Ano 3 | nº 516| 18 de maio de 2017
ABRAFRIGO NA MÍDIA
Abrafrigo notifica Proteste: “publicidade enganosa”
Entidade questiona metodologia dos testes
A ABRAFRIGO (Associação Brasileira de Frigoríficos) notificou extrajudicialmente a Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) para questionar testes realizados em carnes comercializadas em São Paulo. A entidade divulgou em seu site oficial um texto com o título “A Proteste comprova: carne está contaminada”. O artigo foi postado no último dia 4 de Maio e acabou sendo amplamente republicado em diversos outros sites por todo o país. A ABRAFRIGO afirma que sua notificação está apoiada no Código de Defesa do Consumidor (Lei Federal nº. 8.078/90) que proíbe e conceitua a publicidade enganosa e abusiva. O texto da Proteste afirma que estariam sendo comercializadas carnes contaminadas por bactérias, tal como salmonela e listeria em supermercados de São Paulo. De acordo com a Associação, o teste foi realizado “com 26 amostras de carne bovina, embutidos e cortes de frango”. A Friboi respondeu que o método analítico utilizado pela Proteste “não é o indicado para a pesquisa do micro-organismo citado e que o laudo apresentado não atende ao padrão estabelecido pela norma técnica da ABNT ISO/IEC 17025, que atesta se o laboratório possui todos os requisitos para a realização de estudos”. A ABRAFRIGO está notificando a Proteste para que responda qual a metodologia utilizada para o referido teste, quais “supermercados” estão envolvidos, em qual data os produtos foram colhidos, quais os laboratórios realizaram os estudos das amostras e se o mesmo detém o creditamento exigido pelo Ministério da Agricultura para realizar pesquisas dessa natureza. A entidade questiona ainda se o “resultado das mencionadas amostras foi, em tempo hábil, apresentado às empresas envolvidas (relacionadas na notícia) com o fim de oportunizar a estas a devida contraprova, direito que não pode ser mitigado, sob pena de violar o Princípio do Contraditório e da Ampla Defesa consagrado pela Constituição Federal de 1988 e que é também assegurado pelo novo Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (RISPOA 2017)”. A ABRAFRIGO estabeleceu um prazo de 10 dias para as respostas.
AGROLINK
CARNES: Abrafrigo notifica Proteste por distribuir propaganda enganosa
A entidade está realizando testes sem seguir trâmites legais e sem respeitar o direito do contraditório
A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) está entrando hoje com uma notificação
extrajudicial contra a Proteste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, com sede no Rio de Janeiro, porque a entidade está realizando testes sem seguir trâmites legais e sem respeitar o direito do contraditório. A notificação está apoiada exatamente no Código de Defesa do Consumidor (Lei Federal n. 8.078/90) que proíbe e conceitua a publicidade enganosa e abusiva. A Proteste divulgou notícia, veiculada em seu site oficial com data de 04 de maio de 2017, com o título “A Proteste comprova: carne está contaminada”, artigo que foi amplamente republicado em diversas mídias por todo o país. A notícia envolveu o nome comercial de diversas empresas – dentre elas, algumas Associadas à Abrafrigo, afirmando que estariam comercializando carnes contaminadas por bactérias, tal como salmonella e listeria, o que teria sido comprovado por um “teste realizado pela Proteste com 26 amostras de carne bovina, embutidos e cortes de frango adquiridos em supermercados de São Paulo”. A Friboi respondeu a uma destas publicações da Proteste no site UOL informando que o método analítico utilizado pela Proteste “não é o indicado para a pesquisa do micro-organismo citado e que o laudo apresentado não atende ao padrão estabelecido pela norma técnica da ABNT ISO/IEC 17025, que atesta se o laboratório possui todos os requisitos para a realização de estudos”. Já a Naturafrig e a Better Beef argumentaram que não receberam nenhuma comunicação da Proteste anterior a publicação da matéria. Diante disso a Abrafrigo está notificando a Proteste para que responda qual a metodologia utilizada para o referido teste; quais “supermercados no Estado de São Paulo”, bem como em qual data os produtos foram colhidos; quais os laboratórios que realizaram os estudos das amostras, bem como se os mesmos detém o creditamento exigido pelo Ministério da Agricultura (Mapa) para realizar pesquisas dessa natureza; se o resultado das mencionadas amostras foram, em tempo hábil, apresentadas às empresas envolvidas (relacionadas na notícia) com o fim de oportunizar a estas a devida contraprova, direito que não pode ser mitigado, sob pena de violar o Princípio do Contraditório e da Ampla Defesa consagrado pela Constituição Federal de 1988 e que é também assegurado pelo novo Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal (RISPOA 2017). A Abrafrigo estabeleceu um prazo de 10 dias para as respostas.
