
Ano 7 | nº 1419| 08 de fevereiro de 2021
ABRAFRIGO NA MÍDIA
Exportações totais de carne bovina caem 6% no volume e 11% na receita em janeiro
As exportações totais de carne bovina (in natura + processada) em janeiro apresentaram queda de 6% no volume e de 11% na receita em relação a janeiro de 2020, informou a Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), que compilou os dados divulgados pelo Ministério da Economia, por meio da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Decex)
No total, foram movimentadas 127.139 toneladas que proporcionaram uma receita de US$ 549 milhões. Em janeiro de 2020 a movimentação foi de 135.375 toneladas e a receita de US$ 618 milhões. A China e a cidade estado de Hong Kong até que aumentaram suas aquisições no mês, importando 79.896 toneladas (62,8% do total exportado) contra 76.965 em janeiro de 2020, mas houve uma redução significativa de sua movimentação em relação aos últimos meses do ano, quando os chineses compraram 109 mil toneladas em outubro, 123 mil toneladas em novembro e 101 mil toneladas em dezembro, elevando seus estoques para as comemorações do seu principal feriado, o Ano Novo Lunar. Segundo a ABRAFRIGO, a partir de março as exportações podem voltar a este patamar. Entre os 20 maiores clientes do país, o Chile foi o segundo país que mais movimentou a carne bovina brasileira, comprando 5.168 toneladas (-16,6% em relação a janeiro de 2020); o terceiro foi o Egito, com 4.501 toneladas (-13,5%); o quarto as Filipinas, com 3.115 toneladas (+12%). A quinta posição foi ocupada por Israel, com 3.062 toneladas (-13,5%); a sexta foi a Arábia Saudita, com 2.813 toneladas (-29%), a sétima os Emirados Árabes, com 2.764 toneladas (- 24,7%) e o oitavo foi a Itália, com 2.761 toneladas (+62%). Os Estados Unidos aumentaram suas compras de carne bovina em 133%, ficando na nona posição, com 2.748 toneladas. Entre todos os países importadores de janeiro, segundo a ABRAFRIGO, 46 tiveram desempenho positivo e outros 58 apresentaram desempenho negativo.
AGÊNCIA REUTERS/VALOR ECONÔMICO/O GLOBO/ÉPOCA NEGÓCIOS/GLOBO RURAL/NOTÍCIAS AGRÍCOLAS/AGROEMDIA/CANAL RURAL/DATAGRO/AGROLINK/CNN BRASIL/INVESTING.COM/MONEY TIMES/JORNAL DO COMÉRCIO/RIC MAIS/BRFINANÇAS YAHOO/UOL NOTÍCIAS/CARNETEC
NOTÍCIAS
Boi gordo: estabilidade nos preços da arroba no fechamento da primeira semana de fevereiro em São Paulo
Na última sexta-feira (5/2), os preços da arroba ficaram estáveis na comparação feita dia a dia, tanto para machos quanto para fêmeas
Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi gordo fechou a semana passada apregoado em R$302,00/@, para vaca e novilha gordas os negócios estão ocorrendo em R$284,00/@ e R$292,00/@, preços brutos e a prazo, respectivamente. Para animais que atendem o mercado externo, os negócios estão ocorrendo em torno de R$305,00/@, preço bruto e à vista.
