CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 559 DE 19 DE JULHO DE 2017

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Ano 3 | nº 55919 de julho de 2017

 NOTÍCIAS

Boa oferta mantém viés de baixa no mercado do boi gordo

Com a entrada da segunda quinzena do mês, os preços dos bovinos terminados continuam pressionados negativamente

A oferta ainda boa de lotes de boiadas de pasto colabora com esse cenário, observado na maioria das regiões pesquisadas pela Scot Consultoria. Em São Paulo, as indústrias têm conseguido manter as programações de abate entre cinco e seis dias com certa tranquilidade. Como a tendência é de que não ocorra melhora significativa na demanda em curtíssimo prazo, o viés de baixa deve se manter. No estado, a arroba do macho terminado ficou cotada, em média, em R$124,00 (18/7), à vista, livre de Funrural, queda de 2,4% desde o início do mês. No mercado atacadista de carne bovina com osso os preços estão estáveis e o boi casado de animais castrados está cotado, em média, em R$8,22/kg. Vale ressaltar o período do mês, quando sazonalmente há uma demanda menor, o que pode diminuir o espaço para retomada da firmeza, mesmo diante de margens historicamente altas.

SCOT CONSULTORIA

MP do Funrural deverá frustrar os frigoríficos

Após três meses de tratativas em torno da Medida Provisória que regulará a renegociação dos débitos de produtores rurais e agroindústrias com o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural), o governo federal avisou aos parlamentares e aos representantes do setor que o projeto será enviado ao Congresso sem contemplar os pedidos dos frigoríficos, os que mais devem

A versão final da MP está pronta há pelo menos um mês, mas divergências do governo com a bancada ruralista ainda seguram sua publicação. Contudo, após a última reunião com os ruralistas, nos últimos dias, a Receita Federal acredita que a MP poderá sair ainda nesta semana. “Os frigoríficos menores estão em situação realmente difícil. Não estávamos tratando de empresa, só dos produtores. Mas acabamos comprando a briga deles”, afirmou o deputado Marcos Montes (PSD-MG). Estimados em R$ 20 bilhões, os débitos dos frigoríficos com o Funrural geraram impasse político. Se o governo permitir facilidades ao segmento, indiretamente beneficiará a JBS – que deve em torno de R$ 2 bilhões -, a responsável pelo agravamento da crise do governo Temer. O Valor apurou que a Receita Federal oferece 15 anos de prazo para o pagamento das dívidas dos produtores. Os frigoríficos pedem 20 anos, prorrogáveis por mais cinco. A indústria de carne bovina pede também um desconto maior de multas e juros. Segundo Paulo Bellincanta, o governo acena com uma redução de 25% das multas e correção da dívida pela Selic, mas o segmento quer anistia total. Sem esses benefícios, diz, “o Funrural ficará maior que o patrimônio das empresas”. Considerando um frigorífico de médio porte – que abate 800 bois por dia -, calcula, as dívidas com o Funrural girariam em torno de R$ 90 milhões. “Um frigorífico desse vale uns R$ 50 milhões”. Diante da negativa do governo, a tendência é que a MP contemple a obrigatoriedade de produtores e empresas pagarem uma entrada de 3% de seus débitos com o Fisco já a partir deste ano – a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) pedia entrada de 1%. Por outro lado, a alíquota do Funrural será reduzida dos atuais 2,3% para 1,5%. Os produtores que têm débitos com o fundo, porém, continuarão pagando 2,3% – 1,5% da nova alíquota e mais 0,8% até quitarem a dívida. Nesse aspecto, os frigoríficos pediam para pagar 0,3% do faturamento mensal. Outro pedido, não acatado pela Receita, era usar prejuízo fiscal para abater a dívida. Diante do cenário negativo, os frigoríficos já se articulam para alterar a MP do Funrural no Congresso, por meio da apresentação de emendas.

VALOR ECONÔMICO

Brasileiro é eleito presidente do Codex Alimentarius

Blairo Maggi e o Secretário-Executivo Eumar Novacki buscaram apoio internacional à candidatura de Guilherme Costa, como na recente missão a Genebra, sede da entidade.