AGÊNCIA SAFRAS
NOTÍCIAS
Margens mais estreitas na carne bovina
Veio a Operação Carne Fraca e o que estava complicado se agravou. A boa notícia é que, após forte queda das exportações em abril, a situação se normalizou.
Quando a Polícia Federal sacudiu, em 17 de março, a rotina dos frigoríficos brasileiros, atraindo os holofotes internacionais para um escândalo de grandes proporções, a expectativa de executivos da indústria de carne já não era das melhores. Pressionados pela forte apreciação do real, muitos haviam jogado a toalha. Os resultados do primeiro trimestre, inevitavelmente, seriam mais fracos. Mas veio a Operação Carne Fraca, e o que estava complicado se agravou. Maior indústria de carne bovina, a JBS foi pega no contrapé, com 90 mil toneladas de carne bovina no mar, a caminho de destinos variados que, em maior ou menor medida, passaram a barrar os produtos brasileiros. Marfrig e Minerva, respectivamente, segunda e terceira maior empresa de carne bovina, também tiveram de segurar seus estoques, o que aumentou a necessidade de capital de giro. Tratado com reserva pelos frigoríficos até então, o impacto financeiro ficou um pouco mais claro anteontem, com a divulgação do balanço da JBS referente ao primeiro trimestre. Na semana passada, Minerva Foods e Marfrig também reportaram os resultados do período. Embora o câmbio tenha feito os maiores estragos no balanço do trimestre, a Carne Fraca provocou um impacto “relevante” sobre os frigoríficos de carne bovina, disse na terça-feira o Presidente global da JBS, Wesley Batista, em teleconferência. Apenas na operação de carne bovina da empresa, a investigação pode ter reduzido o lucro antes de juros impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) em aproximadamente R$ 250 milhões. Diretamente, o empresário evitou detalhar o impacto financeiro da Carne Fraca, mas forneceu pistas. De acordo com ele, o real mais valorizado “ajustou” para baixo o patamar de margens da indústria brasileira de carne bovina, para algo entre 5% e 9% “entre mid single digit e high single digit”, estimou Batista em condições normais de temperatura e pressão. Antes da alteração cambial, a margem dessa indústria era de dois dígitos. Entre janeiro e março, porém, a margem Ebitda da JBS Mercosul unidade de negócios que reúne as operações de carne bovina e subprodutos na América do Sul foi de apenas 1%, uma queda de 9,9 pontos percentuais em relação à margem Ebitda de 10,1% de igual período de 2016, quando o dólar estava próximo dos R$ 4,00. Se tivesse atingido a margem mínima de 5% em condições normais, a JBS Mercosul teria reportado um Ebitda de R$ 310,5 milhões. Mas o resultado foi de apenas R$ 59,4 milhões, ou R$ 251 milhões a menos. De longe, a JBS foi a companhia de carne bovina mais afetada pela operação Carne Fraca no primeiro trimestre. As margens da Minerva também caíram, mas com uma intensidade muito menor. No primeiro trimestre, a margem Ebitda da empresa ficou em 9,2%, ante 10,8% um ano antes. Na Marfrig Beef (que reúne as operações de bovinos na América do Sul), a margem caiu de 9% para apenas 6,7%. Segundo analistas, a JBS Mercosul foi a mais prejudicada pela Carne Fraca no primeiro trimestre devido ao seu gigantismo. A escala da empresa, cujo faturamento é mais de três vezes superior ao das concorrentes tornam a gestão dos estoques muito mais delicada. Não à toa, observou um analista de um banco estrangeiro, a JBS foi primeira companhia a paralisar os abates, reduzindo inicialmente o nível de produção em 30%. Posteriormente, no fim de