o assunto. O poder de fogo da companhia está justamente na sua representatividade – 25% do processamento de carne bovina no país e 52% das exportações desse tipo de carne. No Mato Grosso, a dependência é ainda maior: 49% do gado tem unidades da empresa como destino. A definição do nome de José Batista Sobrinho, conhecido como Zé Mineiro, o patriarca da família, para o comando da empresa, e a intervenção de outros acionistas teriam feito, no entanto, os negócios – e os abates – retomarem o rumo da normalidade. Para Maurício Velloso, presidente da Comissão de Pecuária de Corte da Federação da Agricultura de Goiás (Faeg), enquanto “houver um Batista na direção, a empresa continuará sofrendo uma crise de credibilidade”. “Apesar de o Zé Mineiro ser merecedor de todo o respeito, ele não possui a expertise necessária para tocar uma empresa, um negócio do porte e da abrangência que tem a JBS”. Para o Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Francisco Turra, é preciso, no entanto, separar as pessoas da companhia para mais do que garantir a produção, preservar os mais de 120 mil empregos que a empresa gera no Brasil.

Zero Hora

INTERNACIONAL

Argentina vai exportar 25% mais carne

350 mil toneladas, de acordo com projeção divulgada pelo USDA

As exportações de carne bovina argentina para 2018 deverão aumentar em 25%, chegando a 350 mil toneladas, de acordo com projeção divulgada pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Se confirmada a estimativa do órgão oficial norte-americano, será o maior volume dos últimos nove anos. Uma recuperação constante dos rebanhos está começando a resultar em mais gado para o abate. A produção adicional de carne, estimada em 2,9 milhões de toneladas para 2018, deverá ser usada também para um mercado interno maior e em expansão do poder de consumo. O Peso argentino ainda relativamente forte continua pressionando os exportadores, que dificilmente competem em muitos mercados. No início de 2017, o governo argentino estipulou descontos nas taxas de exportação de 3,5% sobre a carne bovina resfriada e 4% na carne bovina congelada. Em julho de 2017, um desconto adicional de 1,8% foi oferecido por 12 meses. Os contatos no setor de exportação indicam que isso ajuda, mas as margens continuam sendo muito estreitas.

AGROLINK

FARM reafirma que não deixará de vacinar contra a febre aftosa

A maioria dos países membros da Federação das Associações Rurais do Mercosul (FARM) reafirmou sua posição de não abandonar a vacinação contra a febre aftosa na reunião realizada na sexta-feira na Expo Prado 2017

Neste contexto, considerou-se que o Estado do Paraná no Brasil, que planejava parar de vacinar contra esta doença em 2021, pretende adiantar esta medida para 2018, disse o Presidente das Confederações Rurais Argentinas (CRA), Dardo Chiesa. Esta e outras questões foram abordadas nesta reunião em que o chefe da Federação Rural, Jorge Riani, assumiu como Presidente pro tempore da FARM. Os temas da próxima agenda foram discutidos, como as reuniões do Conselho Agrícola do Sul (CAS) e do Comitê Veterinário Permanente (CVP), que acontecerá em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia, no futuro próximo. Além disso, a reunião de Brasília, onde terá início a agenda das negociações União Europeia-Mercosul.

El Observador

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