CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 558 DE 18 DE JULHO DE 2017

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Ano 3 | nº 55818 de julho de 2017

 NOTÍCIAS

BOI/CEPEA: COM NECESSIDADES DE COMPRA, FRIGORÍFICO SUSTENTA VALORES

As negociações de boi gordo seguem em ritmo lento no mercado brasileiro

Os valores ainda são bastante distintos, o que, segundo pesquisadores do Cepea reflete a urgência de negociação, seja por parte de vendedores ou de compradores. De modo geral, a oferta é maior que a demanda, principalmente devido ao menor volume de abate e das escalas alongadas. Apesar dessa pressão, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do boi gordo subiu de forma pontual em alguns dias. Nessa quarta-feira, 12, o Indicador fechou a R$ 124,70, leve alta de 0,24% em sete dias. Como frigoríficos que tinham escalas alongadas se afastaram do mercado em certos dias, as poucas unidades de abate que precisaram negociar com maior urgência, acabaram ofertando preços maiores (devido à retração vendedora), elevando a média das negociações. 

CEPEA/ESALQ

Mercado dos EUA à carne brasileira deve ser reaberto em até 60 dias

Ministro Maggi reuniu-se com Secretário de Agricultura, em Washington, e disse que mudanças adotadas pelo Brasil tendem a ser reconhecidas

Ao deixar a reunião com Secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue, em Washington, na segunda-feira (17), o Ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) disse ser preciso aguardar “posições técnicas”, mas adiantou, mesmo considerando difícil dar um prazo, ser possível a reabertura do mercado norte-americano à carne bovina in natura brasileira em 30 ou 60 dias. “É preciso aguardar as análises das informações que estão eles recebendo”, assinalou, acrescentando que o diálogo com o Secretário do governo estadunidense foi muito claro e aberto. “Já o havia recebido no Brasil, quando era governador, e isso facilitou nossa conversa”. Uma equipe de técnicos do Mapa está no país desde o último dia 13 em contato com a área de Defesa Sanitária para tratar do atendimento às exigências feitas pelo governo dos EUA para restabelecer as importações de carne bovina, interrompidas por causa de preocupações sanitárias. “Tenho certeza que as mudanças que fizemos são tecnicamente aceitáveis e modificam muito o patamar anterior. Então, fico animado, porque sei que serão reconhecidas pelos técnicos americanos”, disse o Ministro. Uma das medidas adotadas foi deixar de embarcar as peças dianteiras inteiras, como vinha sendo feito. É justamente nessa parte que são aplicadas as vacinas e onde foram detectadas reações à aplicação. O encontro com Perdue, de acordo com Maggi, superou as expectativas. “O resultado foi melhor do que eu esperava. Ficou o compromisso de que o retorno será o mais rápido possível, assim que coisas estiverem esclarecidas. Não há qualquer objeção política por parte do secretário do governo americano”, declarou. Outro problema alegado foi a presença de osso nas peças. “Nenhum país livre de aftosa com vacinação pode exportar peças com osso”, observou o Ministro. “Como o Brasil mudou e está fazendo cortes menores, é possível observar isso com toda a tranquilidade e garantir que achados que trouxeram impedimento à entrada da carne brasileira não aconteçam mais. Há equipamentos nos frigoríficos que podem detectar isso. Cada caixa de mercadoria passa por um scanner”. O Ministro Maggi retorna ao Brasil nesta terça-feira (18), após uma reunião com o Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos marcada para às 11 horas da manhã, horário americano. Depois de mais de 17 anos de negociação, em setembro do ano passado o Brasil conseguiu obter a carta de equivalência do governo americano em relação ao sistema sanitário brasileiro. Com isso, 15 frigoríficos conseguiram a habilitação para exportar carne bovina in natura para os Estados Unidos. Em março, depois da Operação Carne Fraca, os americanos passaram a inspecionar 100% das carnes importadas do Brasil. No mês passado o governo dos EUA informou ao ministério que foram encontrados abcessos em algumas carnes brasileiras. O Mapa suspendeu automaticamente as exportações de cinco frigoríficos, mas a medida não foi suficiente para os americanos, que decidiram suspender todos as 15 empresas habilitadas.