março, deu férias coletivas de 20 dias para os funcionários de dez dos 36 frigoríficos de bovinos, cortando drasticamente a produção prevista para abril. Em entrevista recente ao Valor, o CEO da Marfrig, Martín Secco, admitiu o efeito negativo da Carne Fraca no primeiro trimestre, mas ressaltou que o câmbio foi mais prejudicial no período. Na Minerva, a Carne Fraca foi a justificativa para a piora do fluxo de caixa. A necessidade de capital de girou aumentou em R$ 40 milhões no período devido à investigação. Neste segundo trimestre, a Carne Fraca voltará a afetar o resultado dos frigoríficos, reconheceram os executivos das três maiores empresas do setor. A boa notícia é que, após forte queda das exportações em abril, a situação se normalizou.
VALOR ECONÔMICO
Brasil deve ser reconhecido país livre da pleuropneumonia bovina pela OIE
Em reunião anual da organização, na próxima semana, também será discutida resistência antimicrobiana
O Brasil deverá ser reconhecido como país livre da pleuropneumonia contagiosa bovina (CBPP na sigla em inglês), na reunião da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), que será realizada na próxima semana, entre os dias 21 e 26, em Paris. Segundo o diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e delegado do país na OIE, Guilherme Marques, “não existem casos da doença no Brasil”. A pleuropneumonia contagiosa bovina é uma doença de bovinos e búfalos causada por bactéria. Ataca os pulmões e a membrana (pleura) que reveste o tórax. Por ser altamente contagiosa, com taxa de mortalidade de até 50%, causa altas perdas econômicas. Para reduzir a infecção, existe vacinação com um tipo atenuado da bactéria. Não existem casos de contágio em seres humanos, por isso não há risco à saúde pública. Na reunião da OIE também será debatida estratégia para enfrentar a resistência antimicrobiana (a antibióticos), em conjunto com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Também serão discutidas mudanças no Código de Animais Terrestres e Aquáticos e manuais de normas biológicas que regulam o comércio internacional de carnes. Está prevista a realização de 17 reuniões entre as autoridades sanitárias da OIE. O Secretário de Defesa Agropecuária, Luis Rangel, e o Diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), José Luis Vargas, também participarão da reunião para informar aos países integrantes da organização sobre medidas de segurança e de controle sanitário adotadas pelo Mapa em frigoríficos.
MAPA
Funrural e Carne Fraca reduzem confinamento
Nos primeiros cinco meses deste ano, a arroba do boi gordo caiu quase 10% em Minas Gerais
A volta da cobrança do Funrural e a operação Carne Fraca trouxeram prejuízo e incertezas para o setor pecuário. Diante de um cenário conturbado, analistas acreditam que o volume de animais confinados deve ser menor. Nas últimas semanas, o pecuarista Ademir Ferreira de Mello tem convivido com surpresas nada agradáveis. O preço da arroba não para de cair e virou motivo de preocupação. Neste ano, ele espera engordar 10 mil bovinos em sua fazenda em Campo Florido (MG). Até agora, o planejamento está mantido, mas o pecuarista já ligou o sinal de alerta. “No último ano, recebemos na faixa de R$ 155 por arroba, e hoje para vender é R$ 135 ou R$ 133. Notamos que a cada dia está baixando mais o preço e vamos esperar para ver até onde isso vai. Com essa queda, a gente corre o risco de fechar no vermelho”, afirma. Nos primeiros cinco meses deste ano, a arroba do boi gordo caiu quase 10% em Minas Gerais, e hoje é cotada em média