SCOT CONSULTORIA
Valor do boi gordo mantém estabilidade, mas em patamar de preço recorde
A arroba foi negociada por R$ 304 em São Paulo, mesmo com as indústrias tendo dificuldades em alongas escalas de abate
O mercado físico de boi gordo registrou preços estáveis nesta sexta-feira, 5. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os negócios seguiram ocorrendo em patamares recordes de preço. “Basicamente, o cenário de restrição de oferta impossibilita que os frigoríficos alonguem suas escalas de abate. Por outro lado, o limitador para altas ainda mais agressivas é a situação da demanda, bastante desaquecida no decorrer do primeiro bimestre. A descapitalização do consumidor médio gera dificuldades para que os frigoríficos repassem o adicional de custo da matéria-prima ao restante da cadeia produtiva”, assinala Iglesias. Ainda de acordo com a Safras, a margem operacional está bastante pressionada neste momento, principalmente para os frigoríficos que atuam apenas no mercado doméstico. Os frigoríficos habilitados a exportação, principalmente os habilitados para atender o mercado chinês, ainda dispõem de uma condição privilegiada no que diz respeito às receitas. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 304. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 290, inalterado. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 294. Em Cuiabá, o valor ficou em R$ 291. Em Uberaba, Minas Gerais, os preços chegaram a R$ 300. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. Conforme Iglesias, não há grande espaço para reajustes mesmo no período de virada de mês, avaliando os preços já proibitivos da carne bovina varejo. Em linhas gerais, o consumidor médio não consegue absorver reajustes e simplesmente migra para proteínas mais acessíveis, enfaticamente a carne de frango. Com isso, o corte traseiro permaneceu em R$ 20,80 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 15,60 o quilo, enquanto a ponta de agulha seguiu em R$ 15,60 o quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Brasil avalia importar gado em pé do Paraguai para conter escassez de animais
Ministério da Agricultura analisa pedido feito pela indústria de Mato Grosso do Sul, que relata ociosidade devido à queda nos abates. Pasta já contatou governo paraguaio
O Ministério da Agricultura está analisando a possibilidade de importação de gado em pé do Paraguai por frigoríficos brasileiros. A demanda veio do Sindicato das Indústrias de Frios, Carnes e Derivados de Mato Grosso do Sul (SicadeMS), que representa 20 plantas e tem buscado preencher escalas de abate em meio à oferta apertada de gado terminado. O Vice-Presidente do sindicato, Regis Luís Comarella, disse que as unidades do Estado têm operado com ociosidade mais de metade da capacidade produtiva por causa da escassez de matéria-prima. “Estamos praticamente fora do mercado. O pouco volume de boi que ainda tem está muito caro e a conta dos frigoríficos não fecha”, afirmou. Ele lembrou que a estiagem verificada no ano passado atrasou a recuperação do pasto, levando muitos pecuaristas a confinarem animais em vez de optarem pela terminação a pasto. Nesse sentido, a boiada gorda que foi confinada chegou antes ao mercado, reduzindo a oferta neste momento. Outro ponto de atenção em relação à oferta é o ciclo de retenção de fêmeas, que Comarella acredita vai continuar pelos próximos dois anos, dada a valorização do bezerro. Na visão dele, o cenário de preços também não deve mudar tão cedo, já que a esperada safra de boi não deve trazer abundância de oferta.
Estadão Conteúdo
De 2020 a 2030, a UE estima um crescimento médio anual no consumo de carne de 1,1% em todo o mundo
De acordo com as últimas previsões da União Europeia (UE), o consumo mundial de carne deverá continuar crescendo a uma taxa estimada de 1,1% ao ano. No entanto, espera-se que o consumo de carne na UE caia 1,6% per capita até 2030
Um fator importante antecipado nos mercados de carne da UE é a sustentabilidade, que pode levar a uma redução no censo de gado da UE até 2030. Prevê-se que a produção total de carne da UE diminua apesar da inovação e das melhorias tecnológicas aumentarem a eficiência. Em relação à carne bovina, de acordo com a Comissão Europeia, a produção de carne da UE deverá cair 8% (0,6 milhões de toneladas) entre 2020 e 2030. O censo deverá cair 2,2 milhões de cabeças (-7%) até 2030, refletindo aumentos em produção de leite reduzindo a necessidade de vacas leiteiras. O censo das vacas leiteiras deve diminuir devido à perda de rentabilidade dos pecuaristas em face do fornecimento de carne de outros grandes produtores como Brasil, Estados Unidos ou Argentina. No entanto, a desaceleração da produção global pode fazer com que os preços aumentem ligeiramente entre 2025 e 2030. Quanto ao consumo desta carne na UE, pode continuar diminuindo após os efeitos do covid-19 em 2020. A menor produção e manutenção das importações juntamente com o menor consumo farão com que ultrapasse 10,6 kg em 2020 para 9,7 k/ pessoa/ano em 2030. Para os suínos, as perspectivas são incertas no médio prazo. Prevê-se que as preocupações ambientais em vários países da UE e o impacto da peste suína africana limitem a produção de suínos na UE. Como tal, a produção de carne suína da UE deverá cair 4,6% (1 milhão de toneladas) entre 2020 e 2030. No curto prazo, espera-se que a demanda por carne suína da UE diminua, o que pode levar a uma queda nos preços. Este é o resultado da recuperação antecipada de peste suína africana nos níveis de produção chinesa, o que provavelmente reduzirá a demanda por importações da Europa durante o próximo 2021. Apesar disso, a Comissão Europeia espera que os preços da UE se recuperem em 2030 para cerca de € 1.600 ( US$ 1922) a tonelada, conforme a produção cai. O consumo de carne suína na UE também deverá continuar diminuindo no médio prazo. Embora os níveis devam se recuperar um pouco em 2021, a Comissão Europeia prevê que o consumo continuará a cair em cerca de 1,4 kg per capita até 2030.
