Ano 3 | nº 475| 17 de Março de 2017
NOTÍCIAS
PF investiga corrupção entre fiscais agropecuários e empresários do agronegócio
De acordo com a PF, as investigações da chamada operação Carne Fraca apontaram que os fiscais recebiam propina para emitir certificados sanitários sem qualquer fiscalização efetiva
A Polícia Federal lançou nesta quinta-feira uma operação em seis Estados e no Distrito Federal com o objetivo de desarticular uma organização criminosa liderada por fiscais agropecuários federais e empresários do agronegócio, que atuava para facilitar a produção de alimentos adulterados. De acordo com a PF, as investigações da chamada operação Carne Fraca apontaram que os fiscais recebiam propina para emitir certificados sanitários sem qualquer fiscalização efetiva. As superintendências regionais do Ministério da Pesca e Agricultura nos Estados do Paraná, Minas Gerais e Goiás atuavam diretamente para proteger grupos empresariais, acrescentou a polícia. “Dentre as ilegalidades praticadas no âmbito do setor público, denota-se a remoção de agentes públicos com desvio de finalidade para atender interesses dos grupos empresariais. Tal conduta permitia a continuidade delitiva de frigoríficos e empresas do ramo alimentício que operavam em total desrespeito à legislação vigente”, disse à PF em nota. A Polícia Federal não identificou as empresas suspeitas de envolvimento no esquema. A operação conta com aproximadamente 1.100 policiais federais para o cumprimento de 309 mandados judiciais, sendo 27 de prisão preventiva, 11 de prisão temporária, 77 de condução coercitiva e 194 de busca e apreensão em endereços dos investigados e de empresas supostamente ligadas ao grupo criminoso. Segundo a polícia, esses números fazem da Carna Fraca “a maior operação já realizada pela PF em toda sua história”.
Os mandados judiciais foram expedidas pela 14ª Vara da Justiça Federal de Curitiba e estão sendo cumpridos nos Estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás, além do DF.
REUTERS
PF deflagra operação contra venda ilegal de carnes
Aproximadamente 1.100 policiais federais estão cumprindo 309 mandados judiciais — 27 de prisão preventiva, 11 de prisão temporária, 77 de condução coercitiva e 194 de busca e apreensão em residências e locais de trabalho dos investigados
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira (17) a Operação “Carne Fraca” para combater o envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura em um esquema de liberação irregular de licenças para frigoríficos. Entre as empresas investigadas estão alguns dos maiores frigoríficos do Brasil, como BRF e JBS, dono de Big Frango e Seara Alimentos. Aproximadamente 1.100 policiais federais estão cumprindo 309 mandados judiciais — 27 de prisão preventiva, 11 de prisão temporária, 77 de condução coercitiva e 194 de busca e apreensão em residências e locais de trabalho dos investigados. Também há ações de busca e apreensão em empresas supostamente ligadas ao grupo criminoso. A PF informou tratar-se da maior operação já realizada na história da instituição. Um dos 26 presos preventivamente é o Gerente de Relações Institucionais e Governamentais da BRF, Roney Nogueira dos Santos. Além dele, dois executivos da JBS supostamente envolvidos em irregularidades já teriam sido presos, segundo a PF. Investigação A PF detectou, em quase dois anos de investigação, que as superintendências regionais do Ministério da Pesca do Paraná, Minas Gerais e Goiás atuavam diretamente para “proteger grupos empresariais em detrimento do interesse público”. Segundo a PF, os agentes públicos, utilizando-se do poder fiscalizatório do cargo e após receber propina, atuavam para facilitar a produção de alimentos adulterados, emitindo certificados sanitários sem que houvesse qualquer fiscalização efetiva. Entre as ilegalidades praticadas, de acordo com a PF, “denota-se a remoção de agentes públicos com desvio de finalidade para atender interesses dos grupos empresariais”. Para os investigadores, essa conduta permitia a continuidade dos delitos atribuídos frigoríficos e empresas do ramo alimentício. A pedido da PF, a Justiça federal determinou o bloqueio de R$ 1 bilhão em contas correntes e valores dos investigados. A superintendência do Ministério da Agricultura no