CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 530 DE 07 DE JUNHO DE 2017

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Ano 3 | nº 53007 de junho de 2017

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Pequenos e médios frigoríficos estão prontos para assumir possível espaço deixado pelo JBS

Entrevista com o Presidente da Abrafrigo, Péricles Salazar

O envolvimento da JBS em escândalos de corrupção alterou a dinâmica do mercado do boi e das carnes. Desde então, a maior indústria de processamento animal do mundo, deixou de adquirir grandes volumes de matéria prima muito em função de uma postura cautelosa dos produtores brasileiros. Embora não haja uma direção definida a seguir neste momento, alguns movimentos já indicam a possibilidade de reestruturação das dinâmicas até aqui impostas. Segundo o Presidente da Abrafrigo (Associação Brasileira dos Frigoríficos), Péricles Salazar, no Mato Grosso – estado com maior rebanho – é possível acompanhar com mais intensidade uma evolução dessas mudanças. “Enxergamos toda essa situação como uma oportunidade para pequenas e médias indústrias. É possível que em seis meses tenhamos uma realidade diferente nesses mercados”, diz Salazar. Até aqui, a JBS adotou política de adquirir plantas e manter boa parte delas fechadas. Essa estratégia, porém, deverá facilitar a entrada de novas empresas e o fortalecimento de outras já operantes. De acordo com o Presidente há notícias de que a JBS pretende fechar novas unidades, abrindo “caminho tanto na compra de bovinos, quanto no mercado de carnes”, diz. Atualmente o ramo é composto 50% pelas grandes indústrias como JBS, Marfrig e Minerva e, os outros 50% por pequenos e médios. Essa composição mostra que há “capacidade de suprir a demanda por parte dos consumidores, como também dos fornecedores de animais para o abate, no caso de uma solvência da JBS”, ressalta Salazar. Na terça (6), a JBS anunciou a venda suas operações na Argentina, Paraguai e Uruguai para subsidiárias da Minerva, pelo valor de US$ 300 milhões. “Essa notícia dá um sinal de quão grave está à situação”, acrescenta o Presidente. A JBS informou que pretende utilizar os recursos obtidos com a transação para diminuir sua alavancagem financeira. A empresa terminou março com dívida líquida de 47,8 bilhões de reais. Em termos de alavancagem financeira, esse número equivalia a 4,2 vezes o Ebtida de 12 meses. Na visão do Presidente da Abrafrigo, a participação da JBS deve cair no mercado interno. Mas, diz não acreditar que essas ‘oportunidades’ com a saída da empresa, possam criar um novo monopólio no país.

“Confiamos que a política brasileira não erre pela segunda vez. Não teremos um novo BNDES como financiador”, diz Salazar. No mercado externo as mudanças podem demorar mais tempo para acontecer. Segundo Salazar, ocupar o espaço da JBS exigiria a “realização de contratos e busca de clientes”, que possivelmente ocorreria em maior espaço de tempo.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo: tentativas de compra abaixo da referência são comuns

Apesar de em menor intensidade, o cenário ainda é de pressão de baixa na maioria das praças pesquisadas pela Scot Consultoria

A boa oferta de animais terminados e o consequente alongamento das escalas de abate colaboram para as tentativas de compra abaixo da referência. Destaque para São Paulo, que apresentou queda de 0,8% em relação ao último fechamento. Já nos últimos trinta dias a queda foi de 5,8%. No estado, a arroba do macho terminado ficou cotada em R$131,00, à vista, livre de Funrural, na última terça-feira (6/6), e as escalas de abate giram em torno de seis dias. Existiram tentativas de compra até R$3,00 abaixo da referência. Com as últimas quedas para a arroba do boi gordo e estabilidade para a carne, a margem de comercialização continua em patamares historicamente elevados. Atualmente a margem de comercialização de quem vende a carne com osso está em 25,9%, são dez pontos percentuais acima da média histórica.

SCOT CONSULTORIA

Índice de custo de produção da pecuária de corte tem queda em maio

O Índice de Custo de Produção da Pecuária de Corte de alta tecnologia caiu 0,3% em maio na comparação com o mês anterior

As quedas nas cotações dos alimentos concentrados energéticos, visto o aumento na disponibilidade de alguns produtos, como a polpa cítrica e o milho, de alguns concentrados proteicos e dos suplementos minerais, explicam esse movimento. Desde fevereiro, início das quedas do indicador, a redução acumulada foi de 2,8%.