Guilherme Costa foi eleito com 56% dos votos

Com 56% de votos a favor e concorrendo com o candidato do Mali, o brasileiro Guilherme Costa, servidor do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), foi eleito o novo Presidente do Codex Alimentarius. A entidade vinculada à ONU, à FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) e à OMS (Organização Mundial de Saúde) trata de padrões, diretrizes e recomendações para a segurança, qualidade e comércio leal de alimentos de 188 países membros. O Ministro Blairo Maggi e o Secretário-Executivo Eumar Novacki buscaram apoio à candidatura do brasileiro em recentes missões internacionais. Para o Secretário-Executivo do Mapa, que esteve na semana passada em Genebra, Suíça, sede da entidade, a presidência do Codex “é uma grande oportunidade para que o Brasil exerça seu papel de forma equilibrada, em sinergia com os países membros”. Novacki disse ainda que se trata de “um ganho do país e essa presidência é muito bem-vinda”. Entre os compromissos assumidos por Costa estão a liderança justa e transparente, a fim de conectar as diferentes realidades, unir os países membros e respeitar a diversidade, melhorando, assim, a capacidade de participação. A plataforma do brasileiro também prevê o aproveitamento do potencial das mentes científicas, o aumento da consciência dos consumidores e a ajuda para transformar o mundo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. A candidatura do brasileiro contou com apoio intensivo de embaixadores brasileiros, por meio de representações na ONU e na OMC. Foi importante o apoio do Codex Alimentarius do Brasil, que congrega instituições, como os ministérios da Indústria e do Comércio, Tecnologia, Saúde, Justiça e Relações Exteriores, o Inmetro e a Anvisa. Guilherme Costa, que atualmente ocupava uma vice-presidência do Codex, é médico veterinário e servidor do Mapa desde 1981, lotado na Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio. Trabalhou em procedimentos de inspeção e na elaboração de regulamentos para a carne, laticínios e pescado. Como ex-diretor de Negociações Sanitárias e Fitossanitárias, foi responsável por negociações bilaterais e multilaterais em matéria de inocuidade alimentar. Entre suas funções como adido agrícola do Brasil na OMC, Costa participou de negociações de temas relacionados com os Comitês de Agricultura, SPS (medidas sanitárias e fitossanitárias) e TBT (Obstáculos Técnicos ao Comércio). Por 15 anos, Costa atuou em diversas ocasiões como consultor de projetos da FAO e da OMS relacionados ao controle mundial de alimentos.

MAPA

Blairo volta dos EUA confiante de que embargo à carne será retirado

O Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, qualificou como muito positivas as conversas que teve com as autoridades americanas, em Washington, com o objetivo de convencê-los sobre a retirada do embargo à carne bovina “in natura” pelos Estados Unidos

“O Brasil foi eliminado por um tempo de fazer as exportações para cá, mas as conversas foram muito boas. Elas evoluíram. Nós tivemos a oportunidade de demonstrar os problemas que foram detectados aqui. Alguns são problemas nossos; outros não são nossos, como a questão da certificação, da nomenclatura de certificados. Enfim, o importante é que há por parte do governo americano e do Secretário (de Agricultura) Sonny Perdue a expectativa de que logo possamos voltar a esse mercado. Saio animado e esperançoso de que poderemos voltar a esse mercado o mais breve possível”. Blairo se reuniu com Perdue na segunda. Ontem, ele participou de um evento na Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, em Washington. No evento, o Ministro disse que as reformas econômicas propostas pelo governo, como a trabalhista, que já foi aprovada pelo Congresso, e a previdenciária, que está em discussão, vão melhorar ainda mais o ambiente de negócios no país. “O Brasil, finalmente, está fazendo as reformas necessárias para tirar o país da crise, melhorar o ambiente de negócios. Todos aqui foram unânimes em dar o seu apoio para que a gente possa continuar fazendo isso”, afirmou. “O Brasil e os Estados Unidos têm um comércio bastante intenso”, continuou Blairo. “Nessa cooperação e nos investimentos que os americanos fazem no Brasil, temos dado sempre garantias e nunca deixamos um investidor a ver navios. O Brasil segue as regras e tem segurança jurídica. Claro que há problemas econômicos e, às vezes, as empresas não conseguem ganhar o que esperavam. Mas o importante é dizer que o Brasil respeita os contratos, o que foi combinado e dá as garantias para o futuro de que isso vai continuar”.