Paraná foi “tomada de assalto” pelos integrantes da quadrilha que foi alvo da operação da PF. De acordo com a 14ª Vara Federal do Paraná, os acusados “agiam de modo a transformar suas atividades profissionais em uma constelação de crimes praticados diariamente”. Os pedidos de prisão preventiva e temporária, segundo o juízo, são justificados pela necessidade de cessação imediata das práticas criminosas adotadas pelos acusados como modo de vida, “de forma reiterada, permanente e contínua”. Foram identificadas provas suficientes para enquadrar os acusados em crimes de adulteração de produtos alimentícios, associação criminosa, peculato, concussão, corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A operação de hoje descobriu um esquema de fraude na fiscalização a frigoríficos que seria liderada por empresários do Agronegócio e fiscais do Ministério da Agricultura. Veja abaixo a lista de pessoas jurídicas que são alvos de busca e apreensão autorizadas pela 14ª Vara Federal Criminal de Curitiba: Santa Ana Comércio De Alimentos LTDA, Dalchem Gestão Empresarial LTDA Fênix Fertilizantes LTDA Multicarnes Representacoes Comerciais Ltda Doggato Clínica Veterinária LTDA ME Unifrango Agroindustrial S/A, Mc Artacho Cia Ltda Frigomax Frigorifico E Comercio De Carnes Ltda Smartmeal Comercio de Alimentos LTDA Sub Royal Comercio De Alimentos Unidos Comércio De Alimentos Ltda BioTee Sul Am. Ind. De Prod. Quím. E Op. Ltda Primor Beef Jjz Alimentos S.A, Peccin Agro Industrial Ltda Uru Pfpprodutos Frigorificados Peccin Ltda Frigorífico Souza Ramos LTDA Big Frango Indústria E Com. De Alimentos Ltda PrincipioAlimentos Ltda ME Frigorífico Rainha da Paz Frango a Gosto Frigorífico 3D Jaguafrangos Industria E Com. De Alimentos Ltda Pavin Fertil Industria E Transporte Ltda Primocal ind. E com. De fertilizantes Ltda Fortesolo Servicos Integrados Ltda Fratelli E.H. Constantino, Sidnei Donizeti Bottazzari ME, Medeiros, Emerick & Advogados Associados Seara Alimentos LTDA (Gabinete Flavio Cassou) Dagranja Agroindustrial LTDA Frigorífico Argus LTDA BRF – Brasil Foods (Gabinete Roney) BRF – Brasil Foods (Gabinete Andre) BRF – Brasil Foods (Gabinete José Roberto) B R F – B r a s i l
VALOR ECONÔMICO
BOI/CEPEA: Indicador acumula leve queda de 0,6% na quinzena
Os preços do boi gordo seguem praticamente estáveis no mercado paulista, segundo pesquisas do Cepea
Os preços do boi gordo seguem praticamente estáveis no mercado paulista, segundo pesquisas do Cepea. Na primeira quinzena de março, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (estado de São Paulo) acumulou ligeira queda de 0,6%, fechando a R$ 144,10 nessa quarta-feira, 15. Representantes de frigoríficos entram no mercado apenas quando há maior necessidade de aquisição de novos lotes de animais para abate. No atacado da Grande São Paulo, a carcaça casada bovina foi cotada a R$ 9,96/kg na quarta, pequena baixa de 0,3% na parcial do mês.
CEPEA
Líder em abates de gado, Mato Grosso registra “estabilidade” no envio de animais para frigoríficos
Foram enviadas para a indústria 4,577 milhões de cabeças de gado, 0,8% a mais que as 4,540 milhões verificadas em 2015
Líder em abate de bovinos com 15,4% de participação do mercado nacional, Mato Grosso registrou em 2016 uma estabilidade no envio de animais para os frigoríficos. Foram enviadas para a indústria 4,577 milhões de cabeças de gado, 0,8% a mais que as 4,540 milhões verificadas em 2015. Os números são da Estatística da Produção Pecuária, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento mostra que no Brasil foram abatidas 29,668 milhões de cabeças de gado, 3,2% a menos que as 30,651 milhões de 2015. O Mato Grosso do Sul é o vice-líder em abates com 3,292 milhões de cabeças, resultado este 3,4% menor que as 3,408 milhões do ano anterior. O ranking ainda é composto por Goiás (2,821 milhões), São Paulo (2,792 milhões) e Minas Gerais (2,469 milhões). “Mato Grosso atingiu 30,2 milhões de animais e reduziu seu ciclo de produção, ou seja, está produzindo mais carne em menos tempo. Essa eficiência tem reflexo nos abates e também no preço, que registrou queda nos últimos meses de 2016 justamente pela maior oferta em detrimento da demanda”, pontua o Diretor Executivo da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari.