SCOT CONSULTORIA

Presidente Temer e ministro Blairo Maggi anunciam Plano Agrícola e Pecuário

O Plano Agrícola e Pecuário 2017/2018 será lançado pelo Presidente Michel Temer e pelo Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, nesta quarta-feira (7), às 11 horas, no Palácio do Planalto, em Brasília

O Secretário de Política Agrícola, Neri Geller, participa da solenidade, que terá também a presença de representantes de entidades do setor.

Serviço: Solenidade de lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2017/2018
Data: 7/6 (quarta-feira) Horário: 11 horas – chegar com 40 minutos de antecedência
Local: Salão Nobre do Palácio do Planalto – Praça dos Três Poderes – Brasília – DF

MAPA

Funrural: bancada ruralista e governo acertam detalhes para anunciar mudanças junto com Plano Safra

Percentual da entrada do financiamento do passivo é uma das questões debatidas, assim como tipo de taxa que será usado como correção para quem atrasar pagamento

A medida provisória que renegocia o passivo do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) e cria uma nova alíquota daqui para frente pode ser anunciada nesta quarta-feira, dia 7, juntamente com o Plano Safra. A bancada ruralista negociou os últimos detalhes do programa nesta terça-feira, dia 6, com o governo federal. Uma das principais dificuldades é convencer o governo a reduzir a entrada do financiamento do passivo do fundo. A Receita Federal quer cobrar 5% do valor total ainda neste ano, enquanto a proposta dos parlamentares é de 1%. Já há acordo de que o restante poderá ser pago em até 15 anos, com isenção total de correção monetária e desconto de 25% de multas e gastos judiciais. Os produtores com dívida continuam pagando 2,3% sobre a produção até quitar o débito. Por sua vez, quem está em dia com a Receita passa a pagar 1,5%. Ainda falta concluir se, daqui para frente, o produtor que atrasar o pagamento do Funrural será penalizado com juros relacionados à taxa Selic ou à Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP). O governo quer aplicar a Selic, que é baseada nas oscilações de mercado. Já a bancada ruralista prefere a TJLP, que é mais estável. De acordo com o presidente da comissão de Agricultura da Câmara, deputado Sérgio Souza (PMDB-PR), a TJLP fornece ao produtor uma ideia de dívida consolidada. Já a Selic varia de acordo com o mercado, de acordo com a situação econômica, ficando a critério do Banco Central. “Nós estamos pensando em defender a TJLP”, afirma. Para o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), com uma mudança na legislação prestes a entrar em vigor, a diferença será mínima. “Com uma medida provisória que já está indo para a Câmara, a TJLP vai mudar seu formato, seu nome, e vai estar praticamente igual à taxa Selic”, diz. Outra divergência ainda não resolvida é se o produtor vai poder escolher entre pagar o Funrural pela receita bruta da produção ou pela folha de pagamento dos funcionários. A renegociação de dívidas de empregadores rurais pessoa jurídica não foi debatida com o governo ainda e, possivelmente, não deve entrar na medida provisória.

CANAL RURAL

Mapa apresenta a parlamentares o Plano Estratégico de Febre Aftosa

Objetivo é criar e manter as condições sustentáveis para garantir o status de país livre da doença e ampliar as zonas livres sem vacinação

O Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (Mapa) apresentará nesta quarta-feira (07), em audiência pública no Senado Federal, o Plano Estratégico do Programa Nacional de Febre Aftosa 2017 a 2026 (PNEFA). O plano visa criar e manter as condições sustentáveis para garantir o status de país livre da doença e ampliar as zonas livres sem vacinação, protegendo o patrimônio pecuário. De acordo com o Diretor do Departamento de Sanidade Animal (DSA), Guilherme Marques, houve entendimento com mais de 300 representantes de segmentos do setor, como câmaras setoriais, instituições de ensino, serviços veterinários oficiais, industriais, produtores e exportadores. “Agora, vamos dialogar com o Congresso, apresentando versão inicial. E, após colhermos e analisarmos todas as sugestões, pretendemos produzir até o fim do próximo mês de julho, a versão final”, destacou. Segundo o diretor, os objetivos específicos do plano são tornar o país livre de febre aftosa sem vacinação com o reconhecimento internacional, de forma gradativa e regionalizada, levando em consideração as condições epidemiológicas, geográficas, político-econômicas, institucionais e técnico-operacionais. E, ainda, fortalecer as medidas de prevenção, aprimorar as capacidades do serviço veterinário oficial e as parcerias público-privadas, ampliando a participação comunitária no processo decisório e de prevenção à enfermidade. Participarão da audiência representantes das comissões da Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, da Câmara dos Deputados e da Agricultura e Reforma Agrária do Senado Federal. O evento ocorrerá a partir das 14 horas, no plenário 13, da ala Alexandre Costa, no Senado.