MAPA

Brasil avança no debate sobre bem-estar animal

Abate humanitário de peixes e transporte seguro de animais estão entre as propostas de políticas públicas apresentadas em reunião promovida pelo Mapa

A inclusão de peixes no abate humanitário, a criação de novas formas de identificação de equinos e bovinos, com a substituição da marca a fogo, e o estímulo à implantação de sistemas que não usem gaiolas para as aves de postura foram algumas das propostas de políticas públicas debatidas durante o treinamento em boas práticas e bem-estar animal, nesta semana, na Escola Nacional de Gestão Agropecuária (Enagro), em Brasília. Cerca de 140 técnicos de todo país participaram do evento, promovido pelas secretarias de Defesa Agropecuária e de Mobilidade Social, do Produtor Rural e do Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). “Esse evento poderá ser divisor de águas nas políticas públicas de bem-estar animal destinadas aos plantéis de produção comercial”, avalia a Coordenadora-Geral de Agregação de Valor do Departamento de Desenvolvimento das Cadeias Produtivas e da Produção Sustentável da Secretaria de Mobilidade Social, Charli Ludtke. O encontro, acrescentou ela, serviu para abordar os problemas e as soluções para reduzir os riscos, principalmente nas granjas e também nas linhas de inspeção dos frigoríficos. “O Brasil abate mais de 6 bilhões de animais por ano. Por isso, precisamos fazer tudo de maneira correta. O bem-estar animal não pode ser apenas uma ciência, tem que ser colocado em prática, porque garante saúde ao animal e sustentabilidade ambiental, resultando na produção de alimento seguro”, destacou Charli Ludtke. Uma das participantes do encontro, a professora Carla Molento, da Universidade Federal do Paraná (UFPR),  propôs o uso dos dados do Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal (SIGSIF) para ampliar a implantação de sistema de bem-estar animal. “Seria interessante utilizá-los”, reforçou. O evento reuniu técnicos dos setores públicos e privado, além de representantes da academia. Durante o encontro, que terminou nesta sexta-feira (14), também foi discutido o transporte seguro dos animais com caminhões adequados às espécies, conforme determina a nova resolução do Contran. Outros temas abordados foram o controle do gás utilizado para o sacrifício de animais em caso de surtos de doenças e a necessidade do uso racional dos antimicrobianos (antibióticos) para evitar a criação de resistência a esses medicamentos.

MAPA

Preço do sebo bovino reage depois de seguidas quedas

Após seguidas desvalorizações do sebo bovino em 2017, o produto apresentou alta no Brasil Central na semana passada

O aumento foi decorrência da maior competitividade no setor de biodiesel, uma vez que a gordura animal é utilizada como substituto do óleo de soja na produção do combustível. O cenário de preços mais firmes no complexo soja, deu sustentação a esse cenário. Segundo levantamento da Scot Consultoria, no Brasil Central, o sebo está cotado, em média, em R$1,95/kg, sem o frete e livre de imposto. Já no Rio Grande do Sul, o produto está cotado, em média, em R$2,05/kg, nas mesmas condições. Para o curto prazo a expectativa é de que os preços sigam caminhando de lado.

SCOT CONSULTORIA

Oferta de boiadas baliza o mercado do boi gordo

Com baixa movimentação, o mercado do boi gordo mostrou mais reajustes negativos do que positivos na abertura desta semana

Na maioria das regiões a oferta de boiadas ainda é “confortável” e com o lento escoamento da carne, as indústrias pressionam as cotações. Porém, já é possível observar algumas regiões com firmeza nas referências. De maneira geral, para o curto prazo, com a entrada cada vez mais evidente do período seco, o volume de boiadas destinadas às indústrias tende a diminuir. No mercado atacadista de carne bovina com osso, estabilidade nas referências. O boi casado de animais castrados está cotado em R$8,22/kg. Em curto prazo, com a entrada da segunda quinzena, quedas neste mercado não estão descartadas.

SCOT CONSULTORIA

Fiscais ameaçam fazer novas mobilizações no país

O Vice-Presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Agropecuários (Anffa Sindical), Marcos Lessa, disse que novas operações padrão da categoria devem ocorrer nas próximas semanas após a mobilização de ontem