OLHAR DIRETO
Mercado do boi gordo segue indefinido
Com pouca movimentação, o mercado do boi gordo segue sem tendência definida. Diante disso, as referências foram mantidas na maioria das praças pesquisadas pela Scot Consultoria na última quinta-feira (16/3)
Apesar do baixo estímulo das indústrias para adquirir matéria-prima, devido ao lento escoamento da carne, não se nota uma pressão baixista por parte dos frigoríficos. Em São Paulo, diante deste cenário de indefinição do mercado, algumas indústrias, que conseguiram “folga” nas escalas, saíram das compras, aguardando uma melhor definição do mercado. No mercado atacadista de carne bovina com osso, após a alta registrada na semana passada, o mercado segue estável. O boi casado de animais castrados está cotado em R$9,64/kg.
SCOT CONSULTORIA
Chuvas dificultando as negociações no mercado do boi gordo e reposição no Pará
A intensificação da chuva no Pará tem dificultado as negociações, tanto no mercado do boi gordo, quanto no mercado de reposição. No momento, o ritmo de negócios está lento
Na comparação anual, a média das cotações de todas as categorias de machos anelorados no estado cedeu 8,2%. Neste período, o bezerro (7,5 @) e o bezerro desmamado apresentaram as maiores desvalorizações, de 11,5% e 7,9%, respectivamente. A arroba do boi gordo, neste mesmo intervalo, caiu 6,6%. Há um ano, era possível adquirir 1,82 bezerro (7,5@), com a venda de um boi gordo de 16,5@ no Pará. Atualmente esta relação de troca está em 1,92, melhora de 5,5% no poder de compra.
SCOT CONSULTORIA
Retirada da vacinação deve aliviar bolso do produtor
Além de reduzir gastos com medicamentos e manejo, interrupção da imunização contra aftosa abrirá novos mercados para a carne brasileira. Há dois anos, o Paraná havia acenado com a possibilidade de retirar a vacinação
A recente decisão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) de retirar a vacinação contra febre aftosa, a partir de novembro de 2018 – com o país sendo declarado livre da doença sem vacinação até 2020 – deve trazer novas perspectivas para a cadeia produtiva. Antigo defensor da retirada da vacina, Sebastião Guedes, Presidente o Grupo Interamericano para Erradicação da Febre Aftosa (Giefa) e Vice-Presidente do Conselho Nacional de Pecuária de Corte (CNPC), diz que a decisão é de todo o setor produtivo e trará economia de mais R$ 600 milhões por ano. “Estamos jogando dinheiro fora há um bom tempo. O Panaftosa [Centro Panamericano de Febre Aftosa] diz que após quatro anos sem foco pode-se prescindir da vacinação. No Brasil há áreas com mais de duas décadas sem a doença”, alerta Guedes. O executivo destaca também que a medida irá ajudar no ganho de peso dos animais e contribuirá para que o país alcance novos mercados para exportação. “Reduziremos muito as perdas de peso nas carcaças devido às lesões durante a vacinação e passaremos a atender as exigências de mercados altamente remuneradores, como Japão e Coréia do Sul”. Portas podem ser abertas também na suinocultura. Guedes afirma que mais de 60% do mercado de exportação exige que não se vacine contra a doença. Atualmente, Santa Catarina é o único Estado livre de aftosa sem vacinação no Brasil, status conquistado em 1999. “A região concentra mais de quatro milhões de cabeças e confirma que a retirada da vacinação é totalmente viável”, destaca executivo. Há dois anos, o Paraná havia acenado com a possibilidade de retirar a vacinação, mas desistiu em função das obras de fronteira não terem ficado prontas dentro do prazo esperado. Segundo Guedes, outros Estados que surgem como principais interessados no assunto são Mato Grosso e São Paulo. Em recente entrevista à Revista DBO, o Diretor de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Guilherme Marques adiantou que a retirada da vacinação contra febre aftosa no Brasil será feita em blocos, com as primeiras regiões atendidas sendo aquelas protegidas do ponto de vista geográfico. Respeitando esse quesito, a prioridade seria dada às áreas que não têm fronteira internacional no Norte, no Nordeste, Sudeste e parte do Centro-Oeste. O CNPC acredita que o ideal seria iniciar a retirada por Estados que estão entre 15 e 20 anos sem focos da doença e concentram mais de 66 milhões de animais. Fazem parte desse grupo AL, BA, CE, ES, MA, PB, PE, PI, RJ, RN e SE. No ano seguinte, a retirada aconteceria nos Estados de GO e MG, além do DF, que estão há mais de 20 anos sem foco da doença; PA (10 a 15 anos sem focos); e TO (entre 15 e 20 anos sem foco). Por fim, no terceiro e último ano, parariam de vacinar os Estados de AM, MS, PR (há 10 ou 15 anos sem foco); AP, RR, RO, RS (de 15 a 20 anos sem focos); e AC, SP, MT (há mais de 20 anos sem focos). Vale lembrar que além da meta da retirada da vacinação, o Mapa anunciou também a retirada do vírus C da composição da vacina, erradicado há mais de 13 anos da América Latina. Com isso, a dose do medicamento poderia diminuir de 5ml para 2ml, barateando seu custo em até 40%. Guedes será um dos representantes do Brasil na reunião da Comissão Sul-Americana para a Luta Contra a Febre Aftosa (Cosalfa), entre os dias 3 e 7 de abril em Pirenópolis, GO. O encontro contará com representantes de outros 11 países sul-americanos, além do Panamá e tem como objetivo discutir as melhores estratégias para retirada da vacinação contra aftosa do Brasil.