MAPA

EMPRESAS

JBS vende operações na Argentina, Paraguai e no Uruguai para Minerva

O valor do negócio foi de US$ 300 milhões

A JBS anunciou ontem que vendeu suas operações de carne bovina na Argentina, Paraguai e Uruguai, para, respectivamente, Pul Argentina S.A., Frigomerc S.A. e Pulsa S.A., todas sociedades controladas pela Minerva. O valor do negócio foi de US$ 300 milhões. Mas o preço está sujeito a um ajuste em valor equivalente à diferença entre o capital circulante líquido e o endividamento de longo prazo das sociedades na data de fechamento, cujo valor estimado em 31 de março de 2017 era positivo em aproximadamente US$ 40 milhões, explica comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A JBS afirma que a transação foi aprovada pelo conselho e que pretende utilizar os recursos para diminuir sua alavancagem financeira.

VALOR ECONÔMICO

JBS vende frigoríficos para Minerva e agrada mercado

As ações da JBS subiram 8,4% e as do Minerva, 4,8%.

A crise provocada pela delação premiada dos irmãos Batista fez com que a JBS abandonasse provisoriamente sua estratégia expansionista. Ontem, o grupo vendeu ao grupo Minerva, mais conservador, nove frigoríficos de uma vez só, por cerca de US$ 300 milhões, na maior transação da indústria da carne bovina desde 2009. A venda das operações da JBS na Argentina, Paraguai e Uruguai surpreendeu, mas agradou o mercado. “Foi bom para as duas partes”, disse um executivo. A JBS conseguiu rapidamente uma injeção de liquidez que, se não resolve todos os seus problemas, lhe dá poder de barganha perante bancos e fornecedores. A sensação de que as duas empresas ganharam refletiu-­se na bolsa. As ações da JBS subiram 8,4% e as do Minerva, 4,8%.

VALOR ECONÔMICO

Minerva adquire unidades da JBS no Mercosul

As fissuras provocadas pela delação premiada dos irmãos Batista mudaram os comportamentos tradicionais de JBS e Minerva Foods

