CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 591 DE 01 DE SETEMBRO DE 2017

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Ano 3 | nº 591 01 de setembro de 2017

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Abrafrigo comemora avanço que indica suspensão da cobrança retroativa do Funrural

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou no último dia 23 de agosto Projeto de Resolução do Senado (PRS 13/2017), de autoria da senadora Kátia Abreu (TO), que suspende a execução de dispositivos da Lei Orgânica da Seguridade Social (Lei 8.212/1991-LOAS), regulamentadores da cobrança do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural)

O projeto foi aprovado pela totalidade dos senadores presentes (16 X 0) e, segundo o Presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Péricles Salazar, “corrige a injustiça que estava sendo cometida contra os produtores rurais e a agroindústria brasileira”. Segundo a justificativa da senadora, “cabe ao Senado promover a suspensão da execução dos preceitos declarados inconstitucionais em 2010 e 2011. Tal resolução tem como efeitos estender a todos a decisão do STF de 2010 e afasta em definitivo os comandos legais mencionados que estabelecem, ainda, a base de cálculo (receita) e a alíquota (2,1%) da contribuição (incisos I e II do art. 25 da Lei nº 8.212/91, com a redação conferida pela Lei nº 9.528/1997)”. A expectativa é de que a aprovação ajude a resolver o imbróglio em torno da taxação do produtor e empregador rural pelo Funrural, impedindo a cobrança retroativa dos valores não pagos nos últimos cinco anos, com a incidência, inclusive, de juros e multas.

CARNETEC

NOTÍCIAS

Indústria paga mais por gado terminado

Baixa disponibilidade de matéria-prima tem acirrado disputa entre frigoríficos no mercado do boi gordo

Com a baixa oferta de animais observada no mercado de boi gordo nos últimos dias, frigoríficos têm aumentado os valores ofertados para conseguir competir pelos lotes disponíveis e, assim, preencher as escalas, de acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq USP). Nesse cenário, os preços subiram em todos os segmentos na última semana. Entre 23 e 30 de agosto, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do boi gordo (estado de São Paulo) subiu 3,33%, para R$ 143,20 nessa quarta-feira, 30.

Cepea

Oferta limitada mantém o viés de alta no mercado do boi gordo

A oferta limitada de animais para abate mantém o viés de alta no mercado do boi gordo. Esse é o cenário observado em praticamente todas as regiões pesquisadas pela Scot Consultoria

Em São Paulo, houve valorização e a arroba do boi gordo ficou cotada em R$142,50, à vista, livre de Funrural (31/8), com relatos de pagamentos até R$2,00 por arroba acima da referência. É notória a dificuldade dos frigoríficos em manter as programações de abate, aliás, esse é o principal fator que tem “puxado” a arroba para cima, uma vez que a demanda por carne bovina, em agosto, não acompanhou a alta do mercado do boi gordo. Para o curto prazo fica a expectativa de como se comportará o consumo. O pagamento dos salários e o feriado da próxima semana podem colaborar com o escoamento.

SCOT CONSULTORIA

Boi: Alta nos preços da arroba têm suporte nas escalas curtas, bons números das exportações e avanço no atacado

Avanço dos preços, como explica analista, está bem embasado e se mostra consistente

Exportações devem manter ritmo também muito bom, ajudando a manter a trajetória positiva, além da baixa disponibilidade de animais. Pecuaristas devem focar no planejamento e nas oportunidades de mercado. Douglas Coelho, da Radar Investimentos, destaca que o mercado do boi gordo em São Paulo segue com frigoríficos subindo os preços de balcão devido à dificuldade de comprar matéria-prima e sem travas de boi a termo. Mesmo com os preços em ascensão, o pecuarista não entregou estes animais. Ontem (30), como aponta Coelho, foi um dos dias mais críticos das escalas em São Paulo. Os pecuaristas procuram trabalhar de maneira “polida e contida” – além disso, há poucos que possuem animais terminados também. As escalas estão ao redor de três dias úteis. Este, como ele avalia, é um prazo bastante curto para a indústria se abastecer, que não vinha sendo observado há tempos neste mercado. O abate caiu na comparação de julho com agosto. Tradicionalmente, setembro e outubro são meses bons para o mercado do boi. A retomada em agosto alimenta essas expectativas. Os últimos dados mostram que as exportações podem ficar próximas das 120 mil toneladas no mês, uma alta de 40% em relação ao mesmo período do ano passado. Agosto também marcou uma reversão de um cenário negativo que influiu sobre o mercado durante o ano com fatores como a Operação Carne Fraca e o Funrural. A demanda interna ainda é tímida. Há um desemprego elevado, que influencia na renda disponível da população. Entretanto, a carne bovina ganhou competitividade em relação a proteínas como a suína e a de frango.

