CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 594 DE 06 DE SETEMBRO DE 2017

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Ano 3 | nº 594 06 de setembro de 2017

NOTÍCIAS

Boi gordo: oferta curta agora é ajudada pela expectativa de melhora nas vendas de início de mês

Mercado do boi gordo firme

As valorizações seguem ocorrendo, ainda apoiadas na oferta restrita, com alguma ajuda do pagamento de salários, que melhora o giro dos estoques de carne, embora isso ainda não tenha mexido com os preços destes produtos. As margens estão encurtando. A diferença entre receita apurada pelo Equivalente Scot Desossa em relação ao custo de matéria-prima está abaixo da média histórica. Por enquanto, isso não tem limitado as valorizações. Em São Paulo, existem negócios sendo realizados por até R$3,00/@ acima da referência. De forma geral, algumas plantas de frigoríficos de grande porte abriram as compras da última terça-feira (5/9) puxando o mercado para cima em diversas praças, especialmente nos negócios a prazo. Não há indícios de melhora na oferta nas próximas semanas e é esperado que o início de mês dê mais fôlego ao mercado do boi gordo.

SCOT CONSULTORIA

Imea diz que ociosidade na indústria frigorífica de MT ainda é “considerável”

A reabertura de plantas frigoríficas em Mato Grosso nos meses recentes colaborou para elevação da utilização frigorífica total da indústria no estado, mas a ociosidade do segmento ainda é “considerável”, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea)

A utilização frigorífica total, dada pela razão entre o número de animais abatidos e a capacidade de abate total, ficou em 51,89% em julho, o maior valor desde fevereiro de 2014 e uma alta de 4,07 pontos percentuais em relação ao mês anterior, informou o Imea em relatório. Já a utilização real, representada pela razão entre o total de bovinos abatidos e a real necessidade de compra diária das indústrias, fechou em 82,13%. Três plantas frigoríficas de bovinos foram reabertas em Mato Grosso nos últimos três meses, nas cidades de Mirassol D’OesteNova Xavantina e São José do Rio Claro, segundo contabilização do Imea. Por outro lado, um frigorífico em Juruena perdeu a habilitação do Serviço de Inspeção Federal (SIF), resultando na diminuição na capacidade total de abate no estado. O preço do boi gordo tem subido desde o fim de julho, com a entrada da entressafra e a elevação da produção pela indústria frigorífica. Em agosto, a arroba do boi subiu 13,89%, fechando em R$ 142,96. Neste mês de setembro até segunda-feira (04), a arroba já acumula valorização de 2,01%, a R$ 145,83. 

CARNETEC

São Paulo registra redução dos custos de produção de bovinos confinados

Na terceira edição do Informativo de Custos de Bovinos Confinados (ICBC) se identificou redução dos custos de produção para o estado de São Paulo. Quando comparados os meses de julho e agosto, os custos da diária-boi (CDB) reduziram 2,04% e 1,59% para os confinamentos de São Paulo médio (CSPm) e grande (CSPg), respectivamente

No entanto, para o confinamento de Goiás (CGO) houve aumento de 6,17% no CDB. No levantamento mensal de todos os itens que compõem a atividade, identificamos diminuição dos preços dos itens alimentares para o estado de São Paulo. Por exemplo, em relação à cotação de julho, os preços da polpa cítrica peletizada e do sorgo no mês atual, diminuíram em 14% e 10%, respectivamente. Já no estado de Goiás, a saca do milho, por exemplo, aumentou de R$ 18,50 para R$ 19,83 (7%). Consequentemente, a dieta para o CGO ficou com o custo 4% mais elevado. De modo geral o resultado econômico melhorou para os confinadores. A situação foi mais favorável para aqueles localizados no estado de São Paulo, onde a receita obtida por arroba foi superior aos custos da atividade, resultando em lucro econômico. Em Goiás, apesar da elevação nos custos, o Custo Operacional Total (COT) foi menor do que as receitas. Ou seja, mesmo não obtendo lucro econômico o confinador consegue se manter na atividade sem o risco de ficar descapitalizado, cenário que não era observado desde o início da divulgação do presente índice que foi a partir do mês de maio. Assim, neste levantamento, concluímos que os confinadores começaram a recuperar os prejuízos econômicos que, possivelmente, tiveram nos meses anteriores.

Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal (LAE), da FMVZ/USP

China dá esperança a frigoríficos

O governo e o setor privado brasileiro fazem projeções sobre potenciais ganhos na exportação de carne bovina para a China, depois que o presidente chinês Xi Jinping prometeu autorizar mais frigoríficos brasileiros a fornecer seus produtos ao país