a R$133 no estado. Com a queda nos preços, o poder de compra do invernista piorou e a relação de troca com as categorias de reposição também ficou menor em comparação com o início do ano. Apesar da queda nas cotações dos animais de reposição, a relação de troca entre a arroba do boi gordo e o boi magro caiu 5,8% no estado entre os meses de janeiro e maio. No início do ano, o pecuarista precisava de 11,8 arrobas para a compra de um boi magro. Agora, a proporção é de 10,5 arrobas. “A reposição também continua seu movimento de queda, mas o preço do boi caiu mais forte. Devemos lembrar que tivemos Carne Fraca, que repercutiu imediatamente no preço da arroba. O Funrural trouxe confusão para o mercado e articulou a queda para descontar 2,3% no preço do boi”, afirma o analista da Scot Consultoria Gustavo Aguiar. Diante de tantas incertezas no mercado, o pecuarista Antônio Guimarães de Oliveira decidiu rever os planos. No início do ano, ele esperava engordar cinco mil bovinos, mas decidiu reduzir o volume em 25%. “Tínhamos um estoque de insumos um pouco mais caro e ele dava apenas para essa quantidade que a gente optou por confinar. Outro fator foi diminuir nosso estoque de boiadas mais cara do ano passado”, aponta. A possibilidade de novas quedas no preço da arroba e o surgimento de novas operações envolvendo o setor pecuário são fatores que, segundo Gustavo Aguiar, devem reduzir o número de animais confinados no primeiro giro de engorda. “Como o confinamento é uma atividade mais arriscada, o confinador achou melhor reduzir um pouco o confinamento nesse primeiro giro. Outro ponto é a chuva, que tem mantido bem os pastos em maio e isso estimula menos o confinamento agora. No segundo semestre, isso deve mudar com preço de dieta ainda melhor e boas margens para relação de troca com boi magro”, disse. Outro fator que deve ser determinante para a diminuição do confinamento é que, neste ano, as empresas de proteína animal suspenderam as compras de boi a termo. Essa modalidade de negócio é muito utilizada pelos pecuaristas para assegurar um preço satisfatório para a arroba no futuro. Com isso, é possível, por exemplo, garantir um valor de venda acima do custo de produção. “Além de não conseguir travar esse boi com o frigorífico, o diferencial de base fica aberto. Então, são duas pontas que não conseguimos fechar, o que gera mais insegurança quando a gente vai para o mercado”, conta Antônio Guimarães de Oliveira.
CANAL RURAL
Funrural: produtores aguardam definição
Acerto aparentemente está fechado com o governo, mas aguarda publicação no Diário Oficial
O produtor rural Alexandre Lopes, que na segunda safra cultivou 1,5 mil hectares no município de Campo Verde, MT, a 140 quilômetros de Cuiabá, está apreensivo com as negociações envolvendo o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural). Pelos seus cálculos, produtores como ele teriam de arcar com mais de R$ 5 milhões não recolhidos nos últimos anos. Em reunião na segunda-feira, 15, entre o ministro da Fazenda Henrique Meirelles e a bancada ruralista da Câmara dos Deputados, ficou acertado que o governo vai reduzir de 2,3% para 1,5% a alíquota da contribuição do Funrural. Para quem ainda tem débitos, a alíquota continuará em 2,3%, sendo que 0,8 ponto porcentual será para o pagamento do passivo, estimado em R$ 10 bilhões. Todo o pagamento será feito a partir de 2018, podendo se estender por 20 anos. O acerto da Medida Provisória aparentemente está fechado entre ruralistas e o governo e agora aguarda publicação no Diário Oficial da União.