Eurocarne
ECONOMIA
Dólar tem queda ante real com perspectiva de estímulo nos EUA
O dólar já sobe cerca de 3,7% contra o real no ano de 2021
O dólar registrou queda contra o real na sexta-feira após a divulgação de um importante relatório de emprego dos Estados Unidos e em meio a expectativas crescentes de mais estímulo econômico na maior economia do mundo. O dólar à vista caiu 1,19% na sexta-feira, a 5,3849 reais, apresentando perda semanal de 1,71% contra a divisa brasileira. Na B3, onde as negociações vão até as 18h, o dólar futuro recuava 0,81%, a 5,385 reais. Na mínima do pregão, o dólar spot chegou a tocar 5,3451 reais, refletindo a fraqueza da moeda norte-americana no exterior depois que dados desta sexta-feira mostraram que a criação de vagas de trabalho nos EUA ficou abaixo do esperado em janeiro, enquanto as perdas de emprego no mês anterior foram mais profundas do que se pensava inicialmente. O Presidente dos EUA, Joe Biden, fez uma série de aparições nesta sexta-feira em que defendeu a aprovação de um pacote de alívio econômico que inclui cheques diretos à população afetada pela pandemia. A Câmara dos Deputados do país aprovou um pacote orçamentário na sexta que permite aos democratas aprovarem o projeto de Biden –no montante de 1,9 trilhão de dólares– sem apoio republicano. No Brasil, somavam-se à previsão de juros baixos nos EUA por mais tempo as apostas de aumento da taxa Selic ainda no primeiro semestre de 2021. Em sua última reunião de política monetária, o Banco Central abandonou seu compromisso de não elevar os juros desde que algumas condições estivessem satisfeitas. Num âmbito mais estrutural, os investidores seguem atentos à situação das contas públicas do país, que há meses é citada como fator de preocupação em meio a um Orçamento apertado para 2021 e uma dívida pública em patamar recorde.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta com NY e Vale
O Ibovespa fechou em alta na sexta-feira, apoiado pelo desempenho de Wall Street e forte valorização de mineração e siderurgia
O papel de protagonista, porém, ficou para a Petrobras, em meio a noticiário sobre os preços de combustíveis. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em alta de 0,76%, a 120.166,95 pontos, acumulando elevação de 4,43% na semana, de acordo com dados preliminares. Na máxima, chegou a superar 121 mil pontos. O volume financeiro somava 29,6 bilhões de reais.
REUTERS
FRANGOS & SUÍNOS
Contratos futuros de suínos na China e ações de empresa sobem devido a surtos de doenças
O contrato futuro de suínos mais ativo da China subiu mais de 4% na segunda-feira (8) e as ações do maior produtor de suínos do país subiram depois que relatórios recentes destacaram surtos de doenças graves no maior rebanho suíno do mundo
Os relatórios alimentaram as preocupações dos investidores sobre a oferta de suínos e as apostas de que os preços vão subir. O contrato futuro de suínos fechou 4,08% mais firme, a 26.900 yuans (US $ 4.166,15) por tonelada, o maior valor desde as negociações da Bolsa de Commodities de Dalian, lançado no mês passado. As ações da Muyuan Foods, maior criadora de suínos do país, subiram 9,3% na segunda-feira, para 116 yuans. Tanto os futuros quanto as ações da empresa começaram a subir na semana passada, em meio a intensas discussões sobre a extensão da doença no rebanho de suínos do país. A Reuters relatou no mês passado que novas cepas de peste suína africana estavam afetando a produção em fazendas de reprodução na China. A reviravolta é comparável ao início de 2019, quando o mercado começou a entender a gravidade da peste suína, alimentando uma recuperação do mercado de ações, disse Xiao Lin, analista do fundo de investimento Win & Fun Investment de Shenzhen. “Tanto o inverno de 2018 quanto o inverno de 2020 viram reduções relativamente grandes na capacidade. Depois que as pessoas entendem a situação, começam a comprar ações”, disse ela. Analistas e participantes da indústria também disseram à Reuters neste mês que os surtos de outras doenças estão afetando a produção este ano. O governo até agora não confirmou os relatórios. A Hua’an Futures citou dados da Yongyi Consulting em uma nota no domingo mostrando que os estoques de porcas reprodutoras diminuíram em dezembro de 2020 e janeiro de 2021 em 1,68% e 4,99%, respectivamente, e estavam 37% mais baixos do que antes do surgimento da peste suína. Os altos preços dos leitões, que estão perto de 1.600 yuans por um porco de 7 quilos, indicam uma grande perda de leitões, disse Xiong em um relatório na segunda-feira. “A China vai abater 529 milhões de porcos em 2021, um aumento de apenas 0,4% ano a ano, e os preços dos suínos devem permanecer altos”, disse Wang Ying, analista da Hua’an, na segunda-feira. Xiao, a analista de fundos de investimento, revisou sua previsão de preços médios dos suínos este ano para 28 yuans de 25 yuans.