Portal DBO
EMPRESAS
JBS dobra volume exportado de colágeno para o Sudeste Asiático
O crescimento da demanda mundial pelo ingrediente impulsionou esse resultado
A NovaProm Food Ingredients, da JBS, entre as maiores fabricantes de colágeno bovino do mundo, exportou 30 toneladas do ingrediente para o Sudeste Asiático em 2016. No entanto, só em fevereiro deste ano, a companhia dobrou o número anual daquela região, chegando a 60 toneladas. Esse montante representa 42% do total das exportações mundiais feitas pela unidade de negócios em fevereiro, cujo volume mensal somou 143 toneladas. O crescimento da demanda mundial pelo ingrediente impulsionou esse resultado. O colágeno pode ser usado como matéria-prima para a fabricação de produtos como remédios e cosméticos, mas também é muito utilizado na indústria alimentícia, principalmente na produção de embutidos. A proteína proporciona melhora na textura e fatiamento das carnes, enriquecimento proteico, além de melhorar a vida útil do artigo na prateleira. Para março e abril deste ano, a expectativa é que sejam exportados, também para o Sudeste Asiático, cerca de 35 e 45 toneladas, respectivamente. Criada em 2002, a NovaProm Food Ingredients tem capacidade para produção de 5 mil toneladas de colágeno/ano e 4 mil toneladas de ingredientes funcionais para produtos industrializados/ano.
CARNETEC
INTERNACIONAL
USDA: Confira relatório sobre o mercado de carne bovina dos EUA
Desaparecimento de carne vermelha e de aves em 2017 deverá aumentar em 1,18 quilos por pessoa em relação ao ano anterior
O desaparecimento é a quantidade de carnes vermelhas e de aves usada nos mercados domésticos. O desaparecimento per capita é calculado subtraindo as exportações líquidas e as variações de estoques da produção e, em seguida, dividindo esse resultado pela população dos Estados Unidos. Em 2017, o desaparecimento per capita de carnes vermelhas e aves em uma base de varejo deverá ser de 98,52 quilos por pessoa, 1,18 quilos a mais do que os 97,34 quilos disponíveis per capita no ano passado. Este ano, as carnes vermelhas (carne bovina, suína, bovina e cordeiro) deverão representar um pouco mais da metade do desaparecimento (51,1%), enquanto as de aves de provavelmente representarão um pouco menos (49,9%). Em 2016, o desdobramento entre as participações das carnes vermelhas e de aves foi o inverso: as aves foram responsáveis por um pouco mais de 50,2% do desaparecimento total per capita, enquanto as carnes vermelhas representavam 49,8%. Embora a produção de aves deva crescer 2% este ano, os fortes aumentos da produção de carne bovina e suína – 4,1% e 4,7%, respectivamente – explicam em grande parte a participação da carne vermelha disponível per capita em 2017. Com base no relatório de 24 de fevereiro de 2017, Cattle on Feed, as colocações em confinamento em janeiro aumentaram em 11% comparado com o mesmo período de 2016 e quase no mesmo nível de 2014. A maior colocação líquida de bovinos em engorda durante o ano e a queda na colocação em termos de peso médio de colocação em janeiro pode ter refletido preocupações com a disponibilidade de pastagens. A produção semanal de carne bovina inspecionada pelo governo federal durante na última semana de fevereiro foi estimada acima dos níveis de um ano atrás e acima da média de 5 anos. Os produtores estão comercializando seu gado em tempo hábil e o ritmo mais rápido de abate foi um fator contribuinte no aumento da previsão do USDA para a produção comercial de carne bovina no primeiro trimestre. Entretanto, o aumento no abate é condicionado por menores pesos de carcaça, uma vez que os operadores de confinamento continuam atualizados em suas comercializações. Assim, as previsões para a produção comercial de carne bovina no primeiro trimestre de 2017 são de uma produção 2,5% maior ao mesmo período em 2016. Os preços do gado para engorda alcançaram o menor valor em outubro de 2016 e desde então viram uma recuperação lenta que parece ter estagnado nos últimos 2 meses. Isto é provavelmente devido à oferta relativamente grande de animais para engorda