ESTADÃO CONTEÚDO
Mercado do boi gordo com viés de baixa
Com as programações de abate alongadas, as indústrias aproveitaram o momento para testar o mercado e ofertaram preços abaixo da referência
Em algumas regiões a estratégia dos frigoríficos funcionou e os preços cederam. Também tiveram empresas que, por possuírem escalas maiores, permanecem fora das compras. Em São Paulo, apesar da estabilidade, as indústrias têm ofertado preços até R$2,00/@ abaixo da referência, mas nesses casos os negócios travam. O início da segunda quinzena do mês, período sazonal em que há maior pressão de baixa, colabora com o cenário. No mercado atacadista de carne bovina com osso, os preços ficaram estáveis e o boi casado de animais castrados segue cotado em R$9,07/kg. Na comparação com o início do mês houve recuo de 5,7%.
SCOT CONSULTORIA
Mato Grosso registra o menor número de animais abatidos desde 2008
Segundo dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o abate de bovinos em abril somou 283,26 mil cabeças. Este foi o menor volume registrado desde a crise em 2008
A quantidade de animais abatidos em abril/17 foi 22,7% inferior a registrada em março/17. Comparando com o mesmo período do ano passado, quando foram abatidas 397,49 mil cabeças, a queda é de 28,7%. Essa situação já era esperada após operação Carne Fraca. As investigações da Polícia Federal resultaram na interrupção das exportações, na queda das cotações do boi gordo, na suspensão das compras dos frigoríficos e inclusive nas férias coletivas de algumas plantas de abate. Esse cenário resultou na diminuição do número de animais abatidos. Mas, para curto prazo, espera-se recuperação nas exportações de carne e no número de animais abatidos, provenientes do aumento sazonal da oferta.
SCOT CONSULTORIA
Frigorífico JBS suspende compra de boi à vista em alguns estados
A JBS, maior indústria de alimentos do mundo, suspendeu as compras de boiadas à vista em algumas de suas unidades a partir desta quarta-feira (17)
A informação foi repassada por um agente ligado ao setor, destacando que essa mudança para compra a prazo é uma prática adotada em todos os estados de atuação da empresa , com exceção de São Paulo , pelo menos até agora. Segundo a fonte, houve um aumento significativo na procura de contratos à vista nos últimos dias, por isso a atitude da empresa. Mas, apesar de estar efetuando somente negócios no prazo com 30 dias, a antecipação do recebimento pode ser feita pelo Banco Original [também pertencente à Companhia J&F, dona da JBS] mediante a cobrança da Nota Promissória Rural (NPR), no valor de 3,1% ao mês. No início da semana, o Notícias Agrícolas já havia adiantado que os pecuaristas estavam pedindo antecipação do pagamento a prazo, por temer pela saúde financeira da empresa, após estarem envolvidas em mais um escândalo de corrupção investigado pela Lava Jato. Na última sexta-feira (12), dois sócios do grupo JBS, os irmãos Joesley e Wesley Batista, estiveram novamente na mira da PF, desta vez na Operação Bullish, que aponta prejuízo aos cofres públicos de R$ 1,2 bilhão, por supostas fraudes em aportes do BNDES. Segundo Paulo José Mano, pecuarista no Mato Grosso, por cautela iniciou-se uma forte tendência por todo o país de vendas somente à vista. Ele, que havia vendido com pagamento para 30 dias, solicitou na segunda-feira (15), antecipação do recebimento dos valores relativos à venda de boiadas. Nessa operação, o prejuízo total do produtor se aproximou de oito mil reais. A recomendação da Acrimat (Associação Criadores de Mato Grosso) é vender toda a produção somente à vista. Segundo o consultor técnico da associação, Amado de Oliveira Filho, em entrevista ao Notícias Agrícolas, essa orientação não é recente e muito menos restrita à JBS. Porém diante das incertezas sobre o futuro das operações da empresa, todo cuidado deve ser tomado. Em nota a JBS informou que “não comenta suas políticas comerciais por questões estratégicas. A Companhia informa ainda que suas operações seguem dentro da normalidade dos negócios”. A maior preocupação nesse cenário fica por conta dos produtores localizados em regiões que não possuem alternativas de venda. Os analistas afirmam que somente os rumores em relação aos desdobramentos da Operação Bullish já travaram o mercado no início desta semana.
NOTÍCIAS AGRÍCOLAS
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