A categoria entrou em “estado de mobilização” por 24 horas na segunda-feira, quando fiscais foram orientados a não inspecionar as cargas para a exportação e a não fazer a fiscalização de frigoríficos. Ele avaliou como “positiva” a adesão da categoria à mobilização, que comprometeu exportações e importações de produtos agropecuários. Segundo Lessa, houve grande participação de fiscais da região Sul, mas a operação padrão ocorreu em quase todos os Estados. “Não tem gente para trabalhar, faltam fiscais no país. Então nossa mobilização não é de curto prazo, esperamos aumentar nas próximas semanas”, disse. Serviços como a emissão de certificados de exportação em portos, aeroportos e regiões de fronteira, além de laudos de análise em laboratórios do Ministério da Agricultura (Lanagro) foram afetados. Lessa disse ainda que se o ministério contratar médicos veterinários temporários para a inspeção animal, o Anffa poderá entrar na Justiça para garantir que apenas os fiscais federais possam exercer atividades de fiscalização e inspeção agropecuárias no país, conforme a legislação brasileira. A contratação de 350 veterinários terceirizados foi anunciada recentemente pelo Ministério da Agricultura, como forma de responder às críticas da União Europeia ao sistema de inspeção sanitária do Brasil. Além de se opor à contratação temporária de veterinários para complementar a fiscalização, o Anffa pede concurso público imediato para 1,6 mil fiscais. Procurado, o Ministério da Agricultura não quis se pronunciar. Ontem à tarde, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou “que, até o momento, não foram relatados atrasos significativos nos processos produtivos e de embarques de produtos da avicultura e da suinocultura do Brasil”.

VALOR ECONÔMICO

Ritmo lento nas negociações do mercado de reposição no Tocantins

Apesar da procura enfraquecida, devido às incertezas relacionadas ao mercado do boi gordo, a oferta restrita dos animais de reposição manteve as cotações dessas categorias estabilizadas nas últimas semanas

Entretanto, expandindo a análise para o início do ano, os recuos registrados nos preços são de 5,1% para o boi magro (12@), 7,8% para o garrote (9,5@), 7,3% para o bezerro (7,5@) e 5,0% para o bezerro de desmama (6@) no Tocantins. Nesse mesmo intervalo, a desvalorização do boi gordo foi de 11,3% no estado. Essa conjuntura fez com que a relação de troca se estreitasse ainda mais. Cenário não muito positivo para o pecuarista, que desde o início do ano perdeu poder de compra na troca de todas categorias de reposição. Em janeiro desse ano o produtor comprava 2,05 bezerros de desmana com o preço de venda de um boi gordo de 16,5@. Atualmente ele compra 1,92 animais desmamados, piora de 6,6% na relação de troca. Essa correlação também foi observada para as categorias mais eradas. Para o boi magro, nesse mesmo período, a troca passou de 1,29 para 1,21 por boi gordo, piora de 6,5% no poder de compra. Em curto prazo a mudança climática pode afetar a oferta local, e queda nas cotações das categorias de reposição não estão descartadas.

SCOT CONSULTORIA

EMPRESAS

BRF não tira proveito de crise da JBS

Divergências entre os principais acionistas da BRF continuam a atrasar a reestruturação da gestão da companhia e a frustrar expectativas positivas criadas após a Operação Carne Fraca, quando a união de forças foi apontada como única saída para superar as dificuldades que levaram ao prejuízo da empresa no ano passado, de R$ 372 milhões

A falta de sintonia entre acionistas como os fundos de pensão Petros e Previ e a gestora de recursos Tarpon prejudicou, segundo apurou o Valor, a escolha de executivos para ocupar duas das vice-presidências mais importantes da empresa (finanças e marketing). As duas áreas estão com comandos interinos há quatro meses. Isso tornou mais difícil para as marcas Sadia e Perdigão tirarem proveito da crise de sua principal rival – a JBS -, dona da marca Seara, que vinha ganhando mercado com embutidos e alimentos processados. Mesmo com o acordo para a reeleição de Abilio Diniz à presidência do conselho de administração, o clima na BRF voltou a piorar devido ao fraco resultado do segundo trimestre.
VALOR ECONÔMICO

Liquidez ainda é risco para JBS após liberação de venda de ativos à Minerva

A Moody’s Investors Service considera que a JBS S.A. ainda enfrenta riscos de liquidez após a liberação pela Justiça da venda de ativos de carne bovina no Paraguai, Argentina e Uruguai para a Minerva, segundo relatório divulgado na segunda-feira (17)

“Mesmo com a permissão judicial para proceder com a venda, a liquidez continua sendo um risco para a JBS, que tinha cerca de R$ 18,1 bilhões em dívidas vencendo no curto prazo em março”, afirmaram analistas da Moody’s. A JBS anunciou a venda de ativos no Mercosul para a Minerva em junho, mas uma decisão da Justiça bloqueou a operação. Na semana passada, a empresa conseguiu liminar liberando a venda. A venda dos ativos por cerca de R$ 1 bilhão irá elevar a posição de caixa da JBS em quase 9%, em relação ao registrado em março, segundo a agência de classificação de riscos. Essa liberação também abre caminho para que a JBS prossiga com a alienação de outros ativos, inclusive aqueles previstos em seu plano de desinvestimento de R$ 6 bilhões (Moy Park, Five Rivers Cattle Feeding e Vigor). A Moody’s rebaixou os ratings da JBS S.A. após controladores da companhia fecharem acordo de delação premiada que revelou envolvimento em esquema de corrupção com pagamento de propina a políticos.