Em conversa com o Presidente Michel Temer, Xi fez declarações que soaram como música para os brasileiros, ao se dizer “garoto propaganda” da carne brasileira, que considera uma das melhores do mundo. O Brasil tem 16 plantas autorizadas a exportar hoje e há 89 pedidos de habilitação aguardando decisão das autoridades chinesas. Para o Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, se o número de plantas autorizadas for ampliado, o Brasil poderá dobrar as exportações das carnes em geral para o mercado chinês em pouco tempo. Em 2016, as vendas alcançaram US$ 1,75 bilhão. Cada planta média nova pode produzir de 1 mil a 1,5 mil toneladas por mês, com ganho adicional por volta de US$ 7 milhões. Se também tiver resultado um memorando de entendimento sobre regras comuns para certificação de alguns produtos, o Inmetro brasileiro avalia que pode haver um aumento no faturamento com as vendas de carne bovina ao país asiático. “Se fizermos a certificação de todo o rastreamento, desde o pasto até a prateleira do supermercado, não haverá necessidade de inspeção rotineira”, diz Carlos Augusto Azevedo, Presidente do Inmetro. “E se pudermos trocar a exportação de carne congelada por resfriada, o ganho será importante. A China não aproveita isso hoje por falta de certificação na rastreabilidade”. O Presidente chinês deu um alento grande ao setor. Os produtores brasileiros pareciam mais fragilizados após a Operação Carne Fraca, que investiga suposto esquema de corrupção envolvendo fiscais sanitários e funcionários de frigoríficos. João Sampaio, Diretor de Relações institucionais da Minerva Foods que esteve quatro vezes em um ano na China, interpreta a declaração de Xi como um “fast-track” – ou procedimento acelerado, na habilitação de novos frigoríficos. O setor quer o retorno do aval para vender carne enlatada à China, uma vez que depois da interdição temporária da carne brasileira em decorrência da Carne Fraca, a venda não foi autorizada novamente. O Brasil tenta obter autorização também para exportar mais miúdos de bovinos à China. Apesar do otimismo, é sempre válido lembrar que o país costuma demorar para implementar o que anuncia.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Mataboi Alimentos é o 4ª maior exportador do Brasil

Companhia vende 70% do que produz para 30 países, atendendo em média 150 clientes no mercado internacional

O Mataboi Alimentos, companhia de abate de bovinos e comércio de carnes, pertencente à JBJ Agropecuária desde o final de 2014, com unidades em Araguari (MG) e Santa Fé de Goiás (GO), ocupa o quarto lugar no ranking dos frigoríficos que mais exportam. Este dado reflete o crescimento das exportações de carne bovina, não apenas em Minas Gerais, mas em todo o Brasil. Atualmente, o Mataboi exporta cerca de 70% de seus produtos para 30 países, atendendo, em média, 150 clientes no comércio internacional. Os principais mercados são Europa, Oriente Médio e Ásia. No entanto, o Mataboi está habilitado para exportar para mais de 100 países. No primeiro semestre de 2017, as exportações do Mataboi avançaram 57% comparadas com o mesmo período do ano anterior, passando de US$ 118 milhões para US$ 185 milhões. A receita líquida total da empresa neste período passou de R$ 728 milhões para R$ 908 milhões, crescimento de 25%. “Abatemos 2 mil cabeças/dia e vendemos mensalmente mais de 12 mil toneladas de carne. Somos atualmente o quarto maior exportador de carne bovina do país e estimamos faturar cerca de R$ 2 bilhões neste ano”, conta o Diretor Presidente do Mataboi, José Augusto de Carvalho Junior. De acordo com José Augusto, antes da JBJ adquirir o Mataboi, a exportação representava cerca de 40%. “A JBJ deu fôlego para cumprirmos nossas obrigações, retomar as atividades e avançar nas vendas externas”, explica. No primeiro semestre deste ano, as vendas do Mataboi no mercado interno também cresceram e chegaram a R$ 344 milhões, 13% superiores ao mesmo período do ano anterior. A empresa possui mais de 1.500 clientes no país, em diversos segmentos como supermercados, distribuidores, restaurantes e indústrias. O Mataboi tem sede em Araguari, no Triângulo Mineiro, e está há 68 anos no mercado. A empresa iniciou suas atividades em 1949 com o nome Companhia Industrial de Carnes LTDA. Em 1970 passou a se chamar Mataboi Alimentos. Em 2008, lançou sua linha de carnes selecionadas com a marca Di Prima, voltada ao mercado nacional. Em função de dificuldades financeiras, a empresa pediu recuperação judicial em 2011 e foi obrigada a fechar algumas de suas unidades industriais, mantendo sua operação em Araguari e Santa Fé. Ao final de 2014, o endividamento do Mataboi atingiu cerca de R$ 480 milhões e seu patrimônio líquido estava negativo em R$ 320 milhões, colocando a empresa em estado pré-falimentar, com enorme risco à sua continuidade. Neste momento, o Grupo JBJ adquiriu a empresa, aportando mais de R$ 260 milhões de capital próprio para sanar parte das dívidas trabalhistas, financeiras e tributárias. A partir do aporte financeiro, para reerguer a empresa e garantir o emprego de seus 2.300 colaboradores, o Mataboi investiu na reestruturação operacional, para redução de custos e aumento da lucratividade. Em junho de 2016, um incêndio de grandes proporções atingiu a unidade do Mataboi de Araguari, danificando uma área de 7 mil metros quadrados. Somente em estoque de carne, a empresa sofreu um prejuízo de R$ 15 milhões. Num prazo recorde de cinco meses, esta fábrica do Mataboi foi reconstruída, retornando integralmente suas operações no final de novembro do mesmo ano. Além da parte estrutural, a planta de abates, projetada para atender às demandas ambientais e de segurança alimentar dos mercados mais exigentes, foi equipada com máquinas de alta tecnologia. O valor total investido na recuperação da unidade foi de R$ 55 milhões

Assessoria de Imprensa Mataboi

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