VALOR ECONÔMICO

Desempenho externo das carnes na 1ª quinzena de julho

Carnes fecharam a primeira quinzena de julho com o melhor desempenho financeiro dos últimos 13 meses. É da carne bovina a melhor perspectiva. Porque o volume ora apontado para julho corrente é 26% superior ao de um ano atrás

Embora a receita da segunda semana tenha refluído em relação à semana inicial do mês, as carnes fecharam a primeira quinzena de julho (1 a 15, dez dias úteis) com o melhor desempenho financeiro dos últimos 13 meses, já que obtiveram receita média diária de US$63,723 milhões, valor 3,7% e 16% superior aos registrados em, respectivamente, junho passado e julho de 2016. Projetados os atuais volumes para a totalidade do mês (21 dias úteis), o melhor desempenho em relação ao mês anterior recai sobre a carne de frango, que tende a aumentar perto de 7% e aproximar-se das 367 mil toneladas. Carne suína e carne bovina sinalizam índices de expansão muito próximos entre si – 3,75% e 3,45%, respectivamente, com o que chegariam às 56 mil e 103,7 mil toneladas, também respectivamente. Já em relação a julho de 2016, é da carne bovina a melhor perspectiva. Porque o volume ora apontado para julho corrente é 26% superior ao de um ano atrás. Para as carnes de frango e suína os volumes previstos implicam em aumento de 14,17% e 7,17%, respectivamente.

AGROLINK

Frio vai afetar ainda mais o preço do boi, que está em queda

A ressaca da sequência de crises vividas pelo setor de carne continua empurrando os preços do boi gordo para baixo

O pecuarista se defronta, agora, com um novo problema: o clima frio. As baixas temperaturas limitam o desenvolvimento da pastagem, segundo Mariane Crespolini, pesquisadora do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). O produtor que estiver com o gado pronto para o abate não vai poder postergar a venda do gado devido às condições ruins do pasto. Isso aumenta a oferta, e os preços deverão continuar em patamares baixos. A má qualidade dos pastos é mais um fator de pressão sobre os preços do boi, que já vinha caindo. No mês passado, a arroba chegou a ser negociada a R$ 112,9 em Mato Grosso, Estado que tem o maior rebanho do país. Na média do mês, os preços estiveram em R$ 115,68, com queda de 13% em relação aos do mesmo período de 2016. Os dados são do Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária), que acompanha diariamente os preços do boi gordo no Estado de Mato Grosso.

Folha de S. Paulo.

Boi gordo: arroba cai 30% no primeiro semestre e deixa pecuaristas apreensivos

Na visão mais otimista, os preços podem começar a reagir a partir de outubro, mas fatores políticos e econômicos podem mudar essa perspectiva