Notícias Agrícolas

JBS tem alta nos abates, mas participação caiu de 60% para 31,9%

Empresa chegou a dominar o mercado no Estado

Depois de período conturbado que resultou na redução drástica no número de abates, o grupo JBS começa a dar sinais de recuperação em Mato Grosso do Sul. No mês passado, o Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) registrou o total de 289.226 abates em unidades do Estado. Deste total, 107,8 mil cabeças foram abatidas nas sete plantas frigoríficas da empresa dos irmãos Batista; volume que corresponde a um aumento de 56,2% (+38,8 mil animais) em comparação ao mês anterior, quando haviam sido registrados 69,033 mil abates. Porém, em termos de participação no mercado, os índices permanecem bem abaixo. Para Júlio Brissac, analista-chefe e estrategista de mercado da pecuária de corte da Rural Business, essa recuperação, ainda tímida, é reflexo de várias ações para melhorar a imagem da empresa diante o mercado. Para isso, avalia, foi preciso investir na melhoria da imagem da empresa e dos preços. “Está havendo, sim, sinais de recuperação. A JBS perdeu muito o mercado e teve que se mobilizar, por exemplo, tentando comprar gado com preços mais altos, tanto na venda a prazo quanto à vista”, completou. No entanto, de acordo com o analista, empresa ainda está longe de retornar aos patamares anteriores aos escândalos, iniciados em março, quando foi deflagrada a operação Carne Fraca pela Polícia Federal, e intensificados após delações de envolvimento em casos de corrupção. Quando comparado com janeiro deste ano, por exemplo, o número de abates somente nos frigoríficos da JBS apresentam queda de 7,47%. No primeiro mês deste ano, a JBS abateu 116,6 mil cabeças no Estado. A redução é ainda maior em comparação ao mesmo período do ano passado. Em julho do ano passado, os abates da empresa fecharam em 132,6 mil cabeças, 18,69% superior a este ano, o que corresponde a uma diferença de 24,8 mil cabeças. “O cenário de abate de bovinos mudou completamente. A concentração no JBS reduziu nos últimos meses. Em contrapartida, temos frigoríficos de pequeno e médio porte que cresceram em mais de 100%”, completou. Para Brissac, a recuperação do grupo JBS depende da reunião do conselho administrativo da empresa, prevista para 1º de setembro. Nela, explicou, deve ser pedido o afastamento dos irmãos Batista da direção da companhia. “Isso pode ser uma boa notícia para o mercado e pode ajudar nesse processo de recuperação. Mas, ela [JBS] tem muita conta para pagar nos próximos anos e é preciso vender mais coisas”, destacou.  No mês passado, os frigoríficos da JBS tiveram participação de 31,9% do total de abates registrados no Estado. Este índice, em contrapartida, já chegou à metade dos abates, próximo dos 60%. O movimento de crescimento de outras empresas diante da crise no JBS teve início em maio e se manteve no mês passado. Juntos, os concorrentes abateram 181,344 mil cabeças de animais, 0,98% a mais em comparação ao mês anterior, 179,577 mil cabeças. Esses percentuais, explicou Brissac, são ainda maiores quando comparado ao primeiro mês deste ano. “Temos casos de frigoríficos de menor porte que tiveram aumento de mais de 100% e, grandes grupos também tiveram crescimento no Estado”. O analista cita como exemplo a Empresa Marinho de Agropecuária do Pantanal (EMA), em Corumbá, que teve crescimento de 112,5% no número de abates, passando de 612 cabeças (em janeiro) para 1,301 mil cabeças em julho. Na unidade da Marfrig em Bataguassu, foram 31,058 mil cabeças abatidas no mês de julho, 4,8% a mais em comparação ao mês anterior e 14% superior a janeiro, quando foram mortos 27,241 mil animais. A participação da empresa no mercado da carne deve crescer mais nos próximos meses. No início deste mês, a companhia confirmou a intenção de retomar as atividades da planta em Paranaíba, com capacidade instalada para 700 cabeças/dia. A expectativa é que a unidade retome os abates no próximo mês. Ainda conforme os dados de Mapa, de janeiro a julho deste ano, Mato Grosso do Sul registrou abate de 1,837 milhão de cabeças. O total equivale a uma queda de 2,54% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando o número de abates, somando todas as plantas foi de 1,885 milhão de animais. No Estado são 22 frigoríficos operando, sendo sete deles do grupo JBS. A capacidade ociosa hoje chega a 50%, segundo levantamento feito pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, da Produção e Agricultura Familiar (Semagro). 