disponíveis para colocar. O aumento de 11% nas colocações de janeiro refletiu provavelmente está maior oferta de animais para engorda. A previsão de preço do gado para engorda no primeiro trimestre de 2017 é de US$ 280 a US$ 289 por 100 quilos, US$ 1,20 dólar acima do quarto trimestre de 2016. O preço do boi gordo de todas as classificações em 5 áreas também alcançou seu menor valor em outubro 2016, mas se recuperou diante dos maiores abates de boi gordo. Embora permanecendo abaixo dos níveis do ano anterior, os preços de janeiro e fevereiro de 2017 aumentaram para US$ 264,5 e US$ 268 por 100 quilos, respectivamente. O preço do boi gordo no primeiro trimestre de 2017 deverá ficar faixa de US$ 266,7 a US$ 273,3 por 100 quilos. O preço da vaca para abate (cutter cow, vacas que já passaram de seu período produtivo e estão apenas aptas para o abate), viva equivalente 90% magra, 500 libras (226,8 kg) ou mais em janeiro de 2017 aumentou em US$ 5,7 por 100 quilos com relação ao mês anterior, para US$ 132 por 100 quilos, embora tenha sido US$ 21,45 menor que no mesmo mês do ano anterior. Os preços da vaca de corte aumentaram em US$ 2,67 por 100 quilos em fevereiro de 2017, sinalizando um aumento na demanda por carne magra. A previsão de preços para o primeiro trimestre 2017 da vaca de corte é de US$ 132,30- US$ 134,5 por 100 quilos. O preço de varejo da carne bovina Choice também mostrou uma recuperação leve, provavelmente devido à abundante oferta de carne através do complexo de proteína animal. O preço de janeiro de 2017 foi 8,8 centavos acima do mês anterior, em US$ 12,5 por quilo, mas ainda 48,5 centavos por quilo inferior ao nível do ano anterior. O preço de fevereiro de 2017 da carne bovina Choice também deverá ser levemente maior do que o preço de janeiro. As importações de carne bovina dos EUA em janeiro de 2017 caíram em 21% em relação ao mesmo período do ano anterior. As importações da Austrália caíram 47%, pelo menos em parte devido ao abastecimento apertado do país. Também houve queda nas importações da Nova Zelândia (-31%) e do Canadá (-17%). Algumas das perdas de importação desses países foram compensadas com aumentos significativos do México (+53%) e Nicarágua (+23%). As importações do México e da Nicarágua tornaram-se atrativas, pelo menos em parte devido à força cambial relativa do dólar dos EUA. Nove países representam 99% das importações de carne bovina dos EUA (Austrália, Canadá, Nova Zelândia, Brasil, Uruguai, México, Nicarágua, Argentina e Costa Rica). Apesar dos potenciais ventos positivos pela força do dólar, de estoques mais apertados de carne processada da Oceania e preços relativamente altos de carne magra importada em relação à carne magra doméstica, a previsão de importação de carne bovina no primeiro trimestre de 2017 foi mantida em 317,5 milhões de quilos. As importações para 2017 foram previstas em 1,22 bilhão de quilos. O índice do dólar norte-americano ponderado para as importações de carne bovina foi desenvolvido com base na participação das importações de carne bovina da Austrália, Canadá, Nova Zelândia, Brasil, Uruguai, México, Nicarágua, Argentina e Costa Rica, que representam 99%. As previsões de exportações de carne bovina dos Estados Unidos para o primeiro trimestre de 2017 foram aumentadas em 4,54 milhões de quilos, em grande parte devido à força das vendas de exportação para o Japão, outros países asiáticos e nossos parceiros norte-americanos. As exportações de janeiro mostraram um aumento de 21% com relação ao ano anterior. Os aumentos das exportações foram observados no Japão (+40%), Coreia do Sul (+38%), México (+41%) e Canadá (+11%). As vendas de exportação continuam mostrando força, apesar dos potenciais ventos contrários pela força do dólar. O aumento das exportações de carne bovina para o México foi bastante surpreendente em face do declínio significativo no valor do Peso. As exportações do primeiro trimestre de 2017 deverão ser de 288 milhões de quilos, com a previsão para o ano inteiro de 1,22 bilhão de quilos.
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