A expectativa dos pecuaristas para 2017 era de que o preço da arroba do boi gordo melhorasse com o passar do tempo, mas isso acabou não acontecendo por causa dos fatores políticos e econômicos, gerando uma queda de até 30% no valor. Segundo analistas ouvidos pelo Canal Rural, a expectativa é de que o setor de sinais de melhora só no final do ano. “A deflagração da operação Carne Fraca, o retorno da cobrança do Funrural – que já desconta direto na fonte 2,3% do pecuarista – e por fim a delação que complicou tanto o cenário macroeconômico no Brasil, acabaram prejudicando o mercado do boi gordo”, disse a diretora da consultoria Agrifatto, Lygia Pimentel. Na visão do analista de mercado César de Castro Alves, mesmo sem esses acontecimentos o mercado estava na expectativa de um volume maior de gado proto. “A pecuária está entrando num momento de transição de ciclo, só que a queda mais forte da arroba está acelerando esse processo”, disse. Com todos esses fatores, o primeiro semestre chegou ao fim e o preço da arroba não melhorou. “O que a gente precisa, na verdade, é um segundo semestre com preços um pouco mais altos, porque há um maior valor agregado no boi gordo, já que ele é engordado com grão e terminado em confinamento com algum tipo de suplementação”, avaliou Lygia. Em São Paulo, a arroba do boi gordo tem sido cotada a R$ 125. No mesmo período do ano passado, estava em R$ 153. Para Castro Alves, mesmo com a queda, segurar o boi é um risco. “A oferta de gado está crescendo porque o frio chegou e não há mais como segurar esses animais que vinham sendo retidos. Não há mais como segurar esse animal, porque ele vai começar a perder peso agora e, do lado da demanda, o consumo está fraquíssimo e a exportação também passou a ser uma dúvida mediante às últimas notícias que envolvem os questionamentos dos nossos grandes compradores a respeito do sistema de fiscalização e tudo isso.” Para o produtor que não quiser se submeter aos baixos preços, a recomendação dos especialistas é investir em suplementos minerais para manter o gado por mais um tempo no confinamento. Mesmo assim, esta alternativa não é garantia de uma melhor remuneração para o pecuarista e só serve para quem está capitalizado. O futuro ainda é incerto, mas, segundo a analista,se não chegarem mais notícias ruins por conta dos importadores, pode haver uma melhora a partir de outubro. “Assim, não vamos ter esse efeito de safra com muito volume de gado e teremos, talvez, uma janela de oportunidade pelo menor confinamento”, completou.

CANAL RURAL

AgriFatto: confinamento deve recuar 13% este ano, para 3,9 milhões de cabeças

Os escândalos na pecuária brasileira reduziram a rentabilidade dos criadores e isso deve provocar uma queda de 13% no volume de gado confinado neste ano

O total deve alcançar 3,9 milhões de cabeças de bovinos em comparação com 4,5 milhões de cabeças em 2016, segundo a consultoria AgriFatto. “A rentabilidade já estava baixa no começo do ano, mas quando chegou a Operação Carne Fraca em março, exatamente no mês em que os confinadores fazem as compras, ai, gerou uma desconfiança geral”, afirmou a analista da consultoria, Lygia Pimentel. Ela não afasta a possibilidade de que este recuo possa se aprofundar ainda ao longo do ano. A atividade é normalmente intensificada no inverno, quando os pastos ficam mais secos. Neste período, criadores complementam, ou fazem com exclusividade, a alimentação dos animais em fase final de engorda com ração, principalmente milho. No início do ano, as perspectivas do mercado em torno da atividade eram de crescimento, por causa da forte queda do preço doméstico do milho e da reposição (bois magros e bezerros). “Era para muito agricultor (que faz integração de lavoura com pecuária) ter aderido ao confinamento”, afirmou Lygia. No entanto, isso não ocorreu já que, após a deflagração da Carne Fraca, em abril houve a volta da cobrança da alíquota de 2,3% do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) sobre a receita bruta nas operações de venda de produtos agropecuários, o que comprometeu a rentabilidade do criador. Depois disso, as delações dos irmãos Joesely e Wesley Batista, controladores do JBS, trouxeram mais ruídos ao mercado e pressionaram a cotação do boi gordo. Do início do ano até esta sexta-feira, dia 14, o indicador do boi gordo Esalq/BM&F passou de R$ 151,81/arroba para R$ 123,76/arroba, uma queda de 18,5% no período.