Reuters
Exportações de carne de frango alcançam 291,6 mil toneladas em janeiro
Embarques de carne suína chegam a 63,1 mil toneladas
As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 291,6 mil toneladas no primeiro mês de 2021, de acordo com levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume total embarcado no período foi 9,9% menor em relação às 323,8 mil toneladas efetivadas em janeiro de 2020. O resultado das vendas de carne de frango em janeiro deste ano chegou a US$ 434,4 milhões, número 17,9% inferior ao efetivado no mesmo período do ano passado, com US$ 529,1 milhões. No caso das exportações totais de carne suína, o volume embarcado chegou a 63,1 mil toneladas, número 7,8% menor em relação ao mesmo período de 2020, com 68,5 mil toneladas. Em receita, o resultado das vendas do mês alcançou US$ 146,5 milhões, desempenho 10,7% menor em relação ao realizado em 2020, com US$ 164,1 milhões
“Tanto em aves, quanto em suínos, verificamos que houve compra antecipada de produtos pelos importadores da Ásia, que seguem o calendário chinês. Com a passagem do Ano Novo Chinês e o início de um novo ciclo de embarques, espera-se que os níveis das vendas para a região retomem os patamares praticados em 2020. Além disso, o apoio brasileiro no suprimento de produtos a países prejudicados por crises sanitárias animais também pode influenciar na elevação das exportações”, avalia Ricardo Santin, Presidente da ABPA.
ABPA
Cientistas chineses identificam mutação menos mortal do vírus da peste suína africana, diz agência
Entre 2018 e 2019, a China teve parte do seu rebanho de porcos dizimada pela doença
Cientistas chineses descobriram uma mutação menos mortal do vírus da peste suína africana (PSA) circulando no país, segundo informações do Chinese Journal of Veterinary Science compiladas pela agência Reuters. A nova cepa, chamada de HuB20, foi isolada de uma amostra de carne suína de um mercado da província de Hubei, segundo fontes do Instituto do Exército de Libertação Popular da China. “Essa variante não contém nenhum marcador genético conhecido, indicando que variantes naturais de PSA estão ocorrendo na China e que isso pode estar relacionado à epidemia subaguda de PSA no país”, escreveram os autores do estudo. Entre 2018 e 2019, a China teve parte do seu rebanho de porcos dizimada pelo vírus. Até o momento, não há nenhuma vacina aprovada.