CARNETEC

Rolagem de dívidas da JBS com bancos soma R$ 17 bi

A renegociação da dívida da JBS com bancos envolveu cerca de R$ 17 bilhões

As instituições financeiras, que incluem Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Santander, HSBC, Citi e outras estrangeiras, aceitaram rolar tal montante por 24 meses. Em troca, exigiram que 80% do que o grupo J&F obter com a venda de ativos sejam usados para abater a dívida que as empresas da holding possuem com os bancos. O empurrão para que as instituições financeiras aceitassem rolar a dívida no curto prazo foi a venda da Alpargatas, outra empresa do grupo J&F, por R$ 3,5 bilhões. Boa parte dos recursos foi para quitar o saldo do empréstimo de R$ 2,7 bilhões que a holding tomou junto à Caixa para comprar o ativo das mãos da Camargo Corrêa, há cerca de dois anos.

Estadão

ECONOMIA

Brasil perdeu espaço no mercado agrícola mundial, diz OMC

País continua sendo terceiro maior exportador, mas participação caiu de 7,3% para 5,1%, informa a organização. Brasil manteve liderança mundial na venda de açúcar, suco de laranja e café

Os produtos agrícolas brasileiros perderam espaço no mercado internacional. Isso é o que revela a Organização Mundial do Comércio (OMC) em seu informe sobre a política comercial brasileira, que faz uma análise detalhada da situação do país. Com a quarta maior superfície agrícola do mundo, o Brasil continua sendo o terceiro maior exportador do planeta, superado apenas pelos EUA e Europa. Mas, ainda assim, a fatia no mercado internacional encolheu. Na avaliação anterior feita pela OMC, em 2012, o Brasil correspondia a 7,3% do fornecimento mundial. No atual exame, a constatação é de que essa taxa caiu para 5,1%. A OMC destaca que o Brasil manteve a liderança mundial na venda de açúcar, suco de laranja e café. Mas uma das constatações aponta para o fato de que o crescimento médio anual da produtividade no campo foi desacelerado, passando de 4,08% entre 2000 e 2009 para 3,99% entre 2000 e 2015. A OMC ainda sustenta que a produtividade do trabalho rural é quase quatro vezes inferior à produtividade nos demais setores da economia. Para a organização, esta realidade da produtividade no Brasil é o reflexo da existência de duas agriculturas no país. A produção intensiva e em grande escala coexiste com um grande número de pequenos agricultores relativamente “improdutivos”. O governo garante que não concede subsídios para a exportação. Mas a OMC notou que a ajuda alimentar dada pelo Brasil ao exterior passou de 47 mil toneladas em 2010 para mais de 230 mil toneladas até 2014 – 83% dela consistia em arroz. De forma drástica, a ajuda alimentar foi reduzida para apenas 1,9 mil toneladas em 2016. Governos suspeitam que a ajuda alimentar tem sido usada como forma de subsidiar a exportação nacional, mascarando o crédito a uma atuação humanitária para ajudar a combater a fome. Internamente, a OMC destaca que a ajuda dada pelo governo aos produtores nacionais é baixa. Mas ela consiste também em taxas de juros administradas, linhas de crédito e mecanismos de preço, além de seguros. A entidade admite que o elevado nível da dívida rural é um desafio importante. Mas questiona a eficiência do crédito dado para os agricultores nacionais. Usando dados da OCDE, o raio-x sobre o Brasil alerta que o sistema de crédito agrícola gera riscos para o governo e produtores, especialmente diante da crise econômica. “A maior disponibilidade de fundos poderia gerar uma oferta em demasia”, alertou. Além disso, o crédito se concentra nos subsídios de empréstimos de curto prazo, “distorcendo ainda mais o mercado”. A OMC, portanto, sugere que se reduza os empréstimos para o capital de exploração, a simplificação de regras e uma mudança de orientação para apoiar investimentos em terras agrícolas que incorporem inovação. A renda dos agricultores também poderia ser protegida de forma mais eficiente, avalia a OMC, com investimentos diretos em infraestrutura e investimentos públicos para “estimular o crescimento do setor agrícola com maior eficiência”.

ESTADÃO CONTEÚDO

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