Estadão

EMPRESAS

Justiça desbloqueia R$ 800 milhões de Joesley Batista

Por decisão da Justiça Federal de São Paulo, o empresário Joesley Batista, sócio da JBS, obteve na quarta-feira a liberação dos R$ 800 milhões de suas contas que estavam bloqueados desde o início de junho

O bloqueio havia sido definido pelo juiz Tiago Bitencourt, da 5ª Vara Federal de São Paulo. O desbloqueio foi revelado pelo colunista Lauro Jardim, de “O Globo”, e confirmado pela Valor. A tutela de urgência que gerou o bloqueio foi uma resposta a uma ação popular movida contra JBS, J&F Participações, os irmãos Wesley e Joesley Batista e outros executivos do grupo. A ação popular sustentou que os acusados “atuaram no mercado de ações munidos de informação privilegiada, praticando ‘insider trading’”. E que tal conduta era “evidenciada pela compra de US$ 1 bilhão, às vésperas da divulgação da gravação do diálogo entre Joesley Batista e o Presidente Michel Temer e da venda do equivalente a R$ 327,4 milhões em ações da JBS S.A. ao longo de seis dias durante o mês de abril, enquanto os réus já colaboravam com as investigações”. JBS e Joesley sempre negaram a acusação. Originalmente, a ação, que foi extinta, pedia que os acusados arcassem com o pagamento de R$ 15 bilhões.

VALOR ECONÔMICO

Marfrig diz que mantém compromisso com bioma amazônico após Greenpeace deixar supervisão do programa

A Marfrig informou em comunicado na terça-feira (18) que mantém o compromisso público relacionado ao bioma amazônico de não comprar animais procedentes de áreas de desmatamento, conservação ou terras indígenas, após o Greenpeace suspender sua participação no programa no início de junho

O Greenpeace suspendeu seu envolvimento no Compromisso Público da Pecuária, do qual participavam também a JBS, a Minerva e a Marfrig, após notícias sobre corrupção envolvendo o setor de carnes brasileiro. “Embora a organização continue a acreditar que acordos de mercado podem ser uma ferramenta eficiente de controle social para cadeias produtivas críticas na Amazônia, diante do cenário atual, a efetividade do compromisso está comprometida neste momento”, disse o Greenpeace no comunicado divulgado no início de junho. A organização não governamental reconheceu que o pacto firmado com os frigoríficos obteve avanços, mas que “diante das circunstâncias atuais, é insuficiente apenas fortalecer critérios ou ferramentas do compromisso de mercado sem que haja, ao mesmo tempo, uma descontaminação do modus operandi do setor para acabar com a corrupção”. A Marfrig disse que suas práticas de compromisso socioambiental incluem o mapeamento completo da área de fazendas localizadas no bioma amazônico e o bloqueio de operações de compra de gado com fazendas da região que tenham sobreposição com terras indígenas. A empresa se propõe a continuar avançando em pontos firmados no compromisso assinado com o Greenpeace em 2009, como maior detalhamento geoespacial de fornecimento de gado proveniente do bioma amazônico.

CARNETEC

FEIRAS & EVENTOS

Casos de sucesso são destaques da InterCorte Ji-Paraná/RO

Evento realizado pela quarta vez no estado promoveu ciclo de palestras e apresentação de casos de sucessos aos pecuaristas da região. O estado de Rondônia possui mais de 13 milhões de cabeças de gado e é o oitavo maior produtor de carne bovina do país