Reconhecida pela estratégia expansionista de aquisições, a JBS se vê agora no papel inverso. Do outro lado, a Minerva, que não recusa o epíteto de “chatamente previsível”, acertou a aquisição de nove frigoríficos da JBS de uma vez só, pagando cerca de US$ 300 milhões à rival na maior transação da indústria da carne bovina desde 2009. Se surpreendeu o mercado especialmente pela rapidez nas tratativas, a compra das operações de carne bovina da JBS na Argentina, Paraguai e no Uruguai agradou. “Foi bom para as duas partes”, disse um importante executivo da indústria. Do ponto de vista estratégico, a Minerva abocanhou uma posição relevante na América do Sul, assumindo definitivamente a liderança no Paraguai ­ onde disputava com a JBS ­ e estreando na Argentina como a líder do país. Com o negócio, a receita líquida anual da Minerva deve saltar de R$ 10,5 bilhões para R$ 13,7 bilhões. A capacidade de abate de companhia, por sua vez, aumenta em mais de 50%. Sob pressão desde a delação e necessidade de fazer caixa, a JBS consegue rapidamente uma injeção de liquidez que, se não resolve todos os problemas, dá à empresa poder de barganha perante bancos e fornecedores. “Certamente, ajuda na relação com a comunidade bancária”, afirmou uma fonte do setor. “A alienação de alguns ativos não estratégicos ajudará a empresa a se concentrar no crescimento em mercados maiores e mais lucrativos e a reduzir sua posição de alavancagem”, disse Tarek Farahat, Presidente do Conselho de Administração da JBS, em comunicado. A declaração confirmou avaliação de que a JBS ganhou fôlego sem se desfazer de seu “diamante”: as operações de carne processada e com marca. Mais ‘commoditizadas’, as operações no Mercosul representam só 2% do faturamento da JBS em todo o mundo e pouco mais de mais de 10% da operação de bovinos na América do Sul ­ o Brasil é a maior operação nessa frente e seguirá sob o comando dos Batista. A sensação de que as duas companhias saíram ganhando se refletiu na bolsa paulista. As ações da JBS subiram 8,4% no pregão de ontem, a maior alta do Ibovespa. Já os papéis da Minerva subiram 4,8%. Com isso, a empresa dos Batista ganhou R$ 1,6 bilhão em valor de mercado, e a concorrente, R$ 127 milhões. Ontem, em teleconferência com analistas, o Presidente da Minerva, Fernando Galletti de Queiroz, enfatizou o caráter “ímpar” do negócio. Em condições normais de temperatura e pressão, a companhia fundada em 1992 em Barretos (SP) dificilmente conseguiria a posição de liderança no Mercosul, mesmo porque a JBS não abriria mão da operação em tempos de calmaria. Embora o negócio na Argentina, a primeira incursão da JBS no exterior, fosse visto como a pior aquisição da empresa ­ o CEO global da JBS, Wesley Batista, já admitiu em eventos que empatar na Argentina já seria um bom resultado ­, a aposta no Mercosul era clara. No ano passado, a JBS investiu US$ 80 milhões no Paraguai, inaugurando o primeiro frigorífico construído do zero de sua história. “Ao invés de termos aquisições pequenas e pontuais, fechamos um pacote que de acordo com o nosso plano de negócios”, afirmou Galletti. Com esse pacote, destacou, a companhia controlada pela família Vilela de Queiroz e pelo fundo saudita Salic “praticamente encerrou o ciclo de expansão de negócios”. Sendo assim, a Minerva já não busca mais aquisições. “Não há no radar novas aquisições, mesmo em situações oportunísticas”, respondeu Galletti a um analista. Em termos de produção, o único país em que a Minerva poderá fazer novos movimentos é a Colômbia, mas isso só ocorrerá no longo prazo, a depender do desenvolvimento da pecuária e da exportação de carne do país andino. Atualmente, a Colômbia ainda é “iniciante” nesse setor. Além de considerar concluída a expansão na América do Sul, novas aquisições estão fora dos planos porque a Minerva tem diante de si o desafio de integrar os frigoríficos e de melhorar o desempenho dos negócios da JBS no Mercosul, cujas margens estão distantes dos níveis que a Minerva costuma alcançar. Na teleconferência, o diretor financeiro da Minerva, Edison Ticle, afirmou que a margem de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) dos frigoríficos adquiridos da JBS está entre 4,5% e 5,5%, abaixo da margem de 9,2% da Minerva Foods no primeiro trimestre de 2017. A despeito disso, a Minerva vislumbra ganhos de sinergias que podem aumentar a margem Ebitda dos negócios em 2,5 pontos ­base. Na visão de um analista ouvido pelo Valor, obter essas sinergias é fundamental para que o preço pago pelos ativos da JBS seja baixo. Caso contrário, o valor terá sido muito alto, acrescentou. Pelas projeções da Minerva, os US$ 300 milhões que serão pagos embutem um múltiplo (relação entre valor empresarial e Ebitda em dose meses) 5 vezes a 6 vezes. Com as sinergias, esses múltiplos seriam reduzidos para algo entre 3,5 vezes e 4 vezes. “Só um múltiplo abaixo de 4 vezes seria barato”, avaliou o analista de um banco, citando a frustrada compra do frigorífico capixaba Frisa, que sairia por um múltiplo de 3,9 vezes. Quando anunciou a compra do Frisa, no fim de 2016, a Minerva vislumbrava um negócio moldado ao perfil financeiro conservador. “Fazemos aquisições que desalavancam”, era um mantra na empresa. Com isso, queriam dizer que o Ebitda dos ativos adquiridos seria maior que a parcela anual a ser amortizada. Desta vez, grande parte dos recursos já será pago à vista. Do total de US$ 300 milhões, 90% será desembolsado pela Minerva à vista, assim que sair o aval dos órgãos antitruste. A expectativa da empresa é que isso ocorra em julho. Os 10% restantes, porém, ficarão retidos por seis meses para o processo de “due diligence”, explicou Ticle. Na teleconferência, a ausência de uma diligência prévia chamou a atenção dos analistas, que indagaram os executivos da empresa. No início de 2016, lembrou um analista, a Minerva cancelou a aquisição do Frisa justamente devido ao não cumprimento da “due diligence”. Desta vez, porém, esse risco está descartado, indicou o diretor financeiro. “A gente sabe que os processos de diligência no Brasil costumam ser mais extensos e mais enrolados. [Mas] Nossa experiência com Paraguai e Uruguai é de praticamente zero contingências trabalhistas e tributárias”, argumentou. Ainda sobre a questão, Galletti lembrou que as operações da JBS no Uruguai, Paraguai e Argentina são auditadas pela KPMG, o que torna o processo “muito mais simples”, disse. No caso do Frisa, a situação era mais complexa porque a empresa capixaba não era auditada por uma das “big four” ­ as auditorias KPMG, Deloitte, EY e PwC.

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