CORREIO DO ESTADO

Aftosa: Brasil pode levar 10 anos para retirar vacina

O assunto divide opiniões, pois de um lado há o custo para os pecuaristas e do outro a sanidade dos animais

O Governo Federal estima que deve levar dez anos para retirar, aos poucos, a vacina da febre aftosa. Até o momento, apenas o estado de Santa Catarina alcançou o status de “livre da febre aftosa sem vacinação”. O tema é complexo porque de um lado há o custo mais alto para os pecuaristas e do outro a sanidade dos animais. Desta forma, o assunto não poderia passar em branco na 40ª Expointer. Nesta quarta, dia 30, autoridades do Ministério da Agricultura e do Governo do Rio Grande do Sul realizaram uma ampla discussão. A coordenadora do Programa Nacional de Febre Aftosa, Eliana Lara, explica que é uma excelente oportunidade para reestruturar, fortalecer e modernizar o serviço veterinário oficial. “Com isso uma das consequências é a mudança do status sanitário de uma condição de livre, de uma doença erradicada com a utilização de vacina, para outro status sanitário, que é o país inteiro livre de febre aftosa sem vacinação”, diz Eliana. Porém, uma década a mais de custos não é tão bem vista por alguns pecuaristas do Rio Grande do Sul, levando em conta que o último foco registrado no estado foi há 16 anos. Fernando Groff, Coordenador do Programa de Febre Aftosa da Secretaria de Agricultura do RS, acredita que mesmo não sendo obsoleta, a ferramenta de redução de foco não está fazendo o mesmo efeito. “Isso tem um custo para os animais, para os proprietários e para o Estado. Talvez, até desvie recursos da vigilância, que seria a ferramenta adequada”, conta Groff. Auditor Fiscal Federal Agropecuário, Bernardo Todeschini diz que a condição sanitária de febre aftosa – ou qualquer enfermidade – é um limitante no empreendedorismo do setor. “A grande questão é: nós temos que proporcionar para esse empresário a condição de trabalho que ele necessita. Ele não pode se preocupar com isso! Ele tem que ter a sua ideia, buscar o recurso e instalar o negócio, porque seu negócio instalado traz benefícios para toda sociedade”, afirma Todeschini.

CANAL RURAL

Pecuaristas em pé de guerra contra rastreabilidade em Goiás

Se aprovado, projeto que está na Assembleia determina que em até dois anos todo o rebanho do Estado precisará ser rastreável

Um projeto de lei de autoria do deputado Santana Gomes (PSL-GO) quer tornar obrigatória a identificação individual com monitoramento e geolocalização de bovinos e bubalinos em Goiás. A proposta já foi aprovada em 1ª votação e aguarda a 2ª rodada, ainda sem data certa. Caso aceita, vai para sanção do Governador do Estado, Marconi Perillo. Em nota, a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) rejeitou o projeto por ser “inoportuno e inexequível” e que não leva em consideração a situação atual da pecuária goiana. “Ele foi apresentado de forma intempestiva, sem consulta ao setor e não contempla nenhum bônus para a atividade”, diz Mauricio Negreiros Veloso, Presidente da Comissão de Pecuária de Corte da Faeg. Segundo a assessoria do deputado, houve entendimento da proposta entre o governo, o autor, o relator do projeto e os órgãos agropecuários do Estado. Para o produtor Humberto Tavares, que tem fazendas de gado em Jussara e Itapirapuã, GO, a medida vai dificultar a situação do pecuarista. “Ela não interessa à pecuária do Estado e vai gerar custos”. Na justificativa, o deputado indica que a motivação foi a Operação Carne Fria, que investigou frigoríficos sob suspeita de comprarem animais de áreas de desmatamento no Pará e que os objetivos são controlar e garantir a saúde animal e a segurança alimentar ao registrar e acompanhar todas as fases dos animais na cadeia produtiva. Na Assembleia nesta quinta-feira, 31, o deputado disse que a proposta beneficia tanto o pequeno como o grande produtor. “Tenho certeza que, com essa iniciativa, o Estado de Goiás estará na vanguarda, considerando que a mesma vai incrementar o setor e favorecer as exportações”. O projeto prevê a comercialização, abate e transporte no Estado apenas de animais identificados, salvo aqueles oriundos de outros Estados que estiverem apenas de passagem por Goiás. Uma alteração pelo deputado Henrique Arantes (PTB-GO) modificou a proposta para que o custo inicial da implantação seja viabilizado pelo Tesouro Estadual. A partir da aprovação, todo o rebanho precisa estar identificado em até dois anos. Tavares e Veloso receiam que o Estado não tenha estrutura para cumprir com a implementação do projeto. “O Estado não tem fundos, depois troca de governador e isso acaba caindo nas costas dos pecuaristas”, afirma o produtor. O Presidente da comissão da Faeg relata que a Secretaria da Fazenda e a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) já apresentam inconsistências, problemas de infraestrutura e pessoal, e o novo sistema deve sobrecarregá-los ainda mais. “Como vão incorporar 23 milhões de brincos [que seria aproximadamente o tamanho do rebanho]? Onde vão encontrar recursos – financeiros, humanos, de tecnologia da informação – para isso?” Segundo ele, o projeto apresenta lacunas técnicas, como não prever a interligação com sistemas que já funcionam hoje, como o Sisbov – Sistema Brasileiro de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos -, e que causam receio em relação às exportações. “Não se pode criar empecilhos para algo que já está funcionando direito”, afirma. A Faeg também ressalta a insuficiência de infraestrutura de telefonia e internet como empecilhos para que haja rastreabilidade online. Na versão inicial, o projeto determinava que o sistema deveria funcionar sem internet e eletricidade, mas isso não fica claro no segundo texto, que acrescenta a geolocalização. Veloso diz que a Faeg trabalha em um projeto que envolve a rastreabilidade de animais desde 2015, mas que, no caso da proposta da entidade, agregaria valor à cadeia. “Para nós, a identificação animal é só uma das etapas para a valorização, que envolve também certificação da carne. Países produtores que vendem carne com preço acima do nosso não fazem rastreamento individual de todos os animais. É uma ação incompleta, que não resulta em algo positivo para o setor. Só tem função de fiscalização e arrecadação”. A proposta da entidade, de acordo com ele, é que o projeto seja discutido em profundidade com o setor antes da aprovação. “Não queremos que fique em standby eternamente. A ideia é desenvolver uma proposta que contemple a evolução da pecuária, beneficie e gere um acréscimo de renda para toda a cadeia produtiva, incluindo o governo”. O pecuarista disse que o setor deve pressionar seus representantes na Assembleia para que o projeto não siga da forma como se encontra hoje. 

Portal DBO

EMPRESAS

BRF anuncia troca de CEO até dezembro

O conselho de administração da BRF não esperou os resultados do terceiro trimestre e aprovou ontem a saída de Pedro Faria do cargo de CEO da companhia

Sócio da gestora de recursos Tarpon, que articulou a chegada do empresário Abilio Diniz à presidência do conselho, Faria assumiu a cadeira no início de 2015. Depois que a BRF registrou o primeiro prejuízo de sua história no ano passado, contudo, sua permanência passou a ser recorrentemente questionada pelos principais acionistas. O sucessor de Faria não foi escolhido, mas deve vir de fora da empresa. Em carta publicada pouco antes de uma teleconferência com jornalistas, no fim da tarde, Abilio afirma que quando Faria se tornou CEO, “nossos planos corriam como esperado”. Mas já no fim daquele ano, pontuou, a “conjuntura começou a mudar radicalmente” e 2016 teve início em meio a uma “tempestade perfeita”, em grande medida provocada pelo aumento dos preços dos grãos e a problemas nos mercados doméstico e externo – e isso em meio à volatilidade do câmbio. “Essa combinação de fatores negativos nos levou a uma grande decepção com os resultados da BRF”, diz Abilio na carta. Segundo ele, as perspectivas já são melhores, mas mesmo assim “o momento de contribuição valorosa do Pedro à BRF como CEO está concluído”. De abril a junho, pelo terceiro trimestre consecutivo, a companhia ficou no vermelho. O prejuízo líquido foi de R$ 167,3 milhões, ante lucro de R$ 31 milhões em igual período de 2016. A receita líquida recuou 5,7% na comparação, para R$ 8 bilhões. Logo depois que esses resultados foram anunciados, no início de agosto, fontes ligadas à empresa começaram a ventilar que a substituição de Faria já havia começado. Na teleconferência de ontem, Abilio confirmou a informação ao afirmar que a saída do executivo já vinha “maturando”. De acordo com ele, o próprio Faria demonstrava que não ficaria “para sempre” no cargo. Não por coincidência, em seguida a Tarpon divulgou um comunicado afirmando que espera o retorno do sócio fundador a seus quadros a partir do início de 2018. Apesar dos prejuízos nos dois primeiros trimestres do ano, Abilio afirma, na carta que divulgou, que a BRF entrou em 2017 com muita energia e passou a contar com um ciclo mais favorável. “Começamos a nos recuperar e a apresentar resultados melhores neste ano até sermos surpreendidos pelo episódio da Carne Fraca, que abalou todo o setor e trouxe desafios inclusive no mercado internacional”, escreve o empresário. Deflagrada no dia 17 de março pela Policia Federal, a Operação Carne Fraca investiga casos de corrupção entre fiscais agropecuários e frigoríficos – um executivo do alto escalão da BRF chegou a ser preso. Mas não faltaram elogios ao CEO: “Sob seu comando, a BRF reorganizou sua atuação internacional para alcançar o status que estabelecemos como meta: ser uma empresa global de alimentos e não apenas a maior exportadora de frango do mundo. Em pouco tempo, tivemos um grande sucesso, e fomos capazes de dobrar o valor de mercado da empresa”, afirma Abilio no texto. De janeiro de 2015 até ontem, contudo, as ações da empresa de alimentos caíram 30,4% na B3, e seu valor de mercado ficou R$ 17 bilhões menor. A companhia definiu que, por precisar de um gestor, o substituto de Pedro Faria será contratado no mercado. “Se for uma pessoa da indústria de alimentos, melhor”, afirmou Abilio na teleconferência. Ele também frisou que o novo CEO não será “ligado a nenhum dos acionistas” da BRF.

VALOR ECONÔMICO

Justiça atende BNDESPar e barra voto dos Batista na assembleia da JBS

A 8ª Vara Federal Cível de São Paulo concedeu liminar para a BNDESPar, braço de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e para a Caixa Econômica Federal, impedindo a família Batista de votar na assembleia de acionistas da JBS que acontecerá hoje

Os Batista vão recorrer, disse uma fonte. A ação cautelar movida pela BNDESPar e pela Caixa foi distribuída ontem ao juiz da 8ª Vara Cível Federal de São Paulo. Na ação, os polos passivos são a própria JBS, a FB Participações, o Banco Original S/A e o Banco Original do Agronegócio. A J&F, holding da família Batista, detém 42,5% das ações da JBS por meio da FB Participações e do Banco Original. A ofensiva judicial da BNDESPar ocorreu após o banco ter sido derrotado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na última terça-feira. A autarquia que regula o mercado de capitais negou o pedido da BNDESPar de vetar a participação dos Batista na votação. A BNDESPar entende que os Batista estão em conflito de interesse porque deverão deliberar se a JBS vai os processar judicialmente ou não por eventuais prejuízos provocados com a delação dos irmãos Wesley e Joesley Batista. Se a maioria aprovar o processo contra eles, Wesley seria afastado imediatamente da presidência da JBS. Juntos, BNDESPar e Caixa têm cerca de 25% das ações da JBS. Como os Batista possuem mais de 40% da companhia de carnes, dificilmente eles perderiam se puderem votar.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

Rabobank: Rebanho dos EUA continuará aumentando até 2020

A expansão do rebanho bovino não diminuirá tão cedo, de acordo com os analistas do Rabobank, que estão projetando crescimento de 1,6% a 2,2% no rebanho nos próximos dois a três anos

O Rabobank publicou recentemente o relatório de longo prazo sobre o setor pecuário dos EUA, que descreve como a expansão da produção de carne aumentará a necessidade de exportação. Don Close, analista sênior de proteína animal e Sterling Liddell, analista sênior de análise de dados, foram os autores do relatório para RaboResearch Food & Agribusiness. O rebanho bovino dos EUA esteve em fase de expansão a partir de 2014, após vários anos de declínios que começaram em 1995. A queda mais dramática no número de bovinos ocorreu em 2011-12 após a seca generalizada nos EUA, e especialmente nas Planícies do Sul, forçando reduções massivas do rebanho. Close e Liddell esperam que a reconstrução d rebanho continue em 2019-20, uma vez que os preços do milho permanecem baixos, o consumo de carne per capita aumenta e a demanda de exportação ajuda a tornar a retenção de novilhas mais promissora. Em algum ponto entre 2020 e 2025, os analistas do Rabobank esperam que o aumento da oferta de carne bovina e de aves cause uma pressão negativa sobre os preços, tornando difícil para os produtores justificar a retenção de mais novilhas de reposição. “Na próxima fase de liquidação, que começa em 2020-21, projetamos uma probabilidade de 75% de que o rebanho permanecerá em ou acima de 30 milhões de cabeças durante o período de projeção”, escreveram Close e Liddell. O Rabobank só espera que o abate seja mais intenso durante o período 2021-25 se ocorrer uma seca extrema, semelhante à de 2011-12. Mais vacas significa mais bezerros no futuro e o Rabobank espera níveis de produção recordes em 2022. “O crescimento renovado da produção de carne bovina está levando as coisas a um ponto de ruptura, onde os EUA precisarão superar a barreira de exportação de 10% da produção”. Atualmente, em 2017, as exportações de carne representam 10,7% da produção. Até o final do ano, as exportações deverão atingir 11,4% da produção. O consumo doméstico cresceu recentemente, após o consumo per capita cair para pouco acima de 24,5 quilos em 2015. No ano passado, o consumo interno aumentou em 3%, para 25,17 quilos per capita. O consumo nos EUA deverá alcançar 26,3 quilos per capita, aproximadamente um aumento de 4-5%. Com o consumo interno não sendo capaz de acompanhar os aumentos de produção, as exportações se tornarão mais importantes e as importações devem permanecer mais baixas. Uma classe média crescente na China e no Sudeste Asiático está adicionando mais proteína às suas dietas, o que deve ajudar na mudança das exportações de carne bovina. O Rabobank está projetando que os EUA serão exportadores líquidos de carne bovina de 2017 a 2025. Por causa da maior exportação de carne bovina, os produtores dos EUA podem esperar mais volatilidade no futuro.

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