A produção da pecuária no estado é responsável por 53% da pauta de exportações de Rondônia e de 10% do total de exportação de carne do Brasil. Frente à importância que a pecuária possui na economia da região, a cidade de Ji-Paraná/RO sediou pela quarta vez uma etapa da InterCorte, evento que vem percorrendo de forma itinerante alguns dos principais polos de pecuária brasileiros para levar informação, discussão e tecnologia aos produtores. Neste ano, pela primeira vez, o evento promovido entre os dias 12 e 13 de julho fez parte da programação da 38ª Expojipa – Exposição Agropecuária, Industrial e Comercial de Ji-Paraná, no Parque de Exposições Hermínio Victorelli. O evento reuniu em dois dias de palestra mais de 600 participantes de toda região, entre pecuaristas, representantes de empresas e profissionais da área que buscaram ampliar seus conhecimentos, além de promover a troca de experiências e informações. “A região Norte do país tem um papel muito importante na pecuária nacional e por essa razão optamos por promover todos os anos essa etapa em Rondônia, com o objetivo de levar a tecnologia e a informação até o produtor. A etapa de Ji-Paraná é muito interessante, pois aqui conseguimos identificar junto aos pecuaristas os resultados obtidos nas fazendas, que foram conquistados a partir da aplicação de técnicas e exemplos apresentados nas edições anteriores da InterCorte”, destaca Carla Tuccilio, Diretora do Terraviva Eventos. O Secretário de Agricultura do Estado, Evandro Padovani fez questão de ressaltar a importância da pecuária para Rondônia, que é hoje o 6º maior rebanho do país e exporta para mais de 40 países. “O evento oferece informações valiosas para os pecuaristas, como melhoramento genético e uso de produtos de qualidade na nutrição do rebanho. É importante entendermos que para que a pecuária de Rondônia atinja novos mercados é preciso investir em qualidade e melhoramento de processos da porteira para dentro”, afirma. A edição de 2017 do evento teve como tema principal “Entender para Atender” e a programação de palestras, apresentação de casos de sucesso e debates dividida em quatro blocos: Sustentabilidade, Cria, Intensificação e Carne. A próxima etapa da InterCorte será realizada na cidade de Campo Grande/MS, entre os dias 20 e 21 de julho.

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

EUA confirma caso atípico de vaca louca

Segundo departamento de agricultura do país, evento não altera o status de risco dos EUA para a doença

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) anunciou nesta terça-feira, 18, um caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina, conhecida como doença da vaca louca, em uma fêmea de 11 anos de idade no Alabama. De acordo com o USDA, casos classificados como atípicos geralmente ocorrem em animais mais velhos, e surgem raramente e de forma espontânea em rebanhos. Esse é o 5º caso no país, o primeiro foi clássico – que ocorre por contaminação pela proteína príon -, importado do Canadá, e os outros atípicos. Segundo o departamento, o caso mais recente não altera o status de risco dos EUA para a doença e não deve resultar em problemas no comércio. O animal em questão nunca entrou na linha de processamento e não representou nenhum tipo de risco para a segurança alimentar ou a saúde humana, afirmou o USDA. 

ESTADÃO CONTEÚDO

Colômbia tem novos focos de febre aftosa em Cúcuta e Cundinamarca; já são quatro casos

O Ministério da Agricultura da Colômbia confirmou, hoje, o surgimento de outros dois focos de febre aftosa no país, um deles no departamento de Cúcuta e outro no departamento da Cundinamarca

Os focos somam-se aos descobertos há menos de um mês nos departamentos de Arauca e também na Cundinamarca. Órgãos oficiais apontam que a situação é fruto da falta de controle sanitário na Venezuela, como apontou a agência Télam.

Infocampo

Rentabilidade anual na pecuária é 8% maior no Paraguai do que no Uruguai

Segundo o embaixador uruguaio no Paraguai, Federico Perazza, hoje há 2 milhões de hectares que pertencem a investidores do Uruguai, o que significa cerca de 10% a 15% das terras da zona.

O ElAgro.com.py conversou com um desses investidores, o engenheiro agrônomo Rodrigo Fernández Abella, que assegurou que é “muito fácil” conseguir 10% de rentabilidade anual na pecuária, enquanto no Uruguai este número é de 2%. Abella, que é diretor do Frigorífico Modelo S.A., disse que sua empresa tem campos no Chaco médio, uma zona muito especial pelo alcance e pelas facilidades que possui. Ele disse estar “cada vez mais contente com o Paraguai” e com o potencial produtivo do campo. Os valores dos campos no Paraguai aumentam continuamente. Entretanto, os produtores também podem aproveitar esses campos para a agricultura, como salienta o engenheiro. Sem utilizar fertilizantes, os rendimentos superam os 3000kg por hectare.

ElAgro.com.py

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