VALOR ECONÔMICO
Entra em vigor norma de bem-estar nas granjas
O Brasil é o 4º maior produtor e exportador de carne suína do mundo
Está em vigor desde o dia 1º de fevereiro a Instrução Normativa nº 113/2020, do Ministério da Agricultura, que trata de bem-estar animal na suinocultura. Até então não haviam normas específicas para o setor. A nova normativa traz algumas alterações no manejo nas granjas comerciais. As normas também estabelecem condições indicadas para a relação humanos-animal, além de uma série de outros parâmetros. Entre eles as instalações, condições de saúde e melhoramento genético, regras de bem-estar animal, regramento de procedimentos dolorosos como a castração, cirurgias e corte de cauda. Também estão inclusas regras para manejo nutricional, eutanásia e treinamento de pessoal. Outro foco importante é a agregação de valor aos produtos pecuários por meio da adoção das boas práticas normatizadas. Entre as evoluções da cadeia produtiva, propõe-se trabalhar formas de alojamento mais sustentáveis que reduzam o estresse oriundo da superlotação e da falta de atividade inerente ao comportamento da espécie, bem como o estabelecimento de um manejo sanitariamente mais seguro. As orientações estão alinhadas com as diretrizes da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) para a produção de suínos, dando respaldo para exportações e negociações internacionais, além de niveladas com as demandas nacionais em relação ao tema. De acordo com a Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), atualmente existem 1,1 mil empresas que gerem a atividade da suinocultura no país, abrigando mais de 30 mil produtores rurais.
AGROLINK
Alta nos principais insumos da avicultura
No caso do milho, a relação de troca de janeiro foi a sexta pior ao produtor de toda a série do Cepea
As cotações dos principais insumos da avicultura de corte, milho e farelo de soja, seguiram em tendência de alta em janeiro, enquanto os preços do frango vivo estiveram em queda. Segundo pesquisadores do Cepea, nesse cenário, a relação de troca de frango por farelo de soja chegou, em janeiro, ao segundo momento mais desfavorável ao avicultor, quando considerada toda a série histórica do Cepea, iniciada em 2004. De acordo com boletim informativo do Cepea, no caso do milho, a relação de troca de janeiro foi a sexta pior ao produtor de toda a série do Cepea. Foram consideradas as médias do frango vivo nas praças do estado de São Paulo e do farelo de soja no mercado de lotes da região de Campinas (SP).
CEPEA
MEIO AMBIENTE
Risco ambiental do governo Bolsonaro freia avanço do Brasil na OCDE
País poderia ser aprovado em comitê, mas discussão foi suspensa após denúncia da Human Rights Watch
O comitê de política ambiental da OCDE cancelou a discussão sobre o upgrade do status do Brasil no órgão, que aconteceria na semana que vem. O Brasil, que atua como convidado no comitê, reivindica o status de participante, que abriria caminho para acelerar o processo de adesão aos instrumentos ambientais da instituição, parte obrigatória do processo de acessão ao órgão. A entrada na OCDE, uma espécie de clube dos países ricos, é uma das maiores prioridades da política externa do governo Bolsonaro. Na visão do governo, seria uma maneira de aumentar a confiança no país e atrair mais investimentos. Conforme mostra documento obtido pela Folha, o Secretário-Geral da OCDE, Angel Gurría, havia recomendado que, durante a reunião do dia 9 de fevereiro, os membros aprovassem o upgrade do Brasil e a aceleração da adesão aos instrumentos. Ele afirmava que o país cumpria os critérios para se tornar participante. No entanto, após todos os membros do Comitê receberem uma carta da ONG de direitos humanos Human Rights Watch com questionamentos sobre a política ambiental de Bolsonaro, o Brasil foi removido da agenda da reunião de 9 de fevereiro. Agora, o encontro discutirá apenas o pedido de upgrade da Bulgária, outro país que tenta entrar na OCDE. “É extraordinário o Secretário eliminar o tema da agenda dessa maneira, é um sinal claro de que as desastrosas políticas ambientais de Bolsonaro estão se tornando um obstáculo para a entrada do Brasil na OCDE”, diz Daniel Wilkinson, Diretor da área de Meio Ambiente e Direitos Humanos da Human Rights Watch. “O Brasil estava claramente querendo usar esse comitê para fortalecer sua candidatura à OCDE, mas essa tentativa parece ter saído pela culatra.” Procurado pela Folha, o Itamaraty enviou nota dizendo: “O Brasil segue aguardando uma posição dos membros do EPOC (sigla do comitê em inglês) em relação às referidas solicitações, que requerem exame amplo dos membros do Comitê em suas reuniões regulares.” “O fato de a OCDE nem sequer conseguir discutir a entrada do Brasil como participante do comitê ambiental é constrangedor; em vez de tentar embelezar (greenwash) seu histórico ambiental desastroso, o governo precisa começar a mostrar resultados reais na proteção das florestas e dos defensores do meio ambiente”, diz Maria Laura Canineu, Diretora da Human Rights Watch no Brasil.
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