CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 566 DE 28 DE JULHO DE 2017

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Ano 3 | nº 566 28 de julho de 2017

 NOTÍCIAS

Mercado do boi com indícios de sustentação nos preços

Mercado do boi gordo firme. Foram treze as praças com alta para o boi gordo no fechamento da última quinta-feira (27/7)

Apesar das escalas não estarem, na média, apertadas, a redução na disponibilidade de boiadas para abate sustenta as cotações e possibilita a recuperação em algumas regiões. O período típico de entressafra se torna cada vez mais visível. Junto a esse encurtamento de oferta, o nível de incerteza, ampliado no pós-delação, já começa a diminuir, com notícias positivas quanto às operações e venda de ativos da JBS. A recuperação para o contrato de outubro/17 é mais um indicador disso. No mercado atacadista de carne bovina com osso os preços ficaram estáveis.

SCOT CONSULTORIA

Boi: preços seguem oscilando, mas indicador tem leve alta na semana

Nesse cenário, a liquidez registrou leve melhora

Os valores de comercialização reportados por colaboradores do Cepea continuam oscilando, reflexo da entrada e saída de operadores do mercado conforme a urgência em negociar. Nesse cenário, a liquidez registrou leve melhora. De 19 a 26 de julho, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do boi gordo subiu 0,35%, fechando a R$ 125,66 na quarta-feira, 26. Na parcial do mês (até o dia 26), no entanto, o Indicador registra queda de 2,68%.

CEPEA

Mercado de reposição segue cauteloso e com poucas negociações em Goiás

Na comparação com julho de 2016, todas as categorias de reposição tiveram quedas acentuadas em Goiás. O cenário é de poucas negociações

O boi magro (12@) caiu 11,3%, o garrote (9,5@) recuou 11,5% e o bezerro, na média entre o desmamado e sobreano, 19,1%. Esse cenário parece ser animador para o recriador/invernista, porém, nesse mesmo período, a arroba do boi gordo caiu 17,9%. Portanto, nessa análise, somente a troca com o bezerro está favorável. A situação é ainda mais desafiadora para o boi gordo quando comparamos o comportamento verificado desde o início do ano. Nos últimos sete meses o preço do boi gordo foi extremamente impactado pelos problemas político-econômicos e caiu 14,6%, enquanto todas as categorias de reposição tiveram, em média, queda de 4,4%. Dessa maneira, desde o início do ano, o comprador de reposição vê o poder de compra diminuir. Destaque para a troca com categorias mais eradas. Enquanto em janeiro comprava-se 1,31 boi magro com a venda de um boi gordo de 16,5@, atualmente compra-se 1,17, queda de 11,0% do poder de compra. Para o garrote, a relação de troca saiu de 1,57 para 1,40 no mesmo período, redução de 11,3%. Para curto prazo, as mudanças climáticas no estado demandam atenção no momento da negociação.

SCOT CONSULTORIA

Consumo de carne fica estável, mas evolução demográfica eleva volume

A produção mundial de carnes deverá atingir 353 milhões de toneladas em 2026, com aumento de 13% em relação ao patamar atual.

Os dados são da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e da FAO (Organização de Agricultura e Alimentos das Nações Unidas). A produção será favorável aos produtores, devido à melhor oferta de grãos, um dos principais custos do setor. O maior crescimento no consumo ficará com a carne de frango, que terá alta de 12% nos próximos dez anos. Nesse mesmo período, o consumo da bovina sobe 9%, e o da suína, 8,5%. A demanda mundial por carnes será puxada pela evolução demográfica, uma vez que o consumo per capita ficará praticamente estável em 34,6 quilos por ano, segundo as estimativas das duas entidades. Os países desenvolvidos vão ter uma evolução maior (mais 4%) do que os em desenvolvimento (2,5%). A FAO projeta que a carne de frango liderará a produção, com 132 milhões de toneladas, um pouco acima dos 128 milhões da carne suína. A bovina, também com bom ritmo, crescerá para 76 milhões de toneladas. O Brasil vai ter boa participação nessa evolução da produção mundial de carnes. Na avaliação do Ministério da Agricultura, a produção nacional de carne de frango atingirá pelo menos 18 milhões de toneladas em dez anos, 33% mais do que a atual. Nesse mesmo período, a bovina sobe para 11,4 milhões, com alta de 21%, e a suína atingirá 4,9 milhões (mais 29%).

Folha de S. Paulo

O que vale mais a pena: castrar o boi ou mantê-lo inteiro?

Qualidade das carnes pode ser diferente, assim como a remuneração paga ao produtor. Conheça os prós e contras de cada escolha. Boi inteiro apresenta maior ganho de peso, mas perde no acabamento de gordura

A castração ou não do rebanho é uma questão constante para os pecuaristas, pois ambas as opções têm pontos positivos e negativos. “Na maioria das vezes, o boi castrado produz uma carcaça e uma carne de melhor qualidade, enquanto o boi inteiro tem produtividade maior, ele ganha mais peso”, exemplifica Rodrigo Gomes, pesquisador da Embrapa Gado de Corte, sediada em Campo Grande, MS. Daí a escolha não ser simples, o que dificulta colocar os prós e contras na balança. Carne x gordura – Assim, se deseja ter maior produtividade, Gomes acredita que o produtor fique tentado a não castrar o boi, o que pode lhe render uma carcaça mais pesada e, consequentemente, maior receita, mas, ao mesmo tempo, perdas no quesito acabamento. Segundo ele, apesar de o boi inteiro apresentar maior ganho de peso – podendo ter desempenho 10% superior ao dos bois castrados -, ele não consegue a mesma deposição de gordura. “O boi inteiro acaba acelerando esse processo de engorda, mas com mais musculatura e menos gordura”, afirma Alcides Torres, sócio-diretor da Scot Consultoria. Essa diferença ocorre por causa dos hormônios que são mantidos quando não há castração, explica Gomes. “Dessa forma, o alimento que o boi inteiro consome é, em sua maior parte, destinado para a produção de músculo, fazendo dele um animal que ganha mais peso, produz mais carne, mas penaliza o acabamento”, conta. Essa falta de gordura, segundo a Embrapa, pode resultar em um escurecimento da parte externa dos músculos durante o resfriamento da carcaça, que, por esse e outros fatores, como pH mais baixo, faz com que as carnes de bois castrados tenham um vermelho mais vivo do que aquelas de animais inteiros. Elas também tendem a ser mais macias e ter maior vida útil na prateleira. A diferença de comportamento também deve ser levada em consideração na hora de decidir pela castração. Animais castrados ficam mais dóceis, o que facilita a condução no dia a dia. “Com o boi inteiro, o manejo é mais complicado em termos de mão de obra, porque você quebra mais cercas, currais, pode se machucar mais”, completa o pesquisador. “Existe ainda uma política dos frigoríficos de dar preferência para bovinos castrados, o que em uma época de abundância de oferta, como é o momento vivido pela pecuária hoje, fica mais evidente”, diz Alcides Torres. Na falta de bovinos castrados, isso muda, “já que a indústria precisa girar, e compra o que tem”, completa. Em 2016, segundo o Mapa, dados de fiscalização de frigoríficos mostraram que 31% dos abates foram de bovinos castrados, 65% de animais inteiros e 4% não identificados. Segundo Torres, não há, hoje, de maneira generalizada, uma premiação pela carcaça de bovinos castrados, havendo sim programas específicos, cada um com sua política. Mato Grosso do Sul é um dos Estados com projetos próprios. Segundo o pesquisador, atualmente, a preferência dos produtores é por castrar os animais com peso entre 350 e 400 kg, porque nesse momento, eles já passaram da puberdade e tiveram pleno desenvolvimento da sua ossatura. “É mais para evitar que o animal ainda esteja crescendo, colocando musculatura, apesar de pesquisas já terem indicado que não há muita diferença em castrar o boi com 350-400 kg ou 250-300 kg”, diz. As opções de castração variam. Uma delas é o método cirúrgico, que retira os testículos do bovino em um processo mais agressivo, de recuperação moderada, mas considerado de alta eficácia. E outras são o burdizzo, esmagamento dos cordões espermáticos, que é tido como um método agressivo e de recuperação mais lenta, ou a castração química, que apesar de menos agressiva, ainda tem uma eficácia mediana. Seja qual for a opção escolhida pelo produtor, Gomes ressalta a importância de as medidas cirúrgicas respeitarem as normas técnicas do Conselho de Medicina Veterinário e serem realizadas sempre por um profissional.

Portal DBO

MT: Imposto sobre saída do boi em pé será reduzido de 9 para 4%; decisão tem efeito retroativo

Por meio de decreto publicado na quinta-feira (27), o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para a saída de boi em pé de Mato Grosso para abate em outros estados foi reduzido de 9% para 4%.

A decisão regulamenta a Lei nº 10.568 e tem efeito retroativo a 1º de julho, com vigência até 30 de setembro. Para usufruir do benefício concedido, os produtores devem atender aos requisitos do decreto publicado. Entre eles, emitir a Nota Fiscal com as devidas informações como valores do ICMS devido e recolhido, assim como o valor do crédito presumido. De acordo com o secretário de Estado de Fazenda, Gustavo de Oliveira, trata-se de uma medida temporária para auxiliar esse segmento importante para a economia. “Agora, vamos monitorar o resultado dessa medida e os efeitos para toda a cadeia produtiva”.

AgroOlhar

Cooperativas de carne no PR garantem renda aos pecuaristas associados, pagando até 20 reais a mais pela @ em momento de crise

Enquanto frigoríficos na região de Cascavel-PR pagam R$125,00 /@, associados da cooperativa recebem R$145,00/@

No Paraná, um grupo de produtores se reuniu para criar uma cooperativa que auxilia os produtores a terem boas rentabilidades, mesmo nos momentos mais críticos da pecuária. Erni Erico Bublitz, pecuarista de Cascavel (PR) e coordenador da cooperativa, a Padrão Beef, destaca que, hoje, o boi gordo gira em torno de R$125/@ a vista. Pela cooperativa, o animal consegue ser comercializado a R$147/@. Quando a cooperativa foi criada em 2005, com incentivo do governo do estado, foi preconizado o abate de animais precoces até 25 meses e com acabamento de gordura acima da média vendida para os frigoríficos particulares. Com isso, foi criado um mercado no qual essa carne ficou mais cara e, hoje, a cooperativa já está consolidada no estado, que é o pioneiro no cooperativismo de carnes. A cooperativa possui incentivos fiscais do estado e a média de abate tem de 55% a 56% de rendimento de carcaça, que também volta para o produtor. Isso justifica os quase R$20 a mais que estão sendo pagos pela arroba. São 82 associados e em torno de 36 associados ativos que fornecem animais para o abate. Entretanto, a sobra de animais é grande e a cooperativa não vem conseguindo absorver toda a produção. Porém, os produtores preferem esperar mais alguns dias para vender essa produção. A capacidade da área é em torno de 60 cabeças, mas está sendo feita uma reforma para chegar a 1200 cabeças ao mês. A produção da cooperativa é 100% confinada, mas a realidade do Paraná, em grande parte, é de boi a pasto.

Notícias Agrícolas

EMPRESAS

Para aumentar abates, Marfrig decide reabrir unidade em Paranaíba

A Marfrig Global Foods, segunda maior indústria de carne bovina do Brasil, decidiu reabrir o frigorífico que tem em Paranaíba, em Mato Grosso do Sul, apurou o Valor

Com capacidade para abater cerca de 700 cabeças de gado bovino por dia, a unidade deverá ser reaberta em cerca de 40 dias. Será a terceira fábrica reaberta este ano. No início de julho, a Marfrig anunciou a reabertura dos frigoríficos que tem em Pirenópolis (GO) e Nova Xavantina (MT), além da ampliação dos abates em outras quatro unidades localizadas nos Estados de Goiás, Pará, Mato Grosso e Rondônia. Com isso, a empresa estimou no início do mês que sua capacidade de abate seria ampliada em cerca de 25% – sem considerar a retomada dos abates em Paranaíba, que ainda não foi anunciada. Procurada, a empresa informou que está analisando a reabertura da unidade de Paranaíba. “A companhia reitera que trata-se de uma análise e, neste momento, não há confirmação sobre a reabertura da unidade”. Até outubro, a Marfrig poderá reabrir uma quarta unidade. A empresa negocia com o governo do Rio Grande do Sul a retomada da unidade de Alegrete, que tem capacidade para abater 700 bovinos por dia. Essa indústria foi fechada em 2016 pela companhia, mas há um acordo com a Justiça do Trabalho para retomar os abates até 31 de outubro. No caso de Alegrete, a Marfrig confirmou que “estão sendo analisadas as condições de mercado e realizadas reuniões entre executivos da companhia, associações e autoridades do Estado”. A ampliação dos abates da Marfrig ocorre no momento de inversão do ciclo da pecuária, com maior oferta de bois prontos para o abate. Em 2015, a situação da pecuária era inversa, com retenção de vacas para a produção de bezerros e preços em alta do boi. Nesse cenário, cerca de 50 frigoríficos paralisaram temporariamente os abates ou fecharam entre 2015 e 2016, conforme a consultoria Agrifatto. A expansão deste ano também acontece em meio à crise vivida pela JBS, que reduziu os abates após a delação de seus controladores. Nas últimas semanas, porém, a JBS vem retomando o ritmo de abates, como o Valor já informou. Anteontem, a empresa anunciou a contratação de 145 funcionários para os frigoríficos de Goiânia, de Senador Canedo e de Mozarlândia, todos em Goiás. Além da Marfrig e do movimento recente da própria JBS, a Minerva Foods também vem ampliando os abates, com a reabertura do frigorífico de Mirassol D’Oeste, em Mato Grosso. De modo geral, a forte queda do preço do boi gordo neste ano está favorecendo a rentabilidade do setor. De acordo com levantamento da Agroconsult, a margem bruta dos frigoríficos do país está no maior nível desde 2007. Na parcial de julho, o indicador de margem bruta calculado pela consultoria atingiu 39,4%. Esse indicador considera a diferença entre o preço da carne desossada e o preço do boi gordo na média brasileira. Em geral, o animal é responsável por cerca de 80% dos custos de produção dos frigoríficos brasileiros. Para Lygia Pimentel, Diretora da Agrifatto, a oferta de gado é a principal explicação para a reabertura de frigoríficos. “Estão abrindo unidades em concordância com movimento normal de aumento de oferta de boi”, afirmou a analista.

VALOR ECONÔMICO

JBS convoca assembleia que vai avaliar futuro da administração da companhia

A JBS S.A. está convocando acionistas para uma assembleia geral extraordinária em 1º de setembro que irá avaliar o futuro da administração da companhia, depois de revelado envolvimento dos membros da família Batista, controladora da empresa, no esquema de pagamento de propina a políticos brasileiros

A assembleia atende a requerimento do acionista BNDESPar, braço de investimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O presidente do banco, Paulo Rabello de Castro, já tinha defendido publicamente o afastamento da família Batista do comando da JBS em junho, e a convocação de uma assembleia para discutir o tema. Segundo o edital de convocação arquivado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no fim da quarta-feira (26), a assembleia irá atender ao requerimento do BNDESPar, realizando “discussão e deliberação acerca das medidas a serem tomadas pela companhia com vista à defesa de seus direitos e interesses, inclusive com relação às responsabilidades por prejuízos causados à companhia por administradores, ex-administradores e controladores envolvidos nos atos ilícitos confessados nos acordos de colaboração premiada e outros acordos”. A administração da JBS ainda pretende apresentar na reunião de setembro as medidas que estão sendo adotadas para assegurar a adoção das melhores práticas de governança corporativa, compliance e a proteção dos interesses da companhia, e a apuração de eventuais prejuízos que tenham sido causados à empresa, entre outros temas. Os irmãos Wesley e Joesley Batista, atual CEO global e ex-presidente do Conselho de Administração da JBS, respectivamente, estão entre os executivos da empresa que assinaram acordos de delação com procuradores nos quais revelaram detalhes do esquema de corrupção do qual participaram.

CARNETEC

INTERNACIONAL

China suspende importação de seis frigoríficos da Austrália; dois são da JBS

Foram encontrados problemas nos rótulos das embalagens que não combinavam com os produtos

A proibição ocorre alguns meses depois que a China, juntamente com vários outros países, suspendeu as importações de carne bovina brasileira depois da Operação Carne Fraca. A China suspendeu temporariamente a importação de carnes de seis abatedouros da Austrália com a alegação de discrepância na rotulagem dos produtos. A licença que permitia o embarque de carne bovina e de cordeiro foi suspensa na segunda-feira, de acordo com autoridades australianas. Das seis plantas suspensas duas são da JBS e uma tem participação da chinesa New Hope. “Esta é uma questão significativa: estas seis plantas representam até 50% de nossas exportações de carne bovina para a China”, disse Steven Ciobo, Ministro australiano do Comércio, do Turismo e do Investimento. “São dezenas de milhões de dólares australianos e potencialmente mais de 100 milhões de dólares australianos (US$ 80 milhões), de comércio que podem ser afetados”. A carne que já estava a caminho da China antes da suspensão terá permissão de entrada na alfândega, disse Ciobo, que acrescentou que não podia comentar quanto tempo poderia demorar para que a situação fosse normalizada. As empresas receberam o prazo de 45 dias para corrigir os problemas. O Ministro disse que as questões incluem rótulos na parte externa de caixas que não combinavam com os produtos dentro. O Gabinete de Supervisão de Qualidade, Inspeção e Quarentena da China, que relatou a proibição em seu site, não foi contatado. A proibição ocorre alguns meses depois que a China, juntamente com vários outros países, suspendeu as importações de carne bovina brasileira depois da Operação Carne Fraca. O impacto a curto prazo da proibição da China sobre algumas exportações australianas de carne deverá ser limitado, uma vez que a China é apenas o quarto maior mercado para esses embarques, representando cerca de 10% das exportações. Os Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul são maiores compradores da proteína australiana. Mas o dano pode ser mais extenso se persistir, particularmente porque a Austrália vem perdendo participação de mercado na China para carne brasileira. “Não acho que isso tenha influência nos preços, mas teremos de acompanhar isso”, disse Angus Gidley-Baird, analista de carnes do Rabobank